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Porto da Pedra divulga data de entrega da sinopse do enredo para o Carnaval 2024

A Unidos do Porto da Pedra vai apresentar na sexta-feira a sinopse do enredo “Lunário Perpétuo: a profética do saber popular”, que levará à Marquês de Sapucaí em 2024. Devido às reformas que estão sendo realizadas em sua quadra de ensaios, a entrega da sinopse acontecerá às 20h, em uma Casa de Festas em São Gonçalo. O evento será restrito a convidados e imprensa. Todas as regras e datas da disputa, que será aberta, serão distribuídas neste encontro.

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A campeã da Série Ouro em 2023 dará mais um importante passo para a realização do seu projeto de 2024. Com o texto base em mãos, os compositores darão início ao processo de composição dos sambas de enredo que entrarão na disputa da vermelho e branco gonçalense. O carnavalesco Mauro Quintaes contou um pouco sobre o que espera dos compositores da escola para o samba que abrirá os desfiles do Grupo Especial, na Marquês de Sapucaí, no dia 11 de fevereiro.

“O samba tem que ser na mesma linha de 2023. As mesmas orientações que foram dadas em relação ao samba serão dadas para 2024. O fato de a escola abrir os desfiles já cria uma necessidade de ser um samba pra cima, um samba pra animar, um samba pra chamar o público para o desfile. É como uma convocação geral para a chegada da Porto da Pedra”, disse o carnavalesco.

Acadêmicos de Niterói terá Day Mdz como rainha da escola

A Acadêmicos de Niterói já tem uma nova rainha da escola. Day Mdz assume o posto, que abrirá o desfile da agremiação à frente do carro abre-alas no carnaval de 2024. Será a estreia de Day na Marquês de Sapucaí que já começará com o pé direito reinando para a comunidade niteroiense.

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Foto: Divulgação

Day é brasileira, se formou em Medicina nos Estados Unidos e teve sua vida consolidada no mundo do samba desde menina no carnaval do Rio de Janeiro, levando nosso gingado para a cidade de Chicago. A artista foi coroada “Chicago Samba Queen” e encanta o mundo com sua jornada como compositora, dançarina, designer e atriz.

“Desafie a si mesmo, se eu ganhar e fico bem, se eu perder eu continuo tentando. Toda a América recebeu a nossa cultura com muito respeito e admiração, tenho muito amor pelo samba, e fazer parte dessa representação cultural é um presente para minha vida. O samba me faz feliz, me faz ser linda e autêntica, quem sou eu? eu sou o samba”, finalizou a nova rainha.

Com o enredo “Catopês – Um céu de fitas”, desenvolvido pelo carnavalesco Tiago Martins, a azul e branca de Niterói será a sétima agremiação a desfilar na sexta-feira de carnaval, pela Série Ouro.

Movimento propõe assinaturas de apoio para o início do trabalho na Mocidade para o Carnaval 2024

Impedida por decisão judicial, a Mocidade Independente de Padre Miguel não pode fazer a festa de lançamento do enredo para o Carnaval 2024 e integrantes da escola, como, torcedores, sócios, admiradores, funcionários, simpatizantes ou/e apaixonados, criaram um movimento de assinatura na internet para propor apoio ao início do trabalho na verde e branco.

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Foto: Eduardo Hollanda/Divulgação

“Um movimento contra qualquer e/ou futuras liminares, decisões judiciais que prejudiquem ou interfiram no andamento do Carnaval 2024 na escola, pois entendemos que o processo político faz parte de qualquer gestão, seja na esfera carnavalesca como em outras, para isso existe um estatuto,, conselheiros entre outros. Por isso, acreditamos que não podem interferir nos preparativos para o carnaval 2024, pois sabemos que um processo pode levar 20 dias, 1 mês, 1 ano… Ficaremos a mercê dessa decisão? E o nosso carnaval? E a divulgação do rnredo 2024 (onde todas as agremiações já escolheram seus respectivos. Precisamos dar prosseguimento ao planejamento de 2024 e nos preparar para o maior espetáculo da terra, onde existem muitas pessoas envolvidas”, informa o texto publicado no site para assinatura do movimento.

* VEJA AQUI COMO ASSINAR O MOVIMENTO

Talento e segurança para Vila Isabel, mestre Macaco Branco valoriza trabalho realizado na escola no Carnaval 2023

Por Diogo Sampaio

No comando dos ritmistas da Unidos de Vila Isabel desde 2019, o mestre Macaco Branco está satisfeito com o resultado do trabalho realizado no desfile deste ano. Apesar do título não ter vindo, ele afirmou em entrevista ao site CARNAVALESCO que considera o resultado, no geral, justo.

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Foto: Nelson Malfacini/site CARNAVALESCO

“A Vila Isabel veio para disputar o título. Este ano, infelizmente não deu. Perdemos alguns décimos e alguns pontos que, eu creio, não deveríamos ter perdido. Mesmo assim, quero dar meus parabéns para Imperatriz. Se Deus quiser, ano que vem vamos vir com mais força para trazer o título para Vila Isabel”, declarou Macaco Branco.

Em 2023, a bateria “Swingueira de Noel” levou três notas 10 e um 9,9 no segundo módulo de julgamento, que foi descartado. Sobre este décimo descontado, Macaco Branco disse não compreender a razão.

“Eu não concordo muito, mas fazer o quê? Agora, é procurar melhorar e evoluir cada mais”, relatou o mestre.

Assim como a bateria, a harmonia da Vila Isabel também recebeu três notas 10 e um 9,9 descartado. Ao ser questionado se de alguma forma isto abala a confiança, Macaco Branco assegurou que não.

“Não afetou nada. A gente tem um trabalho de verdade, então não é qualquer coisa que vai afetar ou abalar”, garantiu o comandante da “Swingueira de Noel”.

A Vila Isabel terminou a apuração do Carnaval 2023 em terceiro lugar no Grupo Especial. A azul e branca do bairro de Noel foi a terceira escola a desfilar na segunda-feira com o enredo “Nessa Festa, Eu Levo Fé!”, assinado pelo carnavalesco Paulo Barros.

Neguinho repetirá dupla com Ludmilla no desfile da Beija-Flor no Carnaval 2024

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A cantora Ludmilla seguirá no microfone oficial da Beija-Flor ao lado do Neguinho. Pelo menos foi o que garantiu o presidente Almir Reis, que brincou dizendo: “Ela está mais certa que eu”. A intérprete, estreando no carro de som de uma escola, teve boa passagem no desfile, foi bem avaliada pela diretoria da escola e, durante sua apresentação, conseguiu popularizar ainda mais o samba com os cacos “ordem” e “deixa”, que não saem da boca e dos memes dos sambistas.

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Foto: Allan Duffes/Site CARNAVALESCO

“Deu certo! A Ludmilla é dedicada, muito boa no que faz e o Neguinho é um ícone do carnaval. No ano que vem, acredito que eles farão um trabalho ainda melhor que foi no carnaval de 2023”, avaliou o presidente.

Disputa de samba começa em 13 de julho

O próximo passo para o carnaval 2024, será a entrega dos sambas para a disputa na Beija-Flor. O diretor Dudu Azevedo informou que fará uma reunião com a ala de compositores e, no dia 13 de julho, se iniciará o processo de escolha do samba-enredo para o carnaval 2024, se não aparecer nenhum empecilho na reunião.

Leonardo Bessa comanda roda de samba no Beco do Rato

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Nesse domingo, dia 21 de maio, tem a roda de samba com o intérprete e produtor, Leonardo Bessa, no Beco do Rato, tradicional casa de samba na Lapa. Cantando muito samba de raiz e com um espaço reservado para o Baú do Bessa com sambas antologicos do nosso carnaval. O show começa às 16h. A casa abre às 13h e entrada gratuita até às 14h. Depois R$ 15,00. Vai ser bom à “Bessa”.

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Viradouro tem novo presidente e Marcelinho Calil vira diretor executivo

A Unidos do Viradouro promoveu na segunda-feira eleições para presidente e vice da escola e para os conselhos Deliberativo e Fiscal. A chapa formada por Hélio Nunes (presidente), tendo como vice Moracyr Vergas do Amaral (vice) foi eleita por aclamação, já que foi a única inscrita.

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Foto: Divulgação

O novo presidente ocupou a vice-presidência nos últimos três anos, mas faz parte do cotidiano da agremiação há seis anos, quando assumiu a responsabilidade de coordenar os eventos na quadra da agremiação, em Niterói. Moracyr, o novo vice, é integrante da Velha Guarda e ocupava vaga no Conselho Deliberativo.

Depois de eleito, Hélio ressaltou que, na prática, não haverá mudanças significativas na troca de comando:

“Tudo vai continuar funcionando da mesma maneira. O Marcelo (Calil) continua na presidência de honra e o Marcelinho deixa a presidência e passa a ocupar o posto de diretor-executivo. Eu vou continuar fazendo o que fiz nos últimos seis anos: coordenar tudo o que acontece na quadra e cuidar da preservação do patrimônio da escola”, revela.

Gestão de Marcelinho Calil foi marcada por grandes conquistas

Marcelinho Calil ocupou a presidência por dois triênios, como prevê o estatuto, e deixa a presidência com inquestionável retrospecto positivo no desempenho da escola em termos de resultados nos desfiles: campeonato da Série A em 2018; vice-campeonato do Especial em 2019, e campeã em 2020. Com o retorno dos desfiles após a suspensão do espetáculo na Marquês de Sapucaí, em 2021, por conta da pandemia de Covid-19, a Viradouro continuou figurando entre as primeiras colocadas: em 2022, ficou em terceiro lugar, e, no desfile deste ano, emplacou mais um vice-campeonato, resultados que deram à vermelho e branco a liderança do ranking dos últimos cinco anos da Liga dos Escolas de Samba.

Assumindo o posto de diretor-executivo, o ex-presidente aponta as principais características da personalidade profissional de seu sucessor.

“Quando eu e meu pai (Marcelo Calil) começamos a pensar na eleição, concluímos que o Hélio reúne tudo o que precisamos para dar continuidade ao modelo de gestão que implantamos na escola. É um cara de trabalho, que faz tudo com dedicação, e é muito querido e respeitado por prestadores de serviço, pelos segmentos e, principalmente, por componentes da comunidade”, conta Marcelinho.

Sinopse do enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2024

APRESENTAÇÃO

A Unidos da Tijuca, no carnaval de 2024, embarca em uma viagem a uma Portugal mítica e mística repleta de fábulas. Um enredo que contará, em clima de encantamento, fatos, mistérios elendas populares que paíram sobre a formação dessa nação.

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Nessa história, um dos protagonístas será o “Fado”, que em seus múltiplos significados, além de representar o gênero musícal típico lusitano, traz consigo a ideia de destino e de fabulação. Nesse jogo de palavras o “Conto de Fada” se torna “Conto de Fado”, o lúdico e o imaginário interagem com as histórias narradas, inventadas, repaginadas.

“OFIUSSA, a Terra das serpentes”, o nome grego dado na mitologia a Portugal, é o ponto de partida desse nosso relato cantado, contado como um “Fado”. o destino. Está selado o destino da Unidos da Tijuca, víver essa experiência cheia de fantasia, a alma de todo carnaval.

Traremos a história dessa nação que se notabilizou pelos grandes feitos no passado, pelas conquistas e reconquístas, por suas lendas e mistérios do além mar, uma tradição oral que, ao longo do tempo, criou versões e mitificou personagens heroicos. Essas histórias, incorporadas ao imaginário do povo português, perduram até hoje, compondo um mosaico multifacetado de culturas.

Por fim, o enredo ressalta o grande mistério da fé e de um segredo bem guardado quando todas as crenças se unem em oração, em consagração através de milagre e aparição. Vale a pena conferir? Tudo vale a pena… por que Alma Carnavalesca não é pequena.

SINOPSE

Em um mundo de mitos e lendas, recorremos a Orfeu da Conceição como nosso Aedo, narrador e condutor da história. Descendente do mito grego, ele, que conhece o passado, o presente, e o futuro, ele, que por amor desceu “ao abismo da saudade, aos confins da eternidade”, aprendeu a cantar, contar e interpretar histórias, principalmente, as que dizem que nunca existiram. Depois de viajar por muitos séculos, nosso Orfeu, juntando as lendas, tentou fazer um fado, mas quis o destino que saísse um samba fadado… fadado a contar como as histórias de lã acabaram sendo também as histórias de cá.

1. Hoje a Tijuca é o pescador de histórias, essas que flutuam nas vagas de um oceano mágico, imaginário, de espumas que rendam e bordam personagens.

Ó, mar salgado! Quanto de teu sal vem dos “fados” de Portugal? És o mar cantante que dedíilha uma lira e versa versos de Orfeu, que entoa tudo aquilo que não se prova existir, que mareja nos olhos do horizonte distante e que, em seu vagar constante, se faz ouvir, “do nada que é tudo”, e que cisma em nos contar.

Vai buscar, no tempo distante, “OFIUSSA”, o Reino mítico, terra das serpentes que residiu nas épicas linhas do poema de Homero; páginas de feitos heroicos daquele Odísseu, que singrou o mar, fora do azul Egeu, num desvio aventureiro, para além das colunas de Hércules, ao desconhecido para desvendar o mistério de um mágico lugar.

Descreve do alto de um castro imponente, a morada encantada da mulher, rainha serpente, fadada à solidão e carente, a governar um povo hostil, temido por todo e qualquer navegante. Diz o destino, fado, por ironia, que ela se deixou seduzir, um dia, por esse tal guerreiro errante e que por ele fez de pedras se erguer uma cidade deslumbrante, Olissipo, Lisboa, disposta à foz do Tejo, que brota do desejo como a cidade de Ulisses em honra ao bravo herói de Tróia visitante. Fado que canta traição e ciúme que se faz eternamente como uma ardente lenda de amor.

Contam suas águas, em melodia, nos acordes dessa lira do delírio, que nessa terra, um dia, se deixou desvendar o segredo guardado das naus fenícias, que serias tu a terra mágica das riquezas escondidas, da prata e do ouro de Ofir.

Foste, então, de sua praia bravia, disfarçada em brumas, de onde esse tal tesouro escorria, o raro metal que luzia no rico trono de Salomão. Seria lá a mina resguardada pelo negro rochedo dos cavalos de Fão, o eterno guardião, que ora se esconde para emergir das marés e proteger-te dos grandes olhos da cobiça.

Eis o desafio do conto que aumenta um ponto.

2. Permanece o mistério…

Foste, em tempos ídos, a terra pisada da grande caminhada dos povos na idade do bronze. Esses que te confiaram a magia druída dos celtiberos e que te apresentaram a crença pagã de primitivas divindades e seus cultos a florescer e festejar primaveras.

Também foste o refúgio dos povos que te ofereceram a celebração do vinho e te trouxeram as cepas para germinar, na fertilidade de seus vales, espalhando, em teu solo, tribos, reinos sem reinado.

3. Serviste também como palco constante de invasão de impérios ricos e dominantes, e viste a tua terra escrava, por tempos de muito tempo… uma era; mas, que também se levantou altiva, pois lutaste batalhas, forjaste heróis do solo lusitano e triunfaste sob a espada e a coragem do mito herói Viriato – aquele te fez conhecer a breve liberdade e te fez nascer um reino!

Mas um dia, o tempo não te fez estável a gozar da soberania e viveste um novo domínio que se arrastou por longos mil anos. Uma era que modelou costumes, crenças, língua, hábitos e arquitetura; que te dera segredos mágicos, receita de sabores; que compartilhou saberes, encantarias e sortilégios, dando-te o mosaico: um rabisco de tez forte, de traços e de contornos morenos, mouriscos…

Passaram-se centenas de “mil e uma noites” nesse teu “Conto de Fado”….

4. E finalmente se batizou, como o conhecemos, Portugal; transformaste em reino de vocação e de ímpeto ao mar, pois é, de fato, fado, porque “assim a lenda escorre ao entrar na realidade e, ao fecundá-la, decorre”.

“Navegar é preciso”, nesse lendário lugar, onde, por mais que se procure diferir, tudo rima com mar, desbravar, invadir, glorificar, com tanto fado de amar, lança homens de coragem ao mar, em velas que se inflam e partem avante, de Sagres, o saber sem par.

Seguindo o caminho sobre as ondas e, assim, conhecer, desvendar, sincretizar mistérios mundo afora. Dos ilês de África, contidos nas conchas do Ifá, lavar a alma, o espírito de aventureiro de sal e de sol, ao vento, percorrer no intento, contornos do Reino de Matamba até as praias de Zanzibar.

E é dessa forma que o Fado, navegador errante, segue o rastro de aroma inebriante, de especiarias distantes, no Índico mar de Samorim, a beijar ardentemente, com gosto de cravo e de canela, a Costa do Malabar. Fado que ainda mais vagueia, rabiscando, nas águas, imagens alheias, palavras soltas que Camões irá juntar e ilustrar naquela famosa viagem, quando os navegantes chegam à Ilha dos amores, grande e bela, e encontram as ninfas a espera, e depois de um descanso profundo, se desvela a “Máquina do Mundo”, total explicação da vida, verdade que fora escondida.

Ao sabor do vento ou na deriva da calmaria, seu fado desliza lento e tece encontro e conhecimento, da terra da seda, negócio da China milenar… mas, que também vislumbra a miragem de paraísos selvagens, da “ilha de Vera Cruz”, de “Pindorama” ou mais além, as terras da aborígene Guiné no desconhecido e longínquo mar da Oceania. Ao longe, sempre e forte, ouve -se a voz do Velho do Restelo, consciência crítica e apelo contra a cobiça desmedida, desvelo, voz que entoa o alerta desse fado, contra a ganância sem fim, a voz de empatia com cada terra conquistada e invadida, voz ainda hoje ouvida.

5. Esse Fado – que hoje é o nosso canto – vem agora cumprir seu ideal ao revelar, com grandeza e encantos, versos do pequeno, imenso Portugal. Através de seus poetas que descrevem jeitos e maneiras, os nossos descreverão um pouco dessa gente que se espalhou ao mundo e fez da nossa a sua pátria também.

Hoje , assim como o fado, inventamos um mar nessa Tijuca, um vaivém de encanto que se veste, imponente e orgulhosa, a ostentar suas “ eiras e beiras”, com o seu “Samba Fadado” a se unir num orfeão que ecoa ao cantar esse conto. Vem festejar e te abraçar, perfumada de flores, de alfazema, de cravos e tantas outras cores e 6 se cobrir de encanto, de devoção, de cantaria e de fé num desfile em romaria.

Abençoado Portugal! Que assim seja o vosso nome, por todos os Santos, filhos do seu chão.

Que Fátima, com seu último segredo, nos faz descobrir que também és “Aparecida “ e nesse enredo, esse Fado de sambistas“ , “Orfeus do Carnaval “ és também Oxum e todas as Yabás, porque toda mãe é rainha em oração e todas as crenças se unem em perdão!

E roguemos a Deus que leve os nossos corações com fervor ao seu sagrado Rosário na Cova da Iria, que a sua graça esteja presente, na Unidos da Tijuca, no seu grande dia!

Amém!

ALEXANDRE LOUZADA
Primeiro setor:  FADOS de Ofiussa e Ofir
Segundo setor:  FADOS de magia
Terceiro setor: FADOS invasores
Quarto setor:  FADOS à  beira mar
Quinto setor: FADOS d’alma “portuguesa com certeza”
Sexto setor: FADOS dos segredos da fé

Águia de Ouro comemora 47 anos e anuncia retorno de experientes profissionais

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Completados no último dia 09 de maio, a Águia de Ouro realizou a festa de 47 anos de existência no último sábado. Com direito a bolo e “Parabéns pra Você”, a agremiação do bairro da Pompeia, na Zona Oeste de São Paulo, aproveitou para apresentar a equipe para o carnaval 2024. Com grande parte dos integrantes em cargos de gestão e diretoria mantidos, o retorno de dois participantes para a composição de uma Comissão de Carnaval que assumirá as rédeas da parte criativa do desfile foram os grandes presentes da noite, aproveitando o clima festivo na quadra da azul e branca.

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Fotos: Will Ferrreira/site CARNAVALESCO

Velhos conhecidos

Dois dos três principais nomes criativos da Comissão de Carnaval da Águia de Ouro voltam à escola após anos de hiato. Um deles é Victor Santos, carnavalesco que assinou os desfiles entre 2006 e 2009 de maneira solo e esteve na comissão que montou os carnavais de 2000, 2001 e 2003 – os dois últimos anos, por sinal, tiveram execução da ala musical e da bateria: “De Salém a Brasília, o que vale é a bruxaria” e “A milenar cultura de um povo, quem tem olho grande já entra na China”, respectivamente.

Em 2024, completam-se quinze anos do último desfile que teve Victor Santos à frente do desfile. Ele revelou o sentimento de retornar à Pompeia: “É muito especial. Muito! Eu sou cria da Beija-Flor de Nilópolis e fazia parte da comissão de carnaval, com o Laíla e toda aquela equipe maravilhosa de profissionais. Eu resolvi vir para São Paulo e o Águia de Ouro, com o presidente Sidnei, acreditou no meu trabalho como carnavalesco solo. E, ali, foi plantada uma semente. Isso faz 23 anos, muito tempo. Hoje, você vê: agora, eu sinto que estou colhendo os frutos daquele período maravilhoso, com grandes carnavais e polêmicas – enredos como pedofilia e a bruxaria de Salém. Agora, eu volto e encontro uma Águia amadurecida, com uma estrutura maravilhosa para fazer o carnaval. A recepção, depois de tanto tempo, encontrar essas pessoas, eu sinto que é um caso de amor. Eu só tenho a agradecer, porque quando acontece um encontro como esse, é só alegria, é uma felicidade muito grande. É diferente quando a gente participa de uma escola como profissional e não conhece a escola: aqui eu me sinto parte da escola, parte dessa família. Isso conta para o desenvolvimento de um enredo que é pura emoção. Quanto mais emoção, melhor”, pontuou.

Quem também está de volta é Claudio Cavalcante. Se você não o conhece com o nome de batismo, certamente o reconhecerá pelo apelido no mundo do samba: Cebola. Participando de, ao todo, sete desfiles da escola (como carnavalesco solo em 2004, 2005, 2012 e 2013 e criando desfiles juntamente com outros profissionais em 2011, 2014 e 2015), o experiente sambista revelou que será diretor artístico.

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“É especial, eu fiquei emocionado. Eu não só queria estar aqui como eu pedi para estar aqui. Dez anos depois eu volto, e eu acho que eu não consegui expressar tudo aquilo que eu queria, eu vou expressar com trabalho. Com as nossas loucuras, com as nossas teatralizações – o Águia vem bem teatralizado nesse ano a pedido do presidente. Essa equipe que ele montou é fantástica, de peso. Com essa comunidade, é só seguir o trajeto que eu acho que a gente vai chegar no nosso objetivo maior”, revelou, já contando um dos pedidos do presidente da escola, Sidnei Carrioulo Antonio.

Quem atuará de maneira próxima aos dois novos contratados é Marcio Gonçalves, que já estava na escola em 2022 como diretor de alegorias. Em declaração à comunidade, ele citou a força do barracão da Águia de Ouro e também revelou estar muito contente por ter permanecido na agremiação.

Sem comparações

Ao resgatar o passado na azul e branca de Nilópolis, onde atuou com frequência a partir de 1998 (ano em que a Beija-Flor passou a contar com uma comissão de carnaval), Victor fez questão de pontuar que o carnaval paulistano possui uma identidade própria que precisa ser cada vez mais valorizada.

“Eu não consigo fazer esse paralelo. O cenário é São Paulo, e nós temos que olhar para as nossas raízes: como surgiu o carnaval, quais são e fortalecer essas tradições, procurar uma identidade de carnaval com a cidade. As pessoas têm tentado fazer muitos paralelos entre o carnaval de São Paulo e do Rio de Janeiro, e o carnaval daqui é muito diferente, a começar pela moldura da cidade. No RJ há uma moldura com o Pão de Açúcar, a praia; e, aqui, temos a cidade, a modernidade, a novidade, a coisa caótica que encontra um sentido no meio dessa cidade. Esse carnaval adquire uma identidade muito diferente da que temos no Rio. Agora, a estrutura para desenvolver grandes desfiles nós já temos. Temos a Fábrica do Samba, equipamentos novos (e o Águia está se estruturando para isso) para cada vez termos carnavais mais poderosos e bem estruturados, para alcançar o nível que o carnaval brasileiro alcançou – que é muito grande”, afirmou.

Após o tão sonhado título do Grupo Especial conquistado no ano de 2020 com o enredo “O Poder do Saber – Se Saber é Poder… Quem Sabe Faz a Hora, Não Espera Acontecer”, a Águia de Ouro busca retornar ao Desfile das Campeãs. Em 2022, a Pompeia foi a sexta colocada com “Afoxé de Oxalá – No ‘Cortejo de Babá’, Um Canto de Luz em Tempo de Trevas”, enquanto foi a oitava colocada em 2023 com o tema “Um Pedaço do Céu”.

Enredo para 2024

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Estava previsto para a festa de aniversário da Águia de Ouro o lançamento do enredo da escola para o próximo carnaval. Ao assumir o microfone da festa, Sidnei Carrioulo revelou que “uma das revelações não poderia ser feita naquela noite”. Ao falar que tal situação envolvia o tema da agremiação, ele optou em utilizar poucas palavras e comentou que não queria gerar qualquer tipo de má interpretação. Nas palavras do comandante, dentro de “dez ou, no máximo, quinze dias”, todos saberão do enredo.

Recebida com festa e carinho, Lucinha Nobre declara: ‘Me sinto genuinamente feliz, sempre amei a Tijuca’

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Novidade importante e também nostálgica na equipe da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2024, é a volta da consagrada porta-bandeira Lucinha Nobre, a qual já possuía passagem pela escola em que sempre demonstrou muita afeto e respeito. Ela fará par com o jovem mestre-sala Matheus. * CONHEÇA AQUI O ENREDO DA TIJUCA

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Fotos: Isabelly Luz/Site CARNAVALESCO

“Eu me sinto genuinamente feliz, sempre amei a Tijuca. Eu saí da escola, mas meu irmão ficou, minha família tem muita história nesse lugar. Comemorar meus 40 anos de carreira nessa escola tão querida para mim é realmente especial”, disse a porta-bandeira.

A relação de carinho entre Lucinha e a Tijuca sempre foi algo visível, uma vez que mesmo após sua saída em 2009 com passagens por outras agremiações como Mocidade e Portela, os torcedores tijucanos sempre desejaram sua volta triunfal. Convém também lembrar a relação harmônica e de muitos anos de amizade envolvido entre a porta-bandeira e o presidente da Unidos da Tijuca Fernando Horta, por quem a mesma sempre garantiu ter muito carinho e gratidão.

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Lucinha e Matheus, primeiro casal da Unidos da Tijuca

“Reencontrar e voltar a conviver com o Horta para mim é um presente da vida. Ele sempre foi como um pai para mim, foi responsável pela formação do meu caráter, tanto da porta-bandeira quanto do ser humano que eu sou, então poder estar na asa dele é muito gratificante”.

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Thainá Teixeira e Rafael Gomes, segundo casal da Tijuca

A festa tijucana no último sábado também contou com a apresentação oficial da segunda porta-bandeira Thainá Teixeira, primeira porta-bandeira da Acadêmicos de Vigário Geral. Já na defesa pelo pavilhão tijucano, Thainá fará par com Rafael Gomes, que até o ano passado bailava com a porta bandeira Lohane Lemos, também na agremiação.