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Leonardo Bessa canta os clássicos dos sambas-enredo na live #carnavalemcasa

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Perlingeiro revela que aceitou disputar presidência da Liesa e afirma: ‘meu nome foi aceito praticamente por unanimidade’

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O empresário e apresentador Jorge Perlingeiro confirmou que vai disputar a presidência da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) para o próximo triênio (2021-2024) em entrevista para o site da jornalista Lu Lacerda.

Há 50 anos anos trabalhando no carnaval, sendo quase 30 anos no comando da apuração das notas do Grupo Especial, Perlingeiro encara agora o maior desafio que é presidir a Liga e toda organização da elite do carnaval carioca.

“Tentei esconder até agora, mas recebi um convite de alguns membros da Liesa para assumir a diretoria da Liga Independente das Escolas de Samba a partir de março. Vai acontecer uma assembleia-geral dia 16, e soube, orgulhosamente, que meu nome foi aceito praticamente por unanimidade. Talvez, pela minha idade, esta seja minha última contribuição para o carnaval”, disse Jorge Perlingeiro para Lu Lacerda.

O possível novo presidente da Liesa não quer largar o comando da leitura das notas do Grupo Especial.

“Eu quero continuar, ainda não quero pendurar meu microfone, não; mas o futuro a Deus pertence. O que posso garantir é que eu quero muito estar lá, apresentando a apuração das notas no carnaval do ano que vem, aquele que, sem sombra de dúvidas, será o carnaval mais concorrido do século, porque ninguém esperava ficar um ano sem a festa”.

Perlingeiro garante que os desfiles de 2022 já vão nascer históricos.

“A procura vai ser imensa, imagina a expectativa! Vai ser de uma ansiedade tão grande, todo mundo querendo recuperar o ano perdido. E isso tudo vai cooperar para termos um espetáculo de um nível muito superior em termos de qualidade, beleza e escolha dos enredos. O carnaval de 2022 vai ser inesquecível, daqueles “10… nota dez!”. É só esperar um pouquinho”.

Avalie os desfiles da Mangueira 1984 e Viradouro 2020

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Cláudio Vieira: ‘A praga de Natal’

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No Carnaval de 1974, Natal, presidente da Portela, chamou o então diretor do Departamento Cultural, o médico e pesquisador Hiran Araújo, para lhe pedir um favor especial. Numa conversa reservada, segredou que o seu pai-de-santo mandara fazer um “trabalho” para a Águia ser campeã. E como Hiran era um dos autores do enredo “O mundo melhor de Pinguinha”, transmitiu as instruções de seu mentor:

– Ele disse que você tem que encher a boca de cachaça e jogar um pouco em cada alegoria – disse, sério.

Hiran ficou espantado. Nunca bebera um gole de cachaça e não seria aquela a primeira vez. Sua religião também era outra e, infelizmente, não poderia atender o pedido.

Natal, então, fez-se porta-voz da fúria dos deuses:

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– Lascou! A Portela vai ficar 30 anos sem ser campeã! – praguejou.

Superstição ou não, a Portela perdeu um ponto em Enredo e foi vice-campeã, ficando atrás do Salgueiro (“O Rei de França na Ilha da Assombração”, Joãosinho Trinta). E só conseguiu ganhar outro título 43 anos depois, em 2017.

É muita emoção! Liga-SP disponibiliza os áudios da avenida do Carnaval 2020

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Águia de Ouro
Enredo: “O poder do saber. Se saber é poder… quem sabe faz a hora, não espera acontecer”


 

Mancha Verde
Enredo: “Pai! Perdoai, Eles Não Sabem o que Fazem”

 

Mocidade Alegre
Enredo: “Do Canto das Yabás, Renasce uma Nova Morada”

 

Acadêmicos do Tatuapé
Enredo: “O ponteio da viola encanta…Sou fruto da terra, raiz desse chão…canto Atibaia do meu coração”

 

Unidos de Vila Maria
Enredo: “China: o sonho de um povo embala o samba e faz a Vila sonhar”

 

Dragões da Real
Enredo: “A Revolução do Riso: A Arte de Subverter o Mundo pelo Divino Poder da Alegria”

 

Rosas de Ouro
Enredo: “Tempos Modernos”

 

Tom Maior
Enredo: “É Coisa de Preto”

 

Império de Casa Verde
Enredo: “Marhaba Lubnãn”

 

Barroca Zona Sul
Enredo: “Benguela… A Barroca clama a ti, Tereza!”

 

Gaviões da Fiel
Enredo: “Um não sei quê, que nasce não sei onde, vem não sei como e explode não sei porquê…”

 

Colorado do Brás
Enredo: “Que Rei Sou Eu?”

 

X-9 Paulistana
Enredo: “Batuques para o Rei Coroado”

 

Pérola Negra
Enredo: “Bartali Tcherain – A estrela cigana, brilha na Pérola Negra!”

GRUPO DE ACESSO

Vai-Vai
Enredo: “Vai-Vai de Corpo & Álamo”

 

Acadêmicos do Tucuruvi
Enredo: “Faces de Anysio, o Eterno Chico. Sorrir é… e Sempre Será o Melhor Remédio”

 

Estrela do Terceiro Milênio
Enredo: “No coração da floresta, nascem estrelas que brilham no meu carnaval”

 

Mocidade Unida da Mooca
Enredo: “A Ópera Negra de Abdias Nascimento”

 

Camisa Verde e Branco
Enredo: “Ajayô: Carlinhos Brown, candombléss, tambores e batuques ancestrais”

 

Leandro de Itaquera
Enredo: “Das savanas africanas às savanas de Itaquera… – Sou África! Berço do Mundo. Leões de uma força abençoada!”

 

Nenê de Vila Matilde
Enredo: “O Presente da Deusa e o Brinde da Águia”

 

Independente Tricolor
Enredo: “Utopia — É Preciso Acreditar”

Secretaria de Cultura do Rio: ‘É importante que os governos possam se preocupar não só com o carnaval que o mundo vê, mas com aqueles que produzem o carnaval’

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A secretária de Cultura e Economia Criativa do Estado do Rio de Janeiro, Danielle Barros, ao discursar no evento que marcou a assinatura do apoio do Estado para escolas de samba, blocos e associações, através do Fundo Estadual de Cultura, nesta quarta-feira de cinzas, no Palácio Guanabara, citou a dificuldade que passam os trabalhadores da indústria do carnaval.

“É importante que os governos possam se preocupar não só com o carnaval que o mundo vê, mas com aqueles que produzem o carnaval que o mundo vê. As pessoas que nesse momento precisam do socorro do governo. Temos feito nosso dever de casa. Sabemos que a arte tem nome e CPF. Nos últimos três meses fizemos a Lei Aldir Blanc acontecer e agora conseguimos ajudar também com o Fundo Estadual de Cultura. Recebemos todos os representantes do carnaval do Rio de Janeiro. O deputado Chiquinho da Mangueira tem colaborado com a secretaria de Cultura com dados e propostas do carnaval, sendo um grande interlocutor da Assembleia Legislativa com a gente”, disse.

Danielle Barros ressaltou que os sambistas pararam suas atividades e respeitaram o momento da pandemia da Covid-19.

“Ontem, fomos no Sambódromo para uma ativação artística muito importante e senti um misto de tristeza por ver aquela passarela vazia, nada se compara com o espetáculo do carnaval que acontece ali. Ao mesmo tempo, eu também vi a cultura fluminense preocupada com as pessoas. Nesse momento que estamos vivendo e todos decidiram parar e apoiar a ação pública de prevenção e cuidado com a vida”.

Governador do Rio: ‘A gente sabe que a indústria do carnaval não é feita só nos dias dos desfiles’

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O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, assinou na manhã desta quarta-feira de cinzas, no Palácio Guanabara, Zona Sul do Rio, o apoio para escolas de samba realizarem de forma virtual suas escolhas de samba para o Carnaval de 2022. Blocos e associações carnavalescas também foram contempladas.

Oito escolas de samba do Grupo Especial (Imperatriz, Mangueira, Salgueiro, São Clemente, Paraíso do Tuiuti, Portela, Unidos da Tijuca e Vila Isabel) receberão R$ 150 mil pelo Fundo Estadual de Cultura e vão se juntar com as demais quatro (Beija-Flor, Mocidade, Viradouro e Grande Rio) já beneficiadas com o mesmo valor pela Lei Aldir Blanc.

Em sua fala para os presentes, Cláudio Castro enalteceu o trabalho da secretaria de Cultura com a elaboração dos editais para apoiar o processo das escolhas de samba virtuais para o Carnaval de 2022.

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“A Danielle (secretaria) tem olhado pela cultura o tempo inteiro. O que mais deixou me deixou aflito nesse carnaval foi cada emprego que não foi dado, cada pessoas que não trabalhou. A gente sabe que a indústria do carnaval não é feita só nos dias dos desfiles. Quando a Dani teve a ideia de pegar o dinheiro do ICMS e ajudar essas pessoas é o verdadeiro significado de olhar para cada pessoa que faz cultura. Não tenho dúvida que é a medida mais acertada. Com toda dificuldade que o Estado tem, a gente consegue ajudar, estamos preparando o carnaval do ano que vem, mas também um ano de solidariedade. O carnaval abriu de fazer aquilo que mais ama pensando no outro”.

Lives para escolhas dos sambas

A escolha dos sambas-enredo deve ser realizada em quatro etapas, todas com transmissão pela internet. As apresentações eliminatórias e as finais acontecem na Cidade do Samba, no Santo Cristo, por conta da boa infraestrutura e condições de acessibilidade, com respeito aos protocolos de segurança contra a Covid-19. As outras quatro agremiações da Liesa foram atendidas com recursos da Lei Aldir Blanc e contempladas com o mesmo valor.

Blocos

As apresentações dos blocos Sebastiana e Amigos do Zé Pereira, que se juntou ao Bola Preta, devem acontecer em uma casa de espetáculo em data a ser definida. Os shows, transmitidos pela internet, contarão também com público presente restrito, seguindo as regras de prevenção contra a Covid-19.

Castanheira agradece o apoio municipal e estadual

A secretaria de Cultura, Danielle Barros, citou o valor injetado na cultura do Rio de Janeiro.

“Foram mais de 1500 pessoas que puderem receber o auxílio emergencial. Mais de 104 milhões injetados na cultura do Estado do Rio. Estamos falando do maior espetáculo da terra, do povo que sabe fazer esse espetáculo acontecer. O recurso não foi possível atender todos no primeiro momento, era preciso fazer mais, o deputado Chiquinho foi lá na secretaria, o Jorginho (Liesa), Rita (Sebastiana) e aí conseguimos pautar o comitê gestor do Fundo Estadual de Cultura para atender aqueles que estava habilitados na Aldir Blanc, mas não puderam ser agraciados antes. O governador entende e sabe a necessidade de apoiar a arte e a cultura”, disse a secretaria de Cultura, Danielle Barros.

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O presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Castanheira, esteve presente e falou sobre o momento do carnaval.

“Hoje seria o ápice do carnaval com a apuração na quarta-feira de cinzas. Nossa palavra é de agradecimento por essa ajuda fundamental para nossas escolas. Estamos com a expectativa de colocar o cronograma do carnaval do Rio de Janeiro em ordem. Vamos comemorar dois anos dos desfiles em um ano só em 2022. Essa identidade cultural do carnaval precisa estar viva. Nos dois últimos anos (2019 e 2020) em que o governo estadual apoiou ele salvou nosso carnaval. Com o apoio demos o estímulo para começarmos a desenvolver os desfiles do ano que vem. Tenha certeza governador que cada valor investido no carnaval vai representar para todos geração de emprego, cidadania, dignidade, e, acima de tudo, respeito para nossa cultura”, afirmou Castanheira.

Porto da Pedra faz live no sábado para escolher seu samba-enredo

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A Unidos do Porto da Pedra apresentará no sábado uma live especial com a grande final de samba. O evento, com gostinho de folia, terá início às 19h e contará ainda com a apresentação do intérprete Pitty de Menezes, ao som da bateria Ritmo Feroz, do mestre Pablo.

“A nossa equipe está preparando uma super apresentação para a nossa comunidade. Tivemos a preocupação de fazer um evento com todas as normas de proteção”, disse o presidente Godzilla.

A festa também contará com a apresentação do coreógrafo do tigre, Paulo Pinna.

Mangueira lança operadora de celular

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A Mangueira lançou domingo, durante uma live em seu canal no Youtube, o Fala Mangueira, a sua própria operadora móvel de celular. O chip já chega ao mercado com atrativos comerciais e sociais, e coloca a Mangueira como uma das precursoras no setor de telefonia no cenário carioca. Logo de cara, nos primeiros três meses, todo o faturamento do chip Fala Mangueira, ou seja, todo o valor obtido com recargas, será revertido integralmente à escola Estação Primeira de Mangueira.

São inúmeras vantagens para o consumidor, que começam pelo valor do serviço. O Fala Mangueira nasce com o desafio de oferecer os melhores pacotes pré-pagos do setor de telefonia móvel, o que inclui, por exemplo, acesso ilimitado ao whatsapp, cobertura 4G que pega no Brasil todo e gigas/ minutos que podem ser acumulados. As ligações também são ilimitadas e, a depender do pacote escolhido, a internet por alcançar até 15 GB. E ninguém precisa mudar de número. A portabilidade é um dos benefícios do Fala Mangueira.

Segundo o presidente da Estação Primeira, Elias Riche, além de trazer recursos financeiros, o Fala Mangueira também vai diminuir a distância entre a escola de samba e os torcedores da verde e rosa. Mesmo que o cliente não more na comunidade, ele fará parte da família mangueirense. Com isso, todos terão acesso, em primeira mão, aos lançamentos, notícias e eventos.

O Fala Mangueira tem como parceiros a Enterp Mobile (focada em projetos especiais, a empresa atuou como consultora, no Rio de Janeiro, neste negócio) e a Dry Company, a maior empresa de licenciamento de marcas do Brasil para MVNOs (Mobile Virtual Network Operator ou Operador Móvel Virtual, em português). Assim como na Europa e nos Estados Unidos – onde as MVNOs já são uma realidade bem-sucedida e consolidada – o Brasil começa a olhar para essa mudança de comportamento no setor de telecomunicações com mais estratégia. O Fala Mangueira está saindo na frente, criando um modelo de negócio que une a comunidade verde e rosa em torno de um serviço mais acessível e de qualidade, com a vantagem de trazer de volta benefícios para a própria Mangueira, a exemplo de ajuda financeira a projetos sociais e à escola de samba.

As vendas são feitas pelo site http://www.falamangueira.com.br/ , onde o consumidor pode tirar todas as dúvidas como valores de pacotes e portabilidade.

Carnavalescos da Grande Rio expõem obras no Museu do Samba

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A dupla de carnavalescos do Acadêmicos do Grande Rio, Gabriel Haddad e Leonardo Bora, precisou de organização redobrada, nos últimos meses do ano passado. Além de coordenarem a feitura do móbile “Gamboa III”, de Beatriz Milhazes, que está exposto no Masp, assinaram o projeto expográfico da mostra “SEMBA/SAMBA: corpos e atravessamentos”, simbolicamente inaugurada no dia 2 de dezembro de 2020, Dia Nacional do Samba, no Museu do Samba, mas aberta para o público somente agora. Idealizada por um coletivo de pesquisadores e jornalistas formado por Aloy Jupiara, Felipe Ferreira, Nilcemar Nogueira e Rachel Valença, a exposição conta com a curadoria textual de Nei Lopes e Luiz Antonio Simas. Bora e Haddad, curadores convidados, precisaram traduzir os conceitos de Simas e Lopes em salas temáticas, dialogando com artistas que debatem as matrizes do samba carioca e o carnaval das escolas de samba.

Para a dupla de carnavalescos, trata-se de uma ocupação importante: “O contexto pandêmico exigiu flexibilidade. A exposição foi montada aos poucos, porque vários artistas produziram obras especialmente para a mostra, o que enriqueceu a nossa ideia inicial. E foi uma forma de empregar, ainda que por pouco tempo, alguns trabalhadores da folia, como o escultor em espuma Orlando Sérgio, que confeccionou as raízes do abre-alas da Grande Rio de 2020 e adaptou parte da sua obra ao espaço do Museu do Samba. Agora, na semana do carnaval, as visitas guiadas, com grupos reduzidos, poderão acontecer com maior frequência e segurança. De início, o Museu recebeu apenas visitas institucionais e gravou depoimentos por vídeo”, explicou Haddad.

A exposição apresenta obras de artistas que entendem o dia a dia dos barracões das escolas de samba, como a escultora Marina Vergara, as carnavalescas Rosa Magalhães, Lícia Lacerda, Maria Augusta e Annik Salmon, os carnavalescos Milton Cunha, João Vitor Araújo, Alexandre Louzada e Jorge Silveira, os chefes de ateliês Bruno César, Ana Bora e Alessandra Reis. Também estão expostos figurinos de Samile Cunha e Rafael BQueer, que são destaques performáticos, e reproduções de quatro pranchas desenhadas por Fernando Pinto para o desfile de 1972 do Império Serrano, em homenagem a Carmen Miranda. Além das obras desses artistas que ajudam a produzir o “Maior Espetáculo da Terra”, há fotografias de Ayrson Heráclito, Daniel Taveira, Lucas Bártolo, Almir Júnior, Wigder Frota e Talita Teixeira. Há, ainda, pinturas e colagens de nomes que dialogam com os espaços e os corpos carnavalescos, como Tia Lúcia, Guilherme Kid, Mulambö, André Vargas, Osmar Igbode, Cibelle Arcanjo e Júlia Tavares. Peças do acervo do Museu foram incorporadas à narrativa, como a tela “Vedetes, baianas e passistas”, de Nelson Sargento.

Um dos artistas com mais obras expostas é Antônio Gonzaga, compositor de sambas de enredo e membro da equipe de criação de Bora e Haddad. É dele a série “Porta de entrada”, exposta ao público pela primeira vez. “É uma série de pinturas que eu fiz sobre portas que peguei em caçambas, em diferentes bairros da cidade do Rio de Janeiro. Falam do abandono de partes das nossas casas e do abandono dos corpos pretos. Quando eu utilizo esses suportes rejeitados para pintar corpos sereianos coroados, uma realeza marinha, eu estou fazendo da pintura um discurso de resistência. Falo de diáspora e de renascimento”, contou o artista.

Para Gonzaga, que também é autor do projeto visual da exposição, não mais há espaço para fronteiras entre práticas artísticas. “Mais do que nunca, eu acredito na arte, sem rótulos. Esse diálogo de linguagens é muito estimulante. É preciso que a gente continue ocupando esses espaços, debatendo arte, falando sobre o samba e sobre os saberes que circulam nas quadras, nos barracões e nos ateliês das escolas de samba” – declarou o jovem artista e sambista, de apenas 26 anos.

Leonardo Bora destaca o fato de que a exposição não deixa de expressar, também, a permanência do desfile de 2020 da Grande Rio, vice-campeão do carnaval carioca com o enredo “Tata Londirá: o canto do caboclo no Quilombo de Caxias”, em homenagem a Joãozinho da Gomeia, pai de santo que desfilava como destaque de luxo. “Algumas tramas e esculturas que ajudaram a compor os carros alegóricos do último desfile da Grande Rio estão expostas. Além de três esculturas de orixás, há quatro esculturas de máscaras Yaka. Essas peças foram esculpidas por Marina Vergara e equipe, reproduzidas em fibra por Renato Castro e equipe, pintadas por Gilmar Moreira, Rafael Vieira e equipe e adereçadas por Simone Márcia e equipe. Muitas pessoas, portanto, trabalharam na confecção de esculturas que adquirem outros significados quando deslocadas dos carros alegóricos e expostas num museu. É fundamental que o público conheça as tantas etapas dessa cadeia produtiva e leia os nomes dos outros artistas envolvidos no processo, que muitas vezes acabam invisibilizados. E é muito importante conversar com outras manifestações carnavalescas que ressignificam o universo do samba, caso do Carnaval de Maquete, representado por uma obra de Nícolas Gonçalves”, apontou Bora.

Para adentrar mais no universo da exposição, Leonardo Bora e Gabriel Haddad, juntamente com o curador e mestre em artes Leonardo Antan, do portal Carnavalize, e representantes do portal Mais Carnaval, irão conduzir uma roda de conversa virtual com alguns dos artistas que possuem obras expostas no Museu do Samba e que trabalham diretamente nos ateliês e nos barracões. Segundo os carnavalescos, a ideia é produzir uma série de conversas públicas, ao longo do ano, para dar voz aos artistas participantes da mostra. A primeira dessas conversas reunirá Marina Vergara, escultora da Grande Rio, Alessandra Reis, chefe de ateliê da Viradouro e da Vila Isabel, Nícolas Gonçalves, cenógrafo formado pela Escola de Belas Artes e carnavalesco virtual, e Antônio Gonzaga, compositor de sambas de enredo e designer da Grande Rio. A live será realizada no dia 18 de fevereiro, quinta-feira, às 20:30 horas, no canal do youtube do Mais Carnaval (youtube.com/maiscarnavaltv).

A exposição “SEMBA/SAMBA: corpos e atravessamentos” está em cartaz no Museu do Samba até dezembro de 2021.