Já estão abertas as inscrições para a escolha da Rainha e Princesas do Carnaval 2024. O concurso, que promete movimentar o mundo do samba, tem como um dos principais requisitos a presença de todas as escolas e blocos de enredo, indicando a candidata que representará o estandarte. No entanto, isso não impede que inscrições individuais aconteçam, como tradicionalmente já é feito. O prazo se encerra no próximo dia 30 de junho e a inscrição é gratuita.
Foto: Alexandre Macieira/Riotur
Como requisitos, as candidatas precisam ser residentes e domiciliadas no Estado do Rio de Janeiro; ter no mínimo 18 (dezoito) anos completos na data da inscrição e ter concluído o ensino fundamental (antigo 1º Grau).
A primeira colocada receberá o prêmio de R$45.500 e cada princesa eleita (segundo e terceiro lugar) R$32.500. As eliminatórias serão a partir de agosto, em datas a serem definidas. A abertura das inscrições para o concurso de Rei Momo será anunciada posteriormente.
Para a realização da inscrição, as candidatas deverão apresentar cópias acompanhadas dos originais, dos seguintes documentos :
Identidade;
CPF;
Comprovante de residência no Estado do Rio (da propria, dos pais ou cônjuge);
Certificado ou declaração de escolaridade;
Número de inscrição no INSS/PIS/PASEP ou NIT;
01(uma) fotografia nítida e recente de corpo inteiro;
Atestado de aptidão física com data recente, com condições de saúde que permitam o cumprimento do contrato, caso sejam eleitas;
Declaração de próprio punho que reside no Rio;
Declaração de que não é servidora pública Federal, Estadual ou Municipal.
As inscrições são feitas pessoalmente, na sede da Riotur, na Rua Dom Marcos Barbosa nº 02 – 2º andar, Cidade Nova – Diretoria de Operações, no horário das 10:00h às 17:00h. Mais informações pelo e-mail: [email protected].
Anna Clara Gouvêa, de 21 anos, formada em moda, é a candidata da Leão de Nova Iguaçu, agremiação da Série Prata, para o concurso de Rainha do Carnaval 2024. A morena de muito samba no pé, começou no Leão de Nova Iguaçu em 2020, tendo participado da comissão de frente, logo após teve o prazer de defender o pavilhão, e hoje tem a honra de representar sua comunidade.
Anna Clara afirma que está preparada para o concurso e pretende levar o título inédito de rainha para Baixada Fluminense e para quadra da Leão.
A escola é a minha vida, desde que me entendo por gente eu vivo para o samba, e sobrevivo graças a ele, é o que me move. Estar nesse concurso é mostrar minha essência representando a minha escola”, disse.
A Unidos de Vila Isabel já tem uma representante para lutar pela coroa no concurso Rainha do Carnaval 2024, que vai definir a corte de Momo para os desfiles do próximo ano. Frequentadora da agremiação desde criança, Juliana Rangel, de 28 anos, tem uma relação antiga com o samba. Além de ser passista, já passou por alas de comunidade e desfilou até mesmo grávida.
Foto: Diego Mendes/Vila Isabel
“Sempre fui apaixonada pela Vila Isabel. No Carnaval de 2000, minha tia me levou para ver as alegorias na concentração e, desde então, nunca mais deixei de frequentar a agremiação. Até que, em 2013, tive a felicidade de poder desfilar grávida na ala de passistas e ainda ser campeã com a escola. Fui pé-quente”, conta a sambista.
Nascida em Niterói, em uma família que sempre gostou de Carnaval, Juliana já sambou até dentro de ônibus, no meio de um engarrafamento, quando tinha apenas 2 anos. Aos 10, começou a desfilar em escolas da cidade até chegar a Vila Isabel, em 2013. No desfile de 2023, conquistou o Estandarte de Ouro junto com a ala de passistas, um dos destaques na apresentação que levou a escola ao terceiro lugar do Grupo Especial. Ao todo, já são 18 anos vivenciando o mundo do samba.
“Existem coisas que só o Carnaval é capaz de proporcionar. Estou vivendo um sonho! É uma honra poder representar não só a ala de passistas, mas toda a comunidade de Vila Isabel nesse concurso. Será uma jornada de muita dedicação e amor ao samba”, ressalta a passista.
Organizado pela Riotur, o concurso Rainha do Carnaval 2024 vai contar com representantes de agremiações de diversos grupos que, ao longo das etapas, vão avançando até a grande final, que vai coroar uma rainha e duas princesas. A previsão é que a primeira eliminatória seja realizada em agosto.
A Estação Primeira terá sua representante no concurso da Corte do Carnaval de 2024. Bruna Menezes, carinhosamente conhecida por todos na Verde e Rosa como “Bruneca”, representará a Mangueira na disputa.
Foto: Divulgação
Bisneta do compositor e baluarte Preto Rico, Bruna deu seus primeiros passos na escola ainda na primeira infância. Iniciou sua trajetória no carnaval em 2015, na Mangueira do Amanhã e, posteriormente, em 2017, conquistou o lugar de 1ª Princesa da escola mirim.
No carnaval de 2023 fez sua estreia na ala de passistas da Mangueira e, aos 18 anos, será a representante da verde e rosa no concurso para buscar a coroa de Rainha do Carnaval do Rio em 2024.
“Estou grata e muito feliz com essa grande oportunidade, representar a Estação Primeira de Mangueira é de extrema responsabilidade, estamos confiantes em levar uma bela apresentação. Farei jus à confiança dada pela minha escola, levando o meu melhor para representar a minha ala de passistas. Trabalharemos firme para trazer a faixa e coroa para casa”, encerra.
A Superliga Carnavalesca do Brasil realiza nesta segunda-feira, a partir das 18h, o sorteio que definirá a ordem dos desfiles das escolas da “Nova Intendente Magalhães” para o Carnaval 2024. A instituição representa as agremiações das séries Prata e Bronze, além do Grupo de Avaliação. O site CARNAVALESCO, em parceria com a produtora Fita Amarela, fará a transmissão ao vivo.
“É uma honra ter com a gente o ‘Fita Amarela’. É a melhor produtora para essas transmissões, equipe de muita qualidade, e que tem o total conhecimento para coberturas de eventos ao vivo com as escolas de samba. Fico feliz de podermos dar um tratamento muito especial para todas escolas de samba das séries Prata e Bronze. Com a transmissão ao vivo, nós estamos valorizando os artistas que produzem o carnaval o ano inteiro”, disse o jornalista Alberto João, responsável pelo site CARNAVALESCO.
Pedro Silva, recentemente eleito presidente da instituição, acredita que este é mais um passo para que o “Carnaval do Povo” passe a ter cada vez mais visibilidade junto ao público. “Reafirmamos nosso compromisso em fortalecer e promover as agremiações que desfilam nas séries Prata e Bronze, reconhecendo sua importância cultural e artística dentro do cenário do carnaval carioca”, comentou.
O sorteio, que acontecerá no Baródromo (Rua Dona Zulmira 41, Maracanã), será conduzido no formato de pares pré-definidos, onde serão sorteadas as ordens de desfile para as 57 escolas das séries Prata e Bronze.
Além do sorteio, o evento, que reunirá presidentes e outros integrantes das agremiações, também servirá para apresentação da nova diretoria da Superliga.
Após nove anos sem desfiles, Brasília consagrou a Asa Norte, mais uma vez, a campeã do Grupo Especial. Antes da paralisação, a agremiação vinha de um tricampeonato consecutivo. Sendo assim, ele alcançou o tetracampeonato. Ela somou 268,4 pontos. Em segundo lugar terminou a Águia Imperial com 267,2. Aruc ficou em terceiro com 267,1. A Vila Planalto e Bola Preta ficaram na última e penúltima posições, respectivamente.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
Como foi o desfile campeão
Com o enredo “Mulheres pretas do Brasil”, a escola levou um forte desfile para a avenida com um grande contingente e destaque para o conjunto impecável dos quesitos. A comissão fazia um lindo ato cênico. Como o enredo se tratava de mulheres pretas, componentes da ala faziam danças e encenavam em volta de uma personagem que representava uma Preta Velha. A integrante, vestida toda de branca e com manta cinza, estava com uma bengala. Ora ficava presa em uma jaula, simbolizando o sofrimento. Sem dúvida, foi a comissão de frente mais impactante do Grupo Especial.
O abre-alas teve um grande contraste esteticamente. Muita iluminação vermelha na parte debaixo junto com as esculturas. No centro havia um navio. Provavelmente simbolizando os negreiros, com a chegada delas no Brasil, a princípio como escravas.
Entre todas as escolas que passou na avenida, a Asa Norte foi a que apresentou o samba mais forte. Mesmo assim, igualou o nível de canto da ARUC, que é a grande adversária para vencer o carnaval.
Em análise na cabine central, o casal de mestre-sala e porta-bandeira fez um desempenho para lá de satisfatório. A coreografia dentro do samba respeitou toda a melodia e fez sentido com a letra, além dos giros horário e anti-horário que a dupla realizou.
Vale ressaltar que devido ao enredo, várias mulheres pretas foram homenageadas no desfile, como Alcione, Dona Ivone Lara, Leci Brandão, entre outras.
Uma grande apresentação! Assim, a Unidos de Vicente Pires conquistou o título do Grupo de Acesso de Brasília. A escola levou para Avenida o enredo: “Nas águas sagradas desperta a Senhora da fertilidade do espelho de Oxum ao reflexo da força da mulher”. A agremiação fez grande exibição de ponta a ponta. Em segundo terminou a Capela Imperial e em terceiro ficou a Unidos do Varjão. A campeã ganhou por um décimo marcando 268,1 pontos contra 268 da vice e 266,9 da terceira.
Fotos de Gustavo Lima/CARNAVALESCO
Como foi o desfile
Começando pela comissão de frente, onde os integrantes desfilavam livremente e representavam certas entidades, como Exú ou Zé Pilintra carregando uma garrafa na mão. A personagem do enredo, a orixá Oxum foi a protagonista e desfilou com uma fantasia toda dourada.
Um dos destaques principais foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Sidclei Santos e lAlves, que pegaram um avião diretamente do Rio de Janeiro, pediram licença ao Salgueiro e ostentaram o pavilhão da Vicente de forma brilhante.
Outro ponto que vale destacar de forma extremamente positiva é o intérprete Wantuir. O cantor teve uma noite exatamente de Rio de Janeiro. Se ele falava que estava se sentindo em casa, realmente – fechou os olhos e se imaginou na Sapucaí. Elevou de patamar o samba-enredo da agremiação, que é composto por Diego Nicolau, Dilson Marimba e Luciano Ibiapina.
Bateria com bossas nos refrões empolgaram, além de fantasias bem acabadas e criativas. Destaque para a primeira, que era toda preta e levava um escudo com uma frase escrita “O Brasil é Preto!”.
Célia Domingues é diretora da Estação Primeira Mangueira e contribuiu artisticamente várias vezes no carnaval brasileiro. Nos desfiles de Brasília não foi diferente. Antes da pandemia se iniciou uma discussão de um projeto de oficina de escolas de samba com o objetivo de aprimorar artistas brasilienses e capacitar outros com interesse em ingressar no meio.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
A diretora ficou responsável pela parte artística e, junto com os alunos, criou belas fantasias. O sucesso do trabalho foi tanto, que as vestimentas estão expostas na Biblioteca Nacional de Brasília, em um lugar exclusivo somente para elas. Em entrevista com o CARNAVALESCO, Célia contou o funcionamento das aulas e oficinas.
“Foi um trabalho feito com alunos das escolas de Brasília que participaram de várias oficinas, inclusive a de figurinos. Tivemos 10 horas de aulas por dia. Foi muito gratificante com a mentoria do Milton Cunha com a minha coordenação. Várias pessoas do carnaval de Brasília que já são profissionais, mas que estavam lá como alunos para se aperfeiçoar e atualizar”, contou.
Conexão entre cidades
A diretora falou sobre como as cidades se uniram: Brasília, Rio e São Paulo, mas especialmente os cariocas. Célia citou várias pessoas. De fato, pudemos ver personalidades como Wantuir, Ito Melodia, Nêgo, mestre Dinho, o casal do Salgueiro, Sidclei e Marcella, a corte do carnaval de São Paulo, entre tantos outros.
“Existe uma proximidade entre as pessoas de Rio e Brasília. Sejam eles intérpretes, mestre-sala e porta-bandeira, aderecistas, carnavalescos, compositores e historiadores para sempre participar e ter uma personalidade nos encontros para incentivar as pessoas daqui. Existe essas atividades e eu acho que ficaram muito próximas de Rio e São Paulo. As duas cidades abraçaram os desfiles para não deixar acabar, sem dúvidas”, declarou.
Célia contou como surgiu a ideia do projeto. É claro que a pandemia foi algo terrível e adiou tudo, mas neste caso em específico serviu para pensar melhor como andaria a estratégia.
“Antes da pandemia, a subsecretária foi ao Rio com a Delma. Nós fizemos um tour pelas escolas de samba e sambódromo para ver como as coisas aconteciam. Quando começou a escrever esse projeto veio a pandemia. Daí tivemos mais tempo para ter tranquilidade para pensar com mais sabedoria. Enquanto isso ela ia articulando com os secretários quando se poderia criar uma escola de Carnaval. Quando a pandemia amenizou, a gente começou a fazer esse trabalho aqui. Foi uma troca importante. Nos tornamos irmãos”, disse.
O mundo da moda ganhou uma nova estrela no último final de semana durante o desfile de Eco Fashion, na estação da CCR Barcas, tendo como cenário de fundo a Baia de Guanabara. O evento trouxe da passarela do samba para as passarelas da moda a passista da Alessandra dos Santos Silva, da Grande Rio, que teve o braço esquerdo amputado durante uma cirurgia para a remoção de um mioma.
Fotos: Hilton Vieira Aquino/Studio Y
Após enfrentar a perda do braço, ela não permitiu que isso a impedisse de seguir seus sonhos. No desfile de Eco Fashion, Alessandra surpreendeu a todos ao criar e ser responsável pelo próprio look, utilizando materiais recicláveis transformados em verdadeiras obras de arte. Sua mensagem poderosa ecoou, destacando a importância de cuidarmos do planeta e repensarmos hábitos de consumo.
O evento, organizado pelo fotógrafo Yuri Graneiro, superou todas as expectativas. Cerca de 40 alunos do curso de moda e modelo do Madureira Shopping também brilharam na passarela, exibindo suas criações incríveis feitas a partir de materiais reciclados. A criatividade, originalidade e a mensagem impactante de sustentabilidade permearam cada desfile, conquistando a atenção dos grandes nomes do cenário da moda.
Os carnavalescos da Portela, André Rodriguese Antônio Gonzaga, estiveram presentes. Com apresentação da Julie Alves, o evento foi prestigiado estilista Almir França, o produtor Rodrigo Bassin e Sol, ex-participante do Big Brother Brasil 4.
Na noite do último sábado, ocorreu o segundo dia de desfiles de Brasília. Desta vez, seis escolas do Distrito Federal se apresentaram para totalizar as 13 que fazem parte da folia. O apresentador, Milton Cunha, comandou a live do CARNAVALESCO e ainda anunciou todas agremiações para o público. Falando da pista, a Vicente Martins e ARUC ganharam dois adversários fortíssimos. A Capela Imperial e a Asa Norte. Essa última é a atual tricampeã seguida há nove anos atrás e pretende buscar mais um caneco. Com o enredo “Mulheres pretas do Brasil”, a escola levou um forte desfile para a avenida com um grande contingente e destaque para o conjunto impecável dos quesitos. A Capela Imperial, do Acesso, vai brigar forte com a Vicente Pires. Uma escola totalmente organizada e que cantou forte na passarela.
Portanto, no balanço geral, quatro escolas se destacaram: Vicente Pires e Capela Imperial pelo Acesso e ARUC e Asa Norte estão na briga pelo grande título. A agremiação que levar fará história. Será marcada como aquela que levou o campeonato após nove anos de paralisação. Agora, resta ver a apuração neste domingo.
Grupo de Acesso
Acadêmicos do Riacho Fundo II
Primeira escola a desfilar no sábado, a Riacho Fundo levou para a avenida o enredo “Em volta da mesa, um brinde com vinho português e a cachaça brasileira: ‘Tim tim’ Riacho Fundo”. O desfile teve como ponto positivo a comissão de frente, onde fizeram uma encenação dentro do samba coreografando pela pista toda. Em determinado momento usavam correntes em uma espécie de cabo de guerra.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
1 de 4
Sem contar a bateria e comissão de frente, a agremiação levou seis alas para a passarela Marcelo Sena, só que apenas uma era a ‘popular’. As outras eram de coreografias, baianas e passistas. A harmonia não fluiu e poucos componentes sabiam cantar o hino.
Houve uma pequena falha na evolução nas cabines do meio. O casal de mestre-sala e porta-bandeira demorou para estender o pavilhão dentro da coreografia, a ala atrás avançou rapidamente e deixou um buraco entre os componentes e o carro abre-alas, mas tal erro foi rapidamente corrigido. Falando sobre o casal, a dupla teve um desempenho satisfatório.
Capela Imperial de Taguatingá
Com o enredo “Taguatingas: A ave branca”, a escola fez um grande desfile nesta noite. Pode brigar pelo acesso ao Grupo Especial, pois todos os quesitos foram efetuados de forma correta. O canto da comunidade ecoou muito forte. Isso deu para notar nas paradinhas que a bateria de mestra Maiara realizou nos últimos versos com passagem para o refrão principal. Realmente foi um show de batucada. Um ‘open’ de bossas que levantou e esquentou o público presente na arquibancada. Contudo, há de se ressaltar que o nível está acirrado com a Vicente Pires.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
1 de 5
Vale destacar o intérprete Nino do Milênio, mais um grande cantor carioca assumindo os microfones de uma escola de Brasília, assim como Nêgo, Wantuir e Ito Melodia.
A comissão de frente com um componente simbolizando um índio com cajado na mão e outras integrantes femininas fizeram uma grande apresentação. Uma mistura de coreografia padrão com dança encenada deram o tom.
E o outro destaque positivo foi o casal de mestre-sala e porta-bandeira. A dupla parou em frente a cabine de jurados e fez uma coreografia muito criativa dentro do samba-enredo.
Acadêmicos de Santa Maria
“No vôo da Coruja! O folclore que encanta o Pará”, é o enredo que levou a escola verde e branca para a avenida. O começo com a comissão de frente foi satisfatório. Uma bela apresentação com encenação de pescadores no barco e outros personagens fazendo o papel de rio.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
1 de 4
Entretanto, a agremiação teve sérios problemas com alegorias. Não deu para identificar qual local onde o abre-alas ficou localizado. Se houve um pequeno tripé após a comissão com o nome da escola e outro de uma santa. Um carro alegórico de verdade mesmo foi aparecer no final do desfile, porém com falhas de acabamento. Havia esculturas de cabeças de onças, papagaios e uma criatura na frente, mas para esconder os erros se colocou panos das cores marrom e verde.
A Santa Maria foi mais uma escola de Brasília que sofreu com o canto. Nitidamente os componentes não sabiam o samba ou simplesmente não cantavam. A bateria tentou acelerar o andamento.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira optou por fazer uma apresentação estratégica. Em análise na cabine do meio, observou-se uma dupla que realizou apenas os giros horário e anti-horário. Não realizaram a coreografia dentro do samba.
Grupo Especial
Mocidade do Gama
A escola apresentou uma comissão de frente com muita criatividade. A ala adotou uma estratégia de se apresentar apenas nas cabines de jurado. Ou seja, parte das arquibancadas não conseguia ver muito a encenação. Porém, a atuação consistia em São Jorge, enredo da agremiação, ficar parado entre guardiões em um primeiro momento dentro do pequeno tripé e após ocorrer algumas trocas de elenco. O detalhe principal é que essa mudança eram as mesmas pessoas, que se trocavam em um instante e voltavam para a pista com o novo figurino.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
1 de 5
Os carros alegóricos foram destaques da Mocidade, apesar de uma pequena falha na último. O abre-alas teve uma ideia interessante. Conseguiram de forma satisfatória reproduzir a Capadócia de Jorge. O carro era todo dourado em formato do próprio castelo, além dos balões, dando um contraste interessante no desfile. Vale destacar as outras duas alegorias, a segunda levou a famosa imagem de São Jorge matando o dragão. E a terceira alegoria tinha a imagem do orixá Oxalá, dando a entender que o carro representa o sincretismo religioso.
Há de se destacar a bateria. Apresentou bossas interessantes para marcar o samba. A batucada da Mocidade levou o instrumento lírio. Vale a ousadia e a inovação sempre.
Pode-se dizer que qualquer vacilo de qualquer coirmã na apuração, a Mocidade da Gama estará ali para atrapalhar. O enredo “Jorge da Capadócia – Santo Guerreiro: Mocidade canta em devoção!” fez sucesso na Avenida.
Bola Preta de Sobradinho
Com o enredo “Bola Preta de Ser”, a escola teve um desfile com altos e baixos. Primeiramente, estava dando tudo certo com a comissão de frente. Uma coreografia, livre, sorridente e de encantar. Porém, perto da cabine do meio, três calçados de componentes saíram. Os erros são visíveis e provavelmente vão perder pontos por isso.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
1 de 3
O pior problema foi por volta dos 25 a 28 minutos de desfile. Por essa minutagem os desfilantes, orientados pela harmonia, começaram com uma correria um tanto desnecessária, visto que o tempo ainda era folgado. Os buracos foram inevitáveis, tanto entre as alas, como nas fileiras dentro. Principalmente, após a ala dos bois. Tal momento complicado de evolução durou mais de metade da avenida
Um ponto positivo da escola é que, diferente das outras, a maioria dos componentes sabiam o samba. A melodia do carro de som foi colocada para frente e os desfilantes deram o gás necessário em suas vozes. O hino de letra leve e entendimento fácil também ajudou.
Analisando o casal de mestre-sala e porta-bandeira na cabine central dos jurados, notou-se uma apresentação segura. O foco da dupla foi executar os movimentos horário e anti-horário de maneira correta.
Acadêmicos da Asa Norte
Talvez, a mais aguardada, devido ao tricampeonato seguido antes da paralisação dos desfiles em Brasília (2012, 2013,2014), a Asa Norte levou o enredo “Mulheres pretas do Brasil”. E foi um grande desfile. Com certeza entrou na disputa com a ARUC pelo campeonato.
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
1 de 4
Fotos: Gustavo Lima/CARNAVALESCO
A comissão fazia um lindo ato cênico. Como o enredo se tratava de mulheres pretas, componentes da ala faziam danças e encenavam em volta de uma personagem que representava uma Preta Velha. A integrante, vestida toda de branca e com manta cinza, estava com uma bengala. Ora ficava presa em uma jaula, simbolizando o sofrimento. Sem dúvida, foi a comissão de frente mais impactante do Grupo Especial.
O abre-alas teve um grande contraste esteticamente. Muita iluminação vermelha na parte debaixo junto com as esculturas. No centro havia um navio. Provavelmente simbolizando os negreiros, com a chegada delas no Brasil, a princípio como escravas.
Entre todas as escolas que passou na avenida, a Asa Norte foi a que apresentou o samba mais forte. Mesmo assim, igualou o nível de canto da ARUC, que é a grande adversária para vencer o carnaval.
Em análise na cabine central, o casal de mestre-sala e porta-bandeira fez um desempenho para lá de satisfatório. A coreografia dentro do samba respeitou toda a melodia e fez sentido com a letra, além dos giros horário e anti-horário que a dupla realizou.
Vale ressaltar que devido ao enredo, várias mulheres pretas foram homenageadas no desfile, como Alcione, Dona Ivone Lara, Leci Brandão, entre outras.