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Com festa, Dom Bosco executa samba-enredo para 2024 ao vivo pela primeira vez para a comunidade

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Por Fábio Martins e Will Ferreira

Uma frase nascida em uma escola de samba da Zona Leste de São Paulo, definitivamente, já entrou para o folclore do carnaval da cidade. No último sábado, no Circo Social Dom Bosco, em Itaquera, o que mais se ouvia era “Vai pensando que a gente só reza!”, grito típico da agremiação que leva o nome da obra social de origem cristã. Em 2023, sabe-se que a Dom Bosco, além de rezar, também trabalha muito, com uma comunidade forte e unida. Tanto foi assim que, após o vice-campeonato do Grupo de Acesso II na temporada, a instituição chegou, pela primeira vez na curta história da escola fundada em 2000, ao Acesso I – segundo nível do carnaval paulistano. Já de olho em 2024, os itaquerenses apresentaram o samba que guiará o desfile da temporada – com o enredo “Um causo arretado de um povo pra lá de valente… o cordel de um Nordeste independente!”.

Chamado de Dom Bosco Fest, o evento teve participação das co-irmãs Mocidade Alegre e Vai-Vai, também com participação da Bandida (bateria da Escola de Artes, Ciências e Humanidades [EACH-USP, popularmente conhecida como USP Leste]) e do Coletivo Jatobá. Como não poderia deixar de ser, o ponto alto da festividade foi a apresentação da canção à comunidade nas dependências da escola – o samba foi revelado no Youtube da agremiação no dia 15 de julho. Composto por Turko, Maradona, Rafa do Cavaco, Fábio Souza e Diogo Souza, a obra foi esmiuçada por diversos componentes itaquerenses de destaque.

Fé e atenção

Fundada e presidida pela mesma pessoa até hoje, o grande nome da história da Dom Bosco é Rosalvino Moran Vinãyo, padre salesiano que chegou à Zona Leste há cerca de 40 anos. Se, antes, ele se preocupava em manter as crianças da região ocupadas, em 2000 ele criou a escola de samba para que toda a comunidade tivesse uma nova opção de lazer e trabalho. Com 81 anos, ele segue ativo e presente na escola. Na Dom Bosco Fest, por exemplo, ele ficou sentado logo à frente do palco, observando as apresentações e saudando todos que o cumprimentavam – e não foram poucos. A motivação, ao menos na Dom Bosco Fest, veio do samba-enredo apresentado – que agradou ao presidente.

“A letra e o samba estão maravilhosos! Nota dez! Quem fez a poesia toda e todo o conteúdo, elogiando o povo do Nordeste, olha… é maravilhoso, digno, salutar, é a bênção de Deus todo poderoso. Que ele abençoe a todos que participaram, colaboraram e ajudaram. Vai-Vai e Mocidade Alegre aqui presentes, toda a comunidade reunida, alegre e feliz, contente e satisfeita, não tenho palavras para agradecer. Deus abençoe a todos”, regozijou-se, sempre reverenciando o catolicismo.

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Perguntado se a vaga no Acesso I foi um sonho realizado, Rosalvino preferiu falar do trabalho feito pela agremiação no carnaval paulistano – aproveitando para relembrar de um incidente que adiou um pouco mais a subida de divisão. “Estar no Acesso I é o que todos estávamos esperando e confiando. Em 2022, perdemos porque chegamos atrasados na porteira. Por questão de um minuto e meio nós perdemos o Acesso II para a Nenê de Vila Matilde, que é nossa parceira e saúdo a todos de lá. A Dom Bosco estava esperando esse acesso. E, agora, estamos aguardando a oportunidade de, se Deus quiser, nos colocarmos no Grupo Especial, sempre cheios de paz, amor ao próximo e boa amizade”, ousou.

Aprovação completa

Diversos componentes elogiaram a obra apresentada. O casal de mestre-sala e porta-bandeira da agremiação, desde 2020 na escola, mostrou imensa satisfação com a canção. “Gostei muito! O samba está em um clima bem gostoso e, para nós, vai ser uma energia maravilhosa trabalhar com ele. Estamos preparados!”, destacou Mariana Barbosa. Ela foi acompanhada pelo parceiro de dança, Leonardo Henrique “Eu também gostei muito! O samba está bem a cara da nossa escola, a Dom Bosco tem a característica de ser uma escola bem alegre, cantar e pular na avenida. Não teve enredo e letra melhor para que chegássemos no Sambódromo com grande potencial de fazer algo grande”, comentou.

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Desde 2019 na escola, o carnavalesco Danilo Dantas foi além para elogiar a qualidade da canção. “Eu sou suspeito para dizer se gostei ou não do samba porque eu sou um dos idealizadores do projeto e porque desde quando eu cheguei na escola eu trago essa parceria para a Dom Bosco. Chamei o Turko, o Rafa do Cavaco, o Maradona e os demais meninos e eles pegaram a sinopse, destrinchando inteira. Colocamos a cara da Dom Bosco na segunda parte do samba e só estou recebendo elogios. Eu gostei muito, da minha trajetória enquanto carnavalesco é um dos melhores. Acho que vai dar muito resultado na avenida”, prometeu.

Quem também ousou foi mestre Bola, comandante da “Gloriosa” – bateria da escola. “Sim, eu tive voz nesse samba! Gostei muito do samba, ele é dos mesmos compositores que vem fazendo nos últimos anos para a Dom Bosco, eles já sabem a linha da escola e o que queremos. Gostei bastante e é um dos melhores sambas que irão passar no Anhembi em 2024. Promessa!”, afirmou.

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O sentimento do componente motivou os elogios de Carlos Shakila, diretor de carnaval da agremiação desde 2022 e, pela primeira vez, ocupando o cargo de maneira solo no desfile do ano que vem. “O nosso samba-enredo é composto por uma galera que está com a gente há quatro anos, firmes e fortes. O que é legal é que eles fazem o samba com muita alegria, empenho e foco. Tenho muita tranquilidade porque eu sei que, quando entregamos a sinopse nas mãos deles, sabemos que virá coisa boa. O que é inédito para a gente é escutar o samba-enredo em um dia e, no outro, ele estar sendo aclamado pela comunidade, que fica se perguntando ‘que samba é esse?’. Estamos em êxtase ainda”, revelou.

Antes de revelar o que sentiu desde quando cantou pela primeira vez a canção, Rodrigo Xará, intérprete da escola, aproveitou para falar do contexto nacional como um todo. “O nosso enredo tem um cunho social muito bacana, ainda mais em dias como hoje, com diferenças entre nordestinos e paulistas… o Brasil é uma coisa só! Não só o enredo, mas o nosso samba vem retratar isso. Estou muito feliz de ter um samba alegre, pensando em abrir o desfile. Para a Dom Bosco, é uma honra estar entre as oito do Acesso I, que são escolas gigantescas. Mas vamos fazer um barulhinho legal, principalmente com esse samba animado que nós temos. Estou muito feliz por cantar esse samba, e a comunidade abraça demais, eu sou muito feliz. Eu brinco que aqui eu melhorei demais, essa comunidade é maravilhosa e família, é completamente diferente. Não que as outras não sejam, cada uma com a sua característica. A comunidade estava ansiosa pelo samba, o pessoal está muito feliz e vamos cantar muito ele”, destacou.

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Detalhando um pouco mais sobre aspectos ligados à canção, o intérprete focou em um sentimento puro para exaltar a canção – que, de acordo com ele, é muito comum na Dom Bosco. “Um samba alegre, para cima, com várias convenções inspiradas no forró… estamos preparando muitas coisas bacanas que eu ainda não posso falar, mas logo mais vocês vão ver. O carnaval, hoje em dia, precisa de alegria. Estava discutindo com alguns amigos sobre a questão de tradição, e acho que temos que fazer uma mescla do tradicional com o novo para não perdermos público, para trazermos as pessoas. Somos uma escola jovem e temos uma outra característica, então precisamos trazer esse alegria também. Estou muito feliz porque esse samba traz essa alegria em cada palavra e na melodia”, comentou.

Nada que, entretanto, não possa ser alterado. “Primeiro eles fazem o samba, passam para a gente, a gente vê se gostou e começa a fazer os arranjos para gravar. Gravamos duas bossas e vai ajeitando, já que gravamos de primeira. Depois, vamos arrumando aqui e ali até ficar do jeito que a gente quer”, comentou Bola.

Passo a passo

Um dos compositores do samba da Dom Bosco para 2024 e dos grandes profissionais da área na história do carnaval paulistano, Turko destacou, de uma vez só, a força da comunidade, a longevidade da parceria com a agremiação e o enredo com uma temática diferenciada. “É o nosso quarto ano aqui e, para nós, é um sentimento de muita satisfação, de emoção. É um enredo que gostamos muito de falar, e já tivemos grandes resultados com temas nordestinos. É uma sátira que o Danilo fez e nós estamos muito satisfeitos com o resultado, a escola também está. É um momento especial para a escola e para os compositores da Dom Bosco, a escola subiu para o Acesso I e vem com muita força. O resultado está na quadra, lotada e com grandes co-irmãs. Tem tudo para acontecer na avenida e dar certo. Vamos lá!”, animou-se.

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Perguntado sobre como o samba foi produzido, Turko destacou que um aplicativo de troca de mensagens muito popular no planeta encurtou o tempo para que a obra nascesse. “A gente tem um grupo no WhatsApp, e desenvolvemos muita coisa por lá. Vamos desenrolando melodia e letra tudo junto. Depois, a gente se encontra para passar para a escola, eles pedem ajustes e nós também sentimos onde pode melhorar. A gente chama isso de lapidação. Vamos lapidando para chegar num resultado que todos achem que é interessante”, enumerou.

Para exemplificar o processo de criação, sobretudo após os pedidos de integrantes da escola, Turko utilizou uma referência gastronômica. “Sempre tem pedidos especiais e mudanças. As pessoas querem colocar ou tirar alguma coisa, falam que determinada parte não dá para cantar ou sugerem algo. É igual uma receita de bolo: você vai ajustando até chegar no ideal. É o grande lance para gente. As mudanças, porém, são segredos: não dá para passar a receita para todo mundo”, afirmou.

Nada contra samba encomendado, mas…

Da preparação para o carnaval 2020 em diante, a Dom Bosco não faz eliminatórias para samba-enredo. Com um modelo já conhecido pelo samba paulistano e, sobretudo, bem aceito por escola e comunidade, o samba encomendado a uma parceria também foi tema de frases por parte dos componentes. Embora aprovem a qualidade da obra para a estreia da agremiação no Acesso I e o próprio modelo, muitos deles não deixaram de exaltar as tradicionais (em outras instituições) eliminatórias.

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Direto, Danilo Dantas aproveitou para revelar o quão próximo é dos compositores que assinam o samba itaquerense desde então. “Eu gosto das eliminatórias do samba, mas como a Dom Bosco estava no Acesso II quando eu assumi, tínhamos muita dificuldade para trazer parcerias para disputar o samba. O meu primeiro ano na Dom Bosco foi uma eliminatória e o resultado, inicialmente, não agradou todo mundo. Todos têm o seu gosto e, em alguns momentos, a gente acaba até rachando um projeto porque cada um tem seu gosto e opinião. Em 2020, chego com a proposta para fazermos um samba moldado, com a nossa cara. Fui logo em uma parceria dos maiores compositores de São Paulo, que ganharam samba em tudo que é escola e que não teria como questionar o samba que ele colocou. Eu tinha a promessa de que, quando chegássemos no Acesso I, o samba seria dos mesmos compositores. Foi uma dívida de gratidão que eu tive com ele e ele correspondeu à altura, para sair essa obra maravilhosa. Mas eu sou muito fã de eliminatórias”, revelou.

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Mirando o futuro, Rodrigo Xará não esconde a preferência, mas destaca que o atual momento da escola aceita encomendas de samba. “Eu sou um fã de eliminatórias, acho que elas são a parte mais legal porque tem uma disputa e uma festa. Sei, também, que as escolas engrandeceram tanto que os compositores, que me descobriram, são de uma competência exemplar. Para nós, funciona porque trazemos um contexto. Mas, quem sabe um dia, a Dom Bosco não traz todos os compositores grandões para fazer sambas para a gente”, pontuou.

A grande exceção dentre os componentes de destaque na escola foi Mestre Bola. “Já fui muito fã de eliminatórias, hoje não mais. Prefiro encomendado. É muita briga e desavença, tem que saber perder e, às vezes, não sabe. Às vezes, se arruma briga à toa. Era uma das melhores épocas em relação à samba que se tinha, mas, hoje em dia, para mim, prefiro encomenda”, pacificou o diretor de bateria.

Verso de destaque – sem clichê algum

Chamou atenção o fato de dois dos componentes ouvidos pelo CARNAVALESCO terem destacado exatamente o mesmo trecho da canção. Com uma provocação sobre o Nordeste brasileiro (pano de fundo para o enredo), o desfile convidará todos a refletir sobre região tão característica.

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Novamente elogiando a qualidade da canção, Danilo Dantas aponta o verso em questão. “O samba está completamente dentro do que eu imaginava. Eles entenderam bem, desde o início, a proposta do enredo – que não é só falar do Nordeste, é fazer uma defesa em si da cultura nordestina. É por isso que, logo na virada do refrão do meio, a gente fala ‘Imagine minha gente / O meu Nordeste hoje é uma nação’. O samba é para colocar uma reflexão na cabeça das pessoas. Como o Brasil seria se eles fossem uma nação?”, perguntou-se.

O próprio carnavalesco aproveitou para destacar uma preocupação que tinha quando as conversas com os intérpretes se iniciaram – e que, na visão dele, foi completamente suplantada. “Primeiro eles fazem o samba, passam para a gente, a gente vê se gostou e começa a fazer os arranjos para gravar. Gravamos duas bossas e vai ajeitando, já que gravamos de primeira. Depois, vamos arrumando aqui e ali até ficar do jeito que a gente quer”, comentou.

Pontuando as mudanças que a escola pediu no enredo e no próprio samba e também exaltando os compositores, Shakila falou sobre a sintonia fina necessária para criar a canção mais adequada possível. “O nosso samba, como nós compusemos com a sinopse já produzida, o carnavalesco pede para mudar toda hora. Aquela base de samba inicial já não cola, toda hora parece que temos um samba novo. Quando nós colocamos o verso ‘Imagine minha gente / O meu Nordeste hoje é uma nação’, nossa escola explode. Esse trecho é maravilhoso! Acho que os compositores, quando eles se encontraram nos sambas passados na nossa escola, ficou muito fácil fazer o que está dando certo. E outra: eles vieram com a gente até aqui. Roeram o osso com a gente. Agora, na hora que tem um filé, vamos com eles, também”, brincou.

Mudanças no regulamento

Tema recorrente no mundo do carnaval paulistano, as mudanças no documento que julga o desfile também serviram de alerta para diversos segmentos da agremiação – e não apenas no tocante ao samba-enredo. Foi o caso do casal de mestre-sala e porta-bandeira, por exemplo. Explicando como a canção também participa (ainda que indiretamente) da nota no quesito. “Estamos ensaiando desde julho, já pensando em uma coreografia pertencente e característica do povo nordestino. Então vem muito xaxado por aí. Mas nós acreditamos, por sermos um casal mais enquadrado na dança clássica e não contemporâneo, que não mudou muita coisa para o nosso bailado por conta do julgamento. A exceção é ter que usar o objeto de mão, que está dentro do regulamento a partir de agora. Acredito que vamos nos encaixar e não vamos ter dificuldades, já estamos trabalhando com tudo que já está descrito e é sabido por todos”, afirmou Leonardo Henrique.

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Sucinto, mestre Bola foi um dos que elogiou o andamento das negociações para o novo julgamento. “O samba vai vir a calhar muito bem com tudo que o regulamento está pedindo para bateria. O regulamento está mudando, estou acompanhando junto com todos os mestres as reuniões com a Liga-SP para sair um regulamento ainda mais justo e que deixe todo mundo feliz”, disse.

Dos compositores da canção, Turko não teve freios para elogiar o novo documento. “Todo samba tem uma responsabilidade grande, já que é um quesito e acaba trazendo outros quesitos. Para a gente, é uma satisfação e uma responsabilidade tremenda. Não só pelo fato de a Dom Bosco estar pela primeira vez no Acesso I, mas porque o regulamento mudou. Agora, acabou aquele negócio de nota dez para todo mundo. O regulamento está mais rígido, existe um critério muito mais rígido para você conquistar a nota máxima. Temos esse sentimento de responsabilidade, que é muito grande, e a escola também tem esse sentimento – tanto que nos convidaram mais um ano para compor o samba”, orgulhou-se.

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Falando de maneira mais técnica, o compositor aproveitou para, novamente, fazer uma metáfora. “O regulamento, agora, está muito criterioso quanto a rimas falsas e ricas, terminação de rimas com verbos, ligação de enquadramento da melodia com a letra e com o carro de som… mudou muita coisa. Muitas pessoas vão sentir, muitos compositores vão sentir essa mudança e as escolas estão muito rígidas nesse critério. E está certo, tem que mexer no campeonato. Nota dez estava caindo igual chuva do céu”, disparou.

Quem também elogiou a competitividade que o novo documento trará foi Carlos Shakila. “Com toda a honestidade, a mudança é maravilhosa. Quando encontramos sambas muito acima da média e, com todo o respeito, alguns outros que a galera não aclama tanto e, no julgamento, eles acabam tendo a mesma pontuação. O pessoal estava batendo muito, criticando muito. O pessoal não estava gostando. Agora, não: vai dar aquele ‘up’. Sou super a favor e gosto muito da ideia de aproximar as escolas para ter esse contato… foi maravilhoso. Acho que nesse ano não teremos críticas, teremos muito elogios”, disse.

Detalhes

Componentes da escola aproveitaram para contar alguns bastidores ligados ao samba da Dom Bosco para 2024. Danilo Dantas, por exemplo, contou que foi o responsável por grande parte dos pedidos para alterações na primeira versão da canção. “No início, quando falamos de Nordeste, sempre vai para a linha de tudo que os sambas sempre falaram. Com dialetos, falas e etc. Eu falava que o enredo não era isso, o enredo tem um conteúdo histórico e tem que passar uma mensagem. Principalmente na segunda estrofe do samba eu coloquei a minha cara, falei dos lados que deveríamos seguir e até sugeri algumas frases que já estão na sinopse e eu pedi para eles colocarem no samba. Eles entenderam bem a mensagem, e eu acho que o bom do samba encomendado é isso. Os compositores já estão com a gente há quatro anos e está dando resultado”, afirmou.

Rodrigo Shakila aproveitou para contar como Padre Rosalvino teve voz ativa na produção do enredo. “No samba-enredo nós não tivemos grandes pedidos da escola, com exceção do carnavalesco. No enredo, sim. Padre Cícero, quando ele veio a falecer, ele deixou toda a herança para os salesianos – e a Dom Bosco é formada a partir dos salesianos. O Padre Rosalvino deu essa pitada na sinopse. Antes de chegar para os intérpretes, ele já comentava isso. E, aí, o samba-enredo ficou com um direcionamento muito mais fácil para os compositores”, finalizou.

‘Baiana boa!’ Em noite de muita festa, Tatuapé lança samba para o Carnaval 2024

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Por Fábio Martins e Gustavo Lima

O Acadêmicos do Tatuapé apresentou, na noite do último sábado, o seu samba-enredo para o Carnaval 2024. A trilha sonora é oriunda de um sistema de ‘encomenda’. Dois dos compositores, Fabiano Tenor e Celsinho Mody, representaram a parceria no palco. Para a divulgação do hino, a escola da Zona Leste realizou um evento na Fábrica do Samba com mais de 12 horas de festa. Tiveram apresentações das co-irmãs Mocidade Alegre, Vai-Vai e Dragões da Real, além do grande destaque para a madrinha da agremiação, Leci Brandão. Diferente dos últimos anos, é a primeira vez que o Tatuapé escolhe o samba dessa forma. É costume da escola fazer eliminatórias, seja ela externa ou interna, como foi em 2023. Mas, desta vez, optaram por seguir outro caminho que outras entidades também têm feito. Os compositores são: Celsinho Mody, Fabiano Tenor, Toninho Geraes e Chico Alves.

Promessa do maior desfile da história

Elivelton Coelho, um dos presidentes da agremiação, falou sobre a importância de o Tatuapé levar o evento para a Fábrica do Samba. “É um marco no Carnaval de São Paulo. Já é o quinto ou sexto evento que acontece aqui e virou um novo ‘point’ para gente poder fazer valer nossa cultura. É um espaço amplo, onde podemos contar com diversas atrações, outras coirmãs e só tende a crescer”, disse.

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O presidente se mostrou muito grato aos compositores, está muito feliz com o resultado final e promete fazer o melhor desfile da história da escola. “Quanto a questão do samba, nós fomos felizes novamente. Celsinho, Fabiano Tenor e toda a galera foram iluminadas. Nós temos que agradecer a eles e a Deus por colocar pessoas certas no lugar certo. O Tenor já é o quinto samba que ele escreve no Tatuapé e acho que mais uma vez vai ser um dos melhores sambas do Carnaval. Tem um balanço diferente, sobre Bahia, coisa que o Tatuapé falou há muito tempo atrás. E vamos fazer novamente o melhor desfile de nossas vidas”, explicou.

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Leci Brandão presente na festa do Tatuapé

Sobre a questão do sistema de escolha, Coelho disse que o Tatuapé quer o melhor samba sempre. Como dito anteriormente, foi uma encomenda e, segundo ele, faltava apenas esse método de escolha. “Esse ano nós fizemos a encomenda. O Tatuapé nos últimos 10 anos tem encontrado a melhor maneira para fazer samba, seja por encomenda, eliminatórias e tudo mais. Acho que nós já fizemos todos os processos e faltava só esse. Acho que deu certo e eu só tenho que agradecer a essa parceria. A comunidade já pegou, agora é continuar o trabalho e vamos levar para a nossa quadra. A meta é ter de novo manter o povo cantando como ninguém. Vamos ver se a gente consegue bater essa meta e fazer um grande Carnaval”, completou.

Próximos passos e a composição do samba

Outro presidente, Eduardo Santos, opinou forte sobre o samba e detalhou como foi o processo. Assim como Elivelton Coelho, o mandatário se mostrou bastante grato aos compositores e feliz com a obra pronta. Além disso, aproveitou para rebater algumas críticas que a escola vem sofrendo por se restringir a fazer enredos CEPs.

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“Na verdade, neste ano fizemos um pouco diferente dos anos anteriores. O Tatuapé já tem um tempo que vem escolhendo o seu samba dentro de um processo interno, onde os sambas chegam, a gente analisa e escolhe junto com nossa comunidade, um deles. Neste ano resolvemos fazer uma coisa diferente, optamos por fazer uma sinopse um pouco mais aberta. E entregamos essa sinopse para um único grupo de compositores, Celsinho, Tenor, Toninho Gerais, Chico Alves, enfim, eles fizeram o samba. E depois do samba feito, a poesia pronta, melodia pronta, aí que fomos arredondar de fato a nossa sinopse final, e isso foi bacana, enriqueceu poeticamente, e melodicamente o nosso samba. E hoje temos uma sinopse já fechada contando essa história, a de Mata de São João. E que todo mundo pergunta ‘mais um enredo CEP’, cara, a gente aqui acredito que enredo é desenvolvimento, não existe enredo bom e nem enredo ruim. O que existe é o desenvolvimento que iremos fazer e estamos apostando que a maneira que vamos contar essa história, aquilo que estamos produzindo de fantasia e alegoria, junto com esse samba maravilhoso. Com a força da comunidade, vamos fazer um desfile maravilhoso, o melhor da nossa história, como todos os anos”, declarou.

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Eduardo revelou que esse samba já estava sendo ensaiado junto a comunidade. Foram feitos alguns ensaios antes da apresentação e, de acordo com ele, foi muito bem aceito. “A receptividade foi muito boa (com o samba). Nós fizemos cinco ensaios na quadra com esse samba, com bateria, ala musical, muitos componentes, todo pessoal de harmonia, destaques, enfim… Todo ano fazemos isso, a gente até para sentir a receptividade, e sentir como vai funcionar o canto disso. E foi muito legal, emocionante, mais ou menos o que rolou aqui hoje, uma vibração muito grande, todo mundo gostando, cantando, com muita vibração, que já é uma característica da nossa escola, componente, a receptividade foi muito boa e tenho certeza que isso só vai crescer daqui até o carnaval”, comentou.

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Segundo o presidente, os ensaios começarão logo mais junto aos projetos sociais da escola. “Agora nós lançamos hoje, temos a trilha sonora do nosso espetáculo, a partir da semana que vem começamos a ensaiar isso na nossa quadra. Começamos a fazer todo nosso projeto social, até então estávamos restritos a confecção do samba, e na Fábrica, desenvolvendo os nossos pilotos, maquetes de carro. E agora junta-se tudo isso, a nossa quadra, o nosso componente, o social, a partir de agora começamos a ensaiar e não paramos mais. Até se Deus quiser, o desfile das campeãs”, finalizou.

Dupla de compositores

É fato que os compositores que fizeram o samba são formados por um quarteto. Entretanto, quem estava representando era a dupla Celsinho Mody e Fabiano Tenor. Ambos são velhos conhecidos da escola. Um grande compositor que já escreveu várias obras para o Tatuapé e, ao lado, um intérprete que está indo para o seu sétimo desfile com a agremiação. Juntou-se muita história em uma composição com essa dupla.

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“Para mim é uma honra fazer um samba para uma escola tão maravilhosa e com um tema tão lindo como esse, podendo trabalhar com o que a gente já conhece da comunidade, como ela vai cantar, tonalidade e melodia. E também trabalhando em cima dessas mudanças do novo regulamento. Acredito que fizemos um samba que a comunidade está feliz e vamos trabalhar para conquistar o coração dos demais e dos jurados, que é o principal”, disse o intérprete e compositor, Celsinho Mody.

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“O Celsinho falou da parte técnica e agora eu vou falar da parte emotiva. É muito legal ganhar um samba na sua escola do coração. É o sexto samba nos últimos sete anos e a cada ano que a gente ano é um motivo diferente para se emocionar. A gente engrandece nossa amizade de parceria e a escola confia em nós e é recíproco. Tanto é que esse ano encomendaram o samba com a gente, não teve disputa de samba-enredo. É um casamento perfeito. A diretoria em si viu que a gente se dedica muito. É uma semana de discussão no bom sentido, nós gravamos 15 versões dele em bpms diferentes. Tudo isso tentando buscar o melhor para a escola. Está todo mundo empenhado para fazer emocionar de novo”, declarou o compositor, Fabiano Tenor.

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O carro de som será julgado neste novo regulamento. De acordo com Celsinho, toda a obra foi pensada nessa questão também, atentando-se ao fato de a ala musical se entrosar bem com a trilha sonora. “A gente construiu o samba em cima dessas mudanças e o que vem dando certo. A ala musical do Tatuapé é muito bem trabalhada. Vamos explorar ainda mais as vozes femininas para que o jurado ouça e se sinta feliz ouvindo os arranjos. Nosso canto vem com bastante africanidade. Nosso carro de som está junto há oito anos, tem uma sinergia, as cordas também e com fé em Deus já deu tudo certo”, finalizou.

No ritmo da ‘Qualidade Especial’

Mestre Higor, diretor de bateria da ‘Qualidade Especial’, disse que é um samba especial por fornecer a possibilidade de fazer bossas e coisas diferentes. “Não participei da composição, mas acompanhei de perto a inspiração de todos esses compositores maravilhosos. E temos a certeza que novamente teremos um dos melhores sambas do carnaval para o desfile de 2024. “Esse é um samba que vai nos dar bastante oportunidade de fazer bossas, e algumas coisas bem diferentes que estamos planejando para esse carnaval de 2024. É um samba com uma melodia muito boa, e vamos conseguir trabalhar para que a gente possa novamente ter um grande resultado a nossa escola”, explicou.

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Segundo o mestre, o trabalho vem sendo feito há um mês somente para a apresentação. Agora, é aprimorar nos próximos ensaios. “Já estamos trabalhando com esse samba, trabalhamos um mês para essa apresentação aqui. Agora é começar a lapidar todas as situações, e ir para o carnaval”, acrescentou.

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Tatuapé será a quinta a desfilar na sexta-feira com o enredo “Uma jóia da Bahia símbolo de preservação! Entre cantos e tambores. Viva a mata de São João!”

Pixulé na quadra! Samba do Tuiuti para o Carnaval 2024

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Anúncio do samba campeão da Estácio para o Carnaval 2024

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Conheça as candidatas classificadas na última fase de eliminatórias da 1ª fase do concurso de Rainha do Carnaval 2024

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Definitivamente, a 1ª fase do Concurso Rainha do Carnaval Rio 2024 já entrou para a história. Todas as candidatas presentes na Cidade do Samba Joãosinho Trinta ao longo desta semana deram um show de talento e samba no pé e, nesta sexta-feira, não foi diferente. Veja só quais foram as 16 candidatas que avançaram para a próxima etapa:

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Foto: Alexandre Macieira/Riotur
82. Bruna Etiely Pereira de Lima
84. Lorrayne Alexandra da Silva Maria
87. Monique das Graças da Silva Bahia
88. Jéssica Carvalho do Amaral
90. Lorena Garcia Cabral
93. Kamilla da Silva Carvalho
93. Anna Clara Gouvêa de Mello Felício.
96. Michelly Lopes Boechat
98. Thuane de Oliveira Rosário Werneck Maria Ribeiro
99. Lorrany Cristine de Souza da Motta Domingos
100. Luciene Tavares Rodrigues Pastor
101. Flaviana Gomes de Oliveira
103. Geórgia dos Santos Chagas
104. Daiana Pires de Freitas
105. Yasmim dos Santos Nicasio
106. Camily Fernandes Pereira

No final da noite, foi realizado o sorteio para descobrir os dois grupos de 32 candidatas na próxima fase, que começa já na quinta-feira (10), a partir das 18h, também na Cidade do Samba. Marque na sua agenda e não fique de fora dessa! A entrada é franca e o show é garantido.

Ouça o samba-enredo da Porto da Pedra para o Carnaval 2024

Compositores: Guga Martins, Passos Júnior, Gustavo Clarão, Lucas Macedo, Leandro Gaúcho, Clairton Fonseca, Richard Valença, Gigi da Estiva, Abílio Jr., Marquinho Paloma, Cristiano Teles e Ailson Picanço
Intérprete: Pitty de Menezes

OLHE PRO CÉU ONDE A LUA VAGUEIA
AS ESTRELAS BRILHAM NO CHÃO
SABEDORIA É A LUZ QUE CLAREIA
PORTO DA PEDRA NO MEU CORAÇÃO

SOU SEU LUNÁRIO! CONSELHEIRO IMORTAL!
JÁ ‘FOLHEANDO’ CADA PONTO CARDEAL
ALQUIMIA DE ALMANAQUE (SOU EU, SOU EU)
CADA TOQUE NO ATABAQUE (SOU EU, SOU EU)

QUEM ACENDEU AS LAMPARINAS DESSE CÉU?
NO BRASIL OS RETIRANTES SÃO OS ASTROS DE CORDEL

O SERTÃO PROFETIZOU, CADA FLOR DO CARIRI
A ‘CIÊNCIA’ DESSE POVO, EU NÃO GUARDO SÓ PRA MIM
SEPAREI AS FOLHAS SECAS MISTURADAS NO PILÃO
CONFIEI À REZADEIRA UMA NOVA ORAÇÃO

… SÓ PORQUE EU ESCOLHI, NAVEGAR POR ESSE MAR!
A VIOLA PERGUNTOU PARA O SANTO DO LUGAR:
RESPONDA, ‘MEU SINHÔ’! SERÁ QUE É AMOR?
MEU POVO VAI PASSAR!

TANTA GENTE ESPEROU POR ESSE DIA…
O PINCEL, A CANTORIA… NUNCA FOI PONTO FINAL!
E LÁ DO ‘AUTO’ COMO A VIDA É UM REPENTE
O ESTANDARTE VAI NA FRENTE
MUITO MAIS QUE CARNAVAL!
VEM ANTÔNIO, VEM MENINO!
SEU DESTINO É CIRANDAR
UM BRINCANTE NORDESTINO
A MISSÃO: PERPETUAR!

QUARTO MINGUANTE, A MORINGA QUASE SECA
MARÉ VIROU… VIROU LUAR!
TEM ALAMBIQUE PRA BEBER NA QUARTA-FEIRA
OKÊ, CABOCLO! TEMPO BOM VEM PRA FICAR!

QUARTO MINGUANTE, A MORINGA QUASE SECA
MARÉ VIROU… VIROU LUAR!
TEM ALAMBIQUE PRA BEBER NA QUARTA-FEIRA
FALTAVA O TIGRE PRO LUNÁRIO COMPLETAR!

Em noite de ‘Encontro no Paraíso’, Tuiuti apresenta samba-enredo para 2024 com muita vibração de segmentos e comunidade

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Por Lucas Santos, Raphael Lacerda e Nelson Malfacini

Foi uma noite épica! O retorno do “Encontro no Paraíso” teve como ponto alto a apresentação do samba-enredo do Paraíso do Tuiuti para o Carnaval 2024 que demonstrou ser uma obra já abraçada pela comunidade que mesmo com o pouco tempo de contato, festejou e vibrou bastante com o hino desenvolvido para o próximo desfile da Azul e Amarela de São Cristóvão. Antes, porém, a escola apresentou um show de pouco mais de duas horas desfilando uma coleção de sambas de muita qualidade, alguns recentes, como o icônico “Meu Deus, Meu Deus”, passando pelo “Bode Ioiô”, de 2019 , “Ka Ríba Tí Yê”, e o “Cadê o boi” do carnaval passado, entre outros. A atual campeã do carnaval 2023, Imperatriz Leopoldinense foi a escola convidada da vez e encerrou o espetáculo.

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Compositores do samba de 2024. Fotos: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

Depois de realizar disputa de sambas para os dois últimos carnavais, o Paraíso do Tuiuti voltou a uma fórmula que deu muito certo em anos anteriores, inclusive, no aclamado samba de 2018 que gerou um vice-campeonato e a melhor colocação da história da Azul e Amarela de São Cristóvão. Desta forma, para o próximo desfile, a agremiação voltou ao modelo de encomenda de samba. Os autores, já bastante conhecidos da casa, são Cláudio Russo, Moacyr Luz, Gustavo Clarão, Júlio Alves, Alessandro Falcão, Pier Ubertini e W Correia. A obra vai embalar o desfile que traz o enredo “Glória ao Almirante Negro!”, do carnavalesco Jack Vasconcelos. O tema é uma homenagem a vida e história de João Cândido, marinheiro brasileiro que se empenhou na luta contra os maus-tratos, a má alimentação e as chibatas sofridas pelos colegas. O Tuiuti será a quinta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval.

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“Este samba representa falar de uma história de luta, uma das mais bonitas histórias do Brasil, personagem muito forte que é João Cândido, e pela segunda vez eu estou fazendo isso. Já fiz isso na Renascer. Nós tentamos nesse samba fazer uma letra muito forte com uma melodia de fácil entendimento. Não tentamos fazer nada mirabolante com a melodia. Tentamos uma melodia mais fácil com a letra um pouco mais apurada. Eu fico muito feliz de mais uma vez ter essa encomenda no Tuiuti e eu acho que hoje eu tenho a cara do Tuiuti, e o Tuiuti tem a cara dos meus sambas. Isso é muito bom, há uma interação muito grande. O Tuiuti nunca podou a nossa inspiração. Sempre nos deu liberdade. É um toque ali, outra aqui, mas sempre respeitando a nossa criação. Eu tenho que agradecer essa confiança ao presidente Thor e a toda comunidade. Eu gosto muito do samba todo, mas me chama atenção o começo da segunda do samba que vem do ‘Meu nego, a esquadra foi rendida, e toda gente comovida’ até o ‘preferiu a traição’, isso sintetiza tudo que aconteceu com João Cândido. E depois de tudo que aconteceu, o governo traiu ele com a falsa promessa de anistia”, explicou o compositor Claudio Russo.

“A emoção é muito grande, fazer um samba de novo para o Tuiuti, um samba desse, para esse enredo, um samba esperado pela comunidade, feito para a família Tuiuti. E o Claudio Russo, esse grande parceiro do samba, nossa parceria mais uma vez conseguiu atingir o coração do pessoal do Tuiuti, a comunidade toda cantando, um samba lindo. Eu espero que a gente possa ser muito feliz. E ‘Desce o morro do Tuiuti’ é muito forte, é uma consagração e exaltação do Tuiuti”, contou o compositor Júlio Alves.

De volta ao Grupo Especial, o intérprete Pixulé terá a responsabilidade de comandar o carro de som do Paraíso no próximo desfile. Nos últimos carnavais, o cantor desfilou pela Série Ouro como voz principal de Cubango e Unidos de Bangu. Sua última passagem pela elite do carnaval carioca foi em 2014 com o Império da Tijuca. O artista revelou como seu estilo “bateu” com a essência da escola.

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“Essa chegada ao Tuiuti representa tudo, a gente retornar ao Grupo Especial, primeiramente agradecer ao presidente Thor, ele abriu as portas para mim, e representa tudo na minha carreira, eu não tenho palavras para expressar a minha felicidade de estar de volta ao Grupo Especial e ainda por cima no Tuiuti. Ou seja , eu estou no “paraíso”. Eu me sinto envaidecido , eu sinto uma leveza, eu me sinto como se eu estivesse no quintal da minha casa, como se estivesse no meu sofá sentado com o pé em cima da mesa”.

Pixulé elogiou bastante a obra do Tuiuti para 2024, entendendo que as comparações com o carnaval de 2018 representam mais motivação e responsabilidade.

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“Em 2017 quando eu cheguei na Unidos de Padre Miguel, eu já cheguei com um baita samba. Me deram um baita samba, me deram Ossain, e o samba ganhou vários prêmios. Eu estou debutando aqui no Tuiuti, e logo de cara me deram um baita samba, um baita presente para eu cantar na Avenida. Então eu estou muito feliz de estar no Tuiuti, mas também de ganhar esse belíssimo presente que é esse samba enredo maravilhoso de Claudio Russo e companhia. Mas não tem pressão, tem uma motivação maior, aquele momento que você fica todo emotivo, e a responsabilidade, afinal de contas, é o Tuiuti”.

Samba mexe com o presidente

O presidente Renato Thor exaltou a vibração que a obra do Tuiuti para o próximo carnaval gerou na comunidade e convidados da noite, e revelou que o momento mexeu bastante com o mandatário da Azul e Amarela.

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“Quando a gente vê toda uma comunidade e nossos visitantes contagiados com essa obra prima, eu me sinto muito feliz e envaidecido. Hoje ali no palco a minha lágrima só não caiu porque eu sou uma pessoa meio “ogra”. E todo momento que eu me sentia emocionado eu virava de costas para o palco, para que ninguém pudesse ver a minha emoção. Hoje para mim e para a minha comunidade é um dia muito emocionante. Eu vi o quanto ela estava feliz com essa obra. Queria agradecer a minha ala de compositores e explicar que “encomenda” é uma palavra que eu não gosto muito. Até porque o samba é de compositores da casa. A encomenda para mim é quando você pega compositores de outras escolas e traz para a sua para encomendar um samba. E quando você tem os próprios compositores da casa, para mim não é encomenda. O Paraíso do Tuiuti se organizou para fazer um samba e graças a Deus e a todos aqueles que nós protegem, estamos sendo felizes nesse novo projeto. Nesses dois anos teve um novo projeto que tal qual nós tivemos que voltar ao que era antigamente. Então , o projeto do Paraíso do Tuiuti vem dando certo e foi provado hoje”.

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Renato Thor também explicou semelhanças da obra e enredo atual com o espetacular carnaval de 2018, além de comentar o retorno do carnavalesco Jack Vasconcelos.

“Nós temos o título de o Quilombo do Samba, nós fomos o campeão do povo em 2018. Nós estamos exaltando um negro , que é um herói e nós vamos colocar ele como herói, de fato e de direito tal qual ele não foi reconhecido. Esse enredo tem tudo a ver com Paraíso do Tuiuti, confirme o enredo de 2018, mas cada um com uma essência diferente. A linha é a mesma. E o Jack voltou para casa, é um carnavalesco que a gente se entende. Quem não entendeu o Jack por aí, com todo respeito as coirmãs, porque aqui é uma escola de samba que a gente se entende. E por esse entendimento que vem do Jack com o Paraíso do Tuiuti, vocês podem ter certeza que vão ver um belíssimo trabalho através da obra do Jack Vasconcelos”.

Jack Vasconcellos emocionado

De volta ao Tuiuti depois de passagens por Mocidade Independente e Unidos da Tijuca, o carnavalesco Jack Vasconcellos, vice-campeão com a escola em 2018, comentou o processo de trabalho a partir de um samba produzido sem disputa.

“Acho que facilita no sentido de que a gente tem acesso a letra mais cedo. Então, alguma coisa do projeto em termos de visual, a gente tem tempo de adaptar ou tem tempo de fazer alguma coisa que encaixe com a letra caso apareça algum gancho bacana. Então, ter um intimidade maior com a letra antes é bem bacana. Ela não vai e volta muito quanto as pessoas pensam porque eu também não gosto de ter uma interferência muito grande na liberdade do compositor. Meu papel é tentar deixá-lo no norte que a gente vai seguir em termos de narrativa de enredo mesmo. Eu procuro não interferir”.

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Jack com o filho do homenageado João Cândido

Jack também comentou sobre como pretende realizar o desenvolvimento do carnaval 2024 e se há alguma semelhança com o processo de 2018.

“É um desfile em homenagem a um grande herói brasileiro. E o desfile foi montado e está sempre sendo pensado pra gente saudar essa figura histórica brasileira. O que não pode faltar é uma ‘intimidade emocionada’, se você consegue me enteder. É uma homenagem feita de coração, não só uma observação de um fato histórico. Há uma intimidade, um nivelamento em relação ao João Cândido, porque ele representa o povo brasileiro. É uma coisa de espelho. O ano de 2018 é engraçado porque foi uma resposta que a gente teve de público que a gente não contava de início. Acho que o povo percebe quando a coisa é feita de coração. Não tem nenhum outro intuito por baixo. A gente fez realmente aquilo que a gente queria muito, e era de verdade. Se tem alguma semelhança com 2018, é isso. É um enredo feito com muita verdade e vontade, e a gente quer muito falar de João Cândido, sobretudo por esse momento que o Brasil está atravessando”.

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Sobre o primeiro contato com a obra, Jack revelou que o samba mexeu com o artista desde o início

“Fiquei emocionado e isso é bom (risos). É legal, porque logo em uma primeira audição, o samba já falar com você , é muito legal, me tocou muito. Ele cumpre a função de explicar o enredo, é poético, é de fácil entendimento, vai ajudar muito para explicar a parte visual”.

Adalberto Cândido, filho caçula de João Cândido, esteve presente na quadra e falou com o site CARNAVALESCO. “É uma satisfação muito grande para mim, para a minha família, para todos os admiradores do meu pai, por ele ser reconhecido e já pelo povo. Meu pai é um herói popular. É bom ele ser reconhecido pelo povo brasileiro. E no desfile, a emoção vai vir na hora, na hora que entrar no sambódromo, não é para qualquer. Se Deus quiser estarei desfilando com minha família e amigos”.

Excelência no ritmo

Outro grande trunfo do Tuiuti para o Carnaval 2024, foi a renovação do mestre Marcão que irá comandar a “SuperSom” pelo terceiro desfile seguido. Sem perder nenhum décimo no último carnaval, mestre Marcão falou sobre o trabalho que vem desenvolvendo desde 2021 no Paraíso.

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“Eu cheguei em 2021, na pandemia, e não teve desfile. Mas já tinha um trabalho. Em 2022, o trabalho foi concluído, Em 2023, botamos uma bateria. Hoje eu posso te confirmar, que hoje o Paraíso do Tuiuti, tem uma identidade em sua bateria, quem chega tem que conhecer o que vai fazer. Já temos uma identidade. Quando eu cheguei eu tive que me adaptar. O meu trabalho era diferente também, o pessoal abraçou a causa, trouxe vários diretores do morro do Tuiuti, essa molecada veio e colocamos como deveríamos colocar e eu fico muito satisfeito por eles”.

Marcão também explicou como se dá o processo da bateria sendo trabalhada com um samba já pronto em agosto e que teve sua realização acompanhada pelo mestre de bateria.

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“Eu trabalho né. O trabalho vem logo no começo, e isso é muito bom. Não desmerecendo os outros sambas, outros compositores, eu gosto de ver bastante obras, mas esse ano, o presidente optou por um samba encomendado que tem como você mexer. E facilita para a gente por que já estamos ensaiando, já tem várias segundas-feiras, e a gente já está pensando em paradinhas, bossas, mas colocando uma de cada vez para que fique na mente dos caras. Hoje fizemos duas, mas daqui a pouco vamos colocar mais duas. São seis. Isso facilita. O desenho do tamborim já está pronto, ainda não estamos executando, porque ainda falta fixar. O desenho do chocalho está pronto. Estamos colocando devagar para não se antecipar. Temos que ver com o intérprete também”.

Novidades na comissão de frente

Em sua segunda passagem pela Paraíso do Tuiuti, a coreógrafa Cláudia Mota, desta vez, comandará a comissão de frente em parceria com o coreógrafo Edifranc Alves. A dupla comentou sobre a responsabilidade de trabalhar em um desfile que promete ser um grande carnaval da escola de samba de São Cristóvão.

“A Tuiuti sempre traz enredos muito fortes e muito importantes, de muita potência. E foi isso que me fez, também, encher os olhos para voltar pra cá. Trabalhar com o Jack, ter essa responsabilidade de um enredo tão importante pra nossa cultura – e fazer com que o João saia daquela avenida consagrada como herói, porque ele é”, disse Claudia Mota.

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“O enredo já nasceu gigante e maravilhoso. Ele só solidifica essa luta – que certamente virá com vitória para a escola e comunidade. Para mim é uma grande honra ter essa oportunidade desse convite de estar como coreógrafo, junto com Cláudia Mota. Acho que tem tudo pra dar certo, principalmente por trazer esse herói nacional que merece essa coroação”, afirmou Edifranc.

Casal na vida real, a dupla contou como funciona a divisão de trabalhos. Os dois são bailarinos do Theatro Municipal do Rio e atuam juntos há bastante tempo, mas é a primeira vez que, em conjunto, vão assumir uma comissão de frente. Para eles, a parceria da dupla somada ao trabalho do carnavalesco Jack Vasconcelos tem tudo para dar certo.

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“Já não é a primeira vez que ele tá comigo, mas esse ano ele vai assumir a comissão de frente junto comigo. Está sendo novo para os dois. Porque eu nunca dividi trabalho com outro coreógrafo. Apesar da gente ser casado, sabemos dividir bem as funções. A gente respeita muito a ideia do outro, somos muito parceiros e nos complementamos nas ideias. Acho que dá muito certo. E o Jack é um terceiro – é um trio que eu acho que confio muito para que dê muito certo”, disse a coreógrafa.

“A gente trabalha há muito tempo. Nós somos um casal na vida real e também no trabalho. Somos artistas bailarinos do Theatro Municipal, trabalhamos juntos há mais de vinte anos. É uma congruência muito boa. A gente trabalha todos os dias, temos essa nuance do cotidiano. Mas também, neste caso agora, como coreógrafos, tem a questão da criatividade que a gente vai colocar à prova para poder trazer um significado na Avenida com essa comissão de frente, com esse enredo tão forte. É uma grande responsabilidade que nós abraçamos com muito amor e muita vontade de fazer. A gente quer ver esse nosso herói coroado como um herói nacional, que é o que ele merece”, completou Edifranc.

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Para o coreógrafo, o trabalho em dupla facilita o processo criativo. “A gente consegue trocar mais. Existe a disponibilidade um do outro de poder trocar e discutir as questões, porque trabalhar com carnaval é complicado, não é fácil. É trabalhoso, mas sempre edificante, porque a gente aprende muito e é um aprendizado sempre”.

Ensaio de rua em outubro

Para o diretor de carnaval André Gonçalves, o Andrezinho, o samba encomendando facilita a harmonia entre carro de som e comunidade. Ele também falou sobre a previsão para o início dos esperados ensaios de rua.

“Na verdade, nós começamos a fazer um ensaio de canto há duas semanas. Segunda-feira vai ter o ensaio, porque nós estamos com o terceiro casal. Foram dez casais para a final. Mas o ensaio de rua mesmo vai iniciar na última segunda-feira de outubro. Facilita (samba encomendado), porque o que acontece: se a gente entra na disputa, só vamos ter o samba escolhido lá no começo de outubro. Então isso é muito importante pra escola, porque a gente já está trabalhando o samba e toda a comunidade”, explicou o diretor de carnaval.

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Andrezinho também comentou sobre a chegada do intérprete Pixulé, que assumiu o comando do carro de som da Paraíso do Tuiuti após a saída de Wander Pires, que foi para a Viradouro. Segundo o diretor de carnaval, Pixulé foi abraçado pela comunidade do Tuiuti.

“O Pixulé tem uma coisa especial: ele é um cara agregador. A comunidade gostou muito dele e foi muito bem recebido. Além da volta dele para o Grupo Especial, eu acho que a comunidade do Morro do Tuiuti estava aguardando o Pixulé. Ele é a cara da escola”, contou.

Casal celebra ano de 2023

Raphael Rodrigues e Dandara Ventapane, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira do Tuiuti, fizeram um balanço do carnaval deste ano. Com duas notas 9.9, e dois dez, a dupla considera que 2023 foi um grande ano e um divisor de águas.

“Para nós foi um grande ano. A gente achou que começamos a criar ainda mais a identidade do casal. O primeiro ano a gente veio com o enredo afro, eu acho que tem muito a ver comigo e com o Raphael. O segundo ano já foi um desafio de sair da temática e criar a nossa identidade – não perder a nossa identidade que a gente criou no primeiro ano ao longo deste trabalho. Foi positivo. A gente teve alguns probleminhas na concentração, a entrada foi um pouco aguerrida, mas mediante ao pré, a gente ficou muito feliz com o que a gente fez. Muito satisfeitos com o que nós conseguimos apresentar. É isso: a cada ano evoluir, melhorar um pouco mais o entrosamento com a escola, os detalhes finos para conseguir chegar na nota”, comentou a porta-bandeira.

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“Ela falou tudo. Não tenho mais o que acrescentar. 2023 foi um divisor de águas para gente. Depois de 2022, um Carnaval que criaram muitas expectativas e mesmo assim a gente conseguiu alcançar um grande objetivo. 2023 foi o nosso divisor de água. Dentro dos problemas que nós apresentamos, dentro das coisas que aconteceram eu acredito que nós apresentamos um excelente carnaval”, completou o mestre-sala.

Questionada sobre o que manter para 2024, Dandara destacou a dança espontânea e o bailado do casal. Já quando perguntada sobre o que melhorar, a porta-bandeira citou a sincronia que foi cobrada pelo júri.

“Acho que a gente tem tentado manter um pouco dessa força que a gente traz, assim, na identidade, um pouco da espontaneidade. Eu e Raphael nos encontramos muito numa dança espontânea, que nem sempre está milimetricamente coreografada. Acho que isso a gente vai manter enquanto estivermos dançando juntos, porque tem a ver com os outros lugares onde a gente se encontra – na dança de salão e em outras relações. Ficamos muito satisfeitos quando a gente consegue executar de forma leve o bailado do casal”, comentou.

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“O que mudar, eu acho que encontrar um pouco dessa sintonia que o jurado não viu – essa sincronia entre a gente talvez. A gente olha que tinha muito a ver com a nossa proposta deste ano, entre feminino e masculino não fazerem exatamente as mesmas coisas e as mesmas finalizações, mas talvez esse seja o ponto que precise mudar e também vamos ver ao longo do trabalho”, completou Dandara.

Para a porta-bandeira, o samba definido antecipadamente facilita o desenvolvimento do trabalho que será apresentado na Marquês de Sapucaí. Dandara contou que o casal já começou a estudar a dança na quadra – que ela considera fundamental.

“Com certeza (ajuda no trabalho). Você tem um samba para trabalhar por mais tempo. A gente está aproveitando que já tem samba escolhido e sim, começando a pensar, fazendo laboratórios, e pensando também na dança da quadra. Eu gosto muito de dançar o samba na quadra para a gente sentir junto o que que vai surgir, o que que vai rolar e daí começarmos a trabalhar. Daí temos um pouco mais de tempo para fazer isso, o que nos dá vontade de criar esse trabalho e deixar ele bem redondinho para que essa sintonia fina apareça e salte aos olhos para todo mundo na Avenida”, comentou.

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Perguntado sobre o peso de entrar na Passarela do Samba após o desfile da Mangueira, que levará Alcione para a Avenida, e anteceder a Viradouro, o mestre-sala contou que não vê esses fatores como uma responsabilidade e enfatizou a estrutura e os grandes carnavais que a Paraíso do Tuiuti realizou nos últimos anos.

“Assim, eu não vou ser polêmico, mas eu não acho que seja responsabilidade. Responsabilidade é a gente ser a primeira, segunda, terceira. Eu acho que entre Mangueira e Viradouro são só mais duas coirmãs que vão disputar com a gente. Hoje o Tuiuti tem uma estrutura e condição muito grande e vem apresentando bons trabalhos, numa crescente muito boa. A pergunta tem que ser feita para eles: qual é a responsabilidade de vir antes ou depois do Tuiuti. Acho que é essa a pergunta”, afirmou Raphael.

Galeria de fotos: Tuiuti apresenta samba para o Carnaval 2024

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A Estácio tem mandinga! Parceria de Júlio Alves vence disputa de samba-enredo para o Carnaval 2024

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Por Allan Duffes e Diogo Sampaio

Uma escola em busca de se reencontrar. É isto o que foi visto na final da disputa de samba da Estácio de Sá para o Carnaval de 2024. Após enfrentar diversas dificuldades para conseguir colocar o desfile de 2023 na rua, a vermelha e branca aposta no enredo “Chão de Devoção: Orgulho Ancestral”, do carnavalesco Marcus Paulo, para novamente voltar aos bons tempos. Para escolher o hino oficial que guiará o desfile, a escola promoveu uma grande festa em sua quadra na noite dessa sexta-feira, embalada pelo alto nível dos quatro sambas finalistas. A obra vencedora foi a da parceria encabeçada por Júlio Alves. Os demais compositores são: Claudio Russo, Magrão do Estácio, Filipe Medrado, Thiago Daniel, Diego Nicolau, Tinga, Dilson Marimba, Guilherme Karraz, Barbara Fonseca, Telmo Augusto e Marquinhos Beija-Flor. Em 2024, a Estácio de Sá irá se apresentar na sexta-feira de Carnaval, primeiro dia de desfiles da Série Ouro. O chamado “Berço do Samba” será a quinta agremiação a cruzar a Marquês de Sapucaí na ocasião.

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Fotos de Allan Duffes/CARNAVALESCO

“Eu queria muito ganhar esse samba. Era uma vontade muito grande. Samba lindo e com a cara da Estácio. Essa é minha quinta vitória, como se fosse a primeira. É muito bom ganhar. Nosso samba não tem defeito é todo lindo”, afirmou o compositor Júlio Alves.

“Dou sorte. Já é o segundo samba que ganho para 2024, semana passada, foi na Mancha Verde. Espero que siga assim. Me emociono muito no samba da Estácio, principalmente, na parte ‘segue o tumbeiro..’ é muito forte. Fazemos o samba com muito amor para ajudar a escola no desfile”, comentou Tinga, que além de intéprete, assina a obra como compositor.

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“A sensação é de muita gratidão. Desde quando a escola anunciou o enredo eu pensei que tinha que disputar após ficar dois anos fora. A saudade apertou e quis voltar. Fomos abraçados pela comunidade. É o terceiro samba que venço na minha escola. Agora, é curtir o momento. O trabalho não para”, garantiu o compositor Filipe Medrado.

Presidente promete grande desfile

Em entrevista ao site CARNAVALESCO, o presidente Edson Marinho prometeu fazer um dos maiores desfiles da história da escola.

“O carnaval da Estácio de Sá em 2024 vai ser um dos maiores de todos os tempos. Isso começa pelo enredo, que foi muito bem aceito pelos críticos, pelos grandes pesquisadores de carnaval. Desde o lançamento, ele foi muito comentado. Como consequência desse enredo, nós tivemos uma safra de samba, que compositor nunca tinha visto uma tão forte quanto essa. E olha que disputei samba na Estácio durante 39 anos. Algumas pessoas, alguns diretores da escola, até vieram comentar comigo que eu estaria na maior dificuldade no mundo, que não queriam estar no meu lugar, por ter que escolher apenas um de uma safra tão forte. Hoje tivemos aqui na quadra quatro sambas. Eu poderia ter fechado os olhos e pescado qualquer um que a Estácio estaria muito bem representada. Isso me deu certo conforto, me deixou muito tranquilo, que não tinha como errar. Qualquer um dos quatro poderiam ser o samba campeão. Então, podem esperar um dos maiores desfiles da história da Estácio”.

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O dirigente citou após ser compositor por quatro década possui agora um grande desafio que é comandar a escola. “É um desafio muito grande assumir a Estácio no momento atual, mas eu sou muito apaixonado pela escola. Fiquei quase quatro décadas aqui como compositor, eu tenho um tempo bom de casa. De fato, nesse início de trabalho tivermos muita dificuldade realmente, mas hoje o barracão da Estácio está coberto, os protótipos estão entre 90% e 95% prontos e a gente deve terminar ainda esta semana, vamos começar a fazer reprodução das nossas roupas… Aos poucos, estamos arrumando as coisas. Podem ter certeza de um grande carnaval”.

Edson Marinho revelou também como está o processo de melhoria do espaço que a escola conseguiu para fazer seu barracão, no bairro do Rio Comprido, na Zona Norte da cidade. “A parte mais crítica era a cobertura. Já foi instalada a luz, a Cedae esta semana vai colocar água, falta agora a gente dá uma ajeitada no piso. Porém, a maior dificuldade nossa era a cobertura. Afinal, chuva e sol, destrói tudo. Então, esse problema já foi resolvido e estamos muito felizes com a cobertura. Graças a Deus, vamos começar a mexer nos carros já e quem conhece a Estácio garanto que vamos fazer um Carnaval para disputar o título. A Estácio vai voltar para o lugar de onde ela nunca deveria ter saído”.

Carnavalesco volta para Sapucaí

De volta para Marquês de Sapucaí em 2024, o carnavalesco Marcus Paulo abordou o período fora e a responsabilidade de conduzir o desfiel da Estácio no carnaval do ano que vem.

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“Resolvi ficar afastado da Marquês de Sapucaí e fiz só a Rocinha na Intendente, que também foi muito difícil de conciliar com o doutorado. E posso garantir que fez muita falta pra mim, como artista, pelo que gosto de fazer no carnaval. Quando surgiu esse convite da Estácio, ainda no meio do meu processo de doutorado, eu demorei a dar um pouquinho a resposta, mas quando eu vi que eu conseguiria conciliar e voltar a fazer a minha arte, a minha paixão, o que eu gosto na Sapucaí, eu vim aqui, conversei, aceitei e ganhei esse grande presente que é esse enredo da Estácio de Sá. Estou muito feliz de poder voltar desta forma. Quem conhece um pouquinho o meu trabalho antes dessa minha parada, desde a Unidos da Tijuca até a Acadêmicos da Rocinha, sabe que eu gosto de inventar, eu sou inquieto mesmo. Gosto de procurar uma forma nova, uma estética diferenciada, materiais pouco usuais. Gosto de impactar no visual, até porque se eu passar igual a todo mundo, é mais do mesmo, você não faz aquele cara que está na arquibancada ou que está em casa assistindo pela TV, parar e prestar atenção. Por isso, eu procuro ousar um pouquinho nas formas e nas texturas pra prender a atenção das pessoas e convencer os jurados de que aquela estética merece a nota dez”.

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Agora, com a saída do carnavalesco Mauro Leite, Marcus Paulo conduzirá sozinho o desfile da Estácio. O artista contou como foi essa decisão do companheiro de trabalho. “O Mauro iria ficar mais com a coordenação artística, porque a parte da escrita eu tenho muita expertise para isso, então naquele momento ali da saída dele já era uma parte que eu iria caminhar sozinho de qualquer forma. Já o motivo dele deixar o projeto é que ele teve algum compromisso de trabalho com a Rosa Magalhães, que não está fazendo o carnaval, mas que pegou um espetáculo grande pra fazer e ele não conseguiu conciliar. O Mauro conversou com a diretoria e achou melhor se dedicar a esse trabalho com a Rosa, porque ele é um funcionário dela, ele é um assistente da Rosa para o que quer que ela faça, seja teatro ou carnaval. Ele entrou de licença da Estácio de Sá este ano e de repente ele volta para o ano que vem, para formar essa parceria que ficou um trabalho ainda inacabado, que eu acho que daria muita liga nós dois”.

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Marcus Paulo citou como pensa enfrentar o desafio de fazer o desfile, ainda no barracão em construção, e com todas dificuldades de trabalhar em uma escola da Série Ouro, que possui menos recursos financeiros. “É um novo momento da escola, uma reconstrução. A Estácio estava sem um barracão coberto, foi um local que ela arrumou ali na pressa, ainda estava se organizando pra ver se ficaria naquele espaço ou não. E ela ganhou esse barracão, já cobriu o teto e agora a gente está terminando a estrutura, mas só de ter essa cobertura já é uma grande vantagem. Eles fizeram com uma lona improvisada no ano passado, teve que fazer tudo muito em cima da hora. Então, de fato, é uma reestruturação que está sendo feita por essa nova diretoria e um novo momento dos componentes também. Acho que eu estou sendo um privilegiado que eu estou pegando a Estácio em um momento que as pessoas estão com muita vontade de fazer uma escola competitiva. Estou aproveitando bem esse momento, cheguei no momento certo”.

Chuvisco já pensa nas paradinhas

Experiente no comanda da bateria ‘Medalha de Ouro’, mestre Chuvisco fez um balanço do desfile de 2023 e o que fazer para 2024. “A dedicação e a entrega que a gente tem ao fazer o nosso trabalho, faz com que a chegue às notas 10 e ajudar a nossa escola a terminar o carnaval em uma boa colocação. A nossa bateria tem uma consistência muito grande. Aqui, a gente costuma dizer que é uma família e tudo funciona dentro do respeito. O maior segredo para manter a consistência da bateria é o respeito que a gente tem uns com os outros”.

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O comandante explicou como ter o samba escolhido mais cedo facilita o trabalho com os ritmistas e citou o que pensa de paradinhas para 2024. “Ajuda bastante. O nosso presidente teve uma sacada muito grande de definir o samba logo cedo. Assim, temos mais tempo para trabalhar o samba, temos calma para montar os arranjos. Para, quando chegar na hora certa, estar tudo bonito para podermos desfilar. O nosso enredo proporcionou que fossem feitas grandes obras. Já penso em paradinhas, sim. Assim que sai o enredo, a gente procura ver a origem do enredo, ver o que ele permite e tenta inserir na avenida”.

Dupla de cantores

Para o desfile do ano que vem, a Estácio terá uma dupla de cantores: Tiganá e Charles Silva. Ao CARNAVALESCO, eles falaram sobre como é mais fácil trabalhar o samba-enredo quando ele é escolhido mais cedo.

“Facilita e muito. Não só no meu entrosamento com o Tinganá, com a bateria e com todos os seguimentos da escola. O grande diferencial da diretoria foi essa agenda, que a gente conseguiu reunir grandes compositores colocando samba na escola e escolhendo, ainda em agosto, com bastante tempo para a gente fazer um grande desfile”, disse Charles.

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“É bom para a gente. Eu já trabalhei bastante com o Charles, em outros locais, mas em desfile será a primeira vez. A parceria está dando certo, a gente se conhece. Escolher o samba cedo possibilita a gente sentar, ver tudo direitinho para no dia do desfile a gente estar pronto”, completou Tiganá.

Ambos também comentaram as virtudes do companheiro e o que o esperam do trabalho para o desfile de 2024. “A gente se conhece há bastante tempo, se respeite e tem tudo para dar certo. A gente está com uma parceria muito maneira. Tenho certeza de que isso não vai mudar e a gente vai fazer um grande trabalho. O nosso grande diferencial é a parceria. Sem ela, não vamos chegar a lugar nenhum”, comentou Charles.

“A nossa dupla já está dando certo. Vai dar muito mais certo na avenida, nos ensaios. A expectativa é a melhor possível. Está sendo uma experiência muito boa trabalhar com ele. É uma excelente pessoa. A nossa sintonia está excelente. A partir do momento que escolher o samba, vocês verão uma dupla que vai parecer uma pessoa só”, garantiu Tiganá.

Estácio já projeta ensaios de rua

Diretor de carnaval da Estácio, Mário Mattos explicou a importância de escolher o samba-enredo em um período mais cedo do que o normal e comentou como será o processo de produção do desfile.

“Quando você escolhe um samba antes, você tem tempo de trabalhar ele melhor. Existe a facilidade de pegar, não só a sua comunidade, mas como todos os segmentos da escola e fazer com que daqui um mês, um mês e meio, esteja todo mundo com o samba na ponta da língua, cantando forte. “A previsão é que os ensaios de rua da Estácio, provavelmente, só comecem a partir de dezembro. Porém, os treinos com a comunidade, com os segmentos, devem ter início no meio do mês de agosto. Passando essa semana agora, já para outra, a gente começa os ensaios de canto”.

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O diretor de carnaval também falou sobre a dupla de intérpretes para 2024 e o trabalho de construção do barracão.

“Graças a Deus o barracão está de pé, está coberto, já estamos iniciando o trabalho, o nosso carnavalesco, a nossa direção comigo, com Alexandre, com o Edvaldo, já estamos colocando a mão na massa, fazendo a triagem dos carros. A expectativa é começar este mês a parte de ferragens, madeira. Esperamos que até dezembro a gente esteja com Carnaval de 2024 pronto. A chegada do Charles traz um impacto importante. Está ali ele e o Tiganá cantando juntinho, todos os dois são excelentes e tem uma danada de voz, então ajuda bastante a crescer ainda mais o potencial do nosso carro de som. Com certeza, vamos explodir na Avenida com eles cantando”.

Porta-bandeira volta em 2024

O carnaval do ano que vem também marca a volta da porta-bandeira Thais Romi para o Sambódromo da Sapucaí. Ela fará par com o mestre-sala Feliciano Jr, que dançou na Estácio com Alcione em 2023.

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“É maravilhoso voltar, ainda mais defendendo o pavilhão da Estácio, uma escola tão tradicional. E ao lado do Feliciano, que é meu amigo há mais de 15 anos. Foram dois anos. O tempo que eu fiquei fora da Sapucaí, eu ganhei a minha filha Helena, desfilei na Tradição e trabalhei muito dentro da minha profissão (fonoaudióloga) e não deixei de ensaiar”, garantiu a porta-bandeira.

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“É um prazer gigante dançar com ela. A maior virtude da Thaís é a alegria e ela é super dedicada. Eu acredito que a nossa amizade ajuda o trabalho a crescer. Desde o início da parceria começamos a ensaiar. Agora, a gente está construindo um novo método para a nossa dança”, afirmou o mestre-sala.

Confira análise de cada apresentação na final

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Parceria de China do Estácio: A primeira parceria a se apresentar na grande final foi a formada por China do Estácio, Marcelo Kará, Binho Teixeira, Cunha Bueno, Bira Moreno, Wagner Guerra, Fred Lima, Claudio Austero, Rodrigo Canela, Marcelo Maguila e Cesar Ouro. Defendido pelo intérprete Vitor Cunha, o samba tinha explosões nos refrões, em especial o refrão do meio. A parceria preparou uma performance, onde duas pretas velhas vinham à frente da torcida, benzendo e abrindo os caminhos. Havia ainda bastões de velas, além de bandeiras nas cores vermelha e branca, que eram utilizados pelos torcedores em diferentes coreografias. Apesar do espetáculo promovido pela parceria, o restante da quadra e os segmentos da escola reagiram apenas de forma tímida ao samba.

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Parceria de Serginho do Porto: Na sequência, a parceria encabeçada por Serginho do Porto é quem ocupou o palco da grande final estaciana. O samba que conta também com a assinatura dos compositores Gustavo Clarão, Richard Valença, Rafael Prates, Serginho Castro, Merica Boa Esperança, Diego Nascimento, Orlando Ambrosio, Marquinhos Bombeiro, Fernando Gogó de Ouro e Alfredo Jr. foi entoado pelo próprio Serginho do Porto, que já teve três passagens como voz oficial da escola e detém forte identificação com a vermelha e branca. Isso foi um dos fatores que podem ter contribuído para um bom desempenho da obra. O samba melodioso, mas com refrões fortes, teve maior receptividade da quadra, quando comparado ao primeiro. Ao longo dos 30 minutos, pode ser observado alguns segmentos cantando e sambando, entre eles baianas. A apresentação teve ainda uma torcida ornamentada com bandeiras e bexigas nas cores da escola. Assim como a anterior, a parceria fez uso de chuva de papel picado e de fogos de artifício no palco. Além disso, soltaram balões do teto da quadra.

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Parceria de Júlio Alves: A parceria de Júlio Alves, Claudio Russo, Magrão do Estácio, Filipe Medrado, Thiago Daniel, Diego Nicolau, Tinga, Dilson Marimba, Guilherme Karraz, Barbara Fonseca, Telmo Augusto e Marquinhos Beija-Flor foi a terceira a se apresentar. A torcida veio com bandeiras da escola e bexigas vermelhas, e pulou e cantou o samba durante os 30 minutos. A parceria, conforme as anteriores, fez uso de papel picado e fogos de artifício no palco. Como diferencial, trouxe também um elemento cenográfico, que consistia em uma cruz estilizada com elementos da religiosidade negra, como figas e uma guia de preto velho. O samba melodioso e aguerrido foi o que mais conquistou a quadra em geral.

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Parceria de Alexandre Naval: Encerrando a noite, a última parceria a se apresentar foi a formada por Alexandre Naval, Jaílton Russo, Maurício Amorim, Edinho, Luiz Thiago, Diego do Carmo, Lucas Rigonato, Rodrigo Pinho, Gigi da Estiva, Daniel Barbosa, Rico Bernardes e Rafael Mikaiá. O samba defendido por Igor Sorriso, intérprete da Mocidade Alegre no Carnaval paulistano, apostou em um ritmo acelerado, tendo como destaque o refrão principal. Ornamentada com bandeiras e bexigas nas cores vermelha e branca, a torcida manteve um forte canto e animação ao longo dos 30 minutos de apresentação. No entanto, não se observou o mesmo no restante das pessoas presentes na quadra, incluindo os segmentos. Seguindo a tendência de outras parcerias, houve uma performance de duas pretas velhas. Também foi utilizado o recurso da chuva de papel picado. Teve ainda uma faixa em homenagem ao falecido compositor estaciano Luiz Sapatinho, um dos autores, junto com Alexandre Naval, do samba que embalou o desfile campeão da Estácio de Sá no Carnaval de 2019.