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Série Barracões SP: O que te leva ao céu? Águia de Ouro busca trazer um misto de sentimentos com enredo

Escola da Pompeia quer chegar aos céus com enredo cheio de momentos cotidianos

A Águia de Ouro contará o enredo ‘Um pedaço do céu’ em 2023 e busca o seu segundo título, já que conquistou o primeiro em 2020, antes da pandemia. Um enredo patrocinado pela forte marca de doces, mas que tomou forma nas mãos do carnavalesco Sidnei França e mira uma aventura curiosa para qualquer pessoa. Afinal, quais emoções te levam ao céu em vida? Contando sobre o enredo, a escolha, o carnavalesco Sidnei França contou em duas partes sobre o surgimento, e toda construção até chegar no produto final que irá para o Sambódromo do Anhembi no sábado, dia 18 de fevereiro.

Fotos de Fábio Martins/Site CARNAVALESCO

“Esse enredo se chama ‘Um pedaço do Céu’, é uma criação minha, porém uma criação que surgiu depois da agremiação ser procurada pela Sodiê Doces, quando acabou o carnaval de 2022. A escola foi procurada pela marca, que faziam uma pesquisa de mercado, pois queriam popularizar a marca e achavam que escola de samba teria uma densidade cultural e ao mesmo tempo associada a questão da população de baixa renda, até pela característica do samba e carnaval, por ter sido criado e mantido pelo povo. Então fomos procurados pela Sodiê para desenvolver um carnaval que tivesse a linguagem da marca, falar sobre a questão lúdica, de uma vida açucarada, não no trocadilho, mas no sentido de uma vida feliz, suave, livre. Mas que também tinha mensagens da história da fundadora da marca, que é a Cleusa, uma mulher empreendedora, que já batalhou muito na vida, inclusive ela foi inspiração para novela da Globo, que se chamou A Dona do Pedaço com Juliana Paes. Daí vem a questão do pedaço, pois o diferencial da Sodiê é comercializar pedaços de bolo, e não bolo inteiro. Para ficar mais barato e acessível para a população, então daí a novela ser a Dona do Pedaço e o desfile do Águia ser ‘Um pedaço do céu’, a questão de o pedaço ser muito forte. Porém, apesar do enredo ser uma parceria com a Sodiê, ela não se ocupa de falar da história da Cleuza, que é a dona da marca, e muito menos sobre os segmentos dos bolos e doces. Sempre digo que é uma parceria em que a empresa entendeu que a vantagem é apostar na cultura e não transformar um desfile de escola de samba em um folhetim e panfleto comercial”.

Complementando sobre o trabalho junto com a marca parceria no processo de construção do que seria o enredo para 2023, o carnavalesco do Águia de Ouro contou com exclusividade para o site CARNAVALESCO e refletiu bastante para chegar no produto final.

“Assim foi, fizemos um trabalho muito forte de criação e contextualização para o parceiro, eles entenderam que a marca não seria homenageada no carnaval, apenas seria um apoiador para que toda a positividade do enredo repercutisse como positividade da marca também. De forma resumida é isso, a escola foi procurada pela Sodiê e aceitou, eu também como carnavalesco, tivemos um carnaval difícil em 2022. A escola como atual campeã sofreu muito para terminar, sem patrocínio, sem parceria, pagar salários de funcionários e ainda desenvolver um desfile para o carnaval de 2022. Então eu e o presidente juntos, nos unimos em busca de solução que tornasse o carnaval de 2023 mais fácil, mas nem por isso um carnaval sem cultura, magia, a força que uma agremiação tem que ter para cruzar a pista ciente do seu papel de guardião popular”.

Processo de pesquisa

Sem deixar o parceiro de lado, mas transformando o produto em um enredo de escola de samba, Sidnei França teve surpresas positivas durante toda a sua pesquisa, e abordará nos setores da escola que serão contados com pequenos spoilers em breve. Pelo momento, o carnavalesco contou sobre algumas descobertas no processo de pesquisa.

“Muita coisa, aliás esse desfile, não falo só na parte final do sambista, começou obviamente como uma ideia que conseguisse abarcar a proposta da Sodiê. Precisamos ser muito claros, não é um enredo que tinha guardado ou sonhado. Foi circunstancial que surgiu, agora que estamos na reta final, vejo que consegue traduzir muito dos valores humanos, filosóficos de existencialismo, o que estou fazendo aqui depois que tudo acabar e será que está valendo a pena tudo que estou fazendo nesta vida. O enredo ganhou densidade que no começo não tinha, e o que me surpreendeu foi isso. O quanto cada um de nós temos uma busca, construímos momentos de prazer, celebrações, vai ser um desfile que tocará muito as pessoas sobre sua experimentação individual. Cada pessoa tem sua religião, tem algo que a preenche e leva ao céu. Cada pessoa tem uma conquista e luta na vida, todo mundo já foi criança e enxergou no mundo da imaginação um ambiente favorável para chamar de céu. Então em vários momentos as pessoas irão se reconhecer e vão falar ‘nossa eu já vi aquilo, senti aquilo, sonhei com isso’, gosto de enredo abstratos por isso, desde lá de trás quando comecei na Mocidade Alegre, sempre fui fã. Fiz lá o riso, coração, ilusão, espelho, a fé, depois enfim, aqui na Águia de Ouro, o saber”.

“Gosto de enredos que vamos nos desdobrando e as pessoas vão falando, eu já vivi isso, entendi, foi minha verdade, sonho, dentro disso tudo é gostoso ver que vai dialogando. Por exemplo, para construir esse desfile agora, conversei com crianças e perguntei ‘o que é o céu para você’? E você ouve cada coisa bacana, ‘minha mãe falou que meu cachorrinho virou estrelinha no céu’, e tudo isso vou solidificando que vire um desfile de escola de samba. As pesquisas dos sambistas que se foram, foi muito prazeroso no sentido do paladar viver com todos os bolos da Sodiê. Como corintiano vou linkando com o futebol, gosto muito, vou muito para o futebol de ir no estádio, gosto, sempre que posso, não agora, quando acaba o carnaval vou para Itaquera, na Arena, é gostoso ver que traz um pouco de você, cada parte da sua vida para dentro de uma obra e ela transcende, fica maior do que você. Esse é o bonito do carnaval, o carnavalesco tem que ter humildade que isso fica maior que a gente, no começo tudo está comigo, eu que defino porque é amarelo, vermelho, azul, mas chega um momento que isso cresce tanto, vira samba, conquista comunidade, ganha o Anhembi e vira maior que a gente. Mas isso é muito gostoso, ver que a mensagem extrapola. E essa mensagem da Águia de Ouro, tenho certeza que as pessoas estão enxergando muito Sodiê, bolo, mas vão se surpreender o que iremos apresentar no dia 18”.

Ponto chave

Toda vez que falamos com carnavalesco e perguntamos um momento que tocará os corações da comunidade ou do público presente, em casa, é sempre alvo de reflexão de quem construiu todo o projeto. Mas para Sidnei França, tem momentos que gosta e destacou com alguns detalhes do que está por vir em ‘Um Pedaço do Céu’.

“Vejo vários momentos, é como falou, é difícil para o carnavalesco, criador, destacar apenas um momento. Mas dá para destacar alguns, a comissão de frente será um momento muito bacana, não só pela alegoria, ou qualidade estética, o visual. Mas pela mensagem, vai ser um momento bonito do desfile, pois a escola tem proposta desenvolvida por muito e o coreografo, Ruy, que está estreando neste carnaval aqui na Águia. Momento especial na carreira, e para mim, pois é muito meu amigo. Daí vamos ter uma brincadeira na comissão de frente que tem tudo a ver com céu. Ala das baianas que vem de boneca de pano, cinco cores diferentes, vai colorir a passarela com cinco cores, lúdicas, tons pastéis, chamamos de cores baixas, pastéis, bem clarinhas, tons bebês. Destacaria o carro 3, gosto muito, que é o céu das delícias e prazeres, que é uma espécie de uma Fábrica de Chocolate, climão Willie Wonka, chocolate, morango, chantilly, gosto muito. E o momento que vai emocionar é o último carro, pois vamos homenagear quinze bambas que já morreram e deixaram saudades, momento nostalgia do desfile, última imagem, o carro indo embora, cores do céu, estou dando spoiler, cores bem clarinhas para lembrar o céu. Vai ser um desfile bem bacana, o famoso tirar leite de pedra, consegui junto com a escola transformar o que tinha que ser algo mais comercial em algo lúdico, as pessoas durante desfile vão até esquecer de Sodiê, bolo, tudo isso e vai se entregar”.

Cores trabalhadas no desfile

Em relação ao trabalho do que virá em fantasias e alegorias para 2023, o carnavalesco refletiu e falou sobre o horário de desfile ter sido crucial para colocar tons que busquem ligar o público já na reta final da sequência de desfiles no Anhembi.

“A escola vai desfilar muito colorida, muito mesmo. Toda entrada da escola, da comissão de frente até abre alas são em tons pastéis, escolhi cinco tons de cores, todas pastéis, suaves, bebês, para dar essa inocência, clima lúdico e encantador do início. Mas depois que o abre-alas passar, explodimos em cores muito cítricas, muito vivas, até porque Águia de Ouro é a sexta escola da noite, quando escola estiver na pista vai estar amanhecendo, então aposto nas cores cítricas fluorescentes, para acender, até porque o público não pode cansar. Você imagina que as pessoas já viram outras cinco escolas e não pode ser mais uma. A escola precisa trazer uma vibração estética, contraste de cores que prenda o olhar, a partir do momento que está entregue, ela sente a música, bateria, enfim, tudo que tem a acontecer”.

Como é o carnavalesco Sidnei França

O trabalho de um carnavalesco é sempre bem intenso durante os meses que precedem o carnaval, muitas vezes discretos ao longo dos períodos, pouco é percebido pelos amantes do samba. Mas dentro da comunidade, é sempre bem intenso, e cada um tem seu estilo de conduzir, no caso do Sidnei França contou um pouco do que exige no dia a dia no barracão da Águia de Ouro.

“Sou uma pessoa meio bipolar, tem momentos que sou muito chato, bravo, ranzinza, se não agrada, eu peço para mudar. Se não é aquilo que imaginei, fico perturbado, até que fique como imaginei. Mas ao mesmo tempo sou muito acolhedor com as equipes, gosto de trabalhar com harmonia, energia boa, então assim, estou sempre na corda bamba. Eles sempre acham que hoje vou explodir, cobrar, xingar, mas ao mesmo tempo vejo que se tem carinho pelo trabalho, retribuo com carinho também. Se tem uma coisa que eu não dispenso é carinho, então a costureira, o pintor, todo mundo tem que por muito carinho. Não porque estou assinando, mas o carnaval merece, a escola merece. O Carnaval de São Paulo cresceu demais, o alcance é para o mundo através do YouTube e GloboPlay. Precisa ter respeito pelo público, o público sambista primeiramente, mas também o público mais amplo que enxerga hoje no carnaval um produto cultural que apresenta também para o mundo inteiro, temos muita responsabilidade, sobre tudo isso, acabamento, requinte na apresentação do desfile. Tenho essa consciência, eficiência e carinho. Eficiência para fazer bem feito, e carinho para ter o toque de encanto e o trabalho primoroso”.

Encontros na pesquisa

Referência no enredo, mas sem ser homenageada diretamente, Cleusa foi quem começou o império que virou a empresa de bolos que patrocina o carnaval. Mas ela e nem a empresa serão alvos, apenas são bases para o trabalho que foi construído no enredo.

“A escola não vai contar a história da Cleusa, apenas pegamos características dela. De uma pessoa vencedora, de batalha, luta, superação e tudo isso virou ingrediente para que eu conseguisse desenvolver o enredo. Mas não vamos homenageá-la, não terá foto, imagem, nada sobre ela, ou sobre a Sodiê diretamente. O que existe são momentos do enredo que contam sobre o céu, e utilizo de valores dela, então uma maneira de chegar no céu é através da vitória, batalha, luta, da conquista melhor dizendo. Dentro do contexto todo, ela se encontra diluída, mas não vai homenagear diretamente”.

Conheça o desfile do Águia de Ouro

“Dividi o enredo em cinco setores, primeiro setor é a comissão de frente, que chamo de setor de abertura, que é a comissão de frente, fala sobre a história de uma menina, e essa menina convida amiguinhos para brincar. E dentro da brincadeira ela é desafiada, dentro deste desafio ela vê que com determinação, perseverança é possível vencer qualquer obstáculo da vida e triunfar. Então todo esse setor de abertura, tem esse contexto, de convidar as pessoas para uma aventura lúdica, em que a vida precisa ser enxergada com leveza, mas também seriedade, preservação, determinação em busca dos nossos objetivos. De uma forma geral é isso, a abertura, a menina convidando para o universo lúdico, conhecer pedaço do céu”.

Setor 1: “O primeiro setor que vai desde a primeira ala até o abre-alas, ele apresenta o universo infantil que constrói o céu, primeiro pedaço de céu é o da criança. Que mostra a criança de uma maneira inocente, lúdica, pura, e para ela, o céu é a extensão de sua imaginação. É aí que iremos mostrar que a criança entra em um clima, no universo do faz de conta e dentro desse universo, tudo para ela tem sentido. A partir da construção de um céu muito particular, lúdico, puro, inocente”.

Setor 2: “Saímos do processo infantil e vamos para o segundo setor, que conta sobre o céu das conquistas, o que é o céu das conquistas? São exemplos de luta, perseverança, de batalha, superação, que faz com que qualquer pessoa tenha objetivos na vida, e ultrapasse limites impostos pelo dia a dia, da sociedade, impostos até pela sua própria vida pessoal. Como limitador, a partir do momento que não vê obstáculos na sua frente e resolve perseverar, você vence, e vencendo chega no seu céu. Cada um tenha o seu céu, por exemplo, para uma mulher dona de casa, mãe de família, muitas vezes uma trabalhadora doméstica, o que é o céu? É conseguir sustentar sua família, e conseguir vencer os desafios, formar os filhos, também tem vários exemplos, o esporte, quando a pessoa se dedica, treina, treina, vai para as Olímpiadas e ganha medalha de ouro, o lugar mais alto do pódio é o seu céu. Vamos mostrar neste segundo setor, o céu como conquista, objetivo ao ser alcançado e quando você se dispõe a sacrificar por ele, tudo vale a pena, esse é o segundo setor”.

Setor 3: “O terceiro setor é o céu dos prazeres, sensações e celebrações, neste setor eu mostro o futebol, a pessoa apaixonada pelo futebol, no grito de gol, é campeão, aquele momento, aquela fracção de segundos do êxtase, te leva ao céu. Também a arte, as pessoas que amam arte, a questão de se envolver com a cultura, arte, a pessoa quando se vê dentro de uma ópera, uma peça de teatro, no museu. Enfim, qualquer local que a arte e a cultura, ela também se sente tão preenchida, tão em êxtase, que ela vai ao céu. No amor, paixão, sedução, e obviamente as guloseimas, salgadas e doces, também vamos mostrar as pessoas que se entregam às delícias do paladar também encontram o seu céu. Cada um constrói uma ideia de céu através dos prazeres, sensações, conquistas e celebrações da vida. É o Céu dos Prazeres”.

Setor 4: “O último céu do desfile que é o céu da paz e da saudade. Primeiro vamos mostrar como as religiões tratam o céu. Primeiro vou mostrar o estado zen do budista, o Nirvana para o hinduísta, Aruanda para o umbandista, o Orum para o candomblecista, judeus com o Seol e o próprio paraíso cristão, Jardim do Éden, com as chaves do céu. Então vamos mostrar várias alas no último setor, que apresentam o céu como lugar de paz, conquista, de um bem estar físico e espiritual. Mas também, no último carro da escola, que encerra toda essa aventura por aí do céu, nós vamos fazer uma menção ao céu da saudade. O que é isso? Nós vamos homenagear quinze sambistas de diversas épocas e agremiações, que já foram embora desse plano, que já morreram. Que encontraram um pedaço do céu, mas que deixaram aqui lições de como defender e amar o samba. E aí, esse é o desfecho do desfile da Águia de Ouro, mostrando sambistas que já se foram e hoje estamos aqui para manter o legado dessas pessoas, com muita alegria, honra, enfim, desta maneira. O desfile se dispõe a contar sobre pedaços do céu, segundo crenças, valores, culturas, religiões, e mostrar o legado do sambista como algo maior do que necessariamente um local. Ser sambista é transcender e transcender após a morte é não se restringir a um momento ou só um local, só um pavilhão, é assim que terminamos esse desfile. Fazemos essa homenagem às escolas, principalmente aos sambistas que se foram, deixando exemplos de muitos sambas, batucada e carnaval”.

Relação fortalecida com a Águia de Ouro

Sidnei França assumiu como carnavalesco da Águia de Ouro em 2020 e foi campeão no primeiro ano na comunidade. O primeiro título do Grupo Especial da agremiação, e logo criou um grande carinho. Em 2022, a comunidade da Pompeia ficou em sexto lugar. Pois foi marcante por um enredo diferente que foi abordado na azul e branco. O carnavalesco contou um pouco da sua relação fortalecida no último carnaval por um motivo…

“Só tenho agradecer o Águia de Ouro, escola que me acolheu com muito carinho, respeito, essa palavra é muito forte, a comunidade também. Do presidente a cozinheira do barracão, o respeito pelo meu trabalho, pessoa, são irretocáveis, não tenho o que falar. Águia de Ouro tem marcado minha história mesmo, de verdade, pela sua assimilação a tudo que tenho a propor. Estávamos na pandemia e quando propus um enredo afro que a escola nunca fez, ‘Afoxé de Oxalá’, a escola se abriu para o novo, uma nova realidade e acolheu uma ideia minha, então isso não tem preço, não tem salário que pague isso. Quando você se sente valorizado, acolhido e parte de uma comunidade. Então só tenho gratidão pela Águia de Ouro, é uma escola que vem marcando minha história mesmo e vem se propondo ao novo comigo, venho propondo leituras de carnaval muito minha, muito particulares, o jeito de desenvolver, a maneira de ilustrar, crescer as alegorias e desenvolver os figurinos. E tudo isso eu vou sentindo a resposta da escola, me acompanhando e apoiando, em tudo que proponho, só tenho gratidão, que reflete o momento muito especial na minha trajetória. Me sinto mais maduro de quando comecei lá na Mocidade em 2009, e é gostoso sentir isso, que chegamos em uma fase em que você se estabelece, e não é no sentido de resultado, maturidade mesmo, do que propõe, quer, e é isso, Águia de Ouro virou terreno fértil das minhas ideias”.

Recado para a comunidade

“O recado que deixo é no final da apuração, que o Águia de Ouro encontre o seu pedaço de céu. O lugar mais alto do pódio, é para isso que estamos trabalhando, é claro que são 14 escolas com nível altíssimo. Percebe que ninguém está brincando, as escolas chegaram em um padrão de construção, e quando falo não digo só estética e visual, não só visual por si, mas da construção mesmo. O show que dão com suas baterias, casais, é um misto de profissionalismo, encantamento, magia, sentimento, arrebatamento. As escolas querem encantar, arrancar suspiros com cada carro, ala, comissão de frente. Então vejo que chegamos em um nível de crescimento e temos muita responsabilidade, fazemos com muito amor. Meu recado é esse, que a comunidade da Pompeia encontre o seu pedaço de céu mais uma vez com essa estrela brilhando sobre o seu escudo. E que o público do samba tenha um carnaval extraordinário, estou vendo os carros saindo, é nítido que são projetos maravilhosos e estamos aqui também, com muita humildade, são 14 escolas disputando e Águia de Ouro vai em busca do pedaço de céu”.

Ficha técnica:
Alegorias: 4
Componentes: 2400
Alas: 20
Diretor Artístico do Barracão: Marcio Gonçalves
Diretor Técnico do Barracão: Rai Silva (Bitoca)
Supervisor de Fantasias e Atelier: Fernanda Mendes

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