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Império da Tijuca apresenta musas para o Carnaval 2022

Com musas internacionais, a verde e branco da Tijuca da o pontapé para o próximo carnaval. As primeiras representantes da agremiação a serem apresentadas foram Georgetee B. e Inès Ouedraogo.

Georgetee B.

Georgetee é americana e foi passista em escolas de samba do Rio de Janeiro e também rainha de bateria em 2019. Fez aulas com instrutores como Alex Coutinho, George Louzada, Washington Silva, Kellyn Rosa, Tais Luiza Entre outros. ⠀

Georgete relata que conheceu o samba em 2015 através do YouTube enquanto procurava mulheres que dançam com força e garra e ao assistir a apresentação das passistas, se encantou com a postura, a paixão e a cultura que as lindas mulheres negras representam.

Em 2019 começou a fazer aulas e recorreu as redes sociais para criar conexão com a forma mais autêntica de samba que seria no Brasil. Assim conheceu o Marcus Prado e o Victor Alonzo com quem estudou diariamente por mais de 5 meses até fazer teste para representar o Samba Rio em São Francisco como Rainha da Bateria no verão de 2019.

A musa destaca: “Meu amor por esta arte e a necessidade de estudar mais e estar entre as pessoas que vivem e respiram samba todos os dias cresceu e fiz o teste para me tornar passista e foi sob treinamento e direção de Sasha Jaye e Nubia P. que fui selecionada passista do Carnaval da Unidos de Bangu em 2020 e sob direção de Pablo Guerreiro e Aninha Malandro. Em seguida fui escolhida também para ser passista da Unidos do Cubango 2020. E tudo isso no eu primeiro ano como passista. Ter essa esperiÊncia em dose dupla me ensinou muito sobre o cotidiano da vida do passista, os triunfos e as tribulações mas a alegria no final do carnaval de sucesso é o que importa”.

As maiores referências de samba: Alex Coutinho, Ale Jansen, George Louzada, Jorge Amarelloh, Washington Silva, Marcus Prado, Victor Alonzo, Pablo Guerreiro, Sasha Jaye, Nubia Quele, Aninha Malandro. Georgette deixa à família Imperial o seguinte recado:

“Agradeço a oportunidade de ser Musa do Império da Tijuca. Estou animada por estar entre a comunidade desta tradicional casa de força e aprender e aplicar o conhecimento para representar a escola com graça e energia total! Vamos dar tudo de nós e vamos Império da Tijuca!”.

Ines Quedrago

Já a musa Inès Quedraogo é de origem francesa e aprendeu a dançar em 2013 com SambaViva em Boston nos EUA quando decidiu também aprender a língua portuguesa para melhorar seu entendimento quando vier ao país. A destaque começou em 2015 a se apresentar como passista em shows de samba e desde 2018 ministra aulas com SambaViva.⠀

Inés ressalta que seu interesse em aprofundar conhecimento sobre o Brasil e a cultura da nação verde e amarela, surgiu quando em sua tese de doutorado ela estudou a cultura LGBT brasileira. Devido aos conhecimentos adquiridos ela atualmente ministra aulas de samba e também aulas de português.

Antes de ser musa em 2020 da co-irmã Vigário Geral, fez aulas com várias referências do samba como Mayara Santos, Patrick Carvalho, Preta Nascimento, Egili Oliveira, e muitos outros profissionais talentosos, mas garante que foi Alex Coutinho quem levou seu samba a outro nível.

A musa deixa à família Imperial a seguinte mensagem: “Espero que o carnaval, além de ser um sucesso para toda a comunidade, permita que o Império da Tijuca alcance o seu objetivo em 2022 que é o título de campeã. Farei meu máximo para honrar a escola e estou infinitamente feliz e grata pela oportunidade de representar a verde e branca mais querida da Tijuca”.

Unidos de Padre Miguel inova com o concurso ‘Passista Plus e Trans’

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A Unidos de Padre Miguel abriu as inscrições para o concurso que irá escolher as novas passistas da escola. Com o objetivo de promover a inclusão social, o Boi Vermelho de Padre Miguel inovou com o concurso Passista Plus e Trans da UPM. Por conta da pandemia do coronavírus, as primeiras etapas do concurso serão totalmente online.

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Foto: Divulgação

Podem se inscrever mulheres Plus Size e mulheres Trans, maiores de 18 anos e que gostem de sambar. As inscrições devem ser feitas através do e-mail [email protected] e as candidatas precisam enviar nome completo, nome artístico, idade, peso, uma foto de corpo inteiro e um vídeo de 1 minuto sambando.

Com avanço da vacinação, Perlingeiro descarta reduzir desfilantes e público no Carnaval 2022

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Em entrevista ao jornal O Dia, na edição desta segunda-feira, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Jorge Perlingeiro, falou sobre os desfiles do Grupo Especial no Carnaval de 2022.

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“Vamos fazer um carnaval inteiro. Não podemos começar a pensar que teremos somente metade do Sambódromo. Já temos os enredos escolhidos e a ordem definida. Os sambas estão prontos só esperando as lives das disputas. Será o maior carnaval de todos os tempos. São 70 mil pessoas na Sapucaí. Não tem como conferir se cada uma foi vacinada”.

Ainda na matéria do jornal O Dia, a presidente da Riotur, Daniela Maia, falou sobre os desfiles do ano que vem.

“Queremos fazer o maior carnaval de todos os tempos dando atenção a todos os detalhes para proporcionar uma festa sensacional. Conversei, e continuo conversando, com todas as pessoas que fazem essa festa ser incrível; e em breve – ainda em julho – anunciaremos o Caderno de Encargos dos blocos de rua de 2022. Posso adiantar também que estamos com um olhar atento para o carnaval da Estrada Intendente Magalhães, que será especialmente valorizado”, afirma Daniela Maia, presidente da Riotur.

Não deu! Império Serrano conhece primeira derrota na Série C do Carioca

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Muita emoção no primeiro clássico entre o Império Serrano Esporte Clube e o Belford Roxo, na tarde deste domingo, pela Série C do Carioca, que terminou com a vitória por 2 a 1 para o time da Baixada Fluminense. Allan e Hudson fizeram para o time apoiado pela Inocentes de Belford Roxo e Richardson diminuiu para a equipe imperiana. Com o resultado, o Império perde a invencibilidade na competição.

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Fotos: Magaiver Fernandes

O primeiro tempo foi muito truncado. Os dois times disputaram bem o comando do meio-campo. O time imperiano com muita posse de bola, dentro do campo do adversário, porém, o gol de Belford Roxo desestabilizou o Império.

O placar foi aberto aos 22 minutos do primeiro tempo. Após jogada pelo lado esquerdo do campo, o jogador de Belford Roxo foi derrubado dentro da área e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, o Império Serrano levou seu primeiro gol da competição.

No fim do primeiro tempo, a equipe imperiana igualou o volume de jogo, mas não teve calma na hora de finalizar.

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No segundo tempo, o time imperiano buscou o empate, mas acabou sofrendo o segundo gol de Belford Roxo. Aos 35 minutos, Mamute entregou a bola para o adversário, no contra-ataque puxado por Hudson, o artilheiro bateu na saída do goleiro Léo Flores.

O Império Serrano descontou aos 46 do segundo tempo. Richardson marcou em cobrança de pênalti, mas foi tarde e o time não conseguiu manter a invencibilidade no Carioca. Presidente da Inocentes de Belford Roxo, Reginaldo Gomes, celebrou o resultado. “As duas equipes são novas. Sandro é meu amigo e fico feliz por esse jogo. É a primeira derrota deles. Se Deus quiser daqui a pouco volta o samba e o carnaval”.

O goleiro Léo Flores, do Império Serrano, falou sobre o resultado.

“Nunca é bom sair atrás. Lutamos, tentamos e tomamos o segundo gol em uma bola boba. Não pode entrar na pilha do jogo. O time era difícil. Perdemos um jogo, mas é botar cabeça no lugar, consertar os erros e daqui a pouco já tem outro jogo. Não tem muito tempo para reclamar. Ainda temos a guerra, classificar, jogar semifinal e depois subir”, afirmou o goleiro do Império Serrano Esporte Clube.

Ao site CARNAVALESCO, o técnico Marino analisou o jogo e derrota do Império. “Temos o nosso padrão de jogo. Não vamos alterar nada por causa de uma derrota. O time deles é bom e qualquer resultado poderia acontecer. Temos que ter mais paciência com a posse de bola. Temos que ter capacidade de matarmos o jogo quando tivermos oportunidades. Eles foram menos vezes e conseguiram fazer os gols”.

Homenagem! Eduardo Paes revela ao CARNAVALESCO que a Cidade do Samba 2 vai receber o nome de Laíla

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Após pedidos de sambistas, inclusive, do site CARNAVALESCO de colocar o nome de Laíla no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, revelou na noite deste sábado que pretende dar o nome do sambista para a Cidade do Samba 2, que abrigará os barracões das escolas do Grupo de Acesso, a Série Ouro, comandada pela LIGA-RJ. O palco oficial dos desfiles seguirá, por merecimento também, com o nome do professor Darcy Ribeiro.

Homenagem! Paes revela ao CARNAVALESCO que Cidade do Samba 2 vai ser chamada de Laíla
Paes revelou ao CARNAVALESCO a primeira imagem do projeto da Cidade do Samba 2

“Sambódromo vai continuar homenageando o grande brasileiro Darcy Ribeiro. Quero muito ter recursos para fazer a Cidade do Samba 2 para as Escolas do grupo de acesso. Já estamos detalhando o orçamento. Essa vai se chamar Laíla”, disse Paes.

Mais cedo, o prefeito tinha informado que a Cidade do Samba 2 ficaria em um terreno que a Prefeitura do Rio comprou do Exército, no seu último governo, entre a Quinta da Boa Vista e o Maracanã, na Zona Norte da cidade. Porém, depois Paes explicou que o terreno foi cedido ao Museu Nacional. “O terreno pelo que vi foi cedido ao Museu Nacional. A ideia de construir permanece. Vamos estudar alternativas viáveis. O Laíla certamente será homenageado”.

O presidente da LIGA-RJ, Wallace Palhares, comemorou a informação que a Prefeitura do Rio já trabalha na execução orçamentária para a construção da Cidade do Samba 2.

“É uma grande honra ter o nome do Laíla na Cidade do Samba 2. O Laíla sempre preservou a memória do samba, um grande mestre do samba e que sempre teve os pés no chão. O prefeito está com o sambista e não nos decepciona ao dar esse espaço tão fundamental para gente. É honra e dignidade para todas escolas de samba. É o marco na história do carnaval do Grupo de Acesso”, afirmou Wallace Palhares.

Cidade do Samba 2 é o sonho do Acesso

A construção da Cidade do Samba para o Grupo de Acesso é um sonho de todas escolas de samba. Atualmente, eles vivem abandonadas na Zona Portuária do Rio de Janeiro e sem nenhuma estrutura. O Grupo de Acesso, chamado de Série Ouro, comandado pela LIGA-RJ, é formado por 15 escolas de samba, que desfilam na sexta-feira e sábado de carnaval no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.

Arraiá da Mangueira no Youtube terá participação do público de casa

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Ainda respeitando o distanciamento coletivo, mas pensando em oferecer um pouco de diversão para toda nação mangueirense, a Estação Primeira realizará, após o grande sucesso em 2020, o segundo Arraiá da Mangueira através do seu canal no Youtube. A festa virtual acontecerá neste domingo, dia 20 de junho, a partir das 14h.

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Vai ter muito samba-enredo, com o intérprete oficial da agremiação, Marquinho Art Samba, bateria da Mangueira, comandada pelo Mestre Wesley Assumpção e, claro, forró com o Trio Os Nordestinos e quadrilha.

Mas quem pensa que a distância será um problema, pode tirar o cavalinho da chuva. A interatividade será um dos pontos altos da festa para quem participar através de suas casas. O correio do amor estará liberado e brincadeiras como a caracterização mais divertida, corrida na colher e pescaria, poderão render muitos brindes.

O evento acontecerá no Imperator – Centro Cultural João Nogueira, e conta com o apoio institucional do Governo do Estado do Rio de Janeiro, através da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro.

Será uma grande festa para animar seu almoço na tarde de domingo. A decoração está lindíssima e o clima junino garantido. Acesse o canal do Youtube da Mangueira – https://www.youtube.com/estacaoprimeirademangueira – e participe!

É da Vila e não tem jeito! Integrantes da Vila Isabel homenageiam mestre Mug

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Os apaixonados pela Vila Isabel desceram o Morro dos Macacos na manhã deste sábado para homenagearem Amadeu Amaral, o lendário mestre Mug, no velório e enterro no cemitério do Catumbi, na Zona Norte do Rio. Ele comandou a bateria da escola do bairro de Noel por mais de 30 anos e faleceu na sexta-feira.

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Fotos: Diogo Sampaio

Do lado de fora do cemitério, integrantes da Vila Isabel estenderam um bandeirão da escola, enquanto mais de 30 ritmistas tocando em homenagem ao eterno mestre Mug.

Intérprete oficial da Vila Isabel, Tinga, conversou com o site CARNAVALESCO e agradeceu o ensinamento que recebeu de Mug.

“O Mug representa o início de tudo. Aprendizado muito grande. Deixou um legado muito grande para nós sambistas. Comecei muito cedo na Herdeiros da Vila (escola mirim) e o Mug já era o mestre da Vila. Ele sabia direitinho o andamento do samba que eu gostava. Fica a saudade”, disse Tinga.

Um dos maiores mestres de bateria do carnaval, Odilon, esteve no velório de Mug e falou do amigo. “O jeito que ele comandava deixa inspiração para muita gente. Ele me ensinou muita coisa. Ele achava a afinação com o dedinho no ouvido. Fica o vácuo para gente. Sua trajetória no carnaval foi fantástica. Partiu um amigo e que deixou muito legado”.

Mestre Rodney, da Beija-Flor, esteve presente e confessou que foi ritmista de Mug na Vila Isabel. “Fui ritmista do Mug. Minha formação musical de ritmista foi na Vila Isabel, com o Mug. Ele era uma pessoa bem, íntegro, vai fazer muita falta”.

‘O mundo do samba perde uma das grandes estrelas do carnaval’, diz Macaco Branco sobre Mug

Herdeiro de Mug no comando da bateria da Vila Isabel, mestre Macaco Branco enalteceu a importância de Mug para o carnaval.

“Mestre é um dos maiores mestres da história do carnaval. Sempre foi minha referência. Ele que me descobriu. Ficava 24 horas com ele na quadra. O Cassiano, filho dele e que inventou meu apelido, é um grande amigo e está com a gente como auxiliar de bateria. Mug é um dos caras que mais formou ritmista no carnaval. São mais de 600 ritmistas que saíram da Vila Isabel e do Morro dos Macacos. A galera da bateria é muito presente na escola. É uma honra estar aqui e prestar homenagem para o meu mestre. O mundo do samba perde um dos seus grandes baluartes e uma das grandes estrelas do carnaval’.

‘Ele me tirou do tráfico e me colocou no samba’, diz Cassiano, filho de Mug

Cassiano Lima, filho de Mug, comandou a bateria no velório. Ao site CARNAVALESCO, ele falou sobre o pai.

“Meu pai foi tudo pra mim. Me ensinou. Ele me tirou do tráfico e me colocou no samba. Em comunidade, a gente tem um caminho: jogador de futebol, bandido ou músico. Preferi a música. Tenho orgulho em ser filho dele. Me ensinou muito a disciplina. Tenho carinho muito grande pelo mestre Macaco Branco. Quero honrar a bandeira dele. Agora, vou levantar a bandeira. Não posso vacilar. Meu objetivo é ser respeitado pelo mundo do samba e o samba respeitar o legado que meu pai deixou”.

Agradecimento ao mestre Laíla! Sambistas de diversas escolas participam da despedida

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A despedida de Luiz Fernando Ribeiro do Carmo, o Laíla, que faleceu na sexta-feira, na manhã deste sábado no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro, teve a participação de sambistas de diversas escolas de samba. A maior prova do reconhecimento do legado deixado por Laíla para todo o mundo do carnaval foi falada pelo diretor de carnaval da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Elmo José dos Santos. Em virtude de ter testado positivo para Covid-19, o velório foi realizado em ar livre e no momento do sepultamento apenas a família pode ficar mais próxima do caixão.

Agradecimento ao mestre Laíla! Sambistas de diversas escolas participam da despedida
Fotos: Diogo Sampaio/Site CARNAVALESCO

“Como diretor de carnaval era ímpar, um mestre e craque. Se o carnaval deu esse salto de qualidade nós temos que agradecer ao Laíla. Ele nos ensinou muito. Era um cara dedicado, não só na Beija-Flor, que teve mais títulos, mas a bandeira do samba. Perde o carnaval, os amigos e perdemos nosso grande professor. Devemos respeitar os velhos mestres do passado. O Laíla foi o livro que nos ensinou tudo”, disse Elmo, em entrevista ao site CARNAVALESCO.

Elmo citou que Laíla era fundador da Liesa. “O Laíla, além de fazer a produção dos sambas-enredo para o disco, era fundador da Liesa. Um dos poucos fundadores vivos. Como diretor de carnaval, eu tenho o máximo respeito por esse mestre. Trouxe a bandeira da Liga, ele era nosso benemérito. Na primeira plenária, com certeza, faremos uma grande homenagem. Ele será sempre lembrado e homenageado. O samba precisa desse momento, porque estamos perdendo nossas referências”.

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Claudinho e Selminha: gratidão para Laíla

O casal de mestre-sala e porta-bandeira da Beija-Flor, Claudinho e Selminha, que foram levados para escola por Laíla demonstraram muito carinho ao diretor na despedida neste sábado.

“Foram quase 30 anos com o Laíla. A gratidão por ele é eterna. Ele vislumbrou na gente como um grande casal para Beija-Flor. Confesso que no começo me assustei. A gente estava indo para uma escola competitiva, organizada e que nos dava chance para crescermos. Ele nos ensinou a superar o medo, não desistir dos sonhos e o que pensamento tem que ser coletivo”, disse Selminha.

“É uma perda imensa. Trabalhei com ele durante 25 anos. A maioria das pessoas agradece a ele pelo aprendizado. Falo também em questão de vida, profissionalismo e conhecimento de carnaval. Laíla tinha uma qualidade incrível. Vasto conhecimento musical. Era muito técnico. O sentimento é de filho que perdeu um pai. Tinha o jeitão dele, mas sempre competidor. Tudo que falava era para o bem, o certo, a vitória. Só queria ganhar, ganhar e ganhar”.

‘Ele estava triste por não estar no carnaval’, diz o coreógrafo Patrick Carvalho

O coreógrafo Patrick Carvalho, do Salgueiro, esteve presente no velório e falou da importância de Laíla para o carnaval. “A gente se falava muito. Todo dia eu ia na casa dele. Laíla era uma criança apaixonada por carnaval. Ele vem do morro, com o samba dentro dele. A diferença de idade era muito grande, mas o Laíla me ensinava tudo. Ele estava muito triste. Não podia fazer a coisa que mais gostava, que era trabalhar e falar de carnaval. Eu fiquei do lado dele. Perco meu maior professor, meu amigo”.

‘Perdemos um professor’, diz mestre Paulinho

Baianas, carnavalesco, diretores de carnaval e harmonia, e, demais segmentos das escolas de samba prestaram homenagens para Laíla. Campeão na Beija-Flor com o sambista, mestre Paulinho, que hoje não participa de nenhuma agremiação, elogiou o amigo.

“É uma perda irreparável. Melhor presente foi a gratidão dele ter me convidado para Beija-Flor. Devo muito ao Laíla. Sempre amei ele. O samba aprendeu e copiou o trabalho do Laíla. Ele me ensinou para muita gente o que é o carnaval. Perdemos um professor”, disse.

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‘Ele ressaltava todas comunidades’, diz Fran-Sérgio

Parceiro de trabalho e amigo pessoal de Laíla, o carnavalesco Fran-Sérgio citou a relação de quase pai e filho que tinha com o diretor de carnaval.

“Minha relação com ele era como de um pai. Conheci ele quando comecei a trabalhar na Beija-Flor, como desenhista, em 1994. Ele sempre me incentivou, me projetou. Falava que eu tinha muito talento, que era da comunidade e tinha que crescer. É uma pessoa que merece todas homenagens. A gente se falava praticamente todos os dias”, disse.

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‘Laíla era uma pessoa fantástica’, diz diretor de carnaval do Salgueiro

Diretor de carnaval do Salgueiro, Alexandre Couto, explicou o sentimento da perda de Laíla para o carnaval. “É muito triste. Ele era salgueirense. Começou lá no Salgueiro. Expandiu toda sua sabedoria para o carnaval. Foi um grande colaborador do samba. Uma perda dessa maneira, com essa doença maldita (Covid-19), é difícil de superar. O sofrimento é difícil. Ele passava ensinamento para todo mundo. É um momento difícil para o Salgueiro e todas escolas de samba. Tenho marcada a palavra dele: fantástica. Tenho maior orgulho de falar isso que ele dizia sempre”.

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‘Fui uma criação dele’, diz mestre Rodney

Mestre Rodney, comandante da bateria da Beija-Flor falou sobre o legado de Laíla.

“O melhor legado possível. De acreditar nas pessoas. Ele fez isso com muita gente. Fui uma criação dele. Ele tinha esse dom, de acreditar. Para o carnaval, a palavra que resume o Laíla é gênio. Eu só posso agradecer”.

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‘A história dele é muito grande’, diz Dudu Azevedo

Diretor de carnaval da Beija-Flor, Dudu Azevedo, falou com o site CARNAVALESCO sobre Laíla. “Era um sambista nato. Como direção de carnaval, ele era perfeccionista. Tirava o melhor das pessoas. É o grande legado. Nunca entrou na Avenida sem ter certeza do que estava fazendo. Ele me disse várias que carnaval era coisa séria. A seriedade dele de colocar o carnaval na Avenida é o legado que temos que levar para sempre. Hoje, eu não posso pensar no peso de estar no lugar do Laíla, porque a história dele é muito grande. Tenho certeza que vou ficar na Beija-Flor por muito tempo e deixar no patamar que ele deixou, que é uma escola vitoriosa”.

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‘Laíla lançou muita gente no carnaval’

O maestro Jorge Cardoso enalteceu o trabalho com Laíla na gravação dos sambas-enredo. “Comecei com um chamado dele para estar na direção de coro e depois fiz os arranjos. O Laíla foi pioneiro. Ele criou a gravação do disco de samba-enredo, com o seu Zacarias, que também já faleceu. A cada ano ele trazia uma novidade. Sempre buscava melhorar. Laíla lançou muita gente no carnaval. Ele revolucionou. Sempre estava preocupado em melhorar o samba. Sempre me deu liberdade para criar”.

‘Ele sempre reconheceu o sambista’, diz compositor Junior Trindade

O compositor Junior Trindade, vencedor de sambas-enredo na Beija-Flor, falou sobre a relação com Laíla.

“Ele foi inspiração de todo compositor, de todo sambista. Foi um cara que sempre prezou pela obra. Para ele, o importante era a qualidade do samba. Dava bronca, mas também afagava. Uma das últimas vezes que falei com ele, nós conversamos sobre o samba não perder suas características. Foi o último mestre do samba. Ele sempre reconheceu o sambista”.

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Samir Trindade, irmão de Junior e também compositor falou do legado de Laíla para o samba-enredo e o carnaval. “Foi o cara mais apaixonado pelo samba-enredo que conheci. Todas vezes que apresentei meu samba para ele, sempre escutei que ele queria escutar o samba bom, sem se preocupar sobre horário de desfile. Um cara extraordinário, muito honesto, um líder nato. É o maior mentor da história da Beija-Flor. O legado de sambas com melodias e cadência de samba-enredo vou sempre levar comigo. Vim de uma periferia para disputar samba na Beija-Flor e ele acreditou na nossa obra. Um grande amigo. Vou lembrar também das broncas do Laíla e da relação que a gente tinha de amizade. Fica muita saudade”.

Nêgo sobre Laíla: ‘Conhecia tudo de samba’

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O intérprete Nêgo, do Império Serrano, esteve no velório do diretor de carnaval, na manhã deste sábado, no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ao site CARNAVALESCO, ele citou o aprendizado com Laíla.

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“Um grande mestre. Trabalhei com ele na Grande Rio e em várias escolas de sambas. Um grande professor. Conhecia tudo de samba. Só tenho que agradeci tudo que aprendi com ele. Pra mim, está indo embora um grande mestre. Um conhecedor profundo das escolas de samba”.

Fran-Sérgio sobre Laíla: ‘Ele ressaltava todas comunidades’

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Parceiro de trabalho e amigo pessoal de Laíla, o carnavalesco Fran-Sérgio esteve no velório do diretor de carnaval, na manhã deste sábado, no cemitério do Caju, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Ao site CARNAVALESCO, ele citou a relação de quase pai e filho que tinha com Laíla.

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“Minha relação com ele era como de um pai. Conheci ele quando comecei a trabalhar na Beija-Flor, como desenhista, em 1994. Ele sempre me incentivou, me projetou. Falava que eu tinha muito talento, que era da comunidade e tinha que crescer. É uma pessoa que merece todas homenagens. A gente se falava praticamente todos os dias”, disse.

Fran-Sérgio explicou que Laíla dava muito conselhos e atuava como mestre no barracão.

“Foi um grande professor e mestre. Mesmo com pulso forte, ele acrescentou muito. Fez mais de 60 anos de carnaval. Tem muita história. Os ensinamentos que deu para todos. O Laíla tem a assinatura dele na dedicação e compromisso. Ele ressaltava todas comunidades. Sempre foi um bandeira dele. O carnaval para ele tinha essa tarefa de ressaltar os mais pobres, como ele, que começou no Salgueiro”.