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Vídeos: arrancada, bateria e ensaio completo do Salgueiro no Sambódromo

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Canto do Salgueiro é destaque em ensaio técnico de ótimo nível com excelência em diversos quesitos

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Se havia alguma dúvida que a comunidade salgueirense tinha comprado a briga de fazer o samba da Academia 2023 funcionar na Sapucaí, os questionamentos foram por terra no ensaio técnico. Como o que já se tinha visto nos ensaios nas ruas Maxwell e Conde de Bonfim, a escola cantou no treino oficial em alto e bom som a obra escolhida para este carnaval. Em um ensaio que o canto da comunidade foi sem dúvida o maior destaque, a comissão de frente de Patrick Carvalho foi também protagonista. Com muito respeito ao público sambista que lotou a Sapucaí para o ensaio, o Salgueiro apresentou uma comissão que interagia com o público, divertida, devidamente fantasiada e maquiada e com um clímax. Casal e bateria também fizeram grandes apresentações e a Vermelha e branca não teve problemas de evolução no desfile de preparação que teve duração de 1h08. Em 2023, o Salgueiro será a quinta escola a desfilar na primeira noite do Grupo Especial com o enredo “Delírios de um Paraíso Vermelho”, que está sendo desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira. * VEJA AQUI FOTOS DO ENSAIO

“Acho que a execução aqui no final da escola foi muito boa. A escola balançando, todo mundo feliz. O propósito foi atingido. Tenho reunião com a diretoria essa semana para ver os pontos do ensaio técnico. Agora é entregar na mão de Deus. A escola cantar, cantar, cantar. Criticaram muito a gente, agora tiveram que engolir. Chegar no dia 19 e fazermos o nosso papel”, afirmou Julinho Fonseca, diretor de carnaval.

Harmonia

Mordida pelas críticas que o samba e a escola em geral receberam no pré-carnaval, a comunidade salgueirense cantou muito, de forma intensa, em alguns momentos até com um pouco de raiva, sobretudo no refrão principal que era mais voltado para o orgulho da escola. E houve também uma química com o público. Muitos salgueirenses nas frisas e até torcedores de outras escolas estavam cantando a obra na Marquês de Sapucaí. Até os segmentos como comissão, bateria e baianas se fizeram presente neste canto. Alas coreografadas como a que vinha logo atrás da baianas que tinham componentes de anjinhos e diabinhos também foram destaque.

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Difícil achar alguém da escola que não estivesse cantando o samba. Entre as alas que se destacaram, logo no começo do Salgueiro, a que vinha logo após o Abre-alas, com os componentes com balões na mão e a logo depois com pompons nas mãos. Mais para o final, destacam-se uma ala que trazia leques e uma outra com pipas. Sem ter Quinho cantando ao seu lado no carro de som do Salgueiro neste carnaval, Emerson Dias se guardou bem com sua experiente equipe de vozes e pode “brincar” bastante com o samba da Academia.

Deixando terças e vocalizações mais para a ala feminina, Emerson apostou na correta condução do samba, aproveitando para inflamar os componentes sempre que podia, sem atrapalhar o desenvolvimento da música na Avenida e sem fugir tanto da letra. De longe se ouvia os gritos de “Vai Salgueiro”, “Canta Academia” e “é pra cantar com raiva” que ajudaram na empolgação do salgueirense.

“Na minha opinião, em questão de energia e entrega da comunidade, o funcionamento do samba foi muito bem. O povo cantou e pulou carnaval. Achei um dos pontos mais positivos do ensaio técnico. A harmonia foi muito boa hoje. Não existe canto sem ritmo, da mesma forma que não existe ritmo sem canto. A gente procura sempre estar junto, conversar e pensar na estratégia ideal. Sempre fizemos isso, e nos damos muito bem”, disse Emerson Dias, elogiando o entrosamento com a bateria.

Samba-Enredo

A obra de Moisés Santiago e companhia teve um desempenho muito satisfatório na Sapucaí. O andamento, introduzido pelos ritmistas da Furiosa, comandados pelos mestres Guilherme e Gustavo, fez com que a obra fosse bem cantada pelos foliões e tivesse seus momentos de explosão. Os dois refrões pegam bastante e tem um sentido de condução mais para frente, de ataque, que eram cantados pelos componentes de uma forma intensa e precisa. Tanto o “Vermelha paixão salgueirense”, quanto “No meu sonho de Rei” explodiram na Avenida.

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Outros trechos que eram cantados com maior intensidade eram “Basta de violência e opressão”, e “Quem será pecador…”. A simplicidade da letra e sua melodia que lembra um pouco algumas obras passadas do Salgueiro facilitaram e muito a assimilação pelos foliões que demonstraram a mesma familiaridade com o samba nos ensaios de rua. Emerson Dias e o carro de som da Academia também valorizaram a obra sem fazer grandes intervenções em termo de terças, vocalizações, ou cacos, fazendo com que a melodia se sobressaísse.

Comissão de Frente

Renovado para este carnaval, referência do quesito nos últimos anos, Patrick Carvalho levou para Sapucaí uma comissão digna de elogios por fugir do óbvio e tentar entregar algo a mais para um ensaio técnico. Estava bem ensaiada, devidamente fantasiada e maquiada, foi divertida e mexeu com o público. As fantasias davam um tom ao mesmo bucólico e fantasmagórico. Os bailarinos vestiam roupas de época, porém maquiados dos pés a cabeça nos tons em preto e branco. Um único personagem conservava o colorido e justamente apresentava a figura de um soberano, um rei, que parecia ser assombrado pelas outras figuras.

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Uma estrutura de metal com uma escada enorme e uma pequena sacada servia tanto para o rei subir quanto para o restante dos personagens realizarem uma performance na escada que dava um efeito muito interessante pelo preto e branco que se misturava nos movimentos dos dançarinos. No final o rei subia no ponto mais alto e interagia com o símbolo da agremiação na sacada. O único ponto a reparar foi a coroa do personagem principal e um chapéu de outro componente que caíram durante a apresentação no primeiro módulo de julgamento. Mas nada que tenha estragado uma grande performance com mostrou grande dedicação e carinho com o público do ensaio técnico.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Desde 2014 juntos no Salgueiro, de Sidclei Santos e Marcella Alves não é preciso falar sobre o entrosamento que já é notável há alguns anos. O que se viu na pista foi mais uma vez uma dupla em plena sincronia, com um ótimo entendimento de movimentos e efetividade de sempre. Muito elegante, o mestre-sala vestia um terno preto com o paletó com estampa de flores vermelhas e carregava um leque que lhe dava maior aprumo e configurava ainda beleza aos movimentos. Sidclei parecia deslizar pela Avenida, tamanha a plenitude de seus passos, que eram intensos, riscava o chão a toda velocidade, mas ao mesmo tempo com singeleza, delicadeza, precisão. Mas sem perder a força e com o sorriso que lhe é característico.

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Já Marcella vestia o já tradicional, mas não menos elegante, vestido vermelho com uma saia que produzia um bonito efeito quando a porta-bandeira realizava seus giros e rodopios. Um dos grandes momentos da dança acontecia quando Marcella acariciava o rosto do mestre-sala configurando toda a sensualidade e leveza que a dança do casal também deve sempre ter. No geral foi uma coreografia mais tradicional, baseada na sincronia da dupla, sem pontuar tanto os trechos do samba.

“A gente vem com a mais pura verdade exatamente para testar deslocamento, desenho coreográfico, condicionamento físico. Já tentamos colocar um pouco da velocidade que vamos usar com a fantasia. Não adianta dançarmos numa velocidade aqui, e no desfile oficial desencaixar esse tempo. Então, fazemos todo o treinamento de encaixe para simular. A gente só não vem de fantasia porque os tempos são outros, as coisas estão difíceis e a escola precisa aproveitar o material. O balanço de hoje foi muito positivo, graças a Deus”, comemorou a porta-bandeira.

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“A torcida do Salgueiro está presente em todos os momentos, nas redes sociais, nos ensaios do morro. A gente carrega essa grande energia. A nação salgueirense está conosco, como você pode ver hoje, a Marquês de Sapucaí de vermelho e branco. Eu e Marcella estamos completando dez anos de parceria, somos privilegiados por estarmos defendendo a escola dos nossos corações. É uma emoção imensa dividir isso com as pessoas, e buscamos sempre representá-las na nossa dança”, garantiu o mestre-sala.

Evolução

O Salgueiro passou na Sapucaí com boa fluência, bom ritmo, em uma evolução bastante de acordo com o andamento do samba, sem correrias, mas não deixando de mostrar força e garra por parte dos componentes, e não deixando a escola parada por muito tempo. Não se observou buracos ou grandes espaçamentos na evolução da comissão em relação ao casal e às baianas que viam logo em seguida. A saída da “Furiosa” do primeiro recuo e a entrada e saída do segundo também aconteceram de forma satisfatória.

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Após as baianas, a segunda ala da escola era coreografada com anjos e diabinhos, que se misturavam entre si e interagiam com um enorme elemento alegórico que representava uma maçã. Ao longo do desfile, entretanto, a aposta da agremiação pareceu ser na espontaneidade com os componentes em geral brincando carnaval, sem coreografias muito elaboradas. Mas, alguns trechos do samba eram pontuados com alguns pequenos gestos corporais ou com as mãos pelos desfilantes como no “Basta de preconceito”, e “Tá no sangue da gente”.

Outros destaques

A “Furiosa” comandada pelos mestres Guilherme e Gustavo foi muito ovacionada pelo público em cada setor que passava e principalmente quando apresentava as bossas, sempre gerando frisson nas retomadas. A rainha Viviane Araújo, um grande ícone do carnaval carioca, esbanjou simpatia e o samba no pé de sempre fantasiada na figura de Eva com uma maçã e uma serpente na cabeça.

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“Tivemos um ensaio no setor 11 essa semana e foi muito positivo. Hoje nos deixou a sensação do que veremos no desfile. Conseguimos ter uma melhor percepção do andamento, afinação, pegada e levada de tarol e caixa. Assim, o balanço de hoje é muito positivo e agora é esperar o desfile, porque a bateria está pronta. O que temos é manter a batucada para o dia do desfile. A rapaziada trouxe hoje uma batucada muito gostosa, uma batucada com malandragem, sabe? Essa batucada contagia a avenida”, apontou mestre Gustavo.

“A gente sabe que o dia do desfile é mais tenso, mas hoje conseguimos brincar bastante. Isso é muito legal. Inclusive, a gente fala com os ritmistas que o ensaio é para curtir mesmo, se divertir, porque na hora da avenida é importante estarmos leves e sabendo tudo o que precisamos fazer. O que estamos buscando fazer é só manter viva uma característica marcante, mas sem deixar de lado a marca do Guilherme e Gustavo. Levamos de positivo a energia da bateria. Hoje a bateria passou com swing, batucada solta. É uma galera que passa muito perrengue. Muita gente mora longe, tem quem more até em outra cidade, ter a energia e a vibração lá em cima é fundamental para manter a batucada de malandro que a gente quer ouvir”, completou mestre Guilherme.

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Logo antes dos ritmistas, os passistas vieram com uma vestimenta fazendo referência a Adão e Eva. O coreógrafo Carlinho veio como uma fantasia similar, porém no início da escola, próximo ao elemento que representava uma maçã.

Antes do esquenta, o intérprete Quinho deu o grito de guerra da Academia levantando o público e sendo muito aplaudido, houve quem chorasse, pois por problemas de saúde, o artista esse ano não pode estar junto na preparação e não dividirá o microfone com Emerson Dias no desfile oficial. O cantor Xande de Pilares veio a frente da escola assim como o mascote “Sabiá ” que interagiu bastante com o público.

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Na parte final do desfile uma ala tinha os componentes com roupas que imitavam as vestes das baianas, porém feitas de material reciclável em uma tonalidade mais escura. A busca por um carnaval sustentável tem sido uma das ideias levantadas e reforçadas pelo carnavalesco Edson Pereira, que também participou do ensaio próximo ao presidente André Vaz.

Colaboraram Allan Duffes, Luisa Alves, Isabelly Luz e Walter Farias

Pressão da comunidade! ‘Chão da Portela’ é destaque em ensaio técnico vibrante da Águia de Oswaldo Cruz e Madureira

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A Portela deu início ao seu ensaio técnico na Marquês de Sapucaí às 22h30 de domingo, mostrando toda a potência de sua comunidade aguerrida. O destaque do treino ficou por conta chão e do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Lamar e Lucinha Nobre. No ano do seu centenário, a Majestade do Samba levará para a avenida o enredo: “O azul que vem do infinito”. A escola será a segunda a desfilar na segunda noite do Grupo Especial. * VEJA AQUI GALERIA DE FOTOS DO ENSAIO

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“O balanço é extremamente positivo. Como eu já disse no começo, nós iríamos trabalhar para apresentar nossa gente, nosso canto, alegria, nossa garra, a bateria. E nós conseguimos cumprir com o objetivo no ensaio de hoje. Tivemos um bom entrosamento entre carro de som e bateria, tivemos chão e uma boa evolução também. Assim, eu vejo que saímos do ensaio de hoje entendendo que estamos na briga para disputar mais um carnaval. Somos uma escola que está muito ligada com a sua gente, hoje em dia mais de 80% dos componentes são da nossa comunidade. Aqui, vale destacar que não necessariamente pessoas que moram em Oswaldo Cruz e Madureira, porque temos muitos portelenses que são de outros lugares”, comentou Fábio Pavão, o presidente da Majestade do Samba.

Harmonia

Os componentes da Portela cantaram o samba-enredo com força e emoção, desde o início do ensaio. As alas ‘Memórias de um sargento de milícias’ e ‘Brasil glorioso’ foram duas das que mais entoaram o samba. A intensidade do canto da azul e branco de Madureira chamou atenção, mostrando na pista a garra e o chão que a sua comunidade possui. Inclusive, as alas coreografadas também reforçaram o canto, não deixando o volume diminuir em momento algum.

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“Eu gostei muito! Até onde pude ver, a escola cantou bastante. Vi as pessoas muito felizes e sorridentes, o que é o mais importante. A escola passou bem e muito vibrante. Acho que os ajustes agora são apenas o que faremos na quadra, para entregarmos o máximo no desfile. O entrosamento com a bateria é total. Nós não funcionamos um sem o outro. Temos que estar sempre numa boa sintonia”, afirmou o intérprete Gilsinho.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marlon Lamar e Lucinha Nobre, fez uma brilhante apresentação na avenida. Eles levaram cerca de 2’12” para concluirem a coreografia em frente aos módulos de julgamento. Lucinha vestia uma roupa toda azul, enquanto Marlon utilizava calça azul, camisa branca, com um paletó azul por cima. Os dois esbanjaram graça e elegância durante todo o bailado, encantando o público presente no sambódromo. No trecho final do samba, durante verso “pra chorar de emoção”, Marlon beija a mão de Lucinha em um bonito gesto de carinho. Em seguida, na parte do refrão que diz: “o céu de Madureira é mais bonito”, Lucinha realiza o seu movimento característico ao tremular o tradicional pavilhão da Portela.

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“Estamos extremamente felizes, porque estamos tendo a honra de defender esse pavilhão que já ganhou 22 vezes e se Deus quiser agora em 2023 terá 23 títulos. Lucinha está prestes a completar 40 anos de avenida e isso não é para qualquer pessoa. Eu estou indo para o meu 20º ano de mestre sala, portanto, é um ano muito comemorativo, com muita alegria e o ensaio de hoje serviu para mostrar muito amor e alegria pela nossa escola e nosso povo. O ensaio técnico aqui é importante para controlarmos o coração. Fora isso, é bom para ver a força da comunidade. A Portela não tem patrono, não tem um super patrocinador, mas tem gente e tem amor. Nossa gente defende o pavilhão com muita garra e ensaios como o de hoje é importantíssimo para mostrar toda a garra do portelense”, disse o mestre-sala.

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“Impressionante que mesmo depois de tanto tempo, a gente ainda se emocione tanto. Chegamos em 2018 com a expectativa de ficarmos dois anos, até que a Portela se encontrasse e buscar uma nova porta-bandeira… mas a nossa comunidade e muitas outras pessoas começaram a demonstrar um carinho muito grande e esse encontro com a Portela é mágico. Hoje é um ensaio de muita alegria, porque não é todo dia que uma escola faz centenário. A escola está se esforçando muito para se manter bem e são muitos problemas que vão sendo resolvidos no dia a dia. Também por isso, o ensaio de hoje se mostra muito positivo e ademais, conseguimos mostrar na nossa dança todo o amor que temos pelo pavilhão. Todo mundo sabe que nós não somos Portela de berço, mas hoje é a nossa escola e somos muito apaixonados. Temos que melhorar o controle da nossa ansiedade. É um ano muito especial, então acaba que ficamos muito ansiosos para fazer o nosso trabalho e isso pode nos atrapalhar. Essa ansiedade também pode ser boa para gente. Nossa ideia é trazer a tradição da dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira. Até por isso, trouxemos a Amanda e o Caio no começo do desfile. Eles são o casal da Filhos da Águia e entendemos que seja importante trazer para a próxima geração que a Portela é o olho no olho, o sorriso em sintonia, é a mão dada e a gente prioriza uma dança tradicional”, completou a porta-bandeira.

Samba-Enredo

O forte canto da comunidade portelense atesta a funcionalidade do samba-enredo na avenida. As partes “Cavaco e viola…” e “Abre a roda, malandro” foram as mais cantadas durante o ensaio técnico. Vale destacar o excelente trabalho executado pelos integrantes do carro de som, que é mais uma vez muito bem comandado pela voz marcante de Gilsinho. A obra foi composta por Wanderley Monteiro, Vinicius Ferreira, Rafael Gigante, Edmar Jr, Bira e Marcelao.

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Evolução

A evolução da Portela foi correta, sem falhas que pudessem comprometer a fluência ao longo do ensaio técnico. Mérito do trabalho desempenhado pela direção da agremiação. Algumas alas faziam uma coreografia espontânea, baseada na letra do samba. Foi muito bonito ver a emoção e a alegria estampada no rosto dos componentes, que exibiram bastante samba no pé. Tanto a entrada, quanto a saída da bateria do recuo ocorreu sem nenhuma correria ou buraco.

Comissão de Frente

A comissão de frente da Águia era composta por 15 bailarinos, sendo 10 homens e 5 mulheres. A coreografia realizada pelo grupo trazia, a todo momento, referências presentes na letra do samba. O figurino utilizado era predominantemente branco, com detalhes em azul. Os integrantes se mostraram sincronizados, sem deixarem de cantar o samba. Em certo momento da apresentação, uma das mulheres exibe o pavilhão da Portela no costado da sua roupa. Porém, esse belo efeito nao funcionou durante a apresentação no segundo módulo, pois a roupa dela acabou não abrindo.

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Outros Destaques

Tia Surica desfilou em cima do tripé que carregava a águia, o símbolo máximo do escola. O elemento alegórico trazia nas laterais as fotos de grandes baluartes do samba como: Manacéa, Osmar do cavaco, Waldir 59, Tia Doca, Zé Ketti, Chico Santana, Antônio Rufino, Tia Doca… A escola passou extremamente alegre e carnavalizada, com praticamente todas as alas portando algum adereço de mão como bandeiras, balões, fitas, flores, violas de brinquedo e bastões

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Os passistas da Portela deram um verdadeiro show de samba no pé. A ala veio com as mulheres todas vestidas de branco, e o homens de azul e branco. As baianas estavam deslumbrantes, de traje dourado e azul, carregando flores brancas nas mãos. Sheron Menezes e Luiza Brunet tambem abrilhantaram o ensaio da Majestade do Samba. No setor final, a escola trouxe uma faixa escrito “Vencemos mesmo marginalizados”.

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A Tabajara do Samba de mestre Nilo Sérgio foi mais um ponto alto da apresentação portelense. Duas bossas foram executadas com êxito ao longo da passarela. Pudemos ouvir claramente todos os instrumentos da bateria, que veio utilizando bonés azuis com muito glitter. Exceto o naipe de chocalhos, que desfilou com cartolas nas cores azul e prata. A rainha de bateria, Bianca Monteiro, desfilou ao lado da apresentadora de tevê Adriane Galisteu, que a convite da escola está de volta. Bianca usou uma grandiosa fantasia azul, repleta de penas de faisão. Enquanto Adriana vestia um look preto com varias pedrarias na cor prata.

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“Hoje nós viemos ensaiar do jeito que vamos desfilar. Testamos o andamento, vimos se as bossas estavam certinhas e acredito que o ensaio de hoje foi muito bom”, disse o mestre de bateria Nilo. Temos que manter a alegria para o desfile. Hoje passamos com muita animação, mas eu peço para o dia do desfile mais concentração. Para hoje, foi tudo bem entrar um pouco no clima de festa, mas é preciso ter concentração. Por exemplo, no nosso esquenta teve gente passando por total desconcentração e isso no dia que é para valer, simplesmente não pode. Temos que melhorar a concentração. Nossas bossas não são novidades. Estamos trazendo os 100 anos da escola, resolvemos trazer referências de desfiles passados da Portela. Assim, buscamos trazer esse século de existência para dentro da apresentação”, contou mestre Nilo Sérgio.

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A Portela esquentou com o samba “Foi um rio que passou em minha vida”, de Paulinho da Viola. A escola prestou uma homenagem a jornalista Glória Maria, que faleceu nessa semana. Em seguida, o carro de som puxou um “parabéns” para o presidente Fábio Pavão, que estava fazendo aniversário. O hino da escola foi cantado momentos antes do treino, que durou 1h13.

Colaboraram Allan Duffes, Isabelly Luz, Lucas Santos, Luisa Alves e Walter Farias

Freddy Ferreira analisa a bateria da Portela no ensaio técnico

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A bateria “Tabajara do Samba” da Portela fez um ensaio técnico muito bom, sob o comando de mestre Nilo Sérgio. Uma musicalidade que uniu o autêntico ritmo portelense e arranjos musicais pautados pela pressão, além de refinada elaboração. Com direito a uma exibição privilegiada do naipe de caixas e das destacadas terceiras da Majestade.

A cozinha da bateria da Portela apresentou um timbre relativamente grave, totalmente inserido nas tradições da Majestade do Samba. Marcadores de primeira e segunda foram seguros e precisos ao longo de todo o cortejo. O naipe de caixas de guerra, com sua genuína batida rufada, foi responsável por amparar musicalmente os demais naipes, além de dar base sonora para toda a “Tabajara”. Repiques coesos também contribuíram com o preenchimento da sonoridade de modo preciso. Os surdos de terceira portelenses se destacaram, adicionando um molho envolvente à parte de trás do ritmo.

Na cabeça da bateria, um trabalho de solidez sonora foi notado. A ala de tamborins tocou de modo firme, executando a convenção rítmica baseada na melodia do samba de modo seguro e preciso. Um naipe de chocalhos de valor técnico inegável ajudou a preencher a musicalidade com eficiência. Agogôs com bom volume, pontuaram o samba-enredo da Portela se aproveitando das variações melódicas para consolidar seu toque. Uma ala de cuícas acima da média ajudou na musicalidade da parte da frente do ritmo, inclusive participando das duas bossas da “Tabajara do Samba”.

A elaborada paradinha do refrão do meio é iniciada no último verso da primeira do samba. Após um corte seco, surdos e demais naipes dão tapas que auxiliam na pressão, para que o arranjo musical do refrão siga a linha de permitir ao ritmo portelense um balanço envolvente. Com frases musicais bem construídas, a sonoridade chega a encantar pelo swing dos surdos, complementado por repiques e caixas com toques precisos e integrados.

O detalhamento musical da referida bossa ganhou até certo ar de refino com uma contribuição luxuosa das peças leves. Tamborins deram tapas ritmados que auxiliaram no balanço, chocalhos deram molho e cuícas aproveitaram para concluir com uma “subidinha”. Tudo isso com agogôs tocando como pede a melodia no trecho “Deixa a Portela passar”, sendo finalizado com um ousado toque das terceiras que foram responsáveis pela retomada da “Tabajara” já na segunda do samba-enredo. Uma construção musical baseada profundamente nas nuances melódicas da obra e mostrando uma integração musical de raro valor.

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Já a paradinha do final da segunda também se mostrou uma construção musical perfeitamente alinhada com o samba da Majestade. Mais uma vez juntando pressão ao balanço, se aproveitando das marcações, caixas, repiques, chocalhos e novamente cuícas ajudando a preencher a musicalidade da bossa. O telecoteco curto do tamborim no início do refrão, antes da subida dos repiques para retomar o ritmo, deu valor sonoro ao arranjo da bateria da Portela.

Mestre Nilo Sérgio tem motivo para ficar confiante em um grande desfile da bateria da Portela, após um ensaio técnico seguro e consistente de todos os naipes da “Tabajara do Samba”. Um ritmo que esbanjou tradicionalismo, mas sempre dando ao samba o que ele pediu. As duas conversas rítmicas bem elaboradas em bossas permitiram além de pressão, uma fluência plena entre as mais diversas peças portelenses.

Freddy Ferreira analisa a bateria do Salgueiro no ensaio técnico

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A bateria “Furiosa” do Acadêmicos do Salgueiro fez um excelente ensaio técnico, sob o comando dos mestres Guilherme e Gustavo. Um ritmo salgueirense marcado pela pressão das marcações mais pesadas, aliadas a um preenchimento sonoro notável dos demais naipes. Vale ressaltar as paradinhas musicalmente bem elaboradas e com nível de dificuldade elevado, com todos os arranjos musicais pautados pelas nuances melódicas do samba-enredo da escola do morro do Salgueiro.

A cozinha da bateria “Furiosa” contou com uma afinação de surdos com timbre genuinamente grave, plenamente inserida nas tradições musicais da escola da rua Silva Telles. Caixas com um toque intercalado com os tradicionais taróis salgueirenses deram molho a parte de trás do ritmo. Assim como repiques adicionaram inegável valor à sonoridade, além de solistas do repique mor contribuindo tanto em ritmo, como em bossas. Tudo isso com um trabalho simplesmente precioso e acima da média dos surdos de terceira, dando aquele aspecto particularmente furioso ao ritmo do Salgueiro.

Na parte da frente do ritmo, um trabalho sólido e eficiente nas peças leves pôde ser notado. Uma ala de chocalhos tecnicamente elevada contribuiu bastante na musicalidade, dando leveza à cabeça da bateria do Salgueiro. O naipe de cuícas adicionou valor sonoro ao ritmo. A ala de tamborins executou um desenho rítmico simples, de modo funcional, se aproveitando da obra da Academia do Samba para consolidar seu toque através das variações melódicas.

Um breque na segunda do samba permitiu a plena fluência entre os naipes, sem contar a pressão dos surdos de primeira e segunda que param de tocar por um instante, voltando em seguida após uma nuance rítmica dos surdos de terceira, provocando um swing envolvente antes da retomada.

Já um breque na primeira do samba-enredo salgueirense foi notado, provocando impacto sonoro ao ritmo da escola branca e encarnada do bairro da Tijuca. Se aproveitou do próprio desenho rítmico dos tamborins para incluir outros naipes no arranjo, como caixas e repiques. Tudo isso com o luxuoso auxílio das pesadas marcações da Academia.

Uma elaborada bossa na segunda do samba mais uma vez se aproveitou da pressão provocada pela afinação com timbre grave, tradicional característica da bateria do Salgueiro. Nessa paradinha ficou evidenciado o belo trabalho musical dos surdos de terceira da “Furiosa”. Todas as frases rítmicas das terceiras estavam encaixadas e conectadas de forma integral com o que a musicalidade pede, com uma conclusão simplesmente fabulosa no início do refrão de baixo, quando efetua desenho rítmico semelhante ao que os tamborins fazem no fim do estribilho, a cada passada. Um acerto que resultou numa construção musical moderna e com sonoridade sofisticada.

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A paradinha de maior complexidade e alto grau de dificuldade é a do refrão principal. Um diálogo musical extremamente conectado ao que solicita a melodia do samba. Primeiramente com os surdos de primeira e segunda parando de tocar, no que já é uma levada clássica de longa data da bateria do Salgueiro, deixando o ritmo da cozinha imperar (caixas, repiques e terceiras exercendo papel de centrador marcando). Após isso, os ritmistas do repique mor chamam o ritmo para um balanço único, repetido pelas demais peças. A bossa ainda é finalizada depois da pressão provocada pelos surdos, junto de toques ritmados de diversos naipes. Uma construção que esbanjou musicalidade diferenciada e nítido bom gosto.

Um ensaio técnico que exibiu uma bateria do Salgueiro devidamente pronta para o desfile oficial. Com um leque de bossas amplo e bem executado, o destaque vai para a complexidade musical envolvendo as convenções, que estão pautadas pela melodia do samba salgueirense. Mestres Guilherme e Gustavo, bem como todos os ritmistas e diretores certamente ficaram satisfeitos com uma apresentação que mostra uma bateria do Salgueiro trilhando um caminho sólido em busca da nota máxima do júri.

Portela: galeria de fotos do ensaio técnico

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Salgueiro: galeria de fotos do ensaio técnico

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Freddy Ferreira analisa as baterias do Salgueiro e Portela no ensaio técnico

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OPINIÃO DO CARNAVALESCO: ensaios do Salgueiro e da Portela

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Unanimidade na comunidade, samba do Tuiuti para o Carnaval 2023 conquista os sambistas

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O samba-enredo da Paraíso do Tuiuti de 2023 é uma unanimidade na comunidade. As palavras da cultura paraense já estão na boca do povo do Tuiuti e dos amantes do carnaval. Os segmentos estão confiantes, já que o resultado do canto com os componentes e o público no ensaio técnico foi satisfatório. Isso é resultado do trabalho da equipe de carnaval, dos ensaios de rua e da parceria vencedora da disputa.

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Fotos de Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Todo grande samba começa por um grande enredo. O trabalho dos enredistas da Paraíso do Tuiuti vem sendo elogiado pelos segmentos. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, os compositores Claudio Russo e Moacyr Luz, e o mestre Marcão falaram da importância desse trabalho.

“Esse é o quinto ano que eu estou na Tuiuti. Todos os enredos ajudaram muito”, elogiou Moa. “É impossível fazer um grande samba, se não tivermos um grande enredo”, complementou Claudio. “Fica mais fácil para os compositores fazerem um bom samba-enredo”, finalizou Marcão.

A disputa foi importante para o acolhimento do samba. A equipe de carnaval e o presidente Renato Thor se desdobraram para ouvir todos os concorrentes, e escolher o melhor para a escola. “A gente procura levar a melhor obra para o dia do desfile, um belíssimo samba. São muitos detalhes. O presidente nos bota para escutar muito samba no carro. Não é só a gente que vai estar cantando, os componentes e todo o público estarão conosco”, disse o diretor de carnaval André Gonçalves.

O estado do Pará já está na cabeça do desfilante da Paraíso do Tuiuti. O samba-enredo da parceria de Cláudio Russo, Moacyr Luz, Gustavo Clarão, Júlio Alves, Pier Ubertini e W Correia trouxe expressões típicas que caíram no gosto da comunidade.

“Sempre tento trazer palavras novas. Porque cultura nunca é demais. A gente trouxe a flor do mururé, o mogangueiro, trouxemos muitas coisas do carimbó, a curuminha. Acho que isso foi pensado para trazer cultura para o povo. Palavras que são pouco usuais aqui no Rio de Janeiro, mas não são difíceis de falar”, explicou Claudio Russo.

Os quesitos Bateria e Samba-enredo andam de mãos dadas. O mestre Marcão da Super Som do Tuiuti está preparando paradinhas em homenagem ao carimbó, ritmo típico do Pará. A qualidade do samba da Paraíso do Tuiuti faz a bateria se impulsionar junto com ele. ‘O samba em si já é alegre. Não é massante, é chiclete. Fica tudo mais fácil”, enfatizou Marcão.

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A alma do samba-enredo na avenida, o carro de som, está empolgado com o samba. O entrosamento dos cantores com os componentes é notável. A obra casou com a voz do recém-chegado intérprete Wander Pires. “Foi escolhido o melhor samba. O samba da Tuiuti é um dos melhores que nós temos no Grupo Especial. Eu sou suspeito para falar porque sou intérprete. Vai dar muita felicidade para a gente”, afirmou Wander.