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‘A Vila Isabel fará o maior carnaval da escola de todos os tempos’, diz mestre Macaco Branco

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Com a boa sincronia entre bateria e canto, o Evoé pegou na comunidade da Vila Isabel e promete um grande Carnaval. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o mestre de bateria da agremiação, Macaco Branco, contou sobre o trabalho realizado ao longo do ano, a expectativa para este Carnaval e falou da bossa de festa junina, que conquistou o público.

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Foto: Raphael Lacerda/site CARNAVALESOC

O clima mais forte desde o último título da Vila. Para o mestre de bateria, a escola, neste ano, vem diferente para a Marquês de Sapucaí e prometendo o maior desfile de sua história. Ele também ressaltou que nos últimos anos a Azul e Branco vem realizando grandes desfiles.

“É sim. Esse ano está com uma essência e uma energia muito boa. Eu estou falando e estou todo ‘arrepiado’. Está com uma energia diferente. A Vila Isabel tem feito grandes carnavais nos últimos anos, voltando nas campeãs e quase chegando ao título. Tenho certeza que neste ano a Vila Isabel fará o maior Carnaval da escola de todos os tempos”, declarou Macaco Branco.

Segundo o mestre, o trabalho rítmico da escola não passou por muitas mudanças do ano passado para cá. O trabalho da bateria foi focado nos arranjos e nos detalhes do enredo, o que, para ele, ajuda a levantar a Vila Isabel na Avenida e nas arquibancadas da Passarela do Samba.

“Na verdade não mudou muita coisa. A cada ano a gente faz um trabalho de arranjo focado em cima da temática, melodia e divisões do samba. O trabalho rítmico da Vila Isabel – o toque tradicional – vai continuar do mesmo jeito. É um trabalho que é anual e não vai mudar nada. Mas os arranjos são todos em cima do samba. Às vezes é uma bossa mais elaborada ‘ali’, uma coisa mais ousada para a gente fazer a Vila Isabel desfilar bem, ajudar o canto e fazer a arquibancada se sentir dentro do desfile”, explicou o mestre de bateria.

Uma das principais “paradinhas”, a bossa de festa junina é um dos marcos do Evoé. Macaco Branco detalhou como funciona a bossa e o papel dela na canção.

“Na parte do samba em que fala da festa junina. Quando vem a parte ‘Pulei fogueira, anarriê no arraiá brinquei, Na despedida também festejei’, a gente brinca com a festa junina de fazer o ritmo galope, que é um ritmo que toca as músicas juninas. Foi muito legal e fomos muito felizes com essa ideia. Essa bossa começa com a festa junina, brinca com as divisões do samba e entrega para o ‘Rei Momo convidou’”, explicou.

O Evoé caiu no gosto da comunidade, que abraçou o samba-enredo e promete chegar junto com a Vila Isabel na Marquês de Sapucaí. O mestre Macaco Branco afirmou que já esperava que a canção caísse no gosto do público.

“Já sim, quando eu vi esse samba na quadra tocando ‘evoé, evoé’. Evoé é uma saudação da festa do deus Baco. Isso é muito legal. A comunidade levanta os braços e canta a plenos pulmões. Eu tenho certeza que a Sapucaí e a arquibancada virão abaixo com a Vila Isabel”, enfatizou o mestre de bateria.

Macaco Branco destacou que a fantasia dos ritmistas, elaborada por Paulo Barros, é leve, compatível com o calor e facilita ao longo do desfile.

“A fantasia está demais. É uma fantasia leve, de tema junino. Está demais, Paulo Barros é fora de série. Ele mandou e eu falei ‘obrigado por esse presente’, porque é uma fantasia leve, tranquila – todo mundo sabe que o carnaval é feito no verão e a fantasia será bem leve e bem fresca. Vai dar para a Vila Isabel fazer um grande desfile”, contou.

Gabaritar um quesito não é para qualquer um. Vindo de um carnaval de notas dez, a Swingueira de Noel promete mais um excelente desfile rumo a mais um gabarito. O mestre também falou da relação da bateria com sua majestade, a rainha Sabrina Sato.

“Se Deus quiser. O ritmo está muito gostoso, as bossas bem encaixadinhas no samba, as divisões perfeitas e os naipes bem uníssonos. Tenho certeza que este ano, se Deus quiser, virão as quatro notas dez e iremos gabaritar de novo, ajudando, assim, a nossa escola. A Sabrina é fora de série. É uma pessoa que chega aqui na bateria e chama cada um pelo nome… que já está aqui na escola há mais de dez anos. A Sabrina é sangue azul, ela é Vila Isabel. Que Deus dê muita vida e saúde para que ela possa continuar reinando aqui na nossa bateria, porque carisma e samba no pé ela tem de sobra”, Enfatizou o mestre de bateria da Vila Isabel.

Em busca de mais um gabarito, a Swingueira de Noel entrará com a Vila Isabel na Marquês de Sapucaí na segunda-feira de carnaval, quando será a terceira escola a entrar na Avenida.

Aline Midlej e Rodrigo Bocardi comentam suas estreias na transmissão dos desfiles de São Paulo

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O carnaval Globeleza, a festa de todo mundo, a partir desta sexta-feira, 17 de fevereiro, volta a exibir novamente para todo o Brasil os desfiles das escolas de samba do grupo especial de São Paulo e a transmissão ganha uma nova dupla de apresentadores: Aline Midlej e Rodrigo Bocardi. Os dois estreantes fizeram um reconhecimento da área, sagrada para muitos sambistas, no Anhembi, e falaram sobre a expectativa para a festa. “Espero honrar a trajetória do carnaval de São Paulo, minha terra, com o mesmo amor que tenho sentido a cada visita nos barracões”, comentou Aline, ao lado do colega pronto para revelar uma faceta menos conhecida do público. “O que me motivou a aceitar esse convite, primeiramente, foi a questão de ter a possibilidade de extravasar esse meu lado descontraído de trabalho, que existe um pouco no ‘Bom Dia São Paulo’, no ‘Bom Dia Brasil’, mas sempre com alguma limitação que o próprio jornalismo requer. O carnaval nos abre uma possibilidade maior de interação e proximidade com o público”, acredita ele.

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Foto: Daniela Toviansky/TV Globo

Na sexta-feira, dia 17, e no sábado, dia 18, a transmissão começa após o ‘BBB23’, e Aline e Bocardi ainda terão a companhia de Ailton Graça, Alemão do Cavaco e Celso Viáfora, que fazem os comentários sobre o desempenho de cada escola. Confira abaixo as entrevistas exclusivas da nova dupla de apresentadores do carnaval de São Paulo.

Como é sua relação com carnaval?

Aline Midlej: O carnaval compõe minhas melhores lembranças de infância, uma paixão desde quando meu pai me levava aos bailes com ele, na Bahia, e lá estava eu cheia de purpurina, vestidos com uma saia de tule bem espevitada. Tenho provas! (risos). Já adulta, além de curtir a festa, me conecto muito com a identidade cultural do carnaval, que fala sobre nós, sobre gente, nossa história é desafios. E essa grande festa está cada vez mais olhando para as realidades do país e isso é muito potente. Amplificar essa magia para o Brasil com a minha voz e coração é um presente.

Rodrigo Bocardi: Minha relação com o carnaval até então tinha sido nas transmissões como repórter, na maioria das vezes na concentração, na bateria, envolvimento de algumas reportagens no calor do desfile. Com esse compromisso de fazer a narração do carnaval de São Paulo, fui me aprofundar, ouvir as histórias das escolas, do samba, do enredo de cada uma delas. E é um aprendizado, preciso fazer um agradecimento por tanta riqueza compartilhada. Fico até emocionado e agradecido por tudo isso. Deveria ter me aprofundado mais no carnaval desde sempre. Estou fascinado com o que eu tenho ouvido agora, tanta pesquisa, tanto conhecimento, tanto estudo numa arte tão rica que é o carnaval. Estou feliz e com o compromisso de aprender cada vez mais e compartilhar isso com o público. Botei na cabeça, que meu objetivo é tentar fazer com que pessoas, que como eu que não dedicaram tanto tempo ao conhecimento do carnaval, possam fazer isso, porque é fascinante.

Já desfilou?

Aline Midlej: Nunca! Já recebi convites, mas sempre havia alguma incompatibilidade. Esse ano mesmo a Viradouro me convidou para desfilar num carro que irá homenagear personalidades pretas, mas a agenda em São Paulo inviabilizou. Uma experiência a ser concretizada!

Rodrigo Bocardi: Não desfilei, apenas assisti, mas agora estou começando a ficar com vontade. Nessas visitas que eu fiz aos barracões, comecei provar algumas fantasias, fazer umas brincadeiras ali, e fora que você vai entrando nesse clima todo e dá vontade. Eu acho que depois de fazer uma narração de uma noite inteira de várias escolas, acho que isso esse desejo só vai aumentar.

Como foram as visitas aos barracões?

Aline Midlej: Eu imaginava que seria importante para a nossa preparação, mas foi muito mais que isso. É uma imersão nos enredos, nas trajetórias das escolas, mas, também, nesse universo carregado de paixão e criatividade. É lindo ouvir os carnavalescos, o caminho das suas criações e imaginar isso se construindo na Avenida. Fui a um ensaio técnico também, o que completou a missão. Carnaval é amor e tudo tem uma razão de ser, para entender é preciso vivenciar de verdade.

Rodrigo Bocardi: As visitas foram riquíssimas. Exatamente por esse conhecimento que você vai adquirindo pelo compartilhamento de tudo aquilo que essas escolas estudaram durante o ano todo e desenvolveram. O que me chama atenção é o tanto de dedicação e de busca pelo conhecimento para poder desenvolver o enredo escolhido pela escola e a transformação em um enredo, em um grande desfile. Isso requer muita criatividade, muito conhecimento e essas pessoas vão muito a fundo. Isso vai desde ala a ala. Cada uma guarda uma história, cada detalhe, cada ponto de costura tem a ver com a história ali, a ser contada, a ser desenvolvida.

Chegou a conversar com outros apresentadores?

Aline Midlej: Eu e Maju Coutinho trocamos algumas ideias antes da minha ida para São Paulo. Foi ótimo, sempre abre horizontes. Mas acho que acaba sendo uma entrega muito pessoal e particular de cada apresentador, o que garante personalidade e frescor pra transmissão. O público só ganha. Espero honrar a trajetória do carnaval de São Paulo, minha terra, com o mesmo amor que tenho sentido a cada visita nos barracões.

Gaviões da Fiel: Imagens das alegorias na área de concentração do Anhembi

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Tom Maior: Imagens das alegorias na área de concentração do Anhembi

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Rosas de Ouro: Imagens das alegorias na área de concentração do Anhembi

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Vila Maria: Imagens das alegorias na área de concentração do Anhembi

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Barroca Zona Sul: Imagens das alegorias na área de concentração do Anhembi

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Tatuapé: Imagens das alegorias na área de concentração do Anhembi

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Independente Tricolor: Imagens das alegorias na área de concentração do Anhembi

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