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Unidos da Vila Santa Tereza conta história da sua padroeira e se destaca na comissão de frente

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A Unidos da Vila Santa Tereza levou para avenida da Intendente Magalhães, nesta sexta, um desfile emocionante com comissão de frente trocando a fantasia, bateria impecável e casal com bom entrosamento. A escola apresentou o enredo ‘Santa Teresa Rogai Por Nós!’ e foi a terceira a desfilar, terminando em 39 minutos. A escola tem grandes chances na busca pela vaga na Série Ouro.

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Homenageando Santa Teresa, o enredo conta a história da padroeira e exata a importância da fé. Nosso primeiro setor abordou a fé, um sentimento de total crença em algo ou alguém, ainda que não haja nenhum tipo de evidência que comprove a veracidade da proposição em causa. O segundo setor vontou o início da vida de Teresa de Cepeda y Ahumada, entre a sua infância até a sua ida ao convento de Nossa Senhora das Graças. O encerramento foi com todas as homenagens a Santa Teresa, proclamada Padroeira da Espanha e das Índias, coopadroeira na Guatemala, guardiã dos professores e protetora e padroeira do pavilhão Tereziano.

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Uma grande surpresa durante o desfile foi a comissão trocando de fantasia de maneira rápida, como se virasse a roupa ao contrário. “Os guiados pela fé” possuíam uma roupa suja mostrando a história de enfermos, e, ao rogar por Santa Teresa eles encontram a cura.

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Francisco Alves e Grazy Santos, representou a religiosidade. A dupla teve boa performance e ótimo entrosamento no desfile da Unidos da Vila Santa Tereza.

A bateria “Pegada do King” estava muito boa e o samba-enredo dos compositores Igor Leal, Amaro Poeta, Renan Diniz, Fagundinho, Rafael Prates, Cidinho da Cuíca Pernambuco, Rogério Máximo, Carolina Abreu e Alessandro Tiganá funcionou na avenida. A obra foi cantada pelos componentes e pelas pessoas assistindo o desfile na Intendente.

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A Unidos da Vila Santa Tereza exibiu em alegorias e fantasias e alegorias um conjunto bem acabado. As baianas vieram representando a “romaria”. O abre-alas representou todo o misticismo dos Santuários de Fé, lugares reservados para adoração, oração e santo. Na segunda alegoria foi representada a fé como uma virtude dada por Deus, é como uma chama que precisa de combustível para se manter acessa. No último carro, a Unidos da Vila Santa Tereza se curva em gratidão a sua Padroeira, Santa Teresa D’Ávila.

Plástica impressiona, mas problemas de evolução e no casal atrapalham desfile leve e divertida da União do Parque Acari

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Segunda escola a desfilar na primeira noite de desfiles da Série Prata, na Nova Intendente, a União do Parque Acari apresentou o enredo “Uma Doce Ilusão no Mundo da Imaginação”, desenvolvido pelo carnavalesco André Tabuquine. Em 38 minutos, a escola realizou um desfile com destaque para a parte plástica, com um bom conjunto de alegorias e fantasias, a leveza do enredo e a Comissão de Frente. Problemas em evolução e na apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, no entanto, atrapalharam o desempenho da escola.

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Comissão de Frente

Coreografada por Adilson Loureiro, a Comissão de Frente da União do Parque Acari representou os “Guardiões do talismã”. Em uma bela roupa, com folhas e galhos de árvores, os bailarinos realizaram uma boa apresentação ao longo da Avenida Ernani Cardoso. Bem sincronizada e de fácil entendimento, a Comissão de Frente da escola cumpriu com maestria o papel de representar os defensores dos segredos guardados no talismã.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Representando os “Seres encantados”, que trazem a magia do encanto, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da União do Parque Acari, Pablo Chocolate e Layne Ribeiro, vestiu uma bela roupa em tons de verde. O mestre-sala possuía uma asa de borboleta como costeira e a porta-bandeira possuía borboletas em sua saia. Na coreografia apresentada, a dupla apostou na mescla entre elementos da dança tradicional dos casais com elementos em referência a letra do samba-enredo da escola. Durante a apresentação do casal na segunda cabine de julgadores, módulo duplo, porém, o chapéu da fantasia do mestre-sala caiu na pista.

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Harmonia

De modo geral, a harmonia da União do Parque Acari em seu desfile foi irregular, com algumas alas deixando a desejar no canto do samba-enredo da agremiação. Com o início muito forte no quesito, as últimas alas da Tricolor apresentaram baixo desempenho e intensidade no canto. O refrão do samba-enredo, sobretudo o trecho “Engrandecendo o carnaval da nossa escola”, foi o mais cantado pela comunidade de Acari.

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Evolução

Apesar da empolgação e leveza dos componentes da escola, a União do Parque Acari apresentou problemas no quesito evolução. O tripé de abertura da escola apresentou problemas em sua barra de direção e ocasionou clarões ao longo da avenida, quando o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Tricolor avançava. No final do desfile da agremiação, algumas alas do final da escola tiveram que apertar o passo para encerrar o desfile no tempo regulamentar.

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Enredo

Lúdico e divertido, o enredo da União do Parque Acari propunha uma viagem para o portal dos sonhos, no qual a coroa da escola era o passaporte. Guiados pela força da imaginação, as pessoas, no enredo, as pessoas poderiam ver vários mundos, com castelos, feitiços, fadas, duendes, reis e rainhas, bruxas, borboletas e outros seres encantados. Na avenida, a escolha do enredo da escola se provou um acerto. Ao longo dos setores da escola, o carnavalesco André Tabuquine conseguiu traduzir de maneira clara e fácil os elementos da história a ser contado em seu conjunto de alegorias e fantasias.

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Alegorias e Adereços

O conjunto de Alegorias e Adereços apresentado pela União do Parque Acari impressionou na Nova Intendente pelo bom acabamento e gigantismo apresentado. Com exceção do tripé de abertura, todas as demais alegorias possuíam esculturas com movimentos. O tripé, representando “Portal encantado do talismã”, trouxe a frente um grande brasão da agremiação revestido de Led. O abre-alas, “A floresta encantada e a grande árvore sábia”, impressionou pela bela escultura com movimentos de uma árvore. A segunda alegoria, “A floresta encantada e a grande árvore sábia”, tinha uma grande bruxa e distribuia maças do amor ao público presente. A última alegoria, “O mundo colorido”, representou um grande circo e distribuiu bolas às crianças da plateia.

Fantasias

Assim como a característica do enredo, o conjunto de fantasias apresentado pela União do Parque Acari se notabilizou pela leveza e facilidade na leitura. De maneira geral, o nível de acabamento e soluções dos figurinos foram bem pensados e executados pelo carnavalesco da escola. A ala de baianas, representados o “Reino das Fadas” apresentou bela fantasia nas cores verde e branca.

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Samba-enredo

Composto por Ralfe Ribeiro, Renan Diniz, Marquinhos Beija-Flor, João Vidal, Jotapê, Tem-Tem, Gigi da Estiva, Evandro, Frank, Tainara Martins, Camila, Nego Nascimento, o samba-enredo da União do Parque Acari cumpriu com maestria seu papel na avenida, se adequando perfeitamente a leveza e animação que o desfile da escola pedia. O refrão do samba-enredo, sobretudo o trecho “Engrandecendo o carnaval da nossa escola”, foi o mais cantado pela comunidade de Acari.

Outros Destaques

A bateria da União do Parque Acari, “União de Ritmo”, de mestres Erick Castro e Daniel Silva, foi destaque no desfile da escola e sustentou com maestria o andamento do desfile da agremiação. A bossa do refrão do meio do samba-enredo provocou aplausos das arquibancadas. A bateria contou com a presença de mestres consagrados do carnaval, como Luygui, da Acadêmicos de Vigário Geral.

Outros destaques

A “Tabajara do Samba”, bateria da Unidos de Lucas, comandada por mestre Celso Frazão, também foi destaque na noite, ao conduzir com maestria o ritmo no desfile da escola. A bateria contou com reforço de peso, com a presença dos mestres Fafá, da Grande Rio, tocando tamborim e de mestre Léo Capoeira, da Em Cima da Hora. O casamento entre a bateria e o carro de som da escola, comandado por Clóvis Pê e Marcelo Riva, foi perfeito.

Unidos de Lucas: Parte musical se destaca, mas erros de evolução prejudicam desfile em homenagem a Sonia Capeta

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Primeira escola a desfilar pela Série Prata na sexta-feira, na Nova Intendente, a Unidos de Lucas apresentou o enredo “É ela! A maravilhosa rainha do samba”, do consagrado carnavalesco Fran Sérgio, em homenagem a eterna rainha da Beija-Flor de Nilópolis, Sonia Capeta. Durante 37 minutos, o belo samba-enredo, a bateria “Tabajara do Samba” de Mestre Celsinho e belo conjunto de fantasias foram destaques do Galo de Ouro da Leopoldina. Problemas de evolução, falhas de acabamento e canto irregular foram pontos baixos.

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Comissão de Frente

Coreografada por Alessandra Oliveira, a Comissão de Frente da Unidos de Lucas representou “O Cortejo dos Orixás”. Na coreografia, eram realizados diversos passos remetentes à cultura afro-brasileira. O ponto alto da apresentação se dava quando uma das personagens, representando Oyá, orixá da homenageada, ganhavam asas de borboletas, animal associado a Iansã. A comissão arrancou aplausos do público ao longo da Avenida Ernani Cardoso.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Unidos de Lucas, Luã Mackenzie e Bia Oliveira, representou “Africanidade, na pele e na alma”, em um figurino nas cores azul, laranja e lilás. Em sua coreografia, a dupla apostou na associação de elementos tradicionais da dança com passos afro, dentro das características do enredo da escola. Na apresentação no primeiro módulo, no entanto, o pavilhão da escola, durante o giro da porta-bandeira, toca no mestre-sala da escola.

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Harmonia

A harmonia da Unidos de Lucas demonstrou irregularidades entre as alas durante a apresentação da escola. Algumas alas, sobretudo do começo do desfile, cantavam o samba-enredo a plenos pulmões, enquanto outras, mais pro final da escola, pouco cantavam a obra. O forte refrão principal do samba-enredo, com o trecho “Quem ama Lucas vai saudar Sonia Capeta”, foi a parte mais cantada pela comunidade da Zona da Leopoldina.

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Evolução

Sem sombra de dúvida, o quesito evolução foi o que apresentou maiores problemas durante a apresentação da escola na Nova Intendente. Logo no início, após a apresentação do casal no primeiro módulo, a ala coreografada que vinha logo atrás não avançou, provocando um clarão. Além disso, o último carro da escola apresentou problemas na avenida e, ao longo de todo o desfile, provocou a abertura de buracos na pistas, o que suficientemente preenchido pelos destaques vinham logo a frente.

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Alegorias e Adereços

O conjunto alegórico apresentando pela Unidos de Lucas na avenida apresentou irregularidades e falhas visíveis de acabamento, sobretudo nas esculturas. Na avenida, o destaque principal no quesito se deu para o último carro da escola, representando A Filha de uma Beija-flor Guerreira na raça, no sangue e na cor”, por trazer a homenageada do enredo, Soninha Capeta, a frente.

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Fantasias

O conjunto de fantasias da Unidos de Lucas foi um dos destaques do desfile da agremiação em 2023. Apesar das conhecidas dificuldades encontradas pela escolas da Série Prata, o carnavalesco Fran Sérgio, multicampeão do carnaval carioca, encontrou soluções simples e eficientes para montar os figurinos da escola. A mensagem do enredo foi passada com maestria e fácil assimilação, com destaque para a ala 13, “Sonia Capeta, uma história de amor, meu amor, com o carnaval da Beija-flor” e ala de baianas, fantasiadas de Oxum.

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Enredo

No carnaval de 2023, a Unidos de Lucas apresentou o enredo “É ela! A maravilhosa rainha do samba” para homenagear a eterna passista e rainha de bateria da Beija-Flor Soninha Capeta, pelas mãos do carnavalesco Fran Sérgio. Na avenida, a escolha do enredo do Galo de Ouro da Leopoldina se provou um acerto. O conjunto de fantasias e alegorias da agremiação passaram com maestria a ideia e a história a ser contada, com fácil assimilação pelo público presente na Nova Intendente.

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Samba-Enredo

Composto por Tem Tem Jr, João Vidal , Jr Fionda, Marcelinho Santos, Rondi Valença, Júlio Assis, Romeu Almeida, Diego Oliveira, Rafael Ribeiro e Valtinho Botafogo, o samba-enredo da Unidos de Lucas se destacou na avenida por sua bela letra e melodia. A obra serviu com maestria a ideia do enredo contado pela escola na avenida. O forte refrão principal do samba-enredo, com o trecho “Quem ama Lucas vai saudar Sonia Capeta”, foi a parte mais cantada pela comunidade da Zona da Leopoldina.

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Em comum acordo, Portela anuncia saída dos carnavalescos Renato e Márcia Lage

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Após três carnavais a dupla de carnavalescos Renato e Márcio Lage saíram da Portela. Após o Carnaval 2023, eles entrarem em comum acordo com a agremiação e não renovaram o contrato para o ano que vem. Veja abaixo a publicação da escola nas redes sociais.

“Após três carnavais chega ao fim o ciclo de Renato Lage e Marcia Lage na Portela. A saída do casal foi feita em comum acordo com a escola. A diretoria agradece a parceria e os carnavais que a dupla realizou por aqui e deseja sucesso na nova jornada dos carnavalescos”.

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Um sonho que virou pesadelo. Esta é uma forma que podemos definir o desfile da Portela, que deveria celebrar o seu centenário, mas que ficou marcado por uma série de erros em evolução e alegorias. Com uma abertura impactante e emocionante, a escola coloriu os céus com o nome de seus dois principais baluartes e despontou com um canto forte, que acabou afetado pelos problemas na pista. Com o enredo “O Azul que Vem do Infinito”, assinado por Renato e Márcia Lage, a agremiação foi a segunda escola a passar pela Marquês de Sapucaí no último dia do Grupo Especial. A azul e branca de Oswaldo Cruz e Madureira encerrou a sua apresentação com 69 minutos, um a menos que o tempo limite.

Ao escolher tais figuras emblemáticas para nortear o enredo, a intenção dos carnavalescos era apelar para o emocional e atingir o coração dos torcedores, objetivo atingido com sucesso. A plástica de leitura clara e direta, em alegorias e fantasias, fez ainda que mesmo quem estivesse na Marquês de Sapucaí e, por um acaso do destino, não conhecesse a história da Portela, conseguisse compreender o enredo facilmente.

A Portela levou para Marquês de Sapucaí um conjunto alegórico bonito, mas com problemas. Formado por três chassis, o abre-alas, intitulado “Deu Águia, a Majestade”, trouxe referências ao Carnaval de 1935, que rendeu o primeiro título da escola. A parte da frente do carro apresentou as “joias da coroa”, com membros da velha guarda, velha guarda show, artistas identificados com a agremiação e alguns dos portelenses mais representativos, como Noca e Tia Surica.

Já a grande Águia, símbolo maior da Majestade do Samba, veio no segundo chassi. Dourada com detalhes em azul, ela veio com asas abertas para o alto e uma coroa na cabeça. Já a terceira e última parte do abre-alas trouxe um globo terrestre em destaque, no alto, remetendo à abertura do desfile campeão de 1935.

Com o nome de “Pelas bandas de Oswaldo Cruz”, a segunda alegoria destacou o tipo de vida rural que caracterizava o bairro no período da fundação da Portela e retrava uma estação ferroviária, com o trem partindo.

Já o terceiro carro retratou, sob olhar da porta-bandeira Dodô, as vitórias portelenses nos carnavais realizados durante a Segunda Guerra Mundial, período no qual a Majestade do Samba conquistou sete campeonatos consecutivos. Na parte dianteira da alegoria, uma bomba veio cercada de composições denominadas “Guardiões da Democracia”, numa alusão ao conflito. Nas laterais, as esculturas reproduziram personagens carnavalescos.

Ainda neste terceira alegoria, no alto e ao centro, uma escultura do Rei Momo simbolizou o Carnaval do Rio reinando absoluto apesar da guerra. Além dos problemas de locomoção, esse carro teve falhas de acabamento em esculturas e os efeitos do fogo na parte da frente não funcionaram em alguns momentos do desfile.

Em seguida, o tripé “Lenda e Mistérios da Amazônia” veio relembrando o título de 1970. Todo azul e com esculturas de animais, o elemento desfilou com erros graves de acabamento, como parte do forro se soltando na traseira.

Intitulada “A Brisa Me Levou”, a quarta alegoria homenageou o Carnaval de1980, “Hoje Tem Marmelada”. Com um grande palhaço na parte da dianteira, o carro tinha como destaque, no alto, um carrossel com trapezistas e equilibristas. Singelo e belo, ele também tinha um trabalho de iluminação, que falhou em diversos trechos da Avenida.

Fechando o desfile do centenário, o quinto carro, chamado de “O Céu de Madureira É Mais Bonito”, teve como grande atração uma enorme escultura de Águia. Prateada e estilizada, ela veio de asas abertas e foi inspirada na emblemática Águia Redentora, apresentada no Carnaval de 2015.

Julgadora que tirou meio ponto das Fantasias do Império Serrano citou que ‘não houve uniformidade na maneira de conduzir a alegoria de mão’

Em um injusto rebaixamento no Grupo Especial, o Império Serrano recebeu notas inaceitáveis no quesito Fantasias. A verde e branco da Serrinha apresentou um conjunto adequado, mas foi ceifado pelo júri da Liga. A agremiação recebeu as seguintes notas: 9.5, 9.7, e duas notas 9.8.

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A julgadora Regina Lima deu 9,5 e justificou: “No meu campo de visão observei: Ala 01: Não houve uniformidade na maneira de conduzir a alegoria de mão. Alguns integrantes levaram a alegoria pelas duas mãos, outros pela mão esquerda, outros pela mão direita. Visual da ala ficou prejudicada, as alegorias impediram a evolução dos componentes, pois umas chocavam com outras; (uniformidade); alas 08, 18 e 19: ocorreu o mesmo da ala 01 (uniformidade); ala 12: as taças de cerveja de vários chapéus estavam caídos para trás (acabamento); ala 02: baianas com comprimento acima do tradicional, aparecendo as pernas das integrantes, contrariando os descrito no Abre-alas, página 32: ‘com um traje que une a tradição indumentária da baiana…’ (concepção); alas 05 e 06: integrantes com acessóriosdas pernas soltos, alguns integrantes estavam arrastando os mesmos (acabamento); ala 28: aconteceram os mesmos problemas das alas 05 e 06 ; faltavam pompons (acabamento); ala 17: várias saias aparecendo o forro, argneadas, com poucas fitas, tecido utilizado não teve bom caimento (perde em concepção e execução). Contabilizando, foram quatro ocorrências de acabamento (alas 04, 05, 06, 12 e 28); quatro ocorrências de uniformidade (alas 01, 08, 18 e 19); pontuando oito ocorrências em realização; uniformidade: alas 01, 08, 18 e 19; duas ocorrências em concepção nas alas 02 e 17. Sendo desconto de 0,2 em concepção 0,3 em realização. Ratificação: 4,7 em realização e 4,8 em concepção; Totalizando 0,5.”

O julgador Wagner Louza deu 9,7 e disse: “Concepção: 5,0. Realização: 4,7. Nas alas 05, 06, 07, 09, 14 e 26 houve uma repetição da solução plástica das fantasias todas apresentaram costeiros muito semelhantes, sendo circulares e arrematadas com penas parecidas, a única diferença era a cor. Essas alas apresentaram baixa qualidade estética. Na ala 05, a simbologia do ‘Bagaço da laranja’ ficou pouco evidente, no costeiro havia uma forma que lembrava um girassol, comprometendo a leitura. Na ala 12, o adereço da cabeça não foi bem executado e o acabamento de baixa qualidade comprometeu a leitura da ‘Espuma da cerveja’. Na ala 14, a representação da ‘Lua’ estava sem o devido destaque, comprometendo a leitura. Na ala 18, a maioria dos ‘Corações’ estavam amassados. Na ala 29, com a movimentação da sobressaia, a imagem de Dona Ivone Lara ficava oculta em muitos momentos.

O julgador Sérgio Henrique de 9,8 e explicou: “Concepção: alas 4 e 12 foi a falta de adequação ao tema. Alas 5, 6 e 8 não ocorreu significado ao homenageado, dificultando o entendimento. Realização: Ala 18 faltou tecido da cintura até o chão. Alas 5, 6 e 20: mal acabamento nos costeiros, ocorrendo falta de apuro estético. Ala 29: cobria o rosto da homenageada”.

O julgador Paulo Paradela deu 9,8 e citou: “Realização (-0,2). Ala 02: Em algumas baianas, elementos da parte de trás do costeiro estavam despencando ou descolados. Ala 06: Apesar da cabeça que compunha a fantasia não aparentar ser pesada, vários componentes estavam segurando a mesma , demonstrando algum problema com o design da solução adotada, proporcionalidade ou dimensão. Alas 09 e 14: Em ambas as alas, problemas com acabamento na parte de trás do costeiro. Além da ausência de um maior apuro estético , o acabamento apresentado estava descolado ou com alguma lavaria em alguns componentes das alas. Ala 18: O coração que compunha a parte da frente e de trás do costeiro estava danificado na maior parte dos componentes da ala.”

Time completo e forte! Grande Rio anuncia renovação da equipe para o Carnaval 2024

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Campeã em 2022 e sexto lugar em 2023, a Grande Rio anunciou na noite desta sexta-feira a renovação de toda sua equipe para o ano que vem.

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“É RENOVAÇÃO O QUE VOCÊS PEDIRAM? Então segurem essa equipe completa que fica com a gente para 2024! O time de milhões segue unido para mais um Carnaval de muita dedicação e trabalho. Podemos contar com a renovação de vocês também, comunidade?”, informou a publicação da escola.

Ficam os carnavalescos Leonardo Bora e Gabriel Haddad, o casal Daniel e Taciana, o intérprete Evandro Malandro, mestre Fafá, os coreógrafos Hélio e Beth Bejani e o diretor de carnaval Thiago Monteiro, além da comissão de harmonia (Clayton Bola, Cacá, Jefferson Guimarães e Andrezinho). A tricolor de Caxias também anunciou que Paolla Oliveira segue como rainha de bateria.

Acompanhe o primeiro dia dos desfiles da Série Prata no Carnaval 2023 da ‘Nova Intendente’

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Após quinto lugar e volta nas campeãs, Mangueira anuncia renovações da equipe para o Carnaval 2024

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A Estação Primeira de Mangueira anunciou diversas renovações de sua equipe para o Carnaval 2024. A Verde e Rosa, que fechou o domingo, terminou na quinta colocação. Veja abaixo as publicações.

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Carnavalescos: “Eles ficam! Annik Salmon e Guilherme Estevão seguem como carnavalescos da Mangueira para 2024. Não podemos deixar de destacar o trabalho e dedicação dessa dupla que desde o início buscou entregar um carnaval a altura da Estação Primeira. Seguiremos juntos e faremos um carnaval ainda melhor pra nossa escola”.

Mestres de bateria: O”s mestres Rodrigo Explosão e Taranta Neto continuam no comando da Bateria da Mangueira. Nossa presidenta confiou na dupla que trouxe novamente o orgulho para o ritmista. Ganhamos premiações e, o mais importante, a nota máxima. 40 pontos suados depois de muitos ensaios e dedicação desse timaço. Nossa nação agradece vocês pelo trabalho e contamos com vocês para buscar o caneco em 2024! O trabalho continua, vamos juntos”.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira: “Casal Furacão fica! Matheus Oliverio e Cintya Santos continuam defendendo o pavilhão da Mangueira em 2024.
Exemplo de dedicação, o casal seguirá conosco no próximo carnaval. Continuaremos trabalhando para buscar a nota máxima e brigar por mais um título. O casal furacão vem ainda mais forte em 2024”.

A coreógrafa Cláudia Motta, da comissão de frente, não teve o contrato renovado. “Uma história se constrói com o desejo de acertos, muita paixão e trabalho. Ao longo da caminhada, alguns projetos nem sempre alcançam sua plenitude, o que nem por isso deixam de ter seu valor representado em forma de sucesso e reconhecimento. Dedicamos um momento especial de carinho pra agradecer a grande profissional e mangueirense, Claudia Mota, por seu enorme empenho em representar as cores de nosso pavilhão neste carnaval. Desejamos a você mais sucesso ainda em sua trajetória profissional e de vida. As portas do Palácio do Samba sempre estarão abertas para recebê-la e se emocionar com sua escola do coração! Obrigada Claudia Mota”.

Julgador cita ‘dificuldade de entendimento’ para penalizar o Salgueiro no quesito Enredo

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O Salgueiro apresentou o enredo “Delírios de um Paraíso Vermelho” e garantiu a sétima posição no ranking final do carnaval 2023. Um dos quesitos em que a escola foi extremamente penalizada foi Enredo, não obtendo nenhuma nota máxima.

O julgador Artur Nunes deu a nota 9.7 e comentou: “Concepção: 4.8. Desconta-se 0.1 pela dificuldade de entendimento do recorte estabelecido para contar o enredo. A proposta de ‘ressignificar a trajetória da humanidade descrita na bíblia’, apresenta uma incoerência no 2° setor, que versa sobre os sete pecados, visto que alguns deles parecem ser ‘perdoados’ (gula, preguiça e luxúria) e outros ‘condenados’ (soberba, inveja e ira), reproduzindo a tradicional versão religiosa que se pretende desconstruir. Desconta-se mais 0.1 pela falta de coerência evidenciada no 4° setor, que visa mostrar a salvação e o alcance do paraíso pelos renegados/excluídos. Causa estranheza que o contigente historicamente mais vulnerável, a população negra, não receba o devido destaque nesse setor. Realização: 4.9. Desconta-se 0.1 pela dificuldade de compreensão do enredo em alguns elementos plástico-visuais, em razão de signos inadequadamente escolhidos. Na ala 2, a representação dos anos nas cores branca e azul clara, e dos demônios em vermelho, não propicia a ressignificação dos conceitos sugeridos no argumento. Na alegria 4, a iconografia apresentada não permite uma leitura do que se pretendia simbolizar”.

Já o julgadora Carolina Vieira, deu a nota 9.6 e disse: “É marcante a falta de um fio condutor mais nítido para a fábula proposta, se apresentando como fatores de confusão: a escolha de um paraíso vermelho que se ateve às características do paraíso bíblico, abordar e julgar alguns dos pecados capitais como aceitáveis e até bons e outros como ruins, não abordar a exclusão sofrida por negros, mesmo sendo um pilar central nas reivindicações feitas por Joãozinha Trinta como apontado na dissertação de Milton Cunha e utilizada como referência. A conversão do ‘caronte’ e o último setor (fantasias e alegorias) não encaminham ou conseguem defender de forma eficiente qual é a conclusão desejada pela escola para sua fábula”.

O julgador Johnny Soares deu a nota 9.8 e citou: “Retira-se 0.1 devido à falta de um fio condutor para unir os argumentos da história, cuja narrativa foi construída de forma fragmentada, o que dificulta o encadeamento e prejudica a coesão da roteirização e seu entendimento. O homenageado que inspira o enredo (Joãozinho Trinta) não acompanha o desenvolvimento dos setores, sendo apenas lembrado na comissão de frente. Contudo, o abre-alas sinaliza que seus devaneios oníricos seriam a conexão do enredo. Infelizmente, essa conexão não é clara ou percebida. Retira-se também 0.1 devido à falta de tangibilização da alegoria 5, que não consegue transmitir na Avenida a ideia de ‘delírio’ ou de ‘novo big bang’, como descrito. Também não fica clara a ideia de ‘bençãos do João’ no encerramento do desfile. A presença da Velha Guarda neste último carro parece transmitir e representar muito mais a ideia de tradição, de legado, de ensinamentos, do que propriamente um ‘paraíso delirante’”.

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Por último, o julgador Marcelo Figueira também deu a nota 9.7 e dissertou: “Penalizou-se a escola em 3 décimos, 2 na concepção e 1 na realização conforme a seguir: argumento confusão e incoeso, beirando o caótico, prejudicando a unidade lógica entre os setores. Ao representar o Jardim do Éden (alegoria 1) em vermelho, retratando-o como a cor de um cenário de verdades absolutas, de definições de bem e de mal, questionando, assim, as visões de mundo que nos são impostas e as quais aceitamos, contrasta com o paraíso delirante vermelho que aceita as diferenças e onde todos são respeitados, representado na alegria 5. A igual coloração acaba por praticamente iguala-las levando em consideração ressignificação da cor vermelha proposta no argumento. Após ressignificar a cor do paraíso bíblico, há um contraste com o mundo apresentado na alegoria 2, onde se reproduz o mal por meio de um demônio vermelho e o bem num anjo em tons claros, tornando a defesa do setor 1 incoerente. A representação da alegoria 5 nos apresenta signos que indiquem a ideia de um paraíso delirante, mesmo se utilizando da famosa licença poética. Resultou apenas em uma merecida homenagem aos 70 anos dessa escola de samba fundamental para a cultura brasileira. Assistir à escola foi um exercício de apreciação de uma belíssima plástica, entretanto de difícil entendimento por falta de uma unidade lógica”.

Além disso, o quesito Samba-Enredo também foi responsável por várias perdas de décimos da parte do Salgueiro. O julgador Alfredo Del-Penho deu a nota 9.8 e justificou da seguinte forma: “-0.1 em letra. Há frases que encarecem de melhor elaboração e outras menos inspiradas como de ‘Quem será o pecador’ até ‘Querer julgar’ e ‘festejando’ até ‘emana’. Há também frases que parecem soltas como ‘Se cada um tem seu jeito melhor conviver sem preconceito’ e ‘Tá no meu coração Salgueiro’. -0.1 em melodia. Há trechos em que a melodia e a letra não têm encaixe e há trechos menos inspirados”.

O julgador Alessandro Ventura também deu a nota 9.8 e comentou: “Melodia: A primeira parte da obra foi composta por linhas melódicas de pouca variação. Os versos ‘se cada um tem seu jeito’ e ‘pelas bençãos’ não entregam ao público uma transição que os prepara para a entoação do canto proporcionado pelos refrões. Essa construção altera a dinâmica do canto ao produzir embaraços a evolução do samba. Letra: A predileção por tratar os temas da composição por blocos distintos alisou a obra da positividade de ser reconhecida como entidade pódio-musical dotada de um sentido mais integrado entre as pontas da letra”.

A julgadora Alice Serrano deu a nota 9.9 e disse: “A trajetória do Paraíso do Éden, tingido de vermelho (proposta de subversão da imagem tradicional) com o questionamento do que teria pecado e um desejo de dias melhores, nos quais o juízo final teria o caminho para a redução e reencontro com o paraíso, livre de proibições e censuras, resultou numa letra confusa na sequência de alguns versos e no que seria o foco do enredo. Letra penalizada em -0.1 pelo prejuízo na construção dessas ideias, assim como ‘Pelas bençãos’ e ‘artista’ no último verso do refrão não estarem bem alinhadas ao desenvolvimento da letra”.

O julgador Felipe Trotta também deu a nota 9.9 e citou: “A repetição de versos rimados aos pares (a cada dois versos) desde o 1° refrão até o fim do samba compromete sua riqueza poética. Adicionalmente, há um excesso de rimas empregando versos no infinitivo”.

Julgador tira ponto em Harmonia da Mocidade por ‘falta de empolgação dos componentes’

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Os julgadores tiraram 0,3 décimos no quesito harmonia para a Mocidade Independente de Padre Miguel. A escola tirou apenas uma nota 10, duas 9,8 e uma 9,9. Entre os pontos ressaltados pelos julgadores, a falta de canto em algumas alas foi o principal deles.

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O julgador Jardel Maia Rodrigues deu 9,9 e citou: “Foi descontado um décimo na apresentação da escola ao passar pelo módulo I em virtude de: Falta de empolgação dos componentes, que não conseguiram manter a tenacidade no canto. Isso foi notado principalmente nas seguintes alas que não estavam cantando totalmente o samba: Ala 02 (0:12 min), ala 04 (0:17 min), ala 09 (0:24 min), ala 12 (0:32 min), ala 16 (0:38 min)”.

O julgador Bruno Marques deu 9,8 e explicou: “Andamento inicial acelerado não foi mantido [-0,1]. Entre aproximadamente 30 e 45 minutos do desfile, alguns cacos se sobrepuseram ao canto, prejudicando (brevemente) a sua compreensão [*]. Duas alas específicas com canto insuficiente diante do módulo: 15 e 21 [*]. Ambas ocorrências leves perfizeram juntas despontuação mínima [-0,1].”

A julgadora Miriam Orofino Gomes deu 9,8 e comentou: “Não houve empolgação e vibração da totalidade dos componentes, ocasionando um desfile arrastado e por vezes, desanimado. O canto não soava firme e constante em musicalidade e afinação. Aos ’48 e 58 min’ ; nas alas 9 e 18, respectivamente, alguns componentes não cantavam o samba (-0,2)”.