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‘Desfiles campeões da memória’: conheça os escolhidos e os confrontos

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O público escolheu os 16 desfiles para o primeiro campeonato “Desfiles campeões da memória” do site CARNAVALESCO. Com o avanço da pandemia em todo o país e com as medidas restritivas das prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói, criamos uma opção de entretenimento para os dois próximos fins de semana. Vamos assistir juntos desfiles (não campeões e que não estiveram na nossa relação dos 30 do Sambódromo) e faremos uma competição diferente.

desfiles memoria

Importante: só puderem entrar na votação os desfiles do período do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, ou seja, de 1984 até 2020. um desfile por escola do Grupo Especial e mais quatro desfiles que passaram pelo Acesso A na Sapucaí (excluindo quem está competindo pelo Especial).

Vamos dividir o chaveamento em dois fins de semana. No primeiro, teremos uma fase com 16 desfiles e vão passar oito. Na semana de Páscoa, escolheremos o campeão. A competição terá julgadores da equipe do site e convidados. Os quesitos vão ser: samba-enredo, desenvolvimento do enredo, comissão de frente e conjunto harmônico. Notas de 9 a 10 (fraccionadas no décimo). O público também poderá analisar e participar das transmissões especiais. Fique ligado nas nossas redes sociais que vamos divulgar as datas e horários.

Confira abaixo como ficaram os confrontos:

Viradouro 1998 x Grande Rio 2010
Unidos de Padre Miguel 2014 x União da Ilha 2003
Beija-Flor 1999 x Mocidade 1987
Salgueiro 2012 x Mangueira 2003
Cubango 2019 x Império Serrano 2012
Portela 2014 x Vila Isabel 1987
Unidos da Tijuca 2005 x São Clemente 2015
Paraíso do Tuiuti 2019 x Imperatriz 1993

Laíla diz que Perlingeiro está preparado e elogia Gabriel David no marketing da Liesa: ‘Está cheio de vontade, essa é a praia dele’

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Após eleição na sede da Liesa que apontou Jorge Perlingeiro novo presidente, a equipe do site CARNAVALESCO conversou com um dos maiores representantes da folia carioca para saber sua avaliação. Laíla afirma que não concordava com algumas posições da nova diretoria, mas que a partir das mudanças que foram feitas, acreditou que o caminho era o correto.

laila

“Perlingeiro não é novo presidente. É cria da casa, amigo do Guimarães e trabalhou com o Jorginho durante esse tempo inteiro. Veio desde o doutor Castor. É uma pessoa preparada para assumir a função. Vai dar continuidade, obviamente. Uma das coisas que me preocupava era a presença de um presidente de escola de samba fosse vice-presidente, eu não concordava muito com isso. O caminho traçado é o certo. Sou fundador da casa, me sinto muito orgulhoso por permanecer no coração deles”, explica.

Sobre a modernização da festa e atuação mais atraente para os jovens, Laíla é sucinto em sua opinião.

“Tudo é possível desde o momento que não se achate o samba. Tem que se pensar em tecnologias e loucuras que venham de encontro as raízes sambistas. Temos milhares de caminhos que poderão ser respeitados defendendo a figura principal, que é o maior espetáculo da terra. O Gabriel está cheio de vontade, essa é a praia dele. O Capitão Guimarães foi muito feliz em falar que precisa de renovação e é lógico que está certo. Que as mudanças sejam pensadas dentro dos caminhos normais”.

Laíla finalizou afirmando que ainda segue sem destino para o próximo carnaval, e que está esperando uma nova oportunidade.

“Não tenho contato com nenhuma escola. Ainda não morri. É lógico que quero e pretendo fazer. Tendo oportunidade, lá estarei. É só fazer uma análise da minha história dentro do carnaval. Tive uma infelicidade devido a outros fatores, mas não desaprendi. Se aparecer algo, lógico que vou trabalhar”, finalizou.

Cláudio Vieira: ‘De olho no Malandro Histórico’

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Os primeiros sambas que Monarco compôs na Portela foram em parceria com Alcides. Mas ao contrário de tantas outras vezes, agora Alcides caprichara nos versos que enalteciam a musa – o que valeu até um elogio de Dona Guiomar, mulher do “Malandro Histórico”.

monarco

– Até que enfim vocês fizeram um samba decente. Até hoje, o que tenho ouvido são sambas em que a mulher é obrigada a se humilhar, rastejando como uma cadela.

Ainda rapazola, Monarco ficou meio encabulado. Explicou que era sempre o parceiro quem fazia a primeira parte e ele, então, apenas se limitava a dar continuidade ao argumento, na segunda estrofe.

– Eu sigo o estilo dele… – justificava.

Dona Guiomar encolheu os ombros e foi para a cozinha. Alcides, então, comentou com o companheiro:

– Não liga, não. Toda vez que eu faço um samba romântico, depois ela vem me questionar: “Alcides, quem é essa pilantra?”

Leandro Vieira sobre a fantasias das baianas do Império Serrano: ‘Toda estampada para ser super contemporânea’

Durante a live de aniversário de 74 anos do Império Serrano o carnavalesco Leandro Vieira apresentou a fantasia da ala de baianas da escola da Serrinha. No próximo carnaval o Reizinho de Madureira vai levar para a Marquês de Sapucaí o enredo Mangangá, que contará a história do Mestre Besouro Mangangá, capoeirista baiano, enredo de autoria do próprio Leandro Vieira.

baiana imperio

“Estou ganhando um presente de fazer o Império Serrano. Estou pensando o futuro carnaval da escola. Eu não queria divulgar uma fantasia que tenho um chamego, mas o presidente quis porque quis e achou que seria bacana ser o presente para toda nação imperiana. O carnaval que passou (2020) não foi feliz para elas e merecem sempre estarem bem vestidas”, disse o carnavalesco.

Leandro disse que assim que recebeu o convite do Presidente Sandro Avelar para desenvolver o Carnaval do Reizinho, o primeiro figurino que concebeu foi justamente o das Baianas do Império Serrano. * LEIA AQUI AS ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO CARNAVAL

“As baianas guardam de tudo que o Besouro representa no nosso carnaval. É baiana tradicional, como o Império Serrano merece, sem ser tradicionalista. Toda estampada para ser super contemporânea. Tem tabuleiro e frutas na cabeça”, explicou Leandro. * VEJA AQUI MAIS NOTÍCIAS DA SÉRIE OURO

Em recuperação da Covid-19, André Diniz deixa UTI e vai para o quarto

Boa notícia! O compositor André Diniz, que está internado em recuperação da Covid-19, deixou a UTI e foi transferido para o quarto. O amigo Evandro Bocão disse que o estado de saúde do maior vencedor de sambas-enredo da Vila Isabel melhora a cada dia. André está lúcido e interagindo no Twitter, inclusive, falando do Flamengo, seu clube do coração.

andre diniz

Ministro da Saúde diz que meta do governo é vacinar 1 milhão por dia

O novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga, reuniu a imprensa para divulgar as novas ações e estratégias do governo federal no combate à covid-19. O ministro também deverá falar sobre a reformulação do sistema público de saúde e sobre a intensificação da campanha de imunização, além da produção nacional de vacinas contra o novo coronavírus.

Segundo Queiroga, o governo aposta na vacinação em massa como ação primária contra a pandemia. O ministro afirmou, ainda, que a meta é vacinar 1 milhão de brasileiros por dia.

Artigo: ‘O interior do Rio de Janeiro e o seu carnaval pouco conhecido’

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Por Sérgio Almeida Firmino

Roberto DaMatta concentra excelentes reflexões em seu livro “Carnavais: Malandros e Heróis”, que trata de uma viva atenção sobre a sociedade brasileira e o que torna a sociedade brasileira diferente e única. O antropólogo explica com requintes de detalhes os vários aspectos e tendências, procedimentos e seus dilemas. Com um olhar crítico e aguçado, o autor de “Ensaios de Antropologia Estrutural” se debruça de forma acadêmica, provando sua capacidade intelectual para discutir os temas que serão abordados neste artigo.

Com efeito, segundo DaMatta, o Carnaval é uma criação social, que reflete aspectos mais profundos e básicos da nossa sociedade, que encontrou no Carnaval meios de apresentar realidades sociais e culturais em meio às rotinas perversas e complicadas do cotidiano.

De fato, precisamos do Carnaval. Não exaltar esse fenômeno com todas as nuances de suas manifestações – escolas de samba, maculelê, jongo, Boi Pintadinho, blocos de enredo, blocos de arrastão, bandas, frevo, Grandes Sociedades, marcha rancho -, enfim, variações regionais de riqueza cultural universal, incomensurável, seria como tentar destruir aos poucos a nossa própria essência de ser brasileiro.

O fenômeno cultural e social Carnaval, em especial as escolas de samba, precisa ser estudado (peço ao leitor que acesse Carnavalesco e leia “Uma Prosa sobre a Origem do Carnaval e a Importância das Escolas de Samba para o Rio de Janeiro”).

Ao estudar sobre o tema, torna-se menos difícil entender alguns contextos importantes. Se o Carnaval brasileiro, com suas escolas de samba, traduz a essência da nossa sociedade e o que é mais belo do ponto de vista cultural, social e econômico, há de se indagar: porque é tão combatido? É um bem nacional, diante do qual, infelizmente, vez ou outra, nos deparamos com certa ignorância cultural por parte de alguns gestores públicos, relutantes em aceitar o que somos e o que possuímos de mais belo. De fato, tentam destruir o que criamos enquanto cultura original, verdadeira e inata de um povo.

Este ano de 2021 é muito importante para a historiografia das escolas de samba, eternizadas noventa anos atrás no momento em que o compositor Ismael Silva atribuiu esse nome a esse tipo de agremiação e manifestação cultural, que, desde então, causa perplexidade pela grandeza e simplicidade que a expressão representa.

DaMatta é importante para ajudar a definir a importância do Carnaval, assim como a psicanalista e mestre em Psicologia Positiva Universidade da Pensilvânia (EUA), Drª. Flora Victória, que estudou a ausência do Carnaval. Sem os festejos do Carnaval em 2021, não houve a pausa em meio a labuta e as preocupações diárias, assevera a pesquisadora, ocasionando problemas de difícil análise clínica e psicológica em decorrência do ineditismo dessa ausência.

Desde o século XVII o Carnaval tem funcionado também como uma válvula de escape. O cancelamento da folia, infelizmente inevitável por conta da pandemia do novo coronavírus, que já vitimou mais de 275 mil pessoas no Brasil, pode significar problemas clínicos psíquicos de relevância no futuro.

As escolas de samba protagonizam, desde sua aparição, movimentos especiais de realização popular. Do simples cortejo à frente da casa de Tia Ciata, na Praça XI, até o exuberante espetáculo de dança, música, cores e muita criatividade na avenida Marquês de Sapucaí, temos um século de densa história. O que, no passado, fazia parte de um congraçamento de comunidades de samba e fantasias simplórias, tornou-se fonte de interesse de pessoas e grupos visionários e, de fato, amantes incondicionais do Carnaval.

Paira a pergunta no ar: se a chamada “contravenção” – ou melhor, os “contraventores” – não vislumbrassem os desfiles das escolas de samba; ganho e prazer, existiriam agremiações do mesmo nível das atuais? Melhor deixar esta resposta para um próximo artigo, no qual poderemos entrar na intimidade de alguns patronos, histórias, momentos inusitados e comentar sobre suas escolas de samba e seu amor incondicional ao Carnaval, além de, quem sabe, fazer revelações pouco lidas nos jornais, ou assistidas em documentários de duvidosa credibilidade.

A LIESA, fundada em julho de 1984, formou um grupo forte, com grandes agremiações, descontentes com a Associação das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. A formação de ligas e associações não diminuiu a grandeza dos espetáculos e dos desfiles das escolas de samba, muito pelo contrário.

A disputa acirrada entre as escolas tornou-se o ponto alto dos desfiles. Os patrocinadores principais tornaram-se pontos de relevância para as agremiações, fortalecidas pelos seus investimentos convertidos em apresentações recheadas de criatividade e beleza a cada ano na Passarela do Samba. A união desses atores foi legitimada pelas ligas.

A ação de formar lideranças do Carnaval advém do ditado popular “a união faz a força”. De fato, os resultados financeiros são extraordinários. Se não houvesse lucro, talvez não existiriam escolas de samba, pelo menos não como as vemos atualmente. Com efeito, esse quadro é muito positivo.

O Carnaval observado pelo antropólogo DaMatta também se transformou em fonte de renda e trabalho criativo ensinado por gente especializada. Nasceram e proliferaram mestres, junto às escolas de samba, profissionais habilidosos, formadores de opinião, jovens de sensibilidade laborativa extremamente aguçada. A cadeia produtiva da indústria do Carnaval deve muito aos precursores e aos seus patronos, deve muito à Tia Ciata, que se sentava à beira da calçada para assistir os cortejos do Carnaval e ajudou a construir esta indústria do entretenimento para o futuro.

O Carnaval não é apenas carioca. Moldado de forma inteligente à teia produtiva fluminense no segmento do Carnaval, está presente nos 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, que possui uma riqueza imensa e pouco explorada por seus políticos. Esses políticos sempre visitam o segmento do Carnaval nos dias que antecedem os pleitos do escrutínio, mas não retornam para construir uma parceria saudável e rentável para os seus concidadãos, possibilitando a criação de um ciclo virtuoso em qualquer cidade fluminense.

Diante disso, é oportuno se pensar na criação de Comissões Municipais de Carnaval, uma Comissão Estadual de Carnaval, além de Fundos Municipais Setoriais de Carnaval e o Fundo Estadual Setorial do Carnaval. A Lei nesse caso já está votada, em 07 de julho de 2015 e institui o Sistema Estadual de Cultura, facilitando a criação de fundos setoriais estaduais. No artigo 42 da mesma Lei há possibilidade de o gestor criar o Fundo Setorial do Carnaval.

A ausência ou pífia participação do poder público no segmento do Carnaval forçou a idealização de ações internas, como a criação de grupos de empresários e conhecedores de Carnaval e Escolas de Samba.

A LIESA, LIERJ, LIESB e ACAS, por exemplo, são a prova viva da forma como essas lideranças criaram, na capital, possibilidades para estabelecer autossustentabilidade e manter uma relação de entrosamento com o poder público. A Liesa desenvolveu com habilidade uma excelência na realização dos desfiles, conferindo à instituição a tarefa de organizar esse evento e de administrar a Cidade do Samba na zona portuária do Rio a partir de 2005.

Sem embargo, não apenas as escolas de samba saltaram de simples e humildes desfiles para exibições espetaculares, mas também as organizações populares de Carnaval de rua têm seu lugar, com a criação da famosa Sebastiana ou Folia Carioca. Essas manifestações culturais aprenderam a captar recursos para sua realização e a iniciativa privada, por sua vez, entendeu que Carnaval de rua também é um bom negócio. O mesmo vale para as emissoras de rádio e televisão, que realizam transmissões e negociam seus produtos a partir da exibição do Carnaval para o mundo todo.

Com efeito, ainda falta uma atenção especial para o Carnaval dos outros municípios. As demais 91 cidades do estado do Rio de Janeiro possuem uma riqueza pouco explorada pelos seus governantes, pela mídia e, de certa forma, por seus conterrâneos. Lideranças de Carnaval em todo o estado traçam o mesmo caminho da LIESA: organização, criatividade e algum apoio das Prefeituras. Essas instituições conseguiram respeito na qualidade cultural e popular de seus movimentos de inovação no interior do estado.

O cidadão natural desses municípios tem mais uma opção para assistir à folia ao vivo e a cores, como também participar dos festejos do Carnaval em sua cidade natal. Haja vista, o Carnaval de Nova Friburgo, Petrópolis, Campos dos Goytacazes, Angra dos Reis, São João da Barra, Nova Iguaçu, Cabo Frio, Maricá, Volta Redonda e Niterói. Por sua vez, lideranças do Carnaval nos municípios de Itaboraí e Teresópolis – esta última sem desfile de escolas de samba há mais de dez anos – estão trabalhando junto às autoridades locais para entrar na lista das ligas que realizam desfiles dessas agremiações e de outros movimentos culturais populares do Carnaval nesses municípios.

O Carnaval do interior reproduz, como uma mágica criativa, tendências e tradições pouco apreciadas pela sociedade fluminense e menos ainda pelos gestores públicos, magnetizados pelo esplendor dos desfiles das escolas de samba da capital. Infelizmente, atentam apenas para a Marquês de Sapucaí, cujos desfiles são, de fato, grandiosos, mas podem ser reverberados para outras regiões do estado, confortando seus concidadãos e os turistas, ávidos por um Carnaval de qualidade e gastos módicos. Os desfiles da Intendente de Magalhães deveriam ser mais explorados pelo poder público e empresários da região, em cujas imediações hotéis, pousadas, bares e restaurantes deveriam disputar espaço.

As 13 cidades da Baixada Fluminense somam uma população de mais de quatro milhões de pessoas, equivalente à de todo o Uruguai. Ao seu entorno adornam empresas de grande porte, capazes de sustentar tanto a construção de um Sambódromo como de fábricas ou indústrias de Carnaval, que poderiam abrigar as escolas de samba da região e despertar novamente as maravilhas culturais lá adormecidas há tantos anos. Caso o leitor ache improvável essa visão, assista aos desfiles do GRES Grande Rio, de Duque de Caxias ou do GRES Beija-Flor de Nilópolis, ou mesmo das 22 escolas de samba registradas de Nova Iguaçu. Os cidadãos da região teriam entretenimento próximo, o turismo fortalecido, além da rede hoteleira e do comércio em geral, como restaurantes, bares e demais serviços pungentes, com a receita muito bem-vinda para os municípios.

Outro espaço pouco explorado, diante da falta de interesse do gestor público, é a zona oeste da capital. Bandas, Blocos de Enredo, Blocos de Arrastão e outras manifestações de samba e Carnaval podem provocar qualquer tradicional liderança de blocos e bandas da cidade, pela sua criatividade e grandeza.

As lideranças de Carnaval dos municípios, inclusive da capital, acabam de criar a Federação da Indústria Criativa Cultural do Carnaval do Estado do Rio de Janeiro (FICCCERJ). Não se trata de uma liga, tampouco agremiação. Ela é uma instituição, que realiza a união das lideranças do Carnaval de todo o estado do Rio de Janeiro. Mesmo para as lideranças que ainda não promovem os desfiles de escolas de samba, como em Teresópolis, que luta para retomar as apresentações de suas agremiações, Magé e Volta Redonda, todas elas tendo deixado seu legado glorioso no samba com a rica história dessas cidades e seu passado muito especial. Felizmente, a partir da criação da FICCCERJ, quase tudo será possível realizar.

A Federação funcionará como uma plataforma de desenvolvimento econômico às indústrias do Carnaval e dará apoio às escolas de samba e ao Carnaval principalmente do interior do estado. Sua força reside no congraçamento e união de todas as lideranças de Carnaval do estado do Rio de Janeiro.

* Sérgio Almeida Firmino é assessor de economia criativa do Carnaval da Secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro e diretor do Instituto Cravo Albin

Referências:

DaMatta, Roberto: Carnavais, Malandros e Heróis: Para uma Sociologia do Dilema Brasileiro. Rio de Janeiro: Zahar (1979; 2* edição. 1980

DaMatta, Roberto: Ensaios de Antropologia Estrutural. Petrópolis: Vozes (1973; 2* edição, 1977)

Agradecimentos: Economista Marcel G. Ballassiano e ao jornalista Flávio Amaral

Unidos de Bangu terá rainha da escola importada dos Estados Unidos

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Um verdadeiro avião está aterrissando na Unidos de Bangu. Após estrear na Sapucaí no Carnaval de 2020 ocupando o posto de musa, a norte-americana Dre Story se prepara para realizar um sonho que começou a ser realizado há 09 anos, quando iniciou suas aulas de samba, o de reinar no carnaval carioca.

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Apaixonada pela cultura brasileira e pela magia da maior festa popular do planeta, Dre confessa que já entrou em uma verdadeira contagem regressiva para que 2022 chegue logo. Dotada de um corpo escultural e de muita fé para que se controle a pandemia da Covid-19, a rainha da escola já iniciou a preparação para brilhar no desfile da vermelha e branca.

“Ainda é algo inacreditável e acho que somente vou ter a real dimensão do que é ser rainha de uma escola quando pisar na Avenida. Este é muito mais do que um sonho que começou há quase uma década, é a prova de que não devemos desistir jamais daquilo que queremos alcançar”, diz Dre.

Aluna da renomada sambista Egili Oliveira, a majestade de Bangu conta que sempre quis participar do carnaval carioca e antes de estrear na Sapucaí, idealizou o momento mágico de poder sambar na Passarela do Samba por diversas vezes até conhecer a instrutora e amiga.

“O desejo de saber mais sobre a cultura brasileira sempre foi muito forte em mim por diversas razões e, quando comecei a fazer as aulas com Egili, foi se tornando cada vez maior porque ela é muito mais do que uma professora, é uma propagadora do Carnaval e de sua história e, quando ela sentiu que eu estava preparada, me apresentou a Unidos de Bangu, escola onde eu nunca senti uma energia igual. A cada ensaio de rua, eu me sentia mais motivada ainda e acho que isto refletiu na minha vontade de continuar a defender as cores da minha escola”, diz Dre, que atua no mercado de investimentos e, também realiza trabalhos como modelo nos Estados Unidos, país onde vive.

A experiência como rainha não é uma novidade para ela, que é campeã do International Samba Queen Congress, competição realizada em seu país e que premia sambistas estrangeiras. Sempre incentivada por Egili, Dre comenta o quanto as participações foram importantes para ela.

“Sempre tive muitas pessoas me encorajando, mas faltava esse passo. A partir do momento que eu entendi que, além de ser uma conquista pessoal, eu poderia encorajar e empoderar outras mulheres para que mergulhassem com determinação para conquistar seus objetivos, também passei a me cuidar e a treinar mais. Foi assim com a minha participação no concurso, precisei participar três vezes até me tornar campeã, na edição de 2019. Agora muito mais, tenho a responsabilidade de abrir o desfile representando toda a comunidade de Bangu e vou me dedicar muito nesta preparação. Tenho certeza de que estarei no Brasil em breve porque a campanha da vacinação vai ser eficaz tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil e faremos o maior carnaval de todos os tempos”, finaliza a rainha.

Prêmio Plumas & Paetês Cultural participa de Ação Social

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O gestor do Prêmio Plumas & Paetês Cultural, José Antônio, participou de uma ação social, com distribuição de cestas básicas para os trabalhadores da economia criativa do carnaval carioca, junto com a LBV e o MMA Social.

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Neste primeiro momento, dez cestas básicas serão doadas, mas a proposta é que o projeto cresça e mais profissionais possam ser contemplados. Para José Antônio, a ideia é fazer com que, a cada ano, mais profissionais possam ser beneficiados.

A Escola da LBV, no Rio de Janeiro, completa 25 anos, neste ano, promovendo Educação de qualidade. E o MMA Social é um grupo formado por projetos sociais que atuam nas comunidades do Brasil e que utilizam as artes marciais como ferramentas de inclusão e transformação social. Estes projetos sociais são muitas vezes liderados por lutadores consagrados no mundo da luta, como Rogério Minotouro, um dos padrinhos desta ação.

No dia de receber as cestas básicas para doação, que ocorreu na sede da LBV, em Del Castilho, José Antônio concedeu um Prêmio Plumas & Paetês para Rogério Minotouro.

Ambas as instituições uniram esforços para apoiar as famílias dos alunos, entregando cestas de alimentos e kits de limpeza e de higiene. A esta união integrou-se o Prêmio Plumas & Paetês Cultural com o intuito de ajudar os profissionais do carnaval que ficaram sem renda.

São Clemente vai conceder honraria para três escolas na comemoração dos seus 60 anos

Após anunciar que sambistas clementianos irão receber títulos de benemérito no dia 25 de outubro, data que marca os 60 anos da escola, a diretoria anunciou em suas redes que também vai homenagear três escolas co-irmãs.  

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De acordo com o presidente Renato Almeida Gomes, a intenção é reconhecer pessoas e instituições que fizeram a diferença na história da São Clemente.  

“Numa data tão marcante para a São Clemente, nós também queremos prestar uma homenagem a três escolas co-irmãs que sempre demonstraram amizade e respeito pelo nosso pavilhão: Grande Rio, Imperatriz e Grande Rio. Essas escolas ganharão a “Honraria Clementiana”.   

Renatinho revela como estas escolas foram importantes em diversos momentos 

“Sempre tivemos um laço familiar muito grande com Beija-Flor, Imperatriz e Grande Rio. Quando a São Clemente estava no Grupo de Acesso, elas nos deram suporte econômico, ajudaram com alegorias e componentes. Seu Luizinho foi muito amigo do meu pai. Em 2003, o Anísio nos deu nossa primeira alegoria motorizada. Foi um espetáculo, era o sonho da escola ter esse carro. A Grande Rio nos cedeu alegorias grandes, e a Imperatriz abriu crédito para a São Clemente em diversos lugares. As três agremiações merecem nossa máxima admiração”. 

O presidente sonha com uma grande festa para homenagear os beneméritos clementianos e as escolas co-irmãs, mas que fará um evento seguindo os protocolos de segurança.   

“É claro que eu queria a quadra cheia para celebrar a data, mas só iremos realizar o evento com nossa gente vacinada. Se tudo der certo, faremos uma festa bonita, com orquestra e tudo. Vai ser bonito e emocionante demais”.

Nova diretoria da Liesa faz primeira reunião: ‘Começamos a elaborar uma lista de prioridades’, diz Perlingeiro

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A nova diretoria da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) fez no final da tarde de terça-feira, a sua primeira reunião para começar a traçar os planos de trabalho projetando o Carnaval de 2022.

reuniao liga

Ao sair da reunião, o presidente Jorge Perlingeiro explicou que a Liesa ainda vive um momento de transição de ações e responsabilidades entre a diretoria que encerrou os seus trabalhos na semana passada, e a atual. Comentou que o seu antecessor no comando da entidade, Jorge Castanheira, participou do encontro para fornecer informações sobre as missões que estão sendo delegadas à nova administração.

“Começamos a elaborar uma lista de prioridades para que possamos cuidar de todos os projetos com bastante antecedência e máxima seriedade. O Carnaval de 2022 é o principal deles”, destacou Perlingeiro.

Gabriel David, diretor de marketing, também falou do primeiro encontro na Liga.

“Para termos as escolas de samba com boa representação, precisamos de um bom grupo de trabalho dentro da Liesa. É hora de reorganizar a casa com uma equipe muito capacitada e determinada. A junção da experiência com a juventude levarão o Carnaval do Rio de Janeiro de volta ao seu auge. Estamos atentos ao cenário externo, com expectativas de dias melhores. Mas não estamos parados! Nosso foco principal é captar recursos para minimizar as perdas dos funcionários do Carnaval nos últimos tempos. Novidades em breve”.

Além do presidente, participaram do encontro o vice-presidente e diretor comercial, Hélio Motta; o tesoureiro, Pedro Gomes; o secretário, Moacyr Barreto; o diretor jurídico, Dr. Fernando César Leite; o diretor de carnaval, Elmo José dos Santos; o diretor de marketing, Gabriel David; o diretor de Patrimônio, Moacyr Henriques; o presidente do Conselho Deliberativo, Dr. Nelson de Almeida, e o assessor especial da presidência, Walmir Peixoto. O diretor cultural, Luis Carlos Magalhães, e o coordenador de jurados, Júlio César Guimarães, não puderam comparecer.