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Técnica irretocável e samba contagiante são destaques no terceiro ensaio técnico da Mocidade Alegre

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A Mocidade Alegre foi a terceira escola a passar pelo Sambódromo do Anhembi neste sábado de ensaios técnicos, em preparação para o Carnaval 2023. Com destaque para o desempenho impecável dos quesitos técnicos, a chuva temeu o poder do samurai que homenageará e deu passagem para o espetáculo proporcionado pela comunidade do Limão. A Mocidade será a quinta agremiação a desfilar pelo Grupo Especial no dia 18 de fevereiro com o enredo “Yasuke”.

Comissão de Frente

A comissão de frente se apresenta ao longo de duas passagens do samba. Um tripé oculta parte dos dançarinos ao longo da encenação, permitindo explorar diferentes cenários na trama proposta. Manipulando pedaços de bambu como se fossem espadas, homens representam samurais, enquanto mulheres com leques em mãos atuam como gueixas. Um homem negro de aparência mais madura inicia a encenação em torno dos demais atores, dando lugar a outro, mais jovem, iniciando o segundo ato onde os samurais sobem na alegoria por escadas laterais. Os dois personagens distintos dos demais parecem representar a mesma pessoa em fases diferentes da vida, como se o primeiro iniciasse o conter de uma história. Provavelmente a pessoa em questão é o protagonista do enredo, o samurai Yasuke.

MocidadeAlegre et Comissao

A apresentação é feita de uma forma que qualquer pessoa com mais afinidade com a cultura oriental irá se identificar. O clima que a atuação transmite é uma clássica retratação da saga de um herói que lembra enredos de animações japonesas. Funcionou como uma espécie de “live action carnavalizado” do anime que possui o mesmo nome do enredo. Fácil leitura e muito bem encenado do início ao fim. Seguindo dessa mesma forma, o desfile da Mocidade Alegre começará com o pé direito, de pisar equivalente à força dos passos do Yasuke visto na Avenida.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A chuva que caiu forte durante o ensaio do Águia de Ouro cessou assim que a Mocidade Alegre entrou na Avenida. Mesmo assim, Jefferson Gomes e Natália Lago optaram por ensaiar sem calçados, e evoluíram vestindo apenas meias nos pés. O que poderia ser uma oportunidade de treinar uma dança para condição adversa do desfile oficial parece que foi abortada pelo casal, que praticamente não dançou durante o período em que foram observados. Muitas apresentações do pavilhão ao público seguidas, poucos giros mesmo para uma dança mais focada na técnica. Não foi um ensaio bem aproveitado pela dupla.

Ao avaliar o desempenho do quesito neste ensaio, Jefferson citou o estado da pista do Sambódromo, tão ruim que nem os calçados especiais foram capazes de ajudar.

MocidadeAlegre et PrimeiroCasal

“Foi um ensaio muito bom pelas condições. A gente não pegou a chuva para descer, mas pegamos muita chuva na concentração, que molhou a roupa. Como o piso está inadequado, não é o piso do desfile, nosso antiderrapante não funcionou. A gente optou por vir com uma meia e, dentro das limitações, foi excelente”, disse o mestre-sala.

Natália fez uma observação curiosa quanto ao pavilhão, e que faz sentido do ponto de vista da física: objetos pesados sofrem menos com o vento do que objetos leves.

“O pavilhão chegou a pesar um pouquinho, porque justamente a gente pegou um pouquinho de chuva na concentração. Por conta do vento, é até melhor ele estar molhado e não seco, mas isso foi de menos. O que a gente tomou cuidado mesmo foi a questão do chão. De não escorregar”, completou a porta-bandeira.

Harmonia

Uma aula de quesito Harmonia em forma de ensaio técnico. A sensação que fica é que que a Mocidade Alegre está um nível acima das adversárias em um elemento tão importante para um desfile de sucesso. A comunidade parece atuar como se fosse um gigantesco time profissional de algum esporte. Cumprem seu papel, ao mesmo tempo que estão atentos às instruções dos diretores de harmonia, que também são um show à parte. As instruções são fáceis de serem entendidas até por quem observa de fora, sendo possível até estimar os momentos que a escola irá realizar bossas e apagões. Um desempenho impecável de toda a equipe.

Evolução

Outro quesito que teve uma atuação na qual é possível definir como didática. A Mocidade veio compacta do início ao fim, como se fosse um enorme tapete humano, não se vendo brechas amplas entre as alas em nenhum momento. A estratégia de recuo da bateria “Ritmo Puro”, mantendo chocalhos na pista antes de entrarem por completo, além de belo foi brilhante.

Também se trata de um quesito que está aos cuidados da direção de harmonia de uma escola, e nas mãos de Magno Oliveira, o que parece ser apenas técnico se torna uma autêntica orquestra. O diretor gostou do que viu, mas acredita que a Morada do Samba pode ainda mais.

“Ensaio bom. Tomamos uma bela chuva durante a montagem e ficamos preocupados, mas a nossa comunidade é muito forte e pesada, chegou com vontade de fazer. Hoje fizemos algumas correções, mas temos trabalho ainda para fazer, não estamos zerados. Mas eu acredito que o canto melhorou bastante hoje, e trabalhamos bastante em nota de Harmonia. Eu acredito que demos mais um passo, mas precisamos ainda nos acertar e se alocar, para chegarmos do jeito que queremos, bem redondo”, avaliou Magno.

MocidadeAlegre et Baiana

O andamento da Mocidade no ensaio foi tão imponente que toda a escola terminou de passar com 54 minutos sem apresentar aumento ou queda no passo ao longo de todo treinamento. Um minuto abaixo do tempo mínimo regulamentar? Nada disso. Como tem se tornado quase um ritual a cada ensaio técnico, após todos os componentes da Morada cruzarem a faixa amarela, ficando apenas a equipe de Harmonia, Jefferson e Natália voltaram para a pista com o pavilhão principal seguidos da bateria. Entraram por completo, curtiram mais um pouco o momento e saíram pisando juntos com o pé direito no final da Avenida, fechando o portão com incríveis 59 minutos. Magno Oliveira citou a importância de manter ensaios constantes com toda a comunidade.

MocidadeAlegre et 14

“É ensaio. A gente passa dias e dias ensaiando, onde você imaginar que a escola estiver, ela está ensaiando. Graças a Deus a nossa comunidade realmente abraça a causa, e conseguimos trabalhar com eles tranquilamente. Claro que chegam aqueles foliões de última hora, mas um vai ajudando o outro. Fizemos um trabalho na concentração mesmo antes da chuva. A chuva nos atrapalhou um pouquinho, mas no contexto foi legal. Então a gente consegue fazer essas coisas graças a Deus. Trabalhamos com um pouquinho de gordura realmente, então quando dá para a gente voltar, fazer e tal, a gente trabalha com isso. Quando não dá, segue o jogo. A gente trabalha muito para isso. É realmente um trabalho de barracão, com os diretores de alegoria, então é um contexto geral. Não sou só eu ou só o Junior Dentista. É todo mundo que abraça realmente a causa e trabalha. Acredito também que as outras escolas estão se preparando, e quem ganha é o público”, celebrou.

MocidadeAlegre et PresidenteSolange

Um elemento que chama bastante atenção da atuação da direção de harmonia é a facilidade de compreender o significado dos sinais feitos pelos componentes do corpo técnico. Com uma passagem do samba de antecedência, toda a escola se comunica por gestos ao longo dos corredores, fazendo com que os diretores de ala transmitam o comando para os desfilantes e preparem a bateria para o que a escola pretende fazer naquele momento. Magno Oliveira novamente destacou a importância de todos os ensaios realizados ao longo da preparação da escola.

“Isso é baseado em ensaios. Ensaiamos incessantemente, principalmente os sinais. É para toda a escola saber o que estamos fazendo, e os sinais não são só para a diretoria ver. Toda a escola sabe exatamente quais são os sinais que fazemos. Fazemos isso no ensaio de domingo, no ensaio de sexta, fazemos nos ensaios específicos, e graças a Deus a gente consegue ter essa comunicação com o pessoal”, explicou.

MocidadeAlegre et 15

Diante deste verdadeiro elenco de centenas de jogadores, Magno Oliveira exalta mais uma vez a comunidade da Mocidade Alegre como ponto mais alto do último ensaio técnico geral no Sambódromo do Anhembi.

“O que eu mais gostei, volto a dizer, é a nossa comunidade. Essa comunidade é incrível. Caiu o mundo, nos assustamos, e do nada começaram a brotar. Os ônibus chegaram, mesmo com o trânsito ruim, então eu dedico esse ensaio à nossa comunidade com certeza”, concluiu.

Samba-Enredo

Fruto de uma junção de duas obras finalistas, o samba da Mocidade Alegre caiu nas graças da comunidade e é um dos mais ouvidos da safra de 2023 de acordo com a plataforma de streaming Spotify. Uma obra de concepção simples, seguindo uma estrutura tradicional de samba-enredo, mas que funciona e levanta o público graças ao potente coral da Mocidade Alegre. Como o enredo traz uma proposta de temas que mistura o afro com o oriental, o que se vê na bateria é uma interação com o samba na forma de uma mistura exótica, porém contagiante de ritmos que levantam o público em bossas bem caprichadas e uma interpretação irretocável da ala de canto liderada por Igor Sorriso. O intérprete saiu da Avenida em êxtase, e falou com muita empolgação sobre o desempenho do quesito no ensaio.

MocidadeAlegre et InterprteIgorSorriso

“Meu povo canta demais. Minha comunidade canta muito, fica fácil. Sério, de verdade. É que eu não quero perder esse privilégio de ser cantor da Mocidade Alegre, mas todo mundo que não teve a oportunidade, tinha que ter a oportunidade de ser cantor da Mocidade Alegre por um dia para entender o que estou falando. É muito bom, é muito fácil, o povo canta demais. Fica fácil conduzir o samba. Eu sou apenas o porta-voz. Eu direciono, dou o caminho e o povo canta. Fica fácil”, comemorou.

Ao apontar o que melhorou em relação aos outros dois ensaios, que foram feitos em um espaço de tempo muito próximo um do outro, Igor citou a importância de se ambientar com a Avenida.

“É claro que quando a gente vem para a pista, para o campo de jogo, todo mundo fica tenso. No primeiro ensaio, está todo mundo tempo e aí vai se acostumando, o povo vai ficando mais à vontade, mais seguro, e consequentemente o ensaio vai evoluindo. Eu acho que do primeiro para o terceiro ensaio, fomos evoluindo progressivamente e o caminho é esse. E agora temos o quarto ensaio, que é grande dia, no desfile, que será ainda melhor, pode ter certeza”, declarou.

MocidadeAlegre et Destaque 2

A ala de canto da Mocidade Alegre possui a presença de duas vozes femininas que estão se destacando nessa preparação para o Carnaval de 2023. Igor Sorriso falou sobre elas e exaltou a importância que possuem no desenvolvimento do trabalho.

“Talita Padovan e Didi Gomes, minhas duas meninas do carro de som, cantam demais. Auxiliam naquelas notas mais agudas, dão aquele brilho, aquela leveza ao samba, aquela qualidade vocal, isso é bacana. Tem a voz dos homens, aquele peso, mas tem a voz das mulheres também, para dar aquela leveza, que é o equilíbrio que a gente busca”, concluiu.

Outros destaques

Da comissão de frente até a última ala, passando por destaques de grande brilho, como a médica campeã do BBB Thelma. O brilho da Rainha de bateria Aline Oliveira se destaca em meio a essa constelação chamada Mocidade Alegre, com a bateria “Ritmo Puro” tendo novamente uma atuação fantástica liderada por Mestre Sombra.

MocidadeAlegre et MestreSombra

O que se viu no Sambódromo do Anhembi neste sábado foi um conjunto geral do mais alto nível. Há elementos que ainda podem ser polidos, mas na essência é inegável que a Morada do Samba mais uma vez é candidata forte ao título do Carnaval de São Paulo. Com a temporada de ensaios técnicos quase acabando, o patamar do Carnaval de 2023 está especialmente nivelado para cima, e a Mocidade Alegre tem papel fundamental nas expectativas elevadas que a festa deste ano proporciona aos que estão acompanhando os preparativos desde o começo.

Colaboraram Gustavo Lima e Fábio Martins

Bateria é destaque positivo em ensaio irregular da Rosas de Ouro

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A Rosas de Ouro encerrou a noite de ensaios técnicos nesse sábado no Sambódromo do Anhembi em preparação para o Carnaval 2023. Com destaque para a sempre ousada bateria de “Com Identidade”, de mestre Rafa, a escola por outro lado demonstrou fragilidade nos quesitos técnicos que precisam ser corrigidas até o dia do desfile oficial, terminando seu treinamento com uma hora e três minutos. A Roseira será a quinta escola a desfilar pelo Grupo Especial no dia 17 de fevereiro com o enredo “Kindala! Que o amanhã não seja só um ontem com um novo nome”.

Comissão de Frente

Primeiramente é preciso parabenizar os dançarinos da comissão de frente da Rosas de Ouro pela coragem de encarar o desafio proposto. O elemento alegórico utilizado é altíssimo, com algo que provavelmente será um navio após a preparação para o desfile, que fica balançando de um lado por outro apenas com o peso e a movimentação dos dançarinos em cima dele. São movimentos bruscos, como se fosse um pêndulo, e há pouco onde se segurar. Ao longo das duas passagens do samba, parte dos atores descem do carro por buracos na parte de trás do tablado que escondem uma fina escada de metal. Definitivamente é uma missão para poucos.

RosasDeOuro et ComissaoFrente

A trama encenada pela comissão tem como principal objetivo impactar. Não há sinais de alegria em nenhum momento da apresentação, e quem está com as aulas de história frescas na memória entenderá claramente o que será contado. Um navio negreiro levando africanos para o tal do novo mundo para servirem de escravos, onde muitos deles nem chegavam ao destino já que eram jogados ao mar ao menor sinal de fraqueza que demonstrassem. Uma passagem cruel e sombria da história da humanidade que certamente, dando tudo certo, fará da comissão de frente da Rosas de Ouro um momento histórico para o Carnaval de São Paulo.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O desafio de Everson Sena e Isabel Casagrande para este último ensaio foi treinar utilizando as fantasias com as quais desfilaram no Carnaval de 2022, mas ao contrário do último desfile, a pista do Anhembi está agora com um estado de conservação muito pior. Somado ao vento, o desafio da dupla foi difícil e a sincronia em alguns momentos se mostrou irregular. Apesar disso, o pavilhão girou com valentia nas mãos de Isabel, e junto de Everson sempre foi exibido ao público com o respeito que a Rosas de Ouro merece.

RosasDeOuro et PrimeiroCasal

Ao analisarem o próprio desempenho no ensaio, a dupla destacou a importância de ter a fantasia para fazer testes finais antes do desfile oficial. “Acho que foi muito bom. Deixamos para vir no último ensaio técnico de fantasia porque é realmente um ensaio muito importante. É o último antes do dia oficial. A gente fica muito feliz porque a Rosas de Ouro proporciona isso para a gente, de ter uma fantasia inteira e completa para conseguirmos trabalhar o nosso condicionamento físico na Avenida. Conseguimos desenvolver um bom trabalho dentro do que a gente vem ensaiando dentro desse período, desse trabalho, o que é muito bom”, avaliou Everson.

“Faço das minhas palavras as do Everson. Hoje foi o último treino, porque o jogo está chegando, mas no todo foi bom. Passamos de fantasia, e é bem diferente você passar. A gente falar que a roupa normal é biê, e passando com a fantasia conseguimos realmente ver as dificuldades para poder melhorar no dia. Mas no geral, foi bom sim. Foi bom e valeu”, declarou Isabel.

Ao citarem o que mais gostaram no ensaio, Isabel destacou a resistência da dupla, enquanto Everson exaltou a leveza e felicidade da comunidade da Roseira. “Acho que a resistência a tudo. O corpo já está moído. A fantasia não é uma fantasia leve, é uma fantasia pesada que veio machucando. Mas mesmo assim viemos, não deixamos a peteca cair, e chegamos no final. Fizemos tudo que tínhamos que fazer. Acho que ao todo foi muito bom, mas foi isso. A resistência”, disse a porta-bandeira.

Everson: “Acho que o clima estava bom, leve. Estava todo mundo muito feliz. Rosas de Ouro é isso, um povo feliz, um povo completo, e eu estou muito feliz por isso. Foi um desfile muito leve”, concluiu o mestre-sala.

Harmonia

O samba da Rosas de Ouro teve dificuldade em se destacar no coral da Roseira. Em praticamente todas as alas havia componentes que não pareciam animados em cantar, ou balbuciavam a letra com muita discrição. Falta pouco tempo, mas é um sinal amarelo a ser aceso para os ensaios de quadra que ainda ocorrerão até o dia do desfile oficial.

RosasDeOuro et AlaMusical

Curiosamente, a ala que parecia mais animada e cantava a plenos pulmões, foi justamente uma ala a qual a simples presença daquelas pessoas ali já são motivo de comemoração. A ala “Carnaval Acessível”, que vem quase no final, foi um show à parte, e precisa ser usada como exemplo para todo o restante da escola.

Evolução

O quesito tirou a Rosas de Ouro do desfile das campeãs no Carnaval 2022, e era para ter proporcionado lições a serem aplicadas para este ano. Porém, neste terceiro ensaio foi mais um ponto delicado. A Roseira veio grande, e entre os módulos três e quatro houve um descompasso muito grande no andamento da escola. Aceleradas, freadas, um anda e para agoniante que parece ter sido notado pela direção de harmonia, que foram vistos discutindo em dado momento. A escola correu um bocado no fim, e terminou o ensaio com 63 minutos.

O diretor de carnaval, Evandro Rosas, sabe que há elementos a serem ajustados, mesmo avaliando que a escola melhorou em relação aos outros ensaios. “A escola está em uma ascendente, vem melhorando, hoje foi muito bom. A escola estava com alegria, descontraída, cantando, teve uma boa evolução. Estamos chegando perto do que queremos, e buscamos mais um pouco para ficar melhor ainda. Mas acho que hoje fizemos um ensaio nota 8”, avaliou.

RosasDeOuro et Comunidade

Em relação a melhorias percebidas, Evandro sentiu a escola mais leve na última passagem nesta temporada de ensaios técnicos. “Justamente a parte da evolução, a escola está mais solta, alegre, evoluindo de uma forma mais feliz, nas outras achei o pessoal mais tenso, então estava mais Rosas de Ouro hoje”, declarou.

Questionado sobre o que mais gostou no ensaio, o diretor disse: “Para mim, essa alegria, e o canto da escola”, concluiu.

Samba-Enredo

É inegável que o samba que tem todo o carinho da comunidade da Rosas de Ouro, mas após três ensaios técnicos a sensação que fica é a de que é possível entender o motivo dele ter sido preterido na disputa de 2005. É uma obra de letra pesada, mas que ao momento não possui nenhum momento muito vigoroso, que sirva como estopim para incendiar a comunidade. É belo, mas parece pouco funcional, e isso ficou evidente na harmonia da escola. Sendo analisado como quesito propriamente dito, o samba cumpre bem a proposta do enredo, de fazer as pessoas refletirem a respeito do que o próprio título do enredo prega.

RosasDeOuro et Ala

Novo reforço da temporada para fazer dupla com o consagrado Royce do Cavaco, o intérprete Hudson Luiz analisou o desempenho do quesito neste ensaio. “O time de canto eu posso dizer que é um “dream team”, um time dos sonhos. Só temos maestros nas cordas. Cantando, só cantores “Camisa 10”, de primeira qualidade. Graças a Deus, fizemos um belíssimo trabalho. O desenho das cordas sobressaíram muito bem. As terças que foram feitas. Todos os desenhos de canto com a bateria aconteceram. O desempenho para mim digo que foi nota dez, e para o desfile com certeza a gente vai manter esse pique, essa energia, que trouxemos hoje para esse último ensaio técnico”, declarou.

Em relação a melhoras percebidas, Hudson reforçou a importância dos ensaios técnicos. “Tivemos bastante evolução. Na verdade, ensaios técnicos são para isso, para a gente assimilar se teve erro ou não, e onde pode melhorar. E a escola, graças a Deus, melhorou muito na questão a Harmonia, na questão do canto. Se hoje fosse desfile, eu diria que foi impecável. Toda a escola funcionou como uma engrenagem de fato, que é necessária para poder a escola brigar pelo título que está engasgado na garganta faz muitos anos”, afirmou.

Ao se referir ao que mais gostou neste último ensaio, Hudson garante que a Rosas de Ouro surpreenderá no Carnaval 2023. “Acho que a energia. A escola está muito motivada. Temos feito ensaios de canto que tem acontecido muito, e acho que o nosso canto evoluiu bastante. A escola está muito bonita, mas muito bonita de verdade, eu vi no barracão. A escola está muito motivada, até pela questão de ser um samba que muitos na época gostariam que viesse para a Avenida. Esperem a Rosas de Ouro, que vocês se surpreenderão positivamente”, concluiu.

Outros destaques

A bateria “Com Identidade”, liderada pelo vencedor do Estrela do Carnaval de 2022, mestre Rafa, parece ser a fonte do gás que o samba precisa para enfim incendiar na Avenida. Jovem e ousado, o líder dos ritmistas da Roseira não se intimida na hora de aplicar várias bossas diferentes e em sequência, o que faz da sua bateria um espetáculo sem igual. O mestre está muito satisfeito com o desempenho deus comandados e demonstrou otimismo ao analisar o ensaio.

RosasDeOuro et MestreRafa

“Foi espetacular. Quem treina e estuda, vence. No primeiro a gente passou legal, no segundo falamos que iriamos melhorar mais um pouco e agora entregamos como se fosse o dia. Se fosse o dia a gente vai com certeza alcançar um ótimo resultado. As nossas bossas são muito grandes e às vezes eu termino uma e já está chegando outra entrada, Já tenho que fazer outra sequência O risco que fica muito amostra, mas a gente vai fazer isso ou mais. Todas as passagens que a gente puder fazer bossa nós vamos fazer e acabou. Tem que atingir o jurado, campo de visão e tudo mais. Nosso povo está preparado para a guerra”, afirmou Rafa.

A Rosas de Ouro trará para o Carnaval de 2023 um enredo de temática importante e que ainda demonstra ser bastante atual, mas a sensação que fica é de que “Kindala” se apegou à nostalgia de um samba clássico. A torcida fica para que as palavras de Hudson Luiz se tornem profecia, e que a Rosas de Ouro surpreenda e faça um grande espetáculo na Avenida no dia 17.

Colaboraram Gustavo Lima e Fábio Martins

Bateria arrisca mais bossas, enquanto Carlos Jr e casal repetem destaque no segundo ensaio da Tucuruvi

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Antes de vir a tempestade no sábado movimentado com seis ensaios técnicos, abrindo o dia, a Acadêmicos do Tucuruvi fez seu segundo ensaio técnico no ritmo de Bezerra da Silva, homenageado pela escola. Os destaques voltaram a ser casal e o intérprete Carlos Jr no carro som. Evolução melhora bastante do primeiro para segundo ensaio, a harmonia cantou, mas não teve uma explosão do samba. A azul, amarelo, branca e vermelha será a segunda escola a passar pelo Anhembi no sábado, dia 18 de fevereiro.

Comissão de Frente

Com um elemento alegórico grande na comissão de frente. Um dos atos era só com homens com roupas sujas de tinta, e o Bezerra ao centro, que pela característica boina é logo. Instrumentos musicais faziam parte da apresentação, talvez o ponto alto da apresentação por todo o contexto envolvendo Bezerra da Silva. Após a apresentação do grupo, surgiam as mulheres, desciam do elemento e muita movimentação. Depois somente as mulheres retornavam ao elemento alegórico, ao centro, este que girava. Foi uma apresentação de fácil leitura, apesar de ser bem intensa nos movimentos, até difícil de captar em imagens, mas dava para entender referências na malandragem da dança, as conexões com o homenageado já no início da escola.

Tucuruvi et Comissao 2

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal Waleska e Luan muito entrosado, nos passos e olhares, chamaram atenção com os passos sincronizados, seja pelas mãos, ou nos pés, combinando para lá, para cá, e os giros envolventes com o pavilhão sempre desfraldado, nitidamente. Waleska com seu sorriso característico, Luan evoluindo nos seus passos, bailado, dá para sentir a energia deles, apresentaram o pavilhão nas duas primeiras cabines dentro do exigido, ou seja, passaram bem pelo ensaio, mais uma vez. No restante, brincavam bastante, estavam leves no ensaio, desfrutando o momento do último ensaio técnico junto com a comunidade como explicou o mestre-sala Luan Caliel.

“Comparado com o primeiro, esse daqui foi perfeito praticamente. Não podemos falar que foi 100% perfeito, pois a dança nunca é perfeita. Mas foi uma vibe incrível, vários momentos viemos nos divertindo, brincando com o público, mandando beijo para o público. Na hora do jurado viemos dentro do critério e depois passava o jurado, dava para brincar, tirar uma onda, é o último ensaio nosso com a comunidade então tem que vir um pouco mais descontraído e se Deus quiser vem os 40”.

Tucuruvi et PrimeiroCasal

A porta-bandeira Waleska Gomes, com sua lente que deixava o olho vermelho, até arrepia, enfim, na pista, mostrou muita concentração e entrosamento com seu mestre. Um momento era quando ambos abriam o pavilhão e centralizados na pista, sem ir para um dos lados da arquibancada. Sobre a apresentação, Waleska disse para o site CARNAVALESCO.

“Muito, trabalhamos todos os dias, acredito que vocês veem, e quando fazemos um ensaio geral, é diferente a energia. Pois dependemos da escola, andamento, depende do clima, do vento, chuva, e hoje estou feliz, pois rezei muito para o tempo ajudar nós. O vento acaba me atrapalhando e parece que foi tudo muito bom, o primeiro ensaio saímos feliz né filhão? Hoje zeramos o game, foi demais”.

Tucuruvi et Casal

Com o último ensaio e já mirando o dia do desfile, Waleska contou sobre o que esperar do casal da Tucuruvi: “Podem esperar um casal muito ensaiado, com a coreografia limpa, e nas pontas dos pés, o samba, o sorriso, a interpretação, e acima de tudo o amor pelo pavilhão, a nossa dança, o nosso amor, um pelo outro, nossa parceria é maravilhosa, é meu filho, parceiro de vida, se pudesse escolher dez mil vezes, escolheria. Então é isso que podem esperar, é uma fantasia linda, diferente do que já usamos, então fiquem ligados, que vão gostar”.

Harmonia

No quesito, a escola passou com o samba na ponta da língua, mas não senti nenhuma ala explodir no canto. Explicando melhor, o que dava para ver era uma escola que sabia o samba, cantava, mas um pouco tímida, ou seja, não com tanta potência. Destaco algumas alas em sua passagem pelo Anhembi. Uma delas, a ala revelação com bexigas azul e amarelo, dava um efeito visual interessante na pista. Baianas com contraste de cor azul e amarelo, eram bem animadas na pista, pura simpatia. Ala entrelaçados do samba destaque pela dança. Ala amigos de Guarulhos, maioria dos componentes cantando, ala da bateria também cantou. O diretor de carnaval, Rodrigo Delduque deu seu panorama da evolução em uma semana.

Tucuruvi et CarlosJr

“A análise é positiva. No último ensaio, nós saímos daqui conscientes de que tínhamos algumas coisas a ajustar. Não está perfeito, mas evoluímos bastante em uma semana. Estamos atacando individualmente os pontos que achamos que ainda podem melhorar e tem surtido efeito. Hoje nós saímos daqui muito mais contentes do que na semana passada, e possivelmente sairemos ainda mais contentes no dia do desfile”.

O trabalho da Tucuruvi com o componente tem sido um dos fatores, Delduque explicou: “A Tucuruvi vem já há muitos anos no Grupo Especial, e isso nos ajuda muito. Mas o trabalho em específico com o componente, o trabalho individual com cada ala, e essa pedagogia, esse trabalho teórico também tem ajudado muito com que o componente se sinta, e é dentro da Tucuruvi, muito respeitado e cada vez mais valorizado. É o que o Carnaval pede, o que o Carnaval exige e a Tucuruvi não é diferente disso. Nós mostramos para eles a importância que temos no Carnaval”.

Tucuruvi et AlaCoreografada

“Graças a Deus que hoje a tecnologia ajuda o sambista. A gente volta para casa com alguns pontos de observação, mas temos esses vídeos, essas transmissões maravilhosas como a de vocês para podermos nos basear e irmos ajustando. Sempre tem alguma coisinha para ajustar”.

Evolução

A evolução foi compacta e bem segura, algumas alas coreografadas ajudaram de modo geral na passagem da escola, inclusive vimos alas seguindo um ritmo coreográfico pré-definido pela diretoria, mas hoje com mais leveza e alegria do que no primeiro ensaio há uma semana. Deu para sentir diretores de harmonias bem preocupados com alinhamento, sempre buscando compactar a agremiação no máximo possível, o que já era bem ajustado, assim foi em todo ensaio. Fechou 56m12 segundos de acordo com o cronômetro do Anhembi que já está funcionando conforme o esperado. Muito do que avaliou Rodrigo Delduque em conversa com o site CARNAVALESCO.

“Conversei bastante com o Ricardo e a Fabi, que são nossos diretores de harmonia. Eles também tinham reconhecido alguns pontos. A nossa evolução dentro da própria evolução. Uma escola bem mais compactada, com uma evolução mais ativa, mais agressiva. Com um canto muito melhor do que vinha, ensaiamos bastante na quadra. Espero que dia 18 tudo isso daí seja multiplicado e possamos sair daqui com o objetivo cumprido”.

O diretor de carnaval, inclusive, fez questão de destacar a evolução como ponto chave no desfile: “A evolução em um modo geral. A evolução nos pontos que achamos que tínhamos que ajustar, e conseguimos sair daqui mais felizes. Eu saio feliz daqui com toda a escola, com toda a organização em todos os setores. Como eu disse, hoje temos os vídeos e as transmissões que nos ajudam a ajustar, mas eu saio feliz, mais do que eu saí da última vez com a escola toda”.

Samba-Enredo

O grande destaque foi Carlos Jr, o intérprete mostrou muita garra desde a concentração e a arrancada, indo junto com cada setor da comunidade do Zaca, claramente bem entrosado com sua nova casa. Pois conduziu o samba de forma muito bem executada, a ala musical foi o ponto alto neste ensaio técnico, levou o samba com muita clareza e ajudando as alas cantarem, quase todos estavam com o samba na ponta da língua. Primeiramente, avaliando a evolução do primeiro para o segundo ensaio, Carlão relatou.

Tucuruvi et Delduque

“Melhorou bastante, primeiro que a infra do primeiro ensaio estava sendo montado, o que falo é a estrutura de som. Então percebemos, e mesmo assim fizemos um bom trabalho ali, digo em termos de carro de som, pois quem está no carro de som não sabe como está a escola, não temos a visão. Mas hoje procurei ver um pouquinho, e ver a infra, acredito que a Tucuruvi está preparada para disputar o carnaval. Não vou falar, ser ousado de falar que iremos ganhar o campeonato, pois temos que respeitar as coirmãs, até pelo fato de algumas delas estão há dez, quinze anos preparadas para isso. Estamos nos preparando aos poucos com essa nova diretoria do Delduque e essa oportunidade que o Seo Jamil está dando para ele. Foi através dele que vim aqui e até quando cheguei, achei que não viria para disputar não, achei que iria vir só para passar, ter uma tranquilidade e tals. Mas está no sangue a disputa, vi que a galera, os componentes pegaram a mensagem, e com certeza iremos chegar no dia 18, como diz a música do Zeca, uma criança pegando o leão. Vamos para cima dos leões”.

Toda sua energia no antes, e também durante desfile, que chegou a ajoelhar-se no meio das baianas, cantando o samba, mostrando contato com a comunidade, Carlão explicou: “Sou uma pessoa que não me diverti muito nos últimos anos, fiquei cinco anos estudando, passamos por pandemia, tive uma mudança de escola, pessoal do samba sabe, toda mudança, quando sai da zona de conforto é difícil adaptação, demora um tempo. Mas tive uma recepção muito grande dentro da Tucuruvi, que era inesperado, não sabia que as pessoas gostavam tanto da gente,quando você está em um momento, quase uma depressão, estava em um estágio de depressão. Quando está em um momento assim, o melhor remédio é o carinho, e consegui reconhecer isso e hoje quero servir da melhor forma que puder, possível. Até o fato que se tiver que ficar rouco, pagar por isso, vou pagar”.

Tucuruvi et CasalPavilhao

Ao comentar sobre o samba de 2023, Carlos Jr ressaltou o estilo ‘diferente’ que muito tem se comentado no meio do carnaval: “É costumeiro no mundo do carnaval, pois o carnaval hoje é grande, São Paulo, Rio, Sul, é comum ter aquilo do melhor samba. Qual o melhor samba do ano, não consigo nunca definir o melhor samba do ano, até porque nasci compondo samba-enredo. Mas tem meu sentimento pelo samba, acredito que tem uns pela linha intelectual poética, muito bonita, e tem sambas que é da malandragem, sou de 1980, então esse samba é de malandro, falando de Bezerra, e eu adoro a malandragem dos anos 80, quando falo malandragem não é coisa de criminoso, falo da malandragem daquele que respeita criança, o adulto, que fala ‘o pai, é o seguinte, sei que você não está certo, mas é meu pai, estamos juntos’. Então esse samba retrata muito isso para mim, cantei muitos sambas durantes anos, que eram sambas de patrocínio, cantei Líbano, Itu, muitos patrocinados, e esse ano cantei uma homenagem, é a primeira vez que canto homenagem. E é o Bezerra, meu pai é fã, não é nem eu, é do meu pai que me ensinou samba, meu irmão me ensinou. Nem sei a discografia do Bezerra, mas sei que era um malandro de fato que ajudou muita gente nos morros, periferias, quebradas, tem história na Barra Funda, onde comecei, uma história de felicidade e tristeza na família, tem a religiosidade que é uma coisa que me pega muito”.

Destaco um momento que a ala musical e bateria fazem um arranjo na hora que cantam ‘Brasil’, uma referência clara a música ‘aquarela do Brasil’, ficou muito bem feita, um dos pontos altos do samba.

Outros destaques

A bateria do Zaca comandada pelo Mestre Serginho mostrou mais ousadia, arriscou bossas, no recuo mesmo teve um momento no refrão e retornou ‘nos morros, diversos talentos’, que já era previsto, mas analisando contexto geral, empolgou na condução do samba e funcionou com o novo ritmo implantado. Auxiliou de uma maneira mais próxima com o samba de Bezerra da Silva, que envolve toda a malandragem. Inclusive em conversa com o site CARNAVALESCO após o treino, o mestre de bateria comentou sobre.

“Hoje a gente fez mais um pouquinho de bossas que estamos acostumados a fazer. Não foi muita coisa, mas foi um tempero a mais. No recuo foi a mesma quantidade de sempre. Acredito que a escola estava melhor. O que eu estranhei muito é que no recuo tinha um eco muito grande”.

Tucuruvi et MestreSerginho

Em outro momento falou sobre o sistema de som que tem sido relatado pelos profissionais do carnaval: “A diferença que eu senti é que o som estava mais alto. No primeiro estava mais baixo. Acho que a bateria estava mais valente do que semana passada, principalmente no segundo setor, onde deu uma tranquilizada, mas agora melhorou. Não tem o que falar. A molecada faz um trabalho muito bom”.

Vale destacar a ala das passistas que tem o samba no pé, muito entrosamento nesta ala. Também vemos muita conexão com Bezerra da Silva nas camisas das alas, componentes, também referências em espaço de alegorias, integrantes, seja com a boina, óculos, estilo malandro. Ou seja, a escola vestiu mesmo o seu enredo, e irá para a avenida com muitas referências ao homenageado, inclusive, o filho do mesmo, Ítalo tem marcado presença, sempre muito intenso nos ensaios da escola, está bem entrosado e feliz com o resultado.

Colaboraram Gustavo Lima e Lucas Sampaio

Comunidade da Vila Maria abraça samba de sua história e tem uma nítida evolução em ensaio

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Depois do clima estabilizar um pouco, a Vila Maria entrou na pista, foi a quinta escola a ensaiar no sábado agitado no Sambódromo do Anhembi. Homenageando sua história, a Vila mostrou uma franca evolução do primeiro ensaio para o último, com os quesitos crescendo, casal repetindo destaque com uma dança bem leve e sincronizada, bateria é destaque novamente, harmonia e evolução cresceram. Será a quarta escola a desfilar no dia 17 de fevereiro, famosa sexta-feira de carnaval em São Paulo.

Comissão de Frente

A comissão de frente vestidos de palhaço, vale citar um momento que um personagem faz o famoso espacate. Roupas azul e branco. Dois triciclos andando em círculo entre os componentes que com muita dança, gestos com braçais, bem mímico dos componentes. Outra dança bem expressiva e que contava com conexão com o público. A pista ainda estava um pouco molhada, mas os componentes não preservaram, buscaram saltos, seguiram o previsto da apresentação que remete muito ao circo, por vezes com sorrisos, interações dos palhaços entre eles ou com público.

VilaMaria et Comissao1

Mestre-sala e Porta-bandeira

Casal Laís e Edgar com muita leveza e sincronismo, com o pavilhão desfraldado e giros conectados nas mãos, mesmo com tanta intensidade. Evoluíram muito bem, apresentavam o pavilhão e seguiam com ele aberto até o outro lado da pista, puro entrosamento e habilidade, haja treino. Apresentaram o pavilhão no segundo módulo, muito bem no desenvolvimento da dança e em sua apresentação para a cabine de jurados. A porta-bandeira Laís Moreira, comentou para o site CARNAVALESCO sobre essa entrega toda que deu para sentir no casal neste ensaio, e com direito a pavilhão histórico da Vila, vem novidade?

“Acho que por ser o último, foi muito emocionante. Teve choro, vela, estresse, abraço, amor, troca de carinho, gratidão por estar nesse solo sagrado mais um ano juntos agradecendo a Deus só por estar aqui. Eu estava muito emocionada, segurei as lágrimas por muitas vezes durante a pista, ainda que a gente tenha que ensaiar, se dedicar e estudar mais um pouco, mas foi lindo e gratificante”.

VilaMaria et PrimeiroCasal

Emocionados e satisfeitos, o mestre-sala Edgar Carobina complementou sobre: “Entre erros e acertos, foi uma noite muito especial. Vimos uma comunidade cantando e é bom demais dançar com a Laís que me atura durante tantos anos. Não tem nem o que falar”.

De fato, o casal fez uma apresentação bem envolvente, no Setor B foi a parte mais marcante com a Torcida da Vila cantando, fazendo barulho, e eles apresentando o pavilhão como manda o figurino, mas claro, com mais leveza por não ser para os jurados. Ou seja, destaques em mais um ensaio técnico, mostraram um bom trabalho, e sempre com o sorriso característico marcado no rosto de ambos.

Harmonia

Um dos pontos que a Vila Maria mais cresceu do primeiro para o último ensaio foi referente ao quesito harmonia. O cantou nos primeiros estava aquém, mas no terceiro deu para sentir uma melhora importante, componentes cantando com mais força. Destaco a Ala da Comunidade, que cantou bastante, a Ala Social também seguiu o padrão. E uma ala que veio no fim da escola, Ala Quintal da Vila, considerei muito animada mesmo encerrando o ensaio, estava evoluindo com leveza. Aliás, esse foi o panorama, a Vila veio mais leve dentro das suas escolas, representando de uma forma mais próxima ao samba que é de si próprio, importante.

Para o diretor de harmonia, Cesinha, um dos pontos altos é justamente no quesito: “Além do desempenho da “Cadência da Vila”, posso dizer que o quesito Harmonia da escola melhorou e muito. O povo está conseguindo entender que é preciso cantar. O recado que deixamos essa semana, tanto com o Mestre Moleza, o presidente Adílson, para a Laís, a nossa Porta-Bandeira aqui, para motivar o nosso povo a cantar o samba e entender o porquê eles precisam cantar. Carnaval é isso, é alegria. Se você não cantar, fica difícil até evoluir”.

Evolução

A evolução foi dentro do tempo com 61 minutos e alguns segundos, deu para sentir a escola desfilando com tranquilidade, sem pressa, cumprindo os requisitos de uma evolução. As alas fluindo entre elas com interação, brincando com o público, dançando e com elementos que ajudaram a preencher a avenida, boa parte das alas tinha algum em mãos. Sobre a apresentação com mais leveza, também foi percebido pelo diretor de harmonia, Cesinha, que nos contou.

VilaMaria et Comunidade

“A escola veio mais solta, mais alegre e mais confiante. A comunidade abraçou literalmente a ideia de construir o nosso Carnaval contando a própria história. Hoje a escola estava mais leve, mais solta e mais confiante. Tenho certeza de que no dia 17, se Deus quiser, faremos um grande espetáculo aqui para o povo do samba”.

Seguindo a avaliação do quesito, Cesinha destacou a melhora na condução da escola na pista: “O quesito Evolução é uma. A gente conseguiu preencher alguns espaços entre determinadas alas, espaçamentos técnicos entre uma ala e outra, às vezes forma um buraquinho. Principalmente em relação ao primeiro ensaio técnico, nós melhoramos 95%. Não vou falar 100% porque seria falta de modéstia da minha parte, mas teve uma grande melhora no quesito Evolução. E no quesito Harmonia também, a escola deu um show, até porque com a “Cadência” fazendo esse ritmo para nós aqui, é impossível a gente não se jogar”.

VilaMaria et Tripe

Sobre um espaço notado pela equipe do site CARNAVALESCO  durante o ensaio da agremiação, entre o segundo e terceiro módulo da escola, ou seja, nas alas na frente e atrás do primeiro casal, o diretor de harmonia relatou: “Como o primeiro casal não tem um espaço definido. Temos um espaço definido em que tudo que vem atrás da comissão de frente, então usamos da artimanha do manual do julgado. O casal não tem espaço, não foi comentado sobre isso, então vamos usar o espaço que o casal que está portando o pavilhão principal quiser usar. Podemos manter esse espaço para eles para deixá-los mais soltos até”.

Samba-Enredo

Em uma sequência frenética de Rio e São Paulo, shows, Wander Pires teve momentos menos intensos na condução do samba. Mas de maneira geral, fez uma apresentação importante, já que olhamos para o samba que fluiu muito bem neste ensaio técnico, o melhor dos três, nítido crescimento. Vale destacar o trabalho da ala musical como um todo, que ajudou bastante a levar o crescimento no quesito harmonia que citamos acima. Após a saída, Wander Pires que foi muito tietado, comentou com o site CARNAVALESCO sobre o último ensaio.

VilaMaria et InterpreteWanderPires

“Do primeiro ensaio para cá, nós evoluímos muito. Ficou muito melhor, hoje foi aquele clima, parece que esperávamos. O que a gente tem é essa vontade de fazer um bom trabalho, e estamos conseguindo, hoje conseguimos realizar esse trabalho. O ensaio hoje, digo que estamos prontos para fazer um desfile além do normal”.

Na questão das melhorias que foram feitas na ala musical, o intérprete da Vila Maria ressaltou: “Ajustamos, detalhes, coisas pequenas. Mas coisas que influenciam, mas conseguimos estar, está tudo certo, o samba está na boca do povo. Pessoal já tem um carinho especial pela Vila Maria, a cada ano que passa, conseguimos cada vez mais público para nossa torcida, e fico feliz, isso é fruto de um trabalho da Vila Maria. Antes de chegarmos na Vila, são 69 anos e já existia todo esse trabalho, fruto do trabalho de longos anos, Adilson, nosso presidente, junto com o vice Marcelo Rocha, o Queijo com a comissão de carnaval, e está maravilhoso, muito bom, a tendência é melhorarmos cada vez mais, e conquistar as pessoas, mas pelo coração”.

Teve momentos que deu para ver o Wander no meio da apresentação da escola, cantando o samba, e mostrava o carinho que tem pela comunidade. Ou seja, entregou ao máximo dentro da sua maratona.

Outros destaques

Bateria cheia de bossas, uma paradona no Setor B levantou o público. Outra no início do ensaio e uma no recuo. Foi com certeza um ponto alto, a bateria brincou com os instrumentos. No penúltimo setor parou no trecho e a bateria explodiu cantando “sou da Vila”. Inclusive cantaram muito, nas paradas deu para sentir. Outra parada foi no último setor, sempre que acontecia, a arquibancada explode. No trecho descendo o morro fazia barulho com instrumentos. Fato é que a Cadência da Vila manteve o excelente padrão na apresentação, repertório amplo e levantou o público em todos os setores, basicamente em todos teve algum momento de estouro.

VilaMaria et MestreMoleza

O Mestre Moleza fez sua avaliação sobre o ensaio e a crescente de um para o outro: “Tivemos uma crescente. O segundo foi melhor que o primeiro e agora o terceiro foi melhor. A sonorização da avenida passando por alguns ajustes de sincronia. A gente estava no box de esquenta e pedimos para ajustar o retorno de som e o pessoal ajustou. No segundo som também. A Liga está de parabéns por proporcionar o som antes do desfile para gente poder fazer esses ajustes e já dá uma referência maior do que é o dia. Sobre o ritmo, colocamos a novidade que é o forró em homenagem aos imigrantes nordestinos na Vila Maria e também o funk, que hoje tem uma galera que gosta bastante lá no bairro. Resolvemos fazer essa homenagem”.

No ritmo das bossas, que já é uma marca da escola, sempre ousada na bateria, Moleza relatou: “A estratégia é fazer sempre. Se a gente estiver bem compactado com a harmonia da escola, e se conseguirmos fazer o que veio hoje, com a questão do espaçamento entre a rainha e a ala da frente, vamos ver tudo isso que vocês ouviram no ensaio”.

A rainha Savia David sempre bem conectada com a comunidade, um momento estava junto com Mestre Moleza, dando o ritmo. Seu look também despertou muita atenção, e claro, o samba no pé, que foi um pouco mais contido devido às condições da pista, mas não deixou de interagir com o público e sua comunidade.

VilaMaria et aLA

Grupo de passistas entra no espaço do recuo, tiveram que fazer pequenos ajustes antes desta entrada, distribuir as passistas para um lado e para o outro, mas funciona. Outro detalhe é no penúltimo carro, uma limousine, com dois destaques dentro. E também uma ala com pessoal de patins, são coisas que chamaram atenção, o que virá no dia do desfile? Por fim, dois tripés que olha… Já queremos saber!

No futebol quando a torcida faz a diferença, dizemos que tem um décimo segundo jogador, podemos dizer o mesmo no carnaval? É uma ala extra, a Torcida da Vila fez um show na apresentação, conduziu a escola, ajudou bastante no gás especial.

Colaboraram Gustavo Lima e Lucas Sampaio

Freddy Ferreira analisa a bateria da São Clemente no ensaio técnico

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A “Fiel Bateria” da São Clemente de mestre Caliquinho fez um excelente ensaio técnico, no encerramento das escolas da Série Ouro da Liga RJ. Um treino marcado pela conjunção sonora equilibrada e por arranjos musicais que com simplicidade deram balanço ao ritmo. Na cozinha da bateria, uma afinação pesada, particularmente grave foi notada, estando plenamente inserida nas tradições da escola preta e amarela da zona Sul. O balanço envolvente dos surdos de terceira foi percebido. Bem como caixas e repiques acrescentaram valor sonoro e integrando a musicalidade da “Fiel Bateria”.

Já nas peças leves, uma ala de tamborins de nítida qualidade técnica contribuiu bastante com a sonoridade da cabeça da bateria. O naipe de chocalhos também merece exaltação pelo trabalho sólido e destacado. A ala de cuícas, que tocou de forma coesa e correta, auxiliou no preenchimento da musicalidade da parte da frente do ritmo.

A tradicional subida de quatro dos surdos clementianos transcorreu de modo constante e seguro, permitindo uma fluência entre os mais diversos naipes a cada execução impecável.

A bossa realizada no refrão do meio deu impacto sonoro à bateria da São Clemente. Se aproveitou do molho envolvente dos surdos de terceira para iniciar a convenção com uma espécie de Afoxé, com uma pegada mais moderna. A finalização usando um toque de caixas ousado deu complexidade rítmica a referida bossa.

A paradinha de maior destaque sonoro foi a do refrão principal do irreverente samba-enredo clementiano. Uma elaboração musical moderna, fazendo alusão ao ritmo de Funk, estando plenamente inserida no que solicita a obra da escola de Botafogo. A construção do arranjo foi baseada no balanço dos surdos, principalmente pelo molho proporcionado pelas terceiras. Um acerto tanto cultural, quanto musical.

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Mestre Caliquinho e toda “Fiel Bateria” clementiana tem motivos de sobra para ficarem contentes com o ensaio técnico realizado. Um ritmo que mostrou a bateria da São Clemente no caminho certo em busca de ajudar a escola com a nota máxima dos julgadores.

‘De alma leve e corpo quente’, São Clemente faz ensaio contagiante e sem erros

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A São Clemente iniciou o seu treino esbanjando irreverência e animação pela Marquês de Sapucaí. A bateria, o primeiro casal e o samba-enredo foram alguns dos destaques da apresentação da escola, que demonstrou ser mais uma forte candidata ao título do grupo. Com o enredo “O achamento do velho mundo”, a escola do bairro de Botafogo será a última a desfilar na sexta-feira de carnaval, pela Série Ouro. O ensaio técnico durou 53 minutos. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

Harmonia

A comunidade da São Clemente mostrou na avenida toda a sua empolgação com o hino da escola para o carnaval 2023. No geral, os componentes clementianos apresentaram uma harmonia correta, mas que ainda pode melhorar a intensidade do canto. Durante o desfile, a primeira ala e a Ala Da Paz foram algumas das que mais cantaram o samba. A alas das baianas passou com alegria e energia, vestidas com uma camisa listrada nas cores da escola, saia branca e lenço branco com uma fita amarela na cabeça.

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“Se tudo ajudar a gente em busca do lugar que nunca deveríamos ter saído que é o Grupo Especial. A São Clemente está com muita garra. Nosso presidente incansável. O que esse cara faz pela escola, sem dinheiro, sem nada, faz evento, faz tudo. A São Clemente é isso: é alegria, e irreverência, é o povo, é o carnaval. Eu gosto muito do samba todo. Mas é o refrão que é bem carioca. ‘Quando o tambor tocar, quebra até o chão’ é bem carioca, é bem povão. O povo que vai estar na arquibancada quer alegria, mais nada”, afirmou o intérprete Leozinho Nunes.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Alex Marcelino e Raphaela Caboclo, desenvolveu sua coreografia ao longo dos 2 minutos de exibição em frente ao módulo de jurados. A dança do casal estava bem sintonizada entre olhares e movimentos de ambos, que sorriam e cantavam o samba a todo tempo. No trecho: “Foi Tupã quem mandou remar pro lado de lá”, o casal fazia junto uma alusão a um movimento de uma remada. Os dois passaram com muita leveza, sem cometer erros durante o ensaio.

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“É um ensaio, óbvio que nós temos que fazer tudo para acertar, porém o erro aqui é válido. Daqui a 15 dias, não podemos errar. Na minha avaliação, foi muito bom, pode ficar melhor. A gente se exige muito. Em análise, por cima, foi muito bom. Um adendo, a gente veio atrás de uma Comissão de Frente com muita garra, muito explosiva. A energia que vem deles passava para nós. Óbvio que a gente tinha a nossa energia, mas o que vinha deles somava com a nossa e deixava mais para o alto. Nós ficamos muito feliz com o trabalho do Lucas [Maciel] e seus bailarinos”, disse o mestre-sala.

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“Ratificando o que o Alex falou, a gente sempre acha que pode ser muito melhor. O saldo foi, sim, positivo. Conseguimos testar tudo que viemos ensaiando ao longo desses meses. A tendência, se hoje já foi bom, no desfile vai ser melhor ainda, porque nós vamos massacrar em cima do que a gente achou que pode ser melhor. No geral, estou muito feliz. Eu gostei mais da energia. A São Clemente sabe que é um escola irreverente, mas também é uma escola familiar, todos levam mãe, pai, tia; olha própria direção da escola. E a energia que senti hoje, particularmente, foi incrível! As pessoas vibrando desde a concentração. Aquele componente com mais idade que dá para ver que está mais cansado, mas vibrando e cantando. Eu estou muito feliz mesmo! A gente vai analisar os vídeos depois, mas a nossa percepção é que alguma coisa pode melhorar. A gente tem que testar mesmo. Eu não sou fã de fazer suspense, se é para mostrar, vamos mostrar mesmo, vamos testar, vê o tempo, o espaço. Que outra oportunidade nós temos de fazer esse deslocamento simulando o desfile? Só o ensaio técnico”, completou a porta-bandeira.

Samba-Enredo

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A escola da Zona Sul teve um bom desempenho na avenida com o seu samba-enredo. Os componentes da São Clemente cantaram a obra com bastante vigor. Os dois refrões do samba foram bem cantados pela comunidade da escola, sobretudo o refrão principal: “Quando o tambor tocar…”. O carro de som, comandado por Leozinho Nunes, realizou uma apresentação muito segura durante todo o ensaio, transmitindo a emoção que a obra pede. A parceria dos autores do samba é composta por Marcelo Adnet, André Carvalho, Baby do Cavaco, Gabriel Machado, Fabiano Paiva, Gustavo Albuquerque, Hamilton Fofão, Luizinho do Méier e Pedro Machado.

Evolução

A evolução da agremiação preta e amarela fluiu corretamente, sem apresentar correria, buracos ou lentidão excessiva. Os componentes da São Clemente desfilaram de forma compacta, sem contratempos. Deu pra notar a felicidade das pessoas ao longo do ensaio. Várias delas traziam adereços de mão, como bandeiras, fitas e bexigas, causando um belo efeito na passarela. A ala que trazia os componentes utilizando máscaras de onças foi a única coreografada de fato.

Comissão de Frente

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A comissão de frente veio com 13 homens e uma mulher, vestidos como indígenas estilizados. O grupo apresentou uma coreografia bem humorada, com passos de funk e totalmente ligada à letra do samba. Eles, estavam de óculos, sem camisa, com uma pintura corporal, de cocar e bermuda amarela. Ela vestia um body preto, com um tecido amarelo amarrado na cintura, além de também utilizar o cocar amarelo. Os homens ainda carregavam pranchas de surf, que em determinado momento da dança formavam o nome da escola: “São Clemente”.

Outros Destaques

A passagem da bateria foi mais um ponto alto ao longo do treino da Sao Clemente. Os ritmistas, sob o comando de mestre Caliquinho, executaram as duas bossas com perfeição ao longo da avenida, levantando o público que ainda resistia na Sapucaí. A rainha Raphaela Gomes veio com uma fantasia inspirada no pavilhão da escola e mostrou todo o seu samba no pé à frente da Fiel Bateria.

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“O ensaio de hoje saiu como estávamos esperando. A São Clemente veio quietinha ao longo do ano, mas hoje fizemos um ensaio para mostrar que viemos fortes. Afinal de contas, somos uma escola que ficou 12 anos no especial e isso não é pouca coisa. Falando do que eu vi, que foi a bateria, tudo certinho hoje. Nada para ser corrigido não. Gostei de ver meus ritmistas conscientes e também se divertindo na avenida, até porque, eu falo que a bateria é para isso mesmo, ela tem que entrar leve e divertindo. Bateria é alegria do início ao fim”, disse Caliquinho, mestre de bateria da São Clemente.

Durante o esquenta, foi cantado o hino da escola e o samba de 2015, que homenageou o carnavalesco Fernando Pamplona. O treino, que começou às 00h41, foi concluído às 1h34 da manhã de domingo, encerrando em grande estilo a temporada de ensaios técnicos da Série Ouro para o carnaval de 2023.

Colaboraram Augusto Werneck, Matheus Vinícius e Walter Farias

Freddy Ferreira analisa a bateria da Acadêmicos de Niterói no ensaio técnico

A bateria da estreante Acadêmicos de Niterói fez um ótimo ensaio técnico, sob o comando de mestre Demétrius. Um trabalho que valorizou o ritmo da “Cadência de Niterói”, numa filosofia musical pautada pela simplicidade, além de nítido equilíbrio sonoro. A inovação ocorreu pelo fato da bateria ter iniciado o desfile como primeira ala da escola, logo após Comissão de Frente e Casal, não tendo saído do desfile através do primeiro recuo de bateria, já começando o cortejo na pista.

Na parte de trás do ritmo, as caixas de guerra se destacaram pelo toque coeso e integrado, proporcionando um amparo musical considerável para os demais naipes da bateria. Repiques contribuíram com o ritmo, adicionando valor à sonoridade. Surdos de terceira propiciaram inegável balanço ao ritmo da escola de Niterói. Marcadores de primeira e segunda se exibiram de modo preciso e seguro.

Na cabeça da bateria, o destaque musical foi dividido entre a ala de tamborins e o naipe de chocalhos. Dois trabalhos sólidos, com nível técnico notável. Vale ressaltar a belíssima homenagem aos saudosos Claudinho e Henrique, os irmãos Billucka, que estamparam o nylon dos tamborins merecidamente. Uma ala de cuícas correta contribuiu com o preenchimento da sonoridade das peças leves.

A escolha por virar a bateria antes de entrar no refrão principal garantiu dinamismo sonoro ao ritmo, sem contar que a bateria da Acadêmicos de Niterói entrava no estribilho dando pressão, com uma subida bem pontuada e executada pelos tamborins.

Uma bossa simples, mas eficaz foi percebida no final da segunda do samba-enredo. Após a chamada de repiques, as demais peças tocam em conjunto e de forma ritmada, até subir virando para o refrão principal. Se revelou um acerto musical, já que após ser realizada foi possível notar uma fluência plena entre os naipes.

Uma paradinha baseada em pressão foi executada na cabeça do samba, gerando impacto sonoro pelos tapas em conjunto ressoando, junto a marcadores precisos. Vale ressaltar a contribuição luxuosa do naipe de tamborins no arranjo musical. A bossa foi executada de maneira firme, proporcionando um swing envolvente após a retomada.

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Uma “apagão” provocou certa interação popular, fechando a bateria no final da segunda do samba. Ritmistas balançavam os braços para um lado e para o outro, antes da retomada ser efetuada com uma virada.

Uma estreia na Acadêmicos de Niterói que indica que o trabalho de mestre Demétrius carrega consigo um nível de consistência que merece ser valorizado e exaltado. Para uma bateria que realizou pouquíssimos ensaios, o resultado do ensaio técnico de hoje superou por completo as expectativas. Mesmo com uma concepção musical mais simples, a excelente conjunção sonora dos naipes foi o destaque principal de uma bateria plenamente integrada ao samba-enredo da escola.

Niterói surpreende com a bateria na ‘cabeça da escola’ e faz ensaio caprichado na comissão de frente e no talento do casal

Com uma linda comissão de frente e um excelente primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, a Acadêmicos de Niterói entrou na Marquês de Sapucaí para realizar seu primeiro ensaio técnico da história. O desfile, que durou 52 minutos, também foi marcado pela ousadia em colocar a bateria da agremiação à frente da escola e pelo canto moderado da comunidade. Com o enredo “O carnaval da Vitória”, Niterói será a sexta escola a desfilar no dia 17, pela Série Ouro do carnaval carioca. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“O ensaio é muito importante, ainda a escola tão recente, eu acho o balanço do ensaio maravilhoso. A comunidade esteve presente, vieram lá de Niterói para abrilhantar nosso trabalho aqui hoje. Coisas para melhorar sempre tem, temos aí poucos dias agora para aparar essas arestas que faltam, para no dia chegarmos bem e forte. Gostei da inovação da bateria que veio à frente da escola, funcionou bem e do povo de Niterói que abraçou nossa ideia e chegou junto hoje e vai chegar muito mais no desfile”, explicou Luiz Martins, diretor de carnaval.

Comissão de Frente

Com adereços brilhosos nos braços e na cabeça, a comissão de frente abriu o ensaio de forma imponente. Eles realizaram uma apresentação bem caprichada ao longo da Avenida, com uma coreografia bem ensaiada e muitas expressões corporais.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

Fabrício Pires e Giovanna Justo realizaram uma bela apresentação nas cabines de jurados. O destaque foi a conexão entre os dois, com muito sorriso no rosto e toques sutis. Ambos soltos e aproveitando o samba, realizaram uma apresentação muito caprichada e rica em detalhes, brindando o público que acompanhava ao ensaio.

“A gente vai fazer um carnaval leve e alegre. Queremos entrar na avenida deixando os movimentos fluírem, aproveitando a espontaneidade da Giovanna. Para nós, é o que nosso quesito pede. Hoje conseguimos fazer tudo isso, sendo assim, gostei bastante. O ponto principal foi fazer o paralelo entre a dinâmica da dança e os movimentos da Giovanna. Agora é que vamos conferir o vídeo do ensaio para entender o que temos para acertar”, disse o mestre-sala.

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“A princípio eu gostei de tudo. Eu amo nossa arte e adorei a alegria do Fabrício e a minha também. Acredito que um casal feliz é capaz de contagiar a avenida e nós estamos indo bem”, completou a porta-bandeira.

Harmonia

Por mais que a direção de carnaval da escola tenha realizado um ótimo trabalho, sempre incentivando que os componentes cantassem ao longo do ensaio, a escola não cantou o samba com tanta força. Destaque para as últimas alas, que cantavam pouco o samba-enredo de Niterói, pela posição da bateria e pela falta de equipamentos de som ao longo da Avenida. Entretanto, no refrão do samba, houve uma explosão em toda a escola, que ecoou forte o “Niterói” na Passarela do Samba. É um trecho que promete ficar nas cabeças.

“Foi tão gostoso. Escola cantando, bateria, carro de som. Eu estou muito feliz. É a minha primeira vez cantando no santuário nacional do samba. É uma honra muito grande, só felicidade. O mestre Demétrius é um querido. Eu vinha para cá todos os domingos na Amaral Peixoto com ele nos ensaios. Ele é um super profissional. O resultado está aí, vai ser melhor ainda no dia 17. Hoje eu vi a escola cantando, a escola chegou junto. Mas a gente sempre quer mais. Niterói está indo muito bem, o barracão está lindo. Nós vamos para as cabeças, com certeza”, afirmou o cantor.

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Evolução

As alas desfilaram muito alegres por toda Sapucaí. Os setores da escola vieram fortes, sem buracos e apresentando um bom padrão de preenchimento da pista. Entretanto, o fator da bateria ir a frente da escola complicou as últimas alas, onde houve reclamações de componentes por não conseguirem escutar o samba e assim evoluir menos. Mesmo assim, conseguiram se adaptar e concluir um bom ensaio. Destaque para a ala 2, que dançou alegremente ao longo do Sambódromo.

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Samba-Enredo

A equipe de som demonstrou um ótimo entrosamento com os ritmistas e, juntos, apresentaram uma melodia muito bem encaixada. Destaque do trabalho do mestre de bateria Demétrius Luiz e do intérprete estreante Danilo Cesar. No setor 10, os ritmistas realizaram uma bossa, onde se evidenciou ainda mais o ótimo entrosamento entre carro de som e bateria.

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Outros destaques

A bateria da escola inovou e veio na frente do ensaio da agremiação, demonstrando ousadia. Todavia, talvez por conta da falta de costume com esse modelo de desfile, o padrão adotado pareceu causar um pouco de estranheza nas últimas alas. No desfile, com os equipamentos devidamente montados ao longo da Avenida, muito provavelmente isso não ocorrerá.

Destaque para a bossa acompanhada de uma coreografia, onde os ritmistas colocaram o instrumento para cima, realizando movimentos em direção ao público e julgadores – mais um ponto de inovação da escola.

Destaque também para a ausência do rei de bateria que, por motivos pessoais, não conseguiu comparecer ao ensaio. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre Demétrius Luiz falou sobre a bateria que desfilará com 220 ritmistas.

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“O ensaio foi muito produtivo. Deu para acertar algumas coisas e a bateria veio bem. A ideia de vir com a bateria na frente foi do carnavalesco juntamente com a comissão da escola, eu aceitei e fluiu bem. O resultado foi positivo. Sobre o rei de bateria, ele teve um compromisso e não pôde vir. São duas convenções – bossas – e essa da coreografia, que completam três”, disse o mestre de bateria.

Colaboraram Augusto Werneck, Cristiano Martins, Walter Farias e Raphael Lacerda

Freddy Ferreira analisa a bateria do Império da Tijuca no ensaio técnico

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A bateria do Império da Tijuca comandada por mestre Jordan fez um ensaio técnico muito bom. O ritmo da “Sinfonia Imperial” esteve plenamente conectado e vinculado ao enredo afro da escola. A cozinha da bateria exibiu um trabalho sólido, amparado por uma afinação de surdos primorosa. O bom balanço dos surdos de terceiras pôde ser percebido, bem como o toque correto de caixas de guerra, além de repiques coesos. Vale mencionar o toque dos ritmistas do timbal, que adicionou swing ao ritmo da “Sinfonia Imperial”, sem contar a plena integração com a musicalidade da bateria do Império da Tijuca.

Já nas peças leves, uma ala de chocalhos extremamente diferenciada adicionou qualidade técnica à parte da frente do ritmo. O bom trabalho envolvendo o naipe de tamborins foi notado, executando sua convenção rítmica de maneira precisa. Uma ala de cuícas correta também auxiliou no preenchimento da musicalidade da cabeça da bateria.

Uma subida de três um pouco mais elaborada permitiu uma fluência plena entre os naipes, após sua execução constante por toda a pista, adicionando valor sonoro à bateria do Império da Tijuca.

A bossa da cabeça do samba se aproveitou da pressão dos surdos e de tapas conjuntos dos demais naipes, além do balanço das terceiras. Vale ressaltar mais uma vez os timbales, plenamente integrados à sonoridade da “Sinfonia Imperial”. Uma elaboração musical relativamente complexa e muito bem pontuada.

A paradinha do final da segunda, concluída durante o refrão principal, deu impacto sonoro à bateria do Império da Tijuca, casando mais uma vez o ritmo do timbal com o arranjo proposto. Uma construção musical muito bem elaborada e principalmente executada.

Um breque simples, mas sobretudo funcional, foi apresentado antes da paradinha impactante do refrão do meio. A convenção se aproveitou das pancadas dos surdos para dar pressão ao ritmo da escola do morro da Formiga.

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Já a paradinha que dura todo o refrão do meio atrela o enredo religioso ao ritmo que segue uma linha musical amparada por uma batida de vertente africana. Na primeira passada, tapas ritmados são tocados em conjunto, contando com a adição de ritmistas tocando timbal, que deram um molho considerável. Já na segunda passada do estribilho, chocalhos e tamborins entram em ação auxiliando no preenchimento da musicalidade. Para a conclusão ousada e seguindo o que a própria música pede, os ritmistas do timbal fazem um solo de imenso valor sonoro no trecho do samba que se repete após o refrão do meio “Tambor, Ogã”. Finalizando os solos dos timbales com um toque conhecido como “Machado de Xangô”.

Um ensaio que deixou a comunidade da Formiga orgulhosa e feliz com a “Sinfonia Imperial” de mestre Jordan, após um desempenho elogiável. Uma bateria que uniu bom ritmo e uma elaboração privilegiada dos arranjos musicais. As paradinhas contribuíram na sonoridade de pegada africana produzida pelo Império da Tijuca, se configurando em acerto tanto na concepção, quanto nas execução pela Avenida.

Casal, samba e comissão de frente são destaques do ensaio técnico do Império da Tijuca no Sambódromo

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O Império da Tijuca foi a segunda escola a ensaiar na Marquês de Sapucaí no sábado. O casal Renan Oliveira e Laís Lúcia fez uma apresentação contagiante e a bateria do mestre Jordan deu um espetáculo com suas paradinhas. Um ponto de atenção deve ser dado à evolução da agremiação. No Carnaval 2023, o Morro da Formiga vai contar como o Axé, a energia vital, construiu o mundo e os orixás e passa dos terreiros para os cortejos, carnavais e festividades, pela ótica do artista plástico Carybé. Será a sétima escola a desfilar no sábado, 18 de fevereiro. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“A gente vem numa adrenalina tão grande que acabamos não conseguindo ter um parâmetro perfeito. Depois, quando acaba o ensaio, a gente vai pegando os pontos. Pelo o andamento da escola e do que estávamos conversando pelo rádio, a gente veio muito bem. Com certeza, pontos negativos sempre tem, mas ficamos sabendo somente quando acaba. Se Deus quiser, o que tiver de erro nós iremos consertar para fazer um grande desfile no dia 18. Hoje parabenizo toda a escola que, mesmo com toda a dificuldade, realizamos um grande desfile. Eu acredito que a melhora vem de todos os pontos negativos que conseguimos ter o balanço aqui. Eu vim próximo da bateria e posso dizer que eles e o carro de som estão numa pegada muito boa. Só tenho a parabenizar, não só eles, mas toda a nossa escola. Iremos vir com uma média de 1500 componentes”, explicou Luan Teles, diretor de carnaval.

Comissão de Frente

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A comissão de frente, de Jardel Augusto, Lemos apresentou uma coreografia muito bonita com sincronismo louvável e com canto forte. Os 15 bailarinos usavam vestimentas brancas com uma faixa da cor de cada orixá que eles representavam, respectivamente, durante a performance. Como cada integrante representava um orixá diferente, às vezes eles faziam movimentos distintos para interpretar a sua entidade em determinado momento do espetáculo.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Apesar do vento que poderia ter atrapalhado a porta-bandeira, Renan Oliveira e Laís Lúcia demonstraram uma sintonia sem igual. Sempre sorridentes e sem tirar os olhos um do outro, eles transmitiram uma energia intensa ao longo de toda coreografia. Entre o bailado e cortejo clássicos, o casal apresentou também passos de jongo e movimentos em câmera lenta.

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“Força, essa é a palavra de hoje. A gente pegou uma ventania anormal aqui e mesmo assim conseguimos executar perfeitamente tudo que tínhamos planejado e com muita força. Algumas finalizações vimos que podemos trabalhar um pouco mais, no geral é exatamente o que queríamos, mostramos hoje. É exatamente a coreografia do dia do desfile, o ensaio na verdade serve para isso, testar e saber se é isso mesmo que vamos levar e depois de tudo, estou muito mais confiante”, disse a porta-bandeira.

“Enfrentamos uma ventania que nem no dia a dia dos ensaios aqui passamos para ao menos treinar assim. Minha porta-bandeira é realmente muito forte, uma guerreira para aguentar esse clima aqui de hoje, o que ela fez na avenida foi impressionante. Esperamos que não esteja esse vento no dia, mas se tiver vamos ensaiar para executar da melhor forma, como foi hoje”, completou o mestre-sala.

Harmonia

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A comunidade da Formiga mostrou que está com o samba na ponta da língua. Ao longo do ensaio, foi visto que os componentes cantaram integralmente a sua letra. A primeira ala, inclusive, é um exemplo a ser seguido pela animação e força do canto. O carro de som comandado pelo cantor Daniel Silva apresentou a composição com clareza e muita conexão com a bateria do mestre Jordan. Durante uma paradinha que acontece na segunda parte da música, a bateria parava para a escola cantar sozinha. Ia de “Tambor, ogã” até “Gira baiana carregada de dendê”.

“O balanço é o melhor possível. Quando você vê a escola terminando o ensaio animada e sorrindo, é porque estamos indo bem. Hoje deu para ver que os nossos ensaios estão funcionando. “Por melhor que seja o ensaio, sempre há uma coisa para melhorar. Porém, nosso carro de som ainda vai conversar com nosso diretor de carnaval e diretor de harmonia para poder entender os detalhes. Todos os segmentos estão de parabéns e estou muito orgulhoso da tropa imperial e o restante da galera”, disse Daniel Silva para equipe do site CARNAVALESCO.

Evolução

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O quesito em que a verde e branca pecou foi a evolução. A escola passou em um pouco menos de 60 minutos, mas começou acelerada o que permitiu que alguns buracos pequenos fossem abertos. Em contrapartida, para passar no “tempo adequado”, teve que segurar a escola nos últimos setores, mantendo a escola parada. Um ponto positivo é a animação da escola que estava confortável com o andamento. O Império da Tijuca ainda trouxe quatro alas coreografadas espalhadas por seus setores.

Samba-Enredo

A composição de Samir Trindade, Ricardo Simpatia, Bachini, Julio Pagé, Wagner Zanco, Osmar Fernandes e Almeida Sambista deixou claro sua funcionalidade na Avenida. Inegavelmente, os dois refrões do samba são grandes destaques, mas a comunidade decorou cada parte. Ele possui um melodia que não se mostrou cansativa e nem teve uma queda de rendimento ao longo da Sapucaí.

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Outros destaques

É preciso reverenciar o talento do mestre Jordan. Com um ensaio de excelência, ele ainda apresentou uma bossa com ataques que fazia a escola vibrar toda vez que o ouvia e ele não poupou esse recurso. Dentro da própria bateria, o grupo dos ritmistas do chocalho vieram com uma vestimenta diferenciada do resto dos integrantes da ala com uma referência à cultura de terreiro, isso deu personalidade ao naipe.

“Para mim foi excelente. A bateria teve uma performance maravilhosa. Um dos nossos melhores ensaios aqui na Sapucaí e, com certeza, no dia do desfile o bicho vai pegar e a Sinfonia vai botar tudo para quebrar. É só colocar a fantasia e desfilar para mim. Porque está excelente o trabalho, a nossa galera está unida para caramba. Graças a Deus a galera está comparecendo em massa. Está tudo bem, estamos no caminho certo, e se Deus quiser esse ano os 40 pontos estão na porta já. Nós viemos com quatro paradinhas, todas em cima da melodia. É só prestar atenção no samba que estão em cima da melodia, nada sai da nuância do samba. Temos umas viradas também diferenciadas. Mesmo sem paradinha, na hora que a gente está tocando você percebe onde está o samba”, afirmou mestre Jordan.

Vale salientar também o trabalho de colocar as baianas da escola cada uma com uma estampa diferente. O resultado foi um colorido muito bonito e para as senhoras integrantes da ala.

Colaboraram Augusto Werneck, Cristiano Martins e Raphael Lacerda