
Apresentando o enredo “Macumbembê, samborembá: sonhei que um sambista sonhou a África”, planejado pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, em homenagem à trajetória de Heitor dos Prazeres e sua importância na criação da Pequena África, no Rio de Janeiro, a Unidos de Vila Isabel ficou em terceiro lugar no pódio do Carnaval 2026. Com muita satisfação pelo resultado entregue pela agremiação, integrantes que competem em quesitos comentaram sobre o resultado e as expectativas para o próximo ano.
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“A gente não faria nada de diferente. Um sentimento de gratidão, de esperança. Graças a Deus, a gente só tem a agradecer por esse presente que Ele deu para a gente de voltar para a Vila Isabel novamente, eu e Dandara juntos. Nós trabalhamos muito, eu, Dandara, a nossa equipe. Desde o primeiro momento em que a gente soube que existiria cabine espelhada, a gente começou a estudar, começamos a ver os prós, os contras, o que podia ou não acontecer, e assim fomos criando, trabalhando, cada profissional nos ajudando, cada um no seu pedaço: a coreógrafa, o preparador, o fisioterapeuta, a nutri, o Bruno Oliveira, que confeccionou nossa fantasia, os carnavalescos, que deram esse presente para a gente, que foi essa fantasia”, afirmou o primeiro mestre-sala, Raphael Rodrigues.
“Não faria nada diferente, faria tudo igual. Sei que a gente está no caminho, acho que sempre tenho o que evoluir, mas eu estou muito feliz, muito honrada. Agradecer muito à minha coreógrafa, Cátia Cabral, que está comigo desde a Rocinha, desde o acesso, e que pôde pensar junto comigo na evolução dessa porta-bandeira e, agora, na evolução desse casal. E hoje eu e Rafael estamos num momento de sintonia, de parceria, de cumplicidade, de maturidade muito grande, e eu estou muito feliz com isso”, afirmou a porta-bandeira, Dandara Ventapane.

Sobre os 40 pontos no quesito Bateria, o mestre Macaco Branco declarou: “O sentimento é o melhor possível. É um trabalho de um ano inteiro. É muito gratificante quando a gente vê um trabalho ser reconhecido, ainda mais um trabalho árduo, um trabalho com uma comunidade maravilhosa. É muito gratificante poder receber essa nota 40 e ajudar a nossa escola na luta pelo título. Neste ano não deu, chegamos perto ali, mas quero dar parabéns ao mestre Ciça, porque ele merece muito, e, se Deus quiser, no ano que vem a gente vai com tudo para trazer esse título para a Vila”.
O intérprete Tinga destaca o enredo e o samba escolhido como responsáveis pelo sucesso na Avenida. Já renovado para continuar a defender a terra de Noel em 2027, garante que a expectativa para o próximo ano é das melhores, em busca do campeonato.

“O sentimento é de dever cumprido. A nossa escola está muito feliz com o nosso samba, com o nosso enredo. A gente sabe que não depende só da gente, mas a gente está feliz demais com o nosso destino e com o nosso Carnaval. Em 2027 está logo ali, daqui a pouco tem mais. A gente vai continuar nessa luta, em busca do nosso sonho. Para 2027, a expectativa é das melhores. Sempre, a cada dia, passar a melhorar mais para a gente buscar o nosso sonho”, declarou.
Já Alex Neoral, coreógrafo da Comissão de Frente ao lado de Márcio Jahu, lamenta o julgamento que descontou um décimo por conta de uma caixa de som e alega falta de preparo de parte dos jurados.

“Você julgar que a sua visibilidade está comprometida por causa de uma caixa de som que está para cair não é culpa de nenhuma escola, de nenhuma comissão. Tem um objeto que faz parte da arquitetura da Sapucaí, e há muito tempo a gente fala dessa caixa de som. Você vê que todos os outros jurados deram 10; com certeza é uma comissão de 40 pontos, e a gente perder um décimo por uma bobeira, por uma falta de competência no julgamento. Nosso dever é ter a sensação de dever cumprido; em todas as vezes em que a gente se propôs a fazer algo, conseguimos na avenida. A gente está feliz, a gente viu a plateia, a arquibancada, todo o público responder, então é esse o sentimento que a gente vai levar”, disse.
Apesar da pontuação perdida, o coreógrafo ressalta o alto nível do carnaval entregue pelas coirmãs e a felicidade de subir ao pódio.
“Todas as escolas, a Viradouro, a Beija-Flor, a Vila Isabel, poderiam ter sido campeãs. Acho que a ordem, primeiro, segundo, terceiro, se invertesse, se mudasse, todas as três seriam justas. Foram três desfiles maravilhosos, e eu fico muito feliz de estar entre essas três escolas maravilhosas”, afirmou.









