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Leitores apontam parceria de Marquinhus do Banjo favorita para vencer na União da Ilha

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A União da Ilha realiza sua final de samba-enredo para o Carnaval 2023 nesta sexta-feira. A escola levará para Avenida o enredo “O encontro das águias no templo de Momo”, desenvolvido pelo carnavalesco Cahê Rodrigues. São quatro obras na decisão. Para os leitores do site a parceria de Marquinhus do Banjo, Gugu Candongas, Paulinho Poeta, Júnior Nova Geração, Rafinha da Ilha, Romeu, Mikaia, Bigode, Arlindinho Cruz e Igor Leal foi considerada favorita para vencer. Ela recebeu 53,7% dos votos, seguida da parceria de Noca da Portela, Almir da Ilha, Diogo Nogueira, Ciraninho, Queiroga, Claudio Gaspar, Nilton Carvalho, Valter, Emerson Xumbrega e DG com 25,4%.

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A parceria de Marcelão, Marinho, Carlinhos Fuzileiro, Deco, Rony Sena, Lobo JR, Geraldo M Felício, Thiago Mainers, Claudio Mattos e Marco Moreno ficou com 16,4%. E a parceria de Ginho, Serginho Versador, Silvana, Niu Souza e Daniel ganhou 4,5%.

Sambas finalistas:

– Marquinhus do Banjo, Gugu Candongas, Paulinho Poeta, Júnior Nova Geração, Rafinha da Ilha, Romeu, Mikaia, Bigode, Arlindinho Cruz e Igor Leal 
– Noca da Portela, Almir da Ilha, Diogo Nogueira, Ciraninho, Queiroga, Claudio Gaspar, Nilton Carvalho, Valter, Emerson Xumbrega e DG 
– Ginho, Serginho Versador, Silvana, Niu Souza e Daniel 
– Marcelão, Marinho, Carlinhos Fuzileiro, Deco, Rony Sena, Lobo JR, Geraldo M Felício, Thiago Mainers, Claudio Mattos e Marco Moreno

Quadra da Unidos da Tijuca passa por transformação com projeto dentro da temática do enredo

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Quem chega na quadra da Unidos da Tijuca se surpreende com a beleza em que o lugar se transformou, é como se fosse uma extensão da Baía de Todos os Santos, tema do enredo da escola para o carnaval do próximo ano. O chão virou um grande mar, o teto lembra o céu, no palco tem a presença uma igrejinha baiana e até mesmo a reprodução de uma nau portuguesa pode ser vista em um dos camarotes, esses e outros detalhes serão conhecidos pelo público no dia 15 de outubro, data da semifinal do concurso de samba da agremiação.

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Fotos: Luan Costa/Site CARNAVALESCO

O projeto da quadra temática é de Marcelo Augusto, artista de 48 anos, sendo 36 de carreira e com vivência em vários países ao redor do mundo. Antes de tudo, ele é um apaixonado por carnaval e pelas escolas de samba. Contou que logo aos 12 anos, levado por sua avó, já estava dentro de um barracão contribuindo com sua arte, desde então sua relação com o carnaval se intensificou, teve passagens pela Beija-Flor de Nilópolis, onde trabalhou com grandes profissionais, como Laíla e Xangai, seu trabalho mais reconhecido e premiado foi a da comissão de frente do Paraíso do Tuiuti, em 2018, ao lado de Patrick Carvalho e Jack Vasconcelos, hoje carnavalesco da Unidos da Tijuca.

“Eu comecei numa escola lá atrás, com 12 anos de idade, minha avó pegava a cadeirinha de praia dela com o isopor e o lanchinho, ela foi a maior incentivadora da minha arte, imagina um garoto de 12 anos fazendo uma pintura de arte dentro de uma escola de samba. Eu sou cria do carnaval, mas tive a oportunidade de trabalhar com outros grandes artistas mundo afora, já expus no Louvre, já rodei 83 países, são vivências, porque arte é arte em qualquer lugar do planeta, acredito que vamos vivendo experiências, não faço nada diferente lá fora do que faço aqui dentro, o carnaval me proporcionou muito conhecimento e tive a oportunidade de trabalhar com grandes mestres, toda experiência vai embasando a gente artisticamente e dando o olhar do artista brasileiro, através da nossa arte a gente chega a lugares que nunca imaginamos chegar, eu pude trazer a Madona para o morro da Providência e foi muito bacana”, conta Marcelo.

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Por sua afinidade com o carnaval e com o incentivo de sua patrocinadora, surgiu a oportunidade de levar sua arte novamente para uma escola de samba, a escolhida foi a escola do Borel, a partir daí ele entrou em contato com o diretor de carnaval da escola, Fernando Costa, que prontamente pediu que ele fosse ao barracão para uma conversa inicial, a princípio todos gostaram do projeto, mas havia uma dúvida se o presidente Fernando Horta iria embarcar, porém, Marcelo conta que tudo fluiu bem e se sentiu muito honrado pela confiança de todos em seu trabalho.

“Eu gostaria novamente de fazer uma pintura de arte para uma escola de samba, eu recebi o convite da Colorgin e dentro da agenda que tenho com eles eu trouxe esse projeto pra Tijuca, eu entrei em contato com o Fernando Costa, a gente veio e desenvolveu esse projeto pra cá. Quando eu trouxe a proposta a galera que trabalha com o Horta há muitos anos disse que ele não iria aceitar, mas acabou que a ideia da quadra partiu dele, porque eu fui levar uma proposta para o carnaval, que seria uma empreitada junto com a Sherwin-Williams, acredito que seria muito legal investir no que é o maior espetáculo a céu aberto do planeta. A quadra hoje é tombada pelo IPHAN, quando você mexe numa estrutura dessas que é o patrimônio da escola, dos componentes, da comunidade, tudo acontece na quadra, a escolha do hino, o pavilhão é exaltado”, pontua o artista.

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Em entrevista, Fernando Costa, diretor de carnaval da Tijuca, contou que as primeiras conversas com Marcelo já foram animadoras, mas que o projeto inicial não era da quadra temática, que só surgiu depois, ele acredita que os componentes podem se sentir mais próximos do enredo, além do orgulho em ver a quadra remodelada e mais bonita, ele disse ainda que os comentários nas redes sociais são ótimos e que o componente da Tijuca está mordido por conta do resultado do último carnaval.

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“As coisas foram acontecendo, eu não conhecia o Marcelo, ele entrou em contato falando que tinha um patrocínio, pedi pra ele ir até o barracão pra gente conversar pessoalmente, o projeto inicial não tinha nada a ver com a quadra, era uma outra coisa, levei ele até o presidente e durante o papo surgiu a ideia de fazer algo na quadra, queríamos alguma coisa dentro do enredo, ele fez o projeto e a gente aprovou. Ele já fez coisas que nem estavam no projeto inicial, ele é um cara muito profissional, super conhecido, o trabalho dele é super importante, tem vários projetos espalhados por aí. Ele é de carnaval e isso já ajuda, as ideias foram surgindo e até o dia 15 tem mais coisa pra fazer. Eu acho que a quadra nova aproxima mais, eu mostro fotos e as pessoas doidas, acredito que a autoestima volta, o componente vê e anima, os comentários nas redes sociais são ótimas, depois do resultado deste ano estão todos mordidos, passamos um ano sendo massacrados, mas na avenida mostramos nosso valor”, disse Fernando.

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Para o próximo carnaval, as histórias e belezas da Baía de Todos-Os-Santos formam o tema da Unidos da Tijuca, através do enredo “É onda que vai… É onda que vem… Serei a Baía de todos os santos a se mirar no samba da minha terra”, do carnavalesco Jack Vasconcelos, Marcelo conta que começou a estudar o enredo para poder encaixar o projeto de arte dentro dele e que a primeira coisa que pensou foi em fazer a ligação entre os portugueses que chegaram na costa brasileira, com o presidente Fernando Horta, que é português, o artista conta também que fez uma pintura em homenagem ao português, como forma de reconhecimento.

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“Quando lançou o enredo eu fui pesquisar pra entender a proposta e fiz a ligação, nós temos um português na escola e estamos falando de um lugar que foi onde os portugueses chegaram, como posso fazer o português comprar a ideia, então fiz no camarote dele a caravela, onde a primeira Vela é a vela da Tijuca, é a nau portuguesa, ele é o comandante deste barco, tenho muito carinho e respeito, fiz uma homenagem pra ele também com a pintura na parede, eu acho que homenagens devem ser feitas em vida, é importante reconhecer. Quando ele viu o projeto ficou doido e falou pra gente ir dentro”, disse Marcelo.

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Foto: Trino Produções/Divulgação

Marcelo conta que o projeto todo ainda não foi finalizado e que algumas surpresas serão reservadas para a final do concurso de samba enredo, para ele, a revitalização da quadra pode ser um fator determinante para trazer de volta o orgulho do torcedor tijucano, que viu em 2022 a escola ser alvo de vários boatos no pré-carnaval e que mesmo assim chegou na avenida e apresentou um belíssimo desfile, ele aproveitou para exaltar a equipe artística da escola e acredita que em 2023 a Tijuca retornará aos anos de glórias.

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Foto: Trino Produções/Divulgação

“A gente tinha um provisionamento de uma data para fazer a inauguração, mas eles acharam mais bacana guardar pra semifinal e final, inclusive pra final vai ter mais coisa, terá algumas coisas diferentes, tem coisa guardada, uma cartada final, é onde vamos escolher o hino para 2023. A Tijuca não se contentou com o resultado desse ano e promete vir de uma forma avassaladora para o carnaval 2023, o projeto é muito bacana, o Jack é um cara iluminado naquilo que se propõe a realizar, o Horta tá trazendo um equilíbrio pro time, tá compondo o quadro artístico da escola. Vamos fazer o barulho mostrando na prática, sem forçar, o burburinho que teve nas redes sociais por conta da quadra nova, vi os tijucanos orgulhosos com a quadra sendo revitalizada, ainda mais dentro do enredo e acredito que isso possa fazer diferença no carnaval para 2023”, disse Marcelo.

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Foto: Trino Produções/Divulgação

Em números gerais, Marcelo conta que foram gastos mais de 300 sprays de tinta e que somente no piso foram mais de 300 litros de produtos, entre tintas e seladoras, a lavagem do chão durou cerca de 12 horas para que tudo pudesse ficar da melhor forma, ele destaca que se preocupou muito em não colocar o símbolo da escola no piso no chão, para ele, pisar no pavilhão é algo contraditório e foge do objetivo principal, que é reverenciá-lo, portanto, o objeto dele é que os passistas e casais de mestre-sala e porta-bandeira se sintam no mar, outra preocupação foi com os produtos utilizados, para evitar escorregões dos componentes.

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Foto: Trino Produções/Divulgação

“A gente tá vivendo uma questão aqui no Rio de Janeiro que é a chuva, esse mês choveu quase todos os dias, o que acabou me atrapalhando porque ainda tem um pedaço da área externa que é onde eu vou fazer a parte do piso, então meio que deu uma pausa, mas o trabalho todo foi em 9 dias, é o meu estilo, estar inspirado e querer executar, transformar o lugar me motiva, as vezes fico dois, três dias direto, tenho minha equipe que me acompanha ao longo dos anos, são artistas também que participam, pra mim é importante que essa galera esteja comigo. Através de uma conquista de uma, é importante oportunizar os outros, é isso que vai fazendo o fomento, que torna o trabalho referencial. Agradeço ao presidente da Sherwin-Williams, pelo apoio, é importante que tenha essa parceria, só no piso foram mais de 300 litros de produtos, entre tintas e seladoras, foram 12 horas de lavagem no piso, essa proposta da gente trazer o mar no chão, é algo diferente, não queríamos o pavilhão no chão, a maioria das escolas tem o pavilhão no chão, acho até um pouco contraditório. Existiu todo um tratamento para evitar que ocorra quedas, conseguimos tratar bem o piso, através da tinta que é em escala industrial, pra quem tá frequentando, os passistas, a Denadir e os outros casais se sentirem confortáveis, se sentindo num mar. Foram também 300 latas de spray no total, além da parte das plataformas que me permite ficar no alto”, finalizou o artista.

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Foto: Trino Produções/Divulgação

A volta do orgulho tijucano comentado por Fernando Costa e pelo Marcelo pode ser refletido nas redes sociais da escola, sempre que uma parte da quadra é mostrada, os comentários são diversos e extremamente positivos, é o caso de Giovanna Brammer, torcedora da escola que costuma frequentar a quadra mesmo sendo moradora de São Paulo, para ela, ver a quadra se adequando ao enredo tem sido revigorante e um estímulo a mais para a Tijuca reviver seus melhores anos.

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“Sou torcedora da Tijuca desde 2010 e acompanho a quadra desde 2013, a primeira sou de São Paulo, então tem essa essa distância, essa dificuldade de conseguir ir pra escola sempre e tudo mais, mas sempre que posso e vou ao Rio passar pela Tijuca. A quadra nova eu vi uma parte dela quando fui na primeira eliminatória, o chão ainda não estava pronto, mas eu acompanhei todo o processo pelas redes sociais, por fotos de amigos meus que são tijucanos, é revigorante, sabe? É um ar novo, parece que é uma escola nova, é uma escola diferente depois de tantos anos, desde 2017 que a gente tem passado por tantas dificuldades, acho que agora é um start novo, o carnaval de 22 foi uma lavagem de alma pra gente, ter sido tão respeitado novamente, acho que esse ano a Tijuca com a quadra nova, com o enredo bom, o enredo novo, o enredo com temáticas africanas, coisas que a gente não falava há muito tempo, me despertou assim a gente tá de volta, sabe? A gente está voltando ao que era em 2010, algo que éramos a potência. Então, assim, até presunçoso da minha parte, talvez, mas me dá esse ar novo, me dá essa cara. Está tudo bem. A gente está no caminho. Então, a quadra nova tem sido revigorante pra mim que sou torcedora e acho que é um status de que a gente está tentando voltar com tudo e se Deus quiser voltaremos”, disse Giovanna.

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Diretoria e segmentos da Mangueira avaliam o que não pode faltar no samba que vai embalar o desfile da Verde e Rosa em 2023

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Com a final de samba da Estação Primeira de Mangueira batendo na porta do mundo do samba, o site CARNAVALESCO perguntou a alguns integrantes da diretoria mangueirense e para alguns segmentos do que precisa ter o samba que será escolhido para ser a trilha sonora do desfile da Verde e Rosa em 2023 que vai apresentar o enredo “As Áfricas que a Bahia canta”. Para a presidenta Guanayra Firmino, a obra tem que ter o jeito único da escola, representar o modo de ser Mangueira. * OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

“O que não pode faltar é um samba com a cara da Mangueira. E o que o mangueirense pode esperar é muita garra, muita emoção, muita surpresa também”.

Já para o diretor de carnaval, Amauri Wanzeler, a palavra de ordem é a garra que todo o mangueirense tem quando desfila pela agremiação.

“O que não pode faltar no samba da Mangueira é a garra do mangueirense, a garra da sua comunidade e a gente vai ter uma final de samba muito bonita, com muita festa, muita alegria, após a pandemia a gente vai voltar a ter alegria nesta quadra, o calor humano de sua comunidade, uma expectativa muito grande com relação ao desfile da Mangueira 2023, esse enredo é maravilhoso e nossos carnavalescos estão desenvolvendo”.

O carnavalesco Gui Estevão acredita que a obra deve sintetizar a alegria do enredo focando na mensagem dos cortejos negros, trazendo também o forte enfoque no feminino.

“O que não pode faltar é animação, porque isso é o termometro principal do enredo da Mangueira, e acima disso tudo, amensagem forte dos cortejos negros, a importância da formação social e como isso tudo é consolidadado pela mão das mulheres, mas eu tenho a felicaidade de dizer que osa sambas que estão na Mangueira, contemplam isso muito bem, a safra realmente incorporou o espírito do enredo, que vença o melhor”, avalia Guilherme.

A carnavalesca Annik Salmon elogiou a safra e acredita que o samba escolhido vai retratar bem o enredo e será elogiado pelo mundo do samba.

“Os compositores esse ano arrebentaram, são muitas obras boas, todos estão perfeitos, com letras que conseguiram abordar o que a gente colocou na sinopse, com melodias bacanas, e assim já tem o samba campeão e perfeito”, entende a carnavalesca.

Bateria preparada para o desafio do desfile de 2023

De volta ao comando da bateria “Tem Que Respeitar Meu Tamborim”, agora ao lado de Taranta Neto, mestre Rodrigo Explosão, campeão com a escola em 2016, revela que houve uma grande reformulação na bateria durante esse início de preparação para o próximo carnaval, visando selecionar os melhores para representar o grupo tão tradicional de ritmistas do Grupo Especial.

“Estamos começando a fazer um processo, ano passado ficamos bastante tempo sem tocar, e foi um ano bem complicado até na nossa volta. Agora começamos a ensaiar mais cedo, era muita gente voltando a bateria, que estava querendo desfilar, abrimos um processo com a bateria praticamente nova, quem estava dentro não tinha cadeira cativa, abrimos seleção para todo mundo e enxugamos, e colocamos o que tínhamos de melhor. Hoje nós achamos que o que de melhor nós temos, está dentro da bateria. E nós começamos a fazer um processo de evolução, daqui a pouco vamos ter escolha do samba, e aí que a gente continua esse processo todo”, explica Rodrigo.

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Fotos: Lucas Santos/Site CARNAVALESCO

Outro fato que o mestre considera importante, é o entrosamento com o carro de som, Marquinhos Art’Samba segue na escola agora dividindo o microfone oficial com Dowglas Diniz, cria do morro da Mangueira e com passagem até mesmo na bateria da Verde e Rosa.

“Não poderia estar melhor (o entrosamento). O Marquinhos e o Dowglas, que também é oriundo da bateria da Mangueira, então fica tudo mais fácil, Marquinho é nosso amigo para caramba, e no carro de som tem o Digão também e o Vitor Arte, que é da casa, então não poderia ter aliança melhor esse ano”.

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Já Marquinhos Art’Samba falou sobre sua relação com o agora também intérprete oficial da Mangueira. “A minha relação com o Dowglas já dura quase cinco anos, não tem nenhum problema, o Dowglas me chama de pai, daí eu acho que eu não preciso dizer mais nada. É uma coisa bem natural, ele é mais jovem, tem um ímpeto um pouco lá na frente, mas isso não atrapalha em nada, e eu não vejo pra ele nenhum motivo para mudança do estilo, porque eu já tenho esse estilo, já é o meu estilo, e ele tem o estilo dele e isso não atrapalha”.

Tuiuti abre nesta sexta-feira calendário das finais de samba para o Carnaval 2023; público aponta parceria favorita

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O Paraíso do Tuiuti define nesta sexta-feira, a partir das 21h, o samba vencedor para o Carnaval 2023. Três obras estão classificadas para decisão. No ano que vem, a agremiação vai levar para a Avenida o enredo “Mogangueiro da cara preta”, dos carnavalescos Rosa Magalhães e João Vitor Araújo. A história inédita narra a chegada dos búfalos ao Brasil, na Ilha do Marajó, e como isso se transformou em manifestação cultural. A quadra do Tuiuti fica no Campo de São Cristóvão, 33, bairro de São Cristóvão. A entrada custará R$ 30 e só será vendida na hora do evento. * OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS 

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O site CARNAVALESCO preparou uma cobertura especial. Nosso esquenta começa a partir das 21h, e a transmissão da final meia noite com muito conteúdo em texto, vídeos e fotos. Além da definição do hino que a escola levará para o próximo carnaval, acontecerá também a coroação de Mayara Lima como rainha de bateria.

* LEIA AQUI: Compositores falam da emoção e expectativa de disputar final de samba-enredo no Tuiuti

Renato Thor, presidente da agremiação, contou o que não pode faltar no samba campeão e também o que o torcedor pode esperar da escola para o carnaval 2023, para ele, o samba campeão deve ter a essência da escola, além de garantir nota boa, como vem ocorrendo desde 2016, para o próximo ano ele espera repetir o feito de 2018, quando o Tuiuti terminou no segundo lugar do Grupo Especial.

* LEIA AQUI: Mayara Lima assume posto de rainha de bateria do Tuiuti e fala sobre coroação: ‘expectativa enorme, mal consigo dormir’

“Não pode faltar a essência do Paraíso do Tuiuti, em termos de samba enredo estamos bem, temos gabaritado desde 2026, perdi um décimo esse ano. Podem esperar mais um belíssimo carnaval, mais empenho e mais dedicação, nos últimos dois anos temos perdido para nós mesmo, carnaval não é mais para amador, tô procurando mais uma vez colocar a mão nesse volante, mostrar que sabemos fazer e repetir 2018”, disse o presidente.

Público aponta parceria favorita

Com 45,5% dos votos, a parceria de Eli Penteado, Bujão, Régis, Wagner Zanco e Almeida Sambista foi eleita a favorita pelos leitores do site como a favorita para vencer. Em segundo lugar ficou a parceria de Claudio Russo, Moacyr Luz, Gustavo
Clarão, Júlio Alves, Alessandro Falcão, Pier Ubertini e W Correia com 40,3%. A parceria de Igor Leal, Inácio Rios, Rafael Prates, Neto, Evandro Santos e Sormany Justem recebeu 14,4%.

Mangueira prepara grande show para final de samba-enredo

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A Estação Primeira de Mangueira realizará neste sábado em sua quadra uma grande festa para escolher o hino que levará para avenida no próximo carnaval. O enredo “As Áfricas que a Bahia Canta”, desenvolvido pelos carnavalescos Guilherme Estevão e Annik Salmon, apresentará as construções das visões de África na Bahia a partir de sua musicalidade e instituições carnavalescas negras, destacando o protagonismo feminino nesse processo e as lutas contra intolerância, racismo e pelo fortalecimento da identidade afrobrasileira. * OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS

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Foto: Divulgação/Mangueira

Para a escolha, a agremiação verde e rosa tem três sambas na disputa. As obras dos compositores Gilson Bernini e cia; Lequinho e Cia e Thiago Meiners e Cia se apresentarão por 40 minutos com o apoio da bateria da Mangueira.

Em um show montado especialmente para este dia, a escola celebrará a música baiana e seus ritmos. Coordenado pelo diretor artístico da escola, Fábio Batista, o número promete emocionar o público.

Desde o pré-carnaval de 2020 a escola não recebe os apaixonados pelo carnaval para escolher o samba na quadra, a última disputa ocorreu através de lives por conta da pandemia.

SERVIÇO
Final de samba-enredo da Mangueira
Local: Palácio do Samba – Quadra da Mangueira
Endereço: Rua Visconde de Niterói, 1072 – Mangueira
Data: 08/10 – Horário: 22h
Ingresso antecipado: R$70,00
Mesa (na hora do evento): R$60,00
Ingresso.mangueira.com.br
Ingresso no dia: R$80,00

Compositores falam da emoção e expectativa de disputar final de samba-enredo no Tuiuti

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Nesta sexta-feira, dia 07 de outubro, o Paraíso do Tuiuti escolherá o samba-enredo que será o seu hino oficial para o próximo carnaval, a obra escolhida terá a missão de retratar o enredo “Mogangueiro da cara preta”, da dupla de carnavalescos Rosa Magalhães e João Vitor Araújo. * OUÇA AQUI OS SAMBAS FINALISTAS

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Foto: Site CARNAVALESCO

O site CARNAVALESCO conversou com representantes das três parcerias finalistas no concurso para saber o que representa chegar até a final e também para que cada um possa destacar o que mais gosta em seu samba. * VOTE AQUI E APONTE QUAL PARCERIA É FAVORITA PARA VENCER

Parceria de Eli Penteado: “Representa muito estar aqui, é algo imensurável porque você participar de uma final em qualquer que seja a agremiação já é ótimo, numa escola como a Tuiuti, que tem uma qualidade muito grande, que já teve um vice-campeonato, uma escola com uma gama de sambas muito bons, haja vista que nos últimos anos a disputa tem sido muito acirrada, no bom sentido é claro, sempre leva a melhor obra para a Marquês da Sapucaí e acredito que esse ano com as três obras que tem, ela não vai fazer diferente”.

Parte favorita: “Geralmente são os refrões, dessa vez nós optamos por fazer dois refrões e um bis, o bis que antecede, que é o pré-refrão tem o grande chamariz, é manada do Tuiuti que foi a pegada que a parceria conseguiu trazer a comunidade nessa frase, mas todo o corpo do samba foi feito de forma dissertativa e também metafórica, isso facilitou muito para que pudéssemos chegar a consenso dentro dessa obra”.

Parceria de Claudio Russo: “O Tuiuti já se tornou a minha casa, desde 2016 quando a subiu com boi mansinho, depois em 2018 quando a gente conseguiu o vice-campeonato. Eu me sinto muito feliz de estar aqui, é uma escola de família, de comunidade, estar em mais uma final é uma honra, um orgulho, que vença o melhor”.

Parte favorita: “O “é lá, é lá, é lá” a gente trouxe uma cantiga lá da Ilha de Marajó,pra lembrar o carimbó do Marajó e se Deus e a gente sair vencedor, vai dar muita possibilidade para a bateria criar bossas e fazer um swing bem legal”.

Parceria de Igor Leal: “É uma final muito importante, o Tuiuti é uma escola que ultimamente vem com grandes sambas, dá pra lembrar do ano que ela foi vice-campeã e aquele samba foi fundamental para o sucesso do desfile, foi um desafio muito grande fazer um samba para uma escola que tem um histórico tão bom de sambas, essa foi a nossa ideia, fazer um grande samba para fazer a escola chegar na parte de cima do carnaval.

Parte favorita: “Quando eu faço samba eu gosto muito de comunicar com o público da Sapucaí, então eu acho que o refrão principal, na parte que fala “joga o laço nesse boi, que esse boi é Mogangueiro, da cara preta feito o povo brasileiro”, eu acho que essa parte é a essência do povo do brasileiro, esse enredo é isso e eu acho que conseguimos captar”.

Imperatriz prepara homenagens para Preto Joia, Chiquinho e Zé Katimba em feijoada da semifinal de samba

A Imperatriz Leopoldinense realiza, no sábado, mais uma edição da “Feijoada da Leopoldina”. O evento terá show do grupo “Caju pra Baixo” e a definição dos três sambas que irão para a final do concurso que elegerá o hino da escola para o Carnaval de 2023. Grandes nomes da história da Rainha de Ramos, como Preto Joia, Chiquinho e Zé Katimba, receberão homenagens pelos anos dedicados à agremiação.

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Mestre-sala Chiquinho será um dos homenageados. Foto: Nelson Malfacini/Divulgação

A feijoada da Imperatriz será na quadra de ensaios da escola, que fica na rua Professor Lacê, 235, Ramos. A grande final da disputa de samba-enredo está marcada para 17 de outubro. Para reservas, ingressos, camarotes e outras informações:
(21) 98317-6137.

Em 2023, a Imperatriz Leopoldinense será a quarta escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval, no dia 20 de fevereiro, com o enredo “O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida”, do carnavalesco Leandro Vieira.

O tema se inspira em cordéis populares, como “A chegada de Lampião no inferno”, “O grande debate que teve Lampião com São Pedro” e “A chegada de Lampião no céu”, que se debruça nas hipóteses da literatura de cordel sobre o que teria acontecido com a alma do cangaceiro após sua morte, em 28 de julho de 1938.