
A escola de samba Morro da Casa Verde realizou sua já tradicional feijoada em homenagem a São Jorge Guerreiro, um evento familiar que reuniu toda a comunidade da Zona Norte de São Paulo, apaixonada pela agremiação. A diretoria da escola esteve presente durante a celebração, e muitos membros da comunidade auxiliaram para que a festa acontecesse. No local, era possível adquirir camisetas da escola, além de garantir brindes em homenagem ao santo. A feijoada, farta, foi servida pelas baianas para todos os presentes. A roda de samba ficou por conta dos grupos Cachasamba SP e Grupo Tudo Azul, além das apresentações especiais do elenco da agremiação, já pensando no Carnaval de 2027. A festa aconteceu no espaço da escola, localizado na Rua Ernâni Salomão Rosas Ribeiro, marcando mais uma edição de sucesso dessa celebração tão querida pela comunidade.
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Durante o evento, o presidente da escola, Diego Campos, conversou com o CARNAVALESCO e compartilhou novidades para o próximo desfile. Ele falou sobre as novas contratações e destacou o planejamento cuidadoso da equipe: “As novas contratações foram exclusivamente por conta própria, já que os anteriores quiseram sair. Acho que todo mundo tem que ser livre para escolher. Se você está bem, está legal e, caso não esteja, está tudo bem também. Entrou aí o coreógrafo Carlos, um profissional muito competente, que faz excelentes trabalhos, além do trio de harmonia, que tem bastante experiência e já atua no carnaval há um tempo”, diz Diego Campos.
São grandes novidades na escola, que recebe alguns nomes para somar no Acesso 1. Para o presidente, também é importante manter um legado de respeito e tradição à velha guarda: “Agora, a gente vai anunciar o nosso segundo casal também, que chegou para somar, já que o nosso anterior optou por não continuar no projeto. Para o Carnaval 2027, a gente quer vir com os pés bem no chão, sem fazer nada fora da casinha, para ter tempo de terminar tudo de forma coesa, com muita leitura e acabamento perfeito. Um carnaval grandioso, do jeito que o Morro da Casa Verde merece. Meu bisavô, seu Zezinho do Banjo, e minha avó, dona Guga, vão olhar e se orgulhar, onde estiverem, minha avó aqui em vida, graças a Deus. Queremos fazer um excelente desfile e, com a graça de Deus, alcançar voos maiores no próximo ano”, comenta o presidente da Morro da Casa Verde.
O presidente também ressaltou a importância da escolha do samba-enredo, que ainda não está definida e vem sendo tratada com bastante critério: “Sobre o samba, a gente ainda não sabe, não temos o tema definido. Converso bastante com os compositores. O Celso Modi é o condutor de tudo, e uma das coisas que eu peço, principalmente, é um samba que levante a comunidade, porque, nos últimos três anos, o samba fez com que a nossa evolução acontecesse de forma natural na pista. Quem estava na arquibancada também achou difícil ficar parado. A gente pretende manter essa safra de sambas excelentes, porque temos ótimos compositores. Acho que tem tudo para dar certo”, explica Diego.
O Carnaval de 2027 chega mais cedo no início do próximo ano, mas, para a Morro da Casa Verde, o calendário não terá muitas mudanças. Segundo Diego, o desafio é conter a emoção de uma comunidade animadíssima para o próximo desfile: “Acho que o maior desafio no Acesso 1 é controlar a nossa comunidade, que está muito ansiosa, muito aguerrida, e, às vezes, a ansiedade acaba atrapalhando um pouco o projeto. Então, queremos manter a calma. Geralmente, anunciamos o enredo na nossa festa de São Jorge e, este ano, optamos por fazer diferente, para não escolher precocemente e acabar errando. Sabemos que o carnaval é um pouco mais cedo para as escolas do acesso, mas, para a gente, será na mesma data. Então, não temos essa pressa de lançar o enredo agora, porque ainda temos tempo para trabalhar. Temos um planejamento muito coeso dentro de casa e vamos segui-lo para fazer um desfile bacana e chegar ao dia 7 de fevereiro com um excelente carnaval para apresentar”, finaliza o presidente.










