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Série Barracões: Emoção é o grande trunfo do desfile do Paraíso do Tuiuti

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Por Victor Amancio

Recém chegado ao Paraíso do Tuiuti e na sua segunda passagem pelo Grupo Especial, o jovem talentoso João Vitor Araújo trabalha para consagrar o seu trabalho entre as grandes. Em visita do site CARNAVALESCO ao barracão da agremiação, João revelou que o enredo para 2020 já existia e que ele acrescentou São Sebastião na história depois de descobrir que o Santo, além de ser padroeiro do Rio, também era do Tuiuti.

“O enredo já existia, eu tinha ele guardado mas não tinha feito a ligação entre o Rei Dom Sebastião com o Santo São Sebastião. O enredo seria Dom Sebastião e a ideia de unir as duas figuras se deu no momento em que entrei no barracão do Paraíso do Tuiuti pela primeira vez e dei de cara com a imagem de São Sebastião que ficava na entrada. Era uma imagem de tamanho natural e eu procurei saber na escola e descobri que São Sebastião é o padroeiro do Paraíso do Tuiuti”, conta.

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João disse que algumas pessoas pensam que a ligação feita no enredo entre Santo e o Rei se da de forma arbitrária, mas ele enfatiza que durante sua pesquisa ele encontrou diversas ligações entre os dois.

“O que eu encontrei de mais importante na pesquisa do enredo, primeiramente, é a ligação entre Santo e Rei. A principio algumas pessoas achavam que era uma forçação de barra para colocar o Santo no enredo da escola, que um não tem nada a ver com o outro porém as histórias se cruzam o tempo todo. Eles tem tudo a ver. A partir do momento que o Rei de Portugal recebeu o nome de Sebastião era por causa do Santo pois a família era católica e devota de São Sebastião. Durante a infância Dom Sebastião se torna devoto do Santo de que ele leva o nome e ainda quando criança recebe do Papa Gregório XIII a flecha, segundo a história conta, do martírio de São Sebastião ainda com resquícios de sangue e mesmo com a diferença temporal, já que o santo foi flechado lá em 286 D.C. Eles dois tem uma ligação muito forte, em espírito e tudo mais”, disse o carnavalesco.

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Para levar a escola ao título inédito, além do bom gosto nas alegorias e fantasias, o carnavalesco acredita que terá como grande trunfo a emoção. Ele acredita que a comunidade cantando o seu padroeiro, com força e emoção, será um momento emocionante no domingo de carnaval.

“O trunfo do desfile certamente será a emoção e a fé. Falar do padroeiro da escola é muito importante para a comunidade, para a velha guarda, a ala das baianas. Mexe com o coração do torcedor e do componente do Paraíso do Tuiuti, então eu acho que tem tudo a ver com o ano, com essa questão do resgate, do sentimento, tudo isso que envolve comunidade e coração”.

‘Quando se começa o carnaval mais cedo se gasta menos’, explica João

Em um ano que o repasse da prefeitura não chega muitas escolas passam pormdificuldades financeiras e precisam buscar soluções para os barracões não ficarem parados e o trabalho ser realizado com êxito. Para João, a solução é começar o carnaval mais cedo e não parar de trabalhar.

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“Para lutar com essa crise e não perder a qualidade do desfile, para mim, a solução é não parar. Eu digo sempre que quando se começa o carnaval mais cedo se gasta menos e começar o carnaval cedo não significa terminar cedo mas o prejuízo é muito menor ou quase nenhum. Pagamos mais barato e tudo flui de maneira mais organizada. Trabalhar muito, no nosso caso pesquisamos bastante, tiramos proveito dessa possibilidade de começar o carnaval mais cedo mesmo que sem dinheiro”.

Nunca crescente de enredos críticos e políticos João diz que o ato de colocar carnaval na rua, para ele, já é um ato político e de resistência.

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“Eu acredito que o carnaval é um ato político sempre, para mim não é preciso desenvolver um enredo político para dizer que é crítico. O simples fato de você colocar um carnaval na rua, principalmente na atual conjuntura, com o desgoverno que vivemos é um ato político. Então quando eu falo de Rio de Janeiro no último setor onde peço para o padroeiro São Sebastião que tire as flechas do peito da nossa gente é um momento de crítica, é um momento de reflexão e de denúncia. Vou levar tudo isso para o desfile de forma explícita mas sem atacar ninguém, estaremos pedimos paz, dias melhores para o povo e isso é uma forma de protesto.”, conclui o carnavalesco.

‘Não quero perder aquilo que me consagrou’

No seu caminho, até a chegar no ponto mais alto de um artista do carnaval, João Vitor trouxe na sua bagagem a pintura. Tendo essa relação desde a infância, o artista mesmo estando na posição de carnavalesco não abre mão de exercer o trabalho que o revelou.

“A paixão e o trabalho com a pintura é uma relação que vem desde a infância. Quanto mais alto a gente vai chegando, quanto mais a gente vai alcançando patamares e lugares com mais destaque mais responsabilidades a gente tem e menos tempo temos para exercemos o que sabemos de verdade e temos afinidade. É comum carnavalescos buscarem outros assistentes e outras pessoas para que cuidem dessa parte mas eu não abro mão dessa parte do trabalho. Me desdobro em três mas gosto de construir meu próprio projeto. Tenho meus aliados, pessoas que trabalham junto comigo mas eu não quero perder aquilo que me consagrou como artista”, disse.

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Entenda o desfile

O Paraíso do Tuiuti contará “O Santo e o Rei” com cinco alegorias e três tripés para mostrar o encontro de Dom Sebastião, rei de Portugal, com São Sebastião, padroeiro do Rio e da escola.

Setor 1: “Começamos o desfile trazendo a infância de Dom Sebastião”.

Setor 2: “Teremos no segundo setor a Batalha de Alcácer-Quibir”.

Setor 3: “É quando começamos a contar a lenda do touro negro coroado, esse
setor apresenta Dom Sebastião nas Terras do Maranhão”.

Setor 4: “Buscando falar um pouco sobre a religiosidade e do folclore maranhense envolvendo o mito de Dom Sebastião o setor será os Ritos e Batuques Ameríndios”.

Setor 5: “Dom Sebastião Rei do Sertão. É o setor armorial, já que o movimento sebastianista foi inspirado nessas narrativas que envolviam Dom Sebastião pelo Brasil”.

Setor 6: “São Sebastião Padroeiro do Paraíso do Tuiuti e do Rio de Janeiro”.

Quadra do Salgueiro recebe projeto Saúde de Bamba neste sábado

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A quadra do Salgueiro vai sediar neste sábado, mais uma manhã de serviços gratuitos ao público. Através do programa Saúde de Bamba, palestras de prevenção ao tabagismo e uso de drogas, dengue , entre outras enfermidades, além de campanha de vacinação contra o sarampo, medição de glicose e encaminhamento para exames de diversas especialidades são oferecidos à comunidade entre 10h e 15h.

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Em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde, a quadra será mais um polo onde também será possível cadastrar-se no SINE, agendar a carteira de trabalho e requerer a 2ª via da certidão de nascimento.

Todos os serviços funcionarão de acordo com a distribuição de senhas. A quadra do Salgueiro fica na Rua Silva Teles, 104 – Andaraí

Mocidade recebe suas ‘Divas In Concert’ com Elza Soares e Sandra de Sá neste sábado

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O palco do Maracanã do Samba presenciará um grande encontro no próximo dia 25 de janeiro, a partir das 22h. O ensaio-show da Mocidade contará com apresentação completa de Sandra de Sá, uma das autoras do samba-enredo 2020, e participação da homenageada ‘’Elza Deusa Soares’’. A noite contará ainda com uma mega exibição dos segmentos da Mocidade, embalados pela bateria ‘’Não Existe Mais Quente’’ e os mais belos sambas da história da escola.

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Os ingressos já estão a venda nas bilheterias da quadra e pela internet, através do link: https://www.aloingressos.com.br/catalog/product/view/id/7233/s/ensaio-show-da-mocidade-25-01/. O ingresso de pista custa R$ 20, o Jirau sai a R$ 30, a Mesa para quatro pessoas é vendida a R$ 150, e o Camarote para 20 pessoas sai a R$ 500. A quadra da Mocidade fica na Avenida Brasil, 31.146.

Serviço

‘’Divas In Concert’’ no Ensaio-Show da Mocidade Independente
Sábado, 25 de janeiro, a partir das 22h
Atrações: Sandra de Sá (show completo), Elza Soares (participação), show completo com os segmentos, DJ Lekinho
Quadra da Mocidade: Avenida Brasil, 31,146, Padre Miguel
Ingressos: Pista R$ 20, Jirau R$ 30, Mesa(4 pessoas) R$ 150, Camarote(20 pessoas) R$ 500

Série Barracões: Império de Casa Verde promete muitos elementos históricos para seu desfile de 2020

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Por Gustavo Lima

A reportagem do CARNAVALESCO conversou com Flávio Campello, que desenvolve o carnaval do Império de Casa Verde para 2020, com o enredo: “Marhaba Lubnãn”, uma homenagem ao Líbano. O artista que fará seu 11º trabalho em São Paulo, disse que o enredo o conquistou desde o começo, pela história que o Líbano tem, mesmo sendo o menor país do Oriente Médio.

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“É um enredo que me conquistou desde o primeiro instante, porque como historiador eu sempre tive um carinho muito especial pelo oriente, principalmente, essa fase da Idade Média, as cruzadas, sempre tive um fascínio por isso e o cenário das cruzadas era sempre Iraque, Arábia, Irã e quando chegou o enredo, eu fiquei impressionado pela história de um país pequeno, porque o Líbano dentre os países que compõe o Oriente Médio, é o menor, é do tamanho de estados que nós temos aqui no Brasil. Um país com 4 milhões de habitantes, 7 mil anos de história, e transformar toda essa história em 65 minutos de desfile, foi um trabalho árduo, porque nós tivemos que pontuar bem o trabalho de pesquisa e o que seria mais importante”.

As pessoas têm criticado os enredos “CEP”, mas o carnavalesco vê muita cultura e história envolvida, especialmente no Oriente Médio, que desencadeou muitas coisas importantes para a humanidade, como o cedro para construções, os fenícios que deram importância para navegação, além de ser os primeiros povos a criar uma cidade-estado.

“Poderia ser feito 4, 5 ou 6 carnavais para poder contar a história do Líbano. Os fenícios, que é a civilização mais antiga do mundo, porque até fincarem raízes e criar uma sociedade, a humanidade vivia nômade, então andava pelos países, regiões que
fincavam aquelas aldeias, mas depois de um tempo não estavam mais ali. E a importância que os fenícios davam às navegações, foram os primeiros navegadores da humanidade, a importância que eles davam a madeira, que inclusive é o símbolo do país, que é o cedro, acabou atraindo outras 22 civilizações para aquele território, e o Líbano teve uma importância muito grande para elas, porque as construções que a gente conhece como as pirâmides, alguns templos no Egito, Jardim Suspenso da Babilônia e uma infinidade de construções, eram utilizadas com o cedro do Líbano. O cedro teve uma importância muito grande na construção de algumas civilizações e na própria construção da história do país”.

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Os países do Oriente Médio têm a religião muçulmana predominante, e no Líbano não é diferente, mais da metade da população segue tal doutrina. Flávio Campello contou como é lidar com um possível preconceito por parte dos religiosos, principalmente na questão das vestimentas.

“O Líbano passou por inúmeros momentos de transformações, hoje por mais que tenha mais da metade da população muçulmana e a outra metade católica, a influência ocidental é muito presente por lá. Então você consegue ver sim as mulheres muçulmanas cobrindo o rosto ou a cabeça, mas também usam calça jeans, roupas totalmente ocidentais, não tem mais aquele traje de burca, mais pesada, mais conservadora, não existe. Somente os muçulmanos ortodoxos, radicais que você ainda encontra isso, principalmente os mais antigos, as pessoas jovens não muito, tanto é que as muçulmanas frequentam as praias do Líbano, turistas também. Você percebe que hoje não há mais aquele radicalismo todo dentro do país”.

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Um dos maiores desafios dos carnavalescos nos dias de hoje, é fazer com que o público em geral consiga enxergar tudo o que o desfile abrange. Flávio Campello disse que primeiramente tem que se preocupar com a leitura e também sempre usa pessoas leigas para dar o aval em suas fantasias.

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“Unir essa santíssima trindade do carnaval, que é o público, jurado e telespectador, é muito difícil. Antes de eu fechar um figurino, eu pego pessoas mais leigas para fazer uma leitura, ‘tipo, nessas fantasias vocês estão vendo o quê? Aí um exemplo, eu tenho uma fantasia que representa o deus das tempestades da mitologia fenícia, que é o Baal Haddad, é uma nomenclatura difícil, da qual muita gente não tem noção do que seria, e quando mostrei fantasia, falaram: ‘tem um raio, um trovão, um relâmpago’, então eu vi que tinha leitura, era isso que eu queria, que o deus da tempestade tivesse ilustrado de alguma maneira e soubesse o que a fantasia representa. Então antes de bater o martelo em um figurino, eu tenho essa mania de pedir a opinião das pessoas que não entendem de carnaval, isso me ajuda muito na construção do projeto”.

Alegorias e fantasias luxuosas prometem ser o ponto alto do desfile

O Império de Casa Verde tem um histórico de investir muito em alegorias grandiosas, e o carnavalesco alegou que o maior desafio que encontrou na agremiação é justamente esse, a montagem de carros alegóricos bem-acabados para impactar o público no Anhembi.

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“Sinônimo de Império de Casa Verde, é alegoria, porque não adianta, os caras aqui são muito apaixonados por isso, pelo barracão, pelo desenvolvimento do trabalho, do projeto de alegoria. A pergunta que eles fazem toda vez que nós vamos entregar o projeto é quanto tem de altura, eles se preocupam com isso, eles gostam dessa imponência que o Império adquiriu ao longo desses anos. É um desafio muito grande e eu gosto alegorias grandiosas, até porque o carnaval de São Paulo nos proporciona isso. As surpresas do nosso desfile estarão nas alegorias, nos elementos cenográficos, nós temos grupos que vão dar vida a nossa alegoria, que é uma grande aposta que nós estamos fazendo esse ano, e as fantasias também estão muito luxuosas. Quem é imperiano há muito tempo e vem ao barracão, chega para mim e fala assim: ‘Estou vendo o carnaval de 2007’. Isso para mim é gratificante demais, porque o carnaval que tem na minha memória como grande referência do Império de Casa Verde, é o de 2007, e se a gente chegou a esse patamar, é sinal de missão cumprida”.

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Conheça o desfile

SETOR 1: MAR MEDITERRÂNEO
“O Mar Mediterrâneo foi o cenário ideal para que os fenícios adentrar pudessem lá dentro, inclusive tem uma lenda de que os fenícios chegaram ao Brasil há mil anos antes do Cabral, existem escrituras do alfabeto fenício em várias partes do Brasil, inclusive na Pedra da Gávea lá no Rio de Janeiro, na Amazônia também, então de fato os fenícios pisaram em solo brasileiro antes do Cabral e isso prova a força que os fenícios tinha para desbravar os oceanos e o Mar Mediterrâneo é a porta de entrada, foi onde eles começaram as navegações e decidimos abrir o carnaval como se fosse uma grande viagem e a entrada do Líbano fosse o Mar Mediterrâneo”.

SETOR 2: MITOLOGIA FENÍCIA
“Eu fiquei encantado com essas divindades, até porque como os fenícios foram a primeira civilização, a mitologia deles está presente em várias outras. Então têm muitos deuses na mitologia grega, romana, egípcia que tem uma relação muito forte com a mitologia fenícia e nesse setor eu estou exaltando isto”.

SETOR 3: LÍBANO NA IDADE MÉDIA
“Estaremos representando o Castelo de Beaufort, que é uma grande construção que eles têm no Líbano, que era um castelo medieval e eu reconstruí esse castelo, porque na verdade, hoje tem uma ruína dele e fui atrás para saber como ele era, quantas torres tinham, para gente poder fazer a reconstrução. Estaremos exaltando as civilizações também, os egípcios, gregos, romanos, macedônios, babilônios, sírios, persas, todos que fizeram parte dessa história libanesa”.

SETOR 4: QUE HERANÇA É ESSA?
“Falaremos da herança cultural deixada pelos libaneses. Temos a influência da culinária, do próprio alfabeto fenício, eles tinham uma cor que era extraída de um pequeno molusco na praia do Mar Mediterrâneo que saía um pigmento púrpuro, então a cor púrpura foi uma invenção dos fenícios e era uma cor que vestia a realeza e nós estamos mostrando toda essa herança cultural deixada pelos libaneses”.

SETOR 5: COMUNIDADE LIBANESA NO BRASIL
“E a gente fecha o carnaval fazendo essa homenagem à comunidade libanesa. Dom Pedro II assinou um manifesto em 1876 autorizando a vinda dos libaneses para o Brasil, a imigração libanesa começou a partir daí, tanto é que eles consideram Dom Pedro II um grande patriarca da imigração libanesa para o Brasil e nessa última alegoria nós faremos essa homenagem a Dom Pedro II e a vinda de todos os libaneses para o Brasil. Neste carro tem o símbolo da nossa escola, a coroa que é símbolo da Império de Casa Verde também e uma grande embarcação que trouxe toda essa essência libanesa como se o Império tivesse criado essa embarcação e tivesse indo buscar os libaneses para fazer parte da nossa história”.

Samba Didático: Em busca do rubi vermelho, a Estácio vai cantar a Pedra e os seus mistérios

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Por Victor Amancio

“A pedra, para o ser humano, representa a permanência do tempo. A camada externa e dura da Terra, a rocha. A beleza sólida desse material é a essência de nosso planeta. E foi essa beleza sólida que nossos ancestrais usaram como caminho para registrar suas passagens pelo mundo”. Com o enredo “Pedra”  a Estácio de Sá vai levar parar a avenida em 2020 a discussão de questões, da pedra e da vida humana, como a existência no tempo e conflitos e embates. Rosa Magalhães trará em seu desfile a exploração de pedras nas serras do Brasil e a relação mística entre a pedra e os antepassados. O samba é uma composição da parceria de Edson Marinho, Jorge Xavier, Júlio Alves, Jailton Russo, Ivan Ribeiro e Dudu Miller.

O site CARNAVALESCO dando continuidade à série de reportagens “Samba Didático” entrevistou a carnavalesca Rosa Magalhães e o compositor Edson Marinho para saber mais sobre os significados e as representações por trás dos versos e expressões presentes no samba da Estácio de Sá para o carnaval de 2020.

‘O poder que emana do alto da pedreira’

“A pedreira é o morro de São Carlos, é o poder do povo estaciano”, diz Rosa.

‘Paredes que contam histórias’

“São essas inscrições nessas pedras todas, com baixo relevo, alto relevo, que vem do Pará, e em tantos outros lugares.”, reitera Rosa.

‘A riqueza dos senhores dos escravos alforria’

“A riqueza dos senhores são os diamantes, o ouro. A riqueza dos escravos eles escondiam no cabelo para comprar a alforria”, explica a carnavalesca.

‘Das minas a tinta do grande escrito’

“Das Minas, a tinta que moveu o escritor a fazer a poesia dele falando sobre o morro, a poeirada, a exploração”, fala a professora.

‘Atire a pedra quem não tem espelho’

Quem nunca errou? Nossa proposta é mostrar que ninguém pode criticar ninguém pois todos somos falhos e muitas vezes quem aponta o dedo não tem embasamento para falar”, explica o compositor.

‘Quero meu rubi vermelho’

“O rubi vermelho é o Estácio, a Primeira Escola de Samba”, encerrou a carnavalesca.

Sossego mostra em ensaio de rua que tem quesitos para sonhar alto

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Por Fiel Matola

A Acadêmicos do Sossego demonstrando que quer mais do que simplesmente ficar na Série A, realizou no domingo seu ensaio de rua na Avenida Amaral Peixoto, no centro de Niterói, e o que se viu foi uma escola que aposta em quesitos. Quem esteve presente percebeu a mudança que é vista nitidamente na escola, com profissionais de peso como o coreógrafo da comissão de frente e o casal Marcinho e Cristiane Caldas. O ensaio de rua mostrou que o carnaval de 2019, em que ela ficou na penúltima colocação, já passou e que eles estão se preparando bem para este ano.

Hugo Júnior assumiu a presidência da escola para este carnaval e contou sobre a missão de estar a frente da Azul e Branca de Niterói.

“Pegar uma presidência de uma escola de samba como a Sossego, é uma missão muito grande, levar o nome de Niterói pelos quatro cantos. A Sossego este ano vem forte, como nosso samba fala ‘pra fazer história’, nós estamos sendo incansáveis para mostrar nossa força e isso que eu peço força para cada um da comunidade”, garantiu Hugo Júnior.

Comissão de Frente

Comandada por Jardel Lemos, os 15 bailarinos homens da comissão de frente apresentaram no ensaio movimentos bem concisos e bastante expressão corporal de um dos integrantes. Pode perceber uma passagem mais técnica da coreografia, mostrando alguns passos que pode vir a ser da coreografia oficial, assim como demarcações dos bailarinos. O coreógrafo, que já comandou a comissão de frente da Sossego em 2017, disse ao site que está contente não só com o trabalho da sua equipe para o carnaval de 2020, mas também, com todo o projeto apresentado pela escola.

“Estou muito feliz por ter retornado para Sossego, essa escola querida de Niterói. Vocês podem esperar um desfile grande. A escola está vindo com um grande projeto e quando eu falo em projeto, quero falar do projeto como um todo, a escola tá vindo muito bonita, as fantasias estão belíssimas e já é a reprodução das fantasias. A comissão de frente vem com uma ideia fantástica, com certeza será um marco da escola que abre o desfile de sábado”, disse Jardel Lemos.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Marcinho e Cristiane Caldas, oriundos da Mocidade, chegam como uma peça de peso para garantir todos os dez para agremiação no quesito. O casal que ensaiou muito bem, mostrando os motivos da Azul e Branco do Largo da Batalha ter os contratado: o entrosamento, a leveza na dança e o bailado tradicional misturando algumas coreografias dentro do samba.

“Aqui no ensaio de rua, na Sossego e no carnaval de 2020, vocês podem esperar de nós o que sempre viram na gente, nós sempre mostramos comprometimento, trabalho e é isso que continuaremos fazendo, independente do grupo que estamos e da escola que estamos defendendo”, afirmou disse Marcinho.

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Emocionada , Cristiane contou sobre o acolhimento da escola de Niterói. “Desde a hora que chegamos na Sossego é choro e alegria, é um monte de coisa que está passando na nossa cabeça, mas, esse ano eu tô muito feliz, a Sossego nos abraçou de verdade, estamos aqui para somar e trazer o melhor para escola, só agradecemos: a quem nos curte e ao pessoal que nos deu força e vibrou com nosso retorno ao carnaval, pois achamos que iríamos ficar de fora e aos 45 do segundo tempo, estamos aqui”, comentou a porta-bandeira.

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Harmonia

É um ponto que pode melhorar na Sossego, apesar do samba ter proporcionado ótimos momentos para o ensaio, ele oscilou bastante na voz da comunidade do Largo da Batalha. Algumas alas cantaram muito bem, é o caso da “Ala Família Caroço” e da “Ala dos 80” que o tempo inteiro cantou o samba. A ala dos Passistas não só ficaram no samba no pé, mas entoou bem o samba da escola. O intérprete Nêgo, outra aposta de peso da escola de  Niterói falou sobre o seu retorno à escola.

“Estou em casa, esse samba na avenida vai dá bom e nossa equipe de carro de som tá legal. Vamos mais uma vez fazer um grande trabalho”.

Evolução

O início do ensaio da Sossego foi conturbado pelo excesso de pessoas na pista, atrapalhando um pouco a saída da Comissão de Frente, o que não ocorrerá no dia do desfile. Iniciando às 19h e tendo aproximadamente 44 minutos de ensaio, a escola brincou: não se via alas paradas, emboladas ou componentes tristes, pelo contrário, a escola estava animada. Um dos diretores de harmonia, Igor Silva fez o balanço do ensaio.

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“O nosso melhor ensaio até agora foi esse, fizemos dois ensaios já, esse é o terceiro. O número de contingente que está aqui presente hoje deve ser de novecentos a mil componentes, dos mil e setecentos que viremos no desfile oficial. O meu balanço tanto da harmonia como evolução foi bom, teremos cinco ensaios daqui até o carnaval e com certeza temos coisas para melhorar, o andamento está bom, o trabalho é esse e o ritmo é esse”.

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O samba de autoria de Orlando Ambrósio, Diego Nicolau, Richard Valença, Renan Diniz, Jefferson Oliveira, Chaynne Santos, Jp Monteiro, Dudu Senna, Thiago Vaz, Professor Laranjo, Sérgio Joca e Mário da Vila Progress foi abraçado pela comunidade e deve servir muito bem no desfile oficial, porém nota-se claramente como o refrão principal é superior a outras partes do samba, o refrão funciona muito na boca e na empolgação dos componentes, assim como o samba como um todo foi bom para o andamento da bateria.

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Apesar do samba não ter sido até agora tão bem falado, ele cresceu no ensaio. Além do refrão, uma das partes mais cantadas e dançadas é “Ô gira saia, girou a secular tradição, no jubileu de ouro do meu pavilhão”.

Bateria

Comandada pelo mestre Lion, a bateria Swing da batalha, deu um andamento muito bom ao samba, o que o ajudou no crescimento dele. O mestre prometeu algumas novidades, como um cortejo de maracatu na Sapucaí, este que está dentro do enredo. Além das bossas que animaram os presentes no ensaio, as novidades prometem chamar atenção no desfile oficial.

“A bateria do Sossego vem com uma proposta bem inovadora, vamos elaborar um maracatu na Marquês de Sapucaí, iremos levar quatro convenções, dentro dessas o maracatu tá no conjunto, além de uma proposta que nunca aconteceu na avenida, levaremos um cortejo do maracatu que são tambores participando dessas bossas, nas outra, utilizaremos as melodias do samba e bossas de impacto. Tenho certeza que isso tudo vai marcar a avenida”.

Outros Destaques

A rainha da bateria, Celi Costa, que deu um show de simpatia à frente da bateria da escola tirando fotos com os presentes, ela que foi musa do Salgueiro contou como foi o convite e o que esperar dela como rainha da escola.

“Quem me convidou foi o ex-presidente Wallace Palhares, e estou super feliz, pois já estou no carnaval um tempo, fui passista do Salgueiro por oito anos, fui convidada e estou dando tudo de mim parta esse carnaval”.

Outro destaque foi a ala de passista, comandada por Maurício Lima, que deu um show de samba no pé e canto. A Acadêmicos do Sossego é a primeira a desfilar no sábado de carnaval, com o enredo: “Os Tambores de Olokun”, do carnavalesco Marco Antônio Falleiros.

Gigante acordou! Focada no Especial, comunidade da Imperatriz canta forte no ensaio técnico de quadra

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Por Victor Amancio

Reeditando o carnaval de 1981, a Imperatriz Leopoldinense, rebaixada no último carnaval, mostrou no ensaio deste domingo que sua comunidade acordou e quer, mais do que nunca, retornar a elite do carnaval carioca. O canto empolgado e forte da escola casados com a bateria de mestre Lolo foram os grandes destaques do ensaio. Arthur Franco e Preto Joia comandaram o carro de som da escola com maestria.

O ensaio da escola foi realizado na sua quadra, o que não facilita para o treino de evolução do componente. A escola prevê três ensaios na rua a partir do dia 30 de janeiro. O casal Thiaguinho e Raphaela estiveram na quadra, porém apenas se apresentaram e não treinaram no espaço.

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Por ser um samba que já passou na avenida e por fazer parte do repertório de sambas memoráveis da escola, a comunidade já conhece bem a letra. O samba leve e irreverente parece ser o trunfo para escola contagiar a Marquês de Sapucaí na luta para o retorno ao Grupo Especial.

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“É um prazer está de volta a Imperatriz depois de 11 anos. Estou muito feliz e fico mais ainda em ver essa comunidade cantando forte, unida. Esse samba é um clássico e cresce a cada ensaio e se Deus quiser na quarta-feira de cinzas a Imperatriz será a campeã da Série A e estará de volta ao grupo principal”, disse Preto Joia.

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O gigante acordou! A comunidade gresilense parece ter acordado do sono profundo após o rebaixamento e voltou com tudo. O canto em alto e bom som do início ao fim do ensaio, sem deixar cair o rendimento. Arthur Franco, com sua voz potente e Preto Joia, que fez história na Imperatriz, e hoje, retorna a escola em grande nível, parecem ter nascido para cantar juntos. O samba encaixou na bem na voz da dupla e o entrosamento entre os dois é evidente. Mestre Lolo e a bateria Swing da Leopoldina encaixaram as bossas e as convenções muito bem com o samba. Tudo está funcionando em harmonia.

“O canto da escola está muito forte, o componente está com sangue nos olhos, brilho no olhar. Estamos muito empolgados, sabemos da responsabilidade de desfilar na Série A, respeitamos todas as coirmãs, a Lierj e o regulamento. O que aconteceu com a Imperatriz serviu de aprendizado e vamos com tudo para ganhar o carnaval”, garantiu o diretor de harmonia Jorge Arthur.

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Evolução

O ensaio deste domingo foi realizado na quadra da escola. Por conta do pouco espaço para se movimentar, a avaliação do quesito fica limitada. Os componentes estão fazendo coreografias e evoluindo de forma muito animada, brincando, de fato, carnaval.

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Bateria

Mestre Lolo conseguiu encaixar muito bem a Swing da Leopoldina com uma samba de uma outra década, a bateria faz três bossas muito bem executadas e promete contagiar a Sapucaí. Sem nenhum erro, a execução da bateria é mais um trunfo para ajudar a escola a fazer um grande desfile.

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“O ensaio foi bom demais. A bateria está criando corpo, encaixando muito bem com o samba e vai ficar melhor ainda daqui para frente. O andamento do desfile vai ser entre 140 e 142 BPM (batidas por minuto) e vou levar três bossas para avenida”, explicou o mestre.

Grande Rio faz ensaio de arrepiar em Caxias com show de Evandro Malandro e da bateria Invocada

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Por Gabriella Souza

A Grande Rio levou uma multidão caxiense para acompanhar seu ensaio de rua neste domingo, ao longo da Avenida Brigadeiro Lima e Silva. A escola mostrou a força do seu samba com um carro de som empolgante e que o sustentou em alto nível, animando a comunidade a cantar com vivacidade e muita vontade. Em perfeito complemento com o carro, a bateria Invocada, de mestre Fafá, fez o samba crescer e chamar a escola inteira para vibrar durante toda 1h10 de ensaio.

A comunidade parece identificada com um enredo fielmente caxiense e comprometida a reverter as más colocações da escola nos últimos anos. O diretor de carnaval, Thiago Monteiro, disse estar satisfeito com os treinos que a escola tem feito, mas que o trabalho para aperfeiçoar os setores ainda continuará pesado até o desfile.

Grande Rio faz ensaio de arrepiar em Caxias com show de Evandro Malandro e da bateria Invocada

“Até o carnaval ainda temos o que acertar, sempre há o que melhorar e lapidar mas na minha ótica estamos cada dia mais prontos para o desfile. Hoje ensaiamos a comissão e tivemos uma noção melhor do andamento de desfile para a escola. Eu estou bem satisfeito, cada ensaio que passa a escola evolui mais. Gostei muito hoje do canto da comunidade, da evolução, da interação com o público e da nossa bateria maravilhosa. O andamento com o Evandro e o Fafá está muito bom”, conta Thiago.

Comissão de frente

Com um balé cênico e em tom dramático, a comissão de frente revelou somente um esboço do que irá apresentar na Avenida. Os dançarinos vestiam uma roupa preta e uma máscara representando uma indumentária utilizada em festividades do candomblé. Os movimentos e a interação deles era meticulosa, bem ensaiada e focada na parte teatral da atuação. Destaque para um bailarino, que conduzia os movimentos dos outros e tinha uma presença sozinho na cena inteira, talvez, seja o que representará Joãozinho da Gomeia. O que ficou foi a curiosidade para saber desta comissão comandada pelos coreógrafos Hélio e Beth Bejani, equipe que se mostrou profissional e bem ensaiada.

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Harmonia e Samba

O samba que foi eleito pelo júri do site CARNAVALESCO como o melhor do Especial para 2020 se apresenta com uma letra forte, melodia de fácil canto e um refrão explosivo, combinação perfeita para que os componentes cantassem com força e muita vontade seus versos. Até a dispersão do carro, os componentes e as pessoas que acompanhavam o ensaio continuavam a plenos pulmões entoando o samba da escola. As alas cantavam com tranquilidade todas as partes, com samba na ponta da língua.

O carro de som merece reconhecimento por ser excepcional. A arrancada ditou o tom do ensaio, visto que animaram e chamaram a comunidade e o público com toda a empolgação, sustentando o samba com equilíbrio e muita alegria. Evandro Malandro, que segue para seu segundo ano como intérprete principal na escola, já se mostra confortável com o posto e conduz a escola com o nível que este samba exige e conta como está sendo levar este samba nos ensaios e sobre o retorno que está recebendo da comunidade.

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“Eu estou muito feliz, a Grande Rio vem em uma crescente para esse carnaval e estamos muito esperançosos para que seja um grande espetáculo. O samba ganhou uma proporção muito bonita não só no Rio, mas como em outros Estados e a gente espera que esse espetáculo que já acompanhando possa vir a explodir na Avenida. Estamos nos preparando bastante, fazemos ensaios só de canto com a comunidade e por setores, isso tem sido muito importante. O samba graças a Deus aconteceu e também queremos que ele fique marcado por muitos anos na nossa comunidade. Anos que a Grande Rio não tem um samba assim, genuinamente caxiense, então estamos aproveitando tudo ao máximo”, afirma o cantor.

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Evolução

A vibração e animação de cada componente era contagiante, a escola estava cheia em todas as suas alas. Destaque para a primeira ala que cantava com força, vontade e com samba no pé. A escola evoluiu tranquilamente segundo o planejado e esperado, através de uma organização geral controlada e atenta aos passos dos componentes. Destaque para alguns diretores de ala que necessitam estar mais atentos com a organização interna de suas alas, principalmente, as coreografadas, para que isso não prejudique tanto seus movimentos como o andamento da escola, o que se notou foi uma leve desorganização mas que não prejudicou o resto das outras alas que estavam perfeitas e muito bem controladas e animadas.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Grande Rio, Daniel Werneck e Taciana Couto foi formado para o carnaval de 2019 e agora afirmam na dança que buscam em 2020 um desenvolvimento melhor. O jovem casal está bem entrosado e com uma coreografia leve e bonita, bem encaixada para o estilo deles e com a letra do samba. Os movimentos são precisos e sem erros, ele se movimenta com agilidade e muita habilidade no giros e ao conduzir sua porta-bandeira, ela demonstra qualidade e técnica ao conduzir o pavilhão.

Daniel contou como está o ritmo de ensaios e o que pode se esperar de novidades na coreografia e fantasia deles.

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“Nossos treinos estão bem tensos, estamos ensaiando todos os dias, na Sapucaí de segunda a sexta, ensaios na quadra, treinamento funcional na parte da tarde e balé no Teatro Municipal na parte da noite. Para 2020 estamos com várias novidades, não só na coreografia mas na indumentária também, e, claro, com o apoio dos nossos guardiões que farão um complemento para a nossa coreografia. Queria também agradecer aos carnavalescos que nos deram a oportunidade de opinar nas roupas e fizeram com que conseguíssemos chegar em uma fantasia que agradasse a todos os lados. E vamos surpreender na Avenida”, afirmou o mestre-sala.

Bateria

A Invocada realizou um ensaio com excelência e mostrou que realmente tem o nível das premiações recebeu em 2019. O que se notou foi uma quantidade de ritmistas reduzida e a ausência da rainha Paolla Oliveira. Os naipes são bem equilibrados e nada destoa do todo, tanto na rítmica quando nas bossas. Destaque para os chocalhos e marcações, muito bem executados, com qualidade e precisão nos desenho e andamento. Se manteve estável ao longo do ensaio inteiro, crescendo o samba e o sustentando, a união com o carro de som foi essencial para se ter uma unicidade de som. Mestre Fafá e seus diretores se mostraram muito seguros e profissionais em cada chamada, bossa e comando.

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Atentos a cada movimento dos ritmistas, conseguiram manter a coesão do todo, bateria muito segura. O naipe de caixas estava levemente desorganizado, destoante dos outros, que estavam muito bem organizados e reunidos, no entanto, bem executados, assim como o resto da bateria. Mestre Fafá destaca que tudo o que a pretende levar para a Avenida já está sendo colocado em prática no treino. Diz que só precisa ajustar questões pontuais na Invocada, mas acredita já estar com 80% pronto do que irá representar no desfile.

“O ensaio aqui é muito produtivo pelo calor humano que Caxias vem passando, o povo abraçou o nosso samba, o projeto da escola, não que nos outros anos tenha sido diferente, mas esse ano parece ter algo mais, por conta do samba e de toda essa luta pela intolerância religiosa. Conseguimos executar bem as paradinhas, mesmo com o número baixo de ritmistas hoje, vale ressaltar, já que essa semana temos uma agenda cheia de compromissos, então nós não cobramos tanto do ritmista hoje, mas foi um ensaio positivo. Nosso grande teste, por conta da não realização dos ensaios técnicos, acaba sendo o ensaio no setor 11 no dia 23, na Sapucaí. A nossa maior concentração será nesse dia e espero que a equalização, andamento e retomada seja tão perfeita quanto foi ano
passado”, declarou.

Tabajara impressiona em forte ensaio da Portela no canto e evolução

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Tabajara impressiona em forte ensaio da Portela no canto e evolução

A Portela está no melhor padrão para o desfile oficial no domingo de carnaval. A azul e branca arrastou uma multidão, neste domingo, na Estrada Intendente Magalhães, coração do subúrbio, para mais um ensaio de rua. A reportagem do CARNAVALESCO esteve no local para analisar o ensaio e observou um impressionante rendimento da bateria Tabajara do Samba e uma forte apresentação no canto e evolução. Casal e comissão de frente também passaram com bastante brilho.

Harmonia

A Portela é uma das mais competentes harmonias do carnaval há algum tempo. E para o desfile de 2020 a tendência é que a comunidade portelense seja novamente uma das melhores da Avenida. No ensaio de rua, onde sabe-se que sonorização é sempre um desafio, não houve qualquer dificuldade na sustentação do canto do início ao fim da escola. As alas já apresentam aquele canto forte, em padrão de desfile.

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Evolução

Excelente desempenho no quesito no ensaio de rua. A se destacar apenas uma rápida arrancada com as alas entrando aceleradamente na pista, o que leva a crer que algo pode acontecer na apresentação do casal e comissão que indique esse início acelerado. Fora isso, componentes muito desenvoltos, se movimentando todo o tempo, brincando, com coreografias no tom correto. Foi possível perceber ainda a presença de algumas alas coreografadas.

“Achei o nosso ensaio superior ao da semana passada, o que mostra que a escola está compreendendo nosso conceito. O ideal é chegarmos prontos no dia de nosso desfile. Eu acho que ainda não alcançamos o andamento ideal para nossa apresentação na Sapucaí mediante tudo que preparamos para acontecer na avenida mas a cada ensaio nos aproximamos. Sobre o início mais acelerado há de se considerar que no desfile tem alegorias e alas com fantasia, então isso tirará essa impressão”, analisou Fábio Pavão, vice-presidente da Portela.

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Samba-Enredo

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Talvez, a obra da Portela seja aquela que atenda a todos os requisitos ideais para gabaritar o quesito no dia do desfile. Possui letra muito inspirada, uma melodia que praticamente obriga as pessoas a cantarem e o seu rendimento ao vivo em ensaios, com a bateria tocando, é perto da perfeição. Gilsinho vive certamente o seu melhor momento na carreira e a julgar pelo que vem acontecendo nos desfiles, ele vai disputar as principais premiações do carnaval em 2020.

Bateria

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Aula de ritmo gratuito na rua ofertada pela Tabajara do Samba. É de impressionar como a bateria da Portela atingiu com Nilo Sérgio um nível de excelência. Afinação e andamento em perfeita sintonia com execução de bossas que deram ainda mais brilho ao excelente samba da escola. Assim como o carro de som, a Tabajara do Samba se repetir esse desempenho na avenida pode sonhar com várias premiações.

Mestre-sala e Porta-Bandeira

Caminhando para o terceiro ano de parceria na Portela, Marlon Lamar e Lucinha Nobre demonstram grande entrosamento e realizaram no ensaio de rua apresentações com a coreografia oficial de desfile em três pontos da Intendente, para simular as mesmas três paradas que acontecerão no desfile. A coreografia mescla momentos de intenso romantismo entre o casal, com outros em que a evolução é mais rápida, com as finalizações dos movimentos perfeitas.

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Comissão de Frente

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Após as notas baixas obtidas em 2019, nenhum 10, a comissão de frente comandada por Carlinhos de Jesus trabalha forte para tentar uma recuperação. Há um forte burburinho de que a apresentação pode envolver em algum momento o casal Marlon e Lucinha, mas no ensaio de rua isso não ficou indicado. O grupo fez três apresentações oficiais com a coreografia de desfile e ao observar os movimentos executados por eles deu-se a clara impressão de que será uma apresentação de bastante impacto.

Rosas de Ouro faz seu primeiro ensaio técnico no Anhembi com destaque para bateria e harmonia

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Por Gustavo Lima. Fotos: Felipe Araújo/Liga-SP

O Rosas de Ouro realizou no Sambódromo do Anhembi, na noite de domingo, seu primeiro ensaio técnico rumo ao carnaval de 2020. A escola começou seu treino debaixo de uma garoa fraca, ameaçou chover, mas logo parou. Embalados pelas palavras da presidente Angelina Basílio, a agremiação da Brasilândia se animou e cantou forte em todos os setores, com destaque também para a bateria do mestre Rafa.

“É o primeiro ensaio, têm vários ajustes pra gente fazer, eu vou conversar com a harmonia e comissão de carnaval, mas assim, a escola foi muito alegre e foi muito bom. Está faltando componente, o que é natural, nós estamos ainda no primeiro ensaio técnico, mas valeu e eu gostei muito”, disse a presidente Angelina Basílio.

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Samba-Enredo

O samba do Rosas de Ouro é alegre, tem a letra muito forte e é uma obra que permite o componente de cantar do início ao fim, sem se cansar. A escola optou por um samba que não prioriza história e nem detalha o enredo, mas que passe uma mensagem de paz, que as pessoas saibam “conectar” a tecnologia com as emoções e não deixe toda essa ciência atrapalhar a vida social dos seres humanos.

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“A gente fica apenas no setor da bateria com o carro de som e não dá pra ter uma visão geral do ensaio, mas eu acho que a escola estava compacta, apesar de não estar completa, não estava muito grande. No próximo ensaio e no último, eu acho que a escola vai vir muito mais numerosa, daí que vai ter uma noção se abre sanfona ou não, se a escola vai vir ‘redondinha’ ou não, mas eu acredito que hoje não teve grandes problemas, até por ser o primeiro, e acho que o parâmetro é o segundo e terceiro ensaio”, disse o intérprete Royce do Cavaco.

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Bateria

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Mestre Rafa irá para o sétimo ano seguido e de lá pra cá tem mostrado muito repertório em todos os naipes, e nesse carnaval não será diferente. Destaque para os repiniques, são dominantes na bateria, vai além das bossas e dá para ser ouvidos a todo instante, característica não tão comum hoje em dia.

“O ensaio em termos de bateria foi bem positivo, a gente atendeu as expectativas do canto, o que era proposto pela harmonia a bateria, veio legal, conduzimos bem a escola, o andamento caiu um pouco, mas é o primeiro ensaio, eu nem peso muito. A gente pegou uma garoa, o que prejudica um pouco na afinação dos instrumentos, mas foi legal e acho que vai dar certo. Sobre o regulamento, não mudamos nada, porque quando veio, a gente já estava com bossa e tudo, executando todas com 37 compassos e eles pedem 16. Nós trabalhamos no que é correto, não pode correr, atravessar e nem oscilar o andamento, e todo mestre de bateria sabe disso. A gente não precisa ficar com o regulamento embaixo do braço, porque isso é normal, é musical, se tocar errado, quem está cantando vai cantar errado”, disse mestre Rafa.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A direção de carnaval parece ter acertado em cheio na contratação de Everson Sena para desenvolver o trabalho com Isabel Casagrande. Foi a primeira apresentação da dupla em um ensaio técnico e demonstraram estar muito entrosados. Com um sorriso no rosto contagiante, executaram muito bem o bailado e coreografia do samba. É uma dupla e tanto que promete dar muitos frutos á Roseira neste carnaval.

“O ensaio foi positivo. A escola deu uma segurada e eu acho que a gente ficou mais tempo do que de costume, mas o primeiro é pra gente sentir. Hoje pode errar, no dia não, mas foi bacana, foi válido”, declarou a porta-bandeira Isabel Casagrande.

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“O ensaio foi bom, acho que a escola está numa energia muito boa e o fato de a gente vir próximo da bateria ajuda bastante. Realmente têm muitas coisas pra gente acertar, não vou dizer que foi um ensaio 100%, mas foi válido e muito grandioso. Como a Isabel falou, hoje podemos errar e no dia não. Por ser o primeiro, foi muito interessante”, afirmou o mestre-sala Everson Sena.

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A escola veio cantando forte do início ao fim, não oscilou em nenhuma ala. O samba com melodia para cima e a bateria com um andamento alto, contribuiu para isso. Talvez, o único “erro” foi o fato de o canto da escola não estar sincronizado devido a falta de caixa de som, o que é normal, os componentes se baseiam somente no carro de som e consequentemente a ala que está mais longe, acaba cantando errado. É importante ponderar, todas as escolas estão tendo que lidar com isso até a situação ser normalizada. Mas de resto, a harmonia do Rosas de Ouro foi um dos quesitos destaques deste domingo.

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Evolução

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O desempenho da escola neste quesito foi seguro e não houve erros capitais. A agremiação está apostando bastante em alas coreografias, algumas usavam bexigas e outros adereços de mão para dar efeitos especiais, além de a maioria estar usando a camiseta do enredo e outras usaram camisetas específicas das alas. Aparentemente não há nenhuma correção nítida a ser feita na evolução da escola.

Comissão de Frente

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A comissão da escola executou muito bem sua apresentação, ora fazendo a coreografia do samba, ora fazendo algo mais teatral. Destaque para um integrante da ala vestido de cientista, encenando algumas das descobertas mais importantes envolvendo a tecnologia, como a lâmpada. Em busca de seu oitavo título do Grupo Especial, o Rosas de Ouro fechará o segundo dia de carnaval da elite do carnaval paulistano com o enredo: “Tempos Modernos”, que conta a história da tecnologia, desenvolvido pelo carnavalesco André Machado.