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Milionária, Beija-Flor projeta enredo delirante para brigar pelo topo do Grupo Especial no Carnaval 2024

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A Beija-Flor de Nilópolis anunciou no último sábado o seu enredo para o carnaval de 2024. A quarta colocada de 2023 levará para a avenida o enredo “Um delírio de carnaval na Maceió de Rás Gonguila”. O tema é desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, que estreia na Deusa da Passarela e volta a propor delírio em um desfile. Com promessa de apoio milionário da prefeitura de Maceió, o evento na quadra da escola contou com a presença do prefeito da capital alagoana, que festejou a parceria com o carnaval carioca. Se tudo caminhar como o anunciado, escola está rica. A prefeitura de Maceió, por meio da Secretaria Municipal de Turismo, publicou neste 15 de maio, no Diário Oficial da cidade, que destinará a quantia de R$ 8 milhões para a Beija-Flor ser mais deusa do que nunca no carnaval 2024. Aporte financeiro que muda o patamar da escola e deixa o carnavalesco João Vitor, mais à vontade para voar na imaginação e, quem sabe, voltar a dar a escola notas máximas em quesitos, como, “Alegorias” e “Enredo”. * LEIA AQUI A SINOPSE

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Prefeito de Maceió, João Henrique Caldas. Fotos: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

Um enredo patrocinado com apoio de uma prefeitura, mas que está longe de um simples CEP. Assim que se pode definir a temática que a Deusa da Passarela levará para seu próximo desfile. O prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, presente na quadra exaltou participação de sua cidade no desfile da Marquês de Sapucaí e falou da importância que é a cultura da cidade ser mostrada no maior espetáculo da terra.

“Estamos extremamente felizes em fazer parte dessa escola. Sairemos eternizados e vocês vão garantir que nós, lá de Maceió, sejamos a capital do Nordeste mais visitada e, agora, mais conhecida culturalmente. Pelas nossas histórias, pelas nossas belezas, pelas nossas raízes e pelas nossas tradições”, falou o prefeito JHC.

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Prefeito de Maceió presente na quadra exaltou participação de sua cidade no desfile da Marquês de Sapucaí

A escola que, nos últimos 20 anos, foi campeã com Manaus e Macapá, agora propõe um encontro das nobrezas de Maceió, Nilópolis e da Etiópia, representadas por personagens que nunca se viram. Essa narrativa tem como ponto central a história de um homem chamado Benedito, cujo apelido era Gonguila (por sua falta de habilidade em uma brincadeira de infância), e em uma profecia terminou se autodeclarando príncipe da Etiópia e colocando a palavra Rás na frente de seu apelido, que é um prefixo do nome de um nobre. Daí nasceu o delirante enredo que João Vitor Araújo defenderá na azul e branca de Nilópolis. Para ele não é novidade enredos que partem de uma ilusão, já que apresentou a mesma ferramenta para desfilar a Unidos de Padre Miguel, em 2018, e o Paraíso do Tuiuti, em 2020.

“Eu já conhecia a história de Rás Gonguila através do nosso enredista Rodrigo Hilário. É uma história muito bonita desse homem preto que se autocoroou príncipe da Etiópia e vivia em Maceió. A partir disso, ele se tornou um dos homens mais respeitados da história da cidade. Ele era um influenciador na época. Até Getúlio Vargas precisou que Rás Gonguila subisse no palanque para alavancar sua candidatura no Nordeste. Quando a gente apresentou a proposta para escola, se criou uma parceria. E surgiu ainda o acordo da prefeitura de Maceió conosco, que fez desse lugar lindo, cenário para a nossa história”, disse o carnavalesco, explicando a sua ideia do enredo.

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Carnavalesco João Vitor estreia com o status de sonho antigo do presidente Almir Reis

O carnavalesco João Vitor estreia com o status de sonho antigo do presidente Almir Reis. Com a saída de Alexandre Louzada, agora na Tijuca, e de André Rodrigues, atualmente na Portela, o caminho estava livre para o ex-parceiro de Rosa Magalhães trocar o Campo de São Cristóvão pela Estrada Mirandela. Com a bagagem de bons trabalhos realizados e belo desfile pelo Tuiuti, no último carnaval, João falou ao CARNAVALESCO sobre sua chegada à nova escola e a influência de trabalhar com a professora.

“A Rosa Magalhães me deixou mais leve, mais sonhador. Por isso eu me dediquei muito à essa história, que é um delírio e não fiquei preso a uma referência. O enredo está pronto e a escola está toda desenhada. Estou trabalhando desde que cheguei, porque estar na Beija-Flor é diferente. Com todo respeito à minha história em outras escolas, mas aqui é diferente”.

Novo carnavalesco na busca de brigar pelo título

Desde 2018, a Beija-Flor vem fazendo ajustes no posto de carnavalesco da escola, procurando manter uma base artística. Em 2018, a escola desfilou com uma comissão de carnaval liderada por Laíla. Com a saída do lendário griô, a escola manteve a comissão para 19 e acrescentou Válber Frutuoso, hoje diretor de harmonia. Para 20, a comissão de carnaval foi desfeita e Cid Carvalho ficou para assinar o enredo, em parceria com o recém-chegado Alexandre Louzada. Já para 22, Cid deixou a escola e Louzada assinou o desfile sozinho, que recebeu a companhia de André Rodrigues na produção do carnaval 2023. Agora, sem Louzada e André, um novo carnavalesco chega para dar uma repaginada na parte artística da escola, que manterá a equipe de barracão.

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‘A gente tem hoje o carnaval entregue ao João, que vai zelar pela plástica e apresentar na avenida um trabalho a altura do que é Beija-Flor’, diz Dudu Azevedo

“A escola sai das concepções e das leituras que estava fazendo. A gente preserva sempre a criação coletiva com a nossa equipe de carnaval no barracão. A gente tem hoje o carnaval entregue ao João, que vai zelar pela plástica e apresentar na avenida um trabalho a altura do que é Beija-Flor. E ele vai contar com uma grande estrutura que a escola tem. Se deus quiser, a gente garantindo notas com os quesitos de chão e fazendo uma boa plástica, faremos um grande trabalho em 2024”, disse o diretor de carnaval Dudu Azevedo.

A expectativa é que, com o aporte financeiro de R$ 8 milhões da prefeitura de Maceió e mais o que a escola puder arcar, a equipe artística da escola consiga implementar todo o seu projeto no desfile. A escola de Nilópolis deixou alguns décimos na pista no último carnaval em quesitos que hoje competem à João Vitor. E ele contou como pretende resolver o problema e agradar aos jurados.

“Trabalhando sério e corrigindo os erros. A gente tem que trabalhar em cima daquilo que é exigido pelos jurados. Eu espero muito estar aqui, no próximo 13 de maio, agradecendo de joelhos”.

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Próximo passo para o carnaval 2024, será a entrega dos sambas para a disputa na Beija-Flor

Se é para falar do encontro de nobrezas, dando tudo certo na verba prometida, dinheiro não será problema em Nilópolis. Agora, caberá ao novo carnavalesco e à direção de carnaval ajustarem o quesito “Alegorias e Adereços”, que nos últimos anos têm tirados pontos que fazem falta na classificação final da Beija-Flor. Enredo também despontuado no último desfile, é outra parte que coube João Vitor solucionar.

Disputa de samba começa em 13 de julho

O próximo passo para o carnaval 2024, será a entrega dos sambas para a disputa na Beija-Flor. O diretor Dudu Azevedo informou que fará uma reunião com a ala de compositores e, no dia 13 de julho, se iniciará o processo de escolha do samba-enredo para o carnaval 2024, se não aparecer nenhum empecilho na reunião.

Laísa Lima é a nova mestra de bateria do Leão de Nova Iguaçu

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A bateria “Rugido do Leão” já tem uma nova comandante. Laísa Lima assumirá o posto de mestra da agremiação para o carnaval de 2024. Já conhecida da escola, Laísa era diretora da bateria da vermelha, amarela e branca nos últimos 3 anos. A mestra é mais uma novidade da escola rumo ao próximo desfile.

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Foto: Divulgação

Laísa começou no carnaval desfilando na Beija-flor aos 8 anos de idade. Aos 11 entrou na bateria e aos 16 já era diretora de tamborim da agremiação. Musicista Profissional Regulamentada pela Ordem dos Músicos do Brasil, Laísa atualmente é diretora de tamborim da Beija-flor de Nilópolis e da Vigário Geral. Também já integrou o carro de som da Botafogo Samba Clube e no último carnaval foi mestra de bateria do Acadêmicos de Jacarepaguá.

“O Leão é uma escola de nome muito importante, que merece voltar à Marquês de Sapucaí. E é com esse nome tão grandioso que eu quero subir e ser conhecida como a primeira mestra da Marquês junto a eles. Agradeço a oportunidade de toda diretoria da escola por esse reconhecimento e vamos com tudo para 2024”, revelou Laísa.

Em sua equipe de 2024, o Leão já anunciou a chegada do intérprete Tiganá, dos carnavalescos Miro Freitas e Amauri Santos, a renovação dos diretores de harmonia Juarez e Nathan e do coreógrafo da comissão de frente Marcus Mesquita.

É brasilidade! Em festa das campeãs, Mocidade Alegre anuncia o seu enredo

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A atual campeã do Grupo Especial de São Paulo, Mocidade Alegre, promoveu na noite de spabado o evento “Festa das Campeãs”, onde houve apresentações das coirmãs Vai-Vai, que ganhou o Grupo de Acesso I e a escola carioca vencedora, Imperatriz Leopoldinense. Porém, o objetivo principal da festa era apresentar o enredo que a agremiação contará no Anhembi em 2024. Era madrugada, por volta das 4h e, após vários shows, a ansiedade já tomava conta. O tema foi apresentado com um longo vídeo e encenações feitas pelo Grupo Miscigenação. Logo após o enredo foi revelado, a presidente Solange Cruz e o carnavalesco Jorge Silveira discursaram e a comunidade presente mostrou uma grande aceitação com o que está por vir. O enredo se trata de: “Brasiléia Desvairada: A busca de Mário de Andrade por um país”.

Enredo e a confiança de um carnavalesco

O carnavalesco Jorge Silveira conversou com o CARNAVALESCO e falou brevemente sobre como pretende contar o tema na avenida. “A gente vem de um campeonato, a responsabilidade aumenta e vamos falar de brasilidade. A gente usa como referência uma viagem do poeta Mário de Andrade, que ele fez exatamente há 100 anos atrás. Mário é um dos principais nomes da poesia nacional e da literatura paulistana. É um ícone da cidade de São Paulo e, a partir de 1924 ele vai explorar o território nacional buscando conhecer, entender a identidade brasileira através da cultura nacional”

O enredista Leonardo Antan, está em parceria com Jorge Silveira e é responsável pela pesquisa do enredo. O profissional falou sobre o tema. “A gente desenvolveu alguns enredos para a Mocidade depois do carnaval. A gente sabia da dificuldade de fazer um enredo da altura do “Yasuke”, que foi campeão. Primeiro tentamos enredos parecidos com esses que a Mocidade tinha feito e depois fomos para esse enredo cultural, artístico e que celebra de alguma maneira a Semana do Modernismo, que começou em 1922. Investiga também como é ser brasileiro nesses momentos de crise. Isso era pauta também há 100 anos atrás. Com isso a gente vai olhar para o Mário e ver com ele quem é esse povo brasileiro”, completou.

São poucas as escolas que depositam confiança em um carnavalesco. No âmbito do carnaval se vê muitas agremiações propondo enredos para os artistas desenvolverem. Na Mocidade Alegre tem acontecido o contrário. É o segundo ano consecutivo em que a diretoria irá apostar todas as suas fichas em Jorge Silveira, visto que deu tudo certo no último desfile. Pelo discurso do profissional, ambos se encontraram e a sinergia tem dado certo. “Acho que isso tem muito a ver com trabalho. Temos que procurar desenvolver com responsabilidade e com uma narrativa que o carnaval precisa. A presidente entendeu o que estávamos trazendo para agregar com a comunidade. O carnaval é um discurso popular que precisa falar com as pessoas e a Solange tem uma responsabilidade muito grande com a sua comunidade. Ela entende que artisticamente a gente tem autoridade para fazer isso. Ela nos dá essa liberdade e nos estimula para que a gente possa criativamente conduzir essa narrativa. Para nós é um cenário perfeito e a gente pode fazer tudo que a gente acredita com o apoio da instituição. Acho que é o ideal”, disse.

Foi o primeiro título de Silveira em sua carreira, contando São Paulo e Rio de Janeiro. O carnavalesco se disse muito feliz e que a ficha ainda está caindo, além da confiança para buscar mais uma taça para a escola. “A ficha está caindo gradativamente porque eu nunca tinha sido campeão de nada na vida. Nunca ganhei nem rifa. É a primeira vez. É maravilhoso pelo carinho das pessoas. Há um ano atrás tudo era desconfiança. Agora o sarrafo aumentou, a responsabilidade aumenta, mas a confiança aumenta também. Agora eu conheço esse brinquedo e quero fazê-lo girar na máxima potência”, finalizou.

Enredo e o futuro da escola

A presidente Solange Cruz contou o processo de escolha do enredo. De acordo com ela, havia outras possibilidades, mas o último apresentado agradou, até por fazer um paralelo com o título conquistado em 2004 homenageando a cidade de São Paulo. “A Mocidade tinha dois enredos. O Jorge tinha apresentado para nós e a gente achava que ainda não era aquilo, mas ele voltou na semana seguinte com uma narrativa, explicação e todo um consenso que convenceu todo mundo porque nos emocionou. Acho que estamos carentes desses enredos. A Mocidade foi campeã com o enredo de 450 anos de São Paulo e 20 anos depois temos a Semana de Arte Moderna, todas essas viagens que Mário de Andrade fez. Eu acho que a Mocidade Alegre vai ser muito feliz com esse enredo. Eu queria demais esse resgate, convenceu a comissão de carnaval na hora da apresentação. Estamos muito felizes com essa “Brasiléia Desvairada”, disse.

Solange revelou os próximos passos de planejamento que a escola vai dar para o próximo carnaval. “Vamos ter a explanação do enredo para os compositores, até porque o Jorge já desenhou quase tudo. Ele tem pouquíssimas coisas para nos entregar. Muito bacana, ele se identificou com a escola e é incrível o trabalho que ele vem desenvolvendo aqui no nosso carnaval de São Paulo. Ele é oriundo do Rio e veio ganhar o carnaval aqui”, declarou.

Com esse campeonato a Mocidade Alegre conseguiu o seu décimo primeiro título e empatou com a Nenê de Vila Matilde se tornando oficialmente a segunda maior campeã do carnaval paulistano. Perguntada sobre a ambição de buscar a maior detentora de taças, que é o Vai-Vai, a presidente mostrou ambição. “Claro, até porque a gente fala que a Vai-Vai é uma senhora idosa que merece todo o nosso respeito. É uma escola que abrange mais de 90 anos e com todos esses títulos. Eu estou na metade ainda, mas ‘Tadeuzinho eu vou te alcançar’”.

Ito Melodia canta sambas históricos da Tijuca em apresentação na quadra

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Lendas portuguesas no enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2024

A Unidos da Tijuca anunciou o enredo que levará para a Marquês de Sapucaí em 2024 com grande festa de lançamento em sua quadra na noite de sábado, 13 de maio, data em que se comemora o dia de Nossa Senhora de Fátima, padroeira de Portugal. O Conto de Fados é o tema da agremiação. O enredo leva a assinatura do carnavalesco Alexandre Louzada, estreante na agremiação.

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O enredo não é sobre o Fado, o estilo musical típico português. A partir da etimologia do termo, Fado – destino – fabulação, amplia-se seu significado para contar as lendas relativas à história de Portugal, um conto de Fado, uma narrativa em que o destino de uma nação é descrito através das histórias passadas de geração para geração. O fado, estilo musical, se faz presente no enredo no setor da alma portuguesa.

“O Conto de Fados”, título do enredo, é literalmente uma viagem a uma Portugal mítica e mística. Um enredo que contará, em clima de encantamento, fatos e lendas populares do país. Em um jogo de palavras, o “Conto de Fadas“ se torna “O Conto de Fados”. O lúdico passa a interagir com as histórias narradas, inventadas e, sobretudo, repaginadas. Tem histórias dos antigos reinos, da Terra das Serpentes, das Minas do Rei Salomão, dos Druidas. Entre conquistas e reconquistas, o enredo cria um mosaico de riquezas, de tradições e de romarias.

Quis o destino que as caravelas de lá viessem para cá e fossem nos encontrar, e, a gosto ou a contra gosto, nos legassem uma língua, uma crença e muitas histórias. Entre erros e acertos, quis o destino que viesse de Portugal um ensaio que nos ensina a enxergar a cegueira coletiva, a perceber que a cegueira da colonização e da escravidão não foram lendas, e por mais carnavalesca que seja a nossa narrativa, temos a certeza que as sociedades devem se reinventar e, sobretudo, repensar o futuro. Estamos em tempo de reescrever essa história com cores diferentes do passado, com cores de respeito a todas as pessoas e de fé na humanidade.

Por enquanto …é isso! O resto é “segredo, não conto a ninguém! 
Sou Tijuca vou além”… além mar! A sinopse será entregue aos compositores na próxima segunda-feira, 15 de maio, às 20 horas, no barracão de alegorias situado na Cidade do Samba.

Conheça o enredo da Estácio para o Carnaval 2024

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A Estácio de Sá divulgou na tarde deste sábado o enredo para o Carnaval 2024. O desfile será desenvolvido pelos carnavalescos Marcus Paulo e Mauro Leite.

“O enredo é um grande presente da escola. Vamos falar do povo preto que disseminou sua cultura e transformou a diáspora africana em solo brasileiro. A arte, religião e dança. Vamos dar luz ao povo preto, nomear os heróis e heroínas. É o papel sócio-cultural da Estácio para o Carnaval 2024. Quando tiver todo o desenvolvimento artístico vamos sentar (Marcus Paulo e Mauro Leite) para dividirmos o trabalho”, disse Marcus Paulo ao site CARNAVALESCO.

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Confira abaixo o texto da escola de divulgação do enredo

“A Estácio de Sá, consciente do seu papel sociocultural, procura evidenciar a cultura do povo preto em um espaço de resistência, a favor do mínimo de dignidade humana e da legitimação de origens e traços culturais, extremamente, rico e diverso e as religiões de matriz africana que desempenham um papel fundamental na sua expressão.

E foi com a chegada desse povo, da região congo-angolana, em terras brasileiras que a magia africana se infiltrou nesse solo, criando raízes profundas carregadas de fé, cultura e arte mostrando o poder do renascimento e da transformação. Essa força e magia vieram guardadas no coração dessas mulheres, pretas mães, nossas mães, tias, avós, nossas bases. Não foi nada fácil e, ainda hoje, não é!

O apagamento das histórias e identidades dos pretos e pretas escravizados no Brasil é um fenômeno que ocorreu ao longo de séculos e que tem consequências até os dias atuais. Mas, o nosso povo afro, estrategicamente, criou formas de praticarem suas culturas, sua fé e sua culinária natal. Plantaram suas sementes e, mesmo num solo adverso, puderam florir entre dores e lágrimas. E tem até hoje suas histórias mantidas pela oralidade.

A Primeira Escola de Samba do Brasil vem de forma poética numa livre adaptação artística, e, também, baseado em lendas e em ricos relatos, através desse enredo, dar visibilidade as mulheres pretas guerreiras, que aqui serão “chamadas” com seus possíveis nomes de suas terras natais, ainda livres dos horrores que mais tarde as assolariam. As meninas “Kianda e Mwana ya sanza”, Cambinda e Maria Conga, respectivamente, e as estratégias por elas, e, por seus pares, utilizadas em favor da propagação de suas culturas, artes, saberes e suas espiritualidades contra a invisibilidade de suas histórias.

Por fim, cabe salientar que a Estácio tem a clara intenção de combater o apagamento cultural causado por preconceitos estruturais contra tudo que venha do povo afro-brasileiro e a agremiação entende que isso inclui aprender sobre a história das nossas irmãs e dos nossos irmãos vindos de regiões da África, cuja, cultura culminou em solo brasileiro em diáspora africana”.

Sinopse do enredo da Beija-Flor para o Carnaval 2024

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Enredo: Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila

ARGUMENTO

O enredo da Beija-Flor para 2024 é sobre as nobrezas de Maceió, de Nilópolis e da Etiópia. Um encontro mágico de personagens reais, mas que nunca se viram, guiados pela luz dos encantados e da ancestralidade, com as cores, os ritmos e os pisados dos folguedos das Alagoas. Um delírio baseado na realidade, desafiando o espaço e o tempo, algo que só o Carnaval pode nos brindar.

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Nossa história começa com as festas de Palmares e suas raízes nos cultos africanos e saberes indígenas. Marca de fé e resistência no maior dos quilombos, entranhadas nas tradições populares alagoanas, que têm o engraxate Benedito como um de seus brincantes mais ilustres. Parceiro de boêmios e damas da noite, o nobre folião das encruzilhadas passou a se chamar Rás Gonguila, a dizer que era, ele mesmo, descendente direto do último imperador da Etiópia.

Vamos mergulhar nos devaneios de Gonguila para contar como ele viu a corte de Haile Selassie embarcar numa jangada encantada para conhecer, do outro lado do mundo, os folguedos de uma terra de cores intensas, brisa mansa e mares quentes. Viajaremos no tempo e na mente do príncipe etíope dos carnavais alagoanos para mostrar o encontro dele com a Deusa da Passarela e seus soberanos.

Nessa celebração à beira-mar, veremos uma gente que pisa forte e canta alto para defender a nobreza da cultura popular. Bravos foliões de sangue alagoano, etíope e nilopolitano, que batem cabeça para os mestres do passado e repetem o gesto de Gonguila, ao vestir a fantasia da liberdade e da imaginação para se tornarem reis e rainhas na corte do Rei Momo.

Vem todo mundo para esta festa, pois os bons ventos delirantes vão guiar jangadas e pássaros encantados, a flutuar pelos mares e ares rumo Maceió – e a um belíssimo desfile na Marquês de Sapucaí!

Nilópolis | Maio de 2023

SINOPSE

Quem será o Benedito?

Nasceu em Maceió, no ano de 1905, um menino chamado Benedito, sobrenome dos Santos. Veio ao mundo numa rua que não existe mais, numa parte da cidade com cheiro de magia e maresia, entre as Igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e de São Benedito. Pouco se sabe sobre seu pai e sua mãe. Seus nomes e suas memórias viraram cinzas. A única certeza que se tem sobre eles é que sofreram na alma o horror da escravidão. Libertos e analfabetos, ganhavam o pão vendendo frutas nas ruas da velha cidade ou limpando os palacetes dos barões do açúcar.

Ao pé do ouvido do moleque, sussurravam histórias encantadas de antepassados que eram reis e rainhas em um país africano, a distante Etiópia, e que desfilavam sua realeza lá pelos altos da Serra da Barriga. A tradição que atravessou gerações levava Benedito de volta ao tempo de Palmares, o maior dos quilombos, cujo sangue nobre ainda corre nas veias das Alagoas. Tempo de dor e luta, mas também de resistência e celebração, quando Benedito ouvia dos pais: “Meu filho, dia de festa era dia de descansar as armas”.

Abaixa teu escudo, guerreiro quilombola. Repousa tua flecha, bravo caeté-wassu. Que hoje dançaremos com os espíritos dos nossos ancestrais em pajelanças caboclas, crenças do catolicismo popular e rituais da Mãe África! É dia de fazer nossos cantos e tambores ressoarem pela eternidade! Assim, sob a proteção de gameleiras e juremas, aqueles que resistiram ao açoite e não dobraram os joelhos deram origem a um povo que brinca sem perder a fé nas suas raízes.

É ele que manda na folia de Maceió

Antes mesmo de Benedito nascer, a Abissínia – nome antigo da Etiópia – já inspirava festas e cortejos no centro de Maceió, região que os jornais da época chamavam de Maceyobissínia. Era um pedaço de África na capital das Alagoas, onde os moleques passavam o tempo pelas ruas ensolaradas. Quando não rodavam direito o pião, e ele tombava no chão, diziam que era uma ‘gonga’. A falta de traquejo de Benedito com o brinquedo de madeira e o barbante de algodão deu a ele o apelido de Gonguila.

Aprendeu o ofício de engraxate e sua lida era na ponta da flanela. Gastava prosa nas calçadas, a lustrar sapatos de políticos, artistas e intelectuais na porta dos cafés e tabacarias. Mas era entre bêbados, meretrizes e desocupados que mais gostava de estar, entre goles e cigarros, carteados e sinucas. Pois foi na boêmia e nas encruzilhadas que Gonguila lapidou seu maior talento: ser folião. Um devotado súdito de Momo, líder do Cavaleiro dos Montes, bloco que fez história nos carnavais da capital, com nome inspirado nas dunas de areia da Praia do Jaraguá.

Naquele tempo, Maceió fervia entre o Sábado de Zé Pereira e as cinzas da Quarta-feira. Debaixo de um sol de brasa, a única nuvem era de confete e serpentina. Em seus conversíveis, almofadinhas e madames se divertiam nos corsos, enquanto a massa trançava as pernas no passo do frevo, importado do vizinho Pernambuco. Nas batalhas de orquestras que arrastavam multidões, vencia a que soprasse mais alto seus metais. E tome cerveja gelada para esfriar a goela e lapada de cachaça para incendiar o povo de novo!

Gonguila descia do Farol ao cais do porto e seguia até a Ponta Grossa – onde até hoje moram seus descendentes. Alto e forte, tocava clarim pelo trajeto, sempre ao lado do estandarte do bloco, todo de veludo e ornamentos dourados, com a imagem de um ginete montado num alazão. Aqui e acolá, um brincante espetava algum tostão com alfinete no pano do estandarte. Dava pelo menos para pagar os músicos e alguma bebida. Depois do desfile, virava porteiro da Fênix Alagoana, o clube dos ricos, que se embriagavam de lança-perfume nos luxuosos salões.

Um dia, faltava pouco para o Carnaval, Gonguila ouviu a notícia: bem longe dali, Rás Tafari – “príncipe respeitado” – era coroado imperador da Etiópia. Fechou os olhos e puxou na gaveta da memória as histórias dos nobres etíopes de Palmares. Entre o real e a fantasia, assumiu o parentesco com o monarca, botou um Rás na frente do apelido de infância e transformou-se em Rás Gonguila. Testemunhou a coroação do imperador e profetizou: um dia, ainda haveria de ver o encontro encantado das realezas de Maceió, da Etiópia e de uma corte azul e branca, maravilhosa e soberana.

Imperador de estandarte na mão

Em sua profecia, Rás Gonguila quase caiu duro quando descobriu sua herança africana. Tudo começou há mais de 700 anos, quando um primo distante, descendente direto da Rainha de Sabá e do Rei Salomão, fundou o Império Etíope. Séculos depois, num truque do destino, Zawditu, a imperatriz do momento estava lá super de boa, na dela, quando adoeceu e foi desta para uma melhor. Rás Tafari, filho de um conselheiro do palácio, não nasceu para reinar, mas viu o trono cair no seu colo.

Na festa da coroação, coisa igual nunca se viu. Aquele que seria o último imperador da Etiópia escolheu o nome de Haile Selassie – “O Poder da Divina Trindade”. Etnias de várias partes vieram saudar Sua Majestade Imperial, cada uma com seus trajes e adornos de festa: flores na cabeça, barro nos cabelos, pintura no corpo, joias de madeira e miçangas. Vieram também cristãos das cidades de Lalibela, onde Jesus e Maria são pretos, e de Gondar, com seu colorido festival Timkat. De presente, toda sorte de panos de estamparia, cestos, sementes, ossos e chifres de exóticos animais.

Depois de sete dias e sete noites de música, dança e banquetes, estava coroado o novo Leão de Judá. Rás Gonguila viu com seus próprios olhos quando ele saiu do palácio empunhando o estandarte imperial, de manto vermelho sangue, cetro de marfim e espada de ouro cravejada de pedras preciosas. Subiu com a imperatriz Menen em uma carruagem puxada por zebras e antílopes. Atrás deles, um cortejo alucinante de brincantes etíopes. Gonguila achou até que parecia um grande bloco de rua, rumo à jangada encantada que partiria com destino a Maceió.

De sangue azul, nilopolitano

Gonguila mergulha ainda mais fundo nos seus devaneios e convida o povo da Mirandela a participar da festa. De ori consagrado a Iemanjá e protegido por Ogum, essa gente soberana que exalta a própria nobreza com samba no pé. Tem sido assim desde os tempos dos blocos Centenário e Irineu Perna de Pau, que pavimentaram o caminho vitorioso do Beija-Flor. Em seu sonho, o Rás alagoano viu a corte nilopolitana flutuando no cais do porto de sua querida Maceió.

Pois chegou o grande dia! Batuqueiros, é hora de esticar o couro dos tambores. Velha guarda alinhada com chapéu de fita azul e branca. Passistas com bicolor e sandália de prata no pé. Baiana ajeitando a saia antes de girar na imensidão do asfalto. Acerta o passo, nobre mestre-sala, e desfralda o pavilhão, guardiã do nosso maior tesouro. Olha a Beija-Flor aí, gente, mostrando que essa escola nasceu para vencer e, cá entre nós, sempre foi chegada a viajar na imaginação.

Caiu dos olhos dos nossos ancestrais uma lágrima de saudade, lembrando o velho tempo que passou. Brincando com a imaginação, hoje seremos fantasia, um lindo beija-flor anunciando uma delirante viagem carnavalesca rumo às Alagoas. Tirem do passado a nobreza, joguem fora a roupa do dia a dia e vistam-se de reis e rainhas, como Gonguila e Selassie, que é o que vocês são!

Sobe todo mundo nesse pássaro encantado, pois os bons ventos vão nos guiar pelos ares rumo àquele pedacinho de Brasil.

Rei dos brincantes

Lá vem jangada com nobres da Etiópia singrando o mar. Lá vem Beija-flor e sua corte nilopolitana batendo as asas e soprando os ventos. No cais enfeitado de cor, Gonguila os espera ao som do frevo e balé de estandartes. E o povo nas ruas de Maceió regendo o apito dos mestres, que brincam folguedos em todos os cantos de Alagoas e abrem a sede* desta grande festa da ancestralidade.

Tem chegança e fandango de marujos. Samba de matuto dos canaviais e coco de roda da beira da praia. Bumba-meu-boi e mascarados; pastoril, caboclinhos e papangus. Cambindas e taieiras de saias rodadas. Toré dos caetés-wassu, quilombo dos cativos e maracatus – antes perseguidos, mas que hoje podem rezar bem alto o seu xangô.

E tem guerreiro, com suas cabeças de catedrais e mantos de fitas, o mais querido dos folguedos, que sintetiza a alma dos alagoanos: povo de olhar e palavras doces como o mel da cana, abraço quente como o sol e gingado manso como o balançar da palha do coco e da cana. Gente que celebra de noite e de dia, na proteção de Nossa Senhora do Rosário e dos encantados, de São Benedito e dos orixás, com a fé tecida nas tramas de rendas e bordados.

Está cumprida a profecia do encontro de realezas, que hoje coroam Gonguila, imperador do Carnaval de Maceió. É o triunfo da cultura popular, em um esfuziante banho à fantasia nas águas de infinitos azuis. Neste congraçamento, todo mundo é rei e rainha. Basta se deixar levar por um delírio de Carnaval.

* Abrir a sede (lê-se séde) é como os alagoanos chamam o início das apresentações de seus folguedos, sempre com um canto puxado pelo mestre dos brincantes. É abrir a gira, começar os trabalhos.

CARNAVAL 2024

Presidente de Honra: Anísio Abraão David
Presidente: Almir Reis
Diretor de Carnaval: Dudu Azevedo
Carnavalesco: João Vitor Araújo
Pesquisador de Enredo: Rodrigo Hilário

REFERÊNCIAS

A coroação de Sua Majestade Imperial Haile Selassie. National Geographic (02/11/1930). Disponível em: https://tinyurl.com/3h2hd5mt

Arquivo confidencial #41: Haile Selassie. Canal História e Tu/Youtube. Disponível em: https://tinyurl.com/ycxz4uf3

BARROSO FILHO, Luiz. Panorama da cultura popular em Alagoas. Coletânea de artigos. Maceió, 2010.

BEZERRA, Luiz Anselmo. A família Beija-Flor. Dissertação de Mestrado/História/UFF. Niterói, 2010.

BRANDÃO, Théo. Folguedos Natalinos (3ª edição). Editora: Museu Théo Brandão/UFAL. Maceió, 2003.

CASCUDO, Luís da Câmara. Dicionário do Folclore Brasileiro (12ª edição). Global Editora. São Paulo, 2012.

Coleção História Geral da África. Volumes 3 a 7. Autores diversos. UNESCO, MEC e UFSCar, 2010. Disponível em: https://tinyurl.com/bta63rnd

Coroação da Majestade Haile Selassie e Menen Asfaw. Canal Ethiopian South America/Youtube. Disponível em: https://tinyurl.com/5e6zd9st

CUNHA, E. Salles. Aspectos do folclore de Alagoas e outros assuntos. Editora: Spiker. Rio de Janeiro, 1956.

DANTAS, Cármen Lúcia & TENÓRIO, Douglas Apratto. Alagoas Popular – Folguedos e danças da nossa gente. Editora: Instituto Arnon de Mello. Maceió, 2012.

Dezenove horas de comemoração por dia cansam diplomatas, não Haile Selassie. The New York Times (07/11/1930). Disponível em: https://tinyurl.com/vzeuhza5

DUARTE, Abelardo. Folclore negro das Alagoas. Editora: EDUFAL. Maceió, 1974.

FABATO, Fábio; SIMAS, Luiz Antonio. Pra tudo começar na quinta-feira: o enredo dos enredos. Editora Mórula. Rio de Janeiro, 2015.

FREIRE, Adriana Cirqueira. Etnias indígenas alagoanas. Editora: IFAL. Maceió, 2020.

GOMES, Flávio dos Santos. Palmares: Escravidão e liberdade no Atlântico Sul (2ª edição). Editora: Contexto. São Paulo, 2014.

GOMES, Laurentino. Escravidão – Volume 1: Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares. Editora: Globo Livros. Rio de Janeiro, 2019.

GUIMARÃES, Stella Villares et al. O Brasil É Um Luxo – Trinta Carnavais de Joãosinho Trinta. Editora CBPC. Rio de Janeiro, 2008.

MOTTA, Aydano André. Maravilhosa e soberana: Histórias da Beija-Flor. Editora: Verso Brasil. Rio de Janeiro, 2012.

OLIVEIRA, Paulo Victor de. A perseverança e o silêncio: Ensaio sobre a disjunção nas narrativas sobre religiões afro-brasileiras em Maceió. Dissertação de Mestrado/Sociologia/UFAL. Maceió, 2019.

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ROCHA, José Maria Tenório. Cultura Popular. Editora: SECULT. Maceió, 1985.

_______, José Maria Tenório. Folguedos carnavalescos de Alagoas. Editora: SENEC. Maceió, 1979.

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SIMAS, Luiz Antonio. O corpo encantado das ruas. Editora: Civilização Brasileira. Rio de Janeiro, 2019.

TICIANELI, Edberto. Os antigos Carnavais de Maceió. História de Alagoas, 2017. Disponível em: https://tinyurl.com/y2dptsrb

__________, Edberto. Rás Gonguila, o príncipe etíope dos carnavais alagoanos. História de Alagoas, 2020. Disponível em: https://tinyurl.com/muyk3h8c

Agradecimentos especiais: Prefeitura de Maceió e Fórum de Cultura Popular e Artesanato de Alagoas (Focuarte).

Entrevistas realizadas em Alagoas: Lienete Marques do Nascimento e Silviany Domingues do Nascimento (descendentes de Rás Gonguila); Mestres e mestras do Folclore Alagoano: Ana Alves Ferreira (Pastoril Recordar é Viver/Maceió), Ana Paula Rocha Lins (Taieiras Nair da Bertina/São Miguel dos Campos), Edivar Vicente Feitosa (Guerreiro Treme Terra Pilarense/Pilar) e Lucimar Alves da Costa (Chegança Silva Jardim/Coqueiro Seco); João Victor Lemos Viana (jornalista e pesquisador); Edberto Ticianeli (jornalista e pesquisador); Cármen Lúcia Dantas (museóloga); Hildenia Oliveira (museóloga); Victor Sarmento (museólogo).

Conheça o enredo da Beija-Flor para o Carnaval 2024

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A Beija-Flor anunciou na tarde deste sábado o enredo para o Carnaval 2024. A escola levará para Avenida “Um delírio de carnaval na Maceió de Rás Gonguila” que será desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo. * LEIA AQUI A SINOPSE DO ENREDO

beijaflor enredo2024

“É uma honra muito grande pisar nesse palco. Estava muito emocionado quando vi o grupo da escola se apresentando na quadra. Hoje, eu faço parte desta história. Isso é muito sagrado e sério”, disse o carnavalesco.

Quem foi Rás Gonguila?

Nasceu em Maceió, no ano de 1905, um menino chamado Benedito, sobrenome dos Santos. Ouvia dos pais histórias de nobres de terras distantes, que faziam festa nos altos do maior dos quilombos. Mais tarde, o parceiro de boêmios e damas da noite virou Rás Gonguila, folião soberano dos carnavais da capital alagoana, que falava, para quem quisesse ouvir, sobre seu parentesco direto com o último imperador da Etiópia.

Gabriel David agradeceu o apoio da Prefeitura de Maceió e a parceria para o Carnaval 2024.

“Agradeço muito o prefeito de Maceió pela parceria. Por estar apoiando nossa escola, nosso carnaval. O nosso carnavalesco João Vitor trabalhou incansavelmente para uma história no nível da Beija-Flor. Estamos muito contentes com a história que vamos levar para Avenida”.

Texto publicado nas redes sociais sobre o enredo para o Carnaval 2024

“Um encontro mágico de personagens reais que nunca se viram, trazidos por um pássaro e uma jangada encantada, com a força das raízes africanas e indígenas.

Tem os ritmos e os pisados dos folguedos das Alagoas, os devaneios dos brincantes etíopes e o samba no pé dos soberanos nilopolitanos.

Celebração, realidade e delírio na coroação de Rás Gonguila e de todos os reis e rainhas do Carnaval.

Maceió é uma cidade vestida de luz e de cor.

Sol de brasa, vento manso com cheiro de maresia, cercada de águas de um azul sem fim. No velho centro da capital das Alagoas, entre as Igrejas de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e de São Benedito, nasceu Rás Gonguila, personagem central da nossa história.

É ele que vai receber no cais do porto à beira-mar as cortes encantadas da Etiópia e da Beija-Flor de Nilópolis”.

Imperatriz Leopoldinense distribui milhares de rosas pela Zona Norte em homenagem ao Dia das Mães

Em clima de solidariedade, afeto e carinho, milhares de mães da Zona Norte do Rio foram homenageadas, neste sábado, por integrantes do programa “Imperatriz Social” em comemoração ao Dia das Mães. Cerca de 2.500 rosas foram entregues em diversos pontos do Complexo do Alemão, Ramos, Olaria e Bonsucesso.

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“Essa é uma data muito especial para muita gente. A ação de hoje foi uma forma que encontramos de abraçar a quem tanto precisa aqui na região”, diz João Drumond, coordenador do Imperatriz Social.

Durante o ano, voluntários da escola se unem em campanhas solidárias para ajudar a quem mais precisa na região. Em abril, foram distribuídos 2.500 ovos de chocolate na Páscoa.

De acordo com informações do Departamento Social da Imperatriz, desde março de 2020, data de lançamento do ‘Imperatriz Social’, mais de 10 mil famílias foram beneficiadas com as ações.

Entrada franca! Tuiuti recebe neste sábado festa do Estrela do Carnaval da Série Ouro

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Neste sábado, a partir das 20h, a quadra do Paraíso do Tuiuti é palco da 15ª edição da premiação do Estrela do Carnaval 2023 da Série Ouro. A entrada é franca.

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Foto: Nelson Malfacini/Site CARNAVALESCO

A Porto da Pedra ganhou o prêmio Estrela do Carnaval 2023, oferecido pelo site CARNAVALESCO, na categoria máxima, ou seja, “Desfile do Ano. A escola de São Gonçalo conquistou também “Samba-Enredo” e “Bainas”. A melhor “Bateria” da Série Ouro foi para a Unidos de Bangu

A União da Ilha ganhou em “Intérprete” (Igor Vianna), “Conjunto de Alegorias e Fantasias” e “Harmonia”. A Unidos de Padre Miguel ganhou em “Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira”. A dupla Vinicius e Jéssica leva para casa a premiação. A São Clemente ganhou como melhor “Ala de Passistas”, “Comissão de Frente” e melhor “Enredo”.

Veja os ganhadores
Desfile do Ano: Porto da Pedra
Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: Vinicius e Jéssica (Unidos de Padre Miguel)
Samba-Enredo: Porto da Pedra
Bateria: Unidos de Bangu
Comissão de Frente: São Clemente
Baianas: Porto da Pedra
Conjunto de Alegorias e Fantasias: União da Ilha
Passistas: São Clemente
Harmonia: União da Ilha
Cantor: Igor Vianna (União da lha)
Enredo: São Clemente