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Série Barracões: Niterói estreia na Sapucaí com a responsabilidade de representar os 450 anos da cidade

Estreando na Marquês de Sapucaí após a cessão de direitos feita pela Acadêmicos do Sossego, a Acadêmicos de Niterói chega na Avenida homenageando os 450 anos da sua cidade natal. Com o enredo “O carnaval da vitória”, a agremiação abordará o carnaval de Niterói, que já chegou a ser um dos maiores do País. A ideia, segundo a escola, é mostrar a força, história e importância do espetáculo da cidade que vai desde os blocos de rua até os desfiles organizados. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o enredista João Vitor Silveira contou um pouco da proposta do enredo da Acadêmicos de Niterói. Ele também falou sobre a importância de trazer o carnaval da cidade para a Sapucaí em meio aos 450 de Niterói. O enredista contou que a ideia surgiu após uma longa pesquisa e buscando um desfile mais leve e solto. Com o enredo, a escola conseguirá homenagear Niterói e o carnaval histórico da cidade.

Fotos: Raphael Lacerda/Site CARNAVALESCO

“A ideia veio para a gente porque a cidade de Niterói está completando 450 anos e estávamos pensando em fazer alguma coisa que fugisse dessa dinâmica de ser aquela coisa de data de fundação ou fundador. Daí, estudando sobre a cidade e pesquisando, a gente se viu de frente a um carnaval grandioso. Por um período de tempo, o carnaval de Niterói foi considerado o segundo maior do país. É um carnaval que tem muita história. Também é um caminho que acredito que a gente consiga dar conta de homenagear a cidade e, ao mesmo tempo, conseguir fazer um carnaval ‘solto’, alegre, divertido e sem ser aquela coisa muito ‘quadrada’ e muito pragmática”, contou João Vitor.

Um carnaval que vai desde os Entrudos e batalha de confetes até os desfiles organizados. João Vitor contou que o espetáculo niteroiense era marcado pela defesa da territorialidade e pela valorização da cidade.

“Tem alguns pontos muito interessantes. Acredito que um deles é que o carnaval de Niterói, talvez, como nenhum outro, tem uma dinâmica muito interessante de você observar os picos dessas manifestações carnavalescas. A gente consegue observar com clareza o pico das mais antigas – Entrudo e a batalha de confetes, por exemplo. Vimos os blocos de carnaval chegando com muita força e quando eles perdem essa força, surgem as escolas de samba e assumem esse papel de ser o carro chefe do carnaval. Essa é uma dinâmica muito interessante no carnaval de Niterói. Outro fator interessante é como os blocos e o próprio carnaval refletem muito a cidade – muitos blocos levam no nome o bairro de origem. Tem uma questão muito forte de defesa do próprio bairro e da própria territorialidade. Também tem as conexões com as ruas. Diversos lugares são conhecidos por terem feito parte do carnaval de Niterói, como a Avenida Amaral Peixoto e a Praça Arariboia. São vários lugares que tem uma grande territorialidade com o carnaval”, destacou o enredista.

Para João Vitor, o grande trunfo deste desfile será a leveza, evitando fantasias e adereços enormes. A ideia, segundo ele, é possibilitar que os componentes possam brincar carnaval, levando a ideia do carnaval de rua para a Marquês de Sapucaí.

“Eu acho que, junto com o André (carnavalesco) e a Beatriz Chaves, em relação a questão estética, é a oportunidade de fazer um carnaval bem leve. As pessoas vão perceber que as fantasias não tem costeiros enormes e nem muitos adereços de mão. É tudo para privilegiar que as pessoas possam brincar carnaval, porque parece muito estranho para a gente pensar em fazer um carnaval que tenha uma grande quantidade de conexão com o carnaval de rua e até pelo período, que é de um carnaval mais antigo, trazendo efeitos muito espetaculares e costeiras enormes que não fazem muito sentido. A gente quer que as pessoas pulem carnaval, por isso são fantasias leves e coloridas. Até mesmo colocar o carnaval de rua na Sapucaí”, revelou o enredista da Acadêmicos de Niterói.

Um enredo de cunho informativo que se disfarça em uma brincadeira. Segundo o enredista, a proposta é levar ao público novas experiências de desfile, valorizando assim o movimento cultural da cidade.

“Acredito que, principalmente para o carnaval carioca, é uma oportunidade de conhecer novas experiências de desfile. Como nós somos parte integrante do carnaval carioca, temos muito uma definição de como proceder das coisas que a gente conhece. Acabamos se aprofundando, até mesmo de forma natural, nas coisas mais próximas de casa. Acredito que é muito interessante a oportunidade de conhecer outros carnavais. Essa é a grande importância desse enredo, porque além de ser um enredo leve e brincante – que estamos fazendo para poder disputar o carnaval – é um enredo que tem um cunho informativo que se disfarça muito bem em uma brincadeira. Conseguimos captar novas informações brincando de carnaval. É o mais importante”, ressaltou.

Conheça o desfile da Acadêmicos de Niterói

A Acadêmicos de Niterói será a sexta escola a desfilar no próximo dia 17, primeira noite de desfiles da Série Ouro. A agremiação levará para a Avenida cerca de 1400 componentes, três alegorias, e dois tripés.

João Vitor Silveira explicou que a dinâmica do desfile se inicia mostrando a experiência de alguém que sai da capital para Niterói. Esse é um dos destaques do abre-alas da escola.

“A nossa dinâmica foi pensar em alguém do Rio de Janeiro indo conhecer o carnaval de Niterói. Por isso, o início dele é a galera chegando. Vai ter o tripé da barca representando essa travessia. O abre-alas é o Arariboia, porque quando pensamos na viagem de barca, a primeira coisa que a gente vê é a estátua de Araribóia na estação. Ele está vindo no abre-alas e está bem legal e carnavalizado, o que é muito importante”, revelou.

SETOR 1: “Nós iremos falar dessas manifestações de carnaval mais antigas e que foram muito fortes na cidade de Niterói, como o Entrudo, as batalhas de confete, os blocos de sujos e avulsos e etc”.

SETOR 2: “Vamos poder falar dos blocos de carnaval mais organizados, que tinham séries e bolavam temas para desfilar”.

SETOR 3: Vamos falar das escolas de samba de Niterói Nós vamos falar da ‘Corações Unidos’, que foi a primeira escola da cidade e da ‘’Sabiá’, que foi a primeira campeã. Iremos trabalhar com essa dinâmica de realmente seguir o que a linha de pesquisa nos trouxe: ver que o carnaval tem suas fases; nós iremos apresentar essas fases para o público”.

O presidente da Acadêmicos de Niterói, Hugo Júnior, estava acompanhando os trabalhos finais no barracão e também conversou com o site CARNAVALESCO. Hugo Júnior falou sobre a mudança de nome da agremiação, a relação com a cidade de Niterói, importância do auxílio da prefeitura da cidade e o impacto das chuvas no barracão da escola.

Segundo o presidente da escola de samba, a mudança de nome e o enredo são fundamentais para realçar a importância da cidade de Niterói para o carnaval carioca e o estado do Rio de Janeiro. Ele ressaltou que a escola chega com a missão de ir para a elite dos desfiles.

“Com esse momento que o município de Niterói passa, que é a confraternização de seus 450 anos, a vinda de uma escola de samba com o nome do município só engrandece a importância da cidade. E falar da história do carnaval de Niterói é uma grande missão para nós, porque foram grandes carnavais, desde a época de 1940, que a gente retrata em nosso enredo. É um momento de confraternização e que o município abraçou a causa. Os desfilantes estão muito felizes e também temos um samba que cresceu muito agora na reta final – fizemos um grande ensaio técnico na Marquês de Sapucaí. É um grande momento de festa e de comemorar os 450 anos do município com essa escola que nasce já grande – estamos em uma Série Ouro do carnaval e com uma missão de chegar e brigar por uma vaga na elite do carnaval. O barracão está 98% pronto e estamos fazendo os últimos detalhes. Esperamos um grande carnaval e, se Deus quiser, poder estar comemorando bastante, junto com Niterói 450 anos, uma grande colocação”, disse o presidente da agremiação.

Hugo Júnior também afirmou que a mudança de nome – de Acadêmicos do Sossego para Acadêmicos de Niterói – não atrapalha em nada, e sim, contribui.

“Essa mudança de nome não atrapalha em nada. Foi tudo bem pensado, uma cessão de direitos que a Sossego tinha na Série Ouro. Foi tudo legalmente ok, juntamente com a Liga-RJ. Foi tudo muito bem pensado. A repercussão do nome Niterói foi muito boa. Agora é um município representado, e não uma comunidade ou determinado público. Agora temos a missão de levar o nome de Niterói nos quatro cantos do mundo e temos muita gente de várias localidades da cidade. A gente se expandiu, todo mundo se sentiu bastante abraçado com essa nova escola”, enfatizou.

Além do apoio da população de Niterói, que abraçou a escola, a Acadêmicos de Niterói também conta com o apoio financeiro que recebe da prefeitura da cidade. O presidente da agremiação comentou sobre a importância desta ajuda para engrandecer o trabalho da escola de samba e o município.

“É de suma importância. Acredito que todos os governantes deveriam incentivar essa arte. Sem esse aporte, com certeza ficaria muito difícil a gente levar o que estamos levando. Precisamos sim do apoio – todo apoio é bem vindo – e o apoio que a prefeitura de Niterói nos proporciona é o ponto chave para a gente finalizar e poder investir um pouco mais. Tudo é um casamento: é a ajuda que vem e a gente retorna com essa projeção maravilhosa”, declarou o presidente Hugo Júnior.

Na reta final para os desfiles, as fortes chuvas que atingiram a região metropolitana do Rio de Janeiro se tornaram um problema para muitas escolas da Série Ouro. Com elas, veio também uma chuva de reclamações de componentes e de diretorias das agremiações sobre as condições precárias de alguns barracões. O presidente da Niterói comentou sobre o ocorrido, além da importância do cuidado por parte do poder público.

“Eu acredito que tenha afetado todos. Até ouvi relatos até da Cidade do Samba. Foi uma chuva atípica e muito forte em que todas as escolas – e com a Niterói não foi diferente – foram afetadas. Tivemos dores de cabeça com a chuva, mas nada que comprometesse o resultado final. É claro que a gente pede para os governantes, como a prefeitura do Rio, para olhar com carinho para a Série Ouro, porque ali nós conseguimos crescer o espetáculo. Cada vez mais, com mais estrutura, tenho certeza que nós vamos poder, cada vez mais, engrandecer o espetáculo. Com isso, o carnaval sai ganhando em todos os lados”, salientou.

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