Ito Melodia, intérprete da Unidos da Tijuca, conversou com a equipe do site CARNAVALESCO, após a gravação oficial do samba-enredo para o Carnaval 2024. Veja abaixo o papo exclusivo.
Ito Melodia, intérprete da Unidos da Tijuca, conversou com a equipe do site CARNAVALESCO, após a gravação oficial do samba-enredo para o Carnaval 2024. Veja abaixo o papo exclusivo.
O intérprete Thiago Brito cantou para o site CARNAVALESCO o samba-enredo da Inocentes de Belford Roxo para o Carnaval 2024 A escola de samba belforroxense levará para Avenida o enredo “Debret pintou, camelô gritou: ‘compre 2 leve 3!’ Tudo para agradar o freguês”.
Após a escolha de samba que chegou a surpreender muita gente do mundo do carnaval, a Beija-Flor de Nilópolis só pensa agora em tirar o máximo da obra que foi desenvolvida pela parceria de Kirraizinho e Cia, compositores criados na comunidade nilopolitana. Os outros poetas que compõem o time responsável pela composição que vai embalar o carnaval da Deusa da Passarela são Lucas Gringo, Wilsinho Paz, Venir Vieira, Marquinhos Beija-Flor e Dr. Rogério, com as participações especiais de Chacal do Sax, Ramon Quintanilha e Naldinho. Na gravação da Liesa realizada na Cidade das Artes, o intérprete Neguinho falou sobre a música escolhida e o potencial que ele acredita que a obra tem para brilhar na Sapucaí.

“Esse é o samba que o povo escolheu, a Beija-Flor deixou a escola a vontade. Foi o samba do povo, do pé no chão, do pé rapado, sabe? É o samba do povo preto. Esse o povo escolheu, a comunidade escolheu. Foram as baianas, a comissão de carnaval, a bateria, o mestre-sala e a porta-bandeira, foi o povo que escolheu. Nós escolhemos, eu também estava nesta parada. Esse samba vai acontecer na Avenida, eu mudo meu nome se não acontecer. O samba da Beija-Flor vai dar o que falar, se Deus quiser será nota 10. Quando o jurado ver toda a arquibancada e a força que a escola vai vir cantando esse samba, não tem menos de 10”, garante o cantor.
Também presente nas gravações oficiais da Liesa na Barra da Tijuca, o diretor de carnaval da Azul e Branca de Nilópolis, Dudu Azevedo, foi outro a enfatizar a identidade nilopolitana, que na opinião do dirigente, a obra escolhida traz.
“Em termos de harmonia musical, para mim, foi um dos melhores sambas que a gente já gravou, tem muita identidade nossa. Quem fez tudo é o Allan( Vinícius, departamento musical) que é nascido e criado dentro da escola. O Betinho (cavaco) que o Neguinho fala que não entra na Avenida sem aquela palhetada do Netinho. Está tudo muito dentro do que é a nossa essência. Está todo mundo muito feliz. Foi um trabalho muito coletivo. Claro que o Neguinho e o Rodney sempre fazem um trabalho excelente e isso ajuda” definiu Dudu.
Em 2024, a Beija-Flor vai ser a segunda escola a desfilar no domingo, horário inédito na história da agremiação. Sobre a posição de desfile, Neguinho admite que inicialmente a ordem assustou um pouco a diretoria e os segmentos, por ser uma colocação que usualmente não tem levado a grandes resultados, mas o cantor garantiu que a agremiação já entendeu como reverter a situação e o próprio artista encontrou perspectivas positivas para a situação.
“Apesar de ter essa coisa do dia e da hora que a escola desfila, para a Beija-Flor isso vai passar batido. Nós somos a segunda escola de domingo e você vai ver o bicho que vai dar. Nós nunca desfilamos nesta posição, eu vou fazer 50 anos de desfile. A princípio ficamos assustados, mas o povo vai estar todo na Marquês de Sapucaí, porque é a segunda escola, ali por volta de 23 horas, o povo vai estar com a cabeça fresquinha, prestando a atenção na letra do samba e vai ser o desfile em que a Beija-Flor vai ser mais vista em todo o Brasil, porque vai estar todo mundo acordado ainda. Segura que vem coisa boa por aí “, promete Neguinho.
Bateria projeta trabalho valorizando a melodia
A quarta colocada do carnaval 2023 levará para a avenida o enredo “Um delírio de carnaval na Maceió de Rás Gonguila”. O tema está sendo desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, que estreia na Deusa da Passarela e volta a propor delírio em um desfile. O desfile irá explorar a cultura popular da capital alagoana e terá como ponto central a história de Benedito dos Santos, um homem analfabeto, que ganhava a vida como engraxate, mas que se tornou um famoso folião soberano. Dividindo o comando da bateria Soberana, mestre Rodney e mestre Plínio, estavam bastante plenos na gravação da faixa e demonstravam bastante tranquilidade enquanto os ritmistas exalavam precisão e uma afinação de excelência dos instrumentos. A parte musical e de bossas também vai trazer um pouquinho da região em que se passa o enredo. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Rodney explicou que procurou focar em prestigiar a melodia, que para o mestre é o grande destaque da obra que a Beija-Flor levará para a Sapucaí.

“A gente deu uma passada no que planejamos para a gravação alguns dias antes, e antes de vir no próprio dia. A bateria está bem preparada, o samba é muito rico em melodia, e deu para explorar bem esse lance cultural de Maceió, acho que a galera vai gostar do que vai ouvir e ver. O samba nos permite muitas variações de convenções e a gente, mesmo com pouco tempo de preparação, acho que soubemos explorar. Quando chegar nas plataformas digitais vocês verão que é de muito bom gosto. Acho que acertaram na organização e o trabalho da produção está de parabéns”, elogia o mestre.
Desde 2017, gabaritando pelo menos os 30 pontos na apuração, observando os descartes, a bateria Soberana segue em intenso trabalho para manter a excelência nas notas. No geral, Rodney avaliou o processo desenvolvido para a gravação como eficiente. O comandante da bateria Soberana projeta não só um grande rendimento dos ritmistas no desfile, mas espera uma escola brigando por grandes objetivos.
“A gente vai apresentar algumas surpresas que a gente não vai revelar agora, mas é um samba muito alegre, para se brincar carnaval como antigamente. A gente não para, gravamos a faixa e terminamos esse processo todo que nós começamos em agosto, terminado em outubro, foi satisfatório, temos um grande samba, um grande arranjo, teremos um grande desfile e seremos campeões. Vamos fazer o de sempre, muito trabalho, muita dedicação, a bateria sempre muito bem equilibrada, os arranjos específicos aproveitando o ponto alto que é a melodia, um samba muito rico, pode ter certeza que faremos um grande desfile”, assegura o profissional.

Com o samba escolhido e agora gravado, a escola vai direcionar o foco para o desfile. Durante a disputa de samba-enredo, em mais um ano, a agremiação decidiu gravar as 10 melhores obras já na voz de Neguinho. O que facilitou os arranjos para a quadra e a própria avaliação da Beija-Flor durante o certame. Com a música escolhida, tão logo o desafio para os profissionais musicais da escola era não seguir o óbvio do que havia sido feito para o concurso e traçar novos rumos para a gravação oficial da Liesa. Para o diretor de carnaval, Dudu Azevedo, o departamento musical foi muito feliz naquilo que projetou para as gravações na Cidade das Artes.
“Escolhemos o samba em uma quinta e na sexta-feira a noite o mestre Rodney já estava na quadra ensaiando. O ensaio se repetiu nos outros dias e foi uma semana inteira ensaiando. O mais legal de tudo é o trabalho coletivo da minha galera do departamento musical, Betinho(Santos, cavaco), Jonathan(Calim, cavaco), Alan(Vinicius, violão de sete), e Júlio (Assis), se reuniram em casa, fizeram o churrasquinho, trouxeram para a gente o trabalho, o Rodney bolou uma introdução e quando todo mundo sentou, cada um se dedicando para fazer o melhor, a gente juntou todas as ideias e saiu uma grande introdução para o samba”, conta o diretor.
Participação da comunidade nas eliminatórias é trunfo na preparação de canto
“Aqui é Beija-flor doa a quem doer/ Do gênio sonhador a gana de vencer”, versos fortes que com certeza vão convocar a comunidade nesta parte a cantar com toda a energia. A pretensão da diretoria é que o nilopolitano cante dessa forma, não só essa parte, mas todo o samba, e em todo o desfile. A diretora geral de harmonia da Beija-Flor, Simone Santana, ressaltou o fato de o samba já estar na ponta da língua da comunidade desde as eliminatórias.

“O nosso trabalho começou logo após a gravação, mas a comunidade toda participou dessa escolha de samba e foi uma obra que toda a comunidade queria. Acho que está na boca da nossa comunidade e todo mundo sabe cantar o samba, até o carnaval vamos trabalhar com o canto, com a evolução e com muita empolgação e com a força para trazer esse título para Nilópolis. Fizemos ensaios, a gente tem essa preparação para vir gravar e para e para levar para o desfile tudo aquilo que a gente ensaiou e vamos ensaiar mais ainda”, promete a diretora.
E a escola está a todo vapor projetando passar bem na Avenida e superar todo o estigma que carrega a ordem de apresentação e o dia. Quem está muito feliz são os compositores da obra, pois, para vários, foi a primeira vitória na escola e aconteceu em um disputa bastante acirrada contra parcerias multicampeões. Presentes na Cidade das Artes, vendo a gravação com pegada de ao vivo e toda a produção do vídeo, foi um momento até mesmo da “ficha cair” mais uma vez para os poetas.

“A gente está muito feliz de gravar aqui hoje, ver essa gravação toda ao vivo dá um estímulo, uma energia bem maior para a gente do que a tradicional em estúdio. Ganhar um samba na Beija-Flor é indiscutivelmente a melhor coisa dos mundos, ainda mais para a gente que é escola, o forte do nosso samba é o refrão, de fato é um refrão que mexe com a escola, que mexe com a comunidade, que mexe com a gente compositor, o grande ponto auge da nossa obra, e tenho certeza que vai sacudir a Avenida”, espera o compositor Kirraizinho, que encabeça a parceira.
A Deusa da Passarela será a segunda agremiação a passar pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí no domingo, dia 11 de fevereiro, pelo Grupo Especial.
Pelo terceiro ano seguido, o M&C Studio é o local de gravação dos sambas-enredo das escolas filiadas à Liga RJ, representante do principal grupo de acesso do carnaval carioca. O estúdio localizado em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, conta com a direção de Maurício Fonseca, que também é o operador e faz todo o trato com o áudio para chegar ao produto final. A produção e supervisão fica com o mestre Macaco Branco, também pelo terceiro ano consecutivo. O local é estratégico para a gravação de diversos produtos do samba, principalmente de obras que disputam concurso de samba-enredo, tanto para o Grupo Especial, quanto para os grupos de Acesso. Maurício conta que tem se sentido feliz com o trabalho realizado para a Série Ouro e revela mais sobre a vitoriosa história do espaço em que as faixas estão sendo produzidas.

“É o terceiro ano e foi muito interessante, muito legal a interação de todos que chegaram no estúdio, desde o primeiro ano. Nos últimos anos,todos gostaram, todos saíram daqui felizes, e tem acontecido também esse ano.O estúdio fez 30 anos em 2023, e nós viemos galgando o espaço, entre todas as escolas. Eu gravo muito para as disputas de samba. Todo ano tem sempre saído diversos campeões daqui, teve um ano, inclusive, foi até um pouco antes da pandemia, que de doze escolas de samba do Grupo Especial, eu gravei nove campeões. Do Grupo de Acesso eram quatorze escolas, eu gravei onze campeões no mesmo ano. Foi um recorde muito legal. Eu venho oferecendo um trabalho que permita mais liberdade, que as pessoas apresentem suas ideias e a gente possa conversar, dialogar, para todo mundo sair feliz. Eu trabalho as ideias com satisfação e tranquilidade”, relata Maurício.
Apesar do envolvimento com o carnaval, o dono do M&C Studio conta que nunca desfilou, diz que seu “negócio” mesmo é a criação musical e também lembra que a veia de sambista puxou da mãe, dona Florinda, uma simpática senhora bastante conhecida de quem frequenta o estúdio na Zona Norte.
“Trinta anos com o estúdio e eu nunca desfilei. Já até me chamaram para desfilar. Eu brinco, eu toco aqui um tamborim bem ‘sem vergonha'( risos), de brincadeira, já me chamaram para sair na bateria, mas é mais brincadeira mesmo. Eu curto mais o som. Gosto de trabalhar com a criação. Gosto de pegar a ideia da pessoa e transformar aquilo em sonho. É um sonho na verdade.Minha mãe foi quem me trouxe o carnaval. Minha mãe Florinda, portelense. O pessoal que vem aqui conhece ela, está sempre batendo papo com todo mundo. Minha mãe é aquela portelense fervorosa, chegava o carnaval, a Portela ganhava e ela ia lá no Portelão. Muitos anos atrás, ela ia na Portelinha, o pessoal ia para lá e tinha sempre festividade, ela ia direto. E eu sempre acompanhei isso da minha mãe. Também uma frustração dela: ela nunca desfilou, porque na época meu avô não deixava. Esse carinho com o carnaval veio mais da minha mãe mesmo”, revela o operador de áudio.
Segmentos falam sobre relação com Maurício e Macaco Branco
Para o mestre Macaco Branco, produtor do álbum, trabalhar no M&C Studio é um facilitador para entregar um trabalho de qualidade.
“Eu não trabalho sozinho, tem o Maurício ( Fonseca), que é um irmão, todas as minhas produções eu tento fazer aqui no estúdio dele. É um trabalho que é quase um casamento a grosso modo. A gente se dá muito bem, a gente pensa muito igual, a gente pensa sempre em coisas novas, para poder estar sempre buscando e alcançando sonoridade bastante diferenciada e de qualidade”.

Não são poucos os elogios de quem está inserido nesta gravação para a Série Ouro. Entre mestres de bateria, intérpretes, diretores, é grande a confiança no trabalho de Maurício e também na produção e supervisão de Macaco Branco. A frente da bateria da Unidos de Padre Miguel, mestre Dinho conta que é um frequentador antigo do M&C Studio.
“Eu gravo aqui há uns 15 anos.A gente tem essa parceria, eu e o Maurício, a gente gravava os sambas concorrentes, desde a minha época de Cubango. E agora com essa parceria com o Macaco Branco, para mim, particularmente, foi a melhor coisa que a Liga RJ fez. São pessoas muito profissionais, e nos facilita muito o trabalho. Aquela coisa de ficar 6 horas gravando, vai e volta, aqui não temos esse problema. Para mim foi muito importante este relacionamento dos mestres, com o Macaco Branco, que eu vi crescer no mundo do samba e o Maurício que é um parceiro de muitos anos. Estamos nas mãos certas, não poderia ser melhor”, comemora o mestre.
Outro mestre que também aprovou bastante a ideia da Liga RJ foi Chuvisco da Estácio de Sá. O comandante da bateria “Medalha de Ouro” frisou a relação de confiança entre a produção e as escolas.
“Maurício é show de bola, a gente já está acostumado com ele, ele já está acostumado com a gente. E o Macaco fazendo essa produção é uma pessoa que fala a nossa língua, entende bem a gente, está maravilhoso essa produção do disco da Série Ouro”, elogia Chuvisco.

Chegando agora no principal grupo de acesso do carnaval carioca e voltando para a Sapucaí depois de 10 anos, o Sereno de Campo Grande abriu os trabalhos das escolas da Liga RJ no estúdio de Marechal Hermes. O presidente Carlos Alberto “Galego” revelou que já conhece o espaço e ficou muito feliz pelo o que encontrou de estrutura.
“Sensacional. Eu conheço o estúdio há mais de 20 anos. Venho no Maurício desde que era ‘miudinho’. A gente vem acompanhando a evolução do estúdio, é gratificante ver o sucesso do Maurício. E o Macaco Branco é da nova geração, um ótimo artista e estamos muito felizes por realizar esse trabalho por aqui”, acredita o mandatário da agremiação da Zona Oeste.
Diretor de carnaval da União de Maricá e do Salgueiro, Wilson Alves, compareceu à gravação da Série Ouro e contou que usou o espaço coordenado por Maurício para fazer algumas produções, inclusive, da Academia do Samba.
“Particularmente é o estúdio que me sinto mais à vontade para gravar. O Maurício hoje é o principal operador, ele mixa muito bem a questão dos naipes, entre outras coisas. Aqui é a escolha correta. Inclusive, eu fiz uma gravação para o Salgueiro aqui recentemente, foi uma escolha do carro de som, Alemão do Cavaco e minha. O Maurício é ‘fera’ pra caramba e do Macaco a gente nem precisa falar. O Macaco é produtor, músico, mestre, tudo que ele faz é sucesso”, aponta Wilson.
Comprometido em mais um ano entregar um produto que agrade às escolas da Série Ouro e o mundo do samba em geral, Maurício Pereira explica que o formato de trabalho é dar liberdade e suporte para que as escolas possam realizar seus desejos e transformar o que sonharam para a faixa em realidade
“A gente dá liberdade e juntando as ideias a gente consegue fazer um trabalho bem interessante. Esse ano, a gente está querendo focar um pouco no coro, dar um clima mais de ao vivo, e a gente espera conseguir que isso fique bem bacana. E o tem o trabalho do Macaco Branco que é um cara muito bem quisto em todas as áreas, em todo lugar. O cara que não gosta do Macaco não gosta de ninguém. É super tranquilo, as ideias dele sempre fluem bem, ajudam a todos. Às vezes a gente percebe um pouco de dificuldade de alguns, e o Macaco dá aquele suporte que é como tem que ser, a gente está aqui para isso e é um prazer muito grande trabalhar com o Macaco, com a Liga RJ e com todos os envolvidos “, finaliza Maurício Fonseca.
Bianca de Oliveira Mourão, de 28 anos, foi a escolhida para representar a Beija-Flor de Nilópolis no concurso da corte LGBTQIAPN+ do Carnaval de 2024. Com uma trajetória de 14 anos na agremiação, que começou na ala das crianças, a recepcionista já percorreu várias alas e atualmente faz parte da ala ‘Sorrisos’, que celebra a diversidade LGBTQIA+, e ainda participa do projeto de mestre-sala e porta-bandeira desenvolvido pelo Instituto Beija-Flor.

“Representar a sua escola de coração é gratificante; você representa toda uma nação que sonha incansavelmente com o título, é incrível. É o sonho de qualquer menina. Vou fazer valer a garra e o amor por este pavilhão nilopolitano”, declarou Bianca.
A sambista está se preparando intensamente para o concurso, com foco na alimentação, treinamento na academia e ensaios regulares nas quintas-feiras na quadra da Beija-Flor. Determinada a brilhar no quesito “Domínio da Arte de sambar”, a frase escolhida por Bianca para representar o espírito da Beija-Flor é: “Aqui é Beija-Flor, doa a quem doer”.
No concurso, Bianca será avaliada em diversos quesitos, incluindo postura, simpatia, comunicação, samba, beleza facial e linhas físicas. Ela está ansiosa para demonstrar seu talento e dedicação como representante de sua amada agremiação no Carnaval de 2024, prometendo uma performance inesquecível.
O concurso acontecerá no próximo dia 2, na Cidade do Samba, durante a celebração do Dia Nacional do Samba, evento que reunirá o desfile das agremiações, além de shows e rodas de samba.
Durante o próximo sábado, dia 18 de novembro, a Feijoada do Quilombo do Grotão, em Niterói, receberá mais uma edição dos Ensaios de Verão com a Banda Um Amô. Com o intuito de promover a união e o empoderamento através da música, o quarteto composto por mulheres pretas, que também são ritmistas de escolas de Samba renomadas como Vila Isabel e Viradouro, promete agitar o público com uma vibrante mistura de ritmos e muita energia. O evento contará com os ritmos do Carnaval e também apresentará músicas autorais da banda, como “Não estraga o Black” e “Rolou”.

Mariana Braga, vocalista da Banda Um Amô, destaca a importância dessa oportunidade de se apresentarem na Feijoada do Quilombo do Grotão. Segundo ela, “Estamos muito felizes em participar desse evento tradicional e contribuir com a cultura e a solidariedade. Acreditamos que a música tem o poder de unir as pessoas e promover a inclusão social. Nosso objetivo é transmitir nossa energia contagiante e fazer com que o público desfrute de um show memorável.”
A Banda Um Amô busca harmonizar as influências das escolas de Samba, tão presentes na cultura brasileira, com a inovação e autenticidade trazidas por suas integrantes. Essa combinação promete envolver o público presente na Feijoada do Quilombo do Grotão, através de um espetáculo fervoroso e cativante.
Além disso, vale ressaltar que a entrada para o evento será efetuada mediante a doação de 2kg de alimento não perecível. Para Mariana Braga, essa iniciativa é fundamental: “É muito significativo poder contribuir com essa ação solidária, ajudando aqueles que necessitam de apoio e fortalecendo os laços de solidariedade em nossa comunidade. Convidamos a todos a participarem, colaborando com alimentos não perecíveis e desfrutando de um samba maravilhoso!, destaca Mariana.
Sobre a Banda Um Amô
A Banda Um Amô, formada por um quarteto de talentosas mulheres pretas, oriundas do universo das escolas de samba, traz para o palco toda a essência e sonoridade única das baterias de samba. Com o uso dos característicos instrumentos como surdos, caixa, repique e tamborim, combinados com baixo, guitarra, cavaco e violão, a banda oferece uma experiência musical enriquecedora e contagiante.
A formação da Banda Um Amô inclui Mariana Braga, responsável pelos vocais, violão e cavaco, Thalita Santos nos surdos 1, 2 e 3, Allana Marinho no tamborim e repique, e Bia Tinoco na caixa. Com suas trajetórias e habilidades musicais únicas, elas se unem com a missão de alcançar cada vez mais pessoas, entregando shows repletos de alegria, energia vibrante e interação com o público.
O site CARNAVALESCO revela uma fantasia da Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2024. A explicação cita que ela faz parte do segundo setor do desfile que retrata o grande apocalipse que dentro da história da escola assolou o sertão.

“Para retratar esse apocalipse, nós iremos emergir nos medos do povo nordestino. E a quinta ala do nosso desfile representa a Caipora, essa figura, essa personagem que percorria as matas da região, as florestas da região e amedrontavam os caçadores que lá se encontravam. E o início desse passeio sombrio acontece justamente com personagens do folclore nordestino. E apesar de ser um setor mais sombrio, ele terá momentos de muitas cores. É o setor que a gente mais abusa das cores quentes”, disse o carnavalesco Lucas Milato.
A escola leva para Avenida em 2024 o enredo “O Redentor do Sertão”, desenvolvido pela dupla de carnavalescos Edson Pereira e Lucas Milato. No ano que vem, o Boi Vermelho será a quinta escola a cruzar o Sambódromo da Marquês de Sapucaí no sábado de Carnaval, dia 10 de fevereiro, em busca do título da Série Ouro e do tão sonhado acesso ao Grupo Especial.
Da capital do samba para a capital do cinema! O ano de 2023 está sendo especial para Carlinhos Salgueiro, diretor de passistas do Salgueiro e responsável pela ala Maculelê da escola da Tijuca. Depois de ser coroado Rei do Carnaval na Suíça, e ministrar workshops de samba em diversos países do mundo, o dançarino recebeu o convite para ser coroado Rei do Carnaval de Hollywood em 2024.

“Eu estou surpreso com tantas conquistas e reconhecimento do meu trabalho, mas também é uma responsabilidade muito grande seguir mudando a vida de muitas pessoas por onde passo. Eu só tenho a agradecer e firmar o meu compromisso de honrar a história dos meus ancestrais por onde eu passar”, comentou Carlinhos.
O convite partiu de Jônia Queen, rainha primeira do Carnaval de Hollywood, em função da comemoração dos 10 anos do carnaval na cidade, que acontecerá em 2024 com a presença de mais de 40 países.
“O Carlinhos é o maior nome do carnaval brasileiro, com tantas conquistas como artista individual e Diretor de Passistas do Salgueiro, mudando o jeito de sambar de sambistas pelo mundo afora”, declarou Jônia.
O artista, que em 2024 além de brilhar no Salgueiro, será enredo do bloco Raízes da Tijuca, terá sua coroação em Hollywood logo depois do carnaval do ano que vem, prometendo muitas surpresas e emoção durante o evento.
A União de Maricá abriu as inscrições para as suas alas coreografadas visando o desfile de 2024. Sob a responsabilidade da coreógrafa Day Fersa, serão 60 vagas disponíveis entre homens e mulheres. Os ensaios terão início no dia 28 deste mês.

As inscrições são gratuitas e contam com os seguintes requisitos: ser maior de 18 anos, gostar de dançar e ter disponibilidade para ensaios nas noites das terças e sextas, na quadra da União de Maricá. O componente interessado deve entrar em contato através do Whatsapp (21) 97197-7021.
Em 2024, a União de Maricá vai estrear na Marquês de Sapucaí com o enredo “O Esperançar do Poeta”, desenvolvido pelo carnavalesco André Rodrigues. A escola será a sexta a desfilar no primeiro dia da Série Ouro, em 9 de fevereiro.
A sede da Liga-SP recebe durante essa semana o ‘Congresso do Samba’. É um projeto que irá durar quatro dias e, nele, diversas pessoas irão participar, sendo cada dia um assunto de relevância diferente. É uma iniciativa realizada pela instituição Zumbi dos Palmares com apoio da Uesp, Liga-SP, Fenasamba e Unisamba. O pontapé inicial foi dado com o tema: “Mulheres e o carnaval: O matriarcado e o papel feminino da organização do carnaval paulistano”. As participantes presentes para a palestra foram: Edleia dos Santos, Lyllian Mendonça, Rosemeire Marcondes e Solange Cruz, sendo ministradas por Maitê Freitas.

Vale ressaltar que a presidente Angelina Basílio, da Rosas de Ouro, fez uma pequena participação falando da história de seu pai com a agremiação da Brasilândia, também exaltando sambistas da comunidade Azul e Rosa que lá estavam presentes acompanhando.
Uma curiosidade é que todas as personalidades da mesa enalteceram a importância dos desfiles que eram realizados na Av. Tiradentes e São João, antes da migração para o sambódromo do Anhembi.

Rosemeire Marcondes
Primeira a falar, Rose, como é conhecida, é neta da icônica Madrinha Eunice. Tal figura feminina dispensa apresentações. Fundadora da Lavapés e primeira mulher a presidir uma escola de samba no Brasil.
Rose contou um pouco sobre a história da sua avó e falou do orgulho que tem dela. De acordo com ela, o legado sempre precisa ser passado para frente. Pediu aos sambistas presentes para visitarem a estátua de sua avó, que fica no bairro da Liberdade e que à pouco tempo foi totalmente violada moralmente em um evento. Rosemeire também enfatizou que Liberdade é um bairro negro e essas raizes jamais devem ser esquecidas.
Edleia dos Santos
Segunda a palestrar, Edleia teve uma fala mais curta que as demais. A senhora, que presidiu a Uesp (entidade que cuida de divisões inferiores das escolas de samba paulistanas) por dois mandatos, falou da importância que é presidir uma entidade e se auto avaliou como uma boa gestora. Também elogiou a parceria entre Uesp e Liga que está sendo realizada neste evento.
Solange Cruz
Terceira a fazer participação, presidente da Mocidade Alegre e figura conhecida no carnaval brasileiro, Solange Cruz, realizou grande discurso falando sobre a sua história dentro da Morada até virar a grande gestora reconhecida nos dias de hoje, ganhando o apelido de ‘leoa’, por tamanha sabedoria e liderança dentro de uma agremiação.
Falou brevemente da história de sua escola, dos fundadores, que são sua família e, principalmente, do nascimento da Mocidade, com raízes no Rio de Janeiro.

A mandatária explicou as dificuldades que sofreu no início, a resistência que sofreu quando virou presidente, as dívidas que teve de pagar quando assumiu a escola e os títulos vencidos. Segundo ela, no primeiro campeonato, o cansaço era tanto que nem compareceu na apuração pois estava dormindo. Só acordou com a Mocidade Alegre liderando a tabela.
Também contou como trabalha com algumas questões dentro da comunidade, componentes que às vezes é complicado de lidar, entre outras coisas.
Outra ponderação importante foi uma reflexão é de como uma escola deve fazer para se reinventar, pois muitas pessoas querem liberdade no carnaval, saindo em blocos ou comprando abadás, e não querendo receber cobranças para executar bons desfiles.
Terminou seu discurso dizendo: “Você pode trocar sua camisa, mas o seu coração sempre será o mesmo”.
Lillyan Mendonça
Última a se apresentar, Lillyan falou da importância que as demais mulheres que lá estavam significava para a vida dela, enalteceu os terreiros valorizados nas escolas de samba e a negritude nas escolas de samba, especialmente quando se trata das mulheres.