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União de Maricá define novas datas do seu concurso de samba-enredo

A União de Maricá atualizou as datas da sua disputa de samba-enredo para o Carnaval 2024. Anteriormente marcado para começar na próxima sexta-feira, 8, o concurso terá início no dia 15, com a final acontecendo em 1º de outubro. Serão quatro etapas até a escolha do hino do enredo “O Esperançar do Poeta”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues e que vai marcar a estreia da escola na Série Ouro.

logo marica2024

Confira o novo calendário:
15/09 (sexta-feira) – Apresentação dos 20 sambas
22/09 (sexta-feira) – 2º eliminatória com oito sambas
29/09 (sexta-feira) – semifinal com seis sambas
01/10 (domingo) – final com quatro sambas

No dia 15, a disputa terá início às 21h e com entrada franca. A quadra da União de Maricá fica na Rodovia Amaral Peixoto, nº 29024, no Centro de Maricá. Em 2024, a escola será a sexta a cruzar a Sapucaí no dia 9 de fevereiro, sexta-feira.

Vote: Qual parceria é a favorita para vencer na Unidos de Padre Miguel?

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Uma noite de muitas emoções e muito samba. Assim será na próxima sexta-feira, 8 de setembro, a partir das 22h, na quadra da Unidos de Padre Miguel. Esta data marca a final do concurso que vai escolher o hino do Boi Vermelho para o Carnaval 2024. Quatro parcerias estão na decisão. Abaixo, você pode ouvir os sambas e apontar o favorito para vencer. Vamos divulgar o resultado na manhã de sexta-feira.

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Imperatriz comemora melhor enredo do Grupo Especial para o Carnaval 2024, segundo leitores do site CARNAVALESCO

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Os leitores do site CARNAVALESCO elegeram o enredo da Imperatriz Leopoldinense como o melhor entre as agremiações do Grupo Especial do Rio de Janeiro para o Carnaval de 2024. A Rainha de Ramos venceu a enquete ao alcançar 18,4% da preferência, ante 13,9% da Portela, segunda colocada, e 11,4% da Viradouro, que terminou em terceiro lugar. Esse resultado foi celebrado por integrantes da verde, branca e ouro que destacaram a importância dessa boa recepção do público ao tema que a escola desenvolverá no desfile do ano que vem. * OUÇA AQUI OS SAMBAS CONCORRENTES

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Fotos: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

“Já é um pontapé inicial muito bom. Agora, a gente tem que mostrar para o povo lá na Avenida que nós merecemos esse reconhecimento, esse título de melhor enredo de 2024. Quando o Leandro apresentou essa proposta para gente, me arrepiei. Cigana Esmeralda está com a gente. E garanto que vamos fazer um Carnaval ainda maior que o anterior. Em 2023, a gente fez um grande desfile, Lampião nos representou super bem, mas eu acho que a gente vem com a sorte da cigana que vai dar todo um diferencial”, afirmou a presidente gresilense Cátia Drumond.

“É muito importante, principalmente porque mostra que o objetivo da escola de samba foi atingido. Eu acho que a Imperatriz, desde o ano passado, busca enredos com características populares e o resultado dessa enquete demonstra que a nossa escolha para 2024 se trata, de fato, de um enredo popular. O Carnaval precisa disso, de enredos que o público se identifique e que possam gerar grandes narrativas. E esse enredo da Imperatriz fala muito sobre o que é a vida do brasileiro. Todos querem encontrar um testamento que diga como é que se faz para ter os dias só de sorte, né? Evitar os dias de azar e ter sorte grande. Então assim, eu acho que é um enredo super popular e quando o Leandro nos trouxe a ideia da narrativa, todo o leque de opção estética que ela poderia proporcionar, vimos que seria um golaço. A gente está muito satisfeito, muito feliz, muito ansioso para levar isso para a Avenida no ano que vem”, declarou João Drumond, diretor executivo da agremiação.

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Em 2024, a Imperatriz Leopoldinense apresentará o enredo “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”. A ideia do tema surgiu de um pequeno folheto que foi escrito há mais de 100 anos por Leandro Gomes de Barros, autor paraibano de cordéis que inspiraram o dramaturgo Ariano Suassuna a escrever o “Auto da Compadecida”. Para o carnavalesco Leandro Vieira, a proposta dá continuidade ao seu interesse em se debruçar sobre o Brasil e sobre obras populares que souberam dar contorno à imaginação de caráter fantástico como uma extraordinária vocação do povo brasileiro.

“Fico feliz com essa eleição [de melhor enredo do Grupo.Especial], até porque o trabalho que eu tenho desenvolvido para Imperatriz pensa muito nessa relação da escola com o público, tem o interesse em dialogar. A ideia é justamente transmitir uma Imperatriz desposta a flertar. Acho que o resultado dessa pesquisa aponta o que flerte da Imperatriz tem dado certo. É um enredo muito alegre, feliz, que de certa forma se encaixa com o atual momento da Imperatriz. Basta olhar a quadra, é fácil perceber que a escola está alegre, que a escola está feliz. É natural que enredos alegres façam parte do repertório dessa Imperatriz”, pontuou Leandro em conversa com o site CARNAVALESCO.

Ainda na entrevista, Leandro Vieira afirmou não se intimidar e nem se sentir pressionado com o fato da Imperatriz ser a atual campeã do Carnaval carioca. De acordo com o artista, a agremiação não pode fazer um desfile única e exclusivamente pensando no bicampeonato. Para ele, a prioridade do trabalho deve ser, acima de tudo, agradar o componente e o torcedor gresilense.

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“Não tenho medo desse peso, porque eu não faço nada obcecado pelo campeonato. Na minha visão, uma das coisas que faz com que uma escola ganhe é essa relação um pouco menos dura com a possibilidade de ganhar. Às vezes, a gente na intenção ou na certeza de ganhar acaba abrindo mão de determinados riscos. Quem quer ganhar demais quer fazer tudo muito certo, porém diversas vezes o certo para um desfile é o improvável. Então, não sou obcecado por essa coisa de pensar um desfile para ser campeão. Penso para poder atingir de alguma forma a plenitude de uma comunidade. Os campeonatos que eu conquistei com outras escolas e com a Imperatriz, todos têm em comum um fato das comunidades terem se agigantado junto. Não é quem gasta mais dinheiro, não é quem é mais técnico, não é quem é mais bonito, não é quem é maior. É quem faz com que uma comunidade pise crendo que é possível. Então, a Imperatriz ano que vem vai seguir esse caminho, o caminho de fazer com que a comunidade se sinta em primeiro lugar alegre e que essa alegria seja o motor para algo maior”, defendeu.

Ao comentar sobre o sucesso dessa parceria com a Imperatriz e o novo momento da agremiação, Leandro Vieira negou que exista um segredo ou uma fórmula exata para isso. O artista também rechaçou a fama de escola técnica e fria que foi imputada à Rainha de Ramos na década de 1990 e que a acompanhou por muito anos.

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“Não existe escola de samba fria. Escola de samba é povo, e o povo tem essa alegria. São três mil pessoas que vivem os mesmos dilemas, as mesmas tristezas, os mesmos perrengues e que encontram nas escolas de samba um lugar de riso, um lugar de afeto, um lugar de aquilombamento. Eu nunca acreditei em escola fria. Acho que não existe, sinceramente”, garantiu Leandro Vieira.

A Imperatriz será a última escola a desfilar no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, encerrando o primeiro dia de apresentações do Grupo Especial. Na ocasião, a escola irá em busca do décimo título de sua história na elite da folia carioca.

Império Samba Fest acontece sábado na quadra do Império Serrano

Um evento que é a cara do carnaval brasileiro: Um encontro de bandeiras, harmonia, amor, alegria, samba e baterias. A última edição do Império Samba Fest promete emocionar todos os sambistas presentes. É esperado um público de mais de 6 mil pessoas no evento, já que todos os camarotes que estavam disponíveis foram vendidos e restam poucos ingressos de pista que estão á venda a partir de R$ 35, em https://www.guicheweb.com.br/imperio-samba-fest_23177

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Foto: Divulgação

A abertura da quadra começa às 19h, com DJ aquecendo com muito samba e pagode. Em seguida teremos as apresentações das escolas de samba. Abre os trabalhos a Mocidade Unida da Glória – MUG, escola de samba da cidade de Vila Velha, no Espírito Santo, que disputa o Carnaval de Vitória, sendo a atual campeã do Carnaval Capixaba.

De São Paulo chegam as tradicionais Nenê da Vila Matilde e Tom Maior. Do Rio de Janeiro, teremos Unidos de Padre Miguel, Mangueira, Beija-Flor e Império Serrano.

O evento terá show de Renan Oliveira e Nego Damoé. Mais de 12 horas de muito samba, suor e alegria. Mestre Vitinho falou a expectativa para a festa.

“A expectativa é imensa com a realização da terceira e última edição do Império Samba Fest. Nos sentimos extremamente realizados de, através desse festival, ter criado um novo modelo de evento, inserindo outro ritmos a grade do evento, e uma grande estrutura de som e iluminação, além da iluminação ambiente da quadra apagada, que dá um clima a mais, e esse modelo já vem sendo reproduzido em algumas agremiações. Acreditamos que esse novo modelo, diante do sucesso comprovado do Império Samba Fest, abre o carnaval para um novo público, e consequentemente permite as agremiações obterem maiores retornos que o modelo de eventos tradicionais e também abre portas para outras iniciativas públicas e privadas que fomentam e disseminam em outros públicos e espaços a cultura do carnaval”.

Serviço:
Última Edição do Império Samba Fest
Data: 9 de Setembro
Horário de início: 19h
Quadra do GRES Império Serrano
Endereço: Av. Ministro Edgard Romero, nº 114 – Madureira, Rio de Janeiro.
Atrações:Império Serrano, Mangueira, Unidos de Padre Miguel, MUG, Nenê da Vila Matilde, Tom Maior, Renan Oliveira e Nego Damoé.
Valor do ingresso: R$ 35,00 (antecipado)
Classificação: 12 anos
Mais informações: (21) 3124-3745

Carlinhos Salgueiro participa do ‘The Town’ dando aula de samba no pé

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Carlinhos Salgueiro, diretor da ala de passistas do Salgueiro, tem comandado workshops de samba no pé no “The Town”, festival de música que está acontecendo em São Paulo, para divulgar o carnaval que é uma das principais características da cultura brasileira.

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Foto; Divulgação

“Eu trabalhei 5 anos como coreógrafo do concurso do Rei Momo e Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro, que é organizado pela RioTur e por conta da nossa boa relação, eles me convidaram para representar o carnaval no stand deles no The Town, e está sendo uma experiência maravilhosa”, comentou o artista.

O bailarino, que viaja todo ano para os Estados Unidos e Europa para ensinar a arte do samba no pé, tem se inspirado na experiência que está tendo no The Town para montar as coreografias de seus shows que apresenta toda semana na quadra do Salgueiro e nas apresentações com a sua escola em outras agremiações.

“Está sendo uma experiência maravilhosa estar em São Paulo num evento que une vários ritmos e poder representar o nosso samba, que é a nossa cultura, não tem preço. O público tem interagido bastante, querendo sambar junto com as músicas que estão sendo tocadas no evento e eu percebi que também posso usar isto nas minhas apresentações. É uma troca muito grande: eu ensino eles e eles me dão dicas do que posso fazer daqui pra frente”, diz o coreógrafo.

Carlinhos estará no The Town ainda nos dias 7, 9 e 10 de setembro, na companhia da Corte Real do Rio de Janeiro, ensinando o samba no pé, no stand da RioTur no festival

CARNAVALESCO acompanha eliminatória da Imperatriz e analisa sambas concorrentes para o Carnaval 2024

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A Imperatriz, atual campeã do Grupo Especial, realizou, na noite do último domingo, a primeira eliminatória em chave única do concurso de samba-enredo para o Carnaval de 2024. Como parte da série “Eliminatórias”, a reportagem do site CARNAVALESCO esteve presente e acompanhou essa nova fase da competição promovida pela verde e branco. Duas parceria foram cortadas: Jotta Rodriguez e Toni Bach.

No ano que vem, a Imperatriz será a sexta e última escola a passar pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no domingo-feira de Carnaval, dia 11 de fevereiro, encerrando os desfiles da primeira noite do Grupo Especial. A agremiação irá em busca do bicampeonato com o enredo “Com a sorte virada pra lua, segundo o testamento da cigana Esmeralda”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira.

Parceria de Jorge Arthur: A parceria composta por Jorge Arthur, Cláudio Russo, Fadico, Dudu Miller, Marquinhos Bombeiro e Maestro, foi o segundo samba da noite. A torcida do samba não marcou grande presença, mas nada que atrapalhasse a apresentação que foi boa. O intérprete do Império Serrano, Tem-Tem Jr. foi o responsável por conduzir a obra e obteve êxito. O refrão principal foi bastante cantado pelos torcedores. Outro grande destaque foi a chamada para o refrão principal “Ciganinha puerê ciganinha puerá, a profecia vai se revelar”. O falso refrão do meio foi outro destaque da apresentação, onde foi bem cantado por alguns torcedores que estavam acompanhando a apresentação. O samba teve uma pequena adesão por alguns diretores.

Parceria de Guilherme Macedo: O terceiro samba da noite foi composto por Guilherme Macedo, Raul Dicaprio, Manfredini, Alexandre Cabeça, Alfredo Jr e Bernini. O samba contou com um pequeno grupo de torcedores bastante animado. A obra foi conduzida por um quarteto composto pelo sempre animado Ito Melodia, Bruno Ribas, Tuninho Junior e Clóvis Pê. Seguindo o que aconteceu com a parceria anterior, o refrão principal foi muito cantado pelos torcedores. O samba teve um bom desempenho durante toda a apresentação. Outros grandes destaque na apresentação aconteceram na virada melódica em “Hoje tem arrasta povo , é manhã de Carnaval” e na chamada para o refrão de cabeça com ” Oh lua êh, Oh lua … Coração Leopoldinense diz que o sonho continua”.

Parceria de Zé Katimba: O quarto samba da noite foi composto por Zé Katimba, Dudu Nobre, Zé Inácio, Mirandinha sambista, Luizinho das camisas e Tuninho Professor. A obra contou com uma grande torcida, onde marcaram presença com bandeiras no meio e no fim da quadra. O samba foi interpretado pelo Rei das disputas de samba, Tinga. A parceria usou efeitos especiais na apresentação com o tradicional “fogo” no palco. A parceria fez uma boa apresentação. Grande destaque para o pequeno refrão principal “O que eu tenho foi a cigana quem deu, o que é meu é dela, o que é dela é meu”. Foi bem cantado pelos torcedores. E outro destaque foi na segunda parte do samba “Astros alinham a Escola na rua” até o final da segunda parte. O samba teve uma boa apresentação, mas que pode ser melhorada para a próxima principalmente na primeira parte.

Parceria de Hélio Porto: O quinto samba foi composto por Hélio Porto, Leandro Fregonesi, Marcelo Vianna, Jeferson Fofinho, Dionísio e participação especial de Waldyr Monteiro. O samba praticamente não levou torcida, mas isso não diminuiu a animação do palco. Emerson Dias, intérprete da Academia do Samba, conduziu o samba muito bem, contando com a ajuda de talentos como Rafael Tinguinha e Lissandra. O samba teve êxito na apresentação, principalmente, nos refrãos de fácil assimilação, fáceis de cantar. Outro destaque na apresentação foi na cabeça do samba que começava em maior e para cima “Ascendeu meu olhar, o meu povo a cantar”. Embora o palco estivesse animado, não contou com adesão da torcida e dos segmentos.

Parceria de Me Leva: Sétimo samba da noite foi composto por Me Leva, Gabriel Coelho, Luiz Brinquinho, Miguel da Imperatriz. Antônio Crescente e Renne Barbosa. A parceria levou uma torcida barulhenta que ficou mais no fundo da quadra. Assim como em outras parcerias, o uso do “fogo” no palco foi posto em prática. Igor Vianna mandou bem demais na condução do samba. A apresentação foi ótima e contou com alguns pontos de destaques. Primeiro, sem dúvida, a chamada para o refrão de cabeça que dá uma qualidade maior ainda para a obra “Ciganinha puerê, puerê, puerá…..”. Outro grande destaque vai para o refrão de principal que foi muito cantado pelos torcedores e alguns segmentos como harmonia e bateria. A melodia também é um dos destaques principalmente na segunda parte, marcada por algumas variações melódicas como por exemplo “Ê luar de balançar maré, meu cantar é um lugar de fé”. A apresentação foi pulsante do início ao fim.

Parceria de Marquinho Lessa: O oitavo samba da noite foi composto pelos compositores Marquinho Lessa, Henrique César, Dadinho, Chico de Belém, Cleiton RP e Waltinho Honorato. A parceria contou com uma torcida reduzida, mas que ficou bem distribuída por todos os lados da quadra. A dupla de intérpretes da Mangueira, Marquinho Art samba e Dowglas Diniz, foi muito bem na condução do samba. O samba teve destaque principalmente no refrão principal que é fácil de cantar e animado também. Outro destaque foi na virada melódica em “malandro que é malandro tá ligado tima cuidado com os dias de azar”. O samba não empolgou muito o público durante a apresentação e precisa melhorar nas próximas apresentações caso queiram chegar mais longe na disputa.

Parceria de Nenel S Filho: Penúltimo samba da noite foi composto pelo compositor Nenel S Filho. Primeiramente parabéns para o Compositor Nenel que fez o samba sozinho. O samba que tem uma pegada nostálgica que remete a décadas passadas. A obra não contou com torcida. O grande destaque da apresentação vai para o segundo refrão. Durante a apresentação o samba não se sustenta e cai, não empolgando a torcida.

Parceria de Jeferson Lima: Último samba da noite foi composto pelos compositores Jeferson Lima, Rômulo Meirelles, Jorge Goulart, Silvio Mesquita, Carlinhos Niterói, Bello e participação especial de Gigi da Estiva. A parceria levou uma torcida numerosa para a quadra. Fizeram muito barulho durante toda a apresentação. Os intérpretes responsáveis pela condução do samba foram Nêgo e Nino do Milênio e obtiveram êxito. Logo no início da apresentação os intérpretes jogaram para a galera cantar o refrão de cabeça e foi perceptível o canto forte e a adesão dos torcedores. A apresentação foi ótima e teve alguns pontos de destaque. O primeiro grande destaque é sem dúvidas o refrão principal que estava sendo berrado pelos torcedores. Outro grande destaque foi na variação melódica na primeira parte do samba “Ê cigana, a caravana está em festa”. O falso refrão do meio que sacudiu a galera na quadra. O ritmo do samba foi muito bom do início ao fim. Teve adesão de alguns segmentos, como bateria, por exemplo.

Negra Li é a nova madrinha de bateria do Vai-Vai

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A cantora Negra Li foi apresentada à comunidade do Bixiga, em São Paulo, neste domingo, como a nova madrinha de bateria da tradicional escola de samba paulistana. Para 2024, o Vai-Vai terá o enredo “Capítulo 4, Versículo 3 – Da Rua e do Povo, o Hip Hop: Um Manifesto Paulistano”, mostrando a rua como espaço em constante disputa pela arte na cidade de São Paulo. Assim sendo, Negra Li, como uma potente representante do rap e da cultura hip hop, não só estará à frente da bateria, como traz o DNA deste movimento para a avenida.

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Negra Li, nome artístico de Liliane de Carvalho, é uma cantora, compositora e atriz brasileira. Nascida na Vila Brasilândia, periferia de São Paulo, sempre teve o sonho de ser artista. Aos 15 anos se matriculou em aulas de teatro e um ano depois, descobriu a paixão pela música. Gravou sua primeira música profissional foi em 1999. De lá pra cá são mais de 20 anos de carreira, na música e nos palcos, com participações em séries, novelas e gravações com nomes referência no cenário musical.

Recentemente, sua música “Vai Dar Certo (Vai na Fé)” foi tema da bem sucedida novela de mesmo nome, na Rede Globo, o que comprova seu talento e sensibilidade para falar de temas cotidianos, sempre ressaltando o empoderamento da mulher negra e valorizando a ancestralidade que a trouxe até aqui.

“Estar no Vai-Vai é um presente que se soma à uma fase de conquistas e celebrações. Poder representar a quebrada, o rap e a mulher preta é de uma responsabilidade enorme, mas também uma grande honra. Não tenho a menor dúvida que o desfile será inesquecível”, comenta ela.

Camisa Verde e Branco confirma favoritismo e escolhe o samba da comunidade

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Por Gustavo Lima e Fábio Martins

Na madrugada deste domingo, o Camisa Verde e Branco definiu o seu samba para o Carnaval 2024. O dia estava amanhecendo na Fábrica do Samba quando a presidente Érica Ferro discursou já com as palavras na letra da obra. Não era novidade que o samba de número 3 estava nos braços da comunidade e era o total favorito no mundo carnavalesco. É uma letra em que nos primeiros versos a melodia remete aos anos áureos da agremiação. O refrão principal é ‘chiclete’ e tem bastante significado. Faz menção a promessa do tema ao orixá Oxóssi, onde caso a escola um dia voltasse ao Especial, viraria enredo. Também tem-se a frase “Que Deus perdoe quem não é Camisa”. Isso diz bastante do que é a comunidade da Barra Funda, além de fazer uma alusão à regata “Que Deus perdoe essas pessoas ruins”, usada por Adriano Imperador em um jogo de futebol. A parceria vencedora é composta por: Fabiano Sorriso, Marcos Vinicius, Márcio André, Diogo Corso, Aquiles da Vila, Salgado Luz, Chanel Rigolon, André Cabeça, Tomageski e Biel. De Oxóssi a Adriano Imperador, o enredo é intitulado como “Adenla – O Imperador nas terras do rei”.

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Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO

Hino da comunidade

A presidente da agremiação, Érica Ferro, elogiou significativamente a safra de obras recebidas e, também, ouviu o favoritismo soberano da comunidade que foi citado antes. “Graças a Deus foi um processo tranquilo, o Camisa teve sambas muito bons, foi difícil escolher, mas a comunidade abraçou esse samba do Fabiano Sorriso de uma tal maneira que não tinha como escolher outro samba. Esse hino que vamos levar para a avenida 2024 é perfeito”, disse.

Além disso, a mandatária disse que o Camisa Verde e Branco nunca deixará de fazer eliminatórias, visto que a comunidade gosta do sistema de escolha. “A nossa comunidade está acostumada com as eliminatórias né? Nosso povo gosta das eliminatórias, então o Camisa nunca vai deixar de fazer eliminatórias”, completou.

Declaração dos compositores

O renomado compositor paulistano, Aquiles da Vila, que já compôs em inúmeras escolas, fez o samba pela primeira vez no Camisa Verde e Branco e saiu vitorioso. O escritor descreveu a sensação. “Eu vi o Camisa pela primeira vez na Avenida Tiradentes. Meu pai falou para mim assim: ‘agora vem uma escola diferente, preste atenção’. Dali para frente tudo mudou na minha vida. Todo mundo tem essa escola no coração. Uma honra ser um dos compositores para zelar por esse manto onde nunca deveria ter saído. Obrigado por tudo”, comentou.

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É fato que a figura de Adriano Imperador foi bastante criticada dentro de um enredo misturado com orixá, mas Aquiles foi na contramão. O compositor amenizou e, na opinião do próprio, é um grande tema. “Foram momentos maravilhosos. Foi o carro chefe do ano. Eu fiz um texto em maio falando que seria um ‘enredaço’ e todo mundo falou ‘poxa, mas o Adriano Imperador’. Eu falei para não julgarem. Reservamos isso para grandes momentos e assim foi. Refletir tudo isso na música é muito feliz”, declarou.

O ‘Trevo da Barra Funda’ subiu para o Grupo Especial após ficar 10 anos no Grupo de Acesso. Aquiles disse que é uma honra ter a sua obra representando essa volta. “Eu jamais imaginei uma coisa dessa. A gente acompanhou essa situação difícil do Camisa no Acesso. Vamos até o fim com a escola agora. É o primeiro ano que ganho agora. Que momento. Axé, Barra Funda.”, finalizou.

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Outro compositor que compõe a parceria, Tomageski descreveu a emoção de vencer. “É uma sensação maravilhosa vencer um samba em uma escola tão gigante. Um quilombo do samba paulistano. Nessa retomada do Camisa para o Grupo Especial, nada melhor do que ganhar um samba. É um prazer enorme. Espero que o Camisa fique muitos anos no Especial, que é o seu primeiro lugar. “A gente teve tanto encontros presenciais como na internet até a obra ficar pronta e fazer a gravação no estúdio. É a segunda vez que eu participo do concurso e é a primeira vitória”, contou.

Bateria afinada

O mestre de bateria da “Furiosa”, Jeyson Ferro, brincou de ser cantor no anúncio. O diretor falou sobre o feito e, também, da escolha da obra. “Cantei o samba no palco lá, dei uma de intérprete. Mas eu sabia cantar todos os sambas, gravei o samba 7, samba 8, precisamos estudar os sambas antes que dá. O samba que der a gente sobe no palco e canta, tira uma onda, graças a Deus, então cantamos. Em cima do que você falou, deu esse samba do Fabiano, bom para a escola, chegamos em um acordo que era esse samba, agora vamos trabalhar duro, com força, encaixar as bossas no samba, para que tudo dê certo na avenida”, declarou.

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Jeyson disse que na próxima quarta-feira já tem ensaio e algumas coisas prontas nas questões de bossas e arranjos. “Já estamos pensando um monte de coisa, foi o que falei, qualquer um dos quatro que desse, já temos as coisas prontas, não que seja tudo pronto. Geralmente colocamos uma ou duas coisas no decorrer do trabalho até o carnaval, sempre tiramos uma coisinha, colocamos outra aqui. Mas já tem coisa para quarta-feira que vem estar ensaiando”, completou.

Entendimento do enredo e importância das eliminatórias

Responsável pelo enredo, o carnavalesco Renan Ribeiro, falou da repercussão negativa do tema, mas elogiou o entendimento dos compositores. “Foi satisfatório pelo simples fato de que a gente teve grandes sambas, uma safra excelente, e é satisfatório saber que o enredo foi bem entendido, compreendido, apesar do lançamento ter sido muito hostilizado, o enredo. Os compositores entenderam realmente o que significava. E o Camisa Verde e Branco cumpriu a lição de casa, a obrigação de uma escola tradicional, que é fazer um grande samba. Tínhamos pelo menos três ou quatro sambas favoritos que dividiam a escola, até hoje, na final, estava muito dividido. Então para mim como carnavalesco, o processo foi prazeroso, é duro por um lado de você, no nosso caso hoje, escolhemos o samba que vai ser o hino de 2024, mas tivemos que deixar aqui na final, três sambas para trás também de uma qualidade absurda. Então, tendo uma safra deste tamanho, nesta proporção que o Camisa teve, torna o processo de eliminatórias prazeroso, pelo nível de qualidade, dolorido por deixar as outras obras de fora”, afirmou.

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O artista, que é bastante ativo dentro da escola, falou da importância que tem um sistema de eliminatórias. “Eliminatórias tem dois pontos muito importante, o primeiro ponto é manter vivo a tradição da escola de samba, é manter vivo a tradição dos compositores, a prática da composição na escola. E o processo eliminatório é importante para que a gente veja a escola cantar, escutar ao vivo dentro da escola, o povo reagindo, a bateria tocar o samba, isso diferencia muito o processo, e torna mais próximo do que iremos ver no desfile. E aí acaba talvez, deixando, nossa escolha mais assertiva”, completou.

Volta com ‘sambaço’

O intérprete oficial, Igor Vianna, foi outro que elogiou a safra recebida. O cantor também enalteceu o retorno para o Trevo. “É um samba forte que o Camisa precisava. Uma final difícil com quatros sambas grandiosos que condiz com a altura do Camisa. A diretoria fez a escolha certa. Se a diretoria falasse para eu cantar o ‘atirei o pau no gato’, eu cantaria. Mas foi o samba que a comunidade escolheu. O meu retorno para o Camisa foi simplesmente maravilhoso, e ainda com uma obra dessa, não tem explicação”, contou.

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Vianna falou sobre a qualidade da sua ala musical e, além disso, o intérprete contou como vai se dividir entre Unidos do Bangu e Camisa Verde e Branco. “A minha ala musical, primeiramente, é de amigos. Já tenho há muito tempo aqui em São Paulo e eles resolveram aceitar o convite para trabalhar comigo, aceitaram a conversa que tivemos com a presidente e a gente está muito feliz com o nosso trabalho. O Camisa hoje é um dos meus privilégios. A Bangu eu também faço disso, mas o Camisa é a escola onde eu resolvi fazer o meu trabalho no Carnaval 2024 e a gente está muito feliz”, completou.

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Imperatriz começa disputa de samba para o Carnaval 2024 e João Drumond diz: ‘estaremos fortes na briga por mais um campeonato’

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A mperatriz Leopoldinense, atual campeã do Grupo Especial do Rio, abre neste domingo a sua temporada dos sambas concorrentes para o Carnaval de 2024. O diretor executivo da agremiação, João Drumond, conversou com o site CARNAVALESCO e falou dos projetos da Verde e Branco.

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Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz

O que significa pisar na quadra hoje como campeão no início da disputa de samba?

“A realização de um sonho. Cresci ouvindo as histórias de uma Imperatriz vencedora, e fazer parte da reestruturação e ajudar de alguma forma a colocar a Imperatriz no lugar que ela merece vai ser sempre um motivo de muito orgulho”.

Qual sua análise até agora da safra da escola?

“A safra de sambas de 2024 é razão de muita alegria e responsabilidade. Sem dúvida alguma é a melhor safra de sambas da Imperatriz desde que a gestão da presidente Cátia assumiu. Temos grandes obras e agora temos que analisar friamente o desempenho das obras na quadra e pautar a escolha aos seguintes fatores: qualidade musical e encaixe junto ao enredo desenvolvido pela escola”.

A escola reabre a quadra hoje. O que foi feito?

“Uma reestruturação de alguns espaços da quadra como a boutique, que agora poderá atender com mais conforto os nossos componentes. Outra novidade é a criação de uma sala de troféus para que a comunidade possa ter em evidência as glórias da nossa escola que são motivos de muito orgulho para todos nós Leopoldinenses. Além disso, criamos também uma sala de aula voltada para um projeto social na área da informática, que iremos dar início agora no segundo semestre de 2023. Por fim, a pintura da quadra foi renovada, e a escola adquiriu ventiladores para ajudar a amenizar os efeitos das noites de calor durante a preparação para o Carnaval 2024”.

O que pensam em fazer na quadra no pós-desfiles?

“A quadra precisa estar aberta para a comunidade o ano todo. Quando não estamos tendo ensaios, precisamos ter ações que tragam a comunidade e a sociedade de uma maneira geral para dentro da escola de samba. Projetos sociais, eventos de entretenimento e intervenções como palestras acontecem, e acontecerão o ano todo”.

Qual é o tamanho da responsabilidade de fazer carnaval para ser bi que não acontece desde 2008?

“Não encaro isso como uma responsabilidade, acredito ser uma oportunidade de quebrar mais um tabu. A Imperatriz tem como objetivo superar o carnaval campeão de 2023. Tenho certeza que fazendo isso, estaremos fortes na briga por mais um campeonato”.

A sinopse foi curta. O que você pensa desse modelo?

“Eu acredito que a sinopse cumpriu o seu papel da maneira que esperavamos desde o início, propiciando grandes obras que serão levadas para a disputa de samba da Imperatriz. Não acredito na rotulação de sinopse curta ou grande. A sinopse tem que ser boa. Existem boas sinopses maiores, e boas menores, como a nossa. O mais importante é a mensagem, e essa precisa ser compreendida por todos. O carnaval é uma festa popular. Acredito que a Imperatriz tenha um enredo pautado na essência popular do carnaval”.

Sobre disputa de samba o que você acha que pode melhorar nos próximos anos?

“Existem alguns modelos que vem sendo colocados em prática por algumas escolas e que podem trazer benefícios em um futuro próximo. Nós na Imperatriz já reduzimos a extensão da disputa, para facilitar e viabilizar a mesma economicamente para todas as parcerias, visto que a disputa de samba passou a observar um fator complicador que é o econômico. A disputa precisa ser democrática e dar oportunidade para todos aqueles que desejam ter a sua obra no concurso. Creio que o futuro precisa ser cada vez mais pautado na criatividade por parte das escolas para facilitar a presença de todas as parcerias e elevar o nível da disputa dessa forma”.

Vai transmitir todas eliminatórias? Qual a importância desse canal?

“A princípio a escola iria transmitir todas as eliminatórias. Porém, temos alguns ajustes de logística na quadra da escola para ajustarmos até o início da eliminatória. Hoje, posso afirmar que a escola irá transmitir as etapas finais da disputa e está trabalhando para ajustar a sua logística para transmitirmos também as etapas iniciais”.

A escola aumentou a relação com o Complexo como isso se reflete nas atividades da escola em relação ao carnaval e ao número de componentes?

“Sem dúvida é um fator determinante, que influencia muito no carnaval da Imperatriz. A Imperatriz pode ter tudo, mas se não puder contar com a força da sua comunidade, nada é possível. A comunidade da Imperatriz é um diferencial. Impulsionada pelo Complexo do Alemão, a Imperatriz tem sido elogiada cada vez mais por sua evolução nos ensaios e também durante seus desfiles. Não tenho dúvida alguma que foi o fator principal para termos conquistado um título após 22 anos”.

O que você ainda planeja no social da escola nos próximos meses e anos?

“O meu sonho é a ampliação de tudo o que é feito na escola e a criação de muitos outros projetos. A Imperatriz precisa ter associado à escola um braço voltado 24h apenas para o âmbito social. Está no planejamento da escola a criação de projetos esportivos, educacionais, culturais e que promovam a cidadania. Ainda pretendemos e vamos desenvolver ainda mais projetos que já estão em andamento, como o Ballet da Rainha”.

Superliga inicia a gravação dos sambas-enredo das séries Prata e Bronze

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A Superliga Carnavalesca do Brasil iniciou no último sábado a gravação dos sambas-enredo das séries Prata e Bronze para o Carnaval 2024. A previsão é que os 57 sambas sejam gravados e produzidos até o final de novembro, tendo seu lançamento em dezembro.

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Fotos: Divulgação/Superliga

Tendo como foco o planejamento prévio e, consequentemente, visando a otimização do tempo para as escolas, as gravações ocorrerão simultaneamente, sendo a Série Prata sob comando de Leonardo Bessa e, a Série Bronze, sob responsabilidade de Rafael Prates.

O diretor de carnaval da entidade, Dionísio Luiz, falou sobre o planejamento estratégico das gravações, fazendo uma exaltação à parceria com os dois profissionais:

“Começamos as gravações dos sambas hoje e o resultado não poderia ter sido melhor. Montamos, junto às escolas, um planejamento prévio, com bastante tempo para elas se prepararem, pois, assim, além de dar mais tempo para as agremiações explorarem seu samba da melhor forma possível, minimizamos as possíveis falhas. O Leonardo e o Rafael são profissionais reconhecidos por sua excelência na produção dos álbuns e também entraram de cabeça no projeto. O resultado final das gravações tem tudo pra ser o maior de todos os tempos”.

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