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Carnaval Wall, primeiro reality show do samba: conheça a participante Isadora Salles

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Isadora Salles sempre sonhou em ser passista, a jovem conseguiu realizar o sonho, foi além, hoje é princesa de bateria e está prestes a alcançar mais um desejo, participar de um reality show. Isadora é uma das sortudas que vão integrar o Carnaval Wall. O site CARNAVALESCO conversou com a beldade sobre saudades dos desfiles e o que ela pretende fazer com o dinheiro caso seja a grande vencedora.

O que representa participar do primeiro reality show do carnaval?

“É muito gratificante, ainda mais por eu ser muito nova. Acredito que dentro do carnaval eu já tenha muitas realizações pessoais e participar desse programa será mais uma. Estou muito feliz, espero que todos acompanhem e que gostem bastante. Será uma surpresa pra todo mundo”.

O que o público pode esperar da sua participação no programa?

“Acho que vai ficar nítido pra todo mundo é que não consigo esconder nada, se estou feliz é nítido, se estou brava é nítido, se não gosto de alguém também fica nítido. Sou uma pessoa que não gosta de forçar situações, forçar jeito, gostar ou não gostar, não sei. Sou muito sincera com tudo isso e sou extremamente palhaça, se tiver uma oportunidade pra dar uma risada, eu tô lá. Além disso, sou muito determinada, nas provas pretendo dar tudo de mim. Não prometo ganhar todas, afinal de contas temos outros competidores e não subestimo os parceiros da casa, tenho certeza que eles estão indo com a mesma gana que eu”.

Sem desfile em fevereiro e os ensaios o programa pode amenizar essa saudade dos sambistas?

“Acho que é relativa a questão de amenizar a saudade. Creio que as pessoas da minha escola que acompanharem vão ficar felizes em poder me ver, matar essa saudade. Dependendo das dinâmicas que forem realizadas dentro da casa, vai remeter bastante ao carnaval, então vai dar pra gente ter um gostinho, porém, na minha cabeça é uma coisa muito clara, não tem como suprir a falta que o carnaval faz pra quem trabalha com isso. Trabalho diretamente com o carnaval e sei a falta que me faz, tanto profissionalmente quanto pessoalmente. Não ter o contato com as pessoas da minha comunidade, não ter aquele calor, aquela troca de energia. Pra mim isso é muito importante, é um combustível pra mim. Estou morrendo de saudade de todo mundo, dos meus amigos do carnaval, de todas as pessoas da minha comunidade. Mas creio que o programa será muito satisfatório pra todo mundo, acho que todos vão gostar, mas a saudade ainda vai apertar, só vai acabar quando as coisas estiverem normalizadas e a gente puder celebrar nossa festa que a gente tanto ama”.

Conte sua história com o carnaval? Seu primeiro desfile e o que já fez.

“Minha história no carnaval começa com o extinto concurso de Musa do programa Caldeirão do Hulck. Acompanhava pela televisão e meu sonho era me vestir igual aquelas mulheres maravilhosas, era bem fascinada por isso. Meu primeiro desfile foi em 2009, na Estrela do Terceiro Milênio. Desfilei na ala das crianças e minha mãe na ala de passistas. Vendo minha mãe se arrumar pros ensaios, vendo-a dançar fiquei fascinada. Meu sonho era desfilar sambando, mas era muito pequena, tinha oito anos e tive que esperar um pouco. Durante essa espera fiz curso de mestre-sala e porta-bandeira, fui baianinha, depois fui pra bateria. Antes de virar passista desfilei como ritmista em umas coirmãs (Estrela do Terceiro Milênio, Vai-Vai, Peruche, Tom Maior). Em 2014 foi meu primeiro desfile como passista na Dragões da Real, que digo que foi onde me realizei como sambista. Mesmo como passista, segui desfilando como ritmista em outras agremiações porque ser ritmista é outra paixão que tenho. Em 2017 participei do concurso que elege a corte mirim, juvenil e infantil do carnaval de São Paulo e ganhei representando a Dragões como Rainha juvenil do Carnaval de SP. Em 2019 recebi o convite pra ser princesa de bateria da minha escola, com certeza foi um dos momentos mais mágicos que eu poderia viver no carnaval”.

O que pretende fazer com o prêmio de R$ 5 mil caso vença o reality?

“Não pretendo fazer nada de extraordinário. Como já falei, o carnaval também é uma fonte de renda pra mim. Trabalhava diretamente com o carnaval e essa pandemia abalou todo mundo. Esse dinheiro com certeza vai servir como um fundo, uma garantia pra se as coisas apertarem eu não esteja desamparada porque trabalhar por conta própria é muito complicado. Quando você tem uma agenda é muito bom porque não tem teto, piso salarial, você ganha o que você produz, gosto dessa liberdade, porém, quando chegamos em situações como essa pandemia você se vê sem ter pra onde correr. Você precisa se reinventar, se adaptar pra sobreviver, então, com certeza, esse dinheiro será meu pé de meia”.

Carnaval Wall, primeiro reality show do samba: conheça o participante Ruhanan Lucas

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O mestre-sala Ruhanan Lucas, que faz sucesso no Anhembi e nos vídeos postados nas redes sociais, é mais um sortudo que estará no Carnaval Wall. O sambista desfila desde os sete anos de idade, por isso acha que o programa vai preencher um pouco da tristeza de não ter carnaval em 2021, mas aponta que nada é igual a estar numa quadra de escola de samba ou ouvir uma bateria. Na telinha ele promete muita diversão e alegria. O site CARNAVALESCO conversou com o mestre-sala.

O que representa participar do primeiro reality show do carnaval?

“Nem pensei muito ainda o que representa participar do primeiro reality show do carnaval, estou vivendo um dia de cada vez porque ainda é muito novo tanto pra quem está organizando quanto pra gente. Acho que vai ser motivo de orgulho. Imagina se esse programa pega mesmo, ganha outras edições, lá no futuro vou poder dizer ‘olha, fui pioneiro’ (risos). Quando nem sabiam direito como fazer eu participei. A gente vai ficar marcado na história se der certo e se não der. Quem nunca conversando com um amigo já falou; imagina se tivesse um reality só com gente do samba? Se tivesse um BBB do samba, uma A Fazenda do samba”.

O que o público pode esperar da sua participação no programa?

“O público pode esperar muita alegria, descontração, engajamento, entretenimento. Muita dança, fuleragem… Acho que é isso, não esperem muita intelectualidade porque não sei se vai rolar isso. Vou ser assim, do jeito que sou e é isso”.

Sem desfile em fevereiro e os ensaios o programa pode amenizar essa saudade dos sambistas?

“Vou ser bem sincero, acho que vai entreter, mas amenizar a saudade, acho que não. Eu, particularmente, acho que não tem nada que consiga suprir a falta enorme de estar num ensaio técnico, num desfile, de abraçar meu povo, de estar numa quadra de escola de samba, de ouvir uma bateria, abraçar o pessoal da minha escola. Pode ser que amenize, mas acho que nada supre o que a gente realmente gosta de fazer, ama fazer”.

Conte sua história com o carnaval? Seu primeiro desfile e o que já fez.

“Sou filho de sambista, minha mãe foi rainha de bateria do Mocidade Alegre na década de 1970 e desde muito pequeno gosto de carnaval, desde quatro anos de idade já tenho lembranças de assistir aos desfiles em casa. Quando fiz sete anos comecei a pedir pra desfilar, então minha mãe me levou na comunidade Sapopemba, que é a escola de samba do meu bairro, onde sou nascido e criado. Na época era difícil pra ela me levar na Mocidade porque era muito longe. Desfilei o primeiro ano na ala das crianças no ano seguinte já comecei a ir sozinho. Desfilo na comunidade Sapopemba até hoje. O presidente de lá, hoje presidente de honra, Bel Calado, levou o curso de mestre-sala e porta-bandeira pra lá, fiz o curso quando tinha uns 12 anos, e virei mestre-sala mirim. Depois virei terceiro, segundo até chegar a ser o primeiro mestre-sala e estou lá até hoje como mestre-sala oficial. Paralelo a isso, desfilei em algumas escolas de samba de São Paulo como o Peruche, X-9, até chegar ao Colorado do Brás, onde estou até hoje. Trabalho com carnaval o ano inteiro. Faço shows, trabalho com o mestre Adamastor fazendo dinâmicas pelo Brasil e pelo mundo. Já viajei para o exterior levando o show brasileiro pra Nigéria, Rússia”.

O que pretende fazer com o prêmio de R$ 5 mil caso vença o reality?

“Vou pegar R$ 2 mil e deixar quatro aluguéis pagos, da minha parte, lá em casa. Quero fazer uma festa também pros meus amigos mais chegados, porque se eu ganhar tem que ter uma comemoraçãozinha e o que sobrar vou guardar, vou investir porque estamos tentando ter casa própria. É pouco mas vou investir porque de grão em grão a galinha enche o papo”.

Lista! Ecad divulga 50 músicas mais tocadas no carnaval entre 2010 e 2020

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Em época de carnaval não tem para ninguém: as marchinhas são as músicas mais ouvidas pelos brasileiros durante a folia. É o que aponta uma lista divulgada pelo Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), com as músicas mais ouvidas na última década, durante esse período de festas.

A lista leva em consideração as mais ouvidas em bailes, casas de diversão, eventos de rua, shows e trios elétricos entre 2010 e 2020.

De acordo com o levantamento, a canção mais foi ouvida foi Mamãe eu Quero, marchinha de autoria de Jararaca e Vicente Paiva, eternizada na voz de Carmen Miranda ainda nos anos 1930. Figuram nas primeiras colocações da lista as também tradicionais Cabeleira do Zezé, Me Dá um Dinheiro aí, A Jardineira e Marcha do Remador.

“A primeira música que não é marchinha a figurar no ranking nacional ficou na 20ª posição, e foi Peguei um Ita no Norte, samba-enredo composto por Demá Chagas, Arizão, Bala, Guaracy e Celso Trindade para a escola de samba Salgueiro, do Rio de Janeiro, e também conhecida como Explode Coração pelo refrão marcante”, informou o Ecad.

Para não deixar o carnaval de 2021 passar em branco, em meio às medidas de isolamento e de prevenção ao covid-19, conheça e curta a lista divulgada pelo Ecad.

1ª Mamãe eu quero Jararaca/Vicente Paiva

2ª Cabeleira do Zezé João Roberto Kelly/Roberto Faissal

3ª Me Dá um Dinheiro aí Ivan Ferreira/Glauco Ferreira / Homero Ferreira

4ª A Jardineira Humberto Carlos Porto/Benedito Lacerda

5ª Marcha do Remador Antonio Almeida/Castelo

6ª O teu Cabelo não Nega Raul do Rego Valença/Lamartine Babo/João Valença

7ª Cidade Maravilhosa André Filho

8ª Allah-la-ô Antônio Nássara/Haroldo Lobo

9ª Ta-hi Joubert de Carvalho

10ª Maria Sapatão Carlos/Chacrinha/João Roberto Kelly/Leleco

11ª Cachaça Marinósio Filho/Heber Lobato/Lucio de Castro/Mirabeau

12ª Vassourinhas Batista Ramos/Mathias da Rocha

13ª Saca-Rolha Zé da Zilda/Zilda do Zé/Waldir Machado

14ª Mulata yê yê yê João Roberto Kelly

15ª Índio quer apito Haroldo Lobo/Milton de Oliveira

16ª Quem Sabe, Sabe Jota Sandoval/Carvalinho

17ª Marcha da Cueca Celso Teixeira/Carlos Mendes/Livardo Alves da Costa

18ª Sassaricando Mario Gusmão Antunes/ Luiz Antonio / Castelo/Candeias Jota Jr.

19ª Aurora Roberto Roberti/Mario Lago

20ª Peguei um Ita no Norte Arizão/ Bala/Guaracy/Demá Chagas/Celso Trindade

21ª Ilariê Dito/Cid Guerreiro/Marlene Mattos

22ª É Hoje Didi /Mestrinho

23ª Vai com Jeito Braguinha

24ª Turma do Funil U. de Castro/Milton de Oliveira/Mirabeau

25ª Nós, os Carecas Roberto Roberti/A.Marques Jr.

26ª Tesouro de Pirata Ziriguidum do Marcelão / Fuzuê

27ª Não quero Dinheiro Tim Maia

28ª Caiu na Rede Waldemar Camargo / Vicente Longo

29ª Sorte Grande Lourenço

30ª Vou festejar Jorge Aragão/Neoci/Dida

31ª Pó de Mico Nilo Vianna/Dora Lopes/Renato Araujo/Arildo de Souza

32ª Arerê Gilson Babilônia/Alaim Tavares

33ª Daqui não Saio Paquito/Romeu Gentil

34ª Transplante de Corinthiano Gentil Jr./Manoel Ferreira/Ruth Amaral

35ª País Tropical Jorge Ben Jor

36ª Balancê Braguinha/Alberto Ribeiro

37ª Superfantástico Edgard Pocas/J Badia/Difelisatti

38ª Na Base do Beijo Rita Mendes/Alaim Tavares

39ª Tindolelê Dito/Cid Guerreiro

40ª Zé Pereira Agostinho Silva/Zé Pipa

41ª Lepo Lepo Filipe Escandurra/Magno Santanna

42ª Touradas em Madrid Braguinha/Alberto Ribeiro

43ª Praieiro Manno Góes

44ª Dança da Mãozinha Ziriguidum do Marcelão

45ª Rebolation Nenel/Leo Santana

46ª Colombina yê yê yê João Roberto Kelly/David Nasser

47ª Dança do Vampiro Durval Lelys

48ª O Amanhã João Sergio

49ª De Bar em Bar, Didi, um poeta Franco

50ª Bota a Camisinha Chacrinha/João Roberto Kelly/Leleco

Carnaval Wall, primeiro reality show do samba: conheça a participante Kaká Morena

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Kaká Morena é uma das escolhidas para participar da primeira edição do reality show Carnaval Wall. A rainha trans acredita que sua participação no programa será muito importante porque além de representar o mundo do samba, traz a representatividade para o público LGBTQI+. O site CARNAVALESCO conversou com Kaká, que já foi passista e musa e, que mesmo hoje, com a fama, ainda precisa lutar contra o preconceito e os preconceituosos.

O que representa participar do primeiro reality show do carnaval?

“Participar do primeiro reality show do carnaval é uma imensa satisfação. Além de representar a comunidade do carnaval, o povo do samba, eu ainda venho pra representar a minha comunidade LGBTQI+, especificamente as trans. Infelizmente, mesmo no mundo do carnaval, ainda é muito escasso, muito curta a oportunidade pra termos mais mulheres trans em cargos de extrema importância no mundo do carnaval, dentro de uma escola de samba, como rainhas, musas, passistas, destaques. Temos, mas muito, muito pouco. Então a importância desse programa é gigantesca”.

O que o público pode esperar da sua participação no programa?

“O que o público pode esperar da minha participação no programa é muita alegria, muita diversão, uma alegria incrível. Competitividade, com certeza, podem esperar, estou indo pra jogar mesmo! Podem ter certeza que não vai faltar adrenalina”.

Sem desfile em fevereiro e os ensaios o programa pode amenizar essa saudade dos sambistas?

“Sem desfile, sem ensaio, o programa vai trazer um diferencial nesse momento de pandemia que estamos passando. A energia do povo do samba é muito grande, muito forte e isso, com certeza, nós vamos mostrar na casa. Vamos mostrar todo esse astral que o carnaval nos traz pra dar um diferencial, tanto para quem está no programa quanto para quem vai estar assistindo. Acredito que a energia vai ser fundamental, a alegrai do nosso povo do carnaval, vai ser fantástica”.

Conte sua história com o carnaval? Seu primeiro desfile e o que já fez.

“Minha história no carnaval começa no Imperador do Ipiranga, desfilando em ala. Depois sigo pra Unidos do Peruche, onde fui a primeira passista trans aceita pela escola. Participei por três anos da ala de passistas da Unidos do Peruche e foi maravilhoso. Em seguida fui pra Dragões da Real, já no Especial, onde me tornei também a primeira passista trans da Dragões da Real, foi incrível, foram três anos e ao mesmo tempo me torno musa da Imperador do Ipiranga, escola do Grupo de Acesso. Três anos depois como musa, me torno rainha trans da escola. Me tornei primeira rainha trans da Imperador do Ipiranga, sendo a segunda rainha trans do carnaval de São Paulo. Venho aos poucos fazendo esse trabalho, buscando oportunidades primeiro como passista, musa e rainha driblando os pré-conceitos e os preconceituosos, que ainda encontramos muito no carnaval. Por incrível que pareça, temos muitos. Fiquei como rainha durante dois anos, maravilhosos e hoje respirando um pouquinho antes de assinar com outra escola. Vamos viver essa mágica que é o reality show do carnaval que é o Carnaval Wall, maravilhoso”.

O que pretende fazer com o prêmio de R$ 5 mil caso vença o reality?

“Pretendo investir. Sou uma pequena empresária, tenho um salão de beleza e pretendo investir nesse projeto. É um prêmio que vai ajudar muito, no momento que estamos agora”.

CARNAVALESCO visita a casa do Reality Carnaval Wall e conta detalhes do local

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Hoje é o dia estreia do Carnaval Wall, primeiro reality show com personalidades do carnaval de São Paulo. Uma ideia inovadora, que promete suprir a ausência dos desfiles de escolas de samba do carnaval de 2021. A equipe de reportagem do site CARNAVALESCO visitou casa em que os participantes ficarão confinados.

O local é localizado no município de Mairiporã, com um trajeto que dura em torno de uma hora e meia de São Paulo. Nota-se que a estrutura atende facilmente a demanda cenográfica. Desde o portão principal até os fundos servem de cenário independente da finalidade. Para exemplificar, ela de serviu de cenário para o filme “Turma da Mônica – Laços” como casa do personagem Homem do Saco.

O ambiente atende as definições de ambiente rústico, principalmente por todo seu em torno ter muito contato com a natureza. Essa relação rústico mais verde, proporciona sensações lúdicas e de conforto. Inegavelmente é uma casa que acalma, que contraria o pragmatismo dos cenários de realitys shows.

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Logo na entrada, existem três caminhos, mas apenas um direciona para a casa principal. Em cada pilar na região externa, tem pequenos globos que ao anoitecer ilumina através de cores diferentes. É uma região de difícil acesso, por isso a iluminação é apenas de origem da casa. Antes da entrada pra casa, encontra-se ambiente de descano com piscina e churrasqueira.

Dentro da casa, a cozinha e sala são acopladas, o que dá a sensação de espaço. Existe uma grande variedade de quartos e camas, alguns com camas de casal, outros com beliches. Todos com banheiros, um deles com banheira inclusa.

O salão de festas fica logo abaixo da sala, com um amplo espaço, frezzers e banheiros. No andar de cima, além de quartos, também conta com um espaço pra academia, com esteira, bicicleta e aparelhos de musculação.

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Em conversa com o site CARNAVALESCO, o Kito Ferreira, um dos idealizadores do projeto, detalhou o processo de escolha da casa.

“A gente precisava de uma casa que representasse a proposta do projeto. Foram três meses de busca até chegar na casa. Logo quando chegamos, a gente se apaixonou, é uma casa toda montada, o cenário tá feito. Foi paixão a primeira vista”, afirmou.

Veja mais imagens da casa do Carnaval Wall:

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Carnaval Wall, primeiro reality show do samba: conheça o participante Sérgio Cordeiro

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Sérgio Cordeiro se dedica há 15 anos a um dos quesitos mais importantes de um desfile de carnaval, a comissão de frente. Com experiência vasta em grandes escolas, o sambista, que também trabalha com produção de audiovisual, é um dos integrantes do reality show Carnaval Wall. O site CARNAVALESCO conversou com o sortudo sobre a expectativa para o programa.

O que representa participar do primeiro reality show do carnaval?

“Me sinto lisonjeado em poder participar desse primeiro reality show do carnaval. Espero que isso tenha continuidade, que venha outras temporadas. Um reality nosso, do nosso povo, do carnaval porque nós somos o carnaval”.

O que o público pode esperar da sua participação no programa?

“Pode esperar um Sérgio extrovertido, competitivo também… A cozinha pode ser minha também, tá tranquilo. Amo cozinhar. Vou ser um Sérgio de verdade. Quem me conhece vai ver o Sérgio que já conhece e quem não conhece vai me conhecer”.

Sem desfile em fevereiro e os ensaios o programa pode amenizar essa saudade dos sambistas?

“Com certeza. Vamos tentar fazer com que sane um pouquinho essa saudade desse evento esperado por muitos, por nós, que fazemos parte dessa história toda e por muitos, pelos espectadores, dos que vão pra lá (Anhembi) assistir”.

Conte sua história com o carnaval? Seu primeiro desfile e o que já fez.

“Iniciei no carnaval em 2006, fui guardião do Emerson e da Adriana, na Mocidade. No ano seguinte recebi um convite do André Almeida pra ir para a comissão de frente. Fiquei lá com eles 2007, 2008, 2009, 2010 e 2011. Depois me afastei, devido ao trampo. Eu trampava numa emissora de televisão na época e viajava bastante e não dava pra conciliar. Em 2018 eu voltei a convite do Fagner, ele montou um time só com os meninos antigos que eram da Mocidade e fizemos a comissão de frente da MUM. Foi bem bacana porque voltei já sendo campeão do Acesso 1, com uma escola que guardo no meu coração. No ano seguinte recebi o convite do Edgar para fazer parte da comissão de frente dos Gaviões, na qual fiquei em 2019 e 2020, junto com o esquadrão, com os meninos bons, brabos”.

O que pretende fazer com o prêmio de 5 mil caso vença o reality?

“Pretendo pagar contas, porque as contas não param de chegar, com ou sem pandemia as contas batem na sua porta. Pretendo gastar comigo, com meus filhos, gastar dentro daminha casa. Enfim, tentar usufruir da melhor maneira”.

Carnaval Wall, primeiro reality show do samba: conheça o participante João Arruda

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João Arruda é um dos 14 sortudos que vai participar do Carnaval Wall. O passista, que ama carnaval desde criança, contou ao site CARNAVALESCO que ainda criança levava o CD da Liga-SP com os sambas-enredo para as festas de carnaval na escola e nas reuniões de família. Ele acredita que o reality pode ajudar na valorização artística do carnaval de São Paulo e está ansioso para iniciar o game. Confira a seguir o bate-papo com o passista.

O que representa participar do primeiro reality show do carnaval?

“Participar do reality é um novo início pra valorização artística do carnaval de São Paulo. Sinto que somos movidos, e me incluo nisso, a cargos ou fama se analisarmos rapidamente, e é difícil chegar lá com o pouco que temos em vários aspectos. Os que fizeram história, continuam fazendo, e o espaço é árduo de ser conquistado, alcançado. A visibilidade e valorização nem sempre são minimamente dadas quando possível, é notório… É iniciar um outro lado, que chega para agregar, movimentar esse meio e encaixar outro nicho e dar mais espaço pra todos”.

O que o público pode esperar da sua participação no programa?

“O Jota que é maluco pela escola de coração, mas berra os hinos das outras co-irmãs. Que gosta de conhecer sem julgar, mas sabe impor seus interesses ou respeito caso atropelem. E, também aquele que está sempre de olho na oportunidade, mesmo que se adapte rapidamente ao ambiente, aquele que você pode adorar encontrar na arquibancada ou não, depende do dia. Geminiano com orgulho (risos)”.

Sem desfile em fevereiro e os ensaios o programa pode amenizar essa saudade dos sambistas?

“Com certeza! Já parou pra pensar quanto assunto e curtição nas festas? Eu me inscrevi por isto também! Todos vão se identificar, eu não espero menos que isso do público, e mesmo se não tivesse sido selecionado eu seria um assíduo espectador, mais que no BBB”.

Conte sua história com o carnaval, seu primeiro desfile e o que já fez.

“O João é a criança que levava o CD da Liga pra festa de carnaval na escolinha, que colocava os sambas nas festas de família sem nunca ter ido numa quadra, até os 9 anos de idade. Até que a escola fez uma festa no final do ano letivo e eu entrei sambando com mais uns dois coleguinhas e minha mãe, que já adorava, entendeu o recado de vez e começou a deixar eu frequentar a quadra do Barroca com meus primos Vera e Baguelé. Ensaiei no Barroca, desfilei no Vale Encantado pisando a primeira vez no Anhembi. Mas como o coração sempre fala mais alto no ano seguinte minha mãe começou a me levar pro Vai-Vai ai já viu né… Me tornei bebê de tia Cleuzi, da ala das crianças, meu primeiro desfile em 2006, fui passista mirim, depois ala coreografada, cheguei a ter uma passagem como preparador de elenco e sigo como integrante de comissão de frente ou passista sempre à disposição da minha escola, e já são 15 anos de puro amor, dedicação e devoção! Todo meu currículo artístico foi feito através da vivência, experiência e aprendizado dentro do carnaval me levando a conquistar algumas coisas primeiro os laços amistosos que chegam até ser familiares dentro do samba e então o prêmio de Passista de Ouro da UESP e a minha primeira viagem internacional”.

O que pretende fazer com o prêmio de R$ 5 mil caso vença o reality?

“Confesso que estou indeciso entre gastar no Cruzeiro, pagar as continhas ou guardar pra curtir o carnaval 2022 na freela da pista (risos)”.

#CARNAVALEMCASA​: SEGUNDA-FEIRA DE SAMBA

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Tendinha: ‘Manhã de Carnaval’

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Manhã de carnaval. O dia nasce e paira no ar qualquer coisa de beleza, de encanto e poesia, uma magia que não há nos outros tantos dias. O tempo, sem pressa, corre em outra cadência, sincopado e dolente na doce ilusão dos dias de folia. A cidade, ou melhor, a nossa cidade, é o espaço ideal para esta “ofegante epidemia” que conferiu a sua própria identidade. A cidade, afinal, só é nossa pois foi conquistada nas frestas da festa. O que seria do Rio sem o carnaval? Toda profusão de cores que brilham nas ruas, tomadas de muitos e muitos corpos – de todos os tipos – que dançam, pulam e vibram ao som de vários ritmos, dos múltiplos batuques, toques, cantos e louvores que ecoam feito um grito afirmativo: nós somos carnaval!

O Rio é cidade-folia pois assim foi forjada: sua história pode ser contada, de forma fidedigna, através dos carnavais. O cortejo de Momo foi um espaço privilegiado das lutas pela cidade, dos distintos projetos políticos que encontraram na festa o local adequado de se expressarem e nela disputaram. E nesta batalha política, onde as elites queriam domesticar as formas brincantes, o povo venceu! Foram as formas populares de expressão carnavalesca que sobreviveram, cresceram, se consolidaram e ajudaram a construir a cultura carioca. O carnaval, nestas terras, sempre foi político, sempre foi política. Seguirá sendo.

Este ano que mal se iniciou, 2021, ficará marcado na história já que a pandemia impedirá os cortejos. Se o ano só começa depois do carnaval o que será de 2021? Não viveremos o encantamento coletivo que toma a cidade e transforma tudo que existe, fazendo com que, durante o reinado de Momo, tudo por aqui se carnavalize. Neste ano não. Por justificáveis, compreensíveis e incontornáveis razões os blocos não estarão nas ruas, os festejos dos cordões não serão realizados e as escolas de samba não produziram seu ritual festivo-competitivo que, desde 1932, mobiliza um crescente e apaixonado número de fiéis, admiradores e curiosos.

O meu carnaval é o das escolas de samba. Respeito, admiro e gosto de blocos e cordões, onde brinquei e me diverti em muitas ocasiões, mas o meu carnaval é mais de avenida e, nos últimos anos, de forma quase exclusiva. O ritual carnavalesco de um amante das escolas de samba é particular. Em uma manhã de carnaval uma atividade comum é descer, ao centro da Cidade, para contemplar as alegorias das agremiações já postas, sendo finalizadas na Avenida Presidente Vargas e já entrar naquele clima inexplicável da Praça Onze, onde o terreiro Marquês de Sapucaí está localizado.

Vou dividir a minha rotina: durante todo dia, a trilha sonora é composta por uma mistura equilibrada de sambas enredos clássicos e os do ano. Cuidados de última hora com a fantasia também são frequentemente necessários, geralmente com costureiras do bairro contribuindo para que a vestimenta, que vale ouro, esteja nos conformes. O deslocamento para o Sambódromo é algo a parte: o metrô festivo, lotado de sambistas com suas fantasias em sacos, suas bebidas em bolsas e a imensa alegria em cada rosto. Basta um primeiro desinibido puxar um samba, geralmente eu, e o vagão responde em coro. Ao chegar nos arredores do grande palco, a emoção transborda. As luzes, ainda sendo testadas, atestam que o dia, de fato, chegou. E lá vai aquela legião de apaixonados, ocupar os lugares das arquibancadas para vibrar e aplaudir as concorrentes, e brilhar na pista não apenas representando, mas tendo a oportunidade de ser na avenida a sua escola, as nossas escolas.

Hoje acordei angustiado. Afinal, é manhã de carnaval e a tal magia que espalha beleza, encanto e poesia está no ar. Os nossos corpos sentem que é tempo de folia, sabem. Mas não será, não poderá ser. Para que possamos seguir fazendo festa e sendo carnaval, as fantasias precisarão permanecer nos barracões, os batuques longe das ruas e os coletivos que ajudaram a inventar a nossa cidade não irão sair.

A saudade aperta, dói, mas existem soluções, sempre existem formas de amenizar a dor. Podemos matar a saudade assistindo e prestigiando as dezenas de iniciativas de sites, canais e blogs que vão, desde a reexibição e análise de desfiles, até programas de entrevistas, debates e cursos. É necessário reconhecer, parabenizar, louvar e, principalmente, apoiar estas tantas ações. Se não vai haver carnaval como momento anual de ocupar as ruas e expressar as culturas que, através das frestas, produziram a cidade, são muitas as iniciativas de valorização, preservação e difusão da cultura do samba. O bom folião há de prestigiar e novamente se emocionar com carnavais passados que seguem pulsando em nossos corações na espera de novos arrebatamentos nos carnavais vindouros.

Que venha a vacina para que a rua volte a ser nossa e façamos da vida um eterno carnaval.

Mauro Cordeiro – Doutorando em Antropologia (UFRJ), Mestre em Ciências Sociais (PUC-Rio) e Licenciado em Ciências Sociais (UFRRJ).
IG: @maurocordeiro90
TT: @maurocordeirojr

Sem desfile, Beija-Flor reúne apaixonados em sarau na Terça de Carnaval

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Claudinho, Neguinho e Selminha Sorriso. Foto: Eduardo Hollanda

Impedida de cruzar a Marquês de Sapucaí neste Carnaval, em decorrência da pandemia da Covid-19, a Beija-Flor de Nilópolis reunirá um número restrito de componentes em sua quadra, na terça-feira, para a transmissão ao vivo de um sarau com reencontros, discursos e sambas-enredo. O objetivo da ação, cerca de cuidados para evitar o avanço do coronavírus, é conectar todos os apaixonados pela azul e branco e pelos desfiles das escolas de samba que estão saudosos da festa, prevista para ser retomada apenas no ano que vem.

A live começará às 18h e será transmitida por meio dos canais oficiais da Beija-Flor na internet. Ao fim, a agremiação irá disponibilizar online uma segunda surpresa: as gravações das obras finalistas de sua disputa de sambas para 2022, todas na voz do intérprete Neguinho da Beija-Flor. O concurso, que chega a sua última fase, começou em novembro e elege um hino para o enredo “Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”.

Neguinho será uma das estrelas da transmissão desta terça, assumindo a tarefa de entoar as canções mais marcantes da história da escola. Ele terá ajuda dos mestres Rodney e Plínio, comandante da bateria Soberana, e de poucos percussionistas. A porta-bandeira Selminha Sorriso assumirá a tarefa de mediar o encontro, em parceria com o diretor de carnaval Dudu Azevedo.

Também estarão presentes o mestre-sala Claudinho, a rainha de bateria Raissa de Oliveira, o coreógrafo da comissão de frente Marcelo Misailidis, o carnavalesco Alexandre Louzada e o trio de artistas que o auxiliam na construção do próximo enredo. O vice-presidente Almir Reis representará a direção da escola.

Serão instituídos os mesmos cuidados envolvidos na condução da disputa de samba da Beija-Flor, promovida desde novembro. Os participantes estarão distanciados, utilizando máscaras faciais e mantendo a higiene das mãos e de superfícies com álcool em gel. A entrada do público não será permitida, em conformidade com os protocolos que, há três meses, garantiram que não houvesse casos de infecção entre os poucos visitantes da quadra.

Serviço:
Sarau da Beija-Flor Ao Vivo
Terça, 18h, no instagram oficial da escola (beijafloroficial)