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Mocidade Unida da Mooca apresenta ‘Aruanda’ com belo conjunto de fantasias

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A Mocidade Unida da Mooca foi a terceira escola a passar no Sambódromo do Anhembi, em desfile válido pelo Grupo de Acesso 1. Com um enredo afro, a agremiação fez um desfile correto, buscando se manter dentro do esperado pelo regulamento. Destaques para a cabeça da escola, onde a comissão de frente fez grande apresentação e contou com um gigantesco carro Abre-alas, e presença do intérprete consagrado Ito Melodia no carro de som. A apresentação do enredo “Aruanda – O Eterno Retorno” foi finalizada em 55 minutos, com grande tranquilidade.

Comissão de Frente

Um ritual de invocação marcou apresentação da comissão de frente. A coreografia contou com o apoio de um tripé que servia de templo, onde Exu, protegido por anjos guardiões, observava a todos e adentrava na pista para liderar as incorporações de filhos de santo por Zé Pilintra e Preto Velho. Nesse momento, os personagens eram vestidos rapidamente e assumiam um estilo único, sempre um de cada vez, e eram seguidos em uma apresentação pelos demais componentes. A interpretação durava exatas duas passagens do samba, e foi uma bela maneira de iniciar um desfile com essa temática, que foi assinada pelo coreógrafo Nildo Jaffer.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Jefferson Gomes e Monalisa Bueno defenderam o pavilhão principal da Mocidade com uma apresentação segura e bem sincronizada. O casal, que representou Exu Mensageiro e o Poder da Fé, eram protegidos por guardiões vestidos de “A Nobreza da Noite” e compuseram belo conjunto. A dança foi bem executada em frente a diferentes módulos, o que pode ser um bom sinal nas pretensões da escola.

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Harmonia

Esperava-se mais do canto da escola com base no visto nos ensaios. Foram percebidos clarões em diferentes momentos, e não houve grande destaque de alguma ala no quesito. O samba foi bem interpretado pelo carro de som, mas a comunidade aparentou não corresponder à altura, o que acabou fazendo a bateria fazer uma apresentação mais conservadora. Pode ser um quesito problemático na hora da apuração.

Enredo

De leitura fácil, o desfile começou apresentando Luanda antes da chegada dos europeus, cuja invasão foi representada pelo carro Abre-alas. A partir desse momento, o público é apresentado a diferentes figuras que compõem a falange de Aruanda, que é o nome que foi dado pelos escravos ao local sagrado onde as entidades se localizam e tem origem no desejo de retornarem a sua terra natal. Por fim, diferentes manifestações culturais das religiões de matriz africana são representadas, no desfecho de um desfile linear e didático.

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Evolução

A Mocidade não precisou correr para finalizar seu desfile e passou com tranquilidade, mas alguns erros básicos em diferentes pontos foram observados. A ala Boiadeiros perdeu-se na organização em frente ao segundo carro da escola, e ficou visivelmente disforme na região do segundo módulo, a ponto de os chefes de ala repreenderem severamente os componentes. Logo após a saída do primeiro recuo, a bateria arriscou uma bossa, mas para isso parou de andar, enquanto a ala da Congada acabou avançando por um trecho considerável.

Samba-Enredo

O samba da escola da Mooca conseguiu contar com clareza os diferentes momentos do desfile. O rendimento na pista, porém, ficou abaixo do esperado e transmitiu uma frieza inesperada para o nível da obra. O carro de som ficou devendo e não apresentou nenhum momento de grande destaque, tendo atuação muito protocolar.

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Fantasias

Ponto forte da escola na apresentação, o público foi agraciado com um belo conjunto de fantasias. O desfile começou muito bem, com a ala das baianas representando as águas das praias de Luanda, a espuma branca e nzimbos, conchas que eram utilizadas como moeda de troca pelos povos da região. Com grande volume, as roupas dos componentes formaram um belo tapete colorido por toda a avenida e eram de fácil leitura, todas dentro da proposta do enredo.

Alegorias

A Mocidade iniciou seu desfile com um carro Abre-alas imponente, que retratava a chegada dos invasores nas praias de Luanda. Composto por dois eixos, retratou com qualidade a proposta do enredo e serviu para dar um gás inicial no desfile da escola. Os demais, porém, ficaram em um nível abaixo do primeiro e foram de difícil leitura, além de acabamento explicitamente mais simples.

Outros destaques

O discurso do presidente da agremiação, Rafael Falanga, marcou o início da apresentação da escola ao fazer uma crítica velada ao julgamento do carnaval de 2020, onde na visão dele a Mocidade fez um carnaval “campeão”. À frente da bateria, a rainha Camila Silva interagiu com o público e fez a sua parte para levantar o astral da apresentação, no geral, segura da Mocidade.

Fotos: desfile da Santa Cruz no Carnaval 2022

Análise da bateria da Estácio no desfile de 2022

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A apresentação da Bateria Medalha de Ouro de Mestre Chuvisco foi muito boa. A boa afinação de surdos foi notada. As caixas de guerra tradicionalmente carregadas pelo braço, sem uso de talabarte, serviram de base rítmica para as demais peças com seu toque característico. O acompanhamento acima da média das peças leves preencheu o conteúdo rítmico com exatidão e qualidade. Os agogôs pontuaram melodicamente o samba.

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O toque do naipe de chocalhos casou com a ala de tamborins, que executou a convenção rítmica repaginada do Carnaval de 1995, contribuindo de modo efetivo com a sonoridade da bateria da Estácio. As paradinhas estacianas uniram complexidade de execução, ótima concepção musical, bem como movimentos interativos que receberam ovação popular durante o desfile.

O destaque como arranjo musical ficou com a paradinha do refrão do meio, que no início da segunda fez as caixas tocarem no ritmo da tradicional Charanga Rubro Negra, adequando sua proposta sonora ao enredo da Estácio. As bossas foram bem executadas nos julgadores, ampliando a sensação de grande trabalho efetuado por Mestre Chuvisco e os ritmistas da escola do morro do São Carlos. Um autêntico sacode da bateria da Estácio de Sá.

Emoção e conexão com a matriz africana marcam a homenagem da Santa Cruz ao ator Milton Gonçalves

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Santa Cruz04cA Acadêmicos de Santa Cruz uniu toda a força da comunidade da Zona Oeste para homenagear a vida e obra do ator Milton Gonçalves, no enredo “Axé, Milton Gonçalves! No catupé da Santa Cruz”, desenvolvido pelo carnavalesco Cid Carvalho. Além da indiscutível relevância da estrela na história do teatro e do audiovisual brasileiro, a Santa Cruz procurou mostrar a origem do ator, das lembranças de sua cidade natal Monte Santo, em Minas Gerais, além dos personagens e trabalhos marcantes.

Por estar em recuperação de um AVC, ocorrido em fevereiro de 2020, o ator não conseguiu estar presente na homenagem. A família fez questão de pisar na Marquês de Sapucaí e explicou que nesse momento pós AVC, o ator precisa se poupar de esforços físicos excessivos. A designer Aida Gonçalves, filha do meio do ator ressaltou as características do ator que mais admira e que gostaria que estivessem presentes no desfile, como o gosto pelo conhecimento e a simplicidade.

“Existe um aspectos que a gente recebeu na nossa educação que é a simplicidade que ele levava a vida. Ele era o cara que estava desde a feijoada do Salgueiro até fazendo compras para casa. Esse aspecto é muito bonito. Fomos criados sobre essa égide da simplicidade. Nós tínhamos todas as enciclopédias, os livros e discos viviam espalhados pela casa. Estamos muito felizes. Hoje meu coração é metade Mangueira e metade Santa Cruz”, relatou a mangueirense.

Santa Cruz04bLigado a religião de matriz africana, os orixás e mitos aspectos da cultura de matriz africana são traços transversais da homenagem da Santa Cruz. A família acredita que esta abordagem do enredo se conecta muito com a personalidade de Milton, na perspectiva de transmitir um conhecimento novo para o público que desconhece a Umbanda e o Candomblé.

“Meu pai foi fazer segundo grau já com filhos e depois foi fazer faculdade. Meu Pai sempre transmitiu para gente a importância do conhecimento acima e tudo. E acho que um conhecimento que o público vai ter acesso hoje. A escola vem com um recorte afrodescendente muito bonito. Talvez as pessoas não entendam alguma palavra, alguma coisinha, mas a emoção que a gente está sentindo, esse legado, mais que a palavra em si vai ser transmitida”, explicou Maurício Gonçalves, filho de Milton, ator e roteirista.

Sem a presença do grande homenageado, os familiares optaram por desfilar na cabeça da escola, no setor que ilustra justamente as raízes ancestrais e da infância do ator.

Comissão de Frente e Casal vão bem, mas Estácio peca na plástica das fantasias, que impactaram na leitura do enredo

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Terceira escola a desfilar no segundo dia de apresentações da Série Ouro, a Estácio de Sá se destacou com a Comissão de Frente e o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira. Contudo, apesar do bom início, a escola perdeu força estética, cometeu erros em fantasia, que acabaram impactando na leitura do enredo. O último carro da escola também destoou dos dois primeiros pela simplicidade e acabamento ruim. A agremiação reeditou o enredo de 1995 em homenagem ao Flamengo, com título ‘Cobra Coral, Papagaio Vintém, Vestir Rubro-Negro, Não Tem Pra Ninguém’, e passou pela Sapucaí em 54 minutos. * VEJA FOTOS DO DESFILE

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Fotos de Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

Comissão de Frente

Coreografada por Ariadne Lax, a Comissão de Frente da Estácio de Sá trouxe o ‘Vestiário’ para a Avenida, com 15 componentes, sendo duas mulheres e 13 homens. A intenção dada pelo segmento foi de trazer o clima pré-jogo, de resenha e fé dos atletas antes de subir ao gramado. A coreografia pontuou o ato de vestir a camisa do Flamengo e o Rubro-Negro. O tempo todo de apresentação levou cerca de 1m45s.

Os componentes chegaram os com rostos pintados em Rubro-Negro e com roupas das mais diversas cores. O grupo teve coreografia bem sincronizada e com passos modernos virais das redes sociais. Em determinado momento, dão as costas rapidamente aos jurados e voltam vestindo as cores do Flamengo. Ao mesmo tempo, sobrevoa uma camisa vermelha e preta levada por um drone, na representação do ‘Manto Sagrado’. Ao fim, jogam bolas de futebol para as arquibancadas.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Feliciano Junior e Alcione Carvalho, vieram vestidos com a fantasia ‘Cobra Coral’, em alusão ao primeiro uniforme da história do Clube de Regatas do Flamengo. O nome do figurino também faz parte do enredo e do samba da escola. As roupas da dupla estavam mesmos tons, com vermelho, preto, laranja e prata. Em cerca de 1m50s, os dois apresentaram grande dança, com sincronia e sintonia nos olhares e gestos. O casal passou sem problemas nos módulos e levantou o público. Ao fim, Feliciano ainda fez o ‘Vapo’, gesto em ‘X’, no pescoço que foi popularizado pelo meia Gerson, ex-jogador do Flamengo.

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Harmonia

A harmonia também foi um dos pontos fortes da passagem da escola pela Sapucaí. Todas as alas cantavam o samba, que já é entoado nas arquibancadas do Maracanã pela torcida há mais de duas décadas. As primeiras alas, como a ‘Grupo de Regatas’ e ‘Papagaio Vintém’ se destacaram muita força na voz. As arquibancadas também foram inflamadas pela escola e cantaram o samba.

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Enredo

Os carnavalescos trouxeram uma releitura do enredo, sob a ótica de um torcedor que estava na barriga da mãe no desfile de 1995. O personagem criado conta a história do desfile e representa a torcida, que é a principal homenageada na apresentação. Em um primeiro momento, a Estácio traz as origens do clube, desde o grupo de regatas, passando pelos esportes olímpicos do clube, até chegar ao futebol. No terceiro momento, a escola relembra os grandes títulos conquistados pelo Flamengo, principalmente no âmbito internacional. O desfile foi encerrado com uma grande ‘festa na favela’, como a torcida do Rubro-Negro canta após as vitórias no Maracanã.

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Foi percebida a linha temporal proposta pelos carnavalescos, mas em determinado momento ficou confusa, principalmente por conta das fantasias, a diversidade de povos. Estes representavam os países onde o Flamengo conquistou título. O tripé ‘E Agora Seu Povo Pede o Mundo’, que tinham alguns ‘funko pops’ também ficou de difícil compreensão. Uma das alas, a ‘Os Rivais’, de número 17, deveria vir antes do segundo casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, porém no desfile, veio depois.

Evolução

A Estácio apresentou seus primeiros segmentos no primeiro módulo julgador, mas logo após o fim da apresentação, o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira avançou bastante e a ala das Baianas não conseguiu acompanhar, formando-se um pequeno buraco. Na sequência, porém, a escola manteve bom fluxo. Após a passagem pelo segundo módulo, a escola acelerou um pouco o passo sem necessidade e gastou um pouco mais de tempo no final e encerrou sem sustos.

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Samba

Conhecido já há 27 anos, o samba já estava na ponta da língua de todos os componentes e arquibancada. O refrão foi bastante cantado, assim como o refrão do meio que tinha uma bossa do mestre Chuvisco e a parte ‘Encantou Estácio (Ó paixão), Paixão que Arde Sem Parar’. Do verso ‘O Céu Rasgou’ até ‘Enfeitada de luar’ a força do canto diminuiu, mas sem afetar o desenvolvimento da obra. O intérprete Serginho do Porto também fez grande trabalho no carro de som.

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Fantasias

Como esperado, a Estácio trouxe em grande parte das alas, fantasias com foco no vermelho e preto. Já no primeiro setor, a ala das baianas veio, além das cores do clube, com tecidos diferentes em retalhos coloridos em alusão à costureira mãe do personagem principal. A segunda e terceira (Ourazul) ala contrastaram com o Rubro-Negro ao relembrar as primeiras cores do ‘Grupo de Regatas’, que era o amarelo e o azul. A partir da quarta ala, o vermelho e preto é predominante. A Estácio também levou para a Avenida fantasias com referências a continentes e países nos quais o Rubro-Negro conquistou títulos.

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No entanto, apesar das primeiras alas se destacarem, problemas de figurino começaram a aparecer a partir da Ala 7, ‘Esportes Aquáticos’, onde faltaram partes da fantasia. As alas tinham bastante simplicidade nos materiais, principalmente do meio para o fim do desfile, com a ala ‘Os Rivais’, ‘Conquista da África’ e ‘A Favela Venceu’. As fantasias da composição do segundo carro também deixaram a desejar. Plasticamente, as alas iniciaram com muita beleza, mas a sequência da escola teve alguns problemas.

Alegorias

‘Paixão que Arde Sem Parar’, a primeira alegoria da Estácio de Sá levou as cores do Flamengo e da Escola, com bastante vermelho, preto e branco. O símbolo do clube apareceu logo na frente, e um urubu, mascote do clube, fechava a parte traseira do carro. O tradicional leão da escola também estava no abre-alas, que tinha o nome da agremiação perto do ‘CRF’ do Flamengo. Entre os destaques, se fez presente o ‘Urubu-Rei’, além de outras representações, como ‘A Grande Vitória’ e ‘Nação Rubro-Negra’. Imponente, o Leão tinha a bola de futebol nos pés e as cores e acabamento do carro chamaram atenção.

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O segundo carro alegórico, ‘Campeão de Terra e Mar’ cortou um pouco do vermelho e preto trazendo o azul dos mares, onde o Flamengo teve as primeiras conquistas como grupo de regatas. E não nó nos oceanos, como também em outros esportes aquáticos. Contudo, referências ao Flamengo e suas cores também foram vistas, mas principalmente na parte traseira do carro. Fantasias de Netuno e Poseidon, seres mitológicos dos oceanos, foram vistas, além de alusões às conquistas aquáticas com figurinos de medalha de ouro, prata e bronze. Assim como a primeira, essa segunda alegoria também tinha imponência, bom acabamento e bonita plástica.

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A última alegoria da Estácio de Sá é uma grande reverência à torcida, principalmente a da grande massa pertencente às favelas do Rio de Janeiro. Na alegoria estão presentes alguns grafites com versos do samba e gritos da torcida do Flamengo. Pinturas de torcedores também foram vistas. A alegoria trouxe variedade nas cores e a representação de uma grande comunidade. Fantasias como Camelôs, Motoboys e Funkeiras foram presentes para corroborar a ideia central do carro. Diferente dos dois primeiros carros, a última alegoria teve menor investimento, foi pouco carnavalizada, teve um acabamento deficitário e destoou visualmente.

Outros Destaques

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Alguns ex-jogadores desfilaram pela escola, como Athirson, Nélio e Adílio, que era o destaque do tripé da agremiação. Personagens icônicos da torcida do Flamengo, como ‘Chapolin’ e o ‘Anjo Rubro-Negro’ desfilaram no último carro. Os músicos Xande de Pilares e Dj Marlboro também passaram na Avenida. Jack Maia esbanjou luxo e simpatia à frente da bateria, que veio com os rostos pintados e roupas nipônicas em referência ao título mundial do Flamengo em 1981, no Japão.

Saluba! Destaque Elaine ty Nanã comenta a emoção de representar orixá Nanã em enredo da Santa Cruz

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Santa Cruz03bBanhada na ancestralidade negra, a Acadêmicos de Santa Cruz abusou do axé da cultura de matriz africana para estruturar a homenagem ao ator Milton Gonçalves no enredo: “Axé, Milton Gonçalves! No catupé da Santa Cruz”, de autoria do carnavalesco Cid Carvalho.

Inaugurando o segundo setor da escola, a alegoria de númeo 2, ” Nos livros, o conhecimento que liberta” impressionava não só pela beleza, mas também pelo simbolismo e significado. A Alegoria faz um link da paixão do homenageado pelo universo do conhecimento e dos livros e a grande senhora da sabedoria da cultura yorubá, o orixá Nanã.

Santa Cruz03aToda composta por tons de roxo e variações, a alegoria trazia uma grande escultura de Nanã e trechos com escritos de livros nas laterais. No entanto, além da bem acabada escultura, o destaque principal da alegoria fazia uma menção ainda maior à senhora do barro, uma legítima filha de Nanã na alegoria. Elaine ty Nanã comentou a satisfação de dar vida a representação da grande Mãe na avenida.

“É uma emoção tão grande que não tem explicação. Só sabe quem sente. Estou realizando o sonho de pisar na avenida. É sentir, vibrar e amar”, declarou a emocionada desfilante.

O convite para homenagem foi intermediado pelo mestre-sala da escola Mosquito e autorizado pela zeladora espiritual de Elaine. Extremamente importante em diversos cultos dentro do Candomblé, Elaine aproveitou o ensejo e ainda esclareceu algumas particularidades e características dessa yabá para os que não são tão familiarizados.

“Nanã é o orixá mais velho de todas as yabás. É ela quem moldou partir o barro o ser humano. é uma senhora muita velha que quase ninguém gosta de falar. Nós nascemos do barro e para o barro retornaremos”, pontuou.

Festa na Favela! Rubro-negros desfilam em última alegoria da Estácio, que celebra relação do clube com camadas populares

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Estacio04aReeditando o enredo de 1995, a Estácio de Sá entrou na avenida contando a história e os títulos conquistados pelo Clube de Regatas do Flamengo. Com a temática “Cobra-Coral, Papagaio-Vintém, Vesti Rubro-Negro Não Tem Pra Ninguém”, desenvolvida por Wagner Gonçalves e Mauro Leite. A escola trouxe uma alegoria que representa a “Festa na Favela”.

Terceira alegoria da escola, ela veio recheada de vários flamenguistas que cantavam fortemente o cântico da torcida. Retratando a forte adesão que o clube possui com a população moradora de áreas periféricas. Com elementos da cultura pop art, a composição possui uma leitura estética urbana de fácil entendimento e um mosaico que trouxe toda a pluralidade do Flamengo. As esculturas da frente do carro alegórico eram motocicletas, algo que é muito comum de ser nas favelas.

Com a arte urbana representada no carro e também com referências ao time da Gávea, foi possível notar a emoção dos torcedores que estavam presentes na alegoria. A empresária Paula Alvarenga, de 29 anos, foi uma dessas pessoas. Desfilando pela primeira vez na escola, ela recebeu um convite especial do clube rubro-negro e não teve como recusar.

Influencer do clube, Paula conta como foi a experiência de desfilar nesse carro e o que representa essa oportunidade: “Poder representar um pouquinho dos torcedores do Flamengo, que são milhões, é muito importante. Eu estou muito emocionada de estar aqui, pois foi a minha primeira vez desfilando pela Estácio e esse enredo é a felicidade de todo flamenguista, já que agora foi adicionado mais alguns títulos”.

Estacio04cVestida como motoqueira, a torcedora e também componente da alegoria, Kelly Medeiros, de 40 anos, é apaixonada pelo clube e pela escola vermelha e branca. Desfilando pela segunda vez na agremiação, a profissional de recursos humanos não conseguiu esconder a emoção. Com o enredo da escola em homenagem ao time de coração, ela relata o quão grata está por esse momento:

“É muito gratificante estar aqui novamente, depois desses anos sem entrar na avenida. E homenageando o meu clube deixa tudo mais feliz e emocionante. É surreal todo amor que sinto pelo Flamengo e, esse repeteco no enredo vai trazer muita sorte para a gente”.

O espírito carnavalesco é algo que sem dúvidas contagia todo mundo e com a torcida do Flamengo não é diferente. A alegoria tem se chama “Festa na Favela” justamente por conta de uma música cantada em todos os jogos do clube.

Estacio04bMagia, é algo que define o sentimento da analista de marketing, Júlia, de 23 anos. Para ela, desfilar no carnaval é mágico, pois é o que ama fazer. Juntar isso com o Flamengo é totalmente diferente do que já viveu e que não tem explicação. “ Sou muito fã do carnaval e acho essa festa linda. Poder representar a favela que é a origem de tudo, que representa a torcida do Flamengo é maravilhoso e fico arrepiada só de falar sobre isso. Esse time é minha vida e, é inexplicável tudo o que sinto. Agradeço muito ao clube e a Estácio por ter me dado essa oportunidade”, diz Júlia.

O lendário Adílio: Ex-jogador do Flamengo, relembra desfile de 1995 na Estácio de Sá

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Estacio03aO desfile de 1995 da Estácio de Sá, foi memorável para todos que estavam presentes lá. Seja os torcedores, jogadores, funcionários e ídolos do clube, a passagem foi marcante e histórica.

Na época, o samba foi interpretado pelo ilustre Dominguinhos do Estácio e contou a história do time desde a fundação até o mundial de 1981. Para o desfile do carnaval de 2022, a escola reeditou o enredo. E também buscou se manter fiel ao que apresentou em 1995.

Com alas e alegorias que representavam toda a narrativa histórica e das conquistas de todos os títulos do clube até o momento. Em um tripé que representava “E agora seu povo pede o mundo de novo”, que retratou as conquistas internacionais do Flamengo.

Nesse tripé o destaque ficou por conta de Adílio de Oliveira Gonçalves, ex-jogador do Flamengo. O craque cedeu uma entrevista para o site Carnavalesco e emocionado, ele conta como é estar novamente desfilando pela Estácio de Sá.

“É muito legal, como se fosse a primeira vez de novo. Hoje estou aqui representando o clube e essa escola linda. Admiro muito o trabalho que eles fizeram e também o convite que recebi para desfilar novamente”.

É muito comum ver como a torcida do Flamengo enaltece os ídolos ilustres que passaram pelo clube. E o carinho deles com Adílio não é diferente, muitos deles sempre estão tietando o jogador, que adora esses momentos. Ele que é bem receptivo com todos, faz questão de tirar fotos e dar autógrafo para os fãs.

Uma história longínqua com o clube, para Adílio o time é a sua grande paixão. Ele deixa isso muito claro ao falar emocionado sobre o Flamengo e a relação que possui com a nação rubro-negra. “O Flamengo é a minha vida. Comecei a jogar lá quando tinha 6 anos e fiquei 24 anos no clube, várias homenagens. Eu sou testemunha em falar, porque estava num grupo maravilhoso e que deu algumas conquistas de troféus”, relata o ex-jogador.

Falando em título, o Mundial em dezembro de 1981 do Flamengo é histórico. Jogadores como Zico, Júnior e até mesmo Adílio estavam presentes nesse momento. O último inclusive foi que marcou o segundo gol que ajudou na conquista e ele comenta sobre esse título.

“Claro que o grupo era unido e que se ajudava e por isso tivemos muitas conquistas. O Mundial foi marcante para todos nós e para mim também, pois tive uma participação especial. Marquei o segundo gol que ajudou na nossa vitória e isso me dá muita satisfação de ser rubro-negro e também para trabalhar até hoje no clube”.

Fotos: desfile da Estácio de Sá no Carnaval 2022

Análise da bateria da Inocentes no desfile de 2022

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A bateria Cadência da Baixada fez uma boa apresentação, na estreia de Mestre Juninho. Uma bateria da Inocentes de Belford Roxo pesada, com afinação de surdos que amparou o ritmo de caixas e repiques sobre uma plataforma grave sólida. O bom balanço dos surdos de terceira foi notado. Um acompanhamento de peças leves que ampliou a sonoridade da cabeça da bateria, auxiliando na equalização.

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Uma ala de tamborins firme e coesa, com quatro filas de ritmistas, o que para grupo de Acesso é praticamente um luxo. O naipe de chocalhos sincronizou corretamente o toque com os tamborins, além das cuícas que preencheram a musicalidade de modo consistente.

A paradinha de maior destaque, além de complexidade musical foi executada com terceiras usando duas macetas, fazendo referência sonora ao maracatu de baque virado, atrelando cultura musical ao enredo sobre a “Noite dos Tambores Silenciosos”. As bossas foram realizadas de forma correta nos módulos de julgadores.