InícioSérie OuroAcadêmicos de NiteróiFreddy Ferreira analisa a bateria da Acadêmicos de Niterói no ensaio técnico

Freddy Ferreira analisa a bateria da Acadêmicos de Niterói no ensaio técnico

A bateria da estreante Acadêmicos de Niterói fez um ótimo ensaio técnico, sob o comando de mestre Demétrius. Um trabalho que valorizou o ritmo da “Cadência de Niterói”, numa filosofia musical pautada pela simplicidade, além de nítido equilíbrio sonoro. A inovação ocorreu pelo fato da bateria ter iniciado o desfile como primeira ala da escola, logo após Comissão de Frente e Casal, não tendo saído do desfile através do primeiro recuo de bateria, já começando o cortejo na pista.

Na parte de trás do ritmo, as caixas de guerra se destacaram pelo toque coeso e integrado, proporcionando um amparo musical considerável para os demais naipes da bateria. Repiques contribuíram com o ritmo, adicionando valor à sonoridade. Surdos de terceira propiciaram inegável balanço ao ritmo da escola de Niterói. Marcadores de primeira e segunda se exibiram de modo preciso e seguro.

Na cabeça da bateria, o destaque musical foi dividido entre a ala de tamborins e o naipe de chocalhos. Dois trabalhos sólidos, com nível técnico notável. Vale ressaltar a belíssima homenagem aos saudosos Claudinho e Henrique, os irmãos Billucka, que estamparam o nylon dos tamborins merecidamente. Uma ala de cuícas correta contribuiu com o preenchimento da sonoridade das peças leves.

A escolha por virar a bateria antes de entrar no refrão principal garantiu dinamismo sonoro ao ritmo, sem contar que a bateria da Acadêmicos de Niterói entrava no estribilho dando pressão, com uma subida bem pontuada e executada pelos tamborins.

Uma bossa simples, mas eficaz foi percebida no final da segunda do samba-enredo. Após a chamada de repiques, as demais peças tocam em conjunto e de forma ritmada, até subir virando para o refrão principal. Se revelou um acerto musical, já que após ser realizada foi possível notar uma fluência plena entre os naipes.

Uma paradinha baseada em pressão foi executada na cabeça do samba, gerando impacto sonoro pelos tapas em conjunto ressoando, junto a marcadores precisos. Vale ressaltar a contribuição luxuosa do naipe de tamborins no arranjo musical. A bossa foi executada de maneira firme, proporcionando um swing envolvente após a retomada.

Uma “apagão” provocou certa interação popular, fechando a bateria no final da segunda do samba. Ritmistas balançavam os braços para um lado e para o outro, antes da retomada ser efetuada com uma virada.

Uma estreia na Acadêmicos de Niterói que indica que o trabalho de mestre Demétrius carrega consigo um nível de consistência que merece ser valorizado e exaltado. Para uma bateria que realizou pouquíssimos ensaios, o resultado do ensaio técnico de hoje superou por completo as expectativas. Mesmo com uma concepção musical mais simples, a excelente conjunção sonora dos naipes foi o destaque principal de uma bateria plenamente integrada ao samba-enredo da escola.

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