Viviane Araujo prestigia os desfiles de Brasília: ‘Me sinto muito especial’
Após nove anos, Brasília voltou a receber os desfiles das escolas de samba do Distrito Federal. O site CARNAVALESCO está presente na capital do Brasil e ouviu personalidades que foram convidadas pela organização.

A atriz Viviane Araujo também esteve presente na última sexta-feira prestigiando os desfiles das escolas de samba de Brasília. A rainha salgueirense elogiou o trabalho que vem sendo feito.
“Viver esse esforço da subsecretaria e das pessoas que estão empenhadas a fazer esse desfile acontecer é muito gratificante e me sinto privilegiada de estar aqui podendo representar junto com as escolas de Brasília. Me sinto muito especial”, disse.
Unidos de Bangu apresenta projeto para o Carnaval 2024 aos seus segmentos
Com o enredo “Jorge da Capadócia”, a Unidos de Bangu vem se preparando para fazer bonito no Carnaval 2024. Com o trabalho artístico do carnavalesco Robson Goulart pelo segundo ano consecutivo, na última quarta-feira, na Zona Oeste, a escola reuniu os seus segmentos para apresentar o projeto que será apresentado na Marquês de Sapucaí.

No encontro, Robson e a direção da agremiação passaram detalhes de como será a concepção do desfile em louvação ao Santo Guerreiro. Com o trabalho de ateliê já em andamento, a Unidos de Bangu espera buscar o título da Série Ouro e, consequentemente, o acesso ao Grupo Especial, conforme destacou o presidente Leandro Augusto:
“Estamos com um cronograma bastante organizado. Lançamos o enredo cedo, finalizamos os protótipos e estamos na fase inicial das reproduções das fantasias. Isso nos dá bastante tranquilidade para que possamos tocar este projeto, que será grandioso. Todos nós ficamos felizes com o que fizemos em 2023, quando falamos de Xangô Aganju, e tenho muita certeza que o desfile sobre São Jorge fará com que possamos brigar pelo título”, garantiu o mandatário.
Além de explicar a linha narrativa do enredo, o carnavalesco Robson Goulart também entregou ao primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira Jorge Vinicius e Verônica Lima o desenho da fantasia que usarão em 2024. Além deles, os presidentes das alas de comunidade, passistas e a bateria também conheceram as suas respectivas indumentárias do próximo carnaval.
A Unidos de Bangu será a sétima escola a desfilar no segundo dia da Série Ouro, em 10 de fevereiro, na Sapucaí. Assim como nos últimos três desfiles, a escola vai realizar encomenda para o seu samba de enredo, não realizando disputa.
Felipe Bruno é o novo mestre de bateria da Acadêmicos do Cubango
A Acadêmicos do Cubango segue reforçando seu time para buscar o título de campeã e retornar para Marquês de Sapucaí. O comando da bateria “Ritmo Folgado” será do mestre Felipe Bruno, que promete ousar para o próximo carnaval. Desde janeiro de 2019, a convite do presidente Glauco Vieira, Felipe Bruno é mestre de Bateria da Sabiá, escola de samba do carnaval de Niterói. Ele também é formado em música, atua como professor de música e atualmente também é diretor de bateria da Acadêmicos de Niterói, sob regência do mestre Demétrius.

Seu primeiro contato com a Acadêmicos do Cubango foi em 2007, quando foi ritmista da bateria sob a regência do mestre Marcinho. De lá pra cá, Felipe Bruno foi um dos grandes destaque do carnaval de Niterói e do Rio de Janeiro. Com a missão de conquistar os 40 pontos para “A Mais Querida de Niterói” no carnaval 2024, o mais novo contratado da agremiação afirma que não medirá esforços para conquistar o tão sonhado objetivo.
“Uma escola que eu aprendi a amar e respeitar, onde sou respeitado, onde fiz grandes amizades, e as tenho até hoje no coração. Vou me empenhar ao máximo, fazer o possível e tentar o impossível pra ajudar a nossa Escola a voltar pra Sapucaí. Pra isso, conto com a ajuda de todos da bateria Ritmo Folgado. Agradeço a confiança do presidente Pablo Coutinho, vice-presidente Anderson Leko e do presidente de honra Anderson Pipico. Muito obrigado. Vamos buscar o título, finalizou Felipe Bruno.
A apresentação oficial do novo mestre de bateria será no próximo dia 9 de julho, às 13h, na Feijoada de lançamento do enredo para o Carnaval 2024. O evento terá entrada gratuita e com valores promocionais para camarotes.
Monique Rizzeto retorna ao Império Serrano para o Carnaval 2024
A influencer e empresária Monique Rizzeto está de volta ao Império Serrano. Ex-passista e rainha da escola da Serrinha, ela regressa à agremiação para brilhar no Carnaval 2024. Contudo, o seu novo cargo será divulgado somente na Feijoada Imperial, em 15 de julho, quando também haverá o anúncio do enredo oficial para o próximo ano.

Monique chegou ao Império Serrano como passista. Depois, passou a reinar à frente da ala como madrinha, foi musa e rainha da escola, no Carnaval 2019. O presidente Flávio França demonstrou muita alegria com o retorno dela ao Reizinho de Madureira, metendo o suspense em relação à sua função visando o próximo desfile.
“A Monique Rizzeto é uma apaixonada pelo nosso Império Serrano. Ela tem raízes aqui, foi rainha da escola, passista, musa e é querida por todos nós. Essa volta dela é algo que nos deixa felizes, pois é uma pessoa que tem uma grande paixão por toda a família imperiana. Estamos preparando uma grande festa para apresentar o enredo para 2024 e o cargo que ela vai ter neste novo ciclo. Não tenho dúvidas que os imperianos vão ficar contentes”, destacou o presidente.
A apresentação e a revelação da função de Monique Rizzeto será na Feijoada Imperial do dia 15 de julho. O evento terá show do Fundo de Quintal, lançamento do enredo para o próximo ano e, claro, a apresentação dos segmentos do Reizinho de Madureira, com os sambas históricos. Os ingressos já estão à venda através do site Sympla, na quadra da escola e na Loja Oficial do Império Serrano no Madureira Shopping.
Milton Cunha enaltece desfiles de Brasília e faz apelo: ‘Investimento para escolas de samba não tem que ter vergonha nenhuma’
Podemos dizer que Milton Cunha virou coordenador do carnaval de Brasília. Ele está engajado e ativo em tudo que envolve o evento na cidade. Conhece tudo e mais um pouco das escolas. O artista por onde anda é cortejado com pedido de fotos, além de sempre estar recebendo palavras carinhosas e retribuindo-as.

Milton e desfiles de Brasília viraram um só. O apresentador conversou com o CARNAVALESCO e disse tudo o que está sentindo sobre a cultura do Distrito Federal.
“Eu estou aqui há dois anos. A secretaria de Cultura e Economia e Criativa, no braço da difusão cultural e artes populares, através da Sol, criou em 2021 a escola de carnaval, que é o primeiro passo do sonho de ter um desfile. A gente montou um curso de disciplinas, como mestre-sala e porta-bandeira, passistas, compositores, alegorias em 3D, croqui de fantasias, como escrever o enredo, comissão. Foram 12 meses com uma disciplina por mês. Quando terminou, a gente já tinha feito fantasias com espumas e plumas. Os alunos estavam com o coração na boca. E aí a Sol começa a soltar os editais de competição. Quanto a escola vai ganhar, CNPJ e tudo mais. Cada escola dessa tem uma cara de comunidade que eu conheci durante esses dois anos e eu estou torcendo muito por eles. Eu vejo que é uma luta”, disse.
Emoção do componente
No evento da lavagem dava para sentir o brilho no olhar e a emoção tomando conta com essa volta dos desfiles após nove anos. Perguntado sobre isso, Milton respondeu que todas as pessoas se sentem valorizadas. Além do mais, o sambista também fez uma previsão positiva, falando que daqui alguns anos os desfiles de Brasília irão caminhar sozinhos.
“Eles se sentem valorizados. Houve um investimento gigante no palco, na luz, som e telão. Fora isso, o samba é a única vitrine que essas pessoas têm para ocupar o centro da cidade. Nós estamos na Torre de TV, Congresso e chafariz. Estamos perto de todos esses pontos importantes. É uma vitrine e uma possibilidade de aparecer mostrando uma notícia positiva. Com suas costureiras, ferreiros e escultores, pouco importa se eles têm as escalas das artes belas e da academia para fazer suas esculturas. O importante é que elas vão passar e ano que vem vão melhorar. O pessoal aqui ainda está importando muito casal de mestre-sala e porta-bandeira, cantor e chegará uma hora que eles terão um ‘player’ de estrelas onde os artistas do Rio serão convidados para aplaudir e fazer participação especial. Vai ser um chororô, gritaria e representa a luta de voltar”, declarou.
Dinheiro aplicado nas agremiações
Milton falou da questão financeira aplicada nas escolas. Questionou o motivo das verbas para o carnaval serem menores e o investimento em outras artes e culturas terem um porte maior. Uma agremiação leva pessoas mais humildes aos ensaios e avenida. Há de ressaltar que todos estão trabalhando incansavelmente para fazer acontecer e o apresentador valorizou tudo isso.
“Você tem dinheiro carimbado para o balé, teatro, ópera, orquestra sinfônica e fica esse desprezo contra o dinheiro carimbado da arte popular. Por que essas feirinhas não tem dinheiro carimbado? Elas são patrimônio cultural do povo. É engraçado achar que as artes clássicas brancas e o cinema são inatingíveis. Cadê os cineastas e as bailarinas da comunidade? A comunidade é direta. Investimento para as escolas de samba não tem que ter vergonha nenhuma. Saem daqui 13 comunidades mais felizes, menos violentas e que não levam mensagens ao seu povo. É investimento de qualidade de vida. Se você tem equipamentos culturais que mamam dessa verba, por que as escolas de samba não podem pegar sete milhões dessa verba? Eu ainda acho pouco, mas a máquina está girando. A luta deles é ter sede. Não tem barracão, é tudo muito longe e tem carro que demora 1h30 meia para chegar. Mas todas as 13 escolas estão aí”, completou.
Unidos de Padre Miguel recebe Leandro Sapucahy, Caju Pra Baixo e convidados em festival de samba
Neste sábado, 24 de junho, a quadra da Unidos de Padre Miguel abrirá suas portas para o “Festival de Samba do Boi Vermelho”, com um super show do cantor Leandro Sapucahy e convidados especiais como o grupo Caju Pra Baixo, Lelê Carlos e Bruna Almeida. A festa conta ainda com a apresentação da Bateria Guerreiros da Unidos, o Dj Du L da Vintém e Dj Lequinho.

O festival terá início às 20h e a abertura fica por conta do Grupo Nossa Escolha. A entrada é gratuita até às 23h, com lista VIP. Camarotes podem ser adquiridos através dos telefones 2197033-2599 / 2196427-9884. Mesas e ingressos estão à venda na quadra da escola, ou on-line através do site Bilheteria Digital.
A quadra da Unidos de Padre Miguel fica na Rua Mesquita, 8- Padre Miguel.
Serviço:
Festival de Samba do Boi Vermelho: Caju Pra Baixo, Leandro Sapucahy, Lelê Carlos, Bruna Almeida, Grupo Nossa Escolha, bateria Guerreiros da Unidos, Dj Du L da Vintém e Dj Lequinho.
Quadra da Unidos de Padre Miguel: Rua Mesquita, 8 – Padre Miguel
Sábado, dia 24 de junho, a partir das 20h
Ingressos: Pista: R$ 15,00
Televendas: 2197033-2599 / 2196427-9884
Vendas on-line: https://bilheteriadigital.com/festival-de-samba-do-boi-vermelho-24-de-junho
Fotos: Divulgação
Rafael Tinguinha fica solo comando do carro de som da Lins Imperial
A Lins Imperial, agremiação que desfilará na Ernani Cardoso pela Série Prata em 2024, voltará a ter como voz oficial para o próximo carnaval, apenas o intérprete Rafael Tinguinha. O cantor, que chegou à agremiação como reforço para o Carnaval 2017, assumirá pelo sétimo ano consecutivo o comando do carro de som da verde e rosa do Lins de Vasconcelos.

Filho do intérprete oficial da Unidos de Vila Isabel, Rafael Tinguinha é cantor e compositor e teve em 2018 sua primeira experiência como intérprete oficial em carreira solo. Oriundo da Herdeiros da Vila, escola de samba mirim pela qual cantou dos oito aos dezoito anos de idade, Tinguinha já teve passagem também pela escola de samba mirim Tijuquinha do Borel. No Grupo Especial já cantou ao lado de Tinga, seu pai, na Unidos de Vila Isabel e na Unidos da Tijuca, como apoio. No próximo carnaval também será intérprete oficial da Em Cima da Hora, na Série Ouro.
“Fiz um grande trabalho com o Lucas Donato. Tenho certeza que juntos trocamos muitas experiências e amadurecimento profissional. É uma amizade que cultivarei para o resto da minha vida. Desejo sorte e sucesso na sua nova caminhada, agora em São Paulo. Reassumir o comando sono do microfone é uma honra. A Lins Imperial é a minha casa, é a minha família. Me sinto totalmente à vontade por aqui”, revela o intérprete.
A agremiação do Grande Méier prepara festa de lançamento e apresentação da equipe do Carnaval 2024 para o dia 23 de julho. Para voltar a ser protagonista e retornar à Sapucaí, a escola planeja um pacote de reforços.
Unidos da Tijuca fará audição para Comissão de Frente neste sábado
A Unidos da Tijuca vai selecionar componentes para a Comissão de Frente que vai para a Avenida no próximo carnaval. A audição acontece neste sábado, 24 de junho, às 16h, na Escola de Dança Petite Danse, na Tijuca. Não é necessário fazer uma inscrição prévia.

O coreógrafo Sérgio Lobato busca por homens e mulheres de qualquer raça, acima de 18 anos, com aptidão para dança e disponibilidade para ensaios. O pré-requisito é ter experiência em algum tipo de dança: clássica, jazz, moderna ou urbana, carisma, projeção cênica e comprometimento. Para participar da audição, basta comparecer ao local da seleção, usando trajes leves.
No carnaval 2023, Sérgio Lobato fez história com a Tijuca na Sapucaí sendo a primeira escola a utilizar a iluminação da Avenida na projeção da apresentação para as cabines julgadoras. Cria da casa, foi na Unidos da Tijuca em 2006 que o artista assinou seu primeiro trabalho no Grupo Especial com o então carnavalesco Paulo Barros, no ano em que a agremiação falou sobre a música. Lobato, que já foi diretor artístico do Corpo de Baile do Theatro Municipal do Rio de Janeiro e do Teatro Bolshoi no Brasil, iniciará os trabalhos imediatamente após a audição e seleção do elenco.
Em 2024 a Unidos da Tijuca será a quinta escola a desfilar no domingo de carnaval, dia 11 de fevereiro na Marquês de Sapucaí pelo Grupo Especial com o enredo “O Conto de Fados”. A Escola de Dança Petite Danse fica localizada na rua Uruguai nº 463 – Tijuca
Vicente Pires e ARUC largam na frente por acesso para elite e título pelo campeonato do Grupo Especial nos desfiles de Brasília
Enfim, a espera acabou! Na noite da última sexta-feira os desfiles das escolas de samba de Brasília voltaram após nove anos. Sete agremiações passaram pela passarela Marcelo Sena, sendo quatro do Grupo de Acesso e três do Grupo Especial. Para entender como funciona, sete entidades da segunda divisão vão desfilar e terá um acesso e um descenso. Essa é uma nova regra implantada provisoriamente devido aos anos sem a realização das apresentações no Distrito Federal. Sendo assim, as destaques da noite foram Vicente Pires e ARUC. As escolas que desfilam no sábado terão que batalhar muito para alcançar as duas. Cumpriram toda a cartilha de uma agremiação de campeonato.
A Vicente Pires investiu e levou para o desfile o grande intérprete Wantuir e o casal de mestre-sala e porta-bandeira Sidclei Santos e Marcella Alves. Todos são experientes e renomados no carnaval do Rio de Janeiro. A agremiação que tem o verde como predominante ainda brincou com sua bateria e também teve destaque para a comissão de frente.
Gritados pela torcida na arquibancada, a ARUC foi impecável. Levou um contingente enorme de componentes. Alegorias, fantasias e toda a parte plástica da escola estavam alinhadas com o propósito e ambições que a maior campeã sempre teve. A frente do desfile com a comissão de frente, o casal de mestre-sala e porta-bandeira foi o destaque principal.
Grupo de Acesso
Coruja Serrana de Sobradinho II
Desfilando pelo Grupo de Acesso, a escola foi a responsável por abrir os desfiles de Brasília após nove anos. Porém o desempenho não foi satisfatório. Devido ao pequeno número de componentes, a Serrana não soube se comportar na pista e abriu vários buracos. Esses espaçamentos também se notaram entre as fileiras da ala. Além disso, deu para notar que a maioria dos desfilantes não sabiam o samba-enredo, que foi cantado pelo renomado intérprete Nêgo. Analisando a comissão de frente na cabine do meio, observou-se componentes fazendo danças e passos com os pés sem sincronismo.
Os pontos positivos ficam para o conjunto de fantasias. A escola optou por usar o colorido em praticamente todas as alas, principalmente, nas vestimentas da comissão de frente.
Outro fator a se destacar foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira. Executaram o bailado corretamente, mas a ala posterior não soube lidar com o tempo que a dupla precisou para se apresentar frente à cabine dos jurados e avançou um espaço considerável, configurando o buraco.
A bateria, que tinha o mestre Dinho, da Unidos de Padre Miguel, ajudando o mestre Rodrigo, teve um comportamento correto. Destaque para os surdos de marcação, que desfilaram com uma afinação grave.
Unidos de Vicente Pires
Uma grande apresentação! Com o enredo: “Nas águas sagradas desperta a Senhora da fertilidade do espelho de Oxum ao reflexo da força da mulher”, a Vicente Pires, segunda escola a desfilar na passarela, fez grande exibição de ponta a ponta. Começando pela comissão de frente, onde os integrantes desfilavam livremente e representavam certas entidades, como Exú ou Zé Pilintra carregando uma garrafa na mão. A personagem do enredo, a orixá Oxum foi a protagonista e desfilou com uma fantasia toda dourada.
Um dos destaques principais foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sidclei Santos e lAlves, que pegaram um avião diretamente do Rio de Janeiro, pediram licença ao Salgueiro e ostentaram o pavilhão da Vicente de forma brilhante.
Outro ponto que vale destacar de forma extremamente positiva é o intérprete Wantuir. O cantor teve uma noite exatamente de Rio de Janeiro. Se ele falava que estava se sentindo em casa, realmente – fechou os olhos e se imaginou na Sapucaí. Elevou de patamar o samba-enredo da agremiação, que é composto por Diego Nicolau, Dilson Marimba e Luciano Ibiapina.
Bateria com bossas nos refrões empolgaram, além de fantasias bem acabadas e criativas. Destaque para a primeira, que era toda preta e levava um escudo com uma frase escrita “O Brasil é Preto!”.
Unidos da Vila Paranoá
Terceira escola a desfilar, a Vila Paranoá teve grandes problemas de evolução. Perto do minuto 21 o abre-alas quebrou e começou a andar devagar. Isso criou um grande espaçamento entre a comissão de frente, carro abre-alas e casal de mestre-sala e porta-bandeira, o que ocasionou estresse nos integrantes de harmonia. A agremiação pode ser fortemente penalizada por isso, pois o fato ocorreu perto da cabine de jurados que fica localizada no centro da pista.
De resto se viu um desfile regular. Destaque para a bateria, que abusou das bossas em todas as partes do samba. O surdo de terceira foi predominante e pode ser registrado como característica do ritmo da agremiação.
As fantasias e alegorias eram monocromáticas e feitas com materiais simples, mas de fácil entendimento. Algumas com teor de praticamente roupas normais, como a fantasia da bateria. Os ritmistas desfilaram de regatas, chapéus e calças. Destaque para o abre-alas em vermelho e preto, que são as cores de Zé Pilintra, enredo da Vila Paranoá.
O tema da escola é intitulado como “Paixão, boemia, malandragem e fé, pode me chamar de seu Zé”. Uma homenagem à entidade da umbanda, Zé Pilintra.
Unidos do Varjão
Fechando os desfiles do Grupo de Acesso no primeiro dia, a Unidos do Varjão teve como enredo “Tim Maia”. Falando de componentes na pista, a parte de evolução foi segura. Não houve buracos e nem falhas do tipo. Porém, ninguém da escola sabia o samba e o canto foi nulo. Os desfilantes apenas dançavam de um lado para o outro.
Analisando o casal de mestre-sala e porta-bandeira frente à cabine do meio, foi observado que executaram somente a coreografia dentro do samba. Os giros horário e anti-horário não foram feitos.
O destaque principal vai para a bateria. Apesar do samba não render na voz dos componentes, o carro de som e o ritmo da agremiação corresponderam fortemente. A bateria brincou, fez festa e executou bossas dentro do hino inteiro da escola.
O mais importante é que a escola se preocupou em todo momento respeitar a história de Tim Maia e fazer a homenagem correta. As alegorias representaram muito bem isso, principalmente, a última que representava o “Edifício MPB”.
Grupo Especial
Unidos da Vila Planalto
Abrindo os desfiles do Grupo Especial, a Vila Planalto levou o enredo infantil intitulado como: “Gira Gira, Vamos Todos Cirandar, Vamos Dar a Meia Volta e Meia Volta, Vamos Dar, Pluft Plaft Zum, Não Vai a Lugar Nenhum…”. Com enredo leve, a escola teve um desfile de altos e baixos. Teve aspectos positivos e apresentou alguns problemas. O canto foi bastante prejudicado. A maioria dos componentes sabiam poucas partes do samba, principalmente, o refrão do meio que é a parte mais fácil de ser cantada. Em contrapartida, os integrantes que conheciam a letra, cantavam a plenos pulmões.
Outro problema é que nas duas alegorias, a Planalto apresentou falhas no acabamento. Especificamente na pintura das esculturas, sendo o abre-alas com partes brancas graves. Vale ressaltar que as ideias foram ótimas. O segundo carro da bruxa levando o terror foi muito bem elaborado, tinha iluminação, mas as falhas na pintura podem comprometer a escola.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira apresentou um bailado correto e aparentemente estavam bastante emocionados. A estratégia feita foi principalmente usar os giros horários e anti-horários.
A parte principal foi a comissão de frente. Uma entrada sensacional. Haviam duas crianças (um menino e uma menina) brincando em uma espécie de carrinho que tinha uma bola. Ainda dentro da comissão de frente, apresentavam componentes vestidos em coloridos com belas fantasias. Em determinada parte da coreografia, todos coreografavam juntos e faziam uma atuação brilhante. Remetendo a magia da infância. De fato, a melhor credencial apresentada.
Por fim, as fantasias tiveram um colorido predominante, visto que o tema pedia isso. Sem erros de acabamento e o material usado foi satisfatório.
Águia Imperial de Ceilândia
“África, berço da humanidade e do conhecimento” é o enredo que a segunda maior campeã do carnaval brasiliense levou para a avenida. Para contar o tema, a escola nove vezes campeã apostou em duas alegorias de estruturas impecáveis. Destaque para o abre-alas, com uma águia, que como diz no nome é o símbolo maior da agremiação. O segundo carro alegórico levou a savana africana com uma grande escultura de leão e outros animais.
Outro grande acerto da Águia foi a evolução. Diferente de todos os outros desfiles, a escola optou por fazer uma montagem diferente. Não fizeram o padrão de comissão, casal e alegoria. Isso deu problemas e ocasionou problemas nas outras adversárias. A montagem da Imperial consistia em: comissão de frente, abre-alas, duas alas e após os dois casais apareceram. Evitou os espaços indesejados.
Vale ressaltar a bateria. Forte pegada, bossas e grande empolgação dos ritmistas. Desenho dos tamborins, caixas e surdos se sobressaíram para a sonora da bateria se destacar.
O belo casal de mestre-sala e porta-bandeira foi um dos destaques da noite. Fizeram a coreografia dentro do samba, os giros rápidos e mostraram o pavilhão para a cabine com segurança.
Porém, a Águia foi outra escola que teve problema no canto. Muitas pessoas sabiam o hino, mas dava para notar que outros componentes estavam ali apenas compondo espaço para vestir a sua fantasia, se divertir e compor a evolução.
ARUC
A soberana, maior campeã do Carnaval do Distrito Federal com 31 títulos, foi a melhor entre as três do Especial na noite. Cumpriu todos os requisitos que uma escola precisa para ser vencedora. Os componentes cantaram, dançaram e vibraram com a volta dos desfiles na cidade. Teve festa na arquibancada assim que a ARUC foi anunciada. A torcida gritava o nome da agremiação. Serviu de combustível para os desfilantes darem o seu melhor. Até o momento, a ARUC é a escola a ser batida.
A entrada da escola foi sensacional. A comissão de frente mostrou um repertório de coreografia. Diferente das outras, a ala parou e se virou para as cabines de jurados com o objetivo de mostrar a sua dança.
O acabamento das alegorias ficou incrível. A águia, que é o símbolo da entidade, veio no abre-alas e a escultura apresentava um grande realismo. As fantasias usaram bem a palheta de cores e estavam bem feitas.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira teve um desempenho satisfatório. Destaque para a dança que não se viu em outro dançarino das escolas do Grupo Especial.
“Levanta, sacode a poeira e dá volta por cima” é o enredo. Se trata justamente da volta dos desfiles das escolas de samba e da resistência do samba.

