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Nova diretoria da Liesa faz primeira reunião: ‘Começamos a elaborar uma lista de prioridades’, diz Perlingeiro

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A nova diretoria da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) fez no final da tarde de terça-feira, a sua primeira reunião para começar a traçar os planos de trabalho projetando o Carnaval de 2022.

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Ao sair da reunião, o presidente Jorge Perlingeiro explicou que a Liesa ainda vive um momento de transição de ações e responsabilidades entre a diretoria que encerrou os seus trabalhos na semana passada, e a atual. Comentou que o seu antecessor no comando da entidade, Jorge Castanheira, participou do encontro para fornecer informações sobre as missões que estão sendo delegadas à nova administração.

“Começamos a elaborar uma lista de prioridades para que possamos cuidar de todos os projetos com bastante antecedência e máxima seriedade. O Carnaval de 2022 é o principal deles”, destacou Perlingeiro.

Gabriel David, diretor de marketing, também falou do primeiro encontro na Liga.

“Para termos as escolas de samba com boa representação, precisamos de um bom grupo de trabalho dentro da Liesa. É hora de reorganizar a casa com uma equipe muito capacitada e determinada. A junção da experiência com a juventude levarão o Carnaval do Rio de Janeiro de volta ao seu auge. Estamos atentos ao cenário externo, com expectativas de dias melhores. Mas não estamos parados! Nosso foco principal é captar recursos para minimizar as perdas dos funcionários do Carnaval nos últimos tempos. Novidades em breve”.

Além do presidente, participaram do encontro o vice-presidente e diretor comercial, Hélio Motta; o tesoureiro, Pedro Gomes; o secretário, Moacyr Barreto; o diretor jurídico, Dr. Fernando César Leite; o diretor de carnaval, Elmo José dos Santos; o diretor de marketing, Gabriel David; o diretor de Patrimônio, Moacyr Henriques; o presidente do Conselho Deliberativo, Dr. Nelson de Almeida, e o assessor especial da presidência, Walmir Peixoto. O diretor cultural, Luis Carlos Magalhães, e o coordenador de jurados, Júlio César Guimarães, não puderam comparecer.

Entregas de cestas básicas do projeto Ritmo Solidário tem novo formato

Os organizadores e voluntários da Associação Educativa e Cultural Ritmo Solidário começaram a fase itinerante do projeto de entrega das cestas básicas aos ritmistas das 27 agremiações desfilantes no Sambódromo do Rio.

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Com a ideia de mais aproximação e transparência legal, passa a ser, agora, feito o formato de entregas escalonadas nas quadras das agremiações, onde, suas baterias são beneficiadas pelo projeto.

Para China do Estácio, idealizador do Ritmo Solidário, essa é uma espécie de entrega/visita, para saberem mais sobre a realidade do ritmista e criar um elo de forças entre as presidências as diretorias de carnaval.

“Foi necessário criar esse modelo entrega. O projeto é mantido por ajudas e iremos até às quadras para realizarmos essa ação, isso faz com que tenhamos mais união das diretorias das escolas e uma chance da comunidade no entorno poder conhecer e participar das próximas com a gente”.

Nesta primeira fase volante, as baterias que foram contempladas Paraíso do Tuiuti, mestre Marcão e Acadêmicos da Rocinha, mestre Júnior, receberam cada uma 30 unidades de cestas básica e higiênica, além de fraldas descartáveis e geriátricas, após uma percepção deste pedido. No próximo dia 28, a equipe do Ritmo Solidário fará a distribuição das cestas nas quadras da São Clemente (Botafogo, às 11h) e Lins Imperial (Lins de Vasconcelos, às 15h).

Permanecem, também, as entregas no setor 10 do Sambódromo, sempre alternando com a forma presencial, ou seja, uma semana in loco e outra externa. As doações de ítens para a confecção das cestas continuam de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h.

Fábio Pavão: ‘A Liesa precisa de um projeto de marketing atuante e atrair um novo público’

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Fábio Pavão, vice-presidente da Portela, representou a escola na eleição presidencial da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), e conversou com o site CARNAVALESCO a respeito do resultado da eleição que sagrou Jorge Perlingeiro como novo mandatário.

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“O trabalho que está começando agora na Liesa é dentro de um universo muito difícil. Um ano sem carnaval e repleto de incertezas. A gente espera a continuidade do que foi positivo na gestão do Castanheira, que é um político nato, no melhor sentido da palavra. Com poder de conversar e estabelecer diálogos”, declarou.

Um dos alvos de críticas da última gestão sempre foi a ausência de projetos de marketing na Liga, e, principalmente, a ausência da entidade nas redes sociais. A respeito disso, Pavão afirma que isso é prioridade, segundo a nova diretoria.

“É preciso pensar principalmente naquilo que falta nesse momento, que é o marketing. A Liesa precisa de um projeto de marketing atuante, para aumentar as fontes de receitas e visibilidade das escolas de samba que é muito importante na sociedade atual. Também é necessário atrair um novo público. Claro que podemos pensar a partir do que é feito em São Paulo, mas diversas escolas aqui do Rio também fazem um trabalho muito bom. É preciso olhar de forma geral. Por exemplo, diversas escolas moldaram seu formato de sócio torcedor a partir do que é feito nos clubes de futebol. A Liga tem que olhar o mercado e como as empresas trabalham para adaptar a sua realidade”.

Pavão finalizou comentando que o principal desafio da nova gestão da Liga é antecipar as receitas da festa para que os barracões voltem a atividade, assim que for permitido pelas autoridades sanitárias.

“Para pensar em abrir os barracões da Cidade do Samba precisamos primeiro pensar na desinterdição feita pelo Corpo de Bombeiros. Isso é questão judicial. A diretoria da Liesa já estava em conversa com a prefeitura. A partir daí é necessário que se entre com recurso. O projeto de carnaval já está moldado, pois pensávamos em algo no meio do ano. Mas é necessário também trabalhar na antecipação das receitas, afinal, não houve carnaval em 2021. Agora estamos com tempo de fazer algo com calma, até para os trabalhadores da festa começarem efetivamente a entrar em atividade, a produção começa a partir do momento que tenha receita. Havia uma pressa nas disputas pois tinha possibilidade de realização do carnaval em julho. Como não vai acontecer, temos que aguardar. Há expectativa é que tenhamos lives da própria Liga. Mas não tem necessidade de ser feito agora. A diretoria assumiu e a partir das próximas semanas vai pensar a se organizar num novo calendário, que inclua as disputas de samba-enredo do próximo desfile”, concluiu.

Cláudio Vieira: ‘Não seria por acaso…’

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Cláudio Bernardo da Costa, o sócio número 1 da Portela, era uma figura doce, educada e simbolizava com muita dignidade as tradições de sua Escola. Orgulhava-se de ser um fundadores da Agremiação e de ter acompanhado toda a sua trajetória, desde o tempo do Conjunto Oswaldo Cruz, em 1923.

Fiz uma longa entrevista com Seu Cláudio, em dezembro de 1996. Ele completara 91 anos no mês anterior e estava perfeitamente lúcido, elegante e sorridente. Contou toda a sua vida pessoal, que se misturava com a da Portela.

Era filho de um africano, Joaquim Bernardo da Costa, que trabalhara no Cais do Porto identificando diferentes qualidades de café, e de uma carioca, Hortênsia Bernardo da Costa.

Humilde e trabalhador, Seu Cláudio era caldeireiro. Começou na Anglo-Brasileira, passou pela White Martins e foi para a Projetil – uma fábrica de armamentos do Exército, no Andaraí. Por méritos, foi promovido.

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Trocou a caldeira por uma sala equipada com mesa, ventilador, linha telefônica e um cinzeiro.

– Aquele cinzeiro não estava ali por acaso. E se o colocaram na minha mesa era para que eu o usasse. Foi quando comecei a fumar… – recordava o Sócio número 1 nas lonjuras do pensamento. E concluiu: – Mas foi só por seis meses, porque começou a me dar uma tosse danada.

Vereador propõe Projeto de Lei para criação de renda mínima emergencial para os profissionais do carnaval

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Os profissionais da cadeia produtiva do carnaval sofrem com o avanço da pandemia e os mais de 365 dias de abandono por parte do poder público. Aderecistas, costureiras, ferreiros, pintores, carnavalescos, cantores, mestre de bateria, casais de mestre-sala e porta-bandeira, passistas e demais produtores do Maior Espetáculo da Terra não conseguiram até hoje um auxílio concreto para suportarem o cancelamento dos desfiles, eventos e dos trabalhos nos barracões. Agora, a novidade é que o vereador Vitor Hugo (MDB), recém eleito e sambista, propôs um Projeto de Lei para criação da renda mínima emergencial, no valor de um salário mínimo, para os profissionais do carnaval.

Ao site CARNAVALESCO, o vereador que também é compositor de samba-enredo na Imperatriz Leopoldinense explicou como funcionaria essa renda mínima.

“A proposta trata-se de um auxílio emergencial para todos os profissionais que trabalham diretamente com o carnaval, enquanto durarem os efeitos do estado de calamidade no município. Entendo que o trabalho de produção do carnaval dura o ano inteiro, assim sendo, com o cancelamento do evento, como esses profissionais estão suprindo suas necessidades? Foi esse questionamento que me motivou a criar esse projeto. Ele engloba todos os trabalhadores que comprovarem o vínculo com as atividades específicas de produção do carnaval”, disse.

O vereador afirmou que o Projeto de Lei caminhará com todos os trâmites da casa. “Estou articulando com a casa para encontrar meio de acelerar o processo”, garantiu. De acordo com o regimento, a proposta passará pelas comissões de Justiça e Redação, Administração e Assuntos Ligados ao Servidor Público, Higiene Saúde Pública e Bem-Estar Social, Trabalho e Emprego, Turismo e Finanças Orçamento e Fiscalização Financeira.

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“Sou compositor da Imperatriz Leopoldinense, conheço de perto a realidade dos trabalhadores do carnaval. Tenho um grande grupo de colaboradores trabalhando nesse sentido. E, claro, estamos com o gabinete aberto para o recebimento de propostas para criação de de eventos com regras sanitárias e que fomentem a indústria das escolas de samba ainda nesse período de pandemia”.

Segundo o vereador Vitor Hugo, após a pandemia, a ideia é trabalhar todas demandas do carnaval na Câmara.

“Podemos propor audiências públicas e provocar um debate que leve o executivo a entender a realidade desse setor, e colaborar para encontrarmos, juntos, uma solução”.

Após ser homenageado pelas escolas de samba, Castanheira faz balanço da sua gestão na Liesa: ‘Gratidão’

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Homenageado na assembleia por todos os presidentes das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro, na eleição que marcou sua saída e a entrada de Jorge Perlingeiro no comando da Liesa, Jorge Castanheira, conversou com o site CARNAVALESCO e fez um balanço da sua gestão.

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O ex-presidente Jorge Castanheira agradeceu as palavras do conselheiro Ailton Guimarães Jorge. Foto: Maria Zilda Matos

“A palavra é de gratidão. Satisfação e agradecimento por ter trabalhado com uma diretoria tão coesa e determinada em contribuir para a grandeza do Maior Espetáculo da Terra. Os desafios são cada vez maiores. Apesar de todas as dificuldades, conseguimos manter a credibilidade e a seriedade do trabalho, fazendo grandes espetáculos. Mesmo de fora continuarei atento ao trabalho de todas elas, como grande admirador que sou do espetáculo e de todas as nuances que acontecem nos bastidores”, disse.

Castanheira falou sobre o momento do carnaval e toda crise enfrentada pela pandemia da Covid-19.

“Estamos na expectativa de novos momentos, torcendo para que, a partir do resultado efetivo da campanha de vacinação, as escolas possam retornar às atividades de suas quadras, retomando o convívio fraterno e amigável entre diretores e componentes. Enxergo também uma possibilidade da retomada das escolas retomarem suas atividades nas quadras”.

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Perguntado sobre a possibilidade de ser convidado pelo prefeito Eduardo Paes para trabalhar na Prefeitura do Rio, Castanheira disse que não recebeu o convite e explica que ainda terá que passar informações para os novos gestores da Liesa.

“Na realidade, tudo está acontecendo muito rápido. Tenho muita coisa para organizar na Liga. Minhas coisas, a empresa está organizada. Preciso de um tempo para distribuir tudo aquilo que é importante para Liga. A transição já estou fazendo há dois meses e agora vou fazer aqui que está no backstage. Vou repassar informações para os novos gestores sobre o dia a dia da empresa. Depois, eu vou seguir trabalhando. Não sei de nenhum convite para trabalhar com o prefeito, se puder contribuir, estarei sempre disposto”.

O ex-presidente da Liesa também falou sobre a entrada de Perlingeiro no comando da Liesa.

“Como diretor da Liesa, ele sempre foi amigo, parceiro e dedicado em tudo que fez. Certamente, com o apoio da diretoria, ele vai dar condições de renovar e debater os assuntos importantes para o carnaval. Ele já conhece o olhar do bastidor e conhece o dia a dia das agremiações. A parte administrativa e burocrática da Liga ele vai pegando com o tempo. Não creio que terá dificuldade. Além de tudo, ele é uma pessoa obstinada e fará um grande trabalho em prol do carnaval”.

Thiago Monteiro declara otimismo sobre novo momento da Liesa e diz que Grande Rio está com os desenhos prontos

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O diretor de carnaval da vice-campeã de 2020, Thiago Monteiro, conversou com a equipe do site CARNAVALESCO logo após resultado da eleição da nova diretoria da Liesa, na noite dessa quinta-feira. O dirigente declarou otimismo e apoio da Grande Rio para essa nova fase do carnaval.

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“A Grande Rio recebe essa eleição com muito otimismo. Desejamos parabéns ao Castanheira, por tudo que fez e continuará fazendo pela casa. A gestão dele foi muito importante para o carnaval. Temos certeza que vamos caminhar em ondas mais tranquilas, diferentes dos últimos quatro anos, que foram de tormento. Acho que agora o carnaval se alinha cada vez mais pra frente. Desejo boa sorte a nova diretoria, e estamos juntos para o que der e vier.

Não é segredo que a escola de Caxias possui alto poder aquisitivo, com isso, os trabalhos continuaram na medida do possível e longe da Cidade do Samba. Thiago afirmou que a Grande Rio está com projeto pronto a espera dos novos posicionamentos da Liesa e das autoridades sanitárias.

“A Grande Rio está com o projeto de desenhos prontos. Os protótipos apenas aguardam a liberação da Cidade do Samba para poder ser iniciado. Na questão das lives estamos aguardando. Já teve aceitação da Lei Aldir Blanc, e a Grande Rio é uma das escolas que conseguiu os recursos. Nós paralisamos a disputa, mas nada muda. Sobre a transmissão isso fica a cargo da Liesa. Quando a Liga decidir com quem quer que seja, vamos ser comunicados e estaremos prontos para retomar esse processo”.

Cláudio Vieira: ‘Meia volta, volver!’

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A Vila já estava formada para entrar na Avenida, quando apareceu o compositor Jorginho Saberás – que ganhou o apelido depois que o samba de sua autoria virou sucesso na voz de Oswaldo Nunes (Saberás, saberás, saberás/ Como eu te amo, meu amor/ Vem para os braços meus/ Que encontrarás a paz/ Quero sentir teu calor).

Ao contrário de seus companheiros de ala, todos impecavelmente de branco, Saberás usava sapatos marrons.

Ao ver o Capitão Guimarães, um presidente exigente nos mínimos detalhes, apelou. Abriu os braços e deu aquela puxada:

– Meu general! Vamos ganhar o Carnaval!

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Os olhos atentos de Guimarães bateram logo nos sapatos do compositor. O presidente manteve o jargão militar:

– Soldado alterado, fora de forma! Saberás não desfilou.

Escolha os ‘Desfiles campeões da memória’ para o campeonato do site CARNAVALESCO

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O site CARNAVALESCO está sempre com o sambista. Nos momentos bons e ruins. Por isso, com o avanço da pandemia em todo o país e com as medidas restritivas das prefeituras do Rio de Janeiro e de Niterói, criamos uma opção de entretenimento para os dois próximos fins de semana, incluindo, o feriado da Páscoa, chamamos de “Desfiles da memória do CARNAVALESCO“. Vamos assistir juntos desfiles (não campeões e que não estiveram na nossa relação dos 30 do Sambódromo) e faremos uma competição diferente.

Para isso, nós queremos que a escolha seja sua. Apresentamos alguns desfiles inesquecíveis (escolhas nossas) e você votará para classificar. Os 16 mais votados entram no chaveamento. Vamos divulgar na sexta-feira o resultado dos classificados.

Importante: será escolhido para competição um desfile por escola do Grupo Especial e mais quatro desfiles que passaram pelo Acesso A na Sapucaí (excluindo quem está competindo pelo Especial). Todos os desfiles do período do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, ou seja, de 1984 até 2020.

O chaveamento levará em conta o resultado do Carnaval de 2020. Assim, a disputa será Viradouro x Grande Rio, Mocidade x Beija-Flor, Salgueiro x Mangueira, Portela x Vila Isabel, Unidos da Tijuca x São Clemente, Tuiuti x Imperatriz. As quatro escolas escolhidas no Acesso disputam duas vagas para fase de quartas de final.

Vamos dividir o chaveamento em dois fins de semana. No primeiro, teremos uma fase com 16 desfiles e vão passar oito. Na semana de Páscoa, escolheremos o campeão. A competição terá julgadores da equipe do site e convidados. Os quesitos vão ser: samba-enredo, desenvolvimento do enredo, comissão de frente e conjunto harmônico. Notas de 9 a 10 (fraccionadas no décimo). O público também poderá analisar e participar das transmissões especiais.

Perlingeiro pensa em liberar visitas dos julgadores nos barracões e revela suas ideias para o comando da Liesa

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O novo presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Perlingeiro, revelou ao site CARNAVALESCO que pensa em autorizar visitas dos julgadores aos barracões das escolas de samba do Grupo Especial. Isso terá que ser aprovado em plenária com os dirigentes. Essas visitam eram feitas na gestão de Capitão Guimarães e no início do comando de Jorge Castanheira.

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Jorge Perlingeiro diz que seu comando será participativo na Liesa. Foto: Maria Zilda Matos

“O julgamento não é fácil, ele é muito subjetivo, mas sou mais flexível e não quero julgador ilhado. Penso promover algumas mudanças em relação ao trabalho dos julgadores. Pretendo levá-los aos barracões na fase final, de acabamentos, na semana dos desfiles, para que vejam o trabalho de perto. A ideia é que eles vejam os carros alegóricos e recebam explicações de carnavalescos e diretores de carnaval, com um roteiro do desfile. Dois dias de visitas. No primeiro dia, visitaremos os barracões das escolas que desfilarão no domingo, obedecendo a ordem de desfile. E o mesmo acontecerá com as de segunda-feira, com o mesmo tempo de visitação para cada agremiação. Levarei para análise da diretoria da Liga”, afirmou Perlingeiro, que também cogita que os jurados assistam um ensaio de cada escola de samba. “Pode ser um ensaio final”, disse.

Perlingeiro afirmou que seguirá com o presidente da Liesa a responsabilidade pela escolha do corpo de julgadores do Grupo Especial do Rio de Janeiro. Ele falou também sobre o retorno de Júlio Guimarães à frente da coordenação de julgadores.

“Vou continuar com a prerrogativa de escolher os jurados. O Júlio vai me ajudar muito. Ele vai coordenador os julgadores. Já ocupou este mesmo cargo, anos atrás, na gestão de Ailton Guimarães Jorge, quando presidente. Vamos ter que fazer um levantamento para sabermos quais julgadores que estavam até 2020 vão querer continuar. Se tiver vagas vamos preencher com outros nomes, sou favorável para julgadores do ramo de atividades deles, como bailarino ou professor de dança para julgar Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Um pesquisador e historiador para o quesito Enredo. O Júlio vai trabalhar a formatação de critérios com os julgadores que atuarão nos desfiles do Grupo Especial”.

Confira abaixo mais temas abordados na entrevista com Jorge Perlingeiro:

Novo modelo de gestão na Liesa

“O Gabriel (David, Diretor de Marketing) é muito entusiasta. Foi uma grande aquisição trazer ele para perto. O Pedro (Gomes, Tesoureiro) tem curso contábil fora do país. O Jorginho tinha um método de trabalho pela centralização. As pessoas ficavam inibidas de criar por falta de incentivo. Vou dar incentivo e injeção de ânimo para todos trabalhares. Sem promessa, mas acredito que vai ser bonito. Minha gestão será participativa. Cada um dos nossos membros, vou contratar um ou dois assessores ainda. Por isso, eu não fiz a nomeação de diretor social. Quando tiver dúvida vou chegar nas pessoas responsáveis por cada área. Com uma equipe dividindo tarefas. Vou ver se trago o Luiz Gustavo Mostof de volta, porque ele é do ramo operacional. Precisamos estar rodeado de gente boa. Terei sempre o apoio do Elmo José dos Santos e do Edson Marcos na Cidade do Samba”.

Liberação da Cidade do Samba

“A liberação da Cidade do Samba está praticamente resolvida. Será assinado um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com a Prefeitura do Rio e o Corpo de Bombeiros. Está sendo montado o teor do documento para a realização das obras. Precisamos também mexer na Cidade do Samba. Ficou muito tempo parada. Precisamos acertar a estrutura, além do camarim, porque assim que possível vou fazer muitos eventos lá”.

Eventos das escolas de samba o ano inteiro

“Domino essa área. A Liga fazia no passado cinco eventos por ano e há dois anos não faz nenhum. Lançamento dos enredos, apresentações dos sambas-enredo, sorteio das cabines dos jurados, show de música popular brasileira. Tudo para manter vivo o carnaval. Não podemos falar de carnaval somente quando faltar um mês para os desfiles. Tem que ser o ano inteiro. Com pandemia nada pode ser prometido agora, apenas trabalho de planos futuros”.

Decisão sobre o Carnaval de 2022

“Vamos ter que esperar até agosto de 2021 para termos a garantia do carnaval de 2022. Precisamos começar já o nosso planejamento. Não podemos ficar esperando até lá. Temos que estar preparados. Proponho que se a pandemia continue e a gente não possa fazer os desfiles em fevereiro, sou favorável que passem para julho de 2022 automaticamente e todos os contratos serem assinados com essa possibilidade, como foi feito com o Rock in Rio”.

Transição no comando da Liesa

“Estou ciente de tudo. O Jorginho (Castanheira, ex-presidente da Liesa) fez reuniões comigo. Prometo é trabalho. Torço que esse vírus vá embora para voltarmos à nossa normalidade. Temos que tocar o trabalho. Vamos reunir e delegaremos missões e responsabilidades, buscando alternativas para fazer um grande Carnaval”.

Contrato para 2022 com a Prefeitura do Rio

“Vou conversar com o prefeito Eduardo Paes. Se possível, ele assinar o contrato do Carnaval em 2022 em abril ou na pior das hipóteses em maio. Com a segurança do contrato assinado, a gente pode preparar muitas outras coisas, como venda de ingresso, iluminação e outras atividades. Ele é um cara de carnaval e de espetáculo. Com o contrato, a gente poderá ajudar nossas escolas e profissionais do carnaval”.

Contrato com a TV Globo para transmissão dos desfiles

“Não tive nenhum contato ainda com a TV Globo. O Jorginho que esteve presente nas reuniões e me deu ciência do que foi tratado. Sei que a Globo passa por momento difícil, como todas empresas do país, que vivem uma fase complicada. Temos um contrato, com cláusulas e multa rescisória. Penso que a Globo não tem interesse em perder um espetáculo dessa magnitude. Se ela tem outras opções vamos sentar e conversar sobre isso. Ela está conosco esses anos todos”.

Alternativas para 2022

“Alternativas vão ter que ser feitas. Nossa atividade mestra é o carnaval. Temos eventos, festas, concursos, mas tudo em prol do carnaval. Sem desfile, a nossa atividade principal não existe. Acredito, mas não posso ser mágico para afirmar, que vamos ter carnaval em fevereiro. Temos que pensar positivo. Caso não dê, julho será a próxima data. O que é tratado não é caro. O Rock in Rio fez isso e deu tudo certo. Eles sabem que não pode acontecer nada agora, mas estão preparados para quando for possível”.

Apuração: formato e local

“Vou seguir lendo as notas na quarta-feira de cinzas. Sobre o local, eu tenho sempre dado sugestões para TV Globo, mas nunca foram acatadas. Eu tenho obrigação de sugerir ideias. Acho extremamente ruim o local da apuração, horário e a forma. Tudo é péssimo. Tenho outro conceito para aquilo. É o grande filé mignon do carnaval. É o gol, o campeonato. O pódio praticamente não existem, nem entregar o troféu consigo. Minha opinião para Globo, não começaria 15h45, colocaria 17h30 para culminar com a entrega do troféu no RTJV. Seria numa casa de espetáculo, cada escola recebendo 100 camisas, para que a gente possa brincar durante a apuração e tivesse grandes e inesquecíveis imagens. Personalizar tudo, com a marca dos patrocinadores, montar um cenário com um grande bar. Seria um espetáculo”.