A atriz Viviane Araujo foi homenageada, no último sábado, pelos seus 15 anos à frente dos ritmistas da bateria “Furiosa”, do Acadêmicos do Salgueiro. Antes da abertura de mais uma eliminatória do concurso de sambas-enredo para o Carnaval de 2024, o presidente da vermelha e branca da Tijuca, André Vaz, entregou um certificado de honra ao mérito para a beldade e fez um rápido discurso exaltando a importância dela para a Academia do Samba. Em seguida, o carnavalesco da agremiação, Edson Pereira, aproveitou a oportunidade para dar nas mãos da majestade salgueirense o desenho do figurino que ela usará na Avenida no ano que vem. Diante desses tributos, Viviane não segurou a emoção e fez questão de agradecer a todo esse carinho.
Fotos: Diogo Sampaio/CARNAVALESCO
“Foi surpresa, não sabia de nada. O André só me perguntou se eu viria e disse que sim. Então, só gratidão, muita gratidão. Quinze anos de muito amor, de muito carinho, de muita dedicação, de muita entrega e de muita verdade em tudo que presenciei aqui, tudo que vivi com todos vocês. Muito amor. Obrigada por tudo, gente. Assim, me faltam palavras para agradecer. Sou muito feliz de poder ter construído, de poder ter feito a minha história no Carnaval através dessa escola que é o Salgueiro. Muito obrigada ao presidente André pelo carinho, ao tio Joaquim e a toda diretoria. Minha ‘Furiosa’, meu amor, meu carinho, meu respeito, minha gratidão a todos vocês. Amo vocês do fundo do meu coração, muito obrigada”, declarou a rainha de bateria ao discursar no palco.
A história de Viviane Araujo com o Salgueiro teve início no Carnaval de 2008. Logo na estreia como rainha de bateria da vermelha e branca tijucana, a beldade se mostrou pé-quente e a escola se sagrou vice-campeã do Grupo Especial, melhor resultado desde 1994. No ano seguinte, a Academia do Samba foi além e conquistou o seu nono campeonato com o enredo “Tambor”, dando fim a um jejum que durava mais de uma década e meia. Agora, a expectativa é que em 2024 a agremiação repita a façanha de outrora e volte a levantar o caneco, podendo celebrar assim, em grande estilo, esse casamento tão duradouro com Viviane.
“A importância da Viviane para a escola é muito grande. Ela representa muito para a comunidade, para a nossa torcida, para os segmentos da escola. O público que vem na quadra do Salgueiro quer ver a Viviane, quer tirar uma foto com ela. Tanto que, quando ela está presente, é mais gente que comparece. É uma pessoa que representa muito o samba e ainda bem que está no Salgueiro. Então, é uma homenagem mais do que merecida, afinal são 15 anos com a gente. Em 2024, vai ser o décimo sexto desfile e, se Deus quiser, vamos comemorar com o campeonato na Avenida. Queremos dar esse presente para a comunidade, para a torcida, que está há tanto tempo aguardando”, afirmou o presidente do Salgueiro em conversa com a reportagem do site CARNAVALESCO.
Atualmente, Viviane Araujo é a rainha de bateria do Grupo Especial carioca que está há mais tempo no cargo e, de acordo com André Vaz, não há nenhuma perspectiva disso mudar tão cedo. Segundo o dirigente salgueirense, a atriz ficará no posto até quando ela quiser.
“A Viviane é um mito dentro da escola já. A gente quando fala de Salgueiro, fala de Viviane Araujo. Quando ela entra no Setor 1, todo mundo vê a alegria do público em geral de recebê-la, de receber o Salgueiro. Tudo tem o seu dia, mas vai ser quando ela achar que não dá mais, que chegou a hora. Porém, tenho certeza que, mesmo assim, ela vai continuar na escola. Pelo amor que sente pelo Salgueiro, a Viviane vai estar junto com a gente sempre, independente de posto”, assegurou André Vaz.
Em 2024, o Salgueiro será a terceira escola a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, pelo Grupo Especial. A agremiação levará para Avenida o enredo “Hutukara”, que pretende fazer um alerta em defesa da Amazônia e em particular dos Yanomami, que sofrem efeitos da ação de garimpeiros na sua região. O desfile terá a assinatura do carnavalesco Edson Pereira, que fará seu segundo trabalho consecutivo na Academia do Samba.
A Acadêmicos do Grande Rio promoveu, na noite do último sábado, a semifinal do concurso para a escolha do hino oficial para o Carnaval de 2024. Como parte da série “Eliminatórias”, a reportagem do site CARNAVALESCO esteve mais uma vez presente e acompanhou essa fase da competição promovida pela tricolor de Duque de Caxias. A final ocorrerá no próximo sábado, dia 30 de setembro.
Foto: Wagner Rodrigues/Divulgação Grande Rio
No ano que vem, a Grande Rio será a quarta escola a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, pelo Grupo Especial. A agremiação irá em busca do segundo título de campeã da folia carioca com o enredo “Nosso destino é ser onça”, assinado pela dupla de carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. A proposta é fazer uma reflexão sobre a simbologia da onça no cenário artístico-cultural brasileiro, tocando em temas como antropofagia e encantaria.
Parceria de Elias Bililico: Primeira parceria a se apresentar na semifinal foi composta pelos poetas Elias Bililico, Dunga, Doc Santana, Dinny da Vila, Sérgio Daniel e Henrique Tannuri. A torcida marcou presença com muitas bandeiras e cantou principalmente o refrão de cabeça. O intérprete responsável pela condução do samba foi Ricardinho Guimarães e foi seguro do início ao fim. A apresentação foi regular, sem grandes pontos de destaque mas que cumpriu bem o seu papel. O refrão de cabeça foi um dos destaques, principalmente, o verso inicial “Jaguaratê caçador sou Grande Rio”. Uma das partes do samba que mais animou a galera foi o segundo refrão. A virada melódica em “Flecha de caboclo, som da mata que me guia” foi outro ponto de animação para a torcida.
Parceria de Igor Leal: O samba é assinado pelos compositores Igor Leal, Arlindinho Cruz, Diogo Nogueira, Inácio Rios, Federal e Gustavo Clarão, atuais bicampeões. A torcida marcou grande presença e fez um barulho danado com encenações e bandeirinhas agitadas para todos os lados. Nêgo foi o responsável pela condução do samba, e mais uma vez teve ótima atuação. O refrão de cabeça passou forte e foi muito cantado pela torcida. A chamada para o refrão principal também foi muito cantado “Eu vi a terra tremer… Jaguará, Maracajá// Eu vi a terra tremer…. Juremê.. okê.. ofá”. O falso refrão do meio que já é uma marca dessa parceria passou bem demais também. Os versos “Kiô, kiô ,kiô, kiô, quimera” é algo que pega na torcida e foi outro destaque na apresentação. O samba passou muito bem. É um dos favoritos para ser o hino da escola.
Parceria de Thiago Meiners: Penúltimo samba a se apresentar na semifinal teve a assinatura dos compositores Thiago Meiners, Marco Moreno, Denilson Sodré, Bertolo, Dilson Marimba e Domingos PS. A torcida também marcou grande presença com um canto forte e contínuo. O intérprete da Unidos de Bangu, Igor Vianna, foi ótimo na condução. O refrão de cabeça passou forte sendo berrado pela torcida. O falso refrão do meio passou bem na apresentação. A riqueza poética do samba é visível, principalmente na segunda parte do samba, como por exemplo nos versos “Caetana ganhou asas e voou// E o nosso destino é ser bicho onça// é ser a luta do irmão// Um estandarte pra erguer revolução// resistir na voz dos carnavais. A chamada para o refrão de cabeça foi outro ponto de destaque. Apresentação muito boa de um dos sambas badalados desta safra. Entra forte na briga pela vitória.
Parceria de Derê: Último samba para fechar a noite da semifinal foi dos poetas Derê, Marcelinho Júnior, Robson Moratelli, Rafael Ribeiro, Tony Vietnã e Eduardo Queiroz. Fechando o trio badalado da safra (Igor Leal, Thiago Meiners e Derê), realizaram uma ótima apresentação, com um bom ritmo do início ao fim. A torcida deu conta do recado, cantando bastante agitando bandeiras para todos os lados. Tem-Tem Jr mostrou que está em grande fase, conduzindo com maestria a obra. Igor Pitta e Thiago dos Santos deram um belíssimo apoio. O refrão principal foi um dos grandes destaques sendo muito bem cantado pela torcida. A cabeça do samba já começa forte e também era visível a animação da torcida nessa parte. O refrão do meio também passou bem. A parte que antecede o refrão de cabeça, foi muito bem cantado e de grande destaque. Eles trabalharam bem com o “Kiô…. kiô kiô kiô que era” por duas vezes. Mais uma obra com totais condições de vencer.
A Unidos do Viradouro realizou, na noite do último sábado, em sua quadra, a semifinal de seu concurso de samba-enredo para o carnaval de 2024. O site CARNAVALESCO, como parte da série “Eliminatórias”, esteve presente nessa fase da disputa promovida pela Vermelha e Branca de Niterói. Ao todo, cinco obras se apresentaram e três estão na grande final de samba da escola, que ocorrerá no próximo sábado, dia 30 de setembro.
Foto: Rafael Arantes/Divulgação Viradouro
Em 2024, a Unidos do Viradouro será a sexta e última escola a passar pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, encerrando os desfiles do Grupo Especial. A agremiação irá em busca do terceiro título de campeã da folia carioca com o enredo “Arroboboi, Dangbé”, sobre a energia do culto ao vodum serpente, que será desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon, em seu segundo carnaval solo na escola.
Parceria de Claúdio Mattos: O segundo samba da noite foi o assinado por Claudio Mattos, Claudio Russo, Julio Alves, Thiago Meiners, Manolo, Anderson Lemos, Vinicius Xavier, Celino Dias, Bertolo e Marco Moreno. A obra foi defendida na semifinal pelo intérprete Tinga, que contribuiu decisivamente para o forte desempenho do samba na disputa. A apresentação do samba na quadra foi brilhante, contagiando o público presente na quadra da Viradouro. A torcida, uma das maiores da noite, ocupou todo o espaço destinado, com uso de bandeiras, balões e fumaças. A parceria também se utilizou de lâmpadas coloridas nas mãos dos componentes que, quando a luz da quadra era apagada, provocavam um bonito efeito. A obra também contou com grande adesão na quadra, com segmentos da escola, como membros da harmonia, da bateria, dentre outros, cantando o samba. O refrão do meio, com “Ergue a casa de bogum/ Atabaque na Bahia…” foi destaque, sendo cantada a plenos pulmões pela torcida.
Parceria de Lucas Macedo: O terceiro samba a se apresentar na semifinal da Viradouro foi o da parceria de Lucas Macedo, Diego Nicolau, Richard Valença, João Perigo, Cadu Cardoso, Marquinhos Paloma, Orlando, Ambrósio, Lico Monteiro e Silas Augusto. A obra teve desempenho avassalador durante sua apresentação. A começar pela excelente condução do intérprete Zé Paulo Sierra, que por sua ligação com a Viradouro, dominou completamente o palco e causou enorme comoção na quadra da escola. A torcida do samba também esteve presente em grande número, com uso de bandeiras, fumaça e uma serpente artificial formada por pessoas que passava entre os torcedores. Diversos segmentos da escola cantaram e se empolgaram com a obra durante a apresentação. O refrão principal, com o “Deixa Girar” teve grande destaque, inclusive com torcedores fazendo coreografias com a mão. A parceria também se utilizou do recursos de apagar as luzes da quadra para destacar luzes artificiais presentes na torcida.
Parceria de Dudu Nobre: A última parceria a se apresentar foi a de Dudu Nobre, Samir Trindade, Victor Rangel, Deiny Leite, Valtinho Botafogo, Fabrício Sena, Felipe Sena e Jeferson Oliveira. A obra teve ótimo desempenho durante sua apresentação, sendo defendida por Igor Sorriso, Guto e Gilsinho. A torcida esteve presente em bom número, com bandeiras da escola. No início da apresentação, um grupo de ritmistas com atabaques abrilhantou o desempenho da obra. Durante a passagem, a torcida se abria e um grupo performático se apresentava. A parceria levou também um grupo fantasiado de que formou uma grande cobra. O samba também contou com bom engajamento dos segmentos e componentes da escola presentes na quadra.
O Acadêmicos do Salgueiro realizou em sua quadra, na noite desse sábado e madrugada deste domingo, mais uma fase do concurso que elegerá o hino oficial da agremiação para o Carnaval de 2024. A reportagem do site CARNAVALESCO esteve presente e, como parte da série “Eliminatórias”, acompanhou essa nova etapa da disputa promovida pela vermelha e branca da Tijuca. Ao todo, nove parcerias se apresentaram e cada uma teve direito a quatro passadas, sendo a primeira sem bateria e as demais acompanhadas dos ritmistas da “Furiosa”. O anúncio de quais obras irão seguir na competição será feito nas redes sociais da agremiação na próxima terça-feira. Quem se classificar, volta ao palco no sábado que vem, dia 30 de setembro.
Foto: Anderson Borde/Divulgação Salgueiro
Em 2024, o Salgueiro será a terceira escola a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, pelo Grupo Especial. A agremiação levará para Avenida o enredo “Hutukara”, que pretende fazer um alerta em defesa da Amazônia e em particular dos Yanomami, que sofrem efeitos da ação de garimpeiros na sua região. O desfile terá a assinatura do carnavalesco Edson Pereira, que fará seu segundo trabalho consecutivo na Academia do Samba.
Parceria de Marcelo Adnet: O samba que abriu as apresentações na noite de eliminatória salgueirense foi o de autoria de Marcelo Adnet, Benjamin Figueiredo, Rodrigo Gauz, Patrick Soares, Gilberth Castro, Edson Daffeh, Vagner Silva e Bruno Papão. A intérprete Wictoria teve a missão de defender o microfone principal e demonstrou grande desenvoltura na condução. A obra mostrou evolução em relação às etapas anteriores na competição e teve um bom rendimento na quadra. O aguerrido refrão principal, com os versos “Ya temi xoa, esse país sonhou…/ Ya temi xoa, o povo é vermelho/ Na cor do meu Salgueiro, tambores do Salgueiro”, foi o ponto alto, sendo berrado pelos torcedores. O refrão do meio, “É magia Yanomami, pinta a pele, cor de sangue/ Desliza, rasteja, saber ancestral/ Os olhos na caça, instinto animal/ É magia Yanomami, pinta a pele, cor de sangue/ Aê aê arererê, fartura, festança e a dança no entardecer”, também se sobressaiu no canto. Quanto à torcida, o grupo veio com bandeiras vermelhas. Eles dançaram e pularam sem parar, além de provarem estar com o samba na ponta da língua. Tanto que, antes mesmo do início da apresentação, os torcedores já entoavam a obra.
Parceria de Moisés Santiago: O segundo samba a se apresentar no palco da Academia do Samba foi o assinado por Moisés Santiago, Serginho do Porto, Gilmar L Silva, Aldir Senna, Orlando Ambrosio, Marquinho Bombeiro, Wilson Mineiro e Gigi da Estiva. A parceria contou com um time estrelado de cantores para defender a obra, que foi formado por nomes como Marquinhos Art’Samba, Wantuir e Serginho do Porto, que também é um dos compositores. O refrão principal, com “Êêô! Ahêa! Ahêa! Nharu êá!/Tronco forte é minha aldeia, Salgueiro! Êô êá!”, mais uma vez, provou sua força e foi o trecho de maior rendimento da boa apresentação. Outro destaque foi a subida para ele, com os versos “Ya temi xoa! Yanomami eu sou!/ Livre pra sonhar, onde o céu não desabou/ Por um brasil-cocar/ O elo da nação/ É hutukara em manifestação”. Em relação a torcida, o grupo, numeroso e empolgado, realizou novamente um espetáculo na quadra salgueirense. Membros do grupo Maculelê vieram caracterizados como indígenas e performaram na quadra, simulando danças e rituais típicos. Eles foram acompanhados pelos demais torcedores, que vieram com galhos e folhas como adereços de mão, interagindo com a coreografia. Havia ainda alguns com bandeiras brancas com a palavra “basta” escrita em vermelho com uma exclamação.
Parceria de Rafa Hecht: A obra composta por Rafa Hecht, Samir Trindade, Thiago Daniel, Clairton Fonseca, Michel Pedroza, Ribeirinho, Cléo Augusto e Domingos Os foi a terceira a se apresentar. O intérprete Wander Pires, voz oficial da Unidos do Viradouro, foi quem conduziu o samba na quadra e soube explorar as variações melódicas com a maestria que lhe é característica. O refrão do meio, com os versos “Ê xawara, eles não sabem, não conhecem a raiz/ Choram mães Yanomami, lágrimas na terra/ Um céu de fogo que deixou cicatriz/ Ê xawara, eles não sabem, não conhecem a raiz/ Se o céu desabar, teu povo segura/ Contra a ganância napë, bravura”, foi o grande destaque. O trecho “Aë aë aë, voz da alma brasileira/ Ee, ee, ee, canto que estremece a aldeia”, presente na primeira estrofe, também chamou a atenção durante a apresentação; assim como “Anti o brilho da cobiça/ A coragem de um guerreiro/ Tenho sede de justiça/ Sou o dono verdadeiro”, na segunda estrofe. Quanto à torcida, com um pequeno número de pessoas, o grupo deu o seu recado. Animados, eles pularam, vibraram e mostraram estar com a obra totalmente decorada. Em diversos momentos, os torcedores usaram as bandeiras que traziam como adereços de mão, todas nas cores da escola, para fazer coreografias, provocando um efeito visual interessante.
Parceria de Pedrinho da Flor: O quatro samba da noite de eliminatória foi assinado por Pedrinho da Flor, Marcelo Motta, Arlindinho Cruz, Renato Galante, Dudu Nobre, Leonardo Gallo, Ramon Via13 e Ralfe Ribeiro. Os intérpretes Tinga e Pitty de Menezes, da Unidos de Vila Isabel e da Imperatriz Leopoldinense respectivamente, conduziram a obra que promoveu um verdadeiro sacode na quadra. O refrão principal, com os versos “Ya temi xoa! Aê, êa!/ Meu Salgueiro é a flecha/Pelo povo da floresta/ Pois a chance que nos resta/ É um Brasil cocar!”, foi berrado por torcedores e boa parte do público presente. Outro grande destaque foi o trecho “Você diz lembrar do povo Yanomami em dezenove de abril/ Mas nem sabe o meu nome e sorriu da minha fome, quando o medo me partiu/Você quer me ouvir cantar em Yanomami pra postar no seu perfil/ Entre aspas e negrito, o meu choro, o meu grito, nem a pau Brasil!”, presente na segunda estrofe, que além da força em si da mensagem crítica presente nessa letra, foi entoado a plenos pulmões. Aliás, a torcida foi parte importante para o espetacular performance do samba. Ornamentados com bandeiras diversas na cor vermelha, além de luzes coloridas, o grupo dançou e cantou o tempo todo, sabendo manter o fôlego.
Parceria de Ian Ruas: Na sequência, o quinto samba a se apresentar na quadra do Salgueiro foi o de autoria de Ian Ruas, José Carlos, Caio Miranda, Sonia Ruas Raxlen, David Carvalho e Gabriel Rangel. O intérprete Nêgo, da União da Ilha do Governador, defendeu a obra ao lado de nomes como Victor Cunha e Nino do Milênio, sendo o time de cantores fundamental para o bom rendimento. O ponto alto foi o refrão principal, com os versos “Ya nomaimi! Ya temi xoa!/Em Hutukara, arco é ligeiro/Um povo a sorrir, um povo a sonhar/Renasce no chão do meu Salgueiro”, que mesmo melodioso teve uma performance “pra cima”. Com bandeiras vermelhas e brancas, a torcida, uma das maiores nessa noite de eliminatória, demonstrou empolgação e cantou com afinco ao longo de toda apresentação, especialmente durante os refrões.
Parceria de Fred Camacho: O samba assinado por Fred Camacho, Paulo César Feital, Guinga do Salgueiro, Diego Nicolau, Fabrício Fontes, Daniel Rozadas, Claudeci Taberna e Francisco Aquino foi o sexto a se apresentar na eliminatória salgueirense. Para defender a obra, os intérpretes Evandro Malandro e Diego Nicolau reeditaram a dupla que formaram entre 2014 e 2018, quando comandaram o carro de som da Renascer de Jacarepaguá. A química dos dois se mostrou intacta pelo tempo e foi fundamental para que o samba rendesse bem na quadra. O momento de pico de canto ocorreu no refrão principal, com os versos “Yanomami eu sou, guerreiro!/ Só vive meu sonho quem sabe sonhar/ Yanomami eu sou! Avante, Salgueiro!/ De pele vermelha e branco cocar”. Além disso, o refrão do meio, “Ó mãe natureza que me viu nascer/Dou a minha vida pra te defender!”, novamente se destacou pelo grande funcionamento, aliando a simplicidade da letra com a beleza da melodia. Assim como em apresentações nas fases anteriores da competição, a parceria trouxe uma faixa com dizeres retirados de versos da obra. Os torcedores também vieram uniformizados com camisas estampadas com trechos do samba concorrente.
Parceria de Leandro Thomaz: O sétimo samba a passar pelo palco da vermelha e branca da Tijuca foi o composto por Leandro Thomaz, Grazzi Brasil, Filipe Zizou, Myngauzinho, Marcelo Lepiane, Claudio Gladiador, Telmo Augusto e Micha. A obra foi defendida por Zé Paulo Sierra, voz oficial da Mocidade Independente de Padre Miguel, que teve a cantora Grazzi Brasil, uma das compositoras, como parceira de microfone. O refrão principal, com os versos “Ya temi xoa, Ya temi xoa/ É o grito que ecoa aos que tentam nos calar/ Yanomami é o legado brasileiro/ Que se mantém de pé nas raízes do Salgueiro”, foi o ponto de maior rendimento do samba ao longo de toda a apresentação. Além dele, o refrão do meio, “Querem nos matar, sangrar nossas feridas/ Falam em preservar, eu pergunto: o quê?/ Se estamos condenados a viver assim/ Chora o Deus maior, sofre o Curumim”, também chamou a atenção, graças ao desenho melódico interessante. Mesmo com um contingente relativamente pequeno, a torcida veio animada. Tendo bandeiras quadriculadas, nas cores da agremiação, como adereços de mão, eles dançaram e brincaram durante a performance no palco. Todavia, o canto sofreu altos e baixos, ganhando força justamente nos refrões.
Parceria Manu da Cuíca: Dando prosseguimento nas apresentações, a obra de autoria de Manu da Cuíca, Luiz Carlos Máximo, Buchecha Bil-Rait, Belle Lopes, Fabiano Paiva e Rodrigo Alves foi a oitava da noite de eliminatória da Academia do Samba. O intérprete Bico Doce é quem defendeu o microfone principal e conseguiu se sair bem na difícil missão de conduzir o samba, uma vez que este possui um desenho melódico diferenciado que intercala momentos acelerados com outros bem cadenciados. O grande destaque foi o refrão do meio, com os versos “Ya nomaimi, dá aroari/Aqui é povo de Omama/Yãkoana, waitheri”, que mesmo formado basicamente por expressões indígenas, se mostrou de fácil assimilação. Também se sobressaiu positivamente o trecho que serve de subida para o refrão principal, “Mas na sombra de um salgueiro/ Escutei uma canção/ Ê, ê, ê, a gente quer demarcação/Um país renascido/ E parido da terra/ A força do cocar/ Vai calar a motosserra”. Em relação a torcida, sem nenhum tipo de adereço ou ornamentado, o grupo deu conta do recado e fez bonito. Eles cantaram e dançaram o tempo inteiro, além de realizarem diversas coreografias. No entanto, o samba não empolgou o restante do público presente na quadra, cuja grande maioria apenas assistiu a parceria.
Parceria de Xande de Pilares: Para encerrar, o nono samba da noite de disputa salgueirense foi o composto por Xande de Pilares, Claudio Russo, Betinho de Pilares, Jassa, Jefferson Oliveira, Miguel Dibo, Marcelo Werneck e W Correa. Contando com os apoios luxuosos de nomes como Igor Vianna e Leonardo Bessa, o intérprete Igor Sorriso, da Mocidade Alegre, foi quem conduziu a obra, que cresceu ao longo das últimas eliminatórias, mas que pode render mais. Entre os destaques, o refrão principal, com os versos “Sou eu, Yanomami waitheri/ Salgueiro, vermelha força pra existir/ A lança em defesa da mãe terra/ O canto forte da nação em pé de guerra”, foi o maior deles. O trecho de subida para o refrão principal, “Êê curumim auê/ Livre pra viver por minha alma e meu nome/ Êê curumim auê/ Meu povo originário não pode morrer de fome”, também se sobressaiu. Quanto à torcida, eles vieram ornamentados com bandeiras e balões nas cores da escola. O grupo dançou, pulou e fez coreografias, mas o canto deixou a desejar.
O carnaval perdeu neste domingo um dos maiores carnavalescos da história. Max Lopes, conhecido por ser o mago das cores, de 85 anos, faleceu vítima de um câncer. O artista estava internado no Hospital Municipal Conde Modesto Leal, em Maricá, com um quadro de insuficiência múltipla dos órgãos, em decorrência de um câncer de próstata avançado, e não resistiu. O velório acontece nesta segunda-feira, no Parque da Colina, em Niterói.
Foto: Divulgação
No Grupo Especial, ele foi campeão pela Mangueira em 1984 (Yes, Nós Temos Braguinha) e em 2002 (“Brasil com “Z” é pra cabra da peste, Brasil com “S” é nação do Nordeste”) e ainda pela Imperatriz em 1989 (Liberdade! Liberdade! Abra as Asas sobre Nós). Max Lopes também foi campeão do Grupo de Acesso em 1990 pela Viradouro com o enredo “Só vale o escrito”.
A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) se pronunciou sobre a perda do artista tricampeão do Grupo Especial. “O Carnaval se despede hoje do “Mago das Cores”, Max Lopes, o primeiro carnavalesco campeão do Sambódromo no grupo principal, que emprestou o talento para brilhar por diversas escolas de samba. A Liesa envia os mais profundos sentimentos aos familiares”.
Campeão pela Imperatriz em 2023, o carnavalesco Leandro Vieira fez um publicação sobre o falecimento de Max Lopes: “Triste com a notícia da morte do Max Lopes. Seu nome é um sinônimo de excelência artística e de refinada produção estética carnavalesca. Perdemos um dos arquitetos visuais da folia brasileira. Artista genial de tantas escolas e desfiles. Inspiração de todos nós. Descansa, mestre”.
Trajetória no carnaval
Max Lopes iniciou na década de 1970 trabalhando no Salgueiro, inclusive, como um dos parceiros de trabalho de Fernando Pamplona. O primeiro desfile e que já ficou na história veio em 1976, pela Unidos de Lucas, com o enredo “Mar Baiano em Noite de Gala”.
Com o enredo “Yes, Nós Temos Braguinha”, em 1984, na Mangueira, Max Lopes conquistou seu primeiro título no Grupo Especial. Além do caneco, ele faturou com a Verde e Rosa a conquista de ser super-campeão, já que a Portela também venceu no mesmo ano. O segundo título na escola veio em 2002 com o enreo “Brazil com ‘Z’ é pra Cabra da Peste, Brasil com ‘S’ é a Nação do Nordeste”. Ainda trabalhando na Verde e Rosa, o carnavalesco fez o enredo “Os Dez Mandamentos: O Samba da Paz Canta a Saga da Liberdade”.
Na Imperatriz Leopoldinense, o “Mago das Cores” ganhou o carnaval de 1989 com o inesquecível “Liberdade! Liberdade! Abra as Asas Sobre Nós!”. O fato curioso é que Max venceu Joãosinho Trinta, que estava na Beija-Flor de Nilópolis, e que levou para Avenida “Ratos e Urubus, Larguem Minha Fantasia”.
Max Lopes também fez história na Viradouro. Primeiro, quando apresentou o enredo “Bravo, Bravíssimo – Dercy, o Retrato de um Povo” em 1991. No ano de 1992 levou para Sapucaí “E a Mágia da Sorte Chegou!”. Infelizmente, o desfile ficou marcado pela última alegoria que pegou foto e comprometeu o espetáculo.
Max Lopes também trabalhou na Grande Rio. Em Caxias, o artista fez o enredo Prestes, O Cavaleiro da Esperança” em 1998. Fez também em 1999 o enredo “Ei, Ei, Ei, Chateau é Nosso Rei”. Ele passou também pela Vila Isabel, Porto da Pedra, Santa Cruz, Ilha, Estácio, São Clemente, além dos Gaviões da Fiel, em São Paulo.
Homenagens
A Imperatriz Leopoldinense, escola em que Max Lopes foi campeão em 1989, fez uma publicação sobre o falecimento do artista. “Anunciamos, com muita tristeza, o falecimento do carnavalesco Max Lopes. Max iniciou sua trajetória na Imperatriz em 1977, com o enredo “Viagens Fantástica às Terras de Ibirapitanga” e foi campeão, em 1989, com o enredo ‘Liberdade! Liberdade! Abra as Asas Sobre Nós’. Todos os Leopoldinenses lhe agradecem por toda dedicação ao nosso pavilhão. A Diretoria da Rainha de Ramos deseja muita força aos familiares e amigos. Que seja feita uma passagem de muita luz”, escreveu a escola em uma primeira postagem.
A Estação Primeira de Mangueira também se pronunciou: “O único carnavalesco SuperCampeão A Estação Primeira de Mangueira, em nome da presidenta Guanayra Firmino, lamenta o falecimento do carnavalesco Max Lopes. Obrigada, Mago. Sua história será reverenciada e lembrada pra sempre, a Mangueira jamais te esquecerá”.
Veja a publicação da Viradouro. “A Viradouro lamenta profundamente o falecimento do carnavalesco Max Lopes. Max teve três passagens pela Viradouro, desenvolvendo os Carnavais de 1990, 1991, 1992, 1993, 2013 e 2016. Fica o legado de um artista único do nosso Carnaval. Descanse em paz”.
Publicação da Porto da Pedra: “É tristeza que recebemos a notícia de Max Lopes nos deixou. Max fez história no carnaval, deixando sua marca em grandes agremiações da nossa folia. Em 2009, foi o responsável pelo desfile do nosso Tigre. Nossos sentimentos aos familiares, amigos e fãs de seu trabalho”.
Paraíso do Tuiuti: “Hoje o mundo do samba perdeu um dos seus mais expoentes artistas: faleceu o carnavalesco Max Lopes. Max, certamente, vai deixar saudades. Sua memória e legado estarão para sempre na história do Carnaval. Obrigado por tudo e descanse em paz, mestre”.
Carnavalesco Marcus Ferreira, da Mocidade: “Perdemos nosso querido Max Lopes. Mago das cores, das volumetrias, da excelente utilização de cores por setor, que poucos artistas conceberam. Descanse em paz”.
Vila Isabel: “A Unidos de Vila Isabel manifesta seu profundo pesar pelo falecimento do carnavalesco Max Lopes, o nosso mago das cores”.
Pelo quarto carnaval consecutivo, o intérprete Evandro Malandro teve a responsabilidade de gravar todas as faixas em disputa para serem os hinos da Acadêmicos do Grande Rio no Sambódromo da Marquês de Sapucaí. O cantor é a voz oficial da tricolor de Duque de Caxias desde o ano de 2018, quando substituiu Emerson Dias no posto. Assim como o antecessor, Evandro possuia uma história extensa na agremiação, tendo o seu início como um dos integrantes do carro de som. Em entrevista concedida para a reportagem do site CARNAVALESCO, ele recordou parte desse percurso e comentou a relação de alguns acontecimentos com o projeto que o permitiria gravar os sambas postulantes da verde, vermelha e branca.
“Falando de coração, fiquei muito feliz em chegar na Grande Rio da forma que cheguei, sem precisar pisar em ninguém ou bater na porta e implorar. Graças a Deus, foi algo que aconteceu naturalmente. E logo no meu início na escola, descobri um problema muito sério, mas tive todo o apoio da presidência, da diretoria, que me abraçaram. No caso, o que aconteceu é que desenvolvi a diabetes de uma forma muito severa. Essa minha diabete é emocional e hoje está controlada. Porém, na época, como estava mal de saúde, fiquei com medo, mas os presidentes garantiram que quando estivesse melhor, apto, viria e gravaria o samba. E assim aconteceu. Então, quando eles me apresentaram essa fórmula, no ano seguinte, de gravar todos os sambas concorrentes, fiquei muito feliz. Todo cantor sonha com esse carinho, de ser colocado embaixo das asas assim pelos presidentes. Ainda mais no meu caso, que não era um cantor tão conhecido e que ainda não tinha pisado como primeiro do Grupo Especial. Mesmo assim, recebi esse aparato todo. Fico muito contente em ver a história que estou construindo com a Grande Rio. Da melhor forma que puder retribuir, gravando e colocando a minha voz em cada samba, vou fazer sempre”, afirmou.
Desde o Carnaval de 2020, a tricolor de Duque de Caxias adota um modelo diferenciado para realizar o concurso de sambas-enredo. Além de Evandro Malandro gravar todas as obras concorrentes, as parcerias são proibidas de contar com participações de cantores do Grupo Especial e a presença de torcedores na quadra não é obrigatória. Ao comentar sobre este formato de disputa, o intérprete oficial da Grande Rio fez um balanço da experiência ao longo dos últimos anos e ressaltou que tenta dar uma atenção especial para cada uma das composições ao colocar a voz.
“É bacana este formato, porque aproxima a comunidade do seu samba, do que ela quer escolher, da forma que quer torcer. Nele, o cantor dá a referência para todos. Isso é muito importante. Por isso, tento fazer com muito respeito, com muito carinho e graças a Deus estou arrancando elogios dos compositores, da escola e da nossa comunidade. Acho que consegui colocar, em cada samba, uma emoção. De verdade, não pensem que o samba que não teve torcida é aquele que eu me preocupei menos. Não, me preocupei em todos os sambas. Um exemplo aconteceu nesta primeira eliminatória da disputa para 2024. Uma parceria teve que trazer um rapaz que estava com um pino na perna. Tinham três cantores, era o pai, o filho e o tio, além desse rapaz tocando o cavaquinho. Eu peguei a cadeira, trouxe para ele, fiquei durante toda a apresentação do samba ali, do lado. Enquanto não acabou as passadas, não saí de perto, porque esse é o nosso ofício. Penso que é o mínimo que posso fazer em respeito a tudo que a escola já fez, faz e vai fazer por mim. Tento retribuir todo esse carinho que recebo não só dos presidentes, mas da bateria, da comissão de frente, da harmonia, do casal mestre-sala e porta-bandeira, e principalmente dos nossos componentes e torcedores em geral. Uma das formas mínimas que tenho é, além de gravar os sambas todos, aprender eles. Há um mês para começar as eliminatórias, eu me fecho dentro de casa e escuto só Grande Rio, para conseguir cantar todos os sambas. De repente, posso não me lembrar exatamente da palavra de cada um perfeitamente, no entanto a nuance do samba eu aprendo. Essa é uma das maneiras que tenho de fazer uma retribuição a comunidade que me abraça. Então, fico no palco com cada parceria, porque eles merecem essa atenção, essa dedicação da minha parte”, explicou.
Com base no retrospecto dos anos anteriores, Evandro Malandro avaliou também os efeitos desse modelo de disputa implementado pela Grande Rio na própria escola. Um dos maiores, de acordo com o cantor, é justamente dar a oportunidade da comunidade ter uma noção real do quanto aquela obra pode render na voz oficial da agremiação.
“O impacto para escola é a melhor aceitação da comunidade. Além disso, esse modelo permite a gente ter uma ideia mais real de como aquele samba pode render. Afinal, ele pode ficar muito bom na voz de Huguinho, de Zezinho, de Luizinho, mas quando for para Avenida, na voz do cantor oficial, não ter o mesmo efeito. E para Grande Rio funcionou muito bem. Não estou falando que a gente serve de parâmetro para nada e nem para ninguém. Mas, não deixa de ser uma realidade que não adianta o samba ficar muito bom na voz de outro cantor e não funcionar na minha, que é quem vai defender na Marquês de Sapucaí. Então, nesse modelo, a comunidade fica mais confortável de chegar em uma disputa já sabendo para onde ela quer ir, porque vai curtir aquilo. Portanto, a escola, como um todo, se sentiu muito feliz com esse formato. Ele até pode ter dado o que falar antes, mas é inegável que deu muito certo”, avaliou.
Evandro Malandro relatou como é o seu processo de preparação antes de gravar os sambas concorrentes. De acordo com o intérprete, ele costuma ter um diálogo com os compositores para tentar compreender melhor qual a intenção deles com aquela obra. Aliado a isso, o cantor mantém uma rotina de cuidados com a própria voz, que envolve o acompanhamento profissional.
“Não é fácil. Tenho que chegar em cada compositor e saber captar exatamente o que ele quer. Depois que todo mundo gravou e o cantor vai botar a voz, é o momento daquela cerejinha do bolo que tem de ser muito bem colocada e com muito cuidado. Afinal, é o filho do compositor que está nascendo. Então, tenho que tratar da melhor forma. Acho que tenho conseguido isso com a ajuda do nosso professor de canto, do Pedro Lima, que é incrivelmente bom, sendo um profissional reconhecidíssimo na música e na televisão. Só para citar alguns exemplos, ele já preparou o Babu Santana para fazer o filme do Tim Maia, a Deborah Secco para fazer uma novela que ela era cantora, além de já ter atuado com músicos como Michel Teló. E o Pedro abraçou a minha causa e a do carro de som da Grande Rio. Atualmente, tenho duas aulas semanais com ele, além de uma aula geral com todos os cantores de apoio. Isso, lógico, é respaldado pelos nossos presidentes”, esmiuçou.
Ainda no bate-papo com a reportagem do site CARNAVALESCO, o intérprete contou que é inviável decorar cada uma das obras devido ao intervalo curto entre as gravações. Segundo o cantor oficial da tricolor caxiense, na atual disputa promovida pela escola, ele chegou a colocar voz em três sambas em um único dia. Mesmo assim, Evandro Malandro afirmou que, posteriormente, faz questão de aprender os hinos, para ter todos na ponta da língua.
“Nesse processo de Grande Rio, não dá tempo de decorar as letras. Esse ano, por exemplo, foram onze sambas. A escola estabelece um período para as parcerias fazerem suas gravações, só que ninguém grava naquele tempo. Ninguém quer gravar antes de ninguém, vai todo mundo gravar faltando uma semana, no máximo quinze dias para a entrega, então fica difícil decorar. O que eu faço, na maioria das vezes, é ir na voz guia. Quando não tem, eu ligo para o compositor e peço para me mandar nem que seja em um áudio de whatsapp cantando o samba para eu conseguir dar uma estudada. Por conta dos compositores encurtarem esse prazo dado pela escola e gravarem todo mundo perto um do outro, tem dias que coloco voz em três sambas diferentes. Então, no deslocamento de um estúdio para o outro, aproveito para dar uma escutada e analisar as obras. Além disso, depois de gravado, ainda sou o primeiro a levar, porque gosto de aprender os sambas da minha escola, da minha casa, da minha família. Quando eles forem ser defendidos na disputa, quero estar cantando, vibrando. Afinal, aquela gravação no estúdio floresce em cima do palco, com a bateria cheia, com todos os segmentos na quadra prestando atenção, alguns torcendo para o samba deles, e o cantor presente. Por mais que tenha a parceria ali, é importante estar também a voz oficial da escola, que aprendeu todos os sambas, e fez questão de estar com todos os compositores cantando”, assegurou.
O intérprete fez questão de enaltecer o trabalho em conjunto realizado pelos segmentos da escola. Segundo Evandro Malandro, a cooperação vai desde as primeiras reuniões para definição do enredo até o desfile no Sambódromo na Marquês de Sapucaí, sendo o atual formato do concurso de sambas-enredo mais um exemplo de parceria entre as variadas vertentes que formam a agremiação.
“A gente participa de tudo, praticamente. Nossa presidência, o nosso diretor de Carnaval Thiago Monteiro, fazem questão de manter a família perto. Por mais que as maiores decisões sejam deles, a gente tem uma vez de ouvir, de opinar também. Então, esse processo todo começa naquela primeira reunião, após o desfile, para debater o que vamos fazer no ano seguinte. Lá, são apresentadas as ideias de enredo e temos esse primeiro contato. Daí, conforme vai afunilando, já começo a pensar na desenvoltura da sinopse. Passou essa etapa, já estou louco para começar os sambas enredo. Ao longo da disputa, antes mesmo da final, fico imaginando o samba na Sapucaí, como é que ele vai ser e tal. Geralmente, espero passar umas duas semanas de concurso, no máximo três, para nas quartas de final estar com as ideias mais ou menos prontas para cada possível samba vencedor. E, no final dessa trajetória, quando chega na Avenida, passa esse filme inteiro na cabeça. Nessa hora, até emociona ver aquela sementinha plantada lá atrás render frutos tão bonitos. Dois exemplos disso são o ‘Tatalondirá’ e o ‘Fala, Majeté!’, um vice-campeonato e um campeonato, um seguido do outro. É algo muito bacana”, pontuou.
No ano que vem, a Grande Rio será a quarta escola a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, pelo Grupo Especial. A agremiação irá em busca do segundo título de campeã da folia carioca com o enredo “Nosso destino é ser onça”, assinado pela dupla de carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. A proposta é fazer uma reflexão sobre a simbologia da onça no cenário artístico-cultural brasileiro, tocando em temas como antropofagia e encantaria.
A convite da diretoria da escola de samba Estrela do Terceiro Milênio, os bailarinos, Arthur e Waleska, serão os responsáveis por ostentar e apresentar o pavilhão oficial do Terreirão da Coruja, em 2024. A contratação aconteceu na última quinta-feira, após reunião no barracão da Fábrica do Samba 2. A agremiação disputará vaga no grupo de elite da Liga-SP.
Foto: Nagyb Aedl/Divulgação
“Experiência, talento e elegância definem o novo casal oficial da Milênio. Ambos tem bagagem e história para defender o quesito e apostamos que, juntos, vão fazer um lindo trabalho na Avenida”, declara o presidente Silvão Leite.
O mestre- sala Arthur, que já estava renovado com a escola, recebeu a missão de defender o pavilhão oficial como mais um desafio em sua trajetória. “É a terceira vez que assumo o posto de primeiro mestre-sala e estou radiante pela oportunidade que o presidente Silvão e a diretoria me ofereceram. É uma grande responsabilidade representar a comunidade do Grajaú e darei o melhor de mim”, afirma Arthur, que iniciou sua arte na dança aos 10 e foi oficial, pela primeira vez, aos 17 anos. O jovem sambista, hoje com 22 anos, soma passagens nas escolas: União das Vilas (SBC), Camisa Verde e Branco, Nenê de Vila Matilde e Pérola Negra
Aos 30 anos de idade, a sambista e consagrada porta-bandeira do Carnaval de São Paulo, Waleska Gomes, é quem chega na agremiação para assumir como primeira porta-bandeira da escola. “Eu não recebi um convite, recebi um presente do presidente Silvão e de toda diretoria da escola. Não vejo a hora de pisar no Terreirão da Coruja e conhecer a comunidade do Grajaú”, diz Waleska. Nascida em família de sambistas, a bailarina é cria da folia paulistana e, celebra, neste ano, 30 anos de Carnaval. “Minha mãe desfilou grávida de mim e a bolsa rompeu na quadra da Rosas de Ouro. Meu pai, Glicerio Gomes, já falecido, foi diretor de carnaval do Vai-Vai”, relembra.
O casal será apresentado para a comunidade do Grajaú neste domingo, durante o ensaio de quadra, na sede da escola, no Calçadão Cultural do Grajaú. Esse ano a Milênio será a 7° escola a desfilar no grupo de Acesso 1, e levará o tema “Vovó Cici conta e o Grajaú conta: o mito da criação”, idealizado e desenvolvido pelo carnavalesco Murilo Lobo.
Arthur Santos mestre-sala
Inspirado no seu pai Clayton Santos Jr., ex-mestre-sala da escola de samba União das Vilas, Arthur, desde de criança era fã do pai que o apresentou a arte do bailado do mestre-sala que, através da dança, tem por missão cortejar a porta-bandeira e proteger o pavilhão, símbolo maior de uma agremiação.
Desde pequeno demonstrava ter herdado o talento do pai e já apresentava habilidade para a dança. O pequeno ainda dedicava horas dançando em frente a TV assistindo vídeos de carnavais antigos para aprender, se inspirar e buscar referências. Em 2011, aos 10 anos, Arthur foi convidado para o quadro de casais da escola União das Vilas, em São Bernardo do Campo, fundada pelo seu avô e mestre de bateira, Clayton Santos.
Formado pela escola de dança de casais Cisne do Amanhã, da Amespbesp, foi mestre-sala mirim da Camisa Verde Branco e, em 2013, estreou na Passarela do Samba. Após o carnaval, Arthur foi anunciado na categoria juvenil, depois terceiro, até assumir primeiro na Nenê de Vila Matilde, em 2018, onde ficou por 7 anos. Em 2020, assumiu a condução do pavilhão oficial da Pérola Negra, onde ficou por 3 anos. Há um ano, formou o “casal convidado” da Milênio e agora assume como oficial.
Waleska Gomes porta-bandeira
Coreógrafa e bailarina clássico, é porta-bandeira desde os 8 anos de idade e comemora, neste ano, 23 anos executando a arte de ostentar o pavilhão com passagens pelas escolas Unidos de São Lucas, Academicos do Tatuapé, Águia de Ouro, Tom Maior, Independente Tricolor, Morro da Casa Verde e Acadêmicos do Tucuruvi.
É instrutora e diretora artística do Cisne do Amanhã, projeto tradicional na Arte de Mestre-Sala e Porta Bandeira da Cidade de São Paulo, além de acumular no currículo shows corporativos e trabalhos no exterior: Nigéria, Dubai, Rússia e Etiópia.
Contando os dias para reinar na Marquês de Sapucaí, Rose Nascimento recebeu das mãos do carnavalesco André Tabuquine o desenho da sua fantasia para o carnaval de 2024. A beldade, que é rainha de bateria da União do Parque Acari, conheceu o figurino que irá usar na avenida à frente dos ritmistas da “Fora de Série”, comandada pelos mestres Erick Castro e Daniel Silva.
Foto: Diego Mendes/Divulgação
Sem dar spoiler, a rainha exaltou o trabalho do carnavalesco André Tabuquine e definiu a sua fantasia como uma verdadeira jóia. O figurino entra na temática do enredo “Ilê Aiyê, 50 anos de luta e resistência”, tema que a escola levará para a Marquês de Sapucaí.
“Estou encantada até agora com o meu figurino. Com certeza uma fantasia de verdadeira Rainha. Não poderia ser diferente até pela força e representatividade do nosso enredo. Já vou começar a confecção dela para chegar na Sapucaí à altura da minha bateria e da minha escola. Vamos juntos lutar por essa vaga no Grupo Especial”, revelou a Rainha Rose Nascimento.
A beldade será a primeira rainha de bateria a pisar na Marquês de Sapucaí em 2024, no primeiro dia de desfiles das escolas da Série Ouro, dia 9 de fevereiro, comandada pela Liga-RJ.
A Unidos do Porto da Pedra realiza neste sábado, a partir das 13h, a segunda edição da Feijoada do Tigre. A agremiação gonçalense promete transformar a sua quadra em um grande caldeirão com a participação do Salgueiro.
Foto: Ana Victória/Divulgação Porto da Pedra
A abertura do evento ficará por conta do DJ Barra. Em seguida, será a vez do grupo Vem Pro Meu Ritmo, logo depois, o elenco show da escola se apresentará ao som da bateria Ritmo Feroz para dar boas vindas ao artista Antonio Nóbrega, personagem chave do enredo: “O Lunário Perpétuo: A Profética do Saber Popular”. O encerramento ficará por conta do cantor Renato da Rocinha.
Em 2024, a Porto da Pedra será a primeira escola a desfilar na Marquês de Sapucaí, no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro.
Serviço:
Feijoada da Unidos do Porto da Pedra / show do cantor Renato da Rocinha e grupo Vem Pro Meu Ritmo/ Participação especial Acadêmicos do Salgueiro/ DJs Barra e Amarelo
Quando: 23/9 (sábado), a partir das 13h
Onde: quadra da Porto da Pedra (Rua João Silva 84, Porto da Pedra, São Gonçalo)
Quanto: Entrada gratuita até as 17 horas, após esse horário, R$10. O prato da feijoada custará R$ 25,00 com antecedência e R$ 30,00 na hora
Mesa com feijoada (04 pessoas), R$ 150,00
Camarote, R$ 500,00
A feijoada será servida até às 17h
A Imperatriz Leopoldinense abriu as portas de sua quadra em Ramos, na Zona Norte do Rio, na noite dessa sexta-feira, para realizar mais uma etapa do concurso que elegerá o hino oficial da agremiação para o Carnaval de 2024. Como parte da série “Eliminatórias”, a reportagem do site CARNAVALESCO esteve presente e acompanhou essa nova fase da competição promovida pela Rainha de Ramos. Ao todo, sete obras se apresentaram e cada uma teve direito a cinco passadas, sendo uma sem bateria e quatro acompanhadas pelos ritmistas da “Swing da Leopoldina”. No final, os sambas de Nenel S. Filho e da parceria de Marquinho Lessa foram cortados. Os demais seguem na disputa e voltam ao palco da escola na próxima sexta-feira, dia 29 de setembro.
Foto: Nelson Malfacini/Divulgação Imperatriz
No ano que vem, a Imperatriz Leopoldinense apresentará o enredo “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”, assinado pelo carnavalesco Leandro Vieira. O tema tem como base um pequeno folheto que foi escrito há mais de 100 anos por Leandro Gomes de Barros, autor paraibano de cordéis que inspiraram o dramaturgo Ariano Suassuna a escrever o “Auto da Compadecida”. A proposta dá continuidade ao interesse da agremiação em se debruçar sobre o Brasil e sobre obras populares que souberam dar contorno à imaginação de caráter fantástico como uma extraordinária vocação do povo brasileiro. A Rainha de Ramos será a sexta escola a desfilar no domingo de Carnaval, dia 11 de fevereiro, encerrando o primeiro dia do Grupo Especial do Rio, em busca do bicampeonato.
Parceria de Zé Katimba: O primeiro samba a se apresentar na eliminatória gresilense foi o de autoria de Zé Katimba, Dudu Nobre, Zé Inácio, Mirandinha Sambista, Luizinho Das Camisas e Tuninho Professor, com as participações especiais de André Diniz e Eduardo Medrado. O intérprete Tinga, da Unidos de Vila Isabel, foi o responsável por defender a obra e teve o reforço luxuoso do também intérprete Chitão Martins, da Independente Tricolor, escola do Grupo Especial paulistano. A dupla, junto com os demais cantores de apoio, fez com que o samba tivesse um ótimo rendimento na quadra. O destaque foi o refrão principal, com os versos “O que eu tenho foi a cigana quem deu/O que é meu é dela, o que é dela é meu”, que funcionou extremamente bem. Outro trecho que se sobressaiu está no início da primeira estrofe da obra. Os versos “No olhar da Imperatriz tem o verde da esmeralda/ Quero ver-te Imperatriz no olhar da Esmeralda/ É nossa gente em caravana/ Com violinos, nessa festa da cigana” exercem uma função de falso refrão e chamaram a atenção muito por conta do desenho melódico. Em relação a torcida, com bandeiras e bandeirões nas cores da agremiação, o grupo compareceu em peso e mostrou sua força. Eles vibraram, pularam e cantaram ao longo de toda a apresentação. Quanto ao restante da quadra, a recepção ao samba foi positiva, sendo possível observar integrantes de segmentos, como a velha guarda, entoando a obra. Vale citar que a parceria trouxe ainda um grupo de ciganas, que performou no meio da galera e no palco.
Parceria de Me Leva: O samba assinado por Me Leva, Gabriel Coelho, Luiz Brinquinho, Miguel da Imperatriz, Antonio Crescente e Renne Barbosa, com as participações especiais de Daniel Paixão e Lucas Macedo, foi o segundo a se apresentar na noite de eliminatória na Rainha de Ramos. A obra foi defendida pela dupla de intérpretes formada por Igor Sorriso e Igor Vianna, que se mostrou bastante entrosada e deu um show no palco. O refrão principal, com os versos “Tá escrito nas estrelas, Imperatriz/ A sorte é sua, o povo é quem diz/ O que é meu é da cigana, o que é dela não é meu/ Quando chega fevereiro meu caminho é todo seu”, foi o ponto alto, sendo o trecho de maior rendimento. Destaque também para o trecho de subida para ele, “Ciganinha puerê, puerê, puerá/ Nessa noite linda eu quero te ver girar/ Ciganinha puerê, puerê, puerá/ No raiar do dia eu quero te ver girar”, bastante entoado pelos torcedores. Aliás, falando na torcida, antes mesmo da apresentação começar, o grupo já cantava o samba a plenos pulmões. Ornamentados com bandeiras e bandeirões nas cores da Imperatriz, eles pularam e dançaram sem parar. Além disso, assim como na parceria anterior, houve uso de fogos de artifício. Em relação ao restante da quadra, a obra teve grande receptividade, sendo possível observar diversos segmentos, como baianas, velha-guarda, cantando ao longo de toda a apresentação.
Parceria de Jeferson Lima: A terceira obra a se apresentar na noite de eliminatória na Imperatriz Leopoldinense foi a composta por Jeferson Lima, Rômulo Meirelles, Jorge Goulart, Sílvio Mesquita, Carlinhos Niterói e Bello, com a participação especial de Gigi da Estiva. Os intérpretes Nêgo e Nino do Milênio, vozes oficiais da União da Ilha do Governador e da União de Maricá respectivamente, foram os responsáveis por conduzir o samba, que teve um ótimo rendimento na quadra. As variações melódicas foram bem exploradas e o refrão principal, com os versos”Vai clarear… olha o povo cantando na rua/ A Imperatriz desfila com a sorte virada pra lua”, foi o grande destaque. O trecho inicial da primeira estrofe do samba, “Busquei os versos pra contar/ O que Esmeralda escreveu/ Meu futuro é todo dela e o dela não é meu/Meu futuro é todo dela e o dela não é meu”, também chamou a atenção, muito por conta da melodia. Quanto à torcida, com bandeiras coloridas e bandeirões nas cores verde e branco, o grupo vibrou, pulou e fez coreografias. O canto também foi imponente, mantendo-se forte ao longo de todo o período da apresentação, e contagiou as demais pessoas presentes na quadra. Vale mencionar que, no meio dos torcedores, ainda foi realizada uma performance com ciganas.
Parceria de Guilherme Macedo: A obra assinada por Guilherme Macedo, Raul DiCaprio, Manfredini, Alexandre Cabeça, Alfredo Jr. E Bernini, com as participações especiais de Fábio Jorge e DVD Marcola, foi a quarta a se apresentar no palco gresilense na noite de eliminatória. O samba foi defendido por um time estrelado de cantores, que teve entre seus integrantes nomes como Ito Melodia, Bruno Ribas, Clóvis Pê e Tuninho Júnior. A performance dos intérpretes foi fundamental para o bom rendimento da obra na quadra. O ponto alto foi o refrão principal, com os versos “Cigana de puerê, puerá!/ Esmeralda confirmou/ É aqui o meu lugar!/ Cigana de puerê, puerá!/ O que é dela não é meu/ O que é meu ela me dá!”, sendo o trecho mais entoado do samba. Sobre a torcida, o grupo veio com bandeiras e balões nas cores da agremiação. Apesar de animados, o canto deles deixou um pouco a desejar, uma vez que só se tornava forte nos refrões. Ao decorrer da apresentação, foi possível observar alguns segmentos cantando a obra, entre eles, as baianas.
Parceria de Jorge Arthur: O quinto samba da noite de eliminatória na Imperatriz foi o composto por Jorge Arthur, Cláudio Russo, Fadico, Dudu Miller, Marquinhos Bombeiro e Maestro. O intérprete Gilsinho, voz oficial da Portela, foi quem conduziu a obra e teve o também intérprete Tem Tem Jr., do Império Serrano, como um dos apoios. Graças ao time de cantores, o samba, melódico, conseguiu manter a sua característica mais cadenciada, sem que ficasse arrastado. O ponto alto foi o refrão principal, com os versos “Vai clarear! Ê Vai clarear!/ Vou te contar o que o testamento diz/ O meu destino já tem hora e lugar/ Ninguém segura a sorte da Imperatriz”. O trecho de subida para ele, especialmente o “Ciganinha puerê Ciganinha puerá/ A profecia vai se revelar”, cantando duas vezes, foi outro grande destaque, sendo um dos momentos de maior rendimento. Com bandeiras nas cores verde e branca como adereços de mão, a torcida pulou, vibrou e fez coreografias. Assim como ocorreu em outras apresentações, houve a performance de ciganas no meio da galera, com direito a roupas típicas e danças tradicionais, sendo mais uma atração no show promovido pela parceria.