Compositores: Arlindinho Cruz, Mateus Pranto, Braguinha, Rafael Tinguinha, Lucas Donato, Naldo do Lins, Pezão, Carlinhos Bocão, Marquinhos Mola, Hélcio Colored, Genésio, Antônio da Conceição e Samuel Gasman
Intérpretes: Rafael Tinguinha e Lucas Donato
Nêgo menino, “lá no morro”, iluminado
O seu destino foi um anjo quem guiou
Descendo a ladeira, Carlinhos
Por tantos caminhos, a sua estrela brilhou!
Com reco-reco na mão, o dom de improvisar
A vida o ensinou a se reinventar
Talento como o dele ninguém viu igual
Um bamba partideiro original
No quintal de folhas secas, tocou surdo de primeira…
Caiu no samba lá no Morro de Mangueira!
Onde parecia um céu no chão
De verde e rosa, tingiu seu coração
Um dia o artista se torna palhaço
Nos palcos, pela arte é consagrado
Dos mestres, as lições ele guardou
Com sua graça o povo cativou
Mas quis o destino levar seu sorriso
Deixando o infinito mais bonito
Mussum…
Um trapalhão que inspira tanta gente
Chama que jamais se apagará
É luz que há de brilhar “pra sempris”!
Desce mais um mé que a Lins vem festejar…
E a batucada rola até o Sol raiar!
Valeu, Mussum, valeu! É grande a saudade
Do filho que orgulha a comunidade!
O último encontro da comunidade do Largo da Batalha será especial. O Acadêmicos do Sossego promoverá o seu último ensaio de rua do ano e realizará a coroação do Rei de Bateria, Juarez Souza, neste domingo, 19 de dezembro, às 17h, na Amaral Peixoto, Centro de Niterói. O cearense estará à frente da bateria Swing da batalha no carnaval de 2022, junto à Rainha Malu Torres. Comandada pelo Mestre Laion, será o primeiro ano que a Swing da Batalha terá um Rei de bateria à frente dos ritmistas. Com essa inovação, a Azul e Branca de Niterói também optou por ousar na coroação, a céu aberto em pleno ensaio de rua.
Foto: Diego Mendes/Divulgação
“A ideia dessa coroação veio do Presidente Hugo e eu adorei. Gosto de inovar e ser coroado no meio de toda a comunidade e do público não tem preço. Tenho certeza de que será um momento especial e que ficará marcado no carnaval”, contou o rei.
Em 2022 a Sossego levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Visões Xamânicas”, do carnavalesco André Rodrigues. A agremiação encerra os desfiles da Série Ouro, na sexta-feira de carnaval.
A Mangueira é uma escola que capricha quando homenageia grandes figuras do samba e da cultura brasileira. Campeã recente com o enredo sobre Maria Bethânia, em 2016, a Verde e Rosa tem um largo histórico de grandes honrarias prestadas, como a Chico Buarque em 1998, a Carlos Drummond de Andrade em 1987, Dorival Caymmi, em 1986, e em 1984 com o super campeonato de inauguração do Sambódromo da Marquês de Sapucaí homenageando Braguinha. Dá até para lembrar de 2011, quando Nelson Cavaquinho rendeu um terceiro lugar para a escola que apesar das dificuldades financeiras fez um carnaval emocionante.
Foto: Leandro Ribeiro/Divulgação TV Globo
Desta vez, a responsabilidade é grande. São simplesmente três dos maiores ícones, não só da Mangueira, mas do carnaval e da cultura brasileira. Cartola, o fundador da escola, poeta que escolheu as cores do pavilhão, cujo centenário foi em 2008. Jamelão, uma das maiores vozes de samba de todos os tempos, voz potente como dos Reis, Reis pretos, e mestre Delegado, que defendeu o pavilhão verde e rosa por décadas, se transformando em exemplo para todas gerações de mestre-sala por sua garra e excelência em suas notas máximas.
A Mangueira, neste enredo, que será produzido pelo carnavalesco Leandro Vieira, escolheu nesta homenagem a estes três ícones, retratá-los também lembrando que eram de carne e osso, criados no morro, e trazendo seus nomes de batismo: Angenor, José e Laurindo, que depois se tornaram Cartola, Jamelão e Delegado. Este detalhe que dá o nome ao enredo serve também para lembrar que do Morro de Mangueira nasceram e nascem todos os dias diversos talentos. Como diz na sinopse “Engana-se quem pensa que os habitantes do Morro de Mangueira morrem sem ter o que deixar como herança, assim como estão enganados aqueles que pensam que, os que lá nascem, estão desprovidos de bens. […] Lá, nascem ricos daquilo que o dinheiro não compra, e nós, quando privados da arte que brota a granel nos corpos da favela, ficamos mais pobres”.
O samba para o enredo “Angenor, José e Laurindo” é de autoria de Moacyr Luz, Pedro Terra, Bruno Souza e Leandro Almeida. A escola será a segunda a desfilar no domingo de carnaval buscando seu 21º título. O compositor Bruno Souza conta que a ideia principal do samba era retratar as três grandes referências da Mangueira como também gente simples do Morro, dessa forma homenageando também a localidade em que está inserida a Estação Primeira.
“A ideia central é retratar os homenageados do enredo como representantes do povo que habita o morro da Mangueira. Para isso nós começamos nosso samba apresentando a Mangueira como um lugar onde a poesia é constante, um território do povo preto que lutou e luta pela sua liberdade. A partir da Escola de Samba mostramos a sua formação para gente humilde e trabalhadora do dia a dia, que, no entanto, são reis na arte do carnaval”, explica Bruno.
O site CARNAVALESCO dá continuidade à série de reportagens “Samba Didático” pedindo ao compositor Bruno Souza para esclarecer um pouco mais dos significados e das representações por trás de alguns versos e expressões presentes no samba da Estação Primeira de Mangueira para o carnaval de 2022:
“MANGUEIRA… TEU CENÁRIO É POESIA/LIBERDADE E AUTONOMIA/QUE O NEGRO CONQUISTOU (ÔÔÔ)”
“Apresentação da Comunidade da Mangueira como um território de beleza poética e também de luta e resistência negra”.
“A SABEDORIA SE CHAMA ANGENOR”
“Seguimos invocando Cartola como o precursor do legado deixado pelos ancestrais mangueirenses, o reverenciando como o sábio maior, fundador da Estação Primeira. Trata-se de uma reverência a Cartola, responsável pelo legado da dinastia mangueirense e pela criatividade poética da escola”.
“LUSTRANDO SAPATO, VENDENDO JORNAL/CHAPÉU DE PEDREIRO NO MESMO QUINTAL/TRÊS ILUMINADOS REIS DO CARNAVAL”
“É o retrato da desvalorização dos artistas negros das favelas, que embora reinantes na cultura e na arte desse país, recorreram ao trabalho informal e de baixo prestígio social como forma de subsistência”.
“AS ROSAS NÃO FALAM, MAS SÃO DE MANGUEIRA/EU VI SEU LAURINDO BEIJANDO A BANDEIRA/JOSÉ CLEMENTINO NA FLOR DA IDADE/O SOL COLORINDO A MINHA SAUDADE”
“Chegamos ao refrão do meio trazendo o perfume das rosas de Cartola para exalar a nostalgia de Seu Laurindo beijando a bandeira e de José Bispo Clementino com sua voz inconfundível, seja na juventude nas gafieiras ou até os seus últimos dias no samba enredo. É através do perfume das rosas de Cartola que exalamos a nostalgia e a saudade dos tempos em que Delegado defendia nossa bandeira, assim como dos áureos momentos de Jamelão. Seja na sua juventude, nas gafieiras, ou em sua melhor idade, com sua voz potente interpretando a verde e rosa na avenida”.
“QUEM TRAZ A COR DESSA NAÇÃO/SABE QUE O MORRO É UM PAÍS”
“Seguimos com o que nos une e nos faz ser um só corpo poético, dançante e vibrante. O verde e rosa que nos arrepia, o respeito por nossos ancestrais e o reconhecimento da potência da favela, que resume perfeitamente o cenário do nosso Brasil. É a afirmação da comunidade mangueirense enquanto a síntese do Brasil. De uma comunidade formada em sua maioria por trabalhadores (as) negros (as) dotados de talento, poesia e arte em sua essência e que representam não só o espírito mangueirense, mas também do que é a população brasileira”.
“A VOZ DO MEU TERREIRO IMORTALIZA O SAMBA”
“A definição de terreiro remete aos tempos em que as quadras de escolas de samba assim eram denominadas, por se tratarem, em sua maioria, de espaços em que o chão era de terra batida. Vem do terreiro da Mangueira a voz inconfundível de Jamelão, rompendo as barreiras do mundo do samba”.
“E QUEM GUARDOU COM AMOR O NOSSO PAVILHÃO/TEM AOS SEUS PÉS A NOSSA GRATIDÃO”
“Encerramos o samba reverenciando e agradecendo àquele que por longos anos defendeu a nossa bandeira e que com a poesia de seus pés e de seu bailado recebeu todas as notas 10 possíveis”.
“SÓ SEI QUE MANGUEIRA/É UM CÉU ESTRELADO”
“No refrão principal clamamos para que nossos imortais sejam por nós e reconhecemos que em Mangueira há uma constelação de bambas ilustres, que pelo que construíram no passado legaram o amor que hoje batemos no peito para afirmar. Se em Mangueira foi constituído um solo de poesia, hoje em seu céu habitam os homenageados ao lado de tantos mangueirenses que fizeram da verde e rosa a escola mais querida do planeta, formando uma ilustre e saudosa constelação”.
“VALEI-ME CARTOLA, JAMELÃO E DELEGADO”
“Durante todo o samba os homenageados são retratados pelos seus nomes de batismo e pelos seus feitos, sendo guardado para o refrão a exaltação dos nomes que lhes eternizaram através de uma invocação para que continuem a iluminar a Estação Primeira de Mangueira”.
A Lins Imperial faz neste domingo, 19 de dezembro, a partir das 16 horas, seu Pré-Réveillon, no último ensaio do ano recebendo a co-irmã Império Serrano. O evento acontece na quadra da agremiação situada à rua Lins de Vasconcelos, 623 – Lins, a partir das 16 horas. A entrada é franca.
Na abertura da festa, quem aquece o público é a escola de samba mirim Infantes do Lins. Depois, a anfitriã Lins Imperial faz seu show verde e rosa. A programação segue com a participação de passistas, baianas, casais de mestre-sala e porta-bandeira e os intérpretes oficiais Lucas Donato e Rafael Tinguinha cantando o samba-enredo do carnaval 2022, “Mussum Pra Sempris”.
Para dar o clima de réveillon ao ensaio, a direção da agremiação pede para os componentes vestirem a cor branca. “A ideia é fazer algo especial neste último ensaio do ano, com contagem regressiva, queima de fogos e todos vestidos de branco”, informa o presidente Flávio Mello, que quer aproveitar o evento para criar um clima de confraternização homenageando os parceiros que ajudaram a escola ao longo de 2021.
Encerrando a noite, a convidada Império Serrano promete sacudir o Lins com seu show completo. A verde e branca da Serrinha, uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro, dona de 9 títulos no Grupo Especial e 4 vezes campeã do Grupo de Acesso, cantará seus sambas-enredos antológicos encerrando os ensaios de 2021.
Serviço:
Pré-Reveillon da Lins Imperial
Dia – Domingo, 19 de dezembro de 2021
Horário – 16h
Ingressos – Entrada Franca
Endereço – Rua Lins de Vasconcelos 623 – Lins de Vasconcelos
Classificação Livre
Foi com clima de festas de final de ano que a Escola de Samba Acadêmicos do Tucuruvi, do grupo especial do carnaval paulistano, encerrou seus ensaios do ano de 2021. A agremiação da Cantareira abriu as portas da sua quadra para celebrar com a comunidade e fechar com chave de ouro os treinos realizados para o carnaval de 2022.
Foto: JoBelli / Renaqto Cipriano – Divulgação
Para abrilhantar ainda mais a festa, as passistas Plus Sizes que integram o Grupo PlusZaca, coordenadas por Welton Honório, entraram no clima do ensaio e todas estavam com look vermelho natalino, gorros vermelhos, remetendo a mamãe noel, no clima do ensaio festivo, onde com muita graciosidade posaram aos fotógrafos e em seguida deram um show de simpatia e samba no pé.
Em 2022 será o quarto ano que a ala especial desfilará pela agremiação da Zona Norte Paulistana, a qual foi a primeira escola a montar uma ala inteira contendo 40 meninas, sendo todas passistas Plus Size.
Outro grande destaque ficou para as Musas que integram o Grupo Show Tucuruvi. Estas optaram por looks na cor branca, exibindo muita elegância e sensualidade.
O ensaio também contou com a presença da comunidade e segmentos que juntos estarão em busca de mostrar a força da Cantareira, após o vice-campeonato do Grupo de acesso no carnaval de 2020.
Para o carnaval de 2022, a agremiação que é presidida pelo Sr Jamil, terá a missão de abrir os desfiles da sexta-feira de carnaval, sendo a primeira noite do Grupo Especial Paulistano, onde o Acadêmicos do Tucuruvi levará para o Sambódromo do Anhembi o enredo “Carnavais…De lá pra cá o que mudou? Daqui pra lá o que será?”, o qual está sendo desenvolvido pela dupla de carnavalescos Dione Leite e Fernando Dias, e irão falar sobre o carnaval do passado, o que está acontecendo com o carnaval atual e o que eles querem para o futuro do carnaval.
A chuva forte que cai na cidade do Rio de Janeiro na tarde desta sexta-feira, 1está colocando em risco 20 anos de história do Museu do Samba, localizado no bairro de Mangueira, Zona Norte do Rio. Com salas inundadas e o telhado com ameaça de desabamento, o acervo de 45 mil itens da história do samba e do carnaval correm perigo. Confira as imagens da chuva caindo dentro do Museu do Samba.
Foto: Divulgação
Na coleção do museu há peças que pertenceram a personalidades como Cartola, Zé Kéti, Nelson Sargento, Candeia, entre outros, um acervo audiovisual com 160 depoimentos de grandes sambistas (Monarco, Neguinho da Beija-Flor, Tia Surica, Haroldo Costa, Delegado , Dodô da Portela, por exemplo). Duas exposições estão atualmente em cartaz, além de atividades e workshops culturais, e as instalações do Pré-Vestibular Social Tia Zica.
Uma reforma do telhado iniciada pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) há dois anos e hoje paralisada tem causado a maioria dos problemas, segundo Nilcemar Nogueira, neta de Cartola e fundadora do Museu do Samba. Na chuva do fim de semana passado, um muro desabou. Com a água caindo diretamente sobre as instalações elétricas, existe ainda risco de incêndio.
“É impressionante como tudo com o samba é na base da resistênia. O Museu do Samba existe graças a mobilização dos sambistas para criar esse espaço, que tem um acervo ímpar e que está vivendo agora este momento alarmante, colocando em risco 20 anos de trabalho”, desabafa Nilcemar.
“Como este prédio é federal, não podemos sequer realizar obras emergenciais; o Iphan precisa se posicionar, porque está tudo paralisado e este patrimônio todo ameaçado”, alerta Nilcemar Nogueira.
A Cidade do Samba recebe nesta sexta-feira, dia 17 de dezembro mais uma etapa do concurso que vai eleger a Corte Real do Carnaval 2022. A partir das 18h, a Comissão Julgadora vai selecionar os quatro finalistas a Rei Momo. A grande final acontece no dia 07 de janeiro.
Essa é mais uma etapa do processo de planejamento da cidade para o carnaval, desde que o cenário epidemiológico da pandemia da Covid-19 e as determinações dos órgãos competentes no combate à doença sejam favoráveis à realização da festa.
Ao todo, a Prefeitura do Rio, por meio da Riotur, recebeu 15 candidaturas para o posto de Rei Momo 1º e Único do Carnaval carioca. O segundo colocado será o vice-Rei na etapa final da disputa.
A semifinal feminina escolheu na última sexta-feira, dia 10 de dezembro, as seis finalistas ao posto de Rainha e Princesas do Carnaval 2022. Para a grande final, seguem na competição Luara Neto Lino, Thaiana Rodrigues Pinheiro, Deisiane Conceição de Jesus, Elaine Menezes Ribeiro, Juliana Santos de Campos e Cíntia Barboza Amaro Batista. Além do posto de Rainha do Carnaval 2022, as segunda e terceira colocadas serão eleitas princesas na etapa final.
As inscrições foram encerradas no dia 30 de novembro. As etapas de seleção são abertas ao público e têm entrada gratuita. A final está prevista para acontecer no dia 07 de janeiro, com a coroação dos selecionados após voto dos jurados e do público. A votação abre nesta sábado, 18, no site do G1.
A noite de quinta-feira foi de muito samba e homenagens no último ensaio de canto da Beija-Flor este ano. Aliás, o ensaio foi bem diferente. A escola até treinou seu samba para 2022, mas o clima era de confraternização e a festa aumentava quando as outras 12 escolas do Grupo Especial cantavam seu samba para o ano que vem e, em alguns momentos, algumas obras de outros anos.
A grande homenagem foi para os compositores vencedores do Grupo Especial que receberam um troféu simbólico, o Troféu J. Velloso. A ideia do título do prêmio é para honrar a memória do ex-presidente da ala de compositores da Beija-flor, Jorge Velloso que faleceu no ano passado. Com os sambas-enredo assinados por Jorge Velloso a Beija-Flor foi campeã do Grupo Especial em 2007, 2008 e 2015. A intenção foi condecorar no mês do samba todos aqueles que produzem as obras que passam e passaram na Avenida e ficam eternizadas na memória do mundo do samba.
Dudu Azevedo, diretor de carnaval da Azul e Branca de Nilópolis, explicou que a ideia da festa partiu do presidente Almir Reis.
“É o nosso presidente Almir que toda hora conversa com a gente, toda hora quer chamar o mundo do samba para todo mundo caminhar junto. E é o mês do samba. E também é uma homenagem ao Jorge Velloso, ex-presidente da ala de compositores e é uma pessoa que foi muito querida na escola, campeão várias vezes, o samba dele já deu título para a escola, por isso essa homenagem”, explicou o diretor de carnaval.
O presidente Almir Reis à reportagem do CARNAVALESCO fez questão de valorizar a importância dos compositores para a essência das escolas de samba.
“Esse evento é uma ideia nossa, aqui não existe minha, existe nossa, o crédito é de todos. Não podemos passar essas obras de arte, esses sambas são lindos. Os sambistas tem que ser reconhecidos, essa é a verdade.Tem muita gente que não consegue enxergar isso, mas nós somos importantes para a cultura brasileira”, afirmou o presidente.
O compositor Fábio Borges da parceria vencedora da Viradouro 2022 vai ao encontro do pensamento do presidente da Beija-Flor e também valorizou a importância de quem faz os sambas-enredo.
“Esse evento é importantíssimo porque exalta a essência da escola de samba, que é o compositor. E, principalmente, o Jorge Velloso, um compositor de muito sucesso da Beija-Flor. E a Beija-Flor está de parabéns por esse evento e nós da parceria vencedora da Viradouro, nós nos sentimos muito honrados”, admite o compositor.
Já o compositor Diego Nicolau, da Mocidade, exaltou o legado do ex-presidente da ala de compositores da Beija-Flor, Jorge Velloso, para a categoria.
“Eu acho que é isso, o sentido é homenagear os compositores, uma coisa que quase não acontece. Nós compositores precisamos desse reconhecimento, e a Beija Flor hoje vai entregar o troféu com um nome muito especial, meu amigo, meu parceiro,grande Jorge Velloso, muito especial para mim e para todo compositor. A Beija-flor é uma escola muito querida por todos, então legal essa iniciativa dela e que possa reverberar para outras”, espera Nicolau.
Anfitrião da noite entre os compositores, Júlio Assis, vencedor pela Beija-Flor em 2022, também lembrou com carinho de Jorge Velloso que por muitas vezes também fez parte da parceria dele, inclusive do samba de 2022 produzido ainda em 2021 quando J. Velloso ainda estava vivo.
“É uma emoção muito grande para a gente porque é um troféu que vai levar o nome de um grande ídolo pra gente que é o J. Velloso, então é uma noite muito emocionante para gente em especial da parceria 01 que o Velloso também fazia parte e para todas as escolas, pois o Velloso era importante para todas as escolas de samba”, entende Júlio.
Um dos grandes momentos da noite foi quando a Imperatriz veio ao palco. Gabriel Mello, compositor solo, feito pouco comum nos dias de hoje, da obra da Verde e Branca de Ramos, ao agradecer pelo prêmio recebido, lembrou de dois grandes ícones, um da Beija-Flor e outro da Imperatriz que hoje já não estão mais entre nós.
“Eu gostaria de agradecer ao presidente Luiz Pacheco Drummond, que será eterno na Imperatriz, a presidente Cátia, ao presidente Almir da Beija-Flor de Nilópolis, ao Dudu Azevedo, a essa bateria linda,e dizer que nessa minha trajetória existe um nome que eu preciso reverenciar nesse instante, que foi o meu pai, o meu criador, o meu professor, Luis Fernando Ribeiro do Carmo, Laíla, esse prêmio é seu” definiu o compositor.
Após quatro etapas da pesquisa do site CARNAVALESCO com os leitores, apaixonados por carnaval, a Grande Rio foi a grande vencedora e declarada a melhor do Grupo Especial do Rio de Janeiro para 2022. A obra da escola de Duque de Caxias somou 39,58 pontos, seguida da Beija-Flor com 39,53 e da Mocidade com 39,38. O samba-enredo da tricolor caxiense é assinado pelos compositores Gustavo Clarão, Thiago Meiners, Arlindinho, Igor Leal, J.R. Fragga e Cláudio Mattos. Evandro Malandro é o intérprete. Nos próximos dias, a equipe do site fará a entrega da premiação. * OUÇA AQUI O SAMBA-ENREDO DA GRANDE RIO – Vice-campeã do Grupo Especial em 2020, a Grande Rio levará para Avenida no ano que vem o enredo “Fala, Majeté! Sete Chaves de Exú”, desenvolvido pelos carnavalescos Gabriel Haddas e Leonardo Bora.
Foto: Leandro Ribeiro/Divulgação TV Globo
“É uma sensação maravilhosa. Sou do candomblé. Tenho Exú como protetor. Tenho a Grande Rio como uma escola no meu coração, já fui campeão algumas vezes, e o enredo me emocionou. Estou emocionado e feliz com a repercussão do samba. Ver pessoas da escola cantando o samba com garra é muito gratificante”, disse o compositor Arlindinho, em entrevista ao site CARNAVALESCO, quando ganhou o samba-enredo para 2022.
Confira abaixo o resultado final da pesquisa do CARNAVALESCO da safra de sambas do Grupo Especial do Rio de Janeiro para 2022
COMPOSITORES: CARLINHOS BROWN, DIEGO NICOLAU, RICHARD VALENÇA, ORLANDO AMBROSIO, GIGI DA ESTIVA, NATTAN LOPES, JJ SANTOS E CABEÇA DO AJAX
OKÊ ARÔ OFÁ DA MIRA CERTEIRA
DONO DA MATA, OKÊ OKÊ, MUTALAMBÔ
SEU AJEUM JÁ PREPAREI NA QUINTA-FEIRA
NO FUNDAMENTO A BATIDA INCORPOROU
SAMBORÊ PEMBA FOLHA DE JUREMA
HÁ PROTEÇÃO DE OGBOJU ODÉ
PAI OXALÁ LHE DEU SEU DIADEMA
QUEM REGE MEU ORI, GOVERNA A MINHA FÉ
NOS IDILÊS, A ANCESTRALIDADE
O ALAKETU NO EGBÉ DA MOCIDADE
OXOSSI É CAÇADOR DE UMA FLECHA SÓ
HERDEIRO DE IEMANJÁ, IRMÃO DE OGUM (EXU)
AQUELE QUE NA COBRA DÁ UM NÓ
AQUELE APAIXONADO POR OXUM
IBUALAMA O MAR ATRAVESSOU
NO GANTOIS VIROU SÃO JORGE GUARDIÃO
UM RIO INTEIRO EM TEU NOME, MEU SENHOR
QUEM É DE OXOSSI É DE SÃO SEBASTIÃO
Ô JUREMÊ, Ô JUREMÁ
CABOCLO LÁ DA JUREMA É CACIQUE NESSE CONGÁ
Ô JUREMÊ, Ô JUREMÁ
MANDINGA DE TIA CHICA
FEZ A CAIXA GUERREAR
INVERTEU MEU TAMBOR,
DE DUDU E DE COÉ, FOI QUIRINO, FOI MIQUIMBA
DE JORJÃO, O AGUERÉ
FEZ DO AGUIDAVI, BAQUETA DA NOSSA GENTE
PRA EVOCAR NESSE TERREIRO TODA ALMA INDEPENDENTE
ARERÊ ARERÊ KOMORODE
KOMORODE AROLE KOMORODE
ARERÊ ARERÊ KOMORODE
TODO OGÃ DA MOCIDADE É CRIA DE MESTRE ANDRÉ