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Marlon e Danielle Nascimento falam após a saída do Paraíso do Tuiuti

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Flôres e Danielle Nascimento, publicou textos nas redes sociais após o desligamento feito pelo Paraíso do Tuiuti.

Danielle Nascimento postou primeiro em suas redes sociais: “Vamos na fé Mestre sala!! Deus no controle sempre!! Nenhuma folha cai da árvore se não for da vontade Dele”.

Mais tarde, Marlon também fez um post: A família @paraisodotuiutioficial com carinho! É com a sensação de dever cumprido, que hoje encerro meu ciclo com essa grande agremiação, quero agradecer a minha parceira e porta bandeira @daniellenascimentopb por encarar esse desafio junto comigo, foram 3 carnavais de muita entrega, a comunidade que nos recebeu de braços abertos e a todos os segmentos sem exceção. Estou sempre em busca de aprendizados e assim será até quando Deus permitir, na vida serei um eterno aprendiz. Desejo sorte a @paraisodotuiutioficial Vamos né fé. Quem ousa, vence”.

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Após quatro desfiles e um segundo lugar obtido em 2018, o casal Marlon Flores e Daniele Nascimento foi desligado nesta segunda-feira dos quadros da escola. Em nota oficial divulgada nas redes sociais da agremiação, a escola agradece aos dois pela parceria de quatro carnavais e afirma que foi um decisão por questão técnica.

Em 2020, Marlon e Daniele garantiram três notas 10 ao Tuiuti e tiraram dois 9,9, totalizando 29,9 no quesito Mestre-Sala e Porta-Bandeira. O desempenho foi o melhor da agremiação no último desfile.

“O Paraíso do Tuiuti agradece ao casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Flôres e Danielle Nascimento, pelo trabalho desempenhado nos últimos três desfiles da escola. A diretoria do Tuiuti deseja sucesso profissional a dupla, reforçando todo carinho e admiração pelos serviços prestados como principal defensor do pavilhão azul e amarelo nestas temporadas. O Tuiuti esclarece que a decisão foi tomada, exclusivamente, por questões técnicas e que visa a próxima temporada carnavalesca. O time completo da agremiação para o (previsto) Carnaval 2022 será apresentado em breve.”

Paraíso do Tuiuti desliga casal Marlon Flores e Danielle Nascimento: ‘questão técnica’

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Daniele TuiutiApós quatro desfiles e um segundo lugar obtido em 2018, o casal Marlon Flores e Daniele Nascimento foi desligado nesta segunda-feira dos quadros da escola. Em nota oficial divulgada nas redes sociais da agremiação, a escola agradece aos dois pela parceria de quatro carnavais e afirma que foi um decisão por questão técnica.

Em 2020, Marlon e Daniele garantiram três notas 10 ao Tuiuti e tiraram dois 9,9, totalizando 29,9 no quesito Mestre-Sala e Porta-Bandeira. O desempenho foi o melhor da agremiação no último desfile.

Marlon TuiutiConfira na íntegra a nota de desligamento de Marlon e Daniele:

“O Paraíso do Tuiuti agradece ao casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Flôres e Danielle Nascimento, pelo trabalho desempenhado nos últimos três desfiles da escola. A diretoria do Tuiuti deseja sucesso profissional a dupla, reforçando todo carinho e admiração pelos serviços prestados como principal defensor do pavilhão azul e amarelo nestas temporadas.

O Tuiuti esclarece que a decisão foi tomada, exclusivamente, por questões técnicas e que visa a próxima temporada carnavalesca. O time completo da agremiação para o (previsto) Carnaval 2022 será apresentado em breve.”

Rosa Magalhães já entregou os figurinos e Imperatriz projeta abrir o barracão em abril ou maio após liberação da Liesa

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A Imperatriz Leopoldinense surpreendeu o mundo do samba, na noite de sexta-feira, ao anunciar uma série de novidades que englobam, além do carnaval de 2022, as áreas sociais e principalmente digitais da escola. Além disso, durante a coletiva de imprensa, realizada de maneira virtual com transmissão da TV Imperatriz, outros tópicos foram abordados pela direção da agremiação como a disputa de samba-enredo, a reabertura do barracão, a situação financeira em meio à pandemia e os preparativos para o desfile do ano que vem.

De acordo com Cátia Drumond, presidente da escola, a situação envolvendo o início da competição para escolha da obra que será levada para Marquês de Sapucaí em 2022 depende de um parecer da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio, a Liesa.

“A disputa de samba-enredo a gente está esperando um posicionamento da Liesa. Até porque existe um projeto de live, que todas as escolas irão participar, e seria a semifinal e a final. A Liesa lançando as datas da semifinal e da final, a Imperatriz começa a pensar”, declarou.

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Cátia Drumond, presidente da Imperatriz, espera decisão da Liesa para seguir com disputa de samba-enredo

Já com relação ao modelo de como será feita esta disputa, a mandatária afirmou que tendência é ser algo virtual, devido ao novo agravamento da pandemia.

“Não acredito que seja presencial. Até porque, se for em julho como estão falando, não acredito que eu consiga abrir quadra para fazer disputa de samba-enredo. Então, deve ser no formato que foi feita a apresentação dos sambas”, esclareceu Cátia.

Em relação ao barracão, segundo a presidente gresilense, a data para reabertura do mesmo também depende de fatores externos, que neste caso passa pelo aval das autoridades competentes.

“Todo mundo está na mesma situação, Cidade do Samba ainda interditada. Parece que agora já está tendo um acordo entre o Corpo de Bombeiros, a Prefeitura do Rio e a Liesa. Eu gostaria de começar em abril com protótipo, que na verdade a gente está fazendo alguma coisa fora do barracão, mas o barracão é a casa da gente, é onde a gente consegue produzir todo o carnaval. Se liberar e a Liesa nos permitir, abril ou maio a gente inicia os trabalhos lá”, relatou.

Sobre os preparativos para o próximo desfile, Cátia Drumond ainda explicou que pouca coisa foi possível fazer até o momento, tanto por conta da interdição da Cidade do Samba quanto da pandemia do Coronavírus. No entanto, a presidente destacou que agremiação não está parada e que ainda há bastante tempo até a folia.

“A gente tem um projeto da Rosa Magalhães. Ela passou os figurinos e começamos devagar a confeccionar os protótipos. A Rosa seria vacinada na segunda-feira, mas adiou a data por falta da vacina, mas acredito que ela seja vacinada até o final da outra semana, se Deus quiser. A partir daí, a Rosa ficou de sentar com a gente e apresentar o projeto total do carnaval, com os carros alegóricos e tudo que ela quer levar para Avenida”, antecipou Cátia.

Ainda na coletiva, a presidente gresilense falou acerca da situação financeira da agremiação no atual cenário atípico, de um ano sem desfile, com quadra fechada e atividades presenciais suspensas.

“Teve umas pessoas que a gente teve que dispensar, porque o barracão está fechado. Eu não posso manter 10, 15 funcionários. Nós reduzimos o número, entramos acordo, graças a Deus espero poder recontratá-los, a maioria era até funcionário aposentado já, e os que seguem com a gente nós chamamos e fizemos um acordo de uma ajuda de custo. A Imperatriz segue administrando o seu dinheiro, segue com as contas bem secas, enxugamos o máximo que podemos, porque a gente não sabe o que que vem pela frente. Preciso pagar luz, preciso pagar a água, preciso pagar o funcionário que ainda está com a gente… Eu espero que com a promessa da Liesa, do prefeito, da Rede Globo, a gente consiga realmente colocar um dinheiro em caixa. Em 2020, no final do ano, a Liesa repassou alguma coisa para as escolas que eram fundadoras da gravadora, nós recebemos a nossa cota e a gente está administrando esse dinheiro”, explicou.

Segundo a mandatária, a escola de Ramos está conseguindo atravessar bem este período graças a gestão financeira equilibrada herdada do pai, o ex-presidente Luiz Pacheco Drumond, que faleceu no ano passado.

“Meu pai foi um bom gestor. Ele tinha o orgulho de uma semana antes do carnaval as conta da Imperatriz já estarem todas pagas. Não tinha uma conta aberta com ninguém que fornecesse nada para Imperatriz. A Imperatriz entrava na Avenida, sendo do Grupo Especial, ou como foi ano passado do grupo de acesso, com as contas em dia”, recordou.

“Nós não estamos fazendo graça, até porque não dá, e também a pandemia nem nos permite isso. A gente segue aqui acreditando que dias melhores virão, porque não é só para Imperatriz, a dificuldade é para todo o mundo do carnaval”, pontuou Cátia mais a frente.

Questionada sobre o desafio de abrir o carnaval do Grupo Especial ano que vem, Cátia Drumond demonstrou confiança no trabalho que vem sendo realizado. Segundo a presidente, a Imperatriz Leopoldinense não irá se apresentar apenas pensando em permanecer na elite, mas sim em pleitear o título de campeã.

“Hoje vocês estão vendo uma equipe aqui, uma equipe de reforço… Alguém vai perguntar: ‘Mas para quê três intérpretes?’. Eu estou abrindo o desfile do carnaval de 2022 após dois anos de dificuldade com Covid-19, com pandemia, com tristezas, com perdas. Quero abrir o domingo de carnaval com o samba da Imperatriz lá em cima, o povão cantando, o torcedor orgulhoso de fazer parte dessa família… Porque aqui somos uma família. Para fazer parte dessa família, basta gostar da Imperatriz, basta vestir a camisa da Imperatriz, que a escola abraça”, assegurou.

Também presente na coletiva de imprensa, o diretor de carnaval, Marco Aurélio Fernandes, endossou o discurso da presidente.

“Vamos fazer um carnaval grandioso, com bastante espelho, bem rica. A Imperatriz vem com uma inovação na comissão de frente, que já está sendo trabalhada com o Renato Vieira (coreógrafo), mas que não posso divulgar porque ainda é surpresa. Mas os torcedores podem ficar confiantes”, afirmou.

“A Imperatriz vem com 3 mil componentes, cinco setores, vai passar um pouco pela Mocidade e pelo Salgueiro, afinal o enredo é sobre o Arlindo (Rodrigues, carnavalesco). Podem aguardar uma Imperatriz bem luxuosa, com bastante escultura… Uma Imperatriz disposta a disputar o campeonato de 2022”, completou o diretor de carnaval, na sequência.

Apresentado como uma das novidades na equipe da verde, branco e ouro de Ramos, o coreógrafo Renato Vieira fez um breve discurso, no qual destacou a sua felicidade na chegada à agremiação.

“O sentimento é de realização. É uma emoção muito grande estar, novamente, fazendo mais um trabalho em uma escola importante, de peso, de tradição. É um desafio. É muito emocionante estar junto com essa comunidade inteira da Imperatriz”, garantiu Vieira.

Cláudio Vieira: ‘O primeiro desfile a gente nunca esquece’

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O primeiro desfile a gente nunca esquece: O meu foi em 1974, na Av. Rio Branco. Ao lado do fotógrafo Wilson Alves cobrimos a apresentação de 14 Escolas de Samba do Segundo Grupo para a Última Hora. E acertamos as vencedoras: União da Ilha do Governador e Unidos de Lucas, promovidas para o Primeiro Grupo.

Mas o que ficou gravado na memória foi uma passagem ocorrida durante o desfile da Lins Imperial. O enredo era “Cobra Norato”, lenda amazônica de uma cobra que protege pescadores e navegantes durante o dia; mas, com a chegada da noite, o réptil deixa o rio para se transformar num rapaz que sai pegando a mulherada.

A alegoria principal – e única, se não me engano – era a tal cobra de dupla personalidade. Vinha num carrinho pequeno, um pouco maior que uma barraquinha de cachorro-quente. Mostrava apenas a cabeça, numa ponta, e o rabo, na outra, dando a entender que o restante do corpo estava enrodilhado dentro de uma caixa. Mas, infelizmente, uma das
laterais da caixa caiu, deixando claro que não havia absolutamente nada em seu interior.

Na frente do carro, um diretor gesticulava para os dois empurradores. A orientação era ziguezaguear, tentando esconder a parte vazada do caixote. Mas, quando chegou bem em frente à cabine de julgadores, os rapazes se atrapalharam. Em vez de esconderem o defeito, colocaram a lateral vazada bem na cara do jurado de Alegorias.

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Desesperado, o diretor levou as mãos à cabeça e soltou um palavrão. O julgador fez aquela cara de quem comeu e não gostou…

– Putz! – lascou a caneta.

Filhos da Águia, escola mirim da Portela, lança seu mascote

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A escola de samba mirim Filhos da Águia, da Portela, lançou seu mascote. Chamada de Águia Maneira, ela é a representante de todas crianças e adolescentes da escola. A criação é de José Carlos Camarinha, presidente do Conselho Deliberativo, e será transformada em produtos.

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O lançamento teve as presenças do criador e presidente do Conselho Deliberativo, José Carlos Camarinha, do presidente da Filhos da Águia, Celsinho Andrade, e do vice-presidente da Portela, Fábio Pavão.

Série ‘Bastidores’ – A base dos segmentos: As tias do samba

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A série “Bastidores” pretende mostrar ao leitor como funciona setores quase nunca falados nos desfiles das escolas de samba. Como é feito uma alegoria? Como surgiram as baianas? Como é elaborado um enredo? Essas e outras perguntas são dúvidas para muitas pessoas, sejam foliões ou não. Por isso, vamos apresentar o que fazem todas essas pessoas que trabalham o ano inteiro nos bastidores para que no grande dia do desfile na Marquês de Sapucaí tudo dê certo.

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Aldalea afirma que a força para trabalhar e exercer todas as funções em sua escola de coração. Foto de Wellington Jorge

Antes de começar o primeiro episódio, vamos falar um pouco sobre onde tudo começou. As escolas de samba são uma manifestação cultural da população de massa, e, assim como a maioria das manifestações populares, são nascidas nos morros e favelas do Rio de Janeiro. O que hoje é considerado o maior espetáculo da Terra, atraindo turistas de todos os lugares do mundo, no início não foi bem assim.

O samba foi discriminado por ser uma expressão cultural de negros, pobres e muito ligado ao sincretismo brasileiro. Em meio a tanto preconceito sofrido, surgiu despretensiosamente uma função que seria de suma importância para sempre na história do carnaval, as famosas “Tias do samba”, as matriarcas do samba, aquelas que com todo seu amor e dedicação a escola, sempre estão ali, firmes e fortes, não só no dia do desfile, mas principalmente no dia a dia da escola.

Negras, periféricas, de matrizes africanas e com o famoso coração de mãe que sempre cabe mais um, elas sempre estão lindas e deslumbrantes nos desfiles, porém muito mais do que isso, são elas o pontapé inicial no carnaval como cultura popular.

A origem

A expressão de tias do samba se deu a mulheres mais velhas, que de alguma forma, tinham todo seu lado místico, religioso e cultural bem aflorado. Sempre cuidando de tudo e orientando a todos, essas mulheres foram peças chaves para que as escolas de samba se tornassem o que são hoje, pois foi pelo amor e devoção que as mesmas deram início ao que chamamos hoje de segmentos. Com o decorrer dos anos e com a profissionalização do carnaval e a importância do trabalho dessas tias dentro da escola, se criou então o Departamento Feminino, dando continuidade a essa função.

Mas, afinal, quais são as funcionalidades dessas mulheres dentro das agremiações? No início da história do carnaval, as tias se dividiam e faziam toda parte da demanda de funções para as outras pessoas. Elas eram a porta-vozes da escola com a comunidade. E com a criação do Departamento Feminino, tais funções passaram para esse segmento.

“A importância desse segmento para agremiação é que nós, do Departamento Feminino, que entramos em contato com a comunidade. Realizamos as inscrições dos componentes, se tiver que entrar em contato com alguém ou algo do tipo, quem faz isso é o Departamento Feminino. A interação entre a escola e a comunidade é feita por nós”, diz
Amanda Mattos, de 39 anos, componente do Departamento Feminino da Estácio e filha da Tia Marli, Diretora-Geral do Departamento Feminino da escola.

Quais são as funções?

Seguindo nessa linha, o Departamento Feminino é responsável por várias responsabilidades dentro de uma escola. Seja na organização de alas, no contato direto com os componentes, nos eventos realizados nas quadras e também na hora do desfile.

“No dia do desfile começamos nosso trabalho na concentração, pois cada uma das diretoras do departamento já é responsável por ajudar uma ala da comunidade específica, já chegamos no desfile sabendo qual é a ala que cada uma está responsável. Nosso papel no pré-desfile é auxiliar os componentes dessas alas a colocar as fantasias. Assim que toda ala estiver com suas fantasias, vamos para a segunda etapa que é ajudar os harmonias nas alas, nosso papel durante o desfile é ficar na lateral, ajudando na evolução e no canto”.

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Vendo o trabalho contínuo que o departamento faz com seu segmento, Amanda conta também todo o trabalho social que envolve o segmento.

“Além das atividades do carnaval, a escola promove junto com o Departamento Feminino uma festa junina, para que a entrada da festa seja um quilo de alimento não perecível. Esses alimentos recolhidos são doados à Casa de Saúde Santa Teresa, que dá apoio às crianças com câncer. No final do ano, realizamos uma outra ação, passamos uma lista e quem puder nos ajudar com qualquer quantidade de alimento é bem vindo, contamos também com a ajuda de alguns fornecedores locais. Esses alimentos arrecadados são transformados em cestas básicas e parte dessas cestas são doadas e a outra parte, é feito sorteio dentro das alas da comunidade. É uma brincadeira que acabamos ajudando as pessoas. O sorteio é realizado no último ensaio do ano, quando nosso departamento realiza um jantar para toda comunidade. Quem chega lá sempre é acolhido e tem direito a um prato de refeição. O jantar tem como finalidade a celebração do Natal, é uma confraternização entre a comunidade e a agremiação.”

O amor ao pavilhão move montanhas!

Toda essa dedicação à escola de coração vem de um grande motivo, o amor à agremiação! Dona Aldalea, de 74 anos, afirma que a força para trabalhar e exercer todas as funções em sua escola de coração, a Portela, é fruto de muito amor.

“A Portela é tudo pra mim! Quando eu vejo minha Azul e Branco entrar na Avenida é uma sensação única. Minha vida é a Portela, eu não sei o que seria de mim sem essa escola”, afirma a Rosa Negra da Portela, como é chamada carinhosamente na agremiação Dona Aldalea, Diretora-Geral do Departamento Feminino da Portela.

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Dona Aldalea diz que toda essa dedicação vem do berço, pois toda sua família é do samba. Foto de Wellington Jorge

Mulher negra, com raízes sambistas, mãe de santo e há 38 anos nos comandos do Departamento Feminino da Azul e Branco de Oswaldo Cruz e Madureira, Dona Aldalea diz que toda essa dedicação vem do berço, pois toda sua família é do samba.

“Minha família toda é do samba, de agremiações diferentes, mas o meu amor pela minha águia é maior e eu fui para a Portela. Eu não sei nem descrever esse sentimento. Pela minha Portela eu faço tudo, se tiver que arrumar quadra, ir para evento, fazer feijoada, eu estarei lá para o que der e vier. Pela minha Azul e Branco faço qualquer coisa. É esse amor que me faz estar há tanto tempo dentro da escola. Além, é claro, de ser querida e muito bem dentro da escola”.

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Aos 39 anos de idade e desfilando desde os 8 anos na escola, Amanda fala sobre a importância que a Estácio tem em sua vida.

“Quando eu mais precisei da Estácio, ela estava presente na minha vida! Eu cresci ali e é um prazer fazer parte dessa história! O chá de bebê de todos os meus filhos foi na quadra. Nós formamos uma família, por isso toda essa dedicação no departamento feminino. Não só minha mãe, mas como toda minha família faz parte da escola. Eu fico emocionada até de falar”, afirma Amanda.

VOTAÇÃO ENCERRADA – Quem você quer que ganhe o reality show Carnaval Wall?

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O Carnaval Wall está na reta final e agora é com você. Isso mesmo! Os apaixonados por carnaval é que vão decidir quem será o grande vencedor do primeiro reality do samba. A disputa está entre Isadora Salles, Rodolfo Massera, Bruna Negreska e Waleska Gomes.

VOTAÇÃO ENCERRADA. A ORGANIZAÇÃO DO CARNAVAL WALL DIVULGARÁ O RESULTADO

Cláudio Vieira: ‘Força Jovem do Urubu’

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O radialista Adelzon Alves, o Amigo da Madrugada, recebeu uma comitiva do bloco carnavalesco Embalo do Morro do Urubu – situado entre Pilares e Tomás Coelho – nos estúdios da Rádio Globo.

Ofereceu o microfone para as saudações de um dos representantes, que cumprimentou o público e afirmou:

– O Embalo agora tá esperto, tá bem nas paradas, Adelson!

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O comunicador, no embalo:

– Soube que vocês realizaram eleições. Sangue novo no bloco. O diretor do Embalo, eufórico:

– É verdade, meu amigo. Mudou toda a diretoria e, agora sim, empossamos homens de alta periculosidade no meio do samba!

Apaixonado por carnaval: Mineiro declara seu amor para Beija-Flor de Nilópolis

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A série “Apaixonados por Carnaval” continua a saga de contar as histórias desses “loucos” que entram de cabeça na festa, seja desfilando, assistindo na Sapucaí ou torcendo em casa. Hoje, o site CARNAVALESCO foi até o interior de Minas Gerais para conversar com um apaixonado pela Beija-Flor.

Neto Matos, professor de 36 anos, tem fissura pela a escola de Nilópolis. Nilopolitano de coração, ele conta de uma cidadezinha de aproximadamente cinco mil habitantes da Zona
da Mata mineira sobre quando tudo isso começou.

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“Minha avó torcia para a escola e eu peguei esse amor dela. Ela nunca explicou o motivo, mas acredito que deva ter sido devido aos grandiosos desfiles do saudoso Joãozinho Trinta na década de 70”, explicou.

“A divina senhora chegou
E ornada de grande oferenda
Ela transfigurou”
Beija-flor 1978

Foi nessa paixão herdada pela avó que o adolescente deixava de pular carnaval para assistir nas madrugadas sua escola desfilar e até gravar no antigo VHS para assistir com detalhes várias vezes o luxo dos desfiles, o bailado de Selminha e o grito de guerra de Neguinho. O tempo foi passando, até que em 2008 o sonho virou realidade, ele assistiu sua escola na Sapucaí.

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“Até 2008 assistia sempre pela TV. A partir de 2008 assisti in loco, mas tem dois anos que não pude comparecer a Sapucaí, assistindo assim pela TV novamente ou pela internet. Quando assisto em casa eu vejo sozinho, pois sou muito ansioso”.

“O meu valor me faz brilhar
Iluminar o meu estado de amor
Comunidade impõe respeito
Bate no peito eu sou Beija-Flor”
Beija-flor 2008

Perguntado se ele já foi a quadra da Beija, o mineiro relembra a sensação da primeira vez: “Já fui a quadra da Beija três vezes. A primeira parecia magia, pois era o maior sonho conhecer uma quadra de escola de samba, principalmente a quadra da escola que tenho um amor incondicional”.

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E se foi como magia a primeira ida a quadra, imaginem como foi desfilar pela escola.

“Em 2008 eu realizei o grande sonho em desfilar pela minha escola de coração. E ainda pude realizar esse sonho sendo campeão. Foi uma das melhores sensações que eu tive na vida! Lembro dos ensaios técnicos, eles eram maçantes e desgastantes, pois ensaiávamos exaustivamente para sair tudo a perfeição. Na hora do desfile, apesar do peso da fantasia, nem senti passar devido a euforia do momento e saber que tinha pisado naquele solo sagrado pela primeira vez e, tinha certeza, que ajudei minha escola a fazer um grande desfile”.

“No chuveiro da alegria
Salve! As águas de oxalá, embala eu babá
Feito um rio de magia que deságua luxo e cor
Banhando o povo vem a Beija-Flor”
Beija-Flor 2009

Todo torcedor tem uma loucura, e com ele não poderia ser diferente, um problema de comunicação fez com amigos pensassem que ele estava desaparecido.

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“A maior loucura que fiz foi ter ficado praticamente 12 horas sem comunicação com meus amigos, pois como sou mineiro, tive que vir para o Rio ensaiar e ficar na casa deles, e os
mesmo ficaram sem ter notícias minhas, achando que tinha acontecido algo devido ao longo tempo sem comunicação. Mas no fim, tudo terminou bem”.

“Sou mangalarga marchador!
Um vencedor, meu limite é o céu!
Eu vim brilhar com a Beija-Flor
Valente guerreiro, amigo fiel!”
Beija-Flor 203

O professor termina a conversa falando sobre sonhos e incentivando outros torcedores que só assistem pela TV a assistirem na passarela do Samba:

“Se você tem um sonho de desfilar na sua escola de coração, corra atrás dele, é uma emoção indescritível. Esse sentimento transcende a alma. Só quem é sambista de verdade sabe o quanto é realizador essa conquista. E digo para todos conhecerem a Sapucaí e assistirem o desfile in loco, porque é bem diferente o desfile que é passado pela TV daquele que é visto na Marquês”.