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‘Barroca vai com regulamento debaixo do braço’, afirma presidente

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Abrir o carnaval paulistano é uma responsabilidade que assusta as escolas que acabaram de subir do Grupo de Acesso. Avenida fria, rigor dos jurados, cidade parada, todo argumento é usado para justificar a dificuldade da posição. Vice-campeã em 2019, a Barroca Zona Sul encara a dificuldade de permanecer na elite do carnaval paulistano.

O presidente Cebolinha citou dificuldade durante entrevista com o CARNAVALESCO, e revelou postura da agremiação no desfile.

Presidente Cebolinha

“Abrir o carnaval é uma responsabilidade muito grande, mas o Barroca está preparado e vamos em busca de um grande resultado. O Barroca vai com o regulamento debaixo do braço”, defendeu Cebolinha, e concluiu: “Barroca está trabalhando bastante, alegoria e fantasias estão andando. A gente não gosta de falar muito, vamos trabalhar quietinhos pra gente poder fazer uma grande espetáculo”.

Perguntado sobre ascensão da agremiação, ele defende: “A comunidade está a cada dia numa crescente, estou bastante contente com os resultados que a escola vem trazendo nos últimos carnavais. Estou bastante feliz”.

Durante os preparativos para o projeto de 2020 da Barroca, o samba é ponto bastante elogiado, tanto pelos sambistas quanto pelos críticos.

“O samba foi uma obra de arte. A escola abraçou, acertamos algumas pontas do samba que eram pra ser acertadas. Deu certo, encaixou, graças a Deus estamos encaixando nos sambas nos últimos anos. Mais uma pancada”, finalizou.

A Barroca Zona Sul desfila na sexta-feira, dia 21, com o enredo: “Benguela… A Barroca clama a ti, Tereza!”, uma grande homenagem à Tereza de Benguela.

Viradouro renova parceria com o Senac e terá 1200 componentes com maquiagem artística no desfile

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O Senac RJ, por meio das maquiadoras Christina Gall e Juranda Xavier, renovou a parceria educacional com a vice-campeã do Carnaval 2019, Unidos do Viradouro. No Carnaval 2020, cerca de 120 alunos, ex-alunos e instrutores do curso de Maquiador irão atuar no domingo, ao lado da Equipe de Maquiagem Artística da escola, na make-up de cerca de 1,2 mil integrantes. A atividade funciona como laboratório para os estudantes, permitindo a vivência profissional em um dos maiores eventos do planeta.

maquiagem

A Equipe de Maquiagem Artística da Viradouro, também composta por ex-alunos do Senac RJ, é formada há três anos por Christina Gall, à frente da Direção e Criação, Juranda Xavier, na Coordenação Geral, e por Diogo Lisboa, que assina a Coordenação de Artístico e Efeito Especial.

Antes do desfile, os três profissionais (Christina, Juranda e Diogo) irão participar de palestras e oficinas na unidade Senac Copacabana para apresentar o tema e capacitar os alunos para o grande dia. Haverá palestra de sensibilização no dia 28 de janeiro, para demonstração prática de maquiagem artística e da experiência vivida pelo grupo anterior no Carnaval de 2019, além de oficinas, distribuídas em dois grupos, nos dias 4 e 5 de fevereiro, para treinamento com aplicação das técnicas que serão utilizadas este ano na Unidos do Viradouro.

A atividade se insere na metodologia de ensino do Senac RJ, que adota sempre o ensino prático. Na qualificação de Maquiador, o aluno aprende a aplicação técnica de produtos cosméticos e, utilização de recursos artísticos a partir de uma intenção, aplicando o conceito de Beleza Integrada. Desta forma, a equipe da escola assegura que a maquiagem dos componentes do desfile estará alinhada à mensagem de ala ou de cada fantasia. A experiência desse trabalho na avenida contribui para o portfólio profissional desses maquiadores.

Calendário de atividades pré-carnaval

Senac Copacabana – Rua Pompeu Loureiro, 45

Palestra de Sensibilização – auditório
Dia 28/01, das 18h às 22h

Oficina – 1º grupo
Dia 04/02, das 9h às 18h

Oficina – 2º grupo
Dia 05/02, das 9h às 18h

Camarote Rio Praia: atrações como Diogo Nogueira, Preta Gil, Mumuzinho e Jammil

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    Um dos centros de hospitalidade mais desejados da Marquês de Sapucaí, o Camarote Rio Praia chega ao seu terceiro carnaval. Entre os dias 21 e 29 de fevereiro, atrações como Diogo Nogueira, Mumuzinho, Jammil, Belo e Preta Gil garantem experiências premium para o folião, sem falar do atendimento diferenciado e dos melhores serviços do Sambódromo, que incluem transfer, customização e espaços beleza e reflexologia. Pelo segundo ano consecutivo, Gracyanne Barbosa será a rainha do Rio Praia.

    Localizado em um dos pontos mais nobres da avenida, entre os setores 8 e 10, onde fica do recuo da bateria, o espaço ainda contará com Gabi Lima e DJ Dieguez se apresentando diariamente para cariocas e turistas. Além das atrações musicais, quem optar pelo Rio Praia terá direito a open bar e gastronomia de alto padrão, que inclui bufê de comida japonesa do restaurante Benkei, entre outras opções contemporâneas.

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    O espaço terá diversos ambientes, com a capacidade de receber 1.200 pessoas por noite. Destaque para os lounges panorâmicos com a melhor vista dos desfiles, além de bares em todos os níveis. A ampla frisa garante aos foliões o sentimento de fazer parte do maior espetáculo da terra, com direito a sentir de perto a energia das pessoas que estão desfilando, uma experiência única. Entre uma escola e outra, os shows com grandes nomes da música brasileira.

    O espaço de beleza ficará sob a batuta do beauty artist Edson Freitas enquanto que a Granado cuidará do espaço de reflexologia. O público ainda terá acesso ao confortável serviço de transfers de ida e volta, saindo do Hotel Pestana Rio Atlântica, na Avenida Atlântica 2.964, em Copacabana.

    Programação Camarote Rio Praia 2020 – entre os dias 21 e 29

    Local: Marquês de Sapucaí Entre Setor 8 e 10
    Transfer: Hotel Pestana Rio Atlântica, Avenida Atlântica 2.964, Copacabana
    Ingressos: a partir de R$ 990
    Vendas: https://www.ingressocerto.com/riopraia

    Atrações:
    21/02 Belo
    22/02 Preta Gil
    23/02 Mumuzinho
    24/02 Diogo Nogueira
    29/02 Jammil
    Gabi Lima e DJ Dieguez todos os dias

    Portela celebra São Sebastião com alvorada, missa, carreata e bolo na segunda-feira

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    A Portela preparou uma programação especial para celebrar São Sebastião, padroeiro do Rio, da bateria Tabajara do Samba e da agremiação, nesta segunda-feira, feriado na cidade. As comemorações começam às 5h, com alvorada na quadra. Às 9h, haverá missa e, em seguida, uma grande carreata até a Paróquia São Sebastião, em Bento Ribeiro. No retorno à quadra, a festa continua com almoço e bolo. A entrada é franca.

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    O evento, que é organizado pelo baluarte Jeronymo Patrocínio e pelo Departamento Social, terá a participação de integrantes de todos os segmentos e departamentos.

    Vale lembrar que a Portela também celebra anualmente Nossa Senhora da Conceição, padroeira da escola. Nossa Senhora e São Sebastião estão no altar que fica na parte superior do palco do Portelão. Além disso, batizam a capela localizada na entrada da quadra.

    Já na tarde do dia 20, a Azul e Branco promoverá uma grande feijoada e shows com os grupos Quintal da Portela e Galocantô, com ingressos a R$ 15. A Portela fica na Rua Clara Nunes 81, Madureira.

    Programação do Dia de São Sebastião na Portela, com entrada franca

    5h– Alvorada
    8h- Café da manhã
    9h– Missa
    11h- Carreata levando a imagem do Padroeiro do Portelão até a Paróquia São Sebastião, em Bento Ribeiro (Praça Manágua, 1)
    13h– Almoço e bolo

    Artistas negros visitam barracão do Salgueiro e ficam emocionados com enredo sobre Benjamin de Oliveira

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    Por Gabriella Souza

    Os atores Milton Gonçalves, Jorge Coutinho e os familiares do humorista Mussum estiveram no barracão do Salgueiro, na tarde desta quinta-feira, e foram conhecer o que o carnavalesco Alex de Souza prepara para o enredo que homenageia o palhaço negro Benjamin de Oliveira. O carnavalesco apresentou o enredo e a alegoria em que os convidados desfilarão.

    Milton Gonçalves se emocionou ao falar de racismo e da história de luta do povo negro e de sua trajetória de vida e trabalho.

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    “Nós brasileiros e negros lutamos e buscamos ‘ad eternum’ por respeito e para que nossos netos e filhos possam ter oportunidades. Eu quando era menino não podia entrar em um teatro, em um ônibus e até o desfile das escolas nos expulsavam e nos faltavam com respeito, tudo através do racismo. Muita gente pensa que “o negro só quer samba”. Não quero só samba, quero um encontro maravilhoso de todos nós e acho isso fundamental. Quando nós, e e meu povo, nos apresentamos e somos enredo na Avenida, ninguém pode mudar isso, ninguém. E o Salgueiro está cumprindo com uma missão muito grande”, afirmou com os olhos marejados.

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    O ator ainda ressalta a importância do teatro na sua vida contou: “Trabalho desde meus seis anos de idade, sou mineiro e criado em São Paulo. Quando cheguei no Rio eu falei que não sairia mais daqui, pois vi meu povo na praia, estudando e discutindo diversas questões. O teatro e arte foram fundamentais para mim, mudaram a minha vida”.

    Alex de Souza prepara 20 ‘Benjamins’ na Avenida

    A última ala da escola “Os herdeiros de Benjamin ” será onde esta homenagem se concretizará. Grandes atores, artistas e personalidades negras da cultura brasileira estarão na ala junto com os visitantes, pessoas que assim como Benjamin, foram expoentes e abriram portas para outros artistas, entre eles, participarão Antônio Pitanga, Negra Li, Cosme dos Santos e outros relembrados através de balões com seus rostos, como será com Mussum e Ruth de Souza e Grande Otelo.

    Segundo Alex de Souza, serão 20 ‘Benjamins’ que irão representar sua figura na Avenida. Ele apresentou um panorama do enredo e uma breve história de vida de Benjamin aos convidados, assim como o projeto da alegoria em que eles participarão.

    “A maioria das pessoas ainda não conhece a história e o trabalho do Benjamin e queremos mesmo é poder fazer um leque de tudo o que ele passou e produziu. Para mim, talvez, ele tenha sido um dos artistas mais completos do Brasil. Cantou, dançou, sapateou, escreveu e atuou. Isso me impressiona por ele ter sido um artista plural. E ter essas pessoas inspiradoras na Avenida para representá-lo será emocionante”, declarou Alex aos convidados.

    A primeira figura que o carnavalesco pensou para ser homenageada foi o falecido humorista Mussum. E para representá-lo na Avenida seus filhos Sandro, Augusto e Igor foram ao barracão visitar a escola. Um dos filhos de Mussum, Augusto, ressalta a importância da homenagem.

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    “A história do Benjamin nos mostra que nós podemos lutar e conquistar, se é isso o que você quer tem que ir e fazer. A história deles nos inspira, assim como dos outros que também o representarão”.

    Sandro, outro filho de Mussum também se disse lisonjeado e honrado de poder estar junto de grandes figuras e artistas.

    “Essa homenagem nos deixa muito lisonjeados, Benjamin foi um artista que abriu portas e ficamos felizes em participar ao lado dessas pessoas que sempre me inspiraram desde pequeno, como o Milton e o Jorge. Ainda mais no carnaval, que nosso pai gostava tanto. Vocês não imaginam a emoção que estou sentindo”.

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    O ator Jorge Coutinho revelou estar feliz com o convite de poder estar em desfile de um artista que admira muito.

    “O convite foi incrível, sou mangueirense, mas adoro o Salgueiro, é uma escola que tenho muitos amigos e sempre frequentei. Já o Benjamin é um artista que admiro demais a história de vida e carreira. E sei que o Salgueiro fará um enredo bonito e com um alto nível”.

    Benjamin de Oliveira foi um artista, compositor, cantor, ator e palhaço de circo brasileiro. Sua vida ficou na história, pois foi reconhecido como o primeiro palhaço negro do Brasil. Ele idealizou e criou o primeiro circo-teatro, escreveu e dirigiu diversas peças de sucesso. Aos 12 anos, fugiu de casa com a trupe “Sotero”, passou por diversos circos e realizou inúmeros shows, com público popular e também aos da elite. O artista faleceu em 1954 no Rio de Janeiro, cidade onde encerrou sua carreira. O Salgueiro aposta em trazer este perfil, história e trajetória em um enredo que marca os 150 anos do artista.

    União da Ilha ensaia presença de pagode no meio da bateria e Laíla cria novo modelo de treino na rua

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    Quem conhece o trabalho de Laíla sabe que ele é um sambista inquieto e que busca criar coisas novas, mesmo que possa errar ou acertar. Para o Carnaval da União da Ilha em 2020 não será diferente. O experiente diretor junto dos mestres Keko e Marcelo vão bolar um pagode em plena Marquês de Sapucaí no meio da bateria com banjos, surdos e pandeiros.

    Para isso, a escola realizou seu primeiro ensaio de rua nesta quarta-feira, com uma configuração completamente diferente daquela que nos acostumamos a ver. Primeiro a escola foi toda montada ao contrário, dentro da quadra e na rua foi “virada”. Segundo não havia carro de som, apenas um pequeno referencial de voz. Os transtornos harmônicos que as mudanças causaram aos componentes foram nítidos, mas Laíla esclareceu que tudo está sob controle e em seu radar.

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    “Botei o som baixo para servir de pequena guia. A escola cantou o tempo inteiro. Houve atravessamento no final em função de não haver sonorização no final. Mas eu estou tranquilo. Te garanto que vai ter pagode na avenida. Estamos fazendo os ajustes. Mas em três momentos do nosso desfile iremos fazer. Ainda teremos mais três ensaios na rua para realizar outros testes. Faremos no lado do Cacuia também”, explicou Laíla.

    Harmonia

    Quando se faz um ensaio sem carro de som há o risco do canto se perder em determinados trechos distantes da bateria. É por isso que o desfile acontece com toda a avenida sonorizada. Para verificar a quantas anda o canto do componente, a Ilha optou apenas por um pequeno referencial de voz, o que acarretou grande atravessamento de canto no final da escola. As alas chegavam a parar de cantar e recomeçavam.

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    Bateria

    O trabalho de Keko e Marcelo é louvável. Para buscar o diferencial daquilo que foi apresentado em 2019 a escola pensou em um pagode em plena bateria. Algo ousado e difícil de se realizar. Os 36 integrantes do pagode se posicionam à frente dos ritmistas quando estes saem do recuo. Após uma paradinha a bateria para completamente e o samba é sustentado pela levada do pagode. Foram duas passadas inteiras do samba. Após isso a bateria se abre e o grupo passa por dentro dos ritmistas. A inovação não impediu que a Baterilha ensaiasse suas bossas e convenções mesmo sem carro de som.

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    “Estamos em fase de testes e o ensaio na rua foi para isso. Realizamos um treinamento apenas com o canto da comunidade sem carro de som. Estamos em fase de ajustes. Teremos mais quatro ensaios para isso. Com relação ao pagode que vamos fazer primeiro nós pensamos em criar algo diferente pois o nível das baterias está muito elevado e assim estamos buscando sair um pouco do lugar comum. Será um ‘pagofunk’. A bateria fará uma paradinha funk, vai parar e em seguida entre um pagodinho com 12 banjos, 12 tantãs e 12 pandeiros”, disse mestre Marcelo.

    Evolução

    Também foi afetada com o ensaio diferente. Primeiro que o trecho da rua utilizado era muito estreito, no lado oposto ao que a escola ensaia tradicionalmente. Com uma quantidade imensa de populares na rua a mobilidade dos componentes ficou limitada. Além disso foram mais de duas horas de ensaio com a escola ficando bastante tempo parada.

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    Samba-Enredo

    Teve bom rendimento no ensaio, sustentado por um pequeno sistema de som. Os componentes cantaram bem a obra mesmo com o desafio de pouco escutar a bateria em determinados pontos. A escola cantou principalmente o refrão com bastante força.

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    Comissão de Frente

    Comandada pelo coreógrafo Leandro Azevedo veio puxando a escola, realizando movimentos coreografados que podem ser os oficiais de desfile. O grupo trajava uma roupa preta e também cantou o samba todo o tempo.

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    Estácio de Sá retorna aos ensaios comerciais nesta sexta-feira

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    A Estácio de Sá faz nesta sexta-feira, a partir das 22h30 o seu primeiro ensaio show de 2020. O evento conta com a participação de todos componentes do carro de som, passistas, velha guarda, ala de baianas, compositores e todos demais seguimentos que compõe a escola.

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    Serviço: Uma Noite no Berço do Samba

    Atrações: Elenco show da Estácio de Sá e bateria medalha de ouro
    Data: 17 de janeiro, sexta-feira
    Valor: R$ 30,00 (venda somente na hora do evento na bilheteria da quadra)
    Horário: 22h30
    Classificação: 18 anos
    Local: Quadra da Estácio (Av. Salvador de Sá, 206 – Cidade Nova)
    Informações: (21) 2504-2883 ou (21) 99159-0402

    Feijoada Pré-carnavalesca da Mangueira no Vila Galé Rio

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    O clima já é de carnaval no Rio de Janeiro e a Estação Primeira de Mangueira, atual campeão do carnaval carioca, que é o maior espetáculo de céu aberto do mundo, quer mais é mostrar pra essa gente que o samba é lá em Mangueira.

    Em mais uma parceria vitoriosa, a Verde e Rosa apresenta a Feijoada Pré-carnavalesca da Mangueira, que acontece dia 18 de janeiro, no Hotel Vila Galé Rio, na Lapa. Além da culinária de excelência, com buffet completo de feijoada, acompanhamentos, massas, grelhados, saladas e sobremesas, a diversão está garantida pelo som dos tamborins da Estação Primeira e o rufar do seu tambor. A abertura será do grupo Só Damas, que prepara a tarde para o show da Bateria da Mangueira. Presença VIP da rainha de bateria Evelyn Bastos, da Comissão de Frente e do casal de mestre-sala e porta-bandeira Squel Jorgea e Matheus Olivério.

    Não fique de fora! Para garantir seu lugar nessa festa com conforto, as vendas antecipadas já estão abertas através do link: https://www.sympla.com.br/feijoada-pre-carnavalesca-da-mangueira__753776

    SERVIÇO

    Feijoada Pré-carnavalesca da Mangueira
    Data: 18 de janeiro
    Horário: De 12:30h às 16h
    Local: Hotel Vila Galé Rio
    Endereço: Rua do Riachuelo, 124 – Lapa
    Valor: R$ 120,00 (Buffet completo. Bebidas e taxa de serviço não inclusas)
    Haverá venda de ingresso no dia do evento, diretamente no hotel.
    Aceitamos todos os cartões de débito e crédito.
    Crianças até 12 anos pagam meia.
    Sujeito a lotação.
    Mais informações: 21 2460-4500 | [email protected]

    Gaviões da Fiel constroem carnaval inovador para regulamento de São Paulo e com muita movimentação

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    O site CARNAVALESCO inicia as visitas nos barracões das escolas do Grupo Especial do carnaval de São Paulo com uma estreia que provoca muita expectativa. A dupla de carnavalescos, Paulo Barros e Paulo Menezes, promete muita ousadia e inovação para o Sambódromo do Anhembi. Menezes recebeu a equipe do site no barracão dos Gaviões da Fiel pra falar sobre enredo de 2020, cronogramas, adaptação ao regulamento e outros assuntos importantes para o planejamento.

    O enredo da agremiação alvinegra exalta o amor, intitulado como: “Um não sei que, que nasce não sei onde, vem não sei como e explode não sei porquê”. Paulo Menezes explica resumidamente o tema.

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    “A gente vai falar sobre o amor, sobre as diversas formas de amar, sobre as maneiras do homem demonstrar o sentimento. Faremos um apanhando dos grandes amores da história, dos grandes amores da literatura, dos grandes amores das artes. Enfim, a gente mostra todos os grandes amores da história, mas mostramos também que amar não é só isso. Você pode amar ideais, conquistas, tem diversas maneiras de demonstrar seu amor. Quando você luta pelo que você acredita, é também uma forma de amar. Nós mostramos isso no nosso enredo, inclusive o amor do torcedor pela escola, pela torcida. É um apanhado das diversas formas de amar”.

    Paulo também revela que ideia se concretizou após conhecer a quadra e os componentes dos Gaviões da Fiel.

    “A gente tinha várias ideias, mas não tínhamos vindo pra cá ainda. Quando chegamos, vimos que eles se tratam como um ‘bando de loucos’, e fomos ver que loucura era essa. E era justamente o amor, e aí decidimos o que a gente ia falar”.

    O carnavalesco também comenta sobre as diferenças entre Rio e São Paulo, e expõe similaridade.

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    “O carnaval do Rio de Janeiro premia a criatividade, o de São Paulo já não, mas isso não impede que você não conquiste as pessoas através da interação. A gente não sabe como isso é recebido pelos jurados. Não premiar vai até a página dois”, afirma Menezes, que acrescenta: “As pessoas falavam pra gente que o carnaval de São Paulo era frio, diferente do Rio de Janeiro por ser mais caloroso. O comportamento e a maneira de enxergarem é diferente, mas isso não quer dizer que seja tão diferente assim. Eu trabalhei em diversas escolas de torcidas fortes, Portela, Mocidade, Império Serrano, União da Ilha, e uma coisa que todas ela tem é a paixão, e isso a gente encontrou aqui também”.

    Carnavalesco promete inovação e movimentação nas alegorias

    Se analisar os desfiles de cada carnavalesco da escola, nota-se muita criatividade, ousadia e inovação. Paulo Barros, por exemplo, já trouxe componentes da comissão de frente que trocavam de roupas num ato para parecer mágica, motoqueiro fantasma, e muita movimentação humana nos carros alegóricos. Paulo Menezes revela desfile fora dos moldes paulistas e garante aprovação do público.

    “O carnaval de São Paulo não está acostumado a ver tanta movimentação no desfile, e esse ano vai ter. Agora, a gente não sabe como o público vai reagir a isso, mas acho que vai ser um diferencial, as pessoas vão gostar. Não tem como prever, é o resultado da avenida na hora, mas estamos confiando muito nisso”.

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    A trajetória da dupla é bastante lembrada ao sambista que imagina o desfile dos Gaviões, e espera grandiosidade similar. Questionado sobre como enxerga a expectativa, Paulo desvia, foca na qualidade do carnaval e desmente projeto nos moldes do Rio de Janeiro.

    “A nossa expectativa é de fazer um grande carnaval, o que vier depois é lucro. É claro que são os 50 anos da escola, a gente quer muito dar de presente o título, mas são muitos fatores que influenciam e não depende só da gente. Lógico que estamos trabalhando pra isso, e o resultado é lá na avenida na hora do desfile. A gente procurou não fazer um carnaval igual do Rio de Janeiro, mas um carnaval dentro dos moldes de São Paulo. Não adianta fazer algo que é bom pro Rio, e pode não ser bom aqui. Já estamos bem adaptados. A gente estudou muito o regulamento, o comportamento do jurado, a maneira que ele julga”.

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    Os carnavalescos da agremiação sempre seguem a recomendação básica da escola de não usar o verde no desfile. Por ser uma escola de torcida, e remeter ao rival, eles mantêm tal pensamento. Paulo garante que pedido não atrapalhou planejamento.

    “Foi só uma recomendação e que não atrapalhou a gente em nada. Quando começamos a desenhar e pintar os projetos, a gente sabia que não podia usar. Não sentimos falta porque a nossa cabeça já estava direcionada a isso. O combinado não sai caro”.

    Paulo Menezes conta ao CARNAVALESCO que se mudou pra São Paulo, e com isso pode acompanhar o dia a dia do barracão.

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    “O boi só engordar com o olho do dono. A gente tá correndo pra poder terminar tudo tranquilamente. É um carnaval que está tranquilo, mas a gente não pode descansar. O Paulo Barro está longe, no Rio, mas eu estou aqui, todo dia no barracão. Eu nunca costumo calcular porcentagem, às vezes o trabalho emperra porque são muitas novidades pra eles, trabalhos diferentes, mas também tem horas que o trabalho flui”.

    Lembrando o último carnaval dos Gaviões da Fiel, ganhador do prêmio Estrela do Carnaval em 2019, a escola levantou as arquibancadas durante grande parte do desfile. Questionado sobre força da torcida, Paulo valoriza a animação que contagia os desfilantes.

    “Os componentes podem influenciar a arquibancada, da mesma forma que o público pode influenciar o desfile. Já desfilei pra concreto, já desfilei pro público vibrando e pra arquibancada fria. Quando se tem uma arquibancada vibrante, o componente automaticamente se anima e devolve pra arquibancada. Eles influenciam muito mais a gente do que vice-versa”.

    Outro ponto de bastante destaque de 2019, e que carrega um onda de expectativa, é a comissão de frente coreografada pelo Edgar Júnior.

    “Nós conversamos muito com o Edgar. Não adianta criarmos coisas e só entregar pro coreógrafo, tem que ter uma atenção, é o primeiro quesito da escola. Pra escola que quer ganhar, a comissão precisa ter a certeza do que está fazendo, estar ciente do que pode dar certo e errado. A gente conversa muito com o Edgar, até pra não jogar ele na arena com os leões. Tudo é conversado pra não acontecer exatamente isso”.

    Ordem de desfile

    A escola optou por não revelar montagem da escola e divisão de setores. Assim como a questão das fotos, vetadas pela diretoria.

    “É uma estratégia minha e do Paulo Barros. A gente não gosta de abrir totalmente o enredo”, afirma Paulo Menezes.

    Entrevistão com mestre Ricardinho: ‘Novos mestres estão contribuindo com conhecimento musical’

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    Por Victor Amancio

    No seu décimo terceiro ano como mestre de bateria do Paraíso do Tuiuti, sendo o sétimo seguido, o mestre Ricardinho que chegou à escola em 1998 como ritmista coloca a bateria Supersom em um patamar de grandeza perto das tradicionais escolas de samba. São 19 notas dez em 24 disputadas, tendo um aproveitamento de 80%. O mestre do Paraíso do Tuiuti conversa com a reportagem do CARNAVALESCO para a série ‘Entrevistão’.

    Após tantos anos de Tuiuti e experiência em diversas baterias como ritmista e mestre o que o carnaval mudou na sua vida?

    Ricardinho: “Não mudou muita coisa, pois eu nunca vivi de carnaval e continuo não vivendo. Hoje, o Tuiuti por estar no Grupo Especial tem condições de oferecer condições melhores do que quando estávamos no Acesso, mas ainda assim eu não consigo viver disso. Tenho minha profissão, sou professor de matemática, de fevereiro a dezembro trabalho dentro da sala de aula todos os dias às 7h. É uma luta nos meses próximos ao carnaval. Eu digo que o Tuiuti, principalmente, pois é uma escola que eu acompanho há mais de 20 anos, evoluiu muito. Quando eu cheguei na escola em 1998 não tínhamos nem teto e hoje temos uma estrutura representa bem a escola”.

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    Qual a importância do presidente Thor na sua vida como mestre de bateria?

    Ricardinho: “Foi o cara que me deu a primeira oportunidade em 2003 quando se tornou presidente, eu era ritmista dele, desfilei com ele de 1999 a 2001. Quando ele voltou em 2003 quando ele chegou à presidência eu pedi a ele uma oportunidade e ele achou que valia a pena investir, graças ao trabalho que eu já tinha desenvolvido no samba, na Unidos da Tijuca, e criamos um vínculo e já vou para o décimo terceiro ano a frente da bateria, com algumas interrupções”.

    Como professor de matemática o que você leva do carnaval para sala de aula e da sala de aula para o carnaval?

    Ricardinho: “Da sala de aula para o carnaval eu levo principalmente a questão da didática, a questão de passar as coisas para os ritmistas, pela experiência que eu tenho em ensinar e me fazer ser entendido. Da sala de aula para o carnaval é mais fácil para mim, no sentido contrário, eu acho que levo a balbúrdia, a desorganização de uma bateria. São 250 pessoas que pensam diferentes, cada um querendo uma coisa de um jeito ou quer uma coisa. Administrar todas essas pessoas, de diferentes classes sociais e gêneros é um pouco difícil, as vezes encontro dificuldade, mas tento sempre ser o mais compreensivo possível”.

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    Como ritmista qual mestre foi sua maior referência? Por que?

    Ricardinho: “Eu sou de 1976, tenho 43 anos hoje, mestres que eu tenho como referência são os que eu consegui assistir pela televisão na época que me apaixonei pelas escolas de samba. Então posso dizer que são o mestre Mug, da Vila Isabel, que hoje eu conheço pessoalmente; o Ciça, que eu vi pela Estácio em 1989 e fiquei alucinado; Odilon, na União da Ilha na década de 90 também me fascinou; mestre Paulão, da União da Ilha; mestre Paulinho, da Caprichosos de Pilares. São os principais, e eu fico feliz em ter tido a chance de disputar nota com alguns deles, como o Ciça que está em atividade e hoje é um paizão, um padrinho”.

    Apesar de ser novo, você é uma realidade como mestre de bateria. Qual sua opinião sobre a garotada que está chegando no comando das baterias?

    Ricardinho: “Eu sou muito humilde nessa questão de ser uma realidade, eu tenho uma experiência razoavelmente grande, estou indo para o quarto ano no Grupo Especial, mas eu acho que não sou eu quem tenho que achar isso. Eu faço o meu trabalho para garantir o meu espaço. Sobre os garotos que estão chegando eu vejo muita qualidade, mas ser mestre não é somente ter qualidade técnica, muito mais do que saber tocar bem ou fazer bossa elaborada. Ser mestre é saber fazer política, saber apresentar a bateria para um jurado, esses são os aspectos. O que eu falo para essa rapaziada nova que está chegando é que eles venham com força e disposição mas sempre respeitando os mais velhos”.

    Hoje, poucos falam mais a bateria da Tijuca com mestre Celinho era uma das melhores, mas suava por notas máximas. O que faltava?

    Ricardinho: “Sinceramente, eu não sei pois a bateria se apresentou muito bem. Desfilei com Celinho de 1999 à 2005. Em 2 anos, 1999, 2001 tiramos a nota máxima, mas tirando o ano de 2002, que foi um ano que a fantasia dificultou a execução da bateria, tivemos boas notas, chegando perto da nota máxima. Podia ser má vontade do jurado em não dar a nota máxima e às vezes pela falta de expressividade do Celinho, que é uma pessoa muito tímida, em dizer assim “olha aqui a minha bateria”, pois ele tinha, a bateria era um esculacho. Mas é apenas uma especulação. O Celinho é uma referência, um grande amigo que pude fazer, encontro ele de vez em quando pela rua e sempre é um prazer estar com ele”.

    Paradinha ou coreografia o que você prefere e o motivo?

    Ricardinho: “Entre os dois eu prefiro o ritmo, a bateria está lá para sustentar o samba, o andamento. Paradinha e coreografias são complementos. Paradinha é para o ritmista dar uma descansada, 10, 15 segundos para pegar um gás de novo. Coreografia é complemento para mexer com arquibancada. Tem ano que cai bem e tem ano que o samba não permite fazer muita coisa. O ano de 2016 aqui foi o auge, no ano que subimos, viemos com várias coreografias e o público respondia mas não é a tônica do nosso trabalho”.

    A realidade agora nas baterias é o que mestre precisa conhecer mesmo e não ser apenas autodidata?

    Ricardinho: “Ritmo tem que conhecer, sem dúvida, conhecimento musical tem muito mestre que não conhecem e isso é uma coisa que essa nova geração está trazendo. Muitos mestres novos sabem ler partitura e tem esse conhecimento musical que eu, particularmente, não tenho. Eu entendo de afinação, consigo detectar um erro e onde acontece. Os mestres antigos não tem essa característica, mas hoje essa galera nova tem essa virtude e eu acredito que seja uma contribuição deles, pois quanto mais pudermos tornar o trabalho mais técnico, mais evoluído, é melhor para o carnaval. Não diria que não ter esse conhecimento me faz falta”.

    Se pudesse o que gostaria de mudar no julgamento do quesito e como faria?

    Ricardinho: “É muito difícil, o julgamento é muito subjetivo, por exemplo: esse ano um jurado elogiou a afinação da bateria do Tuiuti, disse que estava boa e a bateria estava com peso. O jurado do módulo seguinte tirou ponto e dentre as justificativas era que a bateria estava com pouco peso. É um critério muito subjetivo. Para mim deveria ser algo mais técnico como: na minha frente no minuto X a bateria fez uma paradinha e sobrou um tamborim. Se fosse assim, não teríamos o que discutir. O critério do “eu acho”, acaba sendo muito subjetivo. Os mestres não gostam desse tipo de justificativa, que não parece ser uma coisa plausível, e sim para tirar ponto pela bandeira da escola. Essa é minha opinião. Julgar é muito complicado, máximo respeito aos jurados e vamos trabalhar para agradar”.

    Em que patamar você coloca a bateria do Tuiuti atualmente? E o que ainda pensa em melhorar para esse ano ou os próximos?

    É difícil de falar do próprio trabalho, de 2014 pra cá, que foi quando eu voltei para escola depois de 4 anos, eu peguei uma bateria e hoje temos uma outra bateria. Eu acho que a bateria do Tuiuti não se apresenta mal, temos uma bateria completa, com corpo. Tudo é fruto de um trabalho, são 19 notas máximas em 24 disputadas e temos que continuar buscando, nosso aproveitamento está em 80% e um trabalho desse de jeito nenhum pode ser considerado ruim. Dessas 5 notas que não foram 10, 3 foram no ano de 2017, quando a escola subiu, e a gente sabe que tem a questão da escola que sobe ser visada a perder nota. A bateria hoje, eu acredito e escuto por ai, é respeitada no carnaval. E para melhorar é corrigir sempre o que não está tão bom, mas o trabalho em si está sendo instituído desde 2014″.