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Série Barracões: União de Jacarepaguá aposta novamente em enredo afro-brasileiro para se firmar na Série Ouro

A campeã da Série Prata, União de Jacarepaguá, volta a Marquês de Sapucaí depois de sete anos na Intendente de Magalhães com o desafio de se firmar na Série Ouro. A Verde e Branco de Jacarepaguá aposta no enredo “Manoel Congo e Marianna Crioula: Heróis da liberdade no vale do café”. A escola optou novamente por um enredo afro-brasileiro na linha do enredo de 2022 que levou a União de Jacarepaguá de volta à Série Ouro. Para pensar o enredo, a União de Jacarepaguá aposta em uma dupla de carnavalescos: Lucas Lopes, já parte do campeonato da Série Prata, e Rodrigo Meiners, contratado para esse carnaval.

Fotos: Augusto Werneck/Site CARNAVALESCO

Enredo

O carnavalesco Lucas Lopes, em entrevista ao site CARNAVALESCO, contou como a ideia do enredo chegou às mãos da dupla. “Esse enredo chegou para a escola como uma proposta para a gente, já que a gente tem um contato muito grande com o Vale do Café. Esses dois personagens eram dessa região. Chegou, porque a gente já tem esse currículo de falar sobre Vassouras, aquela região. Nós montamos esse enredo todo, eu e o Rodrigo. Foi um trabalho muito tranquilo que acabou fluindo de uma maneira que a gente não esperava.”

O intuito é usar o carnaval para mais pessoas conhecerem a história de Manoel Congo e Marianna Crioula. A falta de literatura sobre o tema dificultou o processo de pesquisa dos carnavalescos. Porém, mesmo com as dificuldades, a dupla conseguiu conteúdo suficiente para montar o desfile.

“O que mais me impressionou é não ter conhecido esses dois personagens antes. Por causa desse apagamento histórico que é tão popular no nosso país. Tem tantas outras histórias apagadas que merecem ser mostradas a todo Brasil e ao mundo pelo carnaval. Foi uma pesquisa difícil por conta desse apagamento. A gente não tem tanto conhecimento histórico da vida dos dois, só durante e depois da revolta. Nós não tivemos muito conteúdo para rechear o enredo, mas conseguimos nos virar e montar o enredo perfeitamente”, disse Lucas. O carnavalesco também revelou a parte da história que mais se identificou. “A revolta. Foram duas pessoas que lutaram contra o fim da escravidão, aquela tristeza, aquele sofrimento dos seus irmãos. Cansados dessa violência, acabaram se rebelando e criando o segundo maior quilombo do Brasil”.

Coroação de Manoel Congo e Marianna Crioula

O último setor da União de Jacarepaguá promete uma bela homenagem a ancestralidade do povo negro. O desfile fechará com a coroação de Manoel Congo e Marianna Crioula. Trazendo o legado do casal nos dias de hoje.

“Nosso último setor vai trazer toda ancestralidade, toda a herança cultural que partiu dos negros e está aí até hoje muito presente na região do Vale do Café. Essa coroação vai ser proposta no final do desfile”, enfatizou Lucas.

Dupla de carnavalescos da União de Jacarepaguá

Virou uma tendência entre escolas de samba cariocas apostarem em duplas de carnavalescos. No caso de Rodrigo Meiners e Lucas Lopes na União de Jacarepaguá, a logística acaba sendo à distância. Isso acontece por conta de compromissos de Rodrigo em São Paulo.

“É bom, porque tem uma divisão de tarefas.. Hoje eu e Rodrigo temos uma amizade muito legal. Ele mesmo trabalhando em São Paulo, faz de lá as coisas aqui da União. A parte mais escrita, a narrativa, os desenhos foi ele que fez. Eu estou aqui mais no trabalho braçal, já que eu moro aqui, venho todo dia para o barracão”, disse Lucas sobre a divisão dos trabalhos.

Conheça o desfile da União de Jacarepaguá

A União de Jacarepaguá vai ser a primeira escola a desfilar no sábado, dia 18 de fevereiro. Terá 19 alas com 80 pessoas cada, totalizando entre 1800 e 2000 componentes. A grande novidade da escola será uma ala com 100 baianas. Além de três carros alegóricos e dois tripés, incluindo o da comissão de frente.

Setor 1: “A África e a ancestralidade de Manoel Congo e Marianna Crioula”.

Setor 2: “A travessia dos negros para o Brasil até a chegada no Cais do Valongo”.

Setor 3: “Vale do Café, o trabalho escravo na região. Partindo para a revolta até chegar no quilombo”.

Setor 4: “Vai ser toda essa herança cultural e ancestral que veio dos negros de Manoel e Marianna. E a coroação deles dois como heróis da liberdade”.

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