
O samba perdeu neste domingo um de seus maiores nomes. Morreu o cantor, compositor e instrumentista Noca da Portela, referência histórica da música popular brasileira e um dos autores mais vitoriosos da história da Portela. A notícia causou grande comoção no mundo do carnaval, especialmente entre sambistas, compositores e integrantes da azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira.
Nascido Osvaldo Alves Pereira, Noca construiu uma trajetória marcada pela elegância poética, pela defesa da tradição do samba e pela forte ligação com a Majestade do Samba. Ele chegou à Portela na década de 1960, levado por Paulinho da Viola, e rapidamente se tornou um dos nomes mais importantes da ala de compositores da escola.
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Ao longo de sua caminhada, integrou o histórico Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, além de deixar sua assinatura em sambas marcantes como “Portela Querida”, eternizada na voz de Elza Soares, e no samba-enredo “O Homem de Pacoval”, apresentado pela escola no Carnaval de 1976.
Noca da Portela venceu sete disputas de samba-enredo na agremiação, feito que o coloca entre os maiores campeões da história portelense. Entre suas obras vencedoras estão “Recordar é viver” (1985), “Gosto que me enrosco” (1995), “Os olhos da noite” (1998) e “ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal” (2015).
Integrante da Velha Guarda Show da Portela, o compositor construiu um legado de centenas de sambas, tornando-se uma das figuras mais respeitadas e admiradas do carnaval carioca. Sua obra atravessou gerações e ajudou a preservar a identidade do samba tradicional.
Confira a nota oficial da Portela
“O G.R.E.S. Portela lamenta, com profundo pesar, o falecimento do cantor, compositor e instrumentista Noca da Portela, um dos grandes nomes da nossa história.
Osvaldo Alves Pereira, o Noca, chegou à Portela levado por Paulinho da Viola, na década de 1960. Integrou o Trio ABC da Portela, ao lado de Picolino e Colombo, e deixou sua marca em obras como ‘Portela Querida’, defendida por Elza Soares, e no samba-enredo ‘O Homem de Pacoval’, de 1976.
Noca venceu sete vezes a disputa de samba-enredo na Majestade do Samba, marca que o coloca como um dos maiores vencedores da história da agremiação. Entre seus sambas vitoriosos estão ‘Recordar é viver’, de 1985, ‘Gosto que me enrosco’, de 1995, ‘Os olhos da noite’, de 1998, e ‘ImaginaRIO, 450 Janeiros de uma Cidade Surreal’, de 2015.
Integrante da Velha Guarda Show da Portela, Noca construiu uma obra com centenas de sambas e se tornou uma das personalidades mais respeitadas do Carnaval carioca.
Neste momento de dor, a Portela se solidariza com familiares, amigos, parceiros de composição, admiradores e toda a comunidade do samba”.










