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Salgueiro apresenta novo quadro de casais de mestre-sala e porta-bandeira

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O Salgueiro emocionou sua comunidade, no último sábado, ao revelar seu novo quadro de casais de mestre-sala e porta-bandeira para o próximo desfile. Pelo décimo primeiro ano consecutivo, Sidclei Santos e Marcella Alves liderarão com maestria o primeiro pavilhão da Academia.

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Fotos de Ewerton Pereira/Divulgação Salgueiro

O segundo casal de mestre-sala e porta-bandeira será composto por Leonardo Moreira e Barbara Mylena, ambos provenientes da escola mirim Aprendizes do Salgueiro. O terceiro casal terá Leonam Seabra, também formado na base do Aprendizes do Salgueiro, que se une a Beatriz Paula, que passou pela Lins Imperial, Imperatriz Leopoldinense e Botafogo Samba Clube. Ela foi aluna do projeto “Lapidando Talentos”, idealizado pelo primeiro casal da Academia, Sidclei e Marcella Alves.

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Leonardo Moreira e Barbara Mylena
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Leonam Seabra e Beatriz Paula

CARNAVALESCO acompanha eliminatória da Viradouro e analisa sambas concorrentes para o Carnaval 2024

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A Unidos do Viradouro realizou, na noite do último sábado, a primeira eliminatória em chave única do concurso de samba-enredo para o Carnaval de 2024. Como parte da série “Eliminatórias”, a reportagem do site CARNAVALESCO esteve presente e acompanhou essa nova fase da competição promovida pela vermelha e branca de Niterói. Ao todo, oito obras se apresentaram e uma delas será cortada. O anúncio das que seguem no páreo será feito na próxima segunda feira, às 18h, nas redes sociais da agremiação. Já a etapa seguinte da disputa ocorrerá no sábado que vem, dia 09 de setembro.

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Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação Viradouro

No ano que vem, a Viradouro será a sexta e última escola a passar pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, encerrando os desfiles do Grupo Especial. A agremiação irá em busca do terceiro título de campeã da folia carioca com o enredo “Arroboboi, Dangbé”, sobre a energia do culto ao vodum serpente, que será desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon.

Parceria de Thalita Santos: O primeiro samba a se apresentar foi o composto por Thalita Santos, André Ramos, Gustavo Huber, Leandro Henrique, Marcello Pereira, Tchaca Arruda e Soares, com a participação de Nina Rosa. O intérprete Rodrigo Brites foi quem teve a missão de conduzir a obra. A torcida, apesar de pequena, mostrou animação. Ornamentados com bandeiras e balões nas cores da escola, assim como com bastões de luzes coloridas, eles cantaram e pularam ao longo de toda apresentação. Os momentos de maior canto foram nos refrões, especialmente o principal, que trazia os versos “Arroboboi, arroboboi/Sete cores no meu manto encarnado/Minha caixa é de guerra, é a ponte pro sagrado/No roncar do tambor, Viradouro, alafiou/No roncar do tambor, Viradouro, alafiou”. Outro ponto de destaque no samba foi trecho de subida para o refrão principal, com os versos “No toque do adarrum, na imagem de Doné/A serpente é fundamento, é de jeje o candomblé”.

Parceria de Dudu Nobre: A obra assinada por Dudu Nobre, Samir Trindade, Victor Rangel, Deiny Leite, Valtinho Botafogo, Fabrício Sena, Felipe Sena e Jeferson Oliveira foi a segunda a se apresentar. Os responsáveis por defender o samba na quadra foram a dupla de intérpretes formada por Igor Sorriso e Guto, que tiveram uma boa performance. A obra melodiosa e aguerrida teve um rendimento alto ao longo de toda a apresentação, tendo o seu momento de catarse durante o refrão principal, em especial no verso “Se me desafiar… É Guerra”, cantando duas vezes. Nele, era possível observar as pessoas entoando o samba a plenos pulmões. Aliás, com direito a bandeiras estampadas com o pavilhão da agremiação, os torcedores presentes na quadra fizeram bonito e contagiaram quem estava no local. Tanto que foi possível observar segmentos da escola cantarolando o samba.

Parceria de Renan Gêmeo: O samba de autoria dos compositores Renan Gêmeo, Raphael Richaid, Rodrigo Gêmeo, Bebeto Maneiro, Paulo Cesar Portugal, Marcelo Adnet, Bello, Silvio Mesquita, Carlinhos Viradouro e Ricardo Neves foi o terceiro na ordem de apresentações. A obra foi defendida por um time de cantores encabeçado por Gilsinho, mas que também contava com outros nomes conhecidos como Nino do Milênio e Daniel Silva. Com bandeiras coloridas, a torcida demonstrou bastante empolgação. O canto mais forte ocorria durante os refrões, enquanto no restante do samba era possível observar diversos torcedores sem entoar a obra. O restante da quadra também reagiu apenas de maneira tímida ao samba. Vale mencionar que, além dos refrões, o trecho com os versos “Agô dilê mahim á Dan issu Dan” se sobressaiu positivamente.

Parceria de Igor Leal: A quarta obra a se apresentar nessa eliminatória foi a de autoria de Igor Leal, Gustavo Clarão, Inácio Rios, Márcio André, Arlindinho Cruz, Diogo Nogueira, Igor Federal, Rubinho, Vaguinho e Vitor Lajas, com as participações especiais de Márcio André Filho e Daniel Katar. Os intérpretes Evandro Malandro e Freddy Viana, da Acadêmicos do Grande Rio e da Mancha Verde, foram os condutores do samba. A obra começou a apresentação de maneira mais acelerada, mas depois se estabilizou em um ritmo menos frenético, porém mantendo uma pegada “para cima”. Quanto aos torcedores, ornamentados com bandeiras nas cores da agremiação, eles deram um show na quadra. Com direito a coreografias, cantaram e pularam o tempo inteiro. Em relação a obra, um dos pontos altos foi o refrão principal. Também vale chamar atenção para o início da primeira estrofe do samba, cuja os versos “Arroboboi!/Eu disse: Arroboboi, Dangbé/Alafiou… Alafiou!/Jorra o sangue pra Serpente/Viradouro incorporou” são de fácil assimilação e com uma variação melódica interessante.

Parceria de Lucas Macedo: O quinto samba a passar pelo palco da Unidos do Viradouro nessa eliminatória foi o da parceria de Lucas Macedo, Diego Nicolau, Richard Valença, João Perigo, Cadu Cardoso, Marquinhos Paloma, Orlando, Ambrósio, Lico Monteiro e Silas Augusto. O intérprete Zé Paulo Sierra, que no último Carnaval encerrou uma passagem de uma década pela vermelha e branca de Niterói, é quem defendeu a obra. Apesar do ritmo acelerado, o samba conseguiu manter as variações melódicas. A torcida veio com bandeiras diversas nas cores da escola, além de bexigas vermelhas. Eles cantaram e sambaram ao longo de toda a apresentação. Os momentos de explosão ocorreram no refrão principal, especialmente no trecho “Ô deixa girar/Arroboboi, dangbé”, que era entoado a plenos pulmões até por segmentos da própria vermelha e branca de Niterói.

Parceria de Claudio Mattos: Dando sequência para as apresentações, o sexto samba foi assinado Claudio Mattos, Claudio Russo, Julio Alves, Thiago Meiners, Manolo, Anderson Lemos, Vinicius Xavier, Celino Dias, Bertolo e Marco Moreno. A obra teve a condução de uma dupla de intérpretes de peso, os premiados Tinga e Pitty de Menezes, vozes oficiais da Unidos de Vila Isabel e da Imperatriz Leopoldinense respectivamente, que fizeram um show à parte. Além deles, a torcida também fez bonito. Ornamentados com bandeiras nas cores da Viradouro e bexigas coloridas, eles cantaram, pularam e até fizeram coreografias casadas com trechos da letra. Quanto ao samba em si, o destaque ficou para o trecho que antecede o refrão principal. Os versos “Ê alafiou, ê alafiá, é o ninho da serpente/Jamais tente afrontar/Ê alafiou, ê alafiá, é o ninho da serpente/Preparado pra lutar” foram berrados pelos torcedores da parceria e contagiaram o restante dos presentes na quadra.

Parceria de Mocotó: A sétima obra a passar pelo palco da Unidos do Viradouro foi a da parceria de Mocotó, Peralta, Alexandre Fernandes, Andre Quintanilha, Bira do Canto, Rodrigo Deja, Reinaldo Guimarães, Ronilson, Henrique Vianna e Luiz Mata, com participação especial de André Diniz. O intérprete oficial do Acadêmicos do Salgueiro, Emerson Dias, foi quem defendeu o samba e demonstrou segurança ao conduzi-lo. O cantor estava tão confortável que até mesmo arriscou alguns passos de dança e adotou como caco o chiado de um chocalho de cobra. Sobre a torcida, eles vieram com bastões de luzes pisca-pisca coloridas e, em alguns momentos da apresentação, fizeram movimentos sincronizados, dando um belo efeito visual. Apesar da animação por parte dos torcedores, o canto teve altos e baixos. O destaque ficou para o refrão principal, com os versos “O toque do adarrum bate no couro/Ressoa no tambor da Viradouro/Na dança dos voduns, é feiticeiro/E abençoa o mundo, grande terreiro”.

Parceria de Diego Thekking: Encerrando essa eliminatória, o oitavo e último samba a se apresentar foi o composto por Diego Thekking, Roberto Doria, Claudinho Manhães, Adilson Couto, Thyaguinho Reis, Silvio Henrique, André Couto, Dr Diogo Valente, Thiago Dal Bello e Jandré. Defendida pelo intérprete Thiago Acácio, a obra apostou em um andamento mais cadenciado, que evidenciasse os desenhos melódicos. Mesmo que não tenha arrastado, o samba acabou não empolgando. Até a torcida da própria parceria, que trouxe bandeiras nas cores vermelha e branca, só cantou com mais força os refrões, especialmente o principal, com os versos “ Vejo a luz no Odu Iká, o caminho/Que conduz o meu andar, não tô sozinho/Quando o aguidavi do ogã vibrar no couro/Vai começar o InakiDan da Viradouro”. O curioso é que o destaque dessa apresentação terminou sendo a performance artística realizada por um grupo de mulheres que vieram fazendo alusão às guerreiras de Daomé.

Eternamente! Gaviões da Fiel escolhe samba-enredo para desfile do Carnaval 2024

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Originalmente marcada para o dia 25 de agosto, a final do samba-enredo dos Gaviões da Fiel foi remarcada por conta do luto. No fim de semana anterior, sete integrantes da torcida organizada de mesmo nome morreram após um acidente na rodovia Fernão Dias. O concurso aconteceu na última sexta-feira, em uma data extremamente convidativa: o aniversário do Sport Club Corinthians Paulista, instituição que uniu os torcedores e fizeram com que ele se tornasse uma das grandes potências do esporte brasileiro.

O Corinthians, querendo ou não, está presente em tudo que envolve os Gaviões da Fiel. E isso ficou evidente no evento citado, com cobertura do CARNAVALESCO: a quadra, localizada no Bom Retiro, Centro de São Paulo, teve um telão para que componentes assistissem o duelo entre os times masters do Timão e do Real Madrid. Após shows, roda de samba, esquenta da bateria, o hino do Corinthians e mais alguns sambas-enredo e alusivos, enfim os sambas começaram a se apresentar.

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

O primeiro deles foi o samba quatro, composto por Nando do Cavaco, Bruno Jaú, André Filosofia, Vitor Blanco, Valêncio Gonn e Grego. Depois, veio o Samba Um, escrito por Grandão, Sukata, Guga Pacheco, Claudio Mattos, Juliano, Souza da Cuíca e Japa Ovelha JB. Por fim, chegou a vez do Samba Dez, obra de José Rifai, Biro Mascarenhas, Chris Xavier, Jorginho Vini, Beto Rica e Maurição Guinê.

Gol não: campeão

O escolhido foi o Samba Quatro, o segundo a se apresentar. E os componentes deixaram clara a satisfação ao vencer a eliminatória. “Essa emoção é a mesma coisa de o Corinthians ganhar um título. É o meu terceiro samba que eu ganho aqui apesar dos problemas e de pessoas que não aceitam a nossa vitória, mas vamos respeitar ele. É um sentimento de quem perde. O nosso sentimento de quem ganha é maior que o deles”, comentou Sukata.

Sem tirar peso algum das próprias costas, Japa Ovelha foi enfático. “É uma sensação inexplicável ver toda a torcida cantando o nosso samba. Já sabíamos que éramos os favoritos, estávamos tensos e agora não temos palavras para explicar”, destacou.

Aproveitando para emendar para com a longevidade da parceria, Sukata destacou que o “entrosamento” entre os compositores está bom. “É uma coisa emocionante. Você chega a chorar, como foi no ano do Ronaldo, em 2014, no ‘Basta’, em 2022 na junção. É um negócio legal e muito emocionante. A gente tem uma parceria que estamos juntos há uns cinco anos. Muda um ou outro, mas a base é sempre a mesma. As pessoas que vem com a gente acreditam no nosso trabalho”.

Japa Ovelha concorda – e acredita que o tempo de trabalho juntos deixa tudo ainda mais simples. “Somos uma parceria de alguns anos, ganhamos há dois anos atrás, voltamos a ganhar agora, cada um tem a sua responsabilidade dentro do que vai fazer”, comentou.

Aprovações

Como normalmente acontece em escolas de samba, a canção foi elogiada por diversos segmentos da escola. Sem entrar em muitos detalhes, Ernesto Teixeira, intérprete dos Gaviões, depois de conhecido como vencedor, passou a ser “Eu entendo que todos os intérpretes trabalham da mesma forma. Nesse concurso de samba-enredo, nós temos que nos envolver, participando como autor ou não – e, como intérprete, totalmente. Temos que acompanhar todas as músicas, independentemente até do gosto que possamos ter. Na final, estava atrás do palco cantando os três sambas, pegando o clima e o espírito do carnaval de 2024”, afirmou.

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O casal de mestre-sala e porta-bandeira da “Torcida Que Samba” também aprovou a escolha. “Gostei, com certeza! Casou perfeitamente com a proposta do enredo. Acho que, com esse samba, os Gaviões prometem ainda mais”, comentou Gabriela Mondjian – que foi seguida por Wagner Lima. “É isso! A porta-bandeira fala e a gente obedece. Tirando a brincadeira, o samba casou com o enredo e com a proposta que queremos levar para a avenida. É um hino bacana para colocarmos nossa força na avenida com ele”, destacaram.

Uma das principais escolhas pela canção, Marcelo Temporini, um dos diretores de carnaval dos Gaviões resumiu: “Sim, gostamos do samba escolhido. Qualquer um dos três que estava na final, para nós, qualquer um que fosse escolhido teria seu mérito. Mas, o melhor para os Gaviões no momento, foi o samba um”, comentou.

Por fim, Julio Poloni, um dos carnavalescos da agremiação, destacou a ligação de melodia e história a ser contada no Anhembi. “O samba que os Gaviões escolheram retrata de forma maravilhosa o nosso enredo. Desde o início a gente queria um samba que não só narrasse o enredo, mas que fosse capaz de chamar o público para fazer essa grande viagem fantástica e lúdica que é o nosso enredo. É uma viagem que nós vamos criar. O que a gente queria era um samba que fosse capaz de arrebatar as pessoas para isso. E acho que conseguimos”, afirmou.

Voz da experiência

Mais longevo intérprete do carnaval paulistano (e sempre dos Gaviões), Ernesto Teixeira desconversou quanto perguntado sobre a receptividade da Torcida Que Samba em relação à canção – sem, antes, tentar explicar a situação. “Nessa hora, você nem consegue captar muita coisa. O pessoal já cansado, cada samba se apresentou por mais de meia hora… agora, é ir para o nosso primeiro ensaio, no dia quinze de setembro, para sentir efetivamente como o trabalho vai começar a ser desenvolvido”, disse.

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Outro comentário que chamou atenção (agora, pela humildade) foi ao responder sobre se um dos motivos pelos quais é um dos grandes intérpretes da história do carnaval paulistano, ele preferiu olhar para os pares: “Eu entendo que todos os intérpretes trabalham da mesma forma. Nesse concurso de samba-enredo, temos que nos envolver, participando como autor ou não – e, como intérprete, completamente. Temos que acompanhar todas as músicas, independentemente daquele gosto que possamos ter. Na final, estava atrás do palco cantando os três sambas e pegando o clima, pegando o espírito para o carnaval 2024”, vislumbrou.

Olhando para o futuro

Com o samba-enredo já definido, nada mais natural que começar a pensar no futuro. Foi o que fez Julio Poloni: “Consigo imaginar o samba inteiro na avenida. Isso vai ficar bem nítido. Têm algumas partes especiais, mas prefiro soltar aos poucos. Eu estou aqui em três carnavais e estou vendo uma coisa totalmente diferente dos últimos anos. Não é segredo pra ninguém que enfrentou diversas dificuldades que impactaram no carnaval da escola, mas esse ano estamos com mais foco, especialistas na área e eu acho que estamos trabalhando com outra situação. Está nos permitindo fazer um carnaval competitivo”, disse.

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Pensando menos no samba-enredo e mais na escola como um todo, Temporini deu datas para a comunidade se programar. “Quanto ao planejamento, estamos com os pilotos das fantasias prontos e vamos apresentar para os nossos componentes no dia 07 de setembro. Agora, os próximos passos são seguir com a fantasias no ateliê, graças a Deus estamos adiantados nesse ano. Os Gaviões da Fiel têm gestão, trabalhamos não um ano para fazer um carnaval, trabalhamos três anos para fazer um carnaval agora. Os dois primeiros anos viemos para nos manter e, agora, vamos fazer um carnaval de verdade”, finalizou.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira não fica atrás quando o assunto é planejamento e pensamento no futuro. “Na verdade, já temos um esboço da coreografia, só estávamos esperando a escolha do samba para casar os últimos ajustes. Podemos falar que o nosso trabalho está bem adiantado nesse ponto, estávamos esperando apenas o samba para dar continuidade”, destacou Gabriela. Já Wagner buscou ser mais lúdico. “É como se fosse um Lego, um quebra-cabeça. Um depende do outro, uma peça depende do outra. A gente já tinha a coreografia e sabemos o que faremos na avenida. Mas precisávamos de uma peça fundamental, o samba-enredo para levar para a pista – e, assim, encerrar o nosso trabalho”, pontuou, relembrando que ambos já estão ensaiando duas vezes por semana e, com o samba-enredo definido, irão para três encontros semanais.

De dentro para fora

Muitos se perguntam como uma escola de samba escolhe uma canção – e isso muda de agremiação para agremiação. Temporini explicou como todo o processo feito: “O samba está totalmente dentro do enredo, é importante destacar isso. Ele foi escolhido da seguinte forma: vem o voto da bateria, outro voto do carnavalesco e um da direção de carnaval – que é composta por onze pessoas. Aí, foi levantado quem gostou de cada um dos sambas. A maior votação foi no Samba Um – e, juntando com o carnavalesco e a bateria, ele venceu”, afirmou.

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Por fim, Sukata observou uma movimentação especial no momento em que a canção escrita porá ele foi a favorita “Acho que a torcida maior não é a nossa e sim a quadra. É a comunidade e o canto. Sem saber, sem entregar uma letra e sem fazer nada. Qualquer torcida é contratada, mas o vale é a comunidade e hoje o que aconteceu foi isso”.

‘A Vila é Forte!’ Unidos de Vila Maria define samba para o Carnaval 2024

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A comunidade da “Vila Mais Famosa” conheceu nessa sexta-feira o hino que guiará a Unidos de Vila Maria na luta pelo seu retorno ao Grupo Especial no Carnaval 2024. Em final marcada pelo peso das torcidas que compareceram à quadra da Vila diante de quatro obras de peso, o samba escolhido para defender o enredo “Forjados na Luta, Guiados na Coragem e Sincretizados na Fé: a Vila Canta Ogum!” foi o de número 08, composto por Véia, Roberto Garcia, Martins, Zeca do Cavaco, Matheuzinho, Maradona e Dão. A equipe do site CARNAVALESCO conversou com diferentes segmentos da agremiação sobre o resultado do concurso.

União de grandes nomes em busca do melhor samba

Verdadeiros poetas do samba paulistano, Dão e Maradona disputaram vários concursos em anos anteriores pela escola como adversários, mas para 2024 se uniram na mesma parceria. Os compositores falaram do sentimento de ganhar o concurso da Vila Maria.

Cria da escola e um dos responsáveis pela obra mais bem-sucedida da Vila, do desfile terceiro colocado de 2008, Dão não escondeu o orgulho de ter mais uma vez o samba escolhido pela agremiação. “É o quinto samba que eu ganho na escola. O sentimento de quem é cria da escola, de quem é formado na escola, cresceu nessa escola, é um sentimento muito grande. Ganhei um samba dentro da minha casa, fazendo samba para meu povo, e nós tivemos muito cuidado de fazer esse samba nos detalhes. Melodia, letra, colocação, ponde poderíamos chegar ou não. A felicidade é muito grande, porque temos a família da gente que nos acompanha negócio. É muito feliz ganhar um samba na Vila Maria”, declarou.

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Fotos: Lucas Sampaio/CARNAVALESCO

Multicampeão por várias escolas, Maradona fez questão de exaltar a força e a importância da Vila mais famosa. “Para mim a Vila Maria se não é a maior potência do carnaval é uma das. Existiam anos que tínhamos aqui dentista, manicure, pedicure, cabeleireiro, tinha aula de computação. Tem praticamente uma vila olímpica no fundo da quadra, com um campo maravilhoso. Eu sou um apaixonado pela cultura, e quando falamos de cultura, de samba, nós representamos essa cultura. Essa representatividade da Vila Maria, eu peço a Deus, a Ogum e a São Jorge para que proteja sempre essa escola para que ela mantenha e tenha mais força ainda para mais energia ainda para essa comunidade da Zona Norte. Faz parte a gente não ter um espaço para poder levar os filhos, para jogar uma bola, para pessoas como uma da minha família que não tem condições de pagar um corte de cabelo ou uma aula de computação. Quem não sabe mexer com computador não chegar a lugar nenhum. A escola ofereceu tudo isso. Talvez hoje ela não está oferecendo, mas a gente reza e torce para que ela volte aos tempos áureos dela. Que essa vitória, com esse enredo forte que é Ogum, faça trazer essa energia positiva novamente para a escola. A escola é uma escola de Grupo Especial, que briga pelo título. Aconteceu de cair esse ano, mas vão levantar a cabeça e vão subir novamente, eu tenho certeza absoluta disso. É uma escola que tem um comando firme, pela sua diretoria, pela sua presidência, mas aconteceu, falhas acontecem. Mas estamos aqui, firmes e fortes, e fizemos um samba maravilhoso”, disse.

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Dão celebrou a escolha da Vila Maria pela escolha do enredo para o Carnaval 2024, e contou como os compositores trabalharam para conceber uma obra que se adequasse às características da escola. “A nossa escola sempre seguiu um pensamento sobre fazer um samba afro pensando não ser o perfil da escola. Mas esse ano a escola achou que tinha que fazer esse perfil de samba, e procuramos fazer uma coisa que não ficasse muito fundada nem para um lado e nem para o outro. Procuramos trabalhar em cima do sincretismo. Vamos falar dos Oguns, que é o tema da escola, e a escola pediu para trabalharmos um pouco essa parte do sincretismo religioso. Procuramos fazer a parte de Ogum, depois pegamos a parte de São Jorge, para que a comunidade pudesse cantar um samba sem muita influência nem de um lado e nem de outro. Tivemos uma dificuldade grande para trabalhar letra e melodia, e acho que a Vila Maria vai com um baita samba para a Avenida”, explicou.

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Maradona detalhou quais foram os caminhos escolhidos pela parceria para conceber o samba que melhor se adequasse ao momento da escola. “Fizemos três reuniões, a terceira foi para lapidar o samba, e optamos por fazer um samba com uma letra mais popular. Poderíamos rebuscar mais a letra e a melodia, mas pensando em um jogo rápido, olhando um para o outro, chegamos a uma conclusão de que o menos era mais. Fizemos uma melodia e uma letra mais reta, mais simples e que tenha força, e o samba é forte. O samba tem um comunicado que vai até o componente mais rápido. Não é tanta poesia quanto costumamos usar, mas para chegar no coração daquela que tá lá em cima é muito mais fácil do que no daquela que tá aqui embaixo. Essa que tá aqui embaixo você tem que ser mais direto, mais simples, porque o menos é mais. Eu tenho certeza que a Vila Maria vai conquistar seu lugar novamente no Grupo Especial, e eu vou ficar muito feliz”, concluiu.

Bateria surpreende com bossas para cada samba concorrente

Líder da bateria “Cadência da Vila”, mestre Moleza explicou como ocorreu a escolha do samba vencedor e contou a estratégia que terá para conduzir o ritmo da obra.

“É uma banca de jurados, de pessoas bem competentes. Uma mescla de diretores, músicos e produtores. É uma escolha bem democrática, com lisura, e acho que quando escolhemos o samba ele se torna o melhor. Era o melhor para muita gente, não era o melhor para alguns e tinha algum detalhe para outras pessoas, mas a partir do momento que ele ganhou ele precisa ser o melhor. Ele pode ter, se necessário, ter um ajuste de letra ou de melodia, e cabe a gente, e eu tenho essa responsabilidade também de deixar ele, que já é um grande samba, um samba muito forte e muito mais competitivo do que ele já é. Como vou fazer isso? Através dos arranjos que a bateria vai fazer, através das dinâmicas que a gente vai colocar para exaltar algumas partes do samba e deixar ele melhor ainda do que já é. Eu gosto de um desafio, a minha carreira é pautada nisso, pela inovação, criatividade e sair da zona de conforto. O que eu posso dizer de antemão é que esperem um grande trabalho e um grande samba na Avenida e com grande desempenho da bateria da Vila Maria”, disse o mestre.

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Para Moleza, algumas características da composição campeã foram fundamentais para fazer dela a escolhida pelo júri da Vila Maria.

“A leveza, o dinamismo do samba. É a primeira vez depois de muito tempo que a escola traz um enredo afro, então essa transição de temas favoreceu esse samba por ele ser um samba dinâmico, mais voltado para a cara da escola. Não é aquele samba denso, pesado, em tom menor, mais lamentado. Acho que a opção pela maioria que estava no júri foi essa”, opinou.

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Que a “Cadência da Vila” é uma das mais renomadas baterias do carnaval de São Paulo isso ninguém discorda. Mas para a final de samba da Vila Maria deste ano os comandados do mestre Moleza trouxeram uma inovação, e cada um dos sambas finalistas recebeu três bossas feitas especialmente para eles. As torcidas foram surpreendidas com a novidade, que contribuiu para a grandiosidade do evento. O mestre afirmou que algo parecido já ocorreu no passado, mas com as características dessa final é inédito.

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“Nós fizemos em um ano, acho que 2016 ou 2017, mas nós relembramos bossas que tínhamos de outros carnavais e adaptamos aos sambas. Agora esse ano foi totalmente diferente, são bossas novas já com a intenção afro, com o toque do adarrum, com outros toques para Ogum que viemos ensaiando já nas oficinas e colocamos nos quatro sambas concorrentes. Eu não tenho registros, então com certeza é a primeira vez e vem a calhar no que eu falei. É a força, é a garra, com a característica da bateria que é de inovar e sair da zona de conforto, fazendo cada vez melhor. E foi legal porque a galera comprou a ideia. Eu saio daqui feliz pelo meu povo e pela entrega, que eles estão fechados comigo e com a escola”, concluiu.

Foco no trabalho

Para o Diretor de Carnaval da Vila Maria, Queijo, o foco da escola está todo dedicado ao trabalho de alcançar o objetivo maior de retornar ao Grupo Especial. Exaltou o samba escolhido pela escola e projetou os próximos passos da comunidade da Zona Norte.

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“Na minha opinião o samba campeão da Vila Maria para o Carnaval 2024 é um samba de melodia forte, com uma letra completa dentro da sinopse. Existe um grupo de jurados onde falamos de todo tipo de avaliação e chegamos nessa decisão. Vamos trabalhar de acordo com o nosso objetivo, que sempre foi o trabalho. Vamos trabalhar, cantar, dançar e mostrar a energia da Vila Maria”, declarou.

Princesas eleitas, da Mangueira e Unidos de Bangu, celebram representatividade na Corte do Carnaval do Rio 2024

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Após cinco etapas e um mês de competição, o concurso para eleger a Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024 chegou ao fim nessa sexta-feira. A microempreendedora Gabriella Mendes Medeiros, de 20 anos, candidata da Mocidade Independente de Padre Miguel, foi quem se sagrou vencedora da disputa e conquistou a coroa maior. A segunda colocação ficou com a dançarina Bruna dos Santos Gomes de Menezes, de 18 anos, representante da Estação Primeira de Mangueira; enquanto a esteticista Ana Carolina de Souza, de 33 anos, da Unidos de Bangu, terminou em terceiro lugar. Com isso, as duas também irão integrar a Corte da folia carioca no ano que vem, ocupando os postos de primeira e segunda Princesa, respectivamente. Logo após o anúncio do resultado, a reportagem do site CARNAVALESCO conversou com Bruna e Ana Carolina sobre a emoção de conquistar uma das vagas.

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Fotos de Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“Estou em êxtase ainda. Muito feliz, extremamente grata, honrada em estar na Corte, independente de ser segunda Princesa, primeira Princesa ou Rainha. Claro que almejamos muito a coroa maior, mas estou feliz com a vitória da minha amiga Gabi Mendes e de poder estar com ela. Me sinto realizada, muito feliz mesmo, e espero que tenhamos um ótimo reinado. Que possamos levar muita alegria, muita verdade e também o que a gente tem de melhor para dar, que é o nosso samba no pé”, afirmou Bruna.

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Bruna dos Santos Gomes de Menezes, de 18 anos, representante da Estação Primeira de Mangueira

“Quando eu cheguei neste palco, eu já me senti uma rainha. Foram 106 meninas maravilhosas trazendo um pouco da sua história, da nossa categoria passista, sambistas profissionais, e a sua bandeira. Muitas escolas que não eram tão conhecidas, hoje puderam mostrar quem são. Então, por tudo isso, já me sinto lisonjeada. Independente da coroa, estar fazendo parte da Corte e podendo representar todas essas meninas que passaram aqui e também deixaram sua história, cada uma com sua particularidade, é algo incrível”, declarou Ana Carolina.

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Esteticista Ana Carolina de Souza, de 33 anos, da Unidos de Bangu

Bruna dos Santos, também conhecida pelo apelido carinhoso de Bruneca, iniciou a trajetória na folia em 2015, na Mangueira do Amanhã. Posteriormente, ela chegou ao posto de primeira princesa da agremiação mirim, até fazer a estreia na ala de passistas da escola mãe, a Mangueira, em 2023. Agora como a mais nova integrante da Corte do Carnaval, a jovem fez questão de enaltecer a representatividade dessa composição da realeza momesca para o ano que vem, na qual todos os membros são oriundos de comunidades de escolas de samba.

“Me faltam palavras para descrever o que isso representa. É algo de extrema importância para nós, passistas, estarmos neste palco. Só de participar já é extremamente importante. Acredito que a gente esperou muito tempo para isso acontecer, que é uma Corte totalmente de passistas, de sambistas de verdade. Então, estou muito feliz com essa nova roupagem que a Riotur implementou de fazer esse concurso voltado para as passistas, para as meninas de comunidade mesmo, de dar essa oportunidade para todas. Até as que não estão na Corte, acredito que tenham sido ajudadas por esse modelo, afinal ganharam visibilidade. Além disso, fez as outras acreditarem que realmente elas podem, como eu posso e sou a primeira Princesa hoje”, avaliou.

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Conhecida pelo nome artístico de Carol Padilha, a nova segunda Princesa da folia carioca desfila há 11 anos na Unidos de Bangu. Na vermelha e branca, ela já atuou em diferentes funções, indo desde integrante da comissão de frente até o posto de musa. Sendo a única representante na Corte Real vinda de uma agremiação da Série Ouro, a beldade exaltou a importância de se olhar mais para as escolas de fora do Grupo Especial e para os sambistas que lá estão.

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“Sempre teclei bastante nesse botãozinho, porque é muito importante a visibilidade e o valor dessas escolas, dos profissionais que ali trabalham. Hoje, consegui atingir esse reconhecimento que é estar na Corte representando a Unidos de Bangu, que é da Série Ouro. Quantas outras pessoas talentosas tem ali e nas demais escolas que não desfilam no Especial, mas que estão escondidas? Nós podemos ver isso aqui no decorrer do concurso, em que tivemos diversas meninas maravilhosas vindas de escolas da Série Ouro, Prata, Bronze, além dos blocos. Então, é fantástico, me sinto honrada por poder representar essas meninas que, assim como eu, vieram da Série Ouro e das outras categorias”, assegurou.

Além da faixa e da coroa de Princesas do Carnaval, Bruna e Ana Carolina também faturaram um prêmio em dinheiro no valor de R$ 32.500. Já Gabriella Mendes, eleita Rainha da folia carioca, embolsou a quantia de R$ 45.500.

‘Meu desejo é que os passistas fiquem sempre no topo’, assegura Caio César, Rei Momo do Carnaval 2024

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A Cidade do Samba foi palco, na noite dessa sexta-feira, da grande final do concurso que definiu a Corte do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024. Além da disputa feminina, houve ainda a eleição do novo Rei Momo. O grande vitorioso foi o comerciante Caio César Dutra da Silva, de 27 anos, representante da Estação Primeira de Mangueira. Ele superou, ao todo, outros 24 postulantes ao posto, quatro deles na final. Tendo iniciado a trajetória na folia carioca ainda criança, na São Clemente, Kaio Mackenzie, como assina artisticamente, chegou em 2009 na verde e rosa, sendo passista da agremiação desde 2016. Atualmente, ele ainda ocupa o cargo de coordenador dos passistas na Caprichosos de Pilares. Após o resultado e a coroação, Kaio conversou com a reportagem do site CARNAVALESCO sobre o sentimento da vitória.

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Fotos: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“É uma honra e uma alegria muito grande. Durante a semifinal e a final, ao longo desse processo de disputa, sempre procurei deixar claro que eu estava neste palco pelo amor e pela gratidão que tinha ao Carnaval. E sempre que me dou ao Carnaval, ele me traz algo de positivo. Essa vitória aqui é mais um exemplo. Prometo um reinado de muita entrega, de muita felicidade, de muita alegria. Estou em êxtase, muito feliz em poder representar o Carnaval que eu sempre amei, que eu vivi, nasci e me criei, além de estar representando essa cidade maravilhosa. Pretendo levar o samba, o Carnaval e o Rio de Janeiro para o mundo inteiro, se possível”, afirmou.

Ainda no bate-papo com a reportagem, Kaio Mackenzie relatou qual seu maior objetivo como Rei Momo. De acordo com ele, o principal desejo é usar o posto para dar mais visibilidade e levantar a bandeira dos passistas.

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“O meu sonho como Rei Momo é trazer mais essa valorização para os passistas. Apesar de sermos mais respeitados hoje em dia, ainda precisamos batalhar muito para conseguir atingir o que nos é de direito. O meu desejo é que os passistas, de fato, fiquem sempre no topo”, declarou.

Com a eleição, Kaio Mackenzie levou para casa, além da faixa e da coroa, um prêmio de R$45.000. O segundo colocado na competição, o professor de dança e estudante João Vitor Tavares Frazão Araujo, de 18 anos, representante da Rosas de Ouro, ficou com o título de Vice-Rei Momo e faturou uma quantia de R$ 8.000.

Eleita Rainha do Carnaval 2024, Gabriella Mendes exalta evolução durante concurso e desabafa: ‘Muito sacrifício, mas consegui’

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A Cidade do Samba foi palco, na noite dessa sexta-feira, da grande final do concurso que definiu a Corte do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024. Representante da Mocidade Independente de Padre Miguel na competição, a microempreendedora do ramo alimentício Gabriella Mendes Medeiros, de 20 anos, superou mais de 100 candidatas ao longo de cinco etapas e foi eleita Rainha. Em entrevista concedida para reportagem do site CARNAVALESCO logo após o resultado, Gabriella descreveu a emoção de receber a coroa maior da folia carioca.

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Fotos: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“Estou muito feliz, muito emocionada por estar representando a nossa grande festa. Foi uma grande emoção estar nesse concurso, que me fez evoluir durante esse um mês de competição, me fez crescer, me fez ver os meus erros e querer acertar. Teve muito sacrifício, mas graças a Deus consegui e agora sou a Rainha do Carnaval”, disse a beldade.

Além do trabalho como microempreendedora, Gabriella Mendes também atua como passista show da Mocidade. A trajetória dela na Estrela-Guia de Padre Miguel teve início ainda na infância, sendo mais de uma década dedicada a ala comandada por George Louzada. Essa experiência pode ter ajudado Gabriella na hora de enfrentar os momentos de dificuldade na competição da Corte do Carnaval. Um deles ocorreu logo na primeira eliminatória, quando durante a apresentação no palco a sua sandália arrebentou e ela precisou prosseguir assim mesmo. Para a jovem, esse episódio é um exemplo de superação e o pontapé inicial da evolução que passou durante a competição.

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“Sempre que tivermos um problema, temos que focar em encontrar uma solução. Ao longo do concurso, fui fazendo isso, solucionando os problemas o mais rápido possível. No episódio da sandália, por exemplo, consegui sambar até o final. Em uma outra apresentação, não me achei tão boa, mas consegui também superar e fui evoluindo, fui vendo que eu estava errando, fui me aperfeiçoando e graças a Deus estou aqui. Tudo deu certo, fruto de muito esforço”, analisou.

A eleição da Corte do Carnaval do Rio de Janeiro de 2024 foi marcada por uma das disputas mais acirradas da história. O resultado teve como base o somatório das notas de 10 jurados (de 1 a 5) com o adicional de até 3 pontos para os mais votados pelo público. No caso da competição pelo posto de Rainha do Carnaval, Gabriella Mendes foi a segunda candidata na preferência do voto popular, recebendo 16,96% do total. Ao comentar sobre a sua torcida, a mais nova majestade da folia carioca agradeceu todo o apoio que lhe foi oferecido ao longo do concurso, tanto por admiradores quanto pelo próprio pessoal da Mocidade Independente.

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“Quero agradecer a todo apoio, toda mensagem de carinho, os votos que deram em mim, além de toda torcida que veio até a Cidade do Samba. Me senti abraçada pela escola e pelos componentes. Então, repito que quero agradecer, do fundo do meu coração, por tudo que eles fizeram por mim durante o concurso e que foi essencial para alcançar essa vitória”, garantiu a mais nova Rainha.

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Outro tópico abordado por Gabriella Mendes no bate-papo com a reportagem do site CARNAVALESCO é a representatividade dos sambistas na nova Corte do Carnaval. Todos os eleitos são passistas em suas respectivas escolas, algo que é motivo de celebração por parte da recém-eleita Rainha. Além disso, ela aproveitou para dizer o que espera deixar de legado ao final deste período dela no cargo.

“É muito importante, porque estamos resgatando a nossa origem, a dos passistas. É o dever, é o lugar dele aqui. Estamos retomando isso, que já veio da Corte de 2022, da Thai Rodrigues. Ano que vem, acredito que vai vim muitas meninas novas novamente, vai muita gente se jogar e vai ser outro concurso incrível. Espero que a minha Corte seja muito criativa, diferenciada, e que ao chegar no final do período deixe uma mensagem linda para as outras pessoas, principalmente para as próximas gerações. Que possamos passar uma mensagem maneira, ter um Carnaval lindo e mantê-lo vivo sempre”, ponderou.

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Também entraram para Corte Real, junto com Gabriela Mendes, a segunda e terceira colocadas escolhidas pelo júri e por meio do voto popula. Tratam-se de Bruna dos Santos Gomes de Menezes, representante da Estação Primeira de Mangueira, e Ana Carolina de Souza, candidata da Unidos de Bangu, que foram nomeadas primeira e segunda Princesa respectivamente. Enquanto a vencedora do título de Rainha faturou um prêmio de R$ 45.500, as outras duas levaram a quantia de R$ 32.500.

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Galeria de fotos: final do concurso de Rainha e Rei Momo do Carnaval 2024

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É a Estrela Guia! Gabriella Mendes, da Mocidade, é eleita a Rainha do Carnaval 2024 do Rio de Janeiro

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Épico. Palavra que resume o sentimento que contagiou a noite da Grande Final que elegeu os representantes da Corte Real 2024, em uma disputa que reuniu 10 candidatas para o título de Rainha e Princesas e cinco finalistas para o posto de 1º Rei Momo e Único. E que a partir de agora, são: Gabriella Mendes Medeiros (Rainha – representante da GRES Mocidade Independente de Padre Miguel), Bruna dos Santos Gomes de Menezes (1ª Princesa – representante da GRES Estação Primeira de Mangueira), Ana Carolina de Souza (2ª Princesa – representante da Unidos de Bangu); Caio César (Rei Momo – representante da GRES Estação Primeira de Mangueira) e João Vitor Tavares (Vice-Rei Momo – representante Rosas de Ouro).

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Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

Gabriella Mendes, de 20 anos, é microempreendedora do ramo alimentício. A jovem está desde a infância na Mocidade, sendo mais de 10 anos dedicados para a ala de passistas.

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“É uma emoção muito grande. Quero representar da melhor forma possível a minha escola do coração. Tem destino sim esse dinheiro (da premiação do concurso). Precisa ter uma parcela reservada para os gastos com a Corte, é claro. Também quero começar um negócio com a minha mãe. Na verdade, a gente já tem, mas quero aprimorar. A gente vende massas, então abriria uma loja. Queria ainda investir um pouco na minha carreira também. Faço faculdade de estética e compraria alguns dos meus aparelhos. Basicamente, a ideia é investir o dinheiro para ter mais ainda”, disse Gabriella Mendes, em entrevista ao site CARNAVALESCO.

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A nova Corte do Carnaval foi eleita por meio da disputa mais acirrada da História da Riotur. O resultado teve como base o somatório das notas de 10 jurados, (de 1 a 5), e com o adicional de 3 pontos para o mais votado pelo júri popular. Mais de 200 mil pessoas ajudaram a escolher através da votação no portal de notícias G1, que encerrou às 18h desta sexta-feira, 01/9, um recorde para as disputas.

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Para o presidente da Riotur, Ronnie Costa, a nova Corte enfatiza, mais uma vez, a representatividade do Carnaval carioca e do Concurso.”É com imenso prazer que, a partir de hoje, temos uma Corte representativa, por meio de uma disputa democrática e inclusiva. Ao longo das etapas eliminatórias, o público pôde conferir cada história dos finalistas, suas trajetórias, e acompanhar todo o trabalho – que acontece durante o ano inteiro. A disputa reforça que o samba é cultura, é também o fortalecimento da maior representação artística do país: o Carnaval. E que começa aqui, no Rio de Janeiro, com a nossa festa e símbolos, como a Corte Real”, explica Costa.

Além de integrar a Corte Real do Carnaval 2024, os vencedores recebem uma premiação em dinheiro: a primeira colocada leva para a casa a coroa de Rainha e um prêmio na quantia de R$ 45.500. Já a segunda e a terceira colocada serão coroadas como Princesas, recebendo cada uma a importância de R$ 32.500. Para o título de 1º Rei Momo, o ganhador também recebe uma coroa, além de embolsar a quantia de R$45.000; já o Vice-Rei R$ 8.000.

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Centenas de pessoas marcaram presença na Final do Concurso, que teve a Cidade do Samba como palco principal da festa. Para fazer da noite ainda mais memorável, a trilha sonora ficou por conta dele: Diogo Nogueira, que animou o público com o melhor da música brasileira com um show mais que especial.

E quem estava em casa não se sentiu excluído da celebração, já que o evento foi transmitido em tempo real pelo canal oficial da Riotur no Youtube, e pode ser assistido diretamente através da plataforma. Sob a batuta do apresentador e carnavalesco Milton Cunha, quem estava ligadinho na transmissão não perdeu nenhum momento do ‘esquenta’ antes do início do evento.

Ao todo, cerca de 25 mil pessoas assistiram a transmissão via internet, que seguiu em todas as várias fases do Concurso. Para quem quiser conferir as imagens, basta acessar a página oficial da Riotur.

Coreógrafos celebram concurso

A disputa marca a História da Riotur, que antecipou o início do Concurso em quatro meses. No total, 106 candidatas se inscreveram no Concurso para Rainha e Princesas; 25 candidatos para o posto de Rei Momo. Para quem acompanhou o desenrolar do pleito, a diversidade foi o lema que carimbou o evento, que teve os coreógrafos Mayara Lima e Alex Coutinho como coordenadores artísticos das apresentações.

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”Nunca imaginei estar aqui como coreógrafa, nessa nova reformulação é muito importante. Fico feliz e honrada de fazer isso junto ao Alex, podendo mostrar um outro lado meu, que é o de professora de samba. A próxima Corte vem com passistas maravilhosas”, pontua Mayara. Já para Alex, a alegria em ver as passistas na passarela é se torna motivação para o mundo do samba. ”Aprendemos muito ouvindo as vivências das candidatas, com todas tendo a chance de ampliar suas vozes, representando nossa classe com muito samba no pé. Como diretor de passista, amante do samba, que trabalho com o samba no mundo todo, me sinto lisonjeado e só posso agradecer”, comemora.

Wilson e Bianca reconhecidos pelo trabalho

Duas outras personalidades também puderam ver de perto cada fase do Concurso: Wilson Dias e Bianca Monteiro, apresentadores da disputa. Para eles, que já estiveram presentes como Rei Momo e Princesa, estar nessa fase os enriqueceu como profissionais do samba. ”Escutar cada história, cada comunidade gritar, de verdade, me tornar hoje, um outro profissional. Saio deste Concurso com muito mais bagagem do que eu entrei”, comenta Wilson, que foi Rei Momo nos anos de 2014, 2015, 2016, 2019 e 2022.

Para Bianca, a reverência à ancestralidade, escolhida para o último dia, é uma forma de homenagear o passado e olhar para o futuro, que já se inicia com a nova Corte 2024. ”Trouxemos a África como ancestralidade para o palco, já que acreditamos que só chegamos aqui por conta deles. Estar ao lado do Wilson, já estive dois anos como Princesa e hoje apresentadora, é um outro degrau na nossa vida. E poder constituir isso junto, não tem palavras. Estávamos acostumados a nos expressar e movimentar com nossa dança, e agora fazer isso com o microfone, é uma experiência única. Entrar na mudança do Concurso é uma vitória. É o samba vencendo”.

Ao vivo: acompanhe a final do concurso de Rainha e Rei Momo do Carnaval 2024

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