A Mocidade Unida da Mooca anunciou que Valeska Reis é a nova rainha de bateria da escola para o Carnaval 2024. A agremiação está no Grupo de Acesso 1 de São Paulo. A escolhida falou sobre o momento na agremiação.
Foto: Divulgação
“O carnaval de São Paulo me projetou, me apresentou a vocês e hoje tô aqui pra contar que inicio um novo capítulo na minha história no carnaval. A MUM (Mocidade Unida da Mooca) é uma jovem 36 anos, ela tem uma história linda e apresenta carnavais cheios de fundamento! É uma escola que valoriza raizes africanas e que faz questão de demonstrar isso a cada ensaio de quadra, a cada desfile. O fogo tem uma simbologia espiritual, mas se funde com o nome carinhoso dessa bateria comandada pelo talentosíssimo mestre Dennys que já conheço a tanto tempo. Agora tenho uma “Chapa Quente” pra chamar de minha e cada instrumento seu, faço questão de acompanhar em cada passo que fizer sambando”, disse.
Rafael Falanga, presidente da MUM, responsável por fazer essa nova parceria acontecer comentou a escolha por Valeska: “É com grande alegria e satisfação que recebemos e anunciamos como rainha de bateria: Valeska Reis na nossa querida MUM. Sua presença abrilhanta ainda mais nosso projeto, representando a força e a beleza da mulher negra brasileira. Tanta experiência e representatividade nos dá a certeza que a ressonância desse desfile ultrapassará as faixas amarelas do sambódromo. Estamos muito felizes! Preparem-se para um desfile inesquecível”.
O comandante da bateria “Chapa Quente”, mestre Dennys, também comentou a chegada da rainha: “Valeska Reis é uma parceira de anos e foi uma grata surpresa quando soube de sua vinda para a Mocidade Unida da Mooca. Tenho certeza que seu samba no pé, humildade e sinergia com a Bateria Chapa Quente vão conquistar em poucos dias o carinho da comunidade. Seja bem vinda Va!”.
O intérprete da Mocidade Independente, Zé Paulo Sierra, é o primeiro convidado do Resenha CARNAVALESCO. No programa de estreia da temporada, o cantor falou sobre a chegada na estrela-guia de Padre Miguel e relatou que a sua relação com a escola teve início muito antes disso.
“Já era um namoro antigo. Fui campeão lá da disputa de samba-enredo para o Carnaval de 2017. Aliás, logo após o ‘Alabê de Jerusalém’, eu quase fui para Mocidade. No entanto, na época, decidi continuar na Viradouro. O Gustavo Clarão, que era o presidente da escola, pediu para eu ficar, disse que eu seria o novo Dominguinhos do Estácio, que eu permaneceria por um tempão no comando do carro de som, e era o que queria realmente, mesmo com todas as dificuldades. Não me arrependo dessa minha decisão, pois as coisas acontecem quando de fato é para ser. Esse meu encontro agora com a Mocidade foi bom para todos os lados. A escola estava precisando respirar uma coisa nova e eu também”, declarou o cantor.
Após nove carnavais como voz oficial da Unidos do Viradouro, a saída de Zé Paulo foi anunciada no começo de março deste ano. O intérprete deixou a vermelha e branca de Niterói após o vice-campeonato de 2023 e por pouco não superou o recorde de Dominguinhos do Estácio, que por onze desfiles foi o responsável por defender o microfone principal da agremiação.
No bate-papo, Zé Paulo falou sobre o fim desse ciclo. Ele comentou os décimos descontados no quesito harmonia no último Carnaval, que foram atribuídos a supostas falhas do carro de som.
“Na quarta-feira de Cinzas eu fiquei muito triste, porque foi no meu quesito que a gente perdeu o Carnaval. Se tivéssemos a pontuação que a Beija-Flor teve em harmonia, a Viradouro era campeã. E quando veio a justificativa, para mim, não ficou conclusivo o que aconteceu. Falaram em desencontro, mas aonde foi? Falaram em falta de afinação, mas isso ocorreu em que momento? Como é possível ter dois jurados em uma cabine, um dar nota 10 e o outro 9,9?”, indagou Zé Paulo.
Ainda sobre o atual modelo de julgamento dos desfiles, o intérprete assegurou que é necessário uma reformulação. “Virou um julgamento musical o quesito harmonia e, sendo assim, não pode ter ‘eu acho’ na justificativa. Música não tem ‘eu acho’. É ou não é. Se querem seguir esse caminho, tem que ser técnico. Não pode dizer que desafinou, desencontrou, que está fora de tom baseado apenas em achismo”, pontuou.
“Se eu corro o risco de acabar perdendo o emprego por causa de mau julgamento, de uma avaliação ruim, os jurados também têm que ser cobrados caso errem. Isso precisa ser bem equilibrado”, completou o intérprete.
A temporada do Resenha CARNAVALESCO irá até o Carnaval de 2024, com episódios semanais no YouTube.
A Beija-Flor de Nilópolis reuniu os representantes dos principais segmentos na quadra, na noite de segunda-feira, para um momento especial: mostrar os desenhos dos figurinos para o Carnaval 2024. Estiveram presentes diretores de harmonia, de bateria, musas e destaques.
Fotos: Eduardo Hollanda/Beija-Flor
“Esse primeiro contato das lideranças com as fantasias, mesmo ainda na ilustração, é fundamental para que todos os segmentos tenham uma ideia do que vem por aí. Estamos ansiosos agora para apresentar os protótipos à comunidade”, destacou o carnavalesco João Vitor Araújo.
A azul e branca será a segunda escola a desfilar no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, com o enredo “Um delírio de Carnaval na Maceió de Rás Gonguila”, que contará a história de Benedito dos Santos, um importante personagem da cultura alagoana, fundador do Cavaleiro dos Montes, um dos blocos de rua mais tradicionais de Maceió.
Atualmente, a agremiação está na fase de disputa de samba-enredo, onde 10 obras permanecem com chances. A próxima etapa acontecerá no dia 17 de agosto.
A azul e amarelo de São Cristóvão inicia os ensaios para o próximo Carnaval nesta sexta-feira, 4. A partir das 22h, a quadra do Paraíso do Tuiuti irá receber a Imperatriz Leopoldinense para o lançamento oficial do samba-enredo de 2024. Haverá apresentações de todos os segmentos da atual campeã do Grupo Especial do Rio. Os ingressos custam R$ 20 e podem ser adquiridos pelo telefone (21) 97398-1021.
“Vamos fazer uma grande festa para começarmos com o pé direito nossa temporada para o desfile de 2024. Já estamos com todos os quesitos completos e agora é ensaiar para garantirmos as notas máximas. Será também o primeiro contato do público com nosso samba-enredo”, disse o presidente Renato Thor.
No ano que vem, o Paraíso do Tuiuti desfila com o enredo “Glória ao Almirante Negro!”, do carnavalesco Jack Vasconcelos. O tema é uma homenagem a vida e história de João Cândido, marinheiro brasileiro que se empenhou na luta contra os maus-tratos, a má alimentação e as chibatas sofridas pelos colegas. O Tuiuti será a quinta escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval.
Serviço:
Lançamento do samba-enredo do Paraíso do Tuiuti para 2024 com Imperatriz Leopoldinense
Data: Sexta-feira, dia 4 de agosto
Horário: a partir das 22h
Endereço: Campo de São Cristóvão, nº 33, em São Cristóvão – RJ
Entrada: R$ 20
O Teatro da Biblioteca Parque do Rio de Janeiro recebeu, na última segunda-feira, uma sessão única e exclusiva do documentário “Rosa – A narradora de outros Brasis”, de Valmir Moratelli, em parceria com Libário Nogueira. O filme, que foi premiado na 2ª edição do Festival de Cinema de Vassouras, acompanha a trajetória da carnavalesca Rosa Magalhães em seu último trabalho até aqui, à frente da Paraíso do Tuiuti em 2023. Temas como o machismo e o preconceito com a cultura popular estão presentes na obra, que intercala falas da própria homenageada com depoimentos de quem conviveu com ela e imagens de desfiles que marcaram a carreira da artista.
Fotos: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO
Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o diretor e roteirista do documentário, Valmir Moratelli, explicou de onde veio a ideia de produzir um longa dedicado a Rosa Magalhães. Ele também narrou todo o processo até o projeto ganhar vida nas telas.
“A gente já tinha feito um filme intitulado de ‘Prateados’, sobre pessoas idosas, e de alguma forma estávamos procurando uma personagem que pudesse falar sobre outros temas. Sempre buscamos em nossas produções dar visibilidade a grupos que são geralmente esquecidos durante o ano e o carnaval acaba entrando nisso também. Querendo ou não, a grande maioria das pessoas não conhecem os bastidores do que é o Carnaval. E, para quem conhece e quem trabalha com isso, sabe que a figura da Rosa é única. A ideia de falar sobre ela propriamente surgiu quando eu estava assistindo o filme sobre o Joãozinho Trinta. Eu fiquei pensando quem hoje seria a pessoa que poderia representar isso tudo. Eu mandei esse filme para o Libário e disse que a gente tinha que buscar uma personagem assim. Quando eu fiz isso, eu meio que já sabia quem que seria, que representaria tudo isso no Carnaval hoje, e era a Rosa Magalhães. Ele na mesma hora topou e embarcamos nessa ideia”, disse Moratelli.
Valmir Moratelli e Libário Nogueira são os diretores do filme
“A partir daí, a gente foi atrás da Rosa e tentou convencê-la durante uma semana. Fiquei ligando direto, perturbando, e o Fábio Fabato teve um papel importante para que conseguimos um sim. Ele, como amigo da Rosa, fez essa ponte, apresentou a gente a ela. O engraçado é que quando fomos na casa dela apenas para poder conhecer, fazer uma visita técnica, já levamos câmera, equipamento, e começamos a gravar o filme. Saímos de lá encantados”, completou.
Também diretor do filme, Libário Nogueira detalhou ao site CARNAVALESCO sobre a mensagem que o filme busca deixar no público. De acordo com ele, a principal é a importância de ser enaltecer as manifestações culturais tipicamente brasileiras, em especial as de origem mais popular.
“Nossa maior intenção é realmente trazer essa valorização do que é arte popular brasileira. Como é mencionado no próprio filme, o próprio brasileiro não conhece a arte que tem, o poder que o carnaval possui. Então, a primeira instância é mostrar para o povo brasileiro o que nós temos, e muitas vezes desconhecemos. Em seguida, potencializar isso cada vez mais para o mundo”, garantiu.
Libário exaltou que a obra abre espaço para refletir sobre o papel da mulher na sociedade. “No nosso filme, a gente descobre como uma mulher que resistiu por mais de 40 anos na Sapucaí acaba inspirando outras mulheres em todos os setores. Rosa é resistência, é mulher que acredita em si e inspira outras mulheres. Acredito que é uma das principais mensagens que a gente traz ao público, de uma forma mais ampla”, comentou.
Logo após a sessão, o público presente pode conferir um bate-papo com os diretores do documentário. O jornalista Fábio Fabato e o carnavalesco e comentarista Milton Cunha foram os dois convidados especiais dessa roda de conversa, ambos amigos próximos de Rosa Magalhães, além de estudiosos do trabalho realizado ao longo de décadas pela artista.
Jornalista Fábio Fabato
“Trata-se da artista em atividade, porque eu a considero ainda assim, mais completa do Carnaval. Quando morrem Fernando Pinto e Arlindo Rodrigues em 1987, quase que no mesmo mês, a festa fica carente de um representante do barroco e outro do estilo indianista. A Rosa Magalhães acaba abraçando esses dois conceitos. Apesar de já ter um título em 1982, é a partir da década de 1990 que ela decola, justamente incorporando esses dois elementos, o do Arlindo e o do Fernando. Uma mulher, em um ambiente absolutamente masculino, muito machista, que representa a força feminina, da arte feminina, e que é a grande professora de todos. Então, eu fico muito emocionado. Acho que a gente tem que louvar a sétima arte de Carnaval, sobretudo quando exalta personagens como a Rosa. E fazer isso com ela em vida é algo ainda mais fantástico, necessário, fundamental, igual o enredo de escola de samba. Eu acho que Rosa tem que ser enredo um dia, de preferência da Imperatriz Leopoldinense, em vida, ou seja, desfilando. Nós temos que celebrar os nossos valores. Em um país que tem um falso compromisso com a memória, que não abraça, é importante a gente contar grandes histórias. E ela como uma grande contadora de histórias, nada melhor do que ter a história dela sendo contada”, avaliou Fabato em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO.
Comentarista Milton Cunha
“Ela é uma deusa, porque ela compreende o alcance cultural que possuí, mas ao mesmo tempo se coloca dizendo: ‘Olha, gente, eu sou a perfumaria e o samba é o poderoso, a comunidade’. Então, eu acho que ela tem uma visão esclarecida da importância do povo dentro da estrutura. E fazer um filme sobre ela, é jogar os conteúdos de Carnaval que estão em livros impressos nesse audiovisual. Na minha visão, cada vez mais essa indústria vai começar a avançar nos documentários e nas ficções sobre os sambistas. Tomara que o filme premiado dela seja inspirador para que o cinema, a televisão, se dedique a isso. E que bom ter início com uma mulher que é tão emblemática, que tem tanto a dizer sobre a cultura do nosso país, e tudo isso de uma forma muito direta, muito clara. Por exemplo, quando ela pega os camelos que eram chiquérrimos, mas que não tinham o balanço do nosso sertão, ela está dizendo que nós sambistas temos a ginga e que esse outro povo tem um balanço lá deles, mas que não serve para a gente. Dessa forma, ter o filme sobre Rosa é mostrar o gingado da nossa deusa, a deusa magalha”, relatou Milton Cunha, também em conversa ao site CARNAVALESCO.
Além de Fabato e Milton, diversos nomes ligados ao Carnaval carioca e a Rosa Magalhães estiveram presentes no evento de exibição do documentário, organizado pelo site CARNAVALESCO. Entre as figuras ilustres, estavam o atual diretor executivo da Unidos do Viradouro, Marcelinho Calil, e a presidente da Imperatriz Leopoldinense, Cátia Drumond.
Diretor executivo da Unidos do Viradouro, Marcelinho Calil
“Todo mundo chama a Rosa de professora e não é atoa. Ela realmente marcou época, conseguiu apresentar na Marquês de Sapucaí carnavais memoráveis. Então, a gente que já tem no país tanta dificuldade em reverenciar os nossos ídolos, é muito importante poder homenagear Rosa Magalhães. Uma mulher, uma artista, que de fato sempre foi a frente do seu tempo e contribuiu absurdamente para a festa, de forma material e principalmente imaterial. Infelizmente, não tive a oportunidade de trabalhar com a Rosa, mas não poderia deixar de estar aqui para aplaudi-la”, declarou Marcelinho Calil.
“A Rosa é a essência da Imperatriz, do Carnaval como um todo. É a mestra, a professora, que ensinou muito desses novatos que estão aí em atividade. É alguém que a gente sente falta. Não ter a Rosa, agora no Carnaval de 2024, vai ser um impacto muito grande. Quem trabalhou, quem conhece, vai sentir essa ausência”, pontuou Cátia Drumond.
Presidente da Imperatriz Leopoldinense, Cátia Drumond
A presidente da Imperatriz ainda falou sobre a relação pessoal dela com Rosa Magalhães. Antes de assumir o comando da agremiação, Cátia Drumond passou por diferentes funções dentro do barracão, como almoxarife e chefe do setor de compras, tendo atuado por muito anos ao lado da carnavalesca.
“Tive o prazer de trabalhar com ela. Eu ainda aprendendo no barracão, engatinhando, pude ter essa convívio e tirar diversas lições. A Rosa, ali nos anos de 1990, foi a grande campeã da Marquês de Sapucaí. E ela sempre teve muita boa vontade de ensinar a gente. Recentemente, em 2022, tive a felicidade de voltar a trabalhar com ela, mas agora comigo já no posto de presidente da Imperatriz. Depois desse reencontro, só confirmei o quão sensacional a Rosa é. Ela é grande. Falar da Rosa é até difícil, pois posso ficar uma noite inteira e não vou conseguir acabar. É uma pessoa especial, que engrandeceu muito a minha vida e a de qualquer gresilense. Todo mundo é Rosa Magalhães”, afirmou.
A trancista Alessandra dos Santos Silva, passista da Acadêmicos do Grande Rio, virou notícia ao ter parte do braço esquerdo amputado durante uma cirurgia para retirar miomas no útero. O caso gerou comoção pública e desencadeou uma onda de solidariedade, até mesmo com a criação de uma vaquinha para ajudar Alessandra. A tricolor de Duque de Caxias não ficou de fora da corrente de apoio e decidiu doar uma prótese. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, a passista falou sobre a doação e o suporte que está recebendo por parte da agremiação.
Foto: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO
“Tenho que agradecer muito a direção da Grande Rio pelo gesto, pois todos sabem que uma prótese não é barata. Muito pelo contrário, aliás. Serei eternamente grata a todos os envolvidos, a família Grande Rio, por esse ato de carinho de fazer essa doação. Já fui fazer algumas medidas e foi muito legal ver, experimentar a prótese. É algo que não vai me devolver o membro, mas que irá me ajudar muito em questão de poder fazer as coisas dentro de casa, do dia a dia. Além disso, é muito importante esteticamente. Toda mulher é vaidosa e eu como passista não sou exceção”, afirmou Alessandra.
Após sentir dores e ter sangramentos, a passista realizou uma bateria de exames em agosto de 2002 e descobriu a existência de miomas. Seis meses depois, Alessandra deu entrada no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, para realizar a cirurgia de retirada. No entanto, houve complicações durante o procedimento que acarretaram na remoção completa do útero.
A situação se agravou no pós-operatório e devido a uma necrose no braço foi necessária a amputação. Outros problemas de saúde foram encontrados durante a revisão da cirurgia e Alessandra foi novamente internada. A alta hospitalar só viria um mês depois, em abril. Com o psicológico abalado, a trancista precisou passar por um processo de aceitação e adaptação. Atualmente, ela se diz contente com os resultados que vem obtendo.
“Está sendo maravilhoso esse momento atual, ainda mais tendo em vista toda a situação que vivi no hospital, pensando que a vida acabou, que não teria continuidade, que eu não poderia mais fazer nada. Eu estava sem planos, sem sonhos. De repente, me deparo voltando para quadra para ensaiar, dançando quadrilha… Assim, eu nem consigo acreditar que estou fazendo isso tudo. Não imaginava que fosse conseguir voltar a fazer essas coisas, que são algumas das que mais amo”, relatou Alessandra.
“Só tenho que agradecer mesmo a Deus pela vida. E para as pessoas que estão enfrentando qualquer dificuldade ou estão passando por uma situação parecida com a minha, não desistam dos seus sonhos e não percam as esperanças. Fé e força de vontade ajudam muito nas horas mais críticas. A vida está aí para ser vivida e temos que aproveitá-la ao máximo dentro das nossas possibilidades”, complementou.
Há quase 20 anos, Alessandra integra a Shock do Painho. A quadrilha de salão, originária de Duque de Caxias, foi uma das que se apresentaram na Cidade do Samba durante a festa julina promovida pela Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa). Apesar de não ter obtido o primeiro lugar no concurso, o conjunto faturou um prêmio de R$ 10 mil por ter chegado a final. Na conversa com o site CARNAVALESCO, a passista comentou sobre a experiência de se apresentar com o grupo no arraiá.
“Só tenho o quê parabenizar pela iniciativa de ter um evento como esse na Cidade do Samba, a estrutura que foi montada e a organização em si. A premiação que foi proporcionada para as quadrilhas vai ajudar muito esses conjuntos. Quem faz quadrilha sem patrocínio tem muitos gastos, a minha é um exemplo disso. Fazemos o que podemos e o que não podemos para conseguir ir para rua. Só quem passa por isso sabe o quão difícil é. Então, uma premiação dessas já vai ajudar bastante. E não só no caso da Shock do Painho, mas de todas de uma forma geral”, pontuou.
Devido as questões de saúde, Alessandra ficou de fora do desfile da Grande Rio em 2023, algo que não pretende repetir no ano que vem. Agora que está retomando a sua vida normal, ela não esconde a empolgação, além da ansiedade, por poder voltar a pisar no Sambódromo defendendo a tricolor de Caxias.
“Não desfilei este ano por conta da minha internação, mas 2024 estarei na Marquês de Sapucaí junto da Grande Rio nem que eu tenha que pegar um helicóptero e descer no meio da pista! Vou desfilar e espero ajudar a trazer o campeonato novamente para Caxias, pois quando a nossa comunidade coloca o pé na Avenida é de verdade mesmo, é para poder vir quebrando tudo. Então, vamos continuar com garra, com força, com o canto que é uma das principais armas que temos, para alcançar esse título. Quero voltar sendo campeã novamente!”, assegurou a passista.
Em 2024, a Grande Rio será a quarta escola a se apresentar no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro. A agremiação irá em busca do segundo título de sua história no Grupo Especial com o enredo “Nosso destino é ser onça”, assinado pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora.
Pelo segundo ano consecutivo, a Unidos da Tijuca irá desfilar no domingo de Carnaval. Desta vez, a amarelo ouro e azul pavão vai ser a quinta agremiação a cruzar a Marquês de Sapucaí. Após o sorteio que determinou a ordem das apresentações em 2024, o site CARNAVALESCO conversou com a porta-bandeira Lucinha Nobre, que está de volta à escola após mais de uma década, e ela comentou sobre essa posição.
Foto: Isabelly Luz/CARNAVALESCO
“Eu acho que a melhor posição de domingo é a quinta escola a desfilar. A energia da Sapucaí está boa, as pessoas estão lá, todo mundo ainda está feliz ali, naquela expectativa… Já que a gente caiu domingo, eu estava torcendo para ser a quinta escola. Então, eu estou muito contente”, avaliou Lucinha.
A última vez que a Unidos da Tijuca desfilou como quinta escola de domingo foi no Carnaval de 2005. Na época, após surpreender no ano anterior com o trabalho realizado pelo então estreante no Grupo Especial Paulo Barros, a passagem da escola era bastante aguardada pelo público e essas expectativas não foram em vão. Com mais um show de criatividade e inovações do carnavalesco, a agremiação repetiu o vice-campeonato com o enredo “Entrou por um lado, saiu pelo outro… E quem quiser que invente outro!”, que abordava as cidades e reinos do imaginário humano. Uma curiosidade é que, na ocasião, Lucinha era a responsável por conduzir o primeiro pavilhão tijucano.
“Estou na expectativa de fazer em 2024 um dos meus melhores desfiles. Sempre tive muita sorte na Tijuca, o auge da minha carreira foi aqui. Estou fazendo parceria com um mestre sala incrível, com uma energia boa, em uma escola que eu amo. Está tudo certo!”, assegurou.
Por estar em uma posição de desfile ímpar, a Unidos da Tijuca irá se concentrar nos Correios em 2024, lado preferido por muitas escolas justamente por oferecer menos dificuldades logísticas que o Balança Mas Não Cai. Ao ser questionada sobre o assunto, Lucinha relatou, no entanto, não fazer muita distinção entre os dois lados.
“Concentrar nos Correios ou no Balança não muda nada no meu caso. Tanto faz para um lado ou para o outro. Eu acho que o mais importante nisso é a energia estar muito boa. Você entrar em quinta posição é excelente e eu estou muito feliz”, pontuou.
Sobre os preparativos para o Carnaval de 2024, Lucinha Nobre relatou já estar mantendo uma rotina de ensaios com o mestre-sala Matheus André. Ela se mostrou satisfeita com os resultados que a dupla está obtendo nos treinos até aqui e elogiou o novo parceiro de dança.
“A gente está trabalhando muito. Eu e o Matheus não tivemos férias. Terminou o Carnaval de 2023 e uma semana depois da quarta-feira de cinzas, na outra quarta-feira, já estávamos ensaiando. E assim a gente vai até o desfile de 2024. Posso dizer que estou apaixonada pelo que estamos construindo. Matheus é pirueteiro, tem uma energia muito boa, é um jovem mestre-sala, do jeito que eu gosto”, declarou Lucinha.
Na sua primeira passagem pela Unidos da Tijuca, a porta-bandeira permaneceu por oito carnavais, de 2002 a 2009, defendendo o primeiro pavilhão da amarelo ouro e azul pavão. Neste período, a relação dela com o presidente da agremiação, Fernando Horta, se tornou bastante próxima, algo que foi fundamental para o retorno depois de quase 15 anos.
“Quando acabou o Carnaval de 2023, eu achei tanta coisa ruim, fiquei muito triste. Mas, a partir do momento que Fernando Horta me ligou e trouxe o Matheus para dançar comigo, as coisas mudaram na minha vida. Estar de volta debaixo das asas do Fernando Horta é muito bom, ele é como se fosse um pai para mim. Eu perdi o meu pai em 2008 e a minha maior referência neste sentido, depois do meu, sempre foi o Fernando Horta. Mesmo quando eu não estava na Tijuca! Este retorno é como se eu tivesse voltando para casa, para os braços da minha família”, afirmou a porta-bandeira.
Está ocorrendo o processo de escolha dos candidatos da Sociedade Civil para o Conselho Municipal de Cultura da Cidade do Rio de Janeiro, que é uma instância de representação na Gestão Pública da Cultura no Município. Órgão colegiado deliberativo e consultivo, integrante da estrutura básica da Secretaria Municipal de Cultura, com composição paritária entre Poder Público e Sociedade Civil, se constitui no principal espaço de participação social institucionalizada, de caráter permanente, na estrutura do Sistema Municipal de Cultura.
Entre os dias 18 e 23 de julho ocorreram as etapas regionais, referentes as cinco áreas de planejamento em que a cidade do Rio de Janeiro está dividida, os candidatos e candidatas nesta etapa eram dos bairros, territórios e comunidades da região, o objetivo é garantir a que todas as grandes áreas estejam representadas na segunda fase, agora correspondendo a todo o município, realizada de forma virtual, para se habilitar como eleitor, é necessário clicar no link: https://eleicaocmpcrio.com.br/ e fazer a inscrição é necessário inserir documento de identidade e comprovante de residência, as inscrições vão até o dia 31 de julho e a votação ocorre nos dias 4 e 5 de agosto, sexta e sábado respectivamente.
Conheça o mapa geral da cidade e quem são os representantes das escolas de samba na Eleição do Conselho Municipal de Cultura do Rio de Janeiro.
Audiovisual, comunicação e novas mídias – AP4
Vinicius Moraes
Baiano de nascimento, carioca de alma, mangueirense apaixonado, frequentador assíduo dos ensaios do Palácio do Samba, componente da Ala de Comunidade, Vinicius é produtor audiovisual, designer, empresário.
Para se inscrever na cadeira de audiovisual e votar em Vinicius clique no link: https://eleicaocmpcrio.com.br/
Carnaval
Gabriella Neves – AP1
Nascida, criada e vivendo em Morro de Mangueira, Gabriella é neta do lendário Hélio Turco maior compositor de sambas-enredo de Mangueira, e seu presidente de honra recentemente falecido. Neves é bacharel em direito, começou a desfilar com um ano de idade, atualmente é passista de Mangueira.
Para se inscrever na cadeira de carnaval e votar em Gabriella Neves clique no link: https://eleicaocmpcrio.com.br/
Cultura popular e artesanato
Carol Souza – AP2
Bacharel em direito, graduanda em pedagogia, educadora popular, ativista social e cultural em defesa das favelas, é presidenta da Favela.Ong que realiza diversas ações pelas comunidades do Rio.
Nascida no Morro do Borel é mangueirense apaixonada
Para se inscrever na cadeira de cultura popular e artesanato e votar em Carol Souza clique no link: https://eleicaocmpcrio.com.br/
Dança
Evelyn Bastos – AP1
Rainha de Bateria de Mangueira, com dez anos de mais absoluto e irretocável reinado colocado em defesa dos oprimidos, educadora física, graduanda em história, é atual presidenta da Mangueira do Amanhã escola de samba mirim fundada em 1987 pela cantora Alcione.
Para se inscrever na cadeira de dança e votar em Evelyn Bastos clique no link: https://eleicaocmpcrio.com.br/
Economia criativa e empreendedorismo cultural
Vitor Art – AP1
Um dos jovens talentos de Mangueira, Vitor Art desfilou na escola mirim pela primeira vez com 6 anos, foi ritmista da Bateria e instrumentalista da Orquestra Adro Brasileira. Atualmente é músico, cantor, compositor, produtor musical, já tendo sido Mestre de Bateria, sendo atual Diretor Musical de Mangueira.
Para se inscrever na cadeira de dança e votar em Evelyn Bastos clique no link: https://eleicaocmpcrio.com.br/
Identidade afro
Claudiene Esteves – AP1
Uma das mais famosas e populares Rainhas de Bateria que Mangueira já teve, Claudiene é pedagoga, ocupa o cargo de Musa além de ser atual Vice-Presidente Social da agremiação.
Para se inscrever na cadeira de identidade afro e votar em Claudiene Esteves clique no link: https://eleicaocmpcrio.com.br/
Infância, cultural material e imaterial e memória
Guesinha – AP1
Filha de Dona Neuma e neta de Saturnino Gonçalves, fundador e primeiro presidente da escola. Márcia Silva Machado, a Guesinha é umas das figuras mais populares de Mangueira, sendo conhecida pelo seu bom humor e aparência física com a mãe. Recém alçada ao posto de baluarte, possui toda uma vida de dedicação a verde e rosa.
Para se inscrever na cadeira de infância, juventude e idoso e votar em Guesinha clique no link: https://eleicaocmpcrio.com.br/
Selma Couto – AP2
Presidenta de Ala, atua com projetos sociais de crianças há mais de trinta anos, voluntária da Mangueira do Amanhã.
Patrimônio cultural material, imaterial e memória
Paulo Ramos – AP1
Filho de um dos mais importantes personagens da Estação Primeira, seu pai, Zé Ramos, é um dos fundadores da Ala de Compositores, Paulo Ramos, escreveu a sua própria, Vice-Presidente Social, por mais de dez anos realizou diversos projetos, na década de 60, como amigo de Hélio Oiticica foi um dos construtores das pontes que aproximaram o Morro do asfalto.
Para se inscrever na cadeira de patrimônio cultural material, imaterial e memória e votar em Paulo Ramos clique no link: https://eleicaocmpcrio.com.br/