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Testamento de cigana escrito há mais de 100 anos é o enredo de Leandro Vieira para a Imperatriz Leopoldinense

“Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda” é o título do enredo que a Imperatriz Leopoldinense apresentará no carnaval de 2024. A ideia é mais um enredo pesquisado, desenvolvido, transformado em narrativa e visualidade com a marca autoral do carnavalesco Leandro Vieira. Segundo o artista, a proposta para o carnaval 2024 dá continuidade ao seu interesse em se debruçar sobre o Brasil e a obra de escritores populares que souberam dar contorno à imaginação de caráter fantástico como uma extraordinária vocação do povo brasileiro.

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Logomarca: Thiago Santos/Divulgação

“É mais um enredo que olha para aquilo que há de mais simples, no sentido popular das coisas que estão na cabeça do povo. Livre do academicismo e próximo à cultura que emerge das vocações populares brasileiras, mergulho nesses anseios populares tão presentes no imaginário coletivo do Brasil das pessoas reais, ou seja, o Brasil que me desperta interesse e encantamento. Com o enredo que proponho agora, sigo mergulhado nos saberes populares que se utilizam da interpretação dos sonhos cotidianos para tomar decisões ou fazer apostas e também sobre a intenção de prever a sorte através da antecipação do futuro com o uso de meios fantásticos”, avalia o artista.

De acordo com o carnavalesco, o desenvolvimento do enredo é debruçado de forma livre sobre um pequeno folheto que fala sobre o encontro do testamento da cigana Bruges de Esmeralda e o descortinar do conteúdo de seus ensinamentos místicos. O folheto, escrito há mais de cem anos, é assinado por Leandro Gomes de Barros – escritor paraibano reverenciado por Carlos Drummond de Andrade como o “o rei da poesia do sertão”- com o nome de “O testamento da cigana Esmeralda”.

Na narrativa fictícia do folheto, este testamento foi trazido para o Brasil no interior de um barril por um grupo de ciganos. Ao falar com entusiasmo sobre o material literário de base popular que lhe serve de inspiração para o trabalho que virá, o artista dá dicas sobre aquilo que lhe desperta interesses artísticos na nova empreitada.

“No descortinar da leitura do folheto, a gente se depara com uma série de ensinamentos de caráter popular sobre a interpretação de sonhos, com uma tabela que predetermina dias felizes e dias de má sorte, com caminhos para a leitura da sorte na palma da mão e a influência dos astros nos caminhos humanos com direito, inclusive, a uma semana astrológica. É material para delírio carnavalesco pra tudo que é lado. E o melhor de tudo é que não precisa de longas teses ou muita explicação para ser compreendido. É cultura popular feita pelo povo e para o povo”, conclui.

Mayara Lima segue como rainha de bateria do Tuiuti

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O Paraíso do Tuiuti confirmou que Mayara Lima seguirá no posto para a próxima temporada. A passista, que ganhou fama em vídeos de sincronismo perfeito com os ritmistas da escola, irá para o terceiro ano à frente da SuperSom – em 2022, ela desfilou como princesa da bateria.

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Foto: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Eu sou muito feliz no Tuiuti. Quero agradecer ao presidente Renato Thor por me deixar mais um ano como rainha de bateria. A entrega vai ser ainda maior”, garante Mayara.

Mayara Lima tem 25 anos e começou no mundo do samba ainda criança, na Aprendizes do Salgueiro. Mais tarde, ela chegou a integrar a ala de passistas da Vermelha e Branca da Zona Norte do Rio. Em 2011, aos 14 anos, passou a frequentar a Paraíso do Tuiuti e entra também para a ala de passistas da agremiação.

Em 2016, aos 18 anos, Mayara foi a escolhida para representar o Salgueiro no concurso “Musa do Caldeirão”, no programa apresentado na época por Luciano Huck, e foi uma das finalistas da atração. Em 2017, já com a Tuiuti no Grupo Especial, Mayara virou destaque de chão da escola.

Ator Cridemar Aquino, que interpretou Laíla, ganha importante prêmio de teatro pela atuação no espetáculo

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Após 25 anos de carreira, o ator Cridemar Aquino, que interpretou Laíla, na peça “Joãosinho e Laíla – Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia”, venceu o Prêmio Shell de Teatro, na noite de terça-feira, no Teatro Riachuelo, no Centro do Rio de Janeiro.

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Foto: Divulgação

“Sou um folião, primeiro que eu sou o Beija-Flor de Nilópolis, sou um torcedor da escola. Cria de São João de Meriti, desde sete, oito anos de idade, estou do lado da quadra. Sempre que possível desfilo na escola e esse ano foi um presente receber esse carinho. Estou comemorando 25 de carreira como ator e fazer esse personagem nesse contexto falando desse carnaval específico de 1989 é muito importante pra mim”, disse ator Cridemar Aquino ao site CARNAVALESCO, na época da peça.

No espetáculo, Cridemar Aquino e Wanderley Gomes dão vida aos ícones do carnaval, Laíla e Joãosinho Trinta, respectivamente, trazendo a genialidade do diretor de carnaval e carnavalesco no emblemático desfile da Beija-Flor de Nilópolis em 1989, com o enredo “Ratos e urubus, larguem minha fantasia”. O maior desfile da história do carnaval do Rio de Janeiro traz a Praça da Apoteose para o palco. O elencocontou ainda com Ana Paula Black, Milton Filho e Fábio D Lellis, levando ao público um pouco da dinâmica dos bastidores do carnaval, a rotina dos barracões, os sambas de enredo e as figuras que compõem esse universo.

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Fotos Claudia Ribeiro/Divulgação

Todo aquele contexto revolucionário de mendigos fantasiados e mendigos reais, com a réplica da estátua do Cristo Redentor – em farrapos – coberta por um plástico preto, que tantas reflexões levaram ao público que lotava a Marquês de Sapucaí chegou ao teatro provando o quão importante é o carnaval para a quebra de paradigmas, a desconstrução de preconceitos, e para a formação da cultura e valores de um povo. A ideia surgiu de uma conversa de Édio Nunes, diretor da peça, que participou do histórico desfile, com o coreógrafo de comissão de frente Patrick Carvalho.

“Jamais esqueci a cena em que nós, os mendigos, arrancávamos o plástico preto (desfile das campeãs) que cobria a réplica da estátua do Cristo Redentor, um Cristo mendigo, que havia sido censurado pela Igreja e execrado pela mídia. Durante o desfile, a gente foi arrancando aquele plástico, desvelando aquele Cristo, provocando uma comoção. Essa memória me veio conversando com meu amigo Patrick, sobre Laíla e Beija-Flor. Fui percebendo que havia ali um espetáculo. Resolvi, então, levar para o palco aquela memória tão viva dentro de nós, aquele desfile que foi um divisor de águas”, exalta Édio.

‘Gbala’ ou ‘Raízes’? Se reeditar, Vila Isabel escolherá pela obra que tem espírito da escola e com plástica diferente da época

Por Diogo Sampaio

Após antecipar que a Vila Isabel estuda trazer uma reedição em 2024, o presidente Luiz Guimarães relatou em entrevista ao site CARNAVALESCO, durante o sábado das campeãs, que trabalha com duas possibilidades. De acordo com o dirigente, caso a escolha seja por de fato refazer um Carnaval, a azul e branca do bairro de Noel trará outra vez para Avenida ou “Raízes”, desfile de 1987 assinado por Max Lopes; ou “Gbala – Viagem ao templo da criação”, desenvolvido em 1992 por Oswaldo Jardim.

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Foto: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

“Talvez, seja uma reedição. Se for, será ou ‘Gbala’ ou ‘Raízes’. Nossa escolha vai ser baseada no espírito da escola. Será uma plástica completamente diferente do que já foi apresentado, um carnaval novo, que vamos entrar para disputar o título com um grande enredo e um grande samba. Qualquer um dos dois vão render excelentes desfiles”, afirmou Luiz Guimarães, que destacou que a ideia é reeditar enredo e samba.

Terceira colocada este ano, a Vila Isabel disputou nota a nota o título de campeã do Grupo Especial. Ao final da apuração, a agremiação terminou cinco décimos atrás da campeã Imperatriz Leopoldinense e quatro da vice-campeã Viradouro. Sobre este resultado, Luiz Guimarães afirmou ter considerado justo com o que foi apresentado na Marquês de Sapucaí.

“Foi justo. Fizemos Carnaval para ganhar, infelizmente não deu. Porém, o público está satisfeito, todo mundo do Carnaval está satisfeito, e viu que fizemos desfile para ganhar. Ano que vem para levar o título vai ter que vencer da gente. Não só da Vila, mas da Viradouro e da Imperatriz também. Nosso carnaval está no mais alto nível e vamos entrar sempre para ganhar e fazer espetáculo para esse público maravilhoso. Estou muito feliz, realizado. Está todo mundo assim. Posso dizer que o resultado foi o melhor possível. Parabéns para Imperatriz, parabéns para Viradouro. Mereceram muito”, declarou o presidente da Vila.

A azul e branca do bairro de Noel foi a terceira escola a desfilar na segunda-feira com o enredo “Nessa Festa, Eu Levo Fé!”, assinado pelo carnavalesco Paulo Barros. O artista já está com o contrato renovado para o ano que vem, assim como os principais segmentos.

Diego e Jussara celebram o ‘tetra-40’ após mais um ano brilhante pela Acadêmicos do Tatuapé

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Em 2023, a Acadêmicos do Tatuapé lavou a alma. O quarto lugar, empatado com as duas colocações acima, provaram que os problemas do ano anterior são águas passadas. O décimo desfile da Academia da Zona Leste desde sua volta ao Grupo Especial é mais um a comprovar o quão brilhante é o time formado pela escola em todos os segmentos desde então.

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Foto: Felipe Araujo/Divulgação Liga-SP

Um dos quesitos mais fortes da Tatuapé fica aos cuidados de uma dupla. Diego Silva e Jussara Souza, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, estabeleceram pela escola uma marca rara e imponente. Nos últimos nove carnavais, o único ano em que a dupla não garantiu a pontuação máxima salvo os descartes foi em 2017, ano que a Azul e Branco conquistou seu primeiro título.

Quatro vezes seguidas casal 40

O histórico de Diego e Jussara se torna ainda mais impressionante levando em conta que nos últimos quatro anos o casal cravou 40 pontos, ou seja, receberam a nota máxima de todos os jurados. A equipe do site CARNAVALESCO conversou com a dupla após a apresentação da Tatuapé no desfile das campeãs, e questionou se eles podem ser considerados o melhor casal da atualidade. Na visão do mestre-sala, não é algo que importa para o casal, e exaltou os colegas de trabalho das outras agremiações.

“Não nos consideramos os melhores. Apenas trabalhamos muito para que possamos apresentar um belo trabalho no dia do desfile e consequentemente tirar as quatro notas 10. Todos os casais possuem seus méritos, são dignos de carregar os pavilhões de carregam e todos trabalham igual. Cabeça de jurado nunca iremos entender, mas considerados os melhores não. É apenas um trabalho que fazemos bem árduo para poder apresentar uma bela dança no dia do desfile”, declarou Diego.

Jussara destacou a importância de manter o foco ano após ano. “Nós nos cobramos muito. Tiramos a nota agora, em 2023. Quando vier em 2024 trabalharemos de novo, se possível em dobro, para conquistarmos de novo as notas para escola. Mas agora é férias e o sentimento de dever cumprido”, disse.

Um ano em que tudo deu certo

O carnaval de 2023 foi marcado pelas fortes chuvas que caíram ao longo das duas noites de desfiles do Grupo Especial, algo que não acontecia há muitos anos. Em 2014 caiu até granizo na sexta-feira, mas as apresentações de sábado ao menos não ocorreram debaixo d’água. A Tatuapé, porém, foi uma das poucas escolas que conseguiu desfilar sem se molhar em nenhum momento, o que permitiu a Diego e Jussara realizarem sua dança no mais alto nível. A Porta-Bandeira agradeceu a Deus pelas condições favoráveis, e demonstrou empatia pelas colegas que sofreram com o clima.

“Eu falei isso no dia do desfile e depois. Fomos muito abençoados, porque no nosso desfile não teve chuva e nem vento. Deu para realizar o nosso trabalho da forma como viemos planejando, mas algumas colegas minhas de trabalho sofreram bastante, até mesmo com algumas consequências em notas. Ficamos solidários porque só nós sabemos o que passamos aqui no Anhembi. Temos que estar sempre nos encontrando, um entrando e outro saindo, todo mundo se dedica para fazer um bom trabalho aqui. Graças a Deus até agora, dessas adversidades nunca precisamos enfrentar”, declarou Jussara.

Reconhecimento da família Tatuapé

Uma década de serviços prestados à Tatuapé com tamanha excelência fazem de Diego e Jussara unanimidades dentro da agremiação. O mestre-sala relembrou a chegada do casal na escola ao falar do carinho recebido dos componentes da Azul e Branco.

“O carinho que a comunidade tem com a gente é surreal. Desde quando chegamos, a recepção que nós tivemos, de tudo que passamos em nossa carreira de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, foi algo que somos gratos até hoje. Aí está um dos motivos de nós trabalharmos muito para poder representar muito bem o pavilhão dessa escola”, exaltou Diego.

Jussara citou um momento marcante para a dupla ocorrido durante a apuração, e ressaltou que na Tatuapé se sente como se fosse uma família. “É maravilhoso. No dia da apuração recebemos um vídeo da hora que estava passando as nossas notas da escola inteira vibrando e gritando o nosso nome. É um trabalho em conjunto. Quando entramos na quadra, é todo mundo unido, como uma verdadeira família. Existe essa troca de carinho e de respeito, principalmente com a nossa Velha Guarda e a Ala das Baianas. Nós respeitamos e prezamos muito por isso, e é muito bom. Nós conseguimos criar esse elo dentro da Tatuapé”, destacou a porta-bandeira.

Mensagem do casal 40 para a comunidade da Tatuapé

Jussara: “Quero agradecer a toda a nossa diretoria, nossos cinco presidentes, pela confiança no nosso trabalho. Por acreditarem que o Diego e a Jussara podem sim defender o pavilhão da Acadêmicos do Tatuapé e trazer a nota e realizar um bom trabalho. Dar todo o alicerce para nós conquistarmos esse objetivo aqui. Agradecer a nossa comunidade, que sempre segura as nossas mãos e nunca soltou, por todo carinho e respeito. 2024 está aí, trabalharemos e voltaremos para fazer um novo carnaval e com certeza coroar a nossa escola”.

Diego: “Temos a agradecer muito a toda diretoria e a toda comunidade da Tatuapé por nos dar a condição de poder representar brilhantemente o pavilhão da escola. Agradecemos muito todo carinho e acolhimento. Vamos para mais um ano, que 2024 vem aí”.

Casal da Viradouro revela desfile espetacular em 2023, mas jurado estranhamente penalizou e falou em ‘explorar mais a coreografia’

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Um dos casais de mestre-sala e porta-bandeira mais elogiados do carnaval 2023, Julinho Nascimento e Rute Alves estão há mais de uma década juntos. Atualmente, na Viradouro, os dois foram abraçados pelo público em sua recente apresentação no desfile deste ano. Entretanto, um décimo foi descontado na nota dada ao casal. A dupla conversou com o site CARNAVALESCO no sábado das campeãs.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

“É óbvio que, após o carnaval, avaliamos de forma mais técnica o ocorrido. De adianto, foi um carnaval maravilhoso. A escola fez um desfile belíssimo e nós nos divertimos. Também não me lembro da última roupa tão linda e confortável que usei”, comentou Julinho.

“Foi o meu melhor desfile em muitos anos. Apesar de conscientes da nossa missão, foi um desfile leve e alegre. Sabemos que fizemos um trabalho de campeões. O 9.9 doeu muito e ainda está doendo. Cabe a mim respeitar a opinião dos julgadores, mas ainda preciso entender o que eles querem na coreografia”, completou Rute.

Em sua justificativa, o julgador Fernando Bersot citou: “Bonito casal, com boa integração e energia. Poderia ter explorado um pouco mais a coreografia e deslocamentos no espaço”.

Liga-SP propõe imersão nos esquentas das baterias

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Qual é a sua parte preferida de um desfile de escola de samba? Pensando nos sambistas que gostam de prestigiar o preparo das agremiações minutos antes do desfile oficial, a Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo propõe uma experiência imersiva nos esquentas do Carnaval SP 2023, com uma série de vídeos que retratam, com fidelidade, o que acontece nas baterias durante a concentração de um desfile de escola de samba.

Os vídeos das 34 agremiações que passaram pelo sambódromo do Anhembi em 2023 estão sendo publicados no canal oficial da Liga-SP no YouTube, um a um, por ordem de classificação.

Com o projeto — uma iniciativa do Departamento de Comunicação — a Liga-SP atende aos pedidos do público mais fiel no Carnaval de São Paulo pela vivência do espetáculo também fora da pista. Para os próximos meses, a entidade ainda projeta o lançamento de um álbum exclusivo para as plataformas digitais com os alusivos e hinos cantados durante os esquentas.

O esquenta

Muito mais do que 15 minutos pré-desfile, a concentração com a bateria, ajuste de cordas e aquecimento dos cantores e dos componentes é, também, um momento que inspira expectativa, nostalgia e muita emoção, com alusivos, sambas-enredo que marcaram o coração dos sambistas, discursos e outras surpresas que o Carnaval pode reservar.

Nos desfiles oficiais, há quem prefira ficar no primeiro setor do sambódromo, mais próximo à concentração, para ouvir o esquenta da próxima escola de samba a cruzar a faixa amarela. Por motivos logísticos, o som dos 15 minutos pré-desfile fica restrito ao ambiente. Isto acontece porque o esquenta da agremiação que está prestes a entrar na avenida é liberado nos minutos finais do desfile anterior. Desta forma, quem se encontra nos setores do Anhembi prestigia o desfecho de um desfile, enquanto que o esquenta da escola seguinte torna-se um momento restrito à comunidade, antes do portão se abrir. Este cronograma garante uma noite de entretenimento ininterrupta a quem assiste.

Os vídeos foram gravados nos dias 11, 17, 18 e 19 de fevereiro, com captação da Sala22 Áudio e Vídeo, direção de Guma Sena, Rodrigo Pimentel e Bruno Carvalho.

Portela lamenta falecimento do cavaquinista Vicente Felisberto

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A Portela se pronunciou nas redes sociais sobre o falecimento do cavaquinista Vicente Felisberto. Veja abaixo o texto da escola.

“A Portela lamenta profundamente a morte do querido Vicente Felisberto, cavaquinista que nos deixou neste domingo vítima de um câncer no estômago, descoberto já em estágio avançado. O velório será no Cemitério do Irajá, nesta quarta (22/03), a partir das 9h.

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Foto: Divulgação/Portela

Felisberto dedicou grande parte de sua vida ao carnaval. Teve passagens por grandes escolas, entre elas: Unidos da Tijuca, Rocinha, Vigário Geral, Leão de Nova Iguaçu e Acadêmicos do Boi. Nos últimos anos era o apoio certo do intérprete Wantuir.
O músico atuou no carro de som da Portela em 2014, 2015 e 2016 e vai deixar muita saudades! Descanse em paz, Felisberto!

O Presidente Fábio Pavão, o Vice-presidente Junior Escafura, toda a diretoria e a família portelense lamentam a morte de Vicente Felisberto e se solidarizam com os familiares, amigos e admiradores do trabalho do artista”.

Ao despontuarem a Portela no quesito Enredo em 2023 julgadores reprovaram recorte dado pela escola

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A Portela recebeu duas notas 9.9, uma nota 9.8 e uma nota 10 no quesito Enredo no Carnaval 2023. Porém, com o descarte da nota mais baixa (9,8) a escola foi despontuada apenas com 0,2 décimos. Nas justificativas, os julgadores reclamarem do uso de legendas para explicar os setores, além do recorte dado ao enredo sobre o centenário portelense.

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Foto: Allan Duffes e Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

O julgador Arthur Gomes citou: “Desconta-se 0,1 pela dificuldade de leitura em algumas fantasias. A da ala 17 pareceu muito genérica e não valorizou a magnitudade do antológico desfile de 1972, quanto a ala 18 exibiu uma iconografia que não permitiu identificar com nitizes, o icônico personagem da literatura nacional retratado no desfile de 1975. Estranha-se a colocação em cada setor de grupos performáticos que visavam indicar sob a ótica de que homenageado estava sendo contado o enredo naquele setor, sem um elemento que possibilitassem distinguir cada um deles singularmente.

Ao despontuar a Portela, a julgadora Carolina Thomaz afirmou: “O posicionamento dos grupos performáticos “sob o olhar…” impede a leitura dos setores proposta pela escola. Por exemplo, no terceiro setor as alas 11 e 12 e a destaque representando “Rio, capital eterna do samba” parecem não pertencer a narrativa feita por Natal por virem antes do grupo perfomático “sob o olhar de Natal (-0,1)”. “A mensagem pretendida nas fantasias das 17, 18, 21 e 22 e na última alegoria não ficam nítidas devido ao uso de signos muito amplos, de sentido muito gerais, não tendo relação suficiente com os desfiles citados ou sem efeito, mesmo ao céu proposto para Madureira (-0,1)”.

O julgador Marcelo Figueira citou: “Penalizou-se a escola em 1 décimo na concepção em função do recorte dado ao enredo. Ao optar por 5 baluartes falecidos da Portela para contar épocas distintas nos 100 anos do grêmio recreativo, resolveu-se marcar tais tempos com 1 faixa escrita por componentes “sob o olhar de…” para explicar público quem narrava a história nos determinados setores. Os dizeres acima nada mais são do que legendas para tornar claro o que não se representou por signos”.

Unidos de Bangu tem novo casal de mestre-sala e porta-bandeira

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Montando a sua equipe para o Carnaval 2024, a Unidos de Bangu tem mais dois nomes confirmados. Jorge Vinicius e Verônica Lima vão formar o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola da Zona Oeste, que vai buscar o acesso ao Grupo Especial. Eles vão substituir Anderson Abreu e Eliza Xavier, que defenderam o pavilhão alvirrubro nos últimos quatro desfiles.

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Foto: Lucas Renato/Nobres Casais

Jorge Vinicius chega na Unidos de Bangu após alcançar as notas máximas nos últimos dois carnavais defendendo o Leão de Nova Iguaçu, na Série Prata, além de integrar o quadro de casais do Império Serrano desde 2019. No próximo ano, ele vai estrear como primeiro mestre-sala na Marquês de Sapucaí, o que é motivo para muita animação:

“Estou muito feliz com o convite da Unidos de Bangu. Será uma grande oportunidade para mostrar o meu trabalho em busca das notas máximas ao lado da Verônica, uma grande porta-bandeira que pude conviver enquanto estive no Império Serrano. Estou chegando confiante e muito animado”, destaca Jorge.

Experiente, Verônica Lima também também vai defender pela primeira vez a Unidos de Bangu. Campeã da Série Ouro com o Império Serrano, em 2022, ela iniciou a sua carreira na Grande Rio, escola que esteve por nove carnavais. A porta-bandeira, que também tem passagens pela Imperatriz Leopoldinense e União da Ilha do Governador, espera mais um grande trabalho:

“A Unidos de Bangu é uma escola tradicional, vem de um belo desfile e espero poder contribuir nesta crescente. Ao lado do Jorge, tenho certeza que iremos realizar um grande carnaval e brigar pela nota máxima. Empenho e dedicação não vão faltar para que possamos alcançar os objetivos traçados por todos nós”, afirma a condutora do primeiro pavilhão da Zona Oeste.

Além de Jorge Vinicius e Verônica Lima, a Unidos de Bangu já contratou os intérpretes Igor Vianna e Pipa Brasey. Da equipe que trabalhou no Carnaval 2023, o carnavalesco Robson Goulart e o coreógrafo Fabio Costa já estão renovados para o próximo ciclo carnavalesco.