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Gaviões da Fiel já esboça desfile ousado durante ensaio técnico

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Por Matheus Mattos. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP

Segunda escola do Grupo Especial a ensaiar na noite de domingo, no Anhembi, os Gaviões da Fiel trouxeram um ótimo número de componentes, comissão de frente que levantou a arquibancada e esboço de um desfile com bastante ousadia.

O esquenta da agremiação relembrou sambas antigos e o hino do time. O vice-presidente, Alexandre Domenico, discursou momentos antes do início do treino.

Gaviões esboça desfile ousado

“Há 25 anos conquistávamos o título, e hoje vamos em busca da nossa quinta estrela. Trouxemos os maiores carnavalescos do Brasil e eles escreveram um enredo pesado pra gente levar pra avenida. Estamos trabalhando no barracão e até o começo do próximo mês já vai estar tudo certo”, afirmou.

Comissão de frente

Definitivamente, a presença da comissão de frente elevou a primeira impressão do ensaio técnico dos Gaviões, principalmente, por pontos específicos. Tripé: A ala trouxe um enorme elemento cenográfico e com muita interação entre bailarinos. Troca de componentes: o quesito trabalha com dois grupos de quinze pessoas, ou seja, são duas coreografias que duram cerca de duas passagens do samba, cada uma. Expressividade no rosto: em trechos específicos, os componentes gritavam e se expressavam, fator que cativou a arquibancada. Os integrantes gritam e se corrigem em todo momento. Porém, logo em frente à arquibancada monumental, notou-se um descompasso entre o canto do quesito com o carro de som que durou mais de uma passagem do samba. É importante lembrar que, as escolas ainda não estão ensaiando com as caixas de som em toda avenida, por esse motivo o erro é recorrente.

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“Nesse primeiro teste foi muito bom. A gente atingiu a nossa expectativa de levantar o público. Agora é sentar, respirar, corrigir as possíveis falhas e chegar no desfile 100%”, disse o coreógrafo Edgar Júnior.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal oficial dos Gaviões da Fiel, Wagner Lima e Gabriela Mondjian, evoluiu com roupa simples e leve. Terno para o Wagner e vestido para Gabriela, que se destacou pelas pedrarias. A cor predominante era o preto. A dupla apresentou um bailado cativante, principalmente, pelos jogos de pernas e sorriso do mestre-sala. Observados em frente à torre 04 de julgamento, ambos demonstraram um cortejo mais clássico e apresentando o pavilhão principal para os jurados.

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Harmonia

A agremiação alvinegra sempre trouxe componentes que cantam bastante o samba, e, não foi diferente. Como a escola optou por colocar baianas e a velha-guarda logo no início, a força do cantou começou a ser destacada no início do segundo setor. Alas como a 6 e a 7 foram as que mais se destacaram pela animação, inclusive no final do sambódromo. O trecho “Canta Gaviões” é praticamente gritado por toda a escola, porém, a força de canto do refrão não foi visto no restante do samba. Alguns trechos das alas oscilaram, isso analisando animação do desfilante e pontos do samba que evidenciam a falta de intimidade.

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“Todo ano eu falo exatamente a mesma coisa, eu sou extremamente exigente e nós detectamos alguns problemas. Como é o nosso primeiro ensaio, estou bem tranquila. Temos muitas novidades, e isso são coisas que a gente vai se adaptando”, revela Regina Dercoli, diretora de harmonia.

Evolução

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A evolução da escola foi bastante tranquila, principalmente, no começo. O ritmo do andar imposto estava confortável e sem exageros. Alguns momentos a escola ficava um tempo parada, mas nada que preocupasse o andamento. Enquanto a bateria passava pela torre 07, algumas alas apertaram o passo e houve uma correria para o final do treino. É importante destacar a abertura para alas coreografadas, são no mínimo uma em cada setor. O restante da agremiação também apresenta coreografias, mas são passos que procuram não movimentar demais o componente. A escola fechou o portão com 64 minutos, um a menos do limite oficial.

Samba-enredo

É bastante fácil de cantar, tem um refrão explosivo e melodia que não arrisca tanto. A comunidade responde aos melismas do hino de forma bastante objetiva. O carro de som fez um treino bastante seguro e com arranjos de cordas dentro da melodia. Em alguns momentos do “Canta Gaviões”, a ala musical parava pra escola responder.

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“De dentro da avenida a gente só sente que o clima foi excelente. Foi um desfile bom por ser o primeiro ensaio técnico, vamos analisar os detalhes que precisam acertar. Mas a Gaviões está no caminho certo, será um grande carnaval. A ala musical está trabalhando bastante, tenho uma ala só com profissionais. A cada dia a gente trabalha pra aprimorar”, conta Ernesto Teixeira, intérprete oficial.

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Bateria

A batucada Ritimão teve um desempenho também bastante seguro. Mestre Ciro soltou sequências de bossas em frente as torres onde se localizam os jurados do quesito. O uso do timbal nos arranjos foi pensado de forma bem estratégica, eles tocam durante os refrões, tem frases durante o samba, inclusive, após a subida do tamborim, um desenho que dura um compasso e meio. As bossas utilizadas são explosivas, com retomada firme do naipe de caixas e desenhos das marcações. A rainha Sabrina Sato esteve presente no ensaio.

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Outros destaques

Um ponto que chamou a atenção durante o treino é o tamanho do abre-alas. Separado pela faixa, a dimensão praticamente se igualou ao espaço do recuo da bateria. Outro ponto curioso é que em praticamente todas as alas terá um tripé, sempre com uma, duas ou até mais pessoas no elemento.

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A ala das crianças também se destacou pela quantidade e organização. Dstaque também para o show de fumaças e sinalizadores feito pela torcida na arquibancada monumental enquanto a bateria passava.

Série Barracões: Mangueira levará diversas faces de Jesus e quer desfile superior ao de 2019 na luta pelo bi

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Por Victor Amancio

Na busca pelo bicampeonato depois do título da Mangueira em 2019, o carnavalesco Leandro Vieira se debruça na biografia de Jesus para o próximo carnaval, mas diferente da história contada, ele apresentará diversas faces de Jesus Cristo. Em visita do site CARNAVALESCO ao barracão da Verde e Rosa, o artista explicou que o enredo não é um questionamento a história de Jesus, mas é um questionamento a supremacia branca da figura de Cristo.

Leandro diz que gosta de aprofundar as temáticas e que a construção de enredo para ele se dá de forma contínua. Na Mangueira, ele diz ter iniciado essa construção em 2018, com o enredo: “Com dinheiro ou sem dinheiro, eu brinco”, vislumbrando um desfile de escola de samba como um lugar para defender uma ideia.

Mangueira levará diversas faces de Jesus e quer desfile superior ao de 2019 na luta pelo bi

“Essa ideia de apresentar carnavais contra hegemônicos, contra a hegemonia das abordagens, se aprofunda no carnaval de 2020. Para mim, é uma construção, o que não torna o enredo de 2020 uma novidade, porque ele é fruto da construção. Ele nasce da minha vontade de apresentar, ainda me debruçando sobre a “história que a história não conta” e se tem algo que a história não conta direito é: a imagem de Jesus Cristo”. (fotos de Oscar Liberal/Divulgação)

‘Podemos afirmar, com certeza, Jesus não era branco, os olhos azuis e dos cabelos aloirados’

Para Leandro a imagem de Cristo foi construída girando em torno de interesses eurocêntricos para favorecer a supremacia da raça branca.

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“Hoje sabemos que é uma imagem construída para atender interesses eurocêntricos, interesses relacionados a supremacia da raça branca. Se temos uma coisa que podemos afirmar, com certeza, é que Jesus não era de forma nenhuma, pela condição territorial, da geografia, pelo biotipo do homem do oriente médio, é que ele não era branco dos olhos azuis e dos cabelos aloirados. Isso foi uma construção que foi feita para atender interesses, e o que eu vislumbro é a imagem de um Jesus que a gente possa chamar de Jesus da Gente”.

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Por mais que seja um questionamento, o carnavalesco pondera que o enredo da Estação Primeira é tradicional por ser uma biografia que será respeitada.

“É um enredo tradicionalíssimo, é a biografia de Jesus Cristo, todo mundo sabe que é e eu não vou mudar. Ele nasce, cresce, é crucificado e ressuscita, esse é o enredo da Mangueira, esse ano não tem surpresa, não tem segredo, pois a biografia é essa, talvez, a mais conhecida da humanidade. De diferente, e nesse ponto o enredo é contra hegemônico, é o contorno físico desse Jesus, é como ele se apresenta”.

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Entusiasmado, o carnavalesco disse que a parte mais interessante do enredo é o questionamento artístico da imagem de Jesus. Para ele, questionar a supremacia vendida pelos europeus é o mais importante, pois a forma em que a figura de Cristo chega nas Américas é distante para o que ele acredita ser a realidade.

“A possibilidade artística de questionar a supremacia branca da figura de Jesus é o mais interessante nesse enredo. É muito importante porque a figura de Jesus Cristo, no Brasil e nas Américas, foi apresentada de forma muito diferente daquilo que nós somos enquanto povo. Eu fico me perguntando quão diferente seria a história da humanidade se a figura de Jesus fosse apresentada mais retinta, o quanto determinados processos históricos como a dominação de povos, a questão da dominação territorial, a transformação do negro em mercadoria escrava… Como isso seria olhado de forma diferente se a figura de Jesus fosse apresentada de forma mais retinta. É interessante pensar como a escolha de modelos, a escolha de signos, a escolha da tonalidade da pele, da textura capilar influencia na maneira como as pessoas olha o outro”.

‘Eu gosto de me debruçar sob temas populares’, diz Leandro

Desde sua estreia, na Caprichosos de Pilares, Leandro Vieira trouxe enredos populares e de fácil aceitação e entendimento dos sambistas. Sobre essas escolhas, Leandro aposta que o trunfo para 2020 é exatamente este: apresentar uma história que todo mundo de alguma forma conheça.

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“O grande trunfo do desfile da Mangueira, sem dúvida, é o fato de estarmos apresentando uma história que todo mundo conhece de alguma forma. É uma história popular e eu gosto de me debruçar sob temas assim populares, de fácil compreensão. Faço carnaval para todo mundo compreender. A maneira que eu apresento o desfile é buscando ser fácil e os temas que trouxe até agora são fáceis de serem compreendidos. Não me interessa o difícil”.

Sobre a crise que sobrevoa o carnaval o carnavalesco é direto: “Eu não conheci carnaval bom, eu não sei o que é carnaval com dinheiro, com facilidade”, indaga Leandro.

Para o carnavalesco, as pessoas que fazem o maior espetáculo da Terra precisam entender a situação atual e que os tempos mudaram. Leandro explica que por desconhecer o carnaval em seus tempos áureos, com sobra de dinheiro, não sente falta.

“Eu acho que as pessoas têm que entender que o modelo que elas conheciam de carnaval acabou. Não existe mais e não dá para voltar atrás. Não vou dizer que é bom ou é ruim, não vou defender carnaval de miséria ou carnaval de criatividade mas acabou, é um modelo que chegou ao fim. Pessoas falam muito de crise, de dificuldade e sempre estão associando isso ao luxo, ao dinheiro. Eu sou carnavalesco desde 2015, eu fui contratado pela Caprichosos de Pilares que passava por um momento extremamente difícil, não tinha nada para fazer carnaval. No ano seguinte fui contratado para fazer a Mangueira, que não desfruta da melhor condição financeira, dentro do Grupo Especial. Eu sou carnavalesco desde quando o carnaval entrou em crise, tanto Caprichosos quanto Mangueira são escolas em constante crise. Eu não conheci carnaval bom, eu não sei o que é carnaval com dinheiro, com facilidade, não sei o que é carnaval onde tudo que você quer você pode realizar. Tem mais dificuldade quem conheceu o carnaval com fartura de dinheiro, talvez, essas pessoas sintam falta, mas quem não, desconhece”.

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Sobre o número de elementos alegóricos no seu desfile, Leandro prefere não falar para evitar uma expectativa quantitativa, já que para ele, isto é irrelevante para a qualidade artística, mas afirma que a Mangueira irá apresentar um desfile superior ao de 2019.

“O número de alegorias e tripés eu deixo em segredo. Não acho que seja importante, eu até nego essas coisas e não é porque eu não queira falar ou que seja um mistério, mas de um modo geral criasse uma expectativa quantitativa a respeito das coisas e eu tenho brigado muito na maré contrária do carnaval quantitativo. Eu acredito que a qualidade do carnaval não está na quantidade. Vejo as pessoas dando muita importância a quantidade de alegorias, tripés e deixando de lado coisas que eu considero mais importante. Ficar dizendo aqui se a Mangueira vem com o número máximo ou mínimo de alegorias vai vender falsa qualidade ou falso derrotismo. Mas a única coisa que eu digo é que a Mangueira vem uma escola maior do que 2019, pois uma escola que briga pelo bicampeonato ela tem por obrigação de apresentar um desfile superior ao seu campeonato e isso tenho certeza que a Mangueira fará, e irá apresentar um conjunto de alegorias e fantasias superior ao carnaval de 2019”.

Entenda o desfile:

Leandro não costuma passar a setorização do desfile porém em linhas gerais sugere que o desfile seja dividido em 4 setores. Pode-se notar um barracão maior do que o de 2019, com 5 alegorias e um tripé.

“Eu não costumo setorizar mas é a biografia de Jesus Cristo, ele nasce, cresce, morre e ressuscita. É isso, não tenho para onde fugir”.

Buscando explicar e trazer uma narrativa para o leitor do site, o CARNAVALESCO interpretou a sinopse baseada na fala de Leandro Vieira, que divide em nascimento, crescimento, morte e ressuscitação a biografia de Jesus Cristo:

Setor 1: Interpretando a fala do carnavalesco, no primeiro setor temos o nascimento de Cristo. Neste trecho da sinopse temos a primeira parte do enredo. O nascimento de Cristo, diferente da “história oficial”, no desfile da Mangueira, nasce mais retinto e no morro de Mangueira. “Se ele voltasse à terra por uma encosta que toca o céu – para nascer da mesma forma: pobre e mais retinto, criado por pai e mãe humilde, para viver ao lado dos oprimidos e dar-lhes acolhimento – ele desceria pela parte mais íngreme de uma favela qualquer dessa cidade. Talvez na Vila Miséria, região mais alta e habitada do Morro de Mangueira”.

Setor 2: Jesus cresceria entre becos e vielas defendendo as mesmas ideias que defendeu a mais de dois mil anos atrás. Estaria do lados dos oprimidos e excluídos, do lado do amor irrestrito. “Ele cresceria entre os becos da Travessa Saião Lobato, correria junto das crianças da Candelária, espalharia suas palavras no Chalé e no “Pindura” Saia. Impediria que atirassem pedras contra os que vivem nas quebradas e nos becos do Buraco Quente. Estaria do lado dos sem eira e nem beira estranhando ver sua imagem erguida para a foto postal tão distante, dando as costas para aqueles onde seu abraço é tão necessário”.

Setor 3: Crucificação de Jesus, que mesmo crescendo na favela e fugindo das estatísticas, morre na mão das velhas ideias que, ainda hoje, são alimentadas pelo homem. “Se sobrevivesse às estatísticas destinadas aos pobres que nascem em comunidades, chegaria aos 33 anos para morrer da mesma forma. Teria a morte incentivada pelas velhas ideias que ainda habitam os homens”.

Setor 4: Jesus após ser condenado e morto, ressuscita no morro de Mangueira e volta para a grande festa: o carnaval. “Morto, ressuscitaria mais uma vez e, por ter voltado em Mangueira, saudaríamos a possibilidade de vermos seu sorriso amoroso novamente com o que aqui fazemos de melhor. Louvaríamos sua presença afetuosa com samba e batucada”.

  • trechos da sinopse escrita por Leandro Vieira

Dia do Passista será comemorado neste sábado na quadra da Viradouro

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    O Dia do Passista, criado por Lei Municipal em 2007, é comemorado no dia 19 de janeiro. Pra marcar a data, a Viradouro vai promover a festa do segmento, reunindo neste sábado, a partir de 23h, passistas de todas as escolas do Carnaval carioca, na quadra.

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    A entrada é uma lata de leite em pó, e o que for arrecadado será entregue a uma instituição que presta assistência a crianças de famílias de baixa renda.

    A noite de festa na quadra da Viradouro terá shows com os grupos Pique Novo e Samba de Passistas.

    Com coreografia, Cubango ensaia sua bateria no Sambódromo

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    A Cubango foi a segunda escola a usar o Sambódromo para treinar a sua bateria para o desfile oficial. “A mais querida de Niterói” levou além dos ritmistas, o carro de som, a ala de passistas e o segundo casal.

    OUÇA A BATERIA DO CUBANGO AO VIVO NO ENSAIO DO SAMBÓDROMO

    Dois momentos chamaram a atenção no ensaio. Uma paradinha onde o samba alcançava a palavra “liberdade” e os ritmistas fizeram a saudação com o punho cerrado, como os panteras negras. E ao final os ritmistas treinaram a entrada no recuo, com um movimento de costas, com os instrumentos da parte de trás da bateria entrando na frente. Isso evita com que a bateria precise se reorganizar dentro do recuo, caso entre de frente.

    Choveu um pouco durante o ensaio, mas nada que tenha tirado a empolgação dos ritmistas de uma das melhores baterias da Série A. O mestre Demétrius comentou o ensaio.

    “Achei satisfatório. A chuva faz parte e nem foi tão forte. Pode chover no desfile também. Como trabalhamos com apenas um ensaio aqui achei melhor manter. Estamos próximos daquilo que eu considero ideal para o nosso desfile”, opinou o jovem mestre.

    Império da Tijuca realiza audição para ala de passistas neste domingo

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    Fortalecendo seus seguimentos em busca de melhores notas no Carnaval 2020, a Império da Tijuca realizará neste domingo, 19 de janeiro, às 18h, em seu ensaio de rua, uma audição para avaliar candidatos interessados em integrar a ala de passistas no próximo carnaval, no qual a escola desfilará na Sapucaí com o enredo “Quimeras de um eterno aprendiz” de desenvolvimento do carnavalesco Guilherme Estevão.

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    Para se inscrever na seleção para integrar uma das alas mais tradicionais do Carnaval basta os interessados entrarem em contato através dos telefones 21 99893-0466 / 98070-3926 (whatsaap). (Foto acima: Rodrigo Borges)

    O pré-requisito para realizar a inscrição é ter idade mínima de 18 anos, completos até fevereiro de 2020. Os candidatos deverão apresentar no ato da inscrição RG ou Certidão de Nascimento.

    A Império da Tijuca será a última escola a desfilar no sábado de Carnaval, 22 de fevereiro, pela Série A, buscando a única vaga ao Grupo Especial. O ensaio de rua acontece Conde de Bonfim com José Higino. A direção da ala é dos diretores Gabriel Castro e Laíza Bastos.

    Salgueiro: ensaio show da vermelha e branca acontece neste sábado

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    No rimo de aquecimento para o Carnaval e com a quadra sempre lotada, o Salgueiro realiza mais um ensaio show neste sábado, a partir das 20h30. Quem está na cidade para curtir o feriadão já tem a dica para uma noite onde não vai faltar alegria e muito samba.

    Já na abertura, o grupo Pegada Brasileira chega com tudo recebendo o público com muito samba e pagode. Em seguida, quem entra em cena é o time de estrelas do Salgueiro, encantando o público com um show diferenciado onde não faltarão os clássicos que fizeram a história da escola de samba nove vezes campeã do carnaval carioca.

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    Entoados por Emerson Dias e Quinho do Salgueiro, “Peguei um Ita no Norte”, “Tambor”, “Xangô” e “Candaces” são apenas alguns dos sambas que fazem parte do repertório da Academia do Samba. Embalados pela bateria Furiosa, o público se diverte até a madrugada. A entrada custa R$50. Mesas e camarotes podem ser adquiridos através do telefone (21) 2238 9226. A quadra do Salgueiro fica na rua Silva Teles, 104 – Andaraí. Para ficar por dentro da agenda completa da vermelha e branca basta visitar o site www.salgueiro.com.br

    Serviço: Ensaio Show do Salgueiro
    Data: 18 de janeiro, sábado
    Valor: R$ 50 (pista)
    Horário: 20h30
    Classificação: 18 anos
    Endereço; Rua Silva Teles, 104 – Andaraí
    Informações: (21) 2238 9226

    Colorado do Brás faz ensaio técnico focado na evolução dos componentes

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    Por Gustavo Lima. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP

    A Colorado do Brás realizou nesta sexta-feira o seu primeiro ensaio técnico, no Anhembi, para o carnaval de 2020. O tempo em São Paulo estava bem instável, chegou a chover horas antes e garoar momentos antes da bateria subir o ritmo. Imaginava-se que a comunidade não iria comparecer, mas a escola foi em peso. O presidente Antônio Carlos Borges disse que a Colorado do Brás só precisa provar a si mesma que pode conseguir voos maiores.

    “A gente como presidente sempre quer mais e o melhor, mas com tudo que aconteceu, com essa chuva, me surpreendi. Terça-feira temos uma reunião geral com todos os chefes de ala e vamos pontuar o que podemos melhorar. Ano passado, acho que nosso objetivo foi alcançado com louvor, tivemos alguns erros primários, que nós não estávamos acostumados, mudou toda a estrutura da escola e graças a Deus tivemos competência pra permanecer, porque a gente sabe que não é fácil abrir a sexta-feira de carnaval. Mas agora a gente provou tudo que tinha que provar, temos que provar pra nós mesmos que nós podemos ficar e ficar bem. Então assim, a tendência é ir subindo degrau por degrau, podem esperar novidades, vamos ‘passar passando’ igual eu falo sempre”, declarou.

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    Samba-Enredo

    O intérprete Chitão Martins vem crescendo cada vez mais, de fato, ele consegue colocar a comunidade pra cima e já criou uma identidade com a agremiação, também pelo fato de estar indo para seu oitavo carnaval seguido à frente dos microfones do Colorado. A obra para 2020 se destaca pela letra e facilidade dos refrões. Destaque também para o fato do samba ser cantado em primeira pessoa, como se Dom Sebastião tivesse contando sua própria história.

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    “Acho que o ensaio foi bem produtivo, a gente fazer um ensaio sem o som da avenida é diferente, às vezes o pessoal acaba não escutando o carro de som, atrasam um pouco o canto, mas foi produtivo, primeiro contato com o Anhembi, tem aquele frio na barriga, pessoal fica nervosa, mas acho que foi legal, a escola cantou, se divertiu, a chuva deu uma trégua pra gente, então com certeza vamos melhorar muito para o próximo ensaio e no desfile estaremos 100%”, disse o intérprete Chitão Martins.

    Bateria

    A “Ritmo Responsa” apresentou um grande repertório nesta noite e é mais uma que aparenta estar se adaptando ao novo regulamento, que prevê mais criatividade. Com caixas e um desenho de tamborim dominantes, a batucada da escola passou segura e também mostrou estar entrosada com a ala musical.

    “Melhorar sempre pode, mas eu achei muito positivo, tanto a bateria quanto a escola, vieram em um clima legal e eu acho que começamos no Anhembi com o pé direito esse ano. Temos que se adaptar ao regulamento, pediu criatividade e aproveitei pra ousar um pouco mais. Não são tantas bossas, mas são três, porém são longas, mas é toda melodia do samba de fácil entendimento, tem uma valsa portuguesa, que é mais criativa que vocês podem ter ouvido e como diz o presidente, vamos ‘passar passando’. O meu entrosamento com a ala musical é bom, eu e o Chitão já somos amigos há muito tempo, a gente se dá bem fora do carnaval, isso é importante pro trabalho acontecer, tanto com o Chitão quanto o pessoal da ala musical”, declarou o mestre Allan Meira.

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    Mestre-Sala e Porta-Bandeira

    O casal Ruhanan Pontes e Ana Paula cantou muito o samba e apostou bastante na coreografia da obra de 2020. Destaque para as fantasias usadas hoje, Ruhanan estava de rei e, aparentemente Ana Paula usava uma fantasia de rainha.

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    “Eu sou um pouco desesperada pra ensaio, nós estamos ensaiando todos os dias para buscar o melhor, exceto de quinta feira”, falou a porta-bandeira.

    “Eu espero tudo acabar e volto pra desfilar, porque a minha escola tem energia boa. Eu vi tudo, estava impecável, energia máxima e é isso que importa, uma vibe boa”,
    declarou o mestre-sala.

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    Harmonia

    A comunidade está bem entrosada no canto, especialmente, no refrão principal, quando a escola “explode”, essa parte da obra pegou e está na boca do povo. Há algumas falhas neste quesito, como a leve caída que a harmonia tem no último setor, algo que precisa ser ajustado, mas com alguns ensaios, isso será arrumado rapidamente e provavelmente não irá prejudicar a escola.

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    Evolução

    Foi o melhor quesito da noite. Todas as alas estavam bem sincronizadas, algumas usando bexigas e outros adereços de mão para dar um efeito especial. A escola também está apostando muito em coreografias, com destaque para a ala das acrobacias. Vale ressaltar também o trabalho dos harmonias e chefes de alas ajustando as fileiras, que foram corretas durante todo o ensaio.

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    Comissão de Frente

    Sem uso de tripé neste treino, a ala priorizou mais as coreografias dentro do samba do que uma apresentação teatral. Foi uma comissão de frente mais leve que usou muitos integrantes, eles não estavam vestidos com uma fantasia específica, e sim usando uma camiseta da escola.

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    Buscando se firmar de vez no Grupo Especial ou um lugar entre as primeiras colocadas, o Colorado do Brás será a segunda escola a desfilar no sábado de carnaval, com o enredo: “Que rei sou eu?”, que conta a história de Dom Sebastião.

    Ensaio da Unidos de Padre Miguel mostra Diego Nicolau entrosado com a escola e canto forte da comunidade

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    Por Gabriella Souza

    A chuva parece ter sido somente um detalhe para a Unidos de Padre Miguel, que fez na noite desta sexta-feira seu ensaio de rua, com concentração na Praça Guilherme da Silveira e desfile ao longo da Coronel Tamarindo, no bairro de Padre Miguel. A vermelho e branco mostrou segurança em sua equipe e garra de seus componentes. O treino que durou cerca de 1h10 foi marcado pelo canto forte de sua comunidade e a performance grandiosa do carro de som que anima e eleva o nível do samba. A interação com a escola foi o diferencial que fez os componentes e o público vibrarem com o samba que é forte e com letra muito marcante. A escola que sempre está na briga para subir, treina com pé no chão e abre a sua roda para que todo o Rio possa conhecer o gingado da Vila Vintém.

    A segurança da diretoria em um ensaio com chuva foi essencial para organizar e manter a escola em ordem. O diretor de carnaval da escola, Cícero Costa, disse que ainda terão mais cinco ensaios até o carnaval e que o objetivo é seguir aprimorando os detalhes que faltam na escola.

    “A Unidos de Padre Miguel é isso aí, o povo cantando e essa emoção toda. A cada semana nós estamos acertando os detalhes para que no dia 22 nós possamos fazer um grande desfile. A chuva não atrapalha em nada, acho que o povo gosta até mais”, conta Cícero.

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    Comissão de Frente

    O gingado dos bailarinos que representam uma grande roda de capoeira em uma coreografia impecável emociona e consegue representar completamente a proposta do enredo, com técnica e muitos movimentos característicos da dança. Realmente, a apresentação prende o público pela veracidade passada por cada integrante que gingava e cantava com força e de forma perfeita o samba da escola, remetendo o espectador a realmente se sentir dentro de uma capoeira. A ala foi muito aplaudida pelo público que estava assistindo o ensaio e promete ser uma das grandes atrações para o desfile e um dos pontos fortes em 2020.

    Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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    Primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Padre Miguel, Vinícius Antunes e Jéssica Ferreira, já constroem um trabalho conjunto desde 2014. O amadurecimento chegou através do entrosamento e experiência de ambos com a Avenida. A coreografia deles é leve e bem simples, alguns movimentos foram pensados em ser sincronizados com o samba, através de passos de ginga. A chuva atrapalhou a leveza do casal, mas a o entrosamento deles é ideal e muito bonito de se ver, tudo isso aliado com coreografia certa e muita simpatia dos dois para com o público e na encenação aos jurados.

    Harmonia e Samba

    Mesmo com chuva, o ensaio conseguiu fazer juz ao alto nível de treinos que a Unidos de Padre Miguel vem realizando. Mérito da organização e disciplina da diretoria, que manteve a comunidade em ordem para o começo do desfile. O que deixou a desejar foi a presença dos componentes. A escola estava bem reduzida em determinadas alas e bem mais cheia em outras, desequilíbrio que não se costuma ver, como também na bateria, que estava com menos ritmistas. O carro de som é potente e muito animado, diferencial que fez a comunidade e público vibrarem e sentirem a vontade de ensaiar com grande entusiasmo até na chuva. Canto forte e na ponta da língua, destaque para as três últimas alas que eram as mais animadas, com canto forte, imponente e na ponta da língua. As primeiras alas ainda precisam desenvolver mais o canto que deixou a desejar.

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    A mudança de intérprete para o carnaval de 2020 caiu muito bem com a comunidade da Vila Vintém, que recebeu Diego Nicolau com carinho, e, ele conseguiu conquistar identidade e identificação com a escola. O mais interessante é que Diego faz questão de passear pelo desfile, de um lado para o outro, ele canta no carro de som, perto das alas, com o público e, principalmente, perto da bateria, algo pouco frequente aos intérpretes, mas que deixa o ensaio bem mais animado e intimista.

    Evolução

    No que tange ao desenvolvimento e o evolução da escola tudo saiu como o esperado. Destaque para a ala coreografada que estava muito bem sincronizada, cantando e com a coreografia bem executada. Desfilar na chuva também é importante, exige perspicácia da direção e evolução para conduzir o componente a se doar ao máximo. O que impressiona é a quantidade de crianças, o que marca a identidade forte da Unidos de Padre Miguel como uma escola de berço e criação de sambistas.

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    Bateria

    A bateria Guerreiros, comandada por mestre Dinho, tem sua identidade marcada ao longo dos anos e mostrou sua potência neste desfile. No começo a bateria ‘embolou’ um pouco devido a chuva, mas depois que engatou a sua evolução, se desenvolveu, cada naipe muito bem encaixado com o samba, destaque para as caixas, repiques e marcações que são os pontos fortes da bateria. Os ritmistas tocavam com vontade e entusiasmo, e, claro, muita técnica. Após o segundo recuo o ritmo cresceu bastante, os instrumentos ficaram mais vibrantes e o andamento seguiu perfeitamente encaixado,  assim como a interação da rainha Karina Costa. Mestre Dinho comentou que mesmo com chuva a comunidade não deixou de vibrar e apoiar a escola.

    “Mediante a chuva acho que foi até perfeito, até porque quando chove o pessoal fica até inibido de sair de casa, mas na Unidos a gente sempre tem esse contingente e também na bateria. Aqui parece que quando chove o ensaio é melhor e hoje foi um ensaio maravilhoso na minha opinião”, afirmou Dinho ao analisar o ensaio de rua.

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    Ele ainda reforçou que todo o seu planejamento para a Guerreiros já está sendo utilizado nos ensaios e ainda destacou que não gosta de realizar muitas bossas ao longo do desfile, que prefere uma bateria mais sambada e rítmica.

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    “No ensaio já usando tudo o que vamos colocar na Avenida, eu geralmente preparo tudo dentro da melodia do samba de um critério para a escola poder cantar. Não sou adepto de ficar fazendo muita bossa, acho que carnaval, bateria e desfile tem que ser sambado e para conseguir isso tem que ter ritmo. Acho que ficar fazendo bossas é algo bem individual de cada mestre, eu trabalho para a escola e não só para a bateria”, declarou.

    Portela inaugura ensaios de bateria no Sambódromo com surdos novos

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    A Portela foi a primeira agremiação a usar o trecho final do Sambódromo, entre os setores 10 e 13, para testar a sua bateria para o desfile oficial. Todas as escolas do Especial e Série A realizarão ensaios com suas baterias e carro de  som até o carnaval. O site CARNAVALESCO acompanhou o ensaio e conversou com o mestre Nilo Sérgio e ele analisou o que achou do treinamento.

    “Viemos para testar andamento e a bossa da cabeça. Aqui é um clima diferente, é onde vai acontecer o desfile. Os surdos são novos e a afinação cai bastante, temos que ir ajustando. As terceiras também em uma bossa será preciso mudar um pouquinho”, analisou.

    Gilsinho, intérprete da Portela, também avaliou o treinamento da bateria e o entrosamento de seus cantores de apoio com a bateria Tabajara do Samba.

    “Aqui é praticamente jogo, o ensaio tem outro clima. Temos a noção exata daquilo que vai acontecer no dia do desfile. Até o carnaval estaremos com tudo pronto. Ainda tem ajustes a fazer até o domingo de carnaval, mas o samba está rendendo muito bem, graças a Deus”, opinou Gilsinho.

    CARNAVALESCO divulga parcial dos melhores dos carnavais 2010 a 2019

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      A pesquisa para escolher os melhores de 2010 a 2019 já recebeu mais de 4.800 votos e o site CARNAVALESCO divulga as parciais. O leitor poderá seguir votando até o dia 16 de fevereiro. O resultado será divulgado no dia 18 de fevereiro. A entrega dos prêmios será feita durante a festa do Estrela do Carnaval 2020.

      sambodromo 1

      São 10 categorias: desfile, samba-enredo, comissão de frente, casal de mestre-sala e porta-bandeira, baianas, bateria, intérprete, alegoria, momento 2010/2019 e personalidade.

      Veja as parciais e vote abaixo.

      Melhor desfile: Tijuca 2010 com 41,5%, Tuiuti 2018 com 35,5% e Vila Isabel 2012 com 23%.

      Melhor Casal: Claudinho e Selminha (Beija-Flor 2015) com 41,1%, Sidclei e Marcella (2018) com 34,5% e Julinho e Rute (Vila Isabel 2013) com 24,4%.

      Melhor Comissão de Frente: Tijuca 2010 com 52,9%, Tuiuti 2018 com 31,3% e Mocidade 2017 com 15,7%.

      Melhor Samba-enredo: Mangueira 2019 com 38,3%, Vila Isabel 2013 com 32,4% e Tuiuti 2018 com 29,3%.

      Melhor Bateria: Mangueira 2011 com 38,5%, Portela 2017 com 35,2% e Tijuca 2012 com 26,3%.

      Melhor Alegoria: Águia Cristo Redentor com 55,4% (Portela 2015), Abre-alas Vila Isabel 2019 com 30,2% e Carro de Mariana (Portela 2017) com 14,4%.

      Personalidade: Leandro Vieira com 46,2%, Paulo Barros com 40,7%, Rodrigo Negri e Priscilla Motta com 13,1%.

      Momento de 2010 a 2019: Mestre-Sala da Unidos de Padre Miguel
      com a bandeira após a queda da porta-bandeira com 47,1%, Dona Ivone Lara homenageada no Império com 26,8% e Ivete Sangalo na comissão de frente da Grande Rio com 26,1%.

      Melhor Ala de Baianas: Salgueiro 2016 com 39,6%, Mangueira 2017 com 36,7%, e Vila Isabel 2012 com 23,7%.

      Melhor Intérprete: Ito Melodia (Ilha 2014) com 41,6%, Tinga (Tijuca 2017) com 32,3% e Bruno Ribas (Tijuca 2010) com 26,1%.