A Acadêmicos do Sossego voltou a ensaiar nas ruas de Niteroi para o Carnaval 2022. A escola coloriu de azul e branco a avenida Amaral Peixoto, no início da noite de domingo. O destaque ficou por conta da bela apresentação da bateria Swing da Batalha, comandada por mestre Laion, que deu sustentação ao samba-enredo e ao canto dos componentes.

Indo para o seu terceiro ano à frente da bateria da escola, Laion planeja um ritmo cadenciado. “A minha proposta é de elaborar um andamento um pouco mais “pra trás”, para que as minhas idéias, que são um pouco mais longas, fiquem um pouco mais limpas. Na gravação inicial do CD o andamento foi de 139 bpm (batidas por minuto). Pro desfile a proposta é que o andamento seja entre 140 e 144″, revelou.

Com o objetivo de alcançar os 40 pontos da comissão julgadora do carnaval, a bateria da Sossego vem ensaiando desde setembro de 2021. Para isso, mestre Laion conta que busca sempre inovar e ousar. “O trabalho é uma crescente. A minha cobrança é até comigo mesmo. Ano após ano tem que ser melhor. A gente tem que se superar a cada ano que passa”.

O samba-enredo foi outro destaque do ensaio de rua. Um pouco mais curto do que outros sambas, o hino da Sossego pra 2022 mostrou ter uma melodia que facilita o canto escola. O intérprete Nino do Milênio se mostrou satisfeito com o resultado do trabalho que tem sido feito. “Primeiro ensaio… A gente ta voltando agora. O samba ja vem funcionando ha um tempo… E ta tudo certo pra gente fazer bonito na Sapucaí em abril”.

Sem apresentar uma comissão de frente no ensaio, coube ao primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrício Pires e Giovanna Justo, a missão de abrir caminho para a passagem da escola. Eles esbanjaram simpatia e entrosamento ao longo da avenida. A evolução da Sossego foi correta, sem grandes espaços entre as alas.

O presidente da Acadêmicos do Sossego, Hugo Júnior, revelou ao CARNAVALESCO que está preparando o melhor desfile da história da escola. Ele ainda comentou sobre a importância dos ensaios de rua, que funcionam como uma espécie de termômetro para o trabalho da diretoria. “Mostrar a parte técnica. O canto… Trabalhar o chão da escola, a animação, o samba na ponta da língua”.

“É trabalhar o quesito de harmonia, a bateria poder fazer suas apresentações, os casais de mestre-sala e porta-bandeira também fazer suas apresentações, fazer as suas marcações. Porque aqui, (a avenida) se assimila muito à Marquês de Sapucaí. Então é muito importante a gente ter essa estrutura da Amaral Peixoto, para quando pisar na Sapucaí estar pronto para tirar nota dez”, concluiu.

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