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Império da Tijuca faz ensaio de bateria no setor 11 e mestre Jordan projeta: ‘Coisas boas vem aí’

A menos de duas semanas para o início dos desfiles da Série Ouro, a Império da Tijuca pisou no solo sagrado para um ensaio de bateria. A escola esteve no setor 11 do Sambódromo na noite da última sexta-feira para lapidar os últimos detalhes do que irá levar à Avenida no dia 21 de abril. Comandante da Sinfonia Imperial, mestre Jordan falou sobre o treino na Marquês de Sapucaí e comentou a expectativa da escola para o Carnaval de 2022.

“A expectativa é muito grande, são dois anos parado, mas conseguimos juntar uma boa bateria e temos uma estrutura muito boa. A direção também é a mesma, então vamos fazer um excelente Carnaval. Vamos trabalhar para conseguir os 40 pontos e o acesso ao Grupo Especial. Sempre dá para melhorar a bateria, mexer em alguma coisa, mas já está tudo 99% pronto para levar a nota 10. São só alguns detalhes que a gente vai lapidar, consertar uma coisa aqui, outra ali”, comentou mestre Jordan, antes de emendar:

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“O ensaio no palco sagrado é muito melhor do que ensaiar na quadra, na rua. Aqui a gente sente a energia do desfile, em frente a cabine de jurados, e dá para treinar já o que temos que fazer. Sou suspeito para falar, mas o barracão, as fantasias e o clima do pessoal é muito bom. Há muito tempo que eu não vejo um ambiente bom desse, de união. Não sei se é tempo longe, mas a escola está em uma vibe muito boa. A Império da Tijuca está muito bonita, vocês podem aguardar coisas boas vindo aí”, complementou.

Em 2022, a Império da Tijuca levará o enredo ‘Samba de Quilombo’ para os desfiles. Nesta sexta, além da bateria, a escola também fez um treino de comissão de frente, casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e alas coreografadas. Com 210 ritmistas e três bossas, a Sinfonia Imperial promete grande trabalho no Sambódromo e mestre Jordan revelou que a bossa do jongo, que é acoplada na da cabeça do samba, terá grande impacto. Comandante do carro de som, Daniel Silva também falou com o site CARNAVALESCO.

“Essa volta à Sapucaí está sendo uma uma experiência diferente, é como se fosse a primeira vez depois dessa pandemia que o mundo passou, mas foi muito gratificante. Nos ensaios técnicos deu pra ver a alegria das pessoas, o olhar de ‘estamos no nosso lugar’, a sensação de ‘podemos estar aqui de novo’. Tenho certeza que vai ser um Carnaval memorável, não só da Império da Tijuca, mas de todas as escolas. Todos os ensaios técnicos, de todas as agremiações foram maravilhosos, a energia foi muito intensa. Para nós sambistas, isso é maravilhoso. Estamos parecendo crianças nessa volta”, disse Daniel Silva, que finalizou:

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“Esse ensaio aqui é para ajustar os pontinhos que ainda faltam. Treinar em um campo diferente é uma coisa, mas em casa, no campo de jogo, é muito melhor. Nossa expectativa é sempre brigar em cima, sempre. Viemos para cá pensando no topo. Sabemos que é aqui dentro que se ganha, mas tenho plena convicção que vamos chegar aqui no dia 21 e fazer um desfile maravilhoso. Está todo mundo com vontade de vencer. Já é de praxe enredo afro, com ancestralidade de orixá, e esse tema levantou a moral da comunidade. Então pode ter certeza que vamos fazer uma grande apresentação aqui”, encerrou o intérprete.

Entrevistão com Dudu Azevedo: ‘Cobrança é enorme. A Beija-Flor é a maior campeã da era Sambódromo’

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Emplacando a preparação de seu segundo desfile pela Beija-Flor, o diretor de carnaval Dudu Azevedo já teve o mérito de ajudar a escola a apagar a imagem ruim do carnaval de 2019, quando na comemoração dos seus 70 anos, terminou em décimo primeiro lugar. Com Dudu, a escola voltou às campeãs com o quarto lugar em 2020. O desejo agora é por mais. Pelo retorno ao lugar mais alto do pódio, a Beija-Flor já igualou seu maior jejum neste século, contando em anos e lembrando que em 2021 não houve carnaval, a taça já não vem desde 2018. O mesmo intervalo de tempo que aconteceu entre 2011 e 2015.

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Com passagens por União da Ilha, onde ainda ajuda, Salgueiro, Grande Rio entre outras, o diretor de carnaval recebeu a reportagem do site CARNAVALESCO falou sobre a cobrança por títulos dentro da Beija-Flor, relembrou seus maiores carnavais tanto assistindo quanto dirigindo, falou das comparações que surgem de seu trabalho com o de Laíla, sobre o julgamento do quesito harmonia e sobre as perdas de pessoas que a Deusa da Passarela vem sofrendo desde o início da pandemia em 2020.

Como sambista qual é o maior desfile que você viu? Por que?

Dudu Azevedo: “Que eu assisti, cara, eu vou voltar lá atrás, eu vi desfiles do Renato Lage, na Mocidade, na década de 90, eu era apaixonado. Aquele desfile que falava sobre as brincadeiras de criança, que vinha o rosto do menininho jogando ‘Atari’, o olho dele era as televisões, aquele desfile, para mim, é um desfile magnífico, inesquecível (Desfile de 1993). Eu, muito jovem, lembro do ‘Explode Coração’ do Salgueiro (1993), lembro da ‘Festa Profana’ da Ilha (1989), para mim são desfiles que eu guardo muito bem. O desfile da Estácio da ‘Paulicéia Desvairada’ (1992), foi também, assim, muito forte para mim”. O desfile da Beija-Flor 2007, ‘Áfricas’, e o da Vila Isabel do ‘Festa no Arraiá’ (2013), também são magníficos”.

Como diretor de carnaval qual o maior desfile que participou e por que?

Dudu Azevedo: “Como diretor de carnaval, eu guardo três desfiles na minha mente que eu participei do desfile e eu saí da Avenida muito em êxtase. Foi Salgueiro 2014, Salgueiro 2016 ‘Malandro Batuqueiro’, que para mim o final do ‘Malandro Batuqueiro’ é apoteótico, a arquibancada toda pulando e cantando. E, o 2020 da Beija-Flor para mim é muito emblemático, sabe? Uma escola que vinha do décimo primeiro lugar, meu primeiro ano na Beija-Flor, uma escola que tantas vezes eu fui para a Avenida para bater palma para o desfile da Beija-Flor, aquele rolo compressor que passavam na Avenida, e, eu saí da Avenida muito feliz com aquela comunidade, como cantou, como desfilou. Então, estes três desfiles, eu trago muito na minha memória”.

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Você questionou o julgamento do quesito harmonia em 2020. O que sugere para aperfeiçoar?

Dudu Azevedo: “O quesito harmonia, eu acho que tem que ficar totalmente ligado ao canto total da escola. Porque hoje o que a gente vê na maioria das justificativas, algo relacionado ao carro de som. Então, você julga 12, 13 pessoas profissionais, cantores profissionais, músicos profissionais, em detrimento a 3 mil pessoas que o diretor de harmonia fica o ano inteiro ensaiando. E, aí, de repente a escola canta para caramba, tem pessoas cantando no tom, em consonância perfeita, tudo certinho, mas aí um ‘plim’ do cavaco lá no carro de som perde ponto em harmonia. Eu acho que isso não está sendo justo. Eu deixaria a harmonia para o canta da escola, para você ver se a escola está realmente cantando, com ênfase, no tom, em consonância perfeita, não tem desigualdade de canto, um setor cantar mais do que outro, partes do samba são mais cantadas que outras partes, para mim eu julgaria a harmonia assim”.

Gostaria do carro de som ser um subitem do quesito harmonia? Como acontece no samba com letra e melodia?

Dudu Azevedo: “Eu acho que a gente tem que envolver o carro de som de alguma forma no julgamento. Não tenho certeza dessa minha opinião, acho que teria que ser testado para dar certo. Mas, eu envolveria o carro de som no quesito sim samba-enredo. Porque eu acho que um samba bom, mal cantado, ele não chega na sua nota 10. Um samba médio, bem cantado, ele até atinge a nota 10. E o samba bom, mal cantado, ele não atinge a nota 10. Então, eu acho que o samba-enredo tinha que ter um pouco do carro de som para ser julgado. Eu colocaria o carro de som para ser julgado no julgamento de execução do samba-enredo. ‘Mas, pô Dudu, você está certo disso?’. Não sei. É um teste que deveria ser feito para ver essa mudança. É um teste pra gente ver se a gente consegue julgar o samba-enredo bom, bem cantado pelo carro de som”.

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É pesado ter a comparação com o que o Laíla fez na escola?

Dudu Azevedo: “Eu sempre bati palma para os trabalhos do Laíla na Beija-Flor, sempre fui para a Avenida para ver a Beija-Flor passar. E tudo que eu queria era um dia desfilar com uma escola da mesma forma que a Beija-Flor desfilava. Agora, aqui dentro, eu cheguei em um momento em que a escola ficou em décimo primeiro (2019). Uma escola super campeã, e, de repente, não sei, tudo que ela fazia, algo poderia melhorar, algo, de repente, com a evolução do tempo, a gente poderia modificar, entendeu? Mudanças são válidas para as nossas vidas, para o nosso trabalho. Eu procurei conversar com os diretores, com a comunidade, e tirar deles o que eles achavam que era o melhor da escola. E, o que era melhor, se era um trabalho feito pelo Laíla, se era um trabalho feito em um ano sem o Laíla, eu não queria saber, eu queria saber se é o melhor para a nossa escola? Nós vamos trabalhar em cima desse melhor”.

Estar na Beija-Flor é ser cobrado pelo rolo compressor. Como administrar isso internamente e com a comunidade?

Dudu Azevedo: “A cobrança é enorme. A Beija-Flor é a maior campeã da era Sambódromo. Não consegue ficar dois anos sem títulos. Todo mundo cobra títulos. E, a gente está trabalhando para isso. Aquela comunidade é um rolo compressor, a gente brigou esse ano para ter um enredo que se comunicasse com a nossa comunidade e o enredo é totalmente ligado à história de cada um de nós ali, povo preto da Baixada, e, eu tenho certeza que o carimbo, a identidade da escola impressa no canto do Neguinho da Beija-Flor, no rodopiar da Selminha e do Claudinho, na força de uma comunidade que é um rolo compressor, na direção de todos nós feita pelo Almir (Reis), que está na escola há muito tempo, que é o nosso presidente, negro, é o conjunto de tarefas que a gente vai levar para a Avenida para levantar este caneco”.

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A Beija-Flor perdeu diversas pessoas, entre elas, o Leo Mídia e o Bakaninha. Como levantar a cabeça e como construir o trabalho sem eles?

Dudu Azevedo: “Rapaz, pelo lado emocional é bem difícil. Nós tivemos algumas perdas pelo Covid, como o ex-presidente Farid (Abrão David), tivemos o Velloso (Jorge Velloso), não por Covid, mas no período, um cara super campeão com samba-enredo, muito ligado a comunidade. Mas, agora nos últimos três meses, nós perdemos três valores do chão da casa. Três valores muito jovens com futuros mais do que promissores. Por mais que o Bakaninha já fosse uma realidade na nossa quadra, ele ainda esperava dar prosseguimento ao primeiro microfone da Beija-Flor porque o Neguinho falava que ele era o substituto. Então, emocionalmente, bateu muito na gente. Em termos de trabalho, é uma mola propulsora aí para gente. A gente vai cantar, encantar, seduzir o público com toda a paixão, com toda a garra, por eles. E, que eles lá de cima, estejam iluminando a gente. Tivemos o primeiro ensaio sem o Bakaninha, e a força da escola foi muito grande. Uma palavra bem usada pelo presidente Almir foi a palavra amor. É um povo que ama muito a sua escola. É uma família que se ama muito e a gente está, mesmo dolorido, a gente está com muita garra, porque o amor é mais forte do que tudo. E, a gente vai entrar na Avenida e vamos trazer esse caneco em homenagem a esse pessoal que a gente perdeu”.

Muita gente espera a Beija-Flor volumosa em 2022. É por aí?

Dudu Azevedo: ”Desde que eu cheguei aqui, é o que eu falei, o melhor da escola quando a gente conversa com os diretores, com a comunidade, todo mundo quer essa exuberância da Beija-Flor, essa riqueza, esse volume da Beija-Flor. E, a gente vem imprimindo isso. Muita conversa com o Louzada (Alexandre), o nosso carnavalesco. Podem esperar uma Beija-Flor com cara de Beija-Flor. Uma Beija-Flor volumosa, exuberante e riquíssima, com criatividade. Hoje, de repente, a gente já não compra mais alguns materiais valiosos, porém, esses mesmos materiais foram substituídos para ter a mesma plástica, ter o mesmo brilho, o mesmo olhar. Para você falar assim ‘caramba, está tudo muito rico’. Mas, isso é fruto da criatividade do Alexandre Louzada. É um enredo que fala conosco, esse povo preto da Baixada. Queria falar de si. E, o mundo, hoje, precisa disso. O racismo existe. Vivemos em um país racista em que a gente pede só a palavra respeito. A gente não quer ficar falando de intolerância, fazer nenhum ‘mimimi’ com nada. Respeita a história do negro. Mas, não é respeitar o negro na sua história como é contada não. A gente está contando a verdadeira história do negro. Dando valores, a estes seres humanos que fizeram história, nós, que somos negros, que trabalhamos na maior cultura popular do país, que é o carnaval, nós temos o nosso valor. Então, a Beija-Flor valoriza o trabalho do negro, o trabalho de pessoas importantes negras que ao longo da história ficaram apagadas por trás de uma cortina de fumaça. O povo preto da Baixada vai cantar e encantar a Sapucaí, pode ter certeza”.

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Você é um cara que pensa o carnaval fora dos desfiles. O que gostaria de ter durante o ano?

Dudu Azevedo: “Eu acho que carnaval tem que ser o ano todo. Eu já falei isso várias vezes, as pessoas que amam o carnaval falam dele o ano todo. Eu converso carnaval com o presidente Almir o ano inteiro. Tem outras pessoas também que eu converso carnaval. E, eu acho que cabe para gente o desfile principal lá em fevereiro, no calendário de carnaval, mas cabe a gente ter um outro desfile nesse um ano que antecede. O melhor da festa é esperar por ela. A cidade tem que respirar carnaval. Você vai para a Argentina, você desce no aeroporto e estão te vendendo tango. Você almoça ouvindo tango, você toma café vendo tango, o aeroporto está te vendendo tango, você vai ver o estádio do Boca Juniors e lá tem tango. A nossa cidade é de carnaval, a gente precisa entrar neste clima de carnaval o ano inteiro. Com eventos, com desfiles, com várias situações de manifestações culturais. Uma coisa é o desfile das escolas de samba. Isso é muito bem administrado, feito pela Liesa. Beleza! Legal! Agora, quais são as manifestações culturais do carnaval ao longo do ano? Nós precisamos entrar nesse mercado aí, porque isso é cultura. É acabar o carnaval e pegar as esculturas das seis primeiras escolas, a prefeitura de repente tem dois, três carros que a gente vai tirar as esculturas das escolas campeãs, algumas mais referências, vamos montar em cima daquele carro e vamos fazer três, quatro desfiles durante a semana na Marquês de Sapucaí. Desfiles pequenos, do setor 3 ao setor 7. Mas, para você fomentar as pessoas virem ao Rio de Janeiro e curtirem o carnaval. Isso tem que acontecer, com patrocínio privado de repente. A gente tem que pegar a Cidade do Samba e ter desfiles como foi a festa da Série Ouro. A gente tem que ter uma feijoada por mês na Cidade do Samba, aos domingos, que vai lotar. As quadras ficam lotadas quando acontece isso. Agora a gente está na pandemia, mas a pandemia, uma hora vai acabar. Ou, a gente vai conviver com alguns protocolos que dão permissão para a gente aglomerar. Mas, isso tem que ser pensado. Tem que ter exposição de fotos, exposição de artes de carnaval. Tem que pegar essa galera de barracão que faz fantasia, eles têm que trabalhar o ano inteiro. Carnaval é uma indústria que tem que funcionar o ano inteiro. Muita gente só pensa o carnaval em janeiro. Não dá para pensar uma escola só para poder desfilar e ser campeão e dar 10 pelo jurado. A manifestação cultural tem que estar o ano inteiro. Eu sonho com isso”.

Como será a ajuda do Dudu na Ilha?

Dudu Azevedo: “Eu tenho uma dívida de gratidão com a União da Ilha. Com o povo insulano. Minha contratação na Ilha foi depois de um ano muito difícil para mim. Eu faço agora 11 carnavais como diretor de carnaval. E o meu pior momento foi o desfile do Chacrinha na Grande Rio (2018). Quando eu tenho a dispensa na Grande Rio, a gente fica meio que sem saber para onde ir por todo o ocorrido. E, a Ilha abriu as portas para mim. Um dia após o resultado da quarta-feira de cinzas, o presidente da Ilha faz contato com a Beija-Flor, conversa com a presidência aqui e pede para conversar comigo, para que eu possa ajudar a Ilha no grupo de baixo. E, depois deles autorizarem, de eles permitirem que eu fosse, eu falei que ajudaria sim. Porque para mim, gratidão não se prescreve. Eu sou muito grato pela oportunidade que a Ilha me deu. Fiz um novo carnaval no ano seguinte, foi um belo carnaval, a União da Ilha foi cotada para vir nas campeãs e diante desse trabalho tenho certeza que muitas escolas viram. E, como a Beija-Flor acabou me chamando para eu estar aqui na maior das maiores do carnaval, na época do sambódromo, eu falei que ajudaria. E, hoje a gente tem no barracão da Ilha o Edu, o Cahê, o próprio presidente Ney, o seu Luiz Carlos chefe do barracão, eles tocam o carnaval da escola no dia a dia, e, eu sou muito ligado a Beija-Flor no dia a dia. Passo lá dia sim, dia não, no final do dia para bater um papo com eles, para ver como está o ritmo das coisas, mas a ideia é a gente colocar a Ilha na Avenida, mas o dia a dia está sendo muito tocado por eles. A gente só bate papo de carnaval para a Ilha vir com um grande carnaval e voltar ao lugar de onde ela nunca deveria ter saído”.

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Como tornar a evolução dos desfiles mais solta e com samba no pé?

Dudu Azevedo: “Eu acho que é um pouco no julgamento. Confio muito na forma como a gente está falando disso nas reuniões que tiveram agora para jurados. Teve reunião com diretor de carnaval, com carnavalesco, com os presidentes. Acredito muito em uma visão um pouco mais solta do carnaval. Porque quem engessa muito é o julgamento. Porque quando uma escola é campeã, tira nota 10, vira uma tendência você fazer o que aquela escola fez porque você também quer ser campeão. Só que eu acho que arte não tem tendência. Quando algo está sendo feito para uma tendência, eu acredito que deva ser quebrado esse julgamento para que fique livre a arte de qualquer um. Vou dar um exemplo aqui, quando uma bateria passa com um ritmo de uma forma na Avenida que ganha 10, muitas vezes mantendo suas características, isso virou uma tendência. Todo mundo caminha para aquilo ali. E, aí você acaba limitando a criatividade do seu mestre. Eu costumo falar para o meu mestre ‘pensa, faça o que quiser, só mostra no ensaio para gente, para a gente ver se está no contexto do desfile da escola, ou não é alguma coisa só para a bateria’. Porque a bossa, a paradinha, tem que estar no encanto do desfile ser bom, de ser para todo mundo. Fazer todo mundo vibrar. Quando isso acontece só para a bateria, não é tão bom. Quando começam a cobrar do mestre apenas resultado, apenas a nota 10, ele acaba virando tendência o que outro fez. As tendências precisam ser quebradas. Mas, isso acontece também com a plástica do carnaval, quando o carnavalesco faz algo. As alegorias humanas, em algum momento foram copiadas por alguns carnavalescos, porque virou uma tendência quando o Paulo Barros começou a fazer isso. Então, eu acho que as tendências têm que ter um tempo, senão, tem que ser quebradas porque o julgamento não pode deixar a tendência para sempre. Arte é livre, arte é criatividade”.

Em seu segundo ensaio técnico, Vai-Vai apresenta grande melhora no canto

O Vai-Vai realizou o seu segundo ensaio técnico na noite da última sexta-feira visando o seu desfile no próximo dia 23 de abril. O treino foi marcado pela melhora em relação ao primeiro ensaio, além da garra da escola do Bixiga na passarela do Anhembi. Com certeza, isso impacta diretamente na harmonia da escola. O canto sobressaiu bastante e foi o quesito destaque. Inevitavelmente, a pista molhada, atrapalhou o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Reginaldo Pereira (Pingo) e Ana Paula Penteado (Paulinha). A dupla optou por fazer uma dança de segurança. Outra grande citação vai para o público, que mesmo com a forte chuva que caiu antes do ensaio da agremiação, não abandonou as arquibancadas e esperou para ver a escola do Bixiga passar e fazer a festa junto com a comunidade.

“Nosso povo cantando, nosso povo evoluindo. É lógico, é um ensaio preparativo para o desfile. Temos sim sempre coisinhas para corrigir. A perfeição não sei nem se irá acontecer no dia do desfile. É um carnaval difícil. A gente acredita em fazer um trabalho para voltar para os desfiles das campeãs, esse é o nosso objetivo. Aqui é para a gente parar, corrigir, olhar, filmar e gravar. A comunidade do Vai-Vai é a maior. Não tem chuva, não tem sol, ela vem pra guerra, vem pra luta. Com dinheiro ou sem dinheiro. Nós vamos fazer um carnaval com o regulamento debaixo do braço em busca de dar uma resposta para quem viu o ensaio da outra vez e o de hoje da nossa comunidade. Essa semana tivemos mudança no critério de julgamento. As alas de ação justificadas não existem mais. É um trabalho que se refaz, é um novo pensamento, é um novo andamento. Essas ações justificadas eram alas que você não teria que apresentar o figurino, você não seria julgado em evolução, em harmonia e em enredo. Agora, elas não existem mais”, explicou Buiú, diretor de harmonia.

Harmonia

Como dito anteriormente, foi o quesito destaque da escola. Nitidamente, os componentes estavam naquela gana de entrar na avenida. Quem conhece muito bem o carnaval paulistano e os componentes do Vai-Vai, sabe do que se trata esse sentimento.

Claro que de fato ainda não é aquele chão do Vai-Vai de anos anteriores, onde a Saracura estava no auge, mas pelo visto, está dando indícios de que o objetivo é recuperar tudo o que foi feito lá atrás. Para efeito de comparação, as baianas cantavam o samba com muita garra.

Dentro de todo o canto da escola, vale destacar o segundo setor. O hino se fez muito presente nas alas.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Um dos melhores casais do carnaval paulistano, Reginaldo Pereira (Pingo) e Ana Paula Penteado (Paulinha), foram extremamente prejudicados pela pista molhada. Por isso, a dupla optou por fazer uma dança mais segura, com o objetivo de se resguardar e evitar qualquer tipo de contratempo, pois a dança de mestre-sala e porta bandeira em uma pista escorregadia, é um perigo. Apesar disso, dentro do que se pode, a dupla mostrou elegância. Não tiraram o sorriso do rosto e apresentaram o pavilhão com garra, para o grande público que estava na arquibancada vendo a escola do Bixiga.

 

Nas vestimentas, Paulinha estava com um vestido estampado, adereço de cabeça laranja e correntes no rosto. O mestre-sala, Pingo, estava todo de preto, além de vestir uma camisa por baixo combinando com o vestido da porta-bandeira.

Samba-enredo

Tido por muitos como o melhor samba-enredo do carnaval paulistano, o hino do Vai-Vai realmente pegou. A resposta disso também veio das arquibancadas. Além de ter uma letra que é de fácil leitura do enredo, também mostra o que é o Vai-Vai, pois exalta a negritude, a cultura de rua e a sua representatividade dentro do carnaval paulistano. Além disso, homenageia grandes ícones da escola.

Na arrancada, a introdução do samba começou com os últimos versos e já partiu para o refrão principal. Vale ressaltar novamente a consolidação do intérprete Luiz Felipe e seu carro de som. O cantor, que é revelado na escola, vem evoluindo cada vez mais. Isso é fundamental para um crescimento. Outro ponto também é que a ala musical do Vai-Vai ganhou o reforço do experiente intérprete Fernandinho SP. Ele já vem ensaiando há um tempo com a agremiação e é um grande nome para engrandecer o carro de som da Saracura.

Além dos refrões, as partes mais cantadas, são os últimos versos: ‘É dona Olímpia, é seu Livinho, nosso Henricão, eterno caminho… Se o filme marcou, eu não estou sozinho… Vem Sankofa, de volta pro seu ninho’

Bateria

A bateria ‘Pegada de Macaco’, é conhecida por fazer uma forte marcação do samba e embalar o componente e as arquibancadas. Realmente, é isso o que acontece. Já é uma bateria renomada do carnaval paulistano, que hoje é regida por mestre Tadeu e mestre Beto. A batucada não executou tantas bossas e não tem variedades nessa questão, mas esse é o estilo da ‘Pegado de Macaco’.

A bossa de destaque se localiza no refrão principal, onde os surdos de primeira e segunda se sobressaem. Os outros naipes diminuem o volume e apenas os surdos sustentam o samba. É uma bossa que dá para medir bem os compassos, além de notar como a bateria volta na marcação do samba.

Evolução

Devido às alas coreografadas e o conjunto da escola, dá para avaliar que o Vai-Vai teve um desempenho satisfatório no quesito evolução. Porém, talvez não seja o melhor. A escola tem samba no pé, mas as alas comuns não se movimentam muito. Na maioria das vezes, andam somente em linha reta, pois componentes ficam juntos demais dentro da ala. É importante fazer isso para não deixar os buracos, mas lado a lado deve-se deixar o espaço para o componente evoluir de um lado para o outro, mais solto. Porém, essa é a estratégia da escola de se fazer o quesito.

Outra estratégia que a agremiação faz é colocar o casal depois da bateria, que diferente das outras escolas, virá no primeiro setor. Sendo assim, a dupla tem mais espaço e tranquilidade para evoluir. Esse fato é até mais importante para o departamento de harmonia. Vale destacar que a saída do recuo ocorreu sem problema.

Outros destaques

O Vai-Vai perdeu uma componente ícone da escola, Cleuzi Penteado (Tia Cleuzi). A histórica integrante da comunidade, tinha 84 anos e desfilou 79 anos de sua vida pela comunidade do Bixiga. Na concentração, o presidente Clarício Gonçalves, fez um discurso e pediu um rufo de bateria, dedicando todo o ensaio à Cleuzi Penteado.

A comissão de frente estava com uma vestimenta, onde partes dos corpos estavam pintados de tinta branca e homens estavam de saias dessa mesma cor. A dança foi compactada, além de ocupar a pista toda durante toda a apresentação.

Diferente do primeiro ensaio, as arquibancadas estavam cheias para ver o Vai-Vai passar. Muitos fogos e sinalizadores estiveram presentes. Algumas alas usavam bexigas e outros adereços de mãos, dando belo contrates visuais na pista.

Série Barracões SP: Rosas de Ouro aposta na cura, projeta alegorias ‘diferentes’ e homenagem comovente

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A Rosas de Ouro chega para o carnaval de 2022 com o enredo ‘Sanitatem’, uma palavra em latim que significa ‘cura’. A partir do tema tão atual, a roseira vai cantar rituais de cura e promete grandes surpresas em seu desfile desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Menezes. Campeão do carnaval carioca em 2017 pela Portela, o artista está apenas em seu segundo desafio em São Paulo. No último carnaval em 2020, esteve junto com Paulo Barros na Gaviões da Fiel que terminou na 11ª colocação.

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“Costumo dizer que não são diferenças. São características. São Paulo tem suas características, e o Rio de Janeiro tem as suas. Para a gente é bacana, pois é desafiador. Não posso trabalhar aqui em São Paulo pensando no carnaval do Rio de Janeiro”.

Escolha do enredo tem a ver com momento

A cura é algo comum na vida de todas as pessoas, seja para ela própria ou algum parente, amigo e até mesmo animais de estimação. Entretanto, de 2020 para cá, essa palavra ganhou grandes proporções e virou uma situação geral, ou seja, no mundo inteiro, todo mundo queria a cura, afinal a Covid-19 veio abalando qualquer pessoa. E uma saída de muita gente acaba sendo os rituais, de diferentes religiões, com isso a roseira vai trazer esse tema no Anhembi em 2022. Curiosamente, Paulo Menezes foi apresentado na Rosas de Ouro no dia 14 de março de 2020, e poucos dias depois surgiu a primeira quarentena em São Paulo.

“Fui apresentado em um dia e no dia seguinte começou a pandemia. Então aí teve o processo de isolamento. E durante o processo de isolamento, a palavra cura ficou muito presente no meu inconsciente, e tudo que queríamos era a cura para todo mundo. Que o mundo se curasse, aí surgiu a ideia de fazer um enredo sobre isso, mas não queria falar sobre a cura, aí comecei a pesquisar e cheguei nos rituais de cura. Abordamos os rituais de cura desde o início da humanidade, desde a pré-história quando o homem começa a se reconhecer como homem. Então o homem começa sentir o desejo de curar a si e o próximo, e a cura pode ser alma, do corpo, espírito, são vários tipos de cura”.

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O desafio de Paulo Menezes é transformar esses rituais de curas mais variados em um desfile de 60 minutos, como o mesmo relatou o desafio, e relata sobre o ‘novo normal’, termo tão usado durante pandemia: “Tem muita gente falando no ‘novo normal’, não acredito no novo normal. O normal é o normal, e o que a gente está tendo hoje é poder abraçar, beijar, fazer tudo que a gente fazia antes. Estamos voltando ao normal. Então entramos na avenida festejando, agradecendo, esse momento que estamos conseguindo superar. O mundo várias vezes passou por momentos assim e várias vezes deu a volta por cima. Então durante nosso desfile, a gente vai mostrar isso, que várias vezes o homem conseguiu superar as adversidades”.

Reflexão sobre coincidências na pesquisa

O enredo ‘Sanitatem’ trouxe um mar de opções para a roseira e o carnavalesco, ainda mais com coincidências encontradas: “Já fiz enredos que tinham enfoque voltados para a religião, religiosidade, neste pesquisando, o que eu senti foi que ninguém é isolado, sozinho, se você pega um ritual na África na pré-história, ela era muito parecida com o ritual de repente da Islândia. As coincidências são muitas, então isso leva você a refletir. São muitas coincidências para a gente ser sozinho, ser dono do universo. Para não ter nada além da gente. Essas coincidências me levaram a questionar isso. Somos areias no universo”.

Roseira está quase pronta, com boas expectativas e ansiedade da ‘estreia’

Durante a entrevista, Paulo Menezes relatou que perguntar sobre suas alegorias, é como perguntar para um pai ‘o que acha sobre seus filhos’, ou seja, gosta de todas as alegorias desenvolvidas. A Rosas de Ouro viu a Fábrica do Samba ser inaugurada completamente, mas só usará para o carnaval de 2023, e relatou esse motivo para não estar 100% pronta.

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“Estamos caminhando para a prontidão. Mas tem coisas que eu não posso usar, pois não estamos na Fábrica do Samba, o nosso barracão é metade coberta e metade descoberta. Tem coisas que se colocar agora, a chuva destrói. Coisas estão prontas e guardadas para serem aplicadas a partir do momento que a escola vai para a baía do Anhembi”.

Na Rosas desde 2020, o carnavalesco só vai estrear agora em abril de 2022 pela escola. Ele relatou que já era para estar indo desenvolver seu terceiro carnaval e ainda está ‘preso’ em um projeto iniciado lá atrás. E já mudou até o termo: “Não é nem uma estreia, é um renascimento”.

Desenvolver carnaval em meio a pandemia

O carnaval de São Paulo conta muito com o regulamento e muitas escolas jogam em cima dele, pois é o caminho para a vitória. Mas além do regulamento, é preciso ter trabalho para agradar o povo, no fundo, um julgador que não dá nota e nem troféu, mas é fator essencial para a existência do carnaval. Em tempos de pandemia e crise no mundo, Paulo Menezes relatou dificuldade nos preços para desenvolver o carnaval de 2022: “O que atrapalhou na parte plástica o dólar, os preços, pois o bloco de isopor que pagava 200 e poucos reais, agora é 500 reais. E o valor da subvenção não mudou, então você continua tendo que entregar um carnaval na mesma qualidade de 2020, mas só que com um preço muito maior. Daí você precisa criar o falso luxo. O luxo que as pessoas olham, acham que é luxo, mas no fundo não é. Então acaba sendo um exercício maior para você”.

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Fantasias voltando às raízes?

Em relação às fantasias, o carnavalesco da roseira deu spoiler: “Rosas vem bem colorido, vai ter muito azul, rosa, mas não é o azul e rosa, fantasias toda azul e rosa, a escola toda, tem pontos azul e rosa. Mas tem muita cor junto que vai caminhar junto com essas cores. São fantasias que a escola está bastante feliz, pois está voltando às características dela, de fantasias luxuosas, rebuscadas, cheias de detalhes. Então a escola está gostando disso. Tem fantasias bem diferentes, a ala das baianas é uma fantasia bem diferente do que usualmente é. É só esperar o dia”.

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Durante a conversa com o site CARNAVALESCO, Paulo Menezes contou que encontrou coincidências e vai trazer isso na avenida através das fantasias: “Em alguns momentos você, por exemplo, tem um setor que falamos de rituais através de magia, mitologia, elementos da natureza, não são rituais específicos, são vários rituais que se utilizam daquele instrumento para fazer o seu. Então essa troca, a gente sempre tem. De na realidade, coincidências e de instrumentos. Às vezes tem máscara, fogo, água, são usadas em vários rituais diferentes em épocas diferentes e de pessoas que nunca tiveram ligação nenhuma”.

Conheça o desfile:

Cheio de mistérios, a Rosas de Ouro promete muitas surpresas e novidades no carnaval paulistano, Paulo Menezes contou um pouco sobre: “A gente vai fazendo esse apanhado, quando você olhar a Rosas na avenida. Vai ter todo o processo de rituais de cura desde o início da humanidade, até os dias de hoje”.

A roseira realmente quer fazer um carnaval bem diferente e o carnavalesco carioca é uma aposta para isso: “O abre alas é uma entrada diferente de tudo que Rosas fez, as pessoas vão estar esperando uma abertura e vão receber outra”, e revelou: “Aprofundamos, entra na religiosidade, na fé, mas também entra na magia, no misticismo, então a cada alegoria a gente vai trazendo um toque”.

Setor 1
“O primeiro setor é o que entramos agradecendo, pedindo benção e proteção, para estar desfilando. Depois a gente mostra os inícios dos rituais desde a pré-história e vai passando pelos rituais das grandes civilizações”.

Setor 2
“Mostramos os rituais que falam de feitiçaria, de magia, mitologia, de elementos da natureza”, sem muitos detalhes, o carnavalesco disse: “O segundo carro é bem diferente do que São Paulo está acostumado também”.

Setor 3
“Os rituais da religiosidade, através da religião, de várias diferentes, não ficamos presos na umbanda, candomblé ou catolicismo. Fazemos um apanhado geral, como as religiões encaram o processo de cura da humanidade”, e disse em outro momento: “O terceiro carro tem uma pegada mais religiosa, mas é uma pegada bem diferente”.

Setor 4
Uma das grandes apostas na emoção é neste carro, onde a escola homenageará componentes que superaram doenças, inclusive um cachorro que virou o mascote do barracão. Neste setor promete ser apresentado: “Mostramos os rituais modernos. Contemporâneos, aí mostramos alquimia, a ciência, o cientista procurando a cura das doenças, que é o ritual moderno. E o último carro tem toque de humor, deboches, a gente sempre brinca com questões diferentes”.

Ficha técnica:
Alegorias: 4
Componentes: 1.800
Alas: 22
Diretor de barracão: Alexandre Vicente
Supervisão de fantasias e ateliê: Comissão de Carnaval

Governador do Rio visita quadra da Beija-Flor em noite histórica para a escola

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Em seu último ensaio de quadra rumo ao Carnaval de 2022, na quinta-feira, a Beija-Flor de Nilópolis recebeu em sua quadra a visita do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), em uma noite que entrará para a história da escola de samba. Para além do prestígio diante da maior autoridade fluminense, a azul e branca comemorou, em meio ao treino, o recebimento do título de patrimônio cultural imaterial do estado, concedido pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) no fim de março e sancionado por Cláudio Castro.

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Fotos: Eduardo Hollanda/Divulgação Beija-Flor

O reconhecimento foi uma conquista articulada por Almir Reis, presidente da Beija-Flor, junto ao vereador de Nilópolis Anderson Campos (Republicanos) e ao deputado estadual Charlles Batista (PSL), autor do projeto de lei de número 5627/2022, que trata da questão. Na justificativa, o parlamentar afirma que o título concedido à agremiação se justifica pela “relevante importância (da Beija-Flor) no cenário cultural do Rio de Janeiro, reconhecida nacional e internacionalmente”.

“A lei, na verdade, só oficializa e reconhece, com louvor e muito merecimento, a relevância dessa escola que tanto move os nilopolitanos e encanta todos que vão à Sapucaí ver os desfiles das agremiações”, disse Castro durante o evento, quando foi presenteado com uma camisa do enredo deste ano (“Empretecer o pensamento é ouvir a voz da Beija-Flor”).

No ensaio, Reis recepcionou Castro ao lado da diretoria e dos segmentos da Beija-Flor, abrindo espaço para que o chefe do Executivo estadual acompanhasse de camarote a apresentação dos componentes. O diretor de marketing da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), Gabriel David, também participou do evento e agradeceu publicamente pelo apoio dedicado pela atual administração ao Carnaval carioca.

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Aproveitando a ocasião, a Beija-Flor reservou um espaço de sua quadra para inaugurar uma enorme faixa em homenagem a três grandes nomes de sua história: Cabana (compositor e fundador da instituição); Joãosinho Trinta (carnavalesco) e Laíla (diretor de Carnaval). O trio está eternizado no tributo que contém os dizeres “O samba agradece” e ocupa todo o pé direito da quadra e pode ser visto de qualquer ponto do local.

“Esse era o mínimo que nós poderíamos fazer para essas pessoas, tão relevantes para a história da escola e do Carnaval. Estamos muito felizes e honrados por poder homenageá-las diante do governador Cláudio Castro, que tem reconhecido cada vez mais a importância das escolas de samba do Rio. Prova disso é a sanção do projeto de lei que nos declara patrimônio cultural imaterial do estado: uma luta minha e de toda nossa comunidade”,  comemorou Reis.

A Beija-Flor realiza no sábado, 9, a partir das 21h, seu último ensaio de rua para os desfiles na Sapucaí (a escola encerra os trabalhos da Sexta-feira de Carnaval, 22 de abril). O treino acontece na Estrada Mirandela, em Nilópolis. Neste domingo, 10, está prevista a realização do Circuito Beija-Flor de Nilópolis #PréCarnaval, na quadra, com as presenças de Portela, Salgueiro, Cacique de Ramos, Cordão do Bola Preta e da Banda de Ipanema, às 13h.

Unidos de Bangu, Porto da Pedra e Unidos de Padre Miguel ensaiam neste sábado na Sapucaí

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Tudo que é bom dura o tempo suficiente para todo mundo aproveitar!!! Foi assim nossa série de ensaios técnicos em 2022, na Sapucaí, que se encerra neste sábado, 09, com a participação da Unidos de Bangu, Unidos do Porto da Pedra e Unidos de Padre Miguel. Convoque seus amigos e familiares e venha curtir o último sábado de treinos das escolas da Série Ouro!

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Foto: Divulgação/Riotur

A entrada é gratuita, mas o local está sujeito a lotação. Após a passagem da última agremiação, o Grupo Deita e fará uma roda de samba na Praça do Samba, atrás do Setor 2.

Para participar do evento, será necessário comprovar a vacinação contra Covid-19, de acordo com o calendário da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro. A comprovação poderá ser feita através do certificado de vacinação digital – disponível no aplicativo ConecteSUS –, caderneta de vacinação ou comprovante de vacinação.

Confira a seguir a programação deste sábado.

19h – Unidos de Bangu (C)
20h – Unidos do Porto da Pedra (B)
21h – Unidos de Padre Miguel (C)

Julgadores retiraram 129 décimos da São Clemente nos últimos cinco anos; Harmonia mais prejudicada e bateria a menos punida

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A São Clemente está na maior sequência de sua história desfilando no Grupo Especial. Nesta recente trajetória, em muitos momentos o julgamento foi excessivamente rigoroso com a escola, que obteve colocações consideradas injustas pela maioria de sambistas. Na reportagem para a série ‘De olho nos quesitos’, o site CARNAVALESCO comprova com um levantamento das notas aplicadas à preta e amarela da Zona Sul o quanto o julgamento de bandeira pode ter prejudicado a São Clemente.

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Se somados cada décimo de punição desde 2016, chega-se ao número de 129, quase 13 pontos perdidos em cinco desfiles. O desfile de 2020 foi o mais despontuado neste período, um total de 30 décimos. Em 2016 a escola fechou a apuração com 268,4 pontos, o melhor desempenho do período estudado por nossa reportagem. O quesito bateria (oito décimos) é o melhor da escola nos últimos cinco anos e harmonia (21 décimos) é o pior.

Confira quesito a quesito o desempenho da São Clemente:

Alegorias e Adereços

Com um total de 1,6 ponto perdido, o ano de 2018 foi o pior em termos de desempenho em alegorias. A escola perdeu quatro décimos e fechou a apuração com 29,6 pontos. Nos demais anos do levantamento foram três décimos perdidos por ano, a média de perda da escola no quesito.

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Bateria

A Fiel Clementiana é o único segmento da São Clemente que conseguiu gabaritar a apuração mais de uma vez nos últimos anos. Isso faz com que bateria seja o quesito mais sólido da escola desde 2016. Em 2016 e 2018 os ritmistas de mestre Caliquinho obtiveram 30 pontos. O desempenho mais baixo foi em 2017, quando perdeu quatro décimos. Em 2019 e 2020 foram mis dois décimos perdidos em cada ano, totalizando oito nos últimos cinco anos.

Comissão de Frente

Um dos quesitos mais penalizados da São Clemente no levantamento feito por nossa reportagem. Foram dois pontos de punição ao longo de cinco anos, o que dá uma média de quatro décimos de penalidade por desfile. Em 2018 foram 29,4 pontos obtidos no quesito (seis décimos de punição). Em 2017 e 2020 mais meio ponto perdido apenas em comissão de frente. Em 2016 e 2019 que a perda foi um pouco menos (dois décimos em cada ano), totalizando impressionantes 20 décimos.

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Enredo

Nem a presença de Rosa Magalhães em dois dos cinco anos de levantamento fez a São Clemente ser poupada pelos jurados do quesito. Foram 11 décimos de punição a partir de 2016. O primeiro ano de Jorge Silveira foi o mais penalizado, três décimos. Em 2016, 2017, 2019 e 2020 as punições foram idênticas, com dois décimos em cada ano. Apesar do julgamento pesado e cruel, a escola é atual bicampeã no quesito pelo prêmio Estrela do Carnaval, com reconhecimento do trabalho feito por Jorge Silveira.

Evolução

Mais um quesito onde a São Clemente deixou mais de 10 décimos pelo caminho. A escola tradicionalmente encontra dificuldades em quesitos de chão e em evolução apenas em 2016 a escola conseguiu gabaritar. Em 2018 foram cinco décimos perdidos pela evolução clementiana. Em 2019, apesar do elogiado desfile, outros quatro décimos perdidos. Somadas às perdas de 2017 e 2020, chega-se a um total de 1,2 ponto perdido em evolução.

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Fantasias

Ao lado de evolução e bateria, o único quesito em cinco anos a conquistar os 30 pontos em uma apuração, no ano de 2016. Depois disso os figurinos clementianos não conseguiram conquistar o júri. Um décimo perdido em 2017, dois em 2018 e 2019 e cinco em 2020. Um total de um ponto de penalização, média de 0,2 por ano.

Harmonia

É o quesito que representa o maior desafio nos desfiles da São Clemente. Como já citado nesta reportagem, a agremiação encontra muitas dificuldades em seu desempenho na pista. Foram 21 décimos de desconto desde 2016, uma média superior a 0,4 ponto perdido por ano. Nos últimos três carnavais, a São Clemente foi penalizada com a perda de meio ponto a cada ano. Em 2017 mais quatro décimos e dois em 2016. Meio ponto perdido a mais em relação aos segundos piores quesitos da escola, samba-enredo e alegorias.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Com mudanças de casais nos últimos anos, São Clemente teve esta inconstância revertida nas notas. Apenas em 2016 a perda foi mínima, um décimo. Em 2017 foram dois, e m 2018, 2019 e 2020 quatro a cada ano, alcançando a incômodo marca de 1,5 ponto perdido nos últimos cinco anos, média de 0,3 por carnaval.

Samba-Enredo

Ao lado de alegorias, samba-enredo responde por 12,5% do total de penalizações da São Clemente desde 2016. Após o samba de 2015 (não considerado neste levantamento) a escola foi muito descontada no quesito, especialmente em 2016 quando levou seis décimos dos jurados. Os melhores desempenhos foram em 2018 e 2019, com dois décimos de perda. Em 2017 foram mais três.

Liesa inicia atendimento presencial para a venda de arquibancadas especiais e cadeiras individuais

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A Liesa inicia nesta sexta-feira, 08 de abril, a venda presencial de ingressos de Arquibancadas Especiais e Cadeiras Individuais para os desfiles das Escolas de Samba do Grupo Especial, no Sambódromo, na Rua Salvador de Sá atrás do Setor 11. Ainda existe a disponibilidade de ingressos em todos os setores para os desfiles de sexta-feira, 22 de Abril, Sábado, 23 de Abril e para os desfiles das Campeãs no Sábado, dia 30 de Abril, que poderão ser comprados a partir desta data, no estande Liesa, montado atrás do Setor 11, no Sambódromo – entrada pela Rua Salvador de Sá. O atendimento continuará na segunda até a quinta-feira, das 10 h às 16h, com pagamento à vista e somente em dinheiro.

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Pelo quarto ano consecutivo, a venda de ingressos de todos os setores das Arquibancadas Especiais, Turísticas (Setor 9) e Cadeiras Individuais do Setor 12 para o Desfile das Escolas de Samba do Grupo Especial – Rio Carnaval 2022 está sendo realizada com cartões de crédito através da Empresa “TOTAL ACESSO”, credenciada pela Liesa para realizar as vendas via Internet. O pagamento poderá ser feito em até 4 (quatro) vezes.

Esta venda se encerrará no domingo, dia 10.04.2022, às 23h59min, visto a necessidade de efetuar-se o preparo para que os compradores possam apanhar/retirar os ingressos adquiridos antecipadamente, a partir do dia 11/4, na Central LIESA de Atendimento e Vendas, Rua da Alfândega, 25, lojas, A, B e C, durante o horário comercial.

Tucuruvi começa transporte das alegorias para o Anhembi

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Faltando exatos 15 dias para o desfile das escolas de samba do Grupo Especial do carnaval paulistano, no início da madrugada de quinta-feira (07), a Acadêmicos do Tucuruvi, deu início ao transporte de seus carros alegóricos para o Sambódromo do Anhembi. O barracão da agremiação fica situado no bairro do Carandiru e nesta primeira noite de transporte, a agremiação optou por levar apenas duas de suas alegorias até o Sambódromo, que fica situado no bairro de Santana.

Tucuruvi começa transporte das alegorias para o Anhembi
Fotos: Divulgação/Tucuruvi

“Ainda teremos muitas viagens de nosso barracão até o sambódromo para transportar tudo o que temos entre alegorias e esculturas; e como as peças são grandes e literalmente lembra um quebra cabeça para montar tudo e deixar o projeto redondo para o dia do desfile, optamos em trazer com calma um pouco por noite e assim teremos tempo hábil de deixar tudo impecável para o grande dia do desfile”, declarou Rodrigo Delduque, diretor de carnaval.

O diretor ainda complementou: “Nosso carnaval já está com tudo pronto, estamos ansiosos aguardando pela data do desfile e poder junto com a nossa comunidade fazermos parte deste que está sendo considerado o Carnaval da Vida!”. A agremiação que é presidida pelo Sr Hussein Abdo Elselam, mais conhecido carinhosamente entre os sambistas como “Sr Jamil”, terá a missão de abrir os desfiles da sexta-feira, dia 22 de abril, sendo a primeira noite do Grupo Especial paulistano.

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A Acadêmicos do Tucuruvi levará para a passarela do samba o enredo “Carnavais… De lá pra cá o que mudou? Daqui pra lá o que será?”, o qual está sendo desenvolvido pela dupla de carnavalescos Dione Leite e Fernando Dias, e irão falar sobre o carnaval do passado, o que está acontecendo com o carnaval atual e o que eles querem para o futuro do carnaval.

As fantasias foram 100% distribuídas para os integrantes da comunidade e já estão esgotadas, porém até o dia do desfile a Tucuruvi ainda tem programado mais 4 datas de ensaios gerais em sua quadra para quem desejar prestigiar e sentir o clima que está sendo entre os sambistas da comunidade da Cantareira. Os ensaios ocorrerão hoje, quinta-feira (07), no sábado (09), na próxima quinta (14) e para encerrar com chave de ouro, o último ensaio será na rua, no domingo, 17 de abril.

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De olho nos quesitos: Salgueiro não perde décimos em bateria e casal desde 2016; samba-enredo tem o pior desempenho

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A série de reportagens ‘De olho nos quesitos’, que vem abordando o desempenho das escolas do Grupo Especial nos nove quesitos de julgamento da Liesa, traz o Salgueiro, a única agremiação que tem voltado nas campeãs desde 2008. O site CARNAVALESCO se debruçou sobre todas as notas aplicadas pelos jurados desde 2016 para traçar um raio-x dos melhores e piores quesitos das 12 agremiações do Grupo Especial.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

O quesito samba-enredo tem sido o maior problema do Salgueiro nos últimos anos. Inclusive no desfile de 2017 o quesito tirou a escola do título e a colocou no terceiro lugar. Em contrapartida, o casal Sidclei e Marcella, na escola desde 2014, gabaritou o quesito mestre-sala e porta-bandeira desde 2016. Desempenho idêntico à bateria Furiosa, que trocou de comando a partir de 2019 mas não perdeu a excelência.

Confira quesito a quesito o desempenho do Salgueiro:

Alegorias e Adereços

Apenas samba-enredo teve desempenho inferior a alegorias no Salgueiro nos últimos carnavais. Em 2016 a escola era apontada como grande favorita ao título antes do desfile, mas um apagão em duas alegorias fez a escola perder três décimos no julgamento. Em 2018 a escola perdeu mais um décimo e em 2019 mais dois décimos ficaram pelo caminho, totalizando seis décimos nos últimos cinco anos. Em 2020, o Salgueiro garantiu os 30 pontos em Alegorias e Adereços.

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Bateria

A Furiosa tem sido o mais sólido quesito da escola, se formos considerar os anos anteriores a 2016. Nos últimos cinco anos a escola não perdeu nenhum décimo neste quesito. Nem a mudança de comando na bateria, a partir de 2019, fez o nível de excelência da Furiosa ser afetado.

Comissão de Frente

Com a ruptura política ocorrida na escola após o desfile de 2018, o quesito foi um dos mais atingidos. A perda de Hélio Bejani para 2019 significou a perda de três décimos. Foi o único ano onde a Academia do Samba deixou o julgamento de comissão de frente sem a nota máxima, 30 pontos.

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Foto: Ewerton Pereira/Divulgação Salgueiro

Enredo

Este é mais um quesito irregular para o Salgueiro em desfiles recentes. Se em 2016, 2017 e 2019 a vermelha e branca deixou o julgamento com a sonhada nota 30, em 2018 e 2020 foram perdidos dois décimos em cada ano, dificultando as ambições do Salgueiro em disputar o título. Quatro décimos no total em cinco anos.

Evolução

Um dos quesitos de excelência no Salgueiro até 2017, a evolução perdeu importantes décimos desde 2018. Um décimo em 2018, outro em 2019 e três em 2020. Apesar de ser um dos chãos mais organizados do Grupo Especial, a técnica de desfile da escola vai precisar melhorar para que o desempenho volte a merecer os 30 pontos.

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Fantasias

Este é mais um quesito na parte plástica dos desfiles salgueirenses que vem apresentando irregularidades no julgamento. Em 2016 foi o desempenho mais decepcionante, com a perda de dois décimos. Com mais um décimo perdido no inconstante desfile de 2019 totalizaram três décimos no total. Em 2020, o carnavalesco Alex de Souza gabaritou no quesito Fantasias, inclusive, recebendo o prêmio Estrela do Carnaval, como melhor conjunto de fantasias do Grupo Especial, pelo trabalho caprichado, com muito requinte e criatividade.

Harmonia

A comunidade salgueirense costuma deixar um irrefutável recado na avenida ano após ano. Se não fosse o décimo perdido em 2020, harmonia estaria empatado com bateria e mestre-sala e porta-bandeira com nenhum décimo perdido desde 2016. A punição em 2020 quebrou a espetacular sequência do chão salgueirense.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Desde 2014 no Salgueiro, Sidclei e Marcella têm um desempenho impressionante. Apenas em 2015 não saíram de uma apuração com a nota 30. Além de estarem no hall de grande casal da atualidade, se consolidam como a maior dupla de dançarinos na história do Salgueiro. Desde 2016 foram 150 pontos somados e nenhum único décimo perdido.

Samba-Enredo

O grande calcanhar de aquiles salgueirense dos últimos carnavais. Além de disputas de samba polêmicas e tumultuadas, as notas apresentadas na apuração têm corroborado as críticas às obras salgueirenses. As únicas notas 30 foram em 2016 e 2019. Em 2020 foram quatro décimos de punição, três em 2017 e um em 2018. O quesito já tirou das mãos do Salgueiro a taça de campeão do carnaval.