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Carnaval em julho de 2021? ‘Só acontecerá este ano com a população imunizada’, diz governador Cláudio Castro

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O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, explicou ter sancionado o projeto de lei “CarnaRio – Carnaval fora de época”, do deputado Dionísio Lins (PP), que inclui o carnaval fora de época, no mês de julho, anualmente no calendário de datas oficiais do Estado.

“Sancionei a alteração de uma lei que não permitirá que o setor carnavalesco quebre e criará dispositivos para que o governo possa decretar feriados e apoiar com infraestrutura e incentivos financeiros. No entanto, o CarnaRio só acontecerá este ano com a população imunizada”, disse o governador.

Cláudio Castro revelou que o CarnaRio é fundamental para o setor e poderá acontecer anualmente no mês de julho.

“A medida não valerá apenas para 2021. Ela vai trazer benefícios para o setor até que o impacto causado pela pandemia seja superado, com o avanço da vacina. No Rio, está tudo pronto para iniciarmos a imunização contra a Covid-19”.

claudio castro

Segundo o governador em exercício, o carnaval gera grande impacto econômico para o Rio de Janeiro.

“O Carnaval é uma das festas culturais mais importantes do Rio, mas só será realizado em um ambiente de extrema segurança para a população. O impacto econômico é fundamental para o estado e gera milhares de oportunidades de emprego”.

Morre o julgador Pérsio Gomyde Brasil

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Pérsio Gomyde Brasil, que por anos foi julgador do quesito Enredo do Grupo Especial do Rio de Janeiro, faleceu na manhã desta quinta-feira. Não foi informada a causa do falecimento.

Pérsio é autor do livro “Da Candelária à Apoteose – Guia comentado do Grupo Especial/RJ” reúne os dados, as curiosidades e a visão do julgador.

Em 2014, ao site CARNAVALESCO, Pérsio contou sua relação com o mundo do carnaval.

“Quando eu tinha doze anos, ou seja, há 45 anos, descobri o que era um desfile das escolas de samba, na Candelária. Eu não tinha dinheiro e fui com um vizinho, que me colocou em cima de um caixote para assistir aquela festa. E eu nunca tinha visto nada igual, porque era tanta luz, tanta cor e tanto som, que naquele momento eu me apaixonei pelo carnaval e pelo desfile das escolas de samba. Eu era um garoto muito tímido e solitário, e me envolvi com aquilo. O carnaval passou a fazer parte da minha vida ano a ano”.

autorlivro

Nas redes sociais, amigos homenageiam Pérsio Gomyde Brasil. Veja abaixo:

Harmonia em jogo: a força do canto do povo do samba de Vila Isabel

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Fundamental em um desfile de escola de samba o quesito Harmonia ganha uma série especial no site CARNAVALESCO. Semanalmente, vamos ouvir diretores e suas equipes de cordas para conhecermos mais o trabalho da área.

Melhor Harmonia do Grupo Especial do Rio de Janeiro em 2020, segundo o prêmio Estrela do Carnaval, a Vila Isabel abre a série de matérias. O técnico do time é Marcelinho Emoção. Ele vai para o quarto ano à frente do segmento no bairro de Noel, ao lado do seu centroavante Rafael Prates, diretor musical, com grande bagagem no mundo do
samba e que caminha para o segundo carnaval na escola.

“Os diretores de harmonia possuem liderança com seus componentes. Eles, quando fazem inscrições de alas, escolhem o local que seus diretores estarão alocados. A comunidade da Vila Isabel é muito unida. Isso é algo primordial e essencial para um trabalho ser bem feito”, disse Marcelinho Emoção.

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A harmonia é a forma como os integrantes da escola desfilam, considerando se há entrosamento ou não dos mesmos com o ritmo e o canto do samba-enredo. Os componentes devem cantar o samba no mesmo tempo que o intérprete, a voz principal durante o desfile. A totalidade da voz cantada pela escola durante a apresentação também é elemento considerado para a avaliação da harmonia, ou seja, o grupo precisa cantar em uma única voz.

Rafael Prates explica que faz encontros com toda equipe para obter o sucesso: “Reúno a equipe de cordas, intérpretes de apoio e cantor oficial para darmos o pontapé inicial de ensaios, definição melódicas, métricas de letra e arranjo, sempre juntos como uma família”.

harmonia vila2

Os ensaios de canto na quadra da Vila Isabel são feitos em comum acordo com o diretor de carnaval, Moisés Carvalho.

“Trabalhamos muito o canto e evolução em local parado, sem movimentação, pois dizem que o melhor ensaio de rua, acontece na 28 de setembro. Eu sou apaixonado pela comunidade de Vila Isabel. A escola não é nada sem a comunidade, pois se ela não canta, não evolui. A comunidade canta com o coração”, declarou Marcelinho, que fez questão de elogiar o entrosamento entre o carro de som e o seu grupo.

Na Vila Isabel, o time da harmonia tem Jorge Pitanga à frente da bateria. “Ele é o responsável e tem conhecimento no som para fazer os ajustes necessários com o Rafael Prates. É um trabalho de respeito a cada segmento, sendo o melhor para a escola e a comunidade”, afirmou Marcelinho, que também sugeriu a entrada dos ensaios de canto no Sambódromo, como acontece com comissões de frente e os casais.

“Os ensaios fechados na Sapucaí, dos setores 3 ao 9, não deveria ser limitado somente à comissão de frente e ao casal de mestre-sala e porta-bandeira, mas também às alas de cada agremiação. O nosso projeto é ensaiar o desfile por completo, com as apresentações da comunidade aos jurados”, pontou.

Sobre o julgamento do quesito, Marcelinho aprova a separação entre o canto das alas e o carro de som.

“O trabalho que é feito, não é julgado. Os jurados só despontuam o carro de som”.

O diretor musical, Rafael Prates, deixou uma sugestão para os desfiles das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro.

“A exemplo da Liga de São Paulo, o carnaval carioca poderia ter dois ensaios técnicos para fazermos os ajustes necessários. Gostaria muito que tivesse uma mesa digital no carro de som. Assim, todos os carros das escolas teriam suas cenas gravadas para o seu dia oficial, ajudaria nos timbres dos cantores e instrumentos musicais”, ressaltou.

Passarela do Samba: ‘Por trás das linhas inimigas’

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No final de abril de 2003, a situação política da Portela entrava em ebulição. Antes que o presidente Carlinhos Maracanã prorrogasse o seu mandato por mais quatro anos, um grupo dissidente tomou a quadra da Escola, em Madureira, e assumiu o controle do antigo barracão, na Zona Portuária.

O objetivo era promover uma reforma no Conselho Deliberativo da Escola, para que este conduzisse a realização de eleições diretas à presidência. Os portões da quadra foram fechados, até que a Justiça determinasse de que forma a Escola deveria organizar o processo sucessório.

A notícia se espalhou por Madureira e Oswaldo Cruz, mexendo com os nervos da família portelense. Muitos foram até a sede da Rua Clara Nunes, mas a ordem era a mesma para todos:

– Ninguém pode entrar.

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No meio do tumulto formado na calçada, um automóvel prata, de vidros fumê, foi encostando lentamente, rente ao meio-fio. E mais suavemente, o vidro do motorista desceu, diante da curiosidade geral. O ocupante tinha barba grisalha, usava chapéu de caubói e óculos escuros. Abaixou as lentes e esticou os olhos, curiosíssimos, para ver o que estava acontecendo no interior do Portelão.

Não demorou para ser reconhecido: era Marquinhos dos Anéis, presidente do vizinho Império Serrano. Um dos rebeldes não perdeu a oportunidade:

– Fofoqueiro!

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Reconhecido, o presidente levantou o vidro, imediatamente, e arrancou, cantando pneus pela pacata Madureira.

Oficina de passistas da Unidos de Padre Miguel recebe inscrições

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A ala de passistas da Unidos de Padre Miguel recebe inscrições para sua oficina “Passos da Zona Oeste” que retorna com suas atividades a partir de 18 de janeiro.

Podem participar crianças acima de 7 anos de idade, jovens e adultos. As aulas vão acontecer todas as segundas e quartas, a partir das 20h, na quadra de ensaios.

A oficina seguirá todos os protocolos de segurança recomendados pelas autoridades de saúde. As aulas serão ministradas pelos diretores de passistas da UPM, George Louzada e Elaine Nascimento.

Os interessados podem obter mais informações ou realizar sua inscrição, através do telefone (21) 970308997. A quadra da Unidos de Padre Miguel fica na Rua Mesquita, 8 – Padre Miguel.

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Projeto Pensamentos Social do Samba inicia novo curso no mês de fevereiro

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Prestes a completar um ano de projeto, o Pensamento Social do Samba, fundado pelos sambistas Mauro Cordeiro e Vinícius Natal, abre uma nova turma de cursos on-line para falar sobre o maior espetáculo da Terra.

Com a finalidade de apresentar ao público as questões sociológicas, antropológicas e culturais que o samba carrega, a dupla compartilha experiências no mundo do carnaval, incluindo seus estudos de caso no projeto em forma de cursos, debates, workshops, palestras e outras ações. Com o sucesso dos cursos realizados no ano passado, os enredistas se uniram novamente para dar continuidade ao programa de estudos sobre o samba brasileiro.

Dessa vez, o ponto de pesquisa surge a partir da seguinte pergunta: “Afinal, o que faz de uma escola de samba ser o que ela é?”. Através disso, a didática do curso é construída focando nas várias formas de arte e esferas dentro do amplo universo do samba, como se definem seus segmentos e como se constrói o carnaval das escolas de samba, sem perder, é claro, a principal característica do projeto, que é o conceito de debater o samba a partir das questões de classe, raça e gênero dentro da cultura brasileira.

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Focado em mostrar ao público que o carnaval tem samba no pé e embasamento histórico, o Sociólogo e futuro Doutor em Antropologia pela UFRJ, Mauro Cordeiro fala sobre a importância de se estudar o carnaval num contexto geral:

“Historicamente o carnaval carioca é um palco que torna pública as tensões existentes e as disputas pela cidade. Através do carnaval podemos compreender os múltiplos projetos de classe que, de alguma forma, se fazem notar no período dessa festa que é política por natureza”

O curso foca, também, no relato de como se constrói o carnaval e como o mesmo se tornou uma peça importante, gerando emprego e se tornando uma fábrica de profissões:

“As escolas de samba e o carnaval, na história da cidade do Rio de Janeiro, se tornaram o principal ativo cultural. É a partir deles que a gente gera não só renda e emprego, mas também conexão das pessoas com seus territórios e suas identidades”, afirma o Doutor em história do carnaval e um dos enderista de “Tata Londirá: o canto do caboclo no quilombo de Caxias”, Vinícius Natal.

Ambos enraizados no samba carioca desde criança, os sambistas encontraram a junção de suas trajetórias pessoais e suas bagagens acadêmicas como uma forma de construir conteúdo e conhecimento sobre o samba, mostrando como ele nasceu e suas contradições ao decorrer dos anos.

Serviço:

O curso se inicia no dia 09/02, às terças e quintas-feiras, de 19h às 21h. O valor do curso por cada aluno é de R$ 200,00 + R$ 20 (taxa Sympla). Todas as aulas são gravadas e disponibilizadas aos alunos inscritos.

Política de Bolsas: Serão oferecidas bolsas para alunos negros (pretos e pardos), para concorrer, basta enviar um e-mail para [email protected] com uma carta justificando o pedido. As bolsas serão limitadas.
Para inscrições e mais informações:  https://www.sympla.com.br/e-o-samba-fez-escola__1098390

Portela terá nova edição de feijoada delivery neste sábado

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A diretoria da Portela vai promover, neste sábado, a primeira edição do ano da ‘Feijoada da Portela em Casa’. Enquanto não volta a realizar o tradicional evento presencialmente, a escola oferecerá o prato através do serviço delivery, com duas opções de combos. Se preferir o drive thru, o interessado poderá fazer a retirada na quadra (Rua Clara Nunes 81, Madureira), a partir do meio-dia.

Para encomendar a feijoada, basta acessar antecipadamente o site www.sociosdaportela.com.br/feijoada. Além do almoço delicioso, o kit vem com uma lata de cerveja Praya e um copo personalizado da Portela. Há, ainda, o combo que inclui a Caipirinha da Portela.

Serviço:
Feijoada da Portela em Casa
Data: Sábado, dia 16 de janeiro de 2021
Horário: A partir do meio-dia

Área de cobertura para entregas em domicílio:
– Região Central do Rio
– Zona Sul
– Barra da Tijuca
– Zona Norte (Tijuca, Grajaú, Maracanã, Vila Isabel, São Cristóvão, Rocha, Engenho Novo, Sampaio, Riachuelo e Praça da Bandeira)
– Madureira, bairros adjacentes e outros (Oswaldo Cruz, Bento Ribeiro, Rocha Miranda, Marechal Hermes, Turiaçu, Vaz Lobo, Irajá, Vicente de Carvalho, Campinho, Vila Valqueire, Praça Seca, Cascadura, Piedade, Quintino, Abolição, Pilares, Engenho de Dentro, Méier, Cachambi, Del Castilho, Penha, Vila da Penha e Olaria)

Opções de kits:
Combo 1 (retirada na quadra): R$ 50 (feijoada + lata de cerveja Praya 269 ml + copo da Portela)
Combo 1 (delivery): R$ 50 (feijoada + lata de cerveja Praya 269 ml + copo da Portela)

Combo 2 (retirada na quadra): R$ 75 (feijoada + Caipirinha da Portela 250ml + lata de cerveja Praya 269 ml + copo da Portela)
Combo 2 (delivery): R$ 75 (feijoada + Caipirinha da Portela 250ml + lata de cerveja Praya 269 ml + copo da Portela)

Valor do frete: R$ 10.
Importante: O pagamento pode ser feito com cartão de crédito (com parcelamento em duas vezes) ou boleto bancário (deve ser pago até três dias antes).

Eduardo Paes sobre o carnaval: ‘Vamos esperar como caminha a vacinação; estamos muito otimistas que possa ter em julho’

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O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, esteve reunido na quarta-feira com secretários e lideranças dos diversos setores econômicos da cidade, e apresentou medidas de proteção à vida para o enfrentamento à Covid-19, de acordo com os níveis de alerta da doença nas regiões administrativas. Ele respondeu o questionamento dos jornalistas sobre o possível carnaval em julho de 2021.

“Ninguém é mais triste do que eu em não ter carnaval agora. Adoraria que tivesse agora, em julho de novo, depois fevereiro e julho de 22 novamente. Em fevereiro de 2021 não será de jeito nenhum, não há hipótese. Vamos observar como avança a Covid-19 e caminha a vacinação. Se tivermos condições sanitárias para tal acontecerá. Vamos esperar. Estamos muito otimistas que possa ter em julho de 2021”, afirmou Paes, que não falou se na cidade do Rio de Janeiro o carnaval em fevereiro será feriado, ponto facultativo ou dia normal. * LEIA AQUI: Agora é lei! Governador do Rio sanciona calendário oficial do Estado com carnaval fora de época em julho

As medidas da Prefeitura do Ro foram divididas em três categorias: permanentes, variáveis e recomendáveis. As permanentes baseiam-se nos três pilares de proteção: higienização das mãos, respeito ao distanciamento e uso de máscara. Trata-se de iniciativas básicas para o enfrentamento à pandemia e que deverão continuar sendo respeitadas por toda a população. * LEIA AQUI: Bolsonaro diz que vai manter feriado de carnaval em 2021, mas governo federal já decretou ponto facultativo

Eduardo Paes sobre o carnaval: 'Vamos esperar como caminha a vacinação; estamos muito otimistas que possa ter em julho'
O prefeito do Rio, Eduardo Paes, secretários e representantes de setores econômicos. Beth Santos / Prefeitura do Rio

As ações variáveis serão proporcionais aos estágios estabelecidos pelo Centro de Operações e Emergências – COE Covid-19, a partir do boletim epidemiológico que será divulgado semanalmente. Cada uma das 33 regiões administrativas da cidade deverá seguir as medidas de acordo com o nível de alerta respectivo à área. São três estágios de risco: moderado, alto ou muito alto.

Confira alguns exemplos de medidas variáveis para estabelecimentos:

** Supermercado, mercado, mercearia, padaria, açougue, peixaria, laticínios, hortifrutigranjeiro, quitanda e congêneres.

Risco moderado:
– Podem funcionar cumprindo as medidas protetivas permanentes

Risco alto:
– Podem funcionar cumprindo as medidas protetivas permanentes
– Limitação de clientes: 2/3 da capacidade interna do estabelecimento
– Priorização do serviço de entrega em domicílio ou retirada na loja
– Ampliação do horário de funcionamento

Risco muito alto:
– Podem funcionar cumprindo as medidas protetivas permanentes.
– Limitação de clientes: 1/2 da capacidade interna do estabelecimento
– Priorização do serviço de entrega em domicílio ou retirada na loja
– Vedado o consumo de alimentos e bebidas no local
– Obrigatoriedade de ampliação do horário de funcionamento

** Farmácias, drogarias, comércio de produtos de interesse à saúde, veterinários e agropecuários, serviços de locação de equipamentos médicos e congêneres

Risco moderado
– Podem funcionar cumprindo as medidas protetivas permanentes

Risco alto:
– Podem funcionar cumprindo as medidas protetivas permanentes
– Limitação de clientes: 2/3 da capacidade interna do estabelecimento
– Priorização do serviço de entrega em domicílio ou retirada na loja
– Ampliação do horário de funcionamento

Risco muito alto:
– Podem funcionar cumprindo as medidas protetivas permanentes.
– Limitação de clientes: 1/2 da capacidade interna do estabelecimento
– Priorização do serviço de entrega em domicílio ou retirada na loja
– Obrigatoriedade de ampliação do horário de funcionamento

** Estabelecimentos bancários e lotéricos

Risco moderado
– Podem funcionar cumprindo as medidas protetivas permanentes

Risco alto:
– Podem funcionar cumprindo as medidas protetivas permanentes
– Limitação de clientes: 2/3 da capacidade interna do estabelecimento
– Ampliação do horário de funcionamento

Risco muito alto:
– Podem funcionar cumprindo as medidas protetivas permanentes
– Limitação de clientes: 1/2 da capacidade interna do estabelecimento
– Ampliação do horário de funcionamento
– Avaliar a possibilidade de funcionar aos finais de semana

A relação completa de todos os tipos de estabelecimentos está na resolução.

MEDIDAS PERMANENTES

– Lavagem das mãos com água e sabonete líquido, preferencialmente, ou antissepsia das mãos com álcool 70%;

– Uso coreto de máscara facial em qualquer ambiente de uso coletivo ou compartilhado, somente retirando-se temporariamente em situações de absoluta necessidade ou em locais abertos aonde se garanta distância superior a 4,0 m;

– Distanciamento social de 2,0 m; ou 1,0 m com mitigação de risco;

– Manutenção dos ambientes arejados, preferencialmente com janelas e portas abertas e sistemas de ar-condicionado com manutenção e controle em dia;

– Manutenção das superfícies de contato sanitizadas em álcool 70% ou equivalente;

Medidas permanentes (Para estabelecimentos e as atividades)

– Controle de acesso de dependências dos ambientes de uso coletivos, visando atender ao distanciamento social ou à capacidade de lotação estabelecida;

– Disponibilização de equipamentos de proteção individual para os funcionários que lidam diretamente com o público e para aqueles que operem as ações de limpeza e higienização, de acordo com atividade exercida;

– Fornecimento de álcool 70% para antissepsia das mãos de clientes e colaboradores, no momento de acesso e durante toda a permanência em suas dependências;

– Divulgação, em pontos estratégicos, de materiais educativos e de outros meios de informação sobre as medidas de proteção à vida;

MEDIDAS RECOMENDÁVEIS

Aos indivíduos com mais de 60 anos ou que apresentem pelo menos uma das condições que os coloquem em situação de extrema vulnerabilidade para complicações decorrentes da Covid-19, recomenda-se que:

– Evitem ao máximo exposição desnecessária;

– Evitem ao máximo o convívio com pessoas estranhas ao ambiente doméstico e a proximidade com pessoas do convívio cotidiano que circulam por ambientes externos;

– Adotem as medidas permanentes MÃOS, ROSTO e DISTANCIAMENTO todo o tempo, em se tratando de domicílios de uso compartilhado;

Recomenda-se que todos evitem exposição desnecessária independente de faixa etária e/ou condição clínica e priorize atividades ao ar livre mantendo distanciamento social;

É recomendável às empresas, sempre que possível, a adoção de regime de teletrabalho para os seus colaboradores, afastando-os de suas atividades laborais presenciais nas dependências do estabelecimento. Nos casos de profissionais acima de 60 anos de idade e pessoas de extrema vulnerabilidade é fortemente recomendado o teletrabalho;

É recomendável, desde que viável, o deslocamento pela cidade a pé ou, observados os requisitos indispensáveis de segurança, utilizando-se qualquer meio de propulsão humana (bicicletas, patinetes, patins, etc.), como medida para evitar aglomerações no transporte público;

É recomendável que cada cidadão adote o comportamento esperado para o nível de alerta correspondente ao seu local de moradia, independentemente do bairro da Cidade para onde venha a se deslocar ou exercer qualquer atividade;

Os serviços de saúde irão monitorar, através do rastreamento de contatos, comportamentos inadequados que coloquem em risco o coletivo;

Todos os empregadores deverão estimular que os funcionários realizem a autonotificação via aplicativo da Prefeitura da Cidade Rio de Janeiro, em caso de sintomas respiratórios;

Os empregadores também devem estimular e garantir o autoisolamento dos casos suspeitos de Covid-19;

Deve ser aplicado o conceito de blindagem em maiores de 60 anos de idade e pessoas em condições que as coloquem em situação de extrema vulnerabilidade;

A Vigilância em Saúde poderá recomendar ações de bloqueio e fechamento de estabelecimentos em casos de verificação de surtos localizados.

Renato Lage, um narrador da metalinguagem

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Milton Cunha: “Hoje vamos entender a admiração da critica de arte e folia, Daniela Name. Acompanhando a folia há duas décadas, ela reivindica lugar de destaque para a metalinguagem de Renato Lage. Estes textos reunidos em estilhaço, acabam formando um grande painel sobre vários entendimentos, teóricos ou práticos, de um sentimento que nos une: o respeito a fabulosa narrativa da escola de samba. Evoé!”

Por Daniela Name

Estudar Renato Lage, e pensar nos seus mais de 40 anos de avenida como uma fonte jorrando imagens, sempre a serviço de grandes histórias. Entender a simbiose entre desenho e escultura realizada por esse artista extraordinário como um desejo de comunicação direta com o público; como a ambição de que os enredos contados plasticamente sejam assimilados de forma mais imediata e veloz.

CARNAVALESCO lage criador e criatura

Desfiles são uma sucessão de narrativas que passam em minutos diante de quem está nas frisas, camarotes e arquibancadas, ou mesmo em casa, assistindo ao cortejo pela TV. É preciso ser generoso com esse público. Renato é: há anos, inventa recursos de síntese que facilitam os processos de percepção de quem está diante de sua obra. Incorpora seu desenho à estrutura de carros e figurinos; economiza gestos, sem, no entanto, abrir mão da complexidade de camadas narrativas e seus desdobramentos.

Por tudo isso, esse é um texto que procura reconhecer Renato como um artista muito além dos clichês “mago” ou “high-tech” que vêm sendo repetidos à exaustão para classificar seu trabalho. Ele é bem maior que os rótulos que o recobrem, além de ser, ainda, uma das raízes mais robustas da nova geração de carnavalescos que tem movimentado os desfiles.

Sim, muito se fala desse grupo de jovens talentos, que estaria interessado em marcar as relações entre carnaval e política. Mas resumir dessa forma é tecer um cobertor curto demais para dar conta do corpo de um fenômeno que tem ocorrido no Sambódromo. Toda obra de arte é política, mesmo quando deseja não ser. A isenção é um projeto impossível no campo da subjetividade. Escolher o espetáculo, a imagem pela imagem – a imagem oca, enfim, desprovida de discurso – é uma opção tão política quanto a de realizar um desfile rotulado, geralmente de forma rasa, como “engajado”. Por tudo isso, prefiro dizer que o grupo de criadores que trouxe novas propostas para nosso carnaval é uma “Geração de narradores”. Artistas como a dupla Leonardo Bora e Gabriel Haddad, Jorge Silveira, Jack Vasconcelos e Leandro Vieira têm recuperado a importância do enredo.

Vem dessa vontade de contar boas histórias o sucesso de seus projetos plásticos e sua imensa capacidade de gerar imagens antológicas, que ficam guardadas para o futuro e sobrevivem à efemeridade do cortejo daquele ano. Dois artistas ainda em atividade mantêm-se como fonte de inspiração e de vigor para essa geração: Rosa Magalhães e Renato Lage. A capacidade cênica e narrativa de Rosa, nossa grande antropófaga, tem sido merecidamente iluminada por diversas pesquisas. Destaco as realizadas por Leonardo Bora e Milton Cunha, artistas que são também grandes pensadores do carnaval. Sobre Renato, ainda há pouco dito e escrito cobrindo seu trabalho a partir de uma análise estética e conceitual, e um artista de sua relevância merece ser revisitado de forma insistente, em mergulhos cada vez mais profundos.

CARNAVALESCO Lage Macobeba

Muitos que comentam carnaval esperam pela “próxima novidade”; já eu afirmo, entre a brincadeira e a verdade, que anseio desesperadamente pelo momento em que as imagens vão se repetir – ou quase. Isso facilita o entendimento das inquietudes presentes na obra de um artista. Aquilo que pulsa precisa voltar, para que seja novamente explorado. Na história de Renato, chama a atenção, por exemplo, como o monstro de “Macobeba” (seu segundo desfile como carnavalesco-titular, na Unidos da Tijuca, 1981) parece ganhar uma atualização na figura do garotinho gamer de “Marraio, feridô, sou rei” (Mocidade, 1993). O que os olhos de televisão, projetando imagens de dentro para fora na Sapucaí, podem nos contar sobre o processo criativo do artista?

Em primeiro lugar, sobre a formação de Renato com um homem de televisão, alguém que se estruturou como profissional nos departamentos de direção de arte de grandes emissoras, acostumando-se a usar poucos elementos para comunicar muitas coisas. A imagem luminosa em movimento é uma constante em seus desfiles, seja nas inúmeras homenagens ao cinema, seja através da presença da TV, tanto o meio em si (“Chacrinha”, Grande Rio, 2019) quanto o que ele acarreta (“Fama”, Salgueiro, 2013).

As TVs de “Macobeba” e “Marraio”, são, no entanto, um passo além, pois estão nos próprios olhos dos personagens. Um olhar que é feito de imagens; imagens que vêm de dentro para fora dessas criaturas, como se elas nos dissessem que é de imagens – inúmeras outras – que são feitas. Sim, cada imagem criada traz em seu ventre uma coleção de outras. E cada alegoria de carnaval, passando em movimento diante da plateia, só tem a chance de sobreviver como imagem, principalmente imagem televisiva, como as que esses olhos irradiam.

CARNAVALESCO Lage Portela

É nesse ponto que eu chego naquela que talvez seja a grande contribuição da obra de Renato à história do carnaval e às gerações posteriores a ele: sua imensa capacidade de metalinguagem. Trocando em miúdos: suas criações plásticas, em especial as alegorias, têm se colocado plenamente a serviço do enredo, mas são também um comentário profundo sobre o próprio fazer artístico.

Os carros alegóricos de Renato – nas últimas décadas criados a partir da fértil parceria com Márcia Lage – frequentemente comentam o fato de que são imagens (como no caso das TVs e do cinema). Também fazem questão de revelar sua estrutura, de dizer daquilo que são feitos e, mais do que isso, de incorporar elementos dessa estrutura como desenho, como elemento plástico. Nenhum outro artista da história da avenida foi tão eficaz nesse quesito: o de transformar em desenho, em elemento de comunicação artística com o público, um arcabouço que geralmente seria escondido por revestimentos e floreios.

CARNAVALESCO escravos das Minas

Um exemplo radical é a alegoria das minas de ouro no desfile do Salgueiro de 2015 (“Do fundo do quintal – Saberes e sabores na Sapucaí”). Outro artista talvez criasse inúmeras peças de isopor para criar a atmosfera da mina; já Renato usou a própria tubulação em ferro dos carros para contar sua história, tirando da estrutura do elemento tridimensional o seu desenho – econômico, mas extremamente denso; sintético, e por isso com grande poder de comunicação com os observadores.

Há ainda uma terceira característica, talvez a mais crucial, que faz de Renato um artista da metalinguagem: o modo como usa seus desfiles para falar, metaforicamente, do próprio processo criativo dos artistas. Não por acaso, ao longo de sua carreira temos inúmeros enredos contando histórias de gênese: de “Criador e criatura”, na Mocidade de 1996, a “Candaces” , no Salgueiro de 2007; de “Gaia”, também no Salgueiro, em 2014, ao lindíssimo “Guajupiá, terra sem males” apresentado pela Portela no ano passado – e cuja ausência do Desfile das Campeãs até hoje me intriga, para usar um verbo ameno.

CARNAVALESCO lage criador e criatura

A gênese faz com que os globos terrestres se repitam nas alegorias de Renato. As três mais emblemáticas são o mundo-útero de “Chuê Chuá” (1991), segunda alegoria desse desfile histórico; o carro das mãos de Deus em “Criador e criatura” e o carro da gênese em “Gaia”. Essas duas últimas têm em comum o fato de serem, propositalmente, mundos incompletos, sem detalhamento minucioso. Renato insinua um vir-a-ser, algo que está em processo durante o próprio desfile.

CARNAVALESCO gaia salgueiro 2014

A vontade de falar das gêneses e do próprio criar é, em última instância, uma característica que faz do artista alguém que comenta, através das metáforas que cria, o processo e a importância de um enredo, como fonte que irriga todos os quesitos. Criadores e criaturas; o fogo como fonte da vida; dos microcosmos, o big bang; o modo como os tupis viam a criação do mundo: todas são, no fim das contas, figuras de linguagem da própria criação do artista, formas através das quais Renato tem feito autorretratos e retratos de seus colegas de ofício. É por isso que, se hoje existe uma “Geração de narradores”, Renato é uma das fontes que a irriga. Um processo que vem se construindo, traço a traço, e que estará sempre em mudança, jamais estará concluído. Que sorte a nossa poder testemunhar tantas histórias.

* DANIELA NAME é crítica de arte. Doutora em Comunicação e Cultura, Mestre em História e Crítica da Arte e graduada em jornalismo, sempre pela UFRJ. É curadora-geral da Caju Conteúdo e Projetos, que mantém a Revista Caju e realiza projetos de exposições, livros e cursos.

Agora é lei! Governador do Rio sanciona calendário oficial do Estado com carnaval fora de época em julho

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O calendário de datas oficiais do Estado do Rio de Janeiro acaba de ser alterado, incluindo no mês de julho de todo ano o “CarnaRio – Carnaval fora de época”, para estimular o turismo. É o que define a lei 9.174/20, do deputado Dionísio Lins (PP), que foi sancionada pelo governador em exercício, Cláudio Castro e publicada no Diário Oficial Extra de terça-feira.

De acordo com o texto, a medida estimula o aquecimento da economia com a criação de postos de empregos e venda de produtos e serviços. A organização das comemorações relativas à data deverá contar com a participação das ligas, agremiações e blocos carnavalescos, e ainda da Secretaria de Estado responsável pela pasta da Cultura.

sambodromo riotur

“A segunda quinzena do mês de julho coincide com férias escolares praticamente em todo o país, atraindo a chegada de turistas. Outra vantagem da criação deste evento é que muitos estados em nosso país possuem seus carnavais fora de época como atração turística”, justificou o autor.