Início Site Página 1006

Forte chuva afeta ensaio técnico da Colorado do Brás no Sambódromo do Anhembi

0

A Colorado do Brás abriu a segunda semana de ensaios técnicos no Sambódromo do Anhembi, em preparação para os desfiles do Carnaval 2023. Única agremiação a realizar um treino geral na última sexta-feira, a Vermelho e Branco do Canindé teve sua apresentação muito comprometida pela forte chuva que começou a cair assim que a comunidade pisou na Avenida. Apenas a comissão de frente conseguiu dar uma amostra de seu valor logo no começo, o que somado ao pequeno número de componentes que compareceram, fez com que a escola encerrasse sua passagem com apenas 45 minutos. A Colorado lutará para retornar ao Grupo Especial com o enredo “A Ópera de Um Pierrot”, e será a sexta escola do Grupo de Acesso a se apresentar no domingo, dia 19 de fevereiro.

Comissão de Frente

Único quesito da Colorado que conseguiu aproveitar de fato o ensaio em algum momento, a Comissão de Frente apresentou uma dança leve, rica em expressões faciais com o protagonismo de um casal levemente caracterizado como Pierrot e Colombina. A coreografia se encaixa no andamento de uma passagem do samba da escola, tendo como ponto de partida um bater de palmas de todos os atores ao mesmo tempo durante o refrão principal.

De acordo com a coreógrafa Paula Gasparini, a mensagem que o grupo cênico pretende transmitir é a de que, mesmo na tristeza e independente do motivo, as pessoas podem optar em passar por esse momento e alcançar a alegria. A julgar pelo fato de ser o único elemento do desfile que conseguiu passar de forma convencional pela Avenida, a expectativa é de uma bela apresentação no desfile oficial.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A chuva foi impiedosa com o primeiro casal da Colorado, Brunno Mathias e Jéssica Veríssimo. Os dançarinos até tentaram realizar sua parte no treinamento e mostraram boa sincronia no primeiro setor, mas antes que pudessem chegar ao segundo o mestre-sala abdicou de seus calçados, e passou a dançar de forma protocolar com a porta-bandeira, que apostou em sapatilhas simples para o ensaio. A intensidade da precipitação aumentou de tal maneira ao longo da passagem da Vermelho e Branco que o casal abriu mão até mesmo do pavilhão, que foi protegido por um dos diretores até a saída da Avenida. Brunno e Jéssica aproveitaram a situação para dançar juntos de forma descontraída ao som da bateria Ritmo Responsa, tanto que assim que cruzaram a linha de chegada, ambos retornaram pelo corredor e se juntaram aos ritmistas, lembrando o ritual padrão do antigo guardião do manto da agremiação, Ruhanan Pontes.

coloradobras ensaio1301 4
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

Harmonia

Um quesito muito prejudicado pelas condições de apresentação, a harmonia da Colorado do Brás se mostrou valente na medida do possível. Uma das poucas alas a comparecer em bom número, a Ala Makena se destacou cantando o samba inteiro de maneira animada. É possível esperar mais da comunidade do Canindé nos próximos ensaios, que certamente comparecerá em maior número.

coloradobras ensaio1301 2

Evolução

Não há muito o que descrever sobre a evolução da Colorado no ensaio. Muitas das alas mal formavam uma linha de componentes, e não havia marcação de espaços das alegorias, o que tornou a apresentação inviável para praticar o andamento de desfile. Quando todos os componentes da escola passaram pelo meio da pista, a bateria saiu do recuo, mas se dirigiu de volta ao Setor B antes de seguir em frente, demonstrando que o quesito era a última das preocupações da Vermelho e Branco naquele momento. O treino de evolução ficará para o próximo ensaio técnico.

coloradobras ensaio1301 5

Samba-Enredo

Uma obra bem defendida pelo intérprete Léo do Cavaco, mas que não pode brilhar muito neste primeiro ensaio. Com a bateria arriscando poucas bossas, não houve muitas oportunidades para testar o potencial do samba em um desfile completo. Com uma letra leve e de fácil captação, é uma promessa a ser esperada nos próximos treinamentos e no desfile oficial.

coloradobras ensaio1301 7

Outros destaques

A chuva só não brilhou mais do que a rainha de bateria, Camila Prins, que não temeu a impiedosa água dos céus e formou boa parceria com os membros da “Ritmo Responsa”. Em geral, um ensaio que deu a sensação de que a própria escola não poderia contar muito com ele.

coloradobras ensaio1301 16

Ser a única escola a treinar, numa sexta-feira à noite e com a forte chuva que caiu, foram elementos que contribuíram para a Colorado aparentemente abdicar de maiores pretensões nesse primeiro momento. Um ensaio que não pode servir de parâmetro para o que os sambistas podem esperar da agremiação, que certamente aproveitará melhor a oportunidade no dia 22, domingo, quando fará seu segundo ensaio técnico no Sambódromo do Anhembi.

Enredos 2023: as narrativas que vão explorar a riqueza cultural Brasileira

0

Na semana passada, começamos nosso passeio com um pouco dos enredos que as agremiações do grupo especial carioca vão levar para a Avenida em 2023. Nele, apontei um “inconsciente coletivo” — como diria Maria Augusta — envolto dos céus e paraísos que apareceram na criação de alguns artistas. Porém, este não foi o único assunto que se mostrou reincidente na safra de enredos.

Outras quatro narrativas se mostram alinhadas, em algum sentido, ao se aprofundar no regionalismo brasileiro, explorando os aspectos culturais do norte e nordeste. A Bahia, sobretudo, é um lugar que veremos na Sapucaí de diferentes formas em 2023. Mesmo sendo uma região já foi muitas vezes homenageada, ainda é possível ver novos contornos nos temas desse carnaval que irão versar sobre a terra do axé. São três enredos diretamente ligados ao universo festivo e histórico da região, mais uma que sobe um pouco ao norte e chega ao Pará.

mangueira mini desfile dia 1 2

Fazendo a primeira parada na Estação Primeira, a Mangueira foi uma das que mais cedo anunciou seu enredo. A dupla Annik Salmon e Guilherme Estevão terá a difícil missão de substituir Leandro Vieira, após se destacarem na Série Ouro. Acostumada a exaltar a Bahia e o nordeste, a verde-e-rosa vai mergulhar nos cortejos e manifestações afro-brasileiras que acontecem na capital soteropolitana numa proposta autoral dessa dupla, formada para assinar este desfile.

Se a história do carnaval baiano foi poucas vezes cantada na Avenida, o tema ganha ainda mais relevância pelo recorte racial e de gênero que propõe. É assim que a condução de “As Áfricas que a Bahia canta” se dá pelo protagonismo feminino que acontece nessas folias. Apesar da boa premissa, resta saber se essa condução e atuação feminina estará de fato presente e destacada nos setores que irão passear pelos afoxés, cucumbis e blocos. Ainda assim, é um tema muito rico culturalmente e com muitas visualidades a serem exploradas.

jack vasconcelos tijuca
Foto: Luan Costa/Site CARNAVALESCO

Um dos melhores enredistas do carnaval nos últimos anos, Jack Vasconcelos se volta à cultura baiana, um assunto até então inédito na sua trajetória. O enredo da Unidos da Tijuca será “É Onda Que Vai… É Onda Que Vem… Serei a Baía de Todos Os Santos a Se Mirar No Samba da Minha Terra”, que vai “mergulhar” na riqueza cultural da bacia hidrográfica que dá nome ao estado nordestino.

A proposta parece ter um “quê” de enredo cep, pois os setores se desenvolvem pela história e cultura das cidades em torno da baía. Porém, mesmo parecendo despretensiosa, a narrativa mostra bem a assinatura de Jack e sua inteligência de arrematar seus trabalhos. A baía não se torna apenas cenário, mas é ela mesma a amarração e condutora da premissa, trazendo a noção aquática e marítima, que poderá ser vista em todos os setores do cortejo. Uma ótima saída para fugir do óbvio.

louzada andre
Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação Beija-Flor

Diferente dos passeios culturais que prometem Mangueira e a Unidos da Tijuca, a Beija-Flor se volta para a história de luta do estado baiano. Aproveitando ainda o mote do bicentenário da independência brasileira, a narrativa de André Rodrigues e Alexandre Louzada, com pesquisa de Mauro Cordeiro, vai questionar essa celebração patriótica e se voltar para a guerra da independência, acontecida na Bahia entre 1922 até o fatídico 2 de julho de 1923.

O primeiro feito dessa escolha narrativa é revelar um episódio pouco conhecido do grande público, principalmente os sudestinos e de outras regiões, que não conhecem tão bem a luta de nomes como Joana Angélica e Maria Quitéria. Outro valor de como está sendo conduzido o tema é a forma contestadora e contundente que a proposta se coloca, dando um tom de reivindicação e manifesto. É uma característica que se soma ao estilo imponente da própria Beija-Flor e dá um toque bastante único ao enredo, fazendo-o se destacar como um dos poucos temas que têm vertente mais crítica e política dessa safra.

rosa joao2
Foto: Divulgação/Tuiuti

Saindo da Bahia e viajando até o Pará chegamos no enredo que o Paraíso da Tuiuti vai contar, sob a batuta criativa de Rosa Magalhães e João Vitor Araújo. A inusitada dupla vai explorar a cultura marajoara em “Mogangueiro da Cara-Preta”. A concepção tem um quê de fábula, típico da professora, e revela uma história bastante curiosa: o naufrágio de um barco que levava especiarias e foi responsável por povoar a Ilha de Marajó com búfalos. Além da sua relevância histórica, a narrativa ainda acerta ao exaltar a cultura popular e revelar nomes como Mestre Mestre Damasceno, responsável pelo inusitado “búfalo-bumbá”, garantindo mais um passeio cultural e bastante rico na folia que se aproxima.

Passeando pelo regionalismo presente nas narrativas de Mangueira, Tijuca, Tuiuti e Beija-Flor, temos um recorte bastante interessante sobre a safra de 2023. São propostas que, apesar de terem nuances parecidas, exploram diferentes vertentes e com os mais diferentes fio-condutores. Vamos descobrir em breve como elas serão abordadas na Avenida! Em breve, voltaremos por aqui para nossa terceira e última análise dos enredos de 2023. Até!

Reserva de frisas para os desfiles da Série Ouro acontece na quarta-feira

0

Os pedidos de reserva para os desfiles da Série Ouro acontecem na próxima quarta-feira, dia 18 de janeiro, somente de 9h às 11h, através do site www.reservafrisaligarj.com.br. No dia 27 de janeiro, as pessoas que se habilitaram à reserva poderão ligar para 21. 3190-2100 para saberem se foram contempladas.

frisas ouro23

Os contemplados deverão fazer o pagamento dos ingressos nos dias 30 e 31 de janeiro (segunda de terça-feira). Os que não o fizerem, perderão o direito à reserva e os ingressos voltarão ao balcão de vendas. O pagamento deverá ser efetuado exclusivamente na Central Liesa, na Rua da Alfândega, 25, lojas B e C, no Centro, das 10h às 16h.

sambodromo riotur
Foto: Divulgação/Riotur

Venda de Arquibancadas começa no dia 9 de fevereiro

A venda de arquibancadas para os desfiles da Série Ouro acontecerá a partir do dia 09 de fevereiro, no Estande de Vendas da Liesa, que será montado atrás do Setor 11, no Sambódromo (entrada pela Av. Salvador de Sá). O atendimento será de segunda a sexta-feira, de 10 às 16 horas.

arquiba ouro23

É ela! Mayara Lima, personalidade de 2022, participa domingo do ensaio técnico na Sapucaí como rainha de bateria do Tuiuti

0

Nova fase e ainda com mais repercussão. No domingo, Mayara Lima voltou a pisar no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Dessa vez, ela estará como rainha de bateria do Paraíso do Tuiuti. Em menos de 10 meses, ela despontou sambando, como princesa da escola, conquistou prêmios e agora reinará no palco sagrado dos sambistas.

tuiuti enc quilombos 9
Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Ao participar do “Entrevistão”, do site CARNAVALESCO, Mayara Lima, falou sobre ser referência para meninas, elogiou rainhas das comunidades e explicou como a vida mudou com toda repercussão no pré e no desfile de 2022. Veja o papo abaixo.

O que sentiu no momento que viralizou aquele vídeo de você dançando com a bateria no ensaio na Sapucaí?

“Foi um choque, porque eu postei aquele vídeo como eu posto tantos outros até hoje sambando, não tive reação, nunca esperava que isso fosse acontecer comigo. Meu vídeo levado a pessoas que nem são do samba e se interessaram através de mim”.

E a repercussão?

“Só gratidão, só tenho a agradecer. Foi um divisor de águas na minha vida. Hoje posso trabalhar com publicações no Instagram e tudo relacionado ao samba”.

Seu samba no pé vem de berço?

“Vem sim, com certeza, minha avó foi rainha de bateria. Hoje, não se encontra mais na terra, está me vendo lá do céu. Em vida não pôde me ver no posto, mas sempre disse que eu seria rainha. Meu tio é mestre de bateria de uma escola da Cidade de Deus. Minha ligação vem deles. Minha mãe sempre me levou”.

Você vem sendo cobiçada por empresas recebeu quantos convites para ir nos camarotes em 2023?

“Sim sim, aceitei um contive para o carnaval: vou para o ‘Rio Praia’ de novo esse ano. Trabalhar e curtir um pouco (risos)”.

tuiuti ensaiorua1212 02
Foto: Lucas Santos/Site CARNAVALESCO

Quais rainhas são suas referências?

“Gosto muito das rainhas de comunidade. Evelyn Bastos e Bianca Monteiro. Elas que inspiram meninas das próprias comunidades de onde vem e isso é importante pra mim. E tem duas novas que estão vindo e que logo serão referência, a Lorena da Beija-Flor e a Maria Mariá da Imperatriz. São minhas inspirações”.

Sente que seu sucesso foi fundamental para isso?

“Ajudou um pouco e eu sou grata por isso também”.

Como se sente sendo referência para as meninas?

“Feliz e honrada. Além da minha função à frente da bateria eu sei que sou inspiração para essas meninas também, inspiração para essas novas gerações”.

O Tuiuti tem a principal rainha de bateria e agora a Mari Mola é rainha do carnaval. Qual é o segredo para escola ter esse sucesso?

“Tuiuti é uma mãe. Você não quer ir embora porque é acolhido como se fosse da família e esse amor que recebemos e sentimos demonstramos pela arte do samba no pé”.

tuiuti 23

O que a gente pode esperar da fantasia da Mayara para o desfile?

“Não vou dar spoiler não pra ser surpresa (risos), mas será bem leve pra eu poder sambar, bem leve e poder me divertir como faço nos ensaios de rua”.

Domingo, você pisa na Sapucaí para o ensaio técnico do Tuiuti como rainha de bateria. O que significa isso?

“Falei isso esses dias no Instagram. Tento não pensar pra evitar ficar aniosa, porque sou rainha de bateria do Grupo Especial. Nunca imaginei que a Mayara, aquela menina que a mãe levava para o ensaio de escola de samba pelo amor ao carnaval e depois virou passista agora é rainha de uma escola de samba maravilhosa que é o Paraíso do Tuiuti. Muito feliz e agora com você me perguntando já fiquei super ansiosa (risos)”.

Euforia toma conta de Nilópolis com apresentação de Neguinho e Ludmilla na quadra da Beija-Flor

0

A cantora Ludmilla participou, pela primeira vez, na noite de quinta-feira, do ensaio na quadra da Beija-Flor para o Carnaval 2023. Ela foi anunciada como intérprete para atuar ao lado de Neguinho em outubro de 2022 e já teve sua participação gravada no disco oficial de sambas-enredo.

Ainda que os ensaios da Azul e Branca sejam sempre acompanhados de fortes emoções por parte de seus componentes, a última noite em Nilópolis conseguiu ser mais especial. Isso porque, dias antes, através das redes sociais, a escola compartilhou a presença do carro de som completo. A quadra estava cheia. Era evidente que muitas pessoas não habituadas ao espaço também se motivaram a comparecer.

Durante o esquenta, a comunidade se emocionou ao som de sambas antigos. O primeiro coro de vozes se formou para cantar “Áfricas: Do Berço Real À Corte Brasiliana”, do aclamado desfile de 2007, além das obras de 1999 e 2001. Em homenagem ao campeonato mais recente da escola, gritos ecoaram o popular “Monstro É Aquele Que Não Sabe Amar”, de 2018. Também não faltou “Se Essa Rua Fosse Minha”, de 2020, e o repertório se encerrou com a potência do samba-enredo de 2022, que rendeu um vice-campeonato.

ensaio bf1201 05
Fotos: Luisa Alves/Site CARNAVALESCO

Um ícone e figura permanente na história da Beija-Flor é interessante observar como a entrada de Neguinho na quadra deixa o público eufórico. É a grande estrela da agremiação, mas não teme dividir as atenções. Diante disso, foi o responsável por apresentar Ludmilla no palco.

Com um largo sorriso no rosto, Neguinho descreveu a cantora como “rainha das rainhas” e utilizou seu bordão inconfundível para dar início, oficialmente, ao ensaio. O “olha a Ludmilla aí, gente!” se transformou na letra do samba-enredo de 2023, “Brava Gente! O Grito Dos Excluídos No Bicentenário Da Independência”, que se estendeu por mais de uma hora.

ensaio bf1201 04

Apesar da influência na decisão do samba e na gravação do disco, essa foi a primeira vez Ludmilla esteve num evento natural do cotidiano da escola. Ver uma mulher negra e periférica cantando sobre igualdade e liberdade de expressão pode ser inspirador para centenas de jovens. É isso que o diretor de carnaval, Dudu Azevedo, espera ser conquistado nesse novo passo.

“Antigamente o samba era tocado nas rádios, hoje menos. Temos outros veículos na internet e os jovens não pesquisam sobre. Queremos levar nosso samba para as camadas mais difíceis”, afirmou.

ensaio bf1201 01

Já o presidente da Beija-Flor, Almir Reis, pensa em expandir o número de sambistas presente em outros segmentos da indústria cultural.

“Quando convidamos ela, a intenção era levar a nossa cultura para o meio deles. Todo mundo vem para o nosso! Cantores, atores… mas quem do samba temos do outro lado? Chegou o momento de nos levarmos para lá”, argumentou.

Os componentes foram tomados pela animação e, até depois que os intérpretes pararam de cantar, continuaram repetindo as coreografias por 40 minutos. A bateria acompanhou todo o percurso. Para a alegria coletiva, Dudu Azevedo confirmou que podem aguardar Ludmilla para mais três ensaios na quadra e um na rua. Além, é claro, do ensaio técnico no Sambódromo.

ensaio bf1201 06

Em conversa com o site CARNAVALESCO, Neguinho confessou estar maravilhado por Ludmilla ter aceitado o convite e disse ter certeza que será um espetáculo na Avenida. Ele não é o único com esse sentimento. Luana Paula, torcedora de 31 anos, aprovou a escolha ousada da agremiação: “Eu amei demais”. Junior Cardoso, de 35 anos, disse acreditar no potencial da artista: “Achei muito bom!”.

ensaio bf1201 02

Entre tantos preparativos e novidades, o tradicional ensaio da Beija-Flor na orla de Copacabana não vai acontecer em 2023. Segundo Almir Reis, havia a possibilidade da realização no dia 15 de janeiro, mas nada pôde ser concretizado. “Agora as exigências aumentaram. Mais documentação do que estávamos acostumados. Infelizmente só tínhamos essa data disponível e como não foi resolvido a tempo, ficou para o próximo ano”.

ensaio bf1201 03

Apesar disso, a escola não tem motivos para lamentações. Caso dependa da energia dos nilopolitanos, pode acreditar que vai longe.

Conheça os jurados do Grupo Especial do Rio para o Carnaval 2023

0

Já é possível saber, a quase um mês do Rio Carnaval, quem serão os 36 jurados responsáveis por avaliar as escolas de samba do Grupo Especial nos nove quesitos que vão guiar a escolha da grande campeã da folia em 2023. A relação completa foi divulgada nesta quinta-feira, pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), após o fim dos três dias de curso para a formação dos avaliadores na sede da instituição, no Centro da capital fluminense. A iniciativa havia sido iniciada na terça-feira.

curso23
Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação

Ao longo do período, os jurados conheceram o regulamento da temporada e foram instruídos pela Liesa a respeito dos critérios que deverão considerar ao atribuir notas de 9,0 a 10 ao desempenho das agremiações.

Este ano, o júri passou de 45 para 36 membros, com quatro deles para cada quesito (Evolução, Bateria, Harmonia, Comissão de Frente, Fantasia, Enredo, Alegorias e adereços, Mestre-sala e Porta-bandeira). Representantes de cada um desses segmentos, inseridos nos quadros das escolas, foram convidados para as aulas da semana.

Os trabalhos foram conduzidos por Júlio César Guimarães, coordenador de julgadores da Liesa, e por Jorge Perlingeiro, presidente da entidade. As posições dos jurados nos módulos espalhados pela Marquês de Sapucaí serão sorteadas adiante.

Saiba quem serão os jurados:

Evolução
Gerson Martins
Lucila Beaupaire
Mateus Dutra
Verônica Cristina Torres

Bateria
Ary Jayme Cohen
Mila Schiavo
Philipe Galdino
Davis Rafael Barros Castro

Harmonia
Bruno Marques
Rodrigo Lima
Jardel Maia Rodrigues
Mirian Orofino Gomes

Comissão de Frente
Rafaela Riveiro
Ribeiro Raffael Araújo
Raphael David Filho
Paola Novaes

Fantasia
Paulo Paradela
Regina Oliva
Sérgio Henrique
Wagner Louza de Oliveira

Samba-Enredo
Alfredo Del-Penho
Alice Serrano
Alessandro Ventura
Felipe Trotta

Enredo
Arthur Nunes Gomes
Johny Soares
Marcelo Rodrigues Figueira
Carolina Vieira Thomaz

Alegorias e Adereços
Madson Oliveira
Fernando Lima
Soter Bentes
Walber Angelo de Freitas

Mestre-sala e Porta-bandeira
Fernando Bersot
Mônica Barbosa
Paulo Rodrigues
João Wlamir

Opinião: Ensaio técnico no Sambódromo é diferente; antes escolas realizavam três treinos por ano na Sapucaí

0

Com samba forte, mestre Carlão e Gilsinho mostram sintonia para 2023; Estreantes na escola, casal conta sobre trabalho

0

A Tom Maior nasceu em 1973, são 49 anos de história, e tem brigado pelo seu primeiro título na história com desfiles marcantes em 2018 e 2022. De 2005 para cá, o único ano que não esteve no Especial foi em 2016, quando foi vice-campeão do Grupo de Acesso I. Antes de assumir a presidência da escola, Mestre Carlão revelou para o site CARNAVALESCO.

Gilsinho
Fotos: Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

“O que posso dizer é que a Tom Maior continua respeitando as dificuldades de fazer um grande trabalho, mas alcançando metas, cronograma está em dia, e pode esperar uma Tom Maior altamente competitiva mais um ano. Nos últimos quatro anos nós empatamos em primeiro lugar em duas oportunidades, e no descarte ficamos em quarto lugar. E pode esperar a Tom competitiva”.

Naquela altura, Mestre Carlão ainda era vice-presidente da agremiação, poucos dias depois viria a assumir a vaga deixada por Luciana, que segundo nota oficial, renunciou por problemas pessoais.

Alinhamento da ala musical e bateria, samba elogiado

Os ensaios são feitos por inúmeros motivos para a comunidade alinhar o canto, os passos, a bateria afinar sua relação com comunidade e a ala musical. O intérprete Gilsinho ressaltou a importância do ensaio de quadra e elogiou o trabalho em conjunto com a bateria Tom 30.

“Exatamente (sobre ensaio de quadra ser para alinhar ala musical, bateria e canto da comunidade), e posteriormente a gente chega para a rua, com tudo alinhadinho, em seu devido lugar. Estamos fazendo um bom trabalho, do carro de som e bateria temos uma integração muito forte, está tudo funcionando e indo bem. O Carlão colocou essa bossa e já funcionou muito bem. Não temos dúvida de nada”.

MestreCarlao

Seguindo a linha, o mestre Carlão também ressaltou o trabalho e o ensaio de quadra: “A importância é muito grande, o ensaio é onde une a ala musical, que é o canto oficial com a bateria, e o canto das alas. Quanto maior entrosamento for ganhando, isso vai refletir positivamente no desfile”.

O samba-enredo da Tom Maior que cantará: “Um Culto às Mães Pretas Ancestrais” é um dos mais elogiados do período pré-carnaval, pela sua força no recado passado. O intérprete Gilsinho seguiu a onda de elogios e avaliou como a agremiação tem trabalhado em quadra.

“Sempre esperamos fazer o melhor, e espera receber o melhor da comunidade, da bateria, de todo mundo. Então sentimos que o ensaio deu uma evoluída muito grande, deu um salto de qualidade legal, grande, está todo mundo cantando, se divertindo. A comunidade pegou o samba muito fácil, a bateria colocou mais uma bossa e ficou perfeita. Não tivemos dificuldades com essa bossa, é só comemorar, treinar, treinar até o carnaval para a gente fazer um grande desfile e chegar no objetivo”.

Entrosamento do casal

Vindos da Colorado do Brás, o casal Ana Paula Sgarbi e Ruhanan Pontes estão juntos há muitos carnavais, passaram por Unidos do Peruche, Mocidade Unidos da Mooca e Colorado do Brás nos últimos carnavais, colecionando notas 10. O entrosamento é grande, assim como a missão de substituir o casal tradicional, Jairo e Simone que defenderam o pavilhão de 2007 até 2022, e ainda a passagem de 94 até 2003, ou seja, uma vida. O mestre-sala Ruhanan comentou sobre a conexão com a agremiação.

“A Tom Maior é uma escola que acolhe bem o casal, dá para trabalhar tranquilo. Não temos problemas com nada, todo suporte necessário que precisamos, a escola está dando, então fica mais fácil”.

casal tom1

A porta-bandeira Ana Paula complementou sobre o espaço da escola: “O trabalho está fluindo, a energia é leve, é uma escola com energia leve. Então estamos só aperfeiçoando a coreografia como ele falou e rumo ao campeonato”.

Sempre alto astral, Ruhanan chegou a brincar sobre a gravação da Globo: “A Globo chama a gente para o BBB, é isso. Só chamar que a gente vai”. Logo a porta-bandeira questionou o companheiro por conta do reality ser durante o carnaval, e Ruhanan completou gerando risadas do casal: “Eu me elimino antes, peço para sair, Ana Paula vai ensaiando, também vou ensaiando e a gente sai antes”.

O trabalho de um casal é sempre árduo, ensaia bastante durante a semana, faz toda uma preparação para a perfeição durante a apresentação. Como dizem, mestre sala e porta bandeira é o único quesito com nome e sobrenome, frase muito usada por Adriana Gomes, da Mancha Verde. Ruhanan comentou sobre o trabalho e o foco de Ana Paula.

“Estamos ensaiando basicamente uns três meses já, montamos coreografia de cabine. Tanto que no último ensaio já quero ensaiar de 15 em 15, estava ótimo, mas conhecendo minha parceira e ela não vai querer. Então estamos ensaiando duas vezes por semana, tem a coreografia, está tudo batido e agora é pensar em fantasia, o que ajustar e o que não vai”.

A importância do ensaio de quadra na visão do casal

Para Mestre Carlão e Gilsinho, o ensaio de quadra tem seus pontos com a comunidade, entrosamento da ala musical e bateria, sentindo como o samba vai fluindo. Para o casal também segue uma conexão com a comunidade. A porta-bandeira Ana Paula explicou na sua visão como isso é importante.

“A maior importância para mim é a troca de energia que a gente tem com o restante da escola, comunidade. Como entramos esse ano na escola, acabamos conhecendo bastante gente, todo ensaio é um ensaio, eu amo ensaiar, adoro ensaio de quadra, conversar com as pessoas e para mim é de suma importância”.

gilsinho1

O mestre-sala, Ruhanan, aproveitou outro ponto para citar o quanto esse momento dos ensaios de quadra que acontecem geralmente semanalmente nas escolas é fundamental para a arte do casal e de uma escola de samba.

“Além disso, o que mais gosto é de poder mostrar para as pessoas o que eu amo fazer. É no ensaio de quadra que as pessoas vão vir aleatórias, pessoas de outros lugares, que vão vir para curtir o ensaio, vão ver a arte do mestre sala e porta bandeira e tento cada vez cativar essas pessoas, para cada vez mais ter gente, ser mais valorizado dentro da escola de samba, ter protagonismo”.

Expectativa é alta na escola

Assim como mestre Carlão comentou sobre a expectativa alta de um bom resultado para o carnaval de 2023, o intérprete Gilsinho seguiu esperançoso sobre o caminho percorrido pela escola.

“Spoiler? Podem esperar um carnaval muito forte, um carnaval com a essência muito boa da escola. A escola está muito animada, empenhada, cantando um samba que é muito bom, então acho que vai dar bom”.

A Tom Maior será a sexta escola a desfilar na sexta-feira, dia 17 de fevereiro, pelo previsto no cronograma, entrará na pista às 4h40.

Samba Didático: Salgueiro traz ideia de novo paraíso sonhado por João 30 em mensagem de respeito e contra intolerância

0

Com nove títulos conquistados no carnaval do Rio e sempre com a alcunha de ser uma escola diferente, o Salgueiro aposta justamente em um enredo que prega uma mensagem sobre o respeito aos diferentes para voltar a ser campeã do Grupo Especial, o que não acontece desde 2009. O idealizador do enredo e agora responsável por produzir o desfile da Academia do Samba é o carnavalesco Edson Pereira, que esteve na Vila Isabel nos últimos três carnavais. Estreante na Vermelha e Branca, o artista vai trazer para a Sapucaí em 2023 o enredo “Delírios de um Paraíso Vermelho”.

O samba tem autoria de Moisés Santiago, Líbero, Serginho Do Porto, Celino Dias, Aldir Senna, Orlando Ambrosio, Gilmar L Silva e Marquinho Bombeiro. O compositor Moisés Santiago explicou ao site CARNAVALESCO como se deu a construção da obra através do enredo desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira.

“O fio condutor do samba passa pela genialidade do Joãosinho Trinta como carnavalesco. Mas, verdadeiramente falando é sobre a forma que ele pensava com relação ao ser humano. Ele era um cara agregador, que sempre buscava esse respeito, principalmente aos mais prejudicados pela sociedade. Em cima dos enredos que ele criou, o enredo passa com relação a essa parte do homem, da humanidade, do respeito ao próximo, da aceitação. Acredito que o samba fala muito bem sobre isso, a partir de sua letra, da construção pelos setores partindo de um paraíso vermelho, que era um paraíso livre, um paraíso perfeito, em tom vermelho que é carnavalizado. O samba tem essa mensagem, tem essa conotação de fazer o povo pensar, de como se respeitar, de como aceitar o defeito dos outros. Se você tem as suas iniciativas de vida, suas escolhas, você precisa respeitar isso no próximo”, explicou Moisés.

O compositor completou ainda, esclarecendo que o samba procura realizar uma contestação também sobre o que é certo e errado e o entendimento do que é pecado na vida da sociedade atual.

“O enredo do Salgueiro é essa contestação de o que é pecado, de o que não é pecado, porque que é pecado, porque pecou, e fazer essa reflexão do que é o certo, do que é o errado, fazer essa reflexão de aceitação, de aprender a lidar com as diferenças, respeitar as diferenças, essa é a mensagem que se dá através do samba, pois o carnaval reúne, é a grande revolução da alegria. E o vermelho é a grande paixão do salgueirense, que é esse paraíso renovado, esse paraíso puro de todos os males, de toda a negatividade. É o morro feliz, é a comunidade feliz”, finalizou Moisés Santiago.

O site CARNAVALESCO dando prosseguimento a série Samba Didático, pediu ao compositor Moisés Santiago para explicar mais sobre os significados presentes nos versos e expressões da obra do Salgueiro para 2023.

NO TOQUE SUBLIME DE AMOR
O PROFETA PINTOU O PARAÍSO
INTENSO VERMELHO QUE TINGE A EMOÇÃO
TÁ NO MEU CORAÇÃO SALGUEIRO
A VIDA EM PERFEITA HARMONIA
A PLENA LIBERDADE DE VIVER
MAS A TENTAÇÃO QUE SEDUZIU ADÃO E EVA
FEZ O PECADO FLORESCER

“O profeta João pinta esse paraíso, o paraíso original, que foi criado por Deus, que a gente conhece, que era todo colorido. Ele pinta pela liberdade de expressão, de vermelho, através do carnavalesco Edson. Esse carnavalesco é vermelho, e um vermelho que está no coração do salgueirense. A partir do pensamento desse paraíso vermelho, e que se vivia na plenitude da vida, que Adão e Eva desfrutavam de todo aquele mundo perfeito, e parte do princípio de que a gente sabe que tem o paraíso, de que existiu dentro da construção bíblica da vida. É o paraíso original do primeiro pecado de Adão e Eva, começa o questionamento dentro do enredo, sobre esse caos que esse primeiro pecado trouxe ao mundo, a evolução da humanidade. É o link do mundo, do que vem acontecendo, até que virá mais à frente do samba esse renascimento pós Apocalipse, após todo esse caos na terra”.

QUEM SERÁ PECADOR? QUEM IRÁ APONTAR?
HÁ UM OLHAR DE QUERER JULGAR
SE CADA UM TEM SEU JEITO
MELHOR CONVIVER SEM PRECONCEITO

“Esse conceito de julgar, é a forma de quem olha, o que é pecado em quem julga. Nesta parte, fala-se sobre as pessoas que foram muito julgadas, muito isoladas da sociedade. Esse renascimento pós apocalipse fala sobre isso, a redenção dos excluídos e a gente pede um basta para a sociedade. É um novo paraíso, é o paraíso renascendo e se tornando vermelho novamente. O paraíso está se reconstruindo com os excluídos, isso é o mais importante, essa é a mensagem. Esse é o grande renascimento que se fala no enredo do Salgueiro”.

NO MEU SONHO DE REI, QUERO TEMPO DE PAZ
GUERRA, FOME E MAZELAS NUNCA MAIS
A MINHA ACADEMIA ANUNCIA
DA ESCURIDÃO, RAIOU O DIA

“O refrão do meio do Salgueiro é ligado ao apocalipse, ele faz essa transição de que nós temos o sonho de rei. Nós temos um sonho de vencedor, de coisas boas, e o Salgueiro é a Academia do Samba, que vai ser pra gente esse novo raiar do dia após o Apocalipse. Tanto que logo em seguida, o verso da segunda parte ele já emenda falando da redenção. Ele fala dos excluídos, que logo após o Apocalipse, há a redenção dos excluídos, dos mendigos, que é em cima de ‘Ratos e Urubus’. Os mendigos, as prostitutas, todas as pessoas que são excluídas pela sociedade. É sobre esse novo renascimento da vida, é isso que fala esse trecho. O refrão do meio é muito intenso, ele anuncia dias melhores, livre de todas as coisas ruins da Terra, ele pede paz, pede o fim de todas as mazelas que o povo sofre, e anuncia dias melhores, a anunciação de novos tempos, de prosperidade, mas esse reinício desse paraíso é através dos renegados da sociedade”.

BENDITA REDENÇÃO! OS EXCLUÍDOS LIBERTANDO SUAS DORES
EMBARQUE, PRO RENASCER DOS SEUS VALORES
BASTA! DE VIOLÊNCIA E OPRESSÃO
CHEGA DE INTOLERÂNCIA

“A barca de Caronte, neste caso, vem com uma renovação trazendo esses renegados, é a ideia de um link através desse paraíso perfeito que passa por toda essa nuvem que paira através do pecado original de Adão e Eva, ele vai em um desenrolar desde o momento em que acontece o caos na sociedade até esse novo resplandecer. A partir da criação do paraíso, partindo do primeiro pecado de Adão e Eva que viviam em um paraíso limpo, e começa a humanidade a questionar e o pecado se tornar uma coisa mais abrangente, chega um momento do Apocalipse em que desgoverna tudo e acaba essa paraíso. Esse paraíso, a partir do apocalipse, com o passar do tempo, ele tem renovação com Caronte, é a barca de Caronte, ele traz esse renascimento desses excluídos. A segunda parte na verdade é um link de pensamento do samba do Salgueiro. Existe um link de transformação de um mundo. O enredo do Salgueiro é como se fosse um mundo perfeito, começando através do paraíso, o pecado de Adão e Eva, e começa a peregrinação dos seres humanos , o crescimento da vida na Terra e a partir dali, o pecado vai aflorando, e os julgamentos, e as exclusões, através de cada um que se diz apto a julgar alguém e assim vai”.

A LUZ DA ETERNIDADE ACENDE A CHAMA
FESTEJANDO A IGUALDADE QUE A FELICIDADE EMANA
RESPLANDECE A BELEZA DO MEU RUBRO PARAÍSO
PROIBIDO É PROIBIR, AVISO!
PELAS BENÇÃOS DE JOÃO, NESSA NOITE DE MAGIA
O MEU SAMBA É A REVOLUÇÃO DA ALEGRIA

“A gente começa a falar de igualdade. Aqui nesse novo paraíso do Salgueiro, após essa limpeza, não tem proibição, tudo pode. Até que haja uma medida, mas tudo pode dentro do respeito, de não se julgar para também não ser julgado. É a grande temática do enredo. Através do samba, o Joãosinho Trinta falava, é o texto do próprio Joãosinho, é uma fala dele. O samba vai ser a grande revolução, ele diz que a grande revolução da humanidade ia acontecer através do samba. Teve a revolução industrial, tantas outras revoluções através de guerra. A partir dessa grande revolução da alegria, se constrói esse novo lugar, esse novo paraíso vermelho. Ele diz que a festa, que o carnaval, é o que deixa todo mundo igual, que deixa todo mundo junto, ricos, pobres, feio, bonito, branco, preto, gay, homem, mulher, todo mundo convive junto, de classes sociais diferentes, de pensamentos e etnias diferentes. É o momento final que prepara para o nosso refrão principal”.

VERMELHA PAIXÃO SALGUEIRENSE
QUE INVADE A ALMA, TÁ NO SANGUE DA GENTE
O MORRO DESCE NA BATIDA DO TAMBOR
NESSE DELÍRIO QUE O ARTISTA SE INSPIROU

“O nosso refrão final fala sobre a paixão pelo vermelho que é o vermelho do Salgueiro, que é o paraíso vermelho salgueirense, que está na alma, o salgueirense tem orgulho dessa cor vermelha. O seu componente emanado e conduzido pelo enredo do Joãosinho Trinta, por essa magia que ele unia todo o morro, vai atrás dele fazer o grande carnaval do Salgueiro, com certeza um dos grandes carnavais que o Salgueiro vai proporcionar acontece neste desfile de 2023”.

Senac RJ renova parceria com a equipe de maquiagem artística da Viradouro para Carnaval 2023

0

O Senac RJ, por meio da maquiadora Christina Gall, renovou a premiada parceria educacional, iniciada em 2019, com a escola vice-campeã do mesmo ano e campeã do Carnaval 2020, Unidos do Viradouro. No Carnaval 2023, cerca de 200 alunos, ex-alunos e instrutores do curso de Maquiador irão atuar na segunda, dia 20 de fevereiro, ao lado da Equipe de Maquiagem Artística da escola, na make-up de aproximadamente 900 integrantes. A atividade funciona como laboratório para os estudantes, permitindo a vivência profissional em um dos maiores eventos do planeta.

maquiagem
Foto: Foto: Erbs Jr/Divulgação

A Equipe de Maquiagem Artística da Viradouro é formada há cinco anos por Christina Gall, responsável atualmente pela Maquiagem, Criação, Coordenação da escola e Comissão de Frente, auxiliada pelos coordenadores Diogo Lisboa, Silvana Maurente e por três alunos do Senac RJ que a acompanham desde o início da parceria: Glaucia Pandoro, Karen Kim e Natália Soares. Com a inovação na maquiagem dos componentes da escola, Christina recebeu, em 2019, o título de Melhor Maquiadora Artística da Revista Plumas e Paetês, que há 15 anos premia quem trabalha na produção do carnaval carioca.

Antes do desfile, os profissionais (Christina, Diogo e Silvana) irão participar de palestras, workshop e treinamentos na unidade Senac Copacabana, na Rua Pompeu Loureiro, 45, para demonstração prática de maquiagem artística e da experiência vivida pelos grupos anteriores nos Carnavais de 2019 e 2020.

Palestra e workshop de lançamento

A palestra Maquiagem e seus efeitos especiais e o workshop Maquiagem de Carnaval Unidos do Viradouro, para captação de talentos, serão realizados no dia 18 de janeiro, das 18h às 21h, com a presença do carnavalesco Tarcísio Zanon e do diretor Cênico e Coreográfico Marcio Moura. Após este encontro inicial, serão promovidos dois grupos de oficinas com duração de 8 horas cada, entre os dias 24 e 28 de janeiro, para treinamento com aplicação das técnicas que serão utilizadas este ano na escola.

A atividade se insere na metodologia de ensino do Senac RJ, que adota sempre o ensino prático, e oferece a oportunidade de alunos vivenciarem a realização de um grande evento e toda a rotina da maquiagem de uma escola de samba do Rio de Janeiro. A qualificação de Maquiador ensina a aplicação técnica de produtos cosméticos e, utilização de recursos artísticos a partir de uma intenção, aplicando o conceito de Beleza Integrada. Desta forma, a equipe da escola assegura que a maquiagem dos componentes do desfile estará alinhada à mensagem de ala ou de cada fantasia. A experiência desse trabalho na avenida contribui para o portfólio profissional desses maquiadores.