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Escolas da Série Ouro aprovam mais um ano de gravação do álbum oficial no M&C Studio

Entre mestres de bateria, intérpretes, diretores, é grande a confiança no trabalho de Maurício e também na produção e supervisão de Macaco Branco

Pelo terceiro ano seguido, o M&C Studio é o local de gravação dos sambas-enredo das escolas filiadas à Liga RJ, representante do principal grupo de acesso do carnaval carioca. O estúdio localizado em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio, conta com a direção de Maurício Fonseca, que também é o operador e faz todo o trato com o áudio para chegar ao produto final. A produção e supervisão fica com o mestre Macaco Branco, também pelo terceiro ano consecutivo. O local é estratégico para a gravação de diversos produtos do samba, principalmente de obras que disputam concurso de samba-enredo, tanto para o Grupo Especial, quanto para os grupos de Acesso. Maurício conta que tem se sentido feliz com o trabalho realizado para a Série Ouro e revela mais sobre a vitoriosa história do espaço em que as faixas estão sendo produzidas.

Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

“É o terceiro ano e foi muito interessante, muito legal a interação de todos que chegaram no estúdio, desde o primeiro ano. Nos últimos anos,todos gostaram, todos saíram daqui felizes, e tem acontecido também esse ano.O estúdio fez 30 anos em 2023, e nós viemos galgando o espaço, entre todas as escolas. Eu gravo muito para as disputas de samba. Todo ano tem sempre saído diversos campeões daqui, teve um ano, inclusive, foi até um pouco antes da pandemia, que de doze escolas de samba do Grupo Especial, eu gravei nove campeões. Do Grupo de Acesso eram quatorze escolas, eu gravei onze campeões no mesmo ano. Foi um recorde muito legal. Eu venho oferecendo um trabalho que permita mais liberdade, que as pessoas apresentem suas ideias e a gente possa conversar, dialogar, para todo mundo sair feliz. Eu trabalho as ideias com satisfação e tranquilidade”, relata Maurício.

Apesar do envolvimento com o carnaval, o dono do M&C Studio conta que nunca desfilou, diz que seu “negócio” mesmo é a criação musical e também lembra que a veia de sambista puxou da mãe, dona Florinda, uma simpática senhora bastante conhecida de quem frequenta o estúdio na Zona Norte.

“Trinta anos com o estúdio e eu nunca desfilei. Já até me chamaram para desfilar. Eu brinco, eu toco aqui um tamborim bem ‘sem vergonha'( risos), de brincadeira, já me chamaram para sair na bateria, mas é mais brincadeira mesmo. Eu curto mais o som. Gosto de trabalhar com a criação. Gosto de pegar a ideia da pessoa e transformar aquilo em sonho. É um sonho na verdade.Minha mãe foi quem me trouxe o carnaval. Minha mãe Florinda, portelense. O pessoal que vem aqui conhece ela, está sempre batendo papo com todo mundo. Minha mãe é aquela portelense fervorosa, chegava o carnaval, a Portela ganhava e ela ia lá no Portelão. Muitos anos atrás, ela ia na Portelinha, o pessoal ia para lá e tinha sempre festividade, ela ia direto. E eu sempre acompanhei isso da minha mãe. Também uma frustração dela: ela nunca desfilou, porque na época meu avô não deixava. Esse carinho com o carnaval veio mais da minha mãe mesmo”, revela o operador de áudio.

Segmentos falam sobre relação com Maurício e Macaco Branco

Para o mestre Macaco Branco, produtor do álbum, trabalhar no M&C Studio é um facilitador para entregar um trabalho de qualidade.

“Eu não trabalho sozinho, tem o Maurício ( Fonseca), que é um irmão, todas as minhas produções eu tento fazer aqui no estúdio dele. É um trabalho que é quase um casamento a grosso modo. A gente se dá muito bem, a gente pensa muito igual, a gente pensa sempre em coisas novas, para poder estar sempre buscando e alcançando sonoridade bastante diferenciada e de qualidade”.

Não são poucos os elogios de quem está inserido nesta gravação para a Série Ouro. Entre mestres de bateria, intérpretes, diretores, é grande a confiança no trabalho de Maurício e também na produção e supervisão de Macaco Branco. A frente da bateria da Unidos de Padre Miguel, mestre Dinho conta que é um frequentador antigo do M&C Studio.

“Eu gravo aqui há uns 15 anos.A gente tem essa parceria, eu e o Maurício, a gente gravava os sambas concorrentes, desde a minha época de Cubango. E agora com essa parceria com o Macaco Branco, para mim, particularmente, foi a melhor coisa que a Liga RJ fez. São pessoas muito profissionais, e nos facilita muito o trabalho. Aquela coisa de ficar 6 horas gravando, vai e volta, aqui não temos esse problema. Para mim foi muito importante este relacionamento dos mestres, com o Macaco Branco, que eu vi crescer no mundo do samba e o Maurício que é um parceiro de muitos anos. Estamos nas mãos certas, não poderia ser melhor”, comemora o mestre.

Outro mestre que também aprovou bastante a ideia da Liga RJ foi Chuvisco da Estácio de Sá. O comandante da bateria “Medalha de Ouro” frisou a relação de confiança entre a produção e as escolas.

“Maurício é show de bola, a gente já está acostumado com ele, ele já está acostumado com a gente. E o Macaco fazendo essa produção é uma pessoa que fala a nossa língua, entende bem a gente, está maravilhoso essa produção do disco da Série Ouro”, elogia Chuvisco.

Chegando agora no principal grupo de acesso do carnaval carioca e voltando para a Sapucaí depois de 10 anos, o Sereno de Campo Grande abriu os trabalhos das escolas da Liga RJ no estúdio de Marechal Hermes. O presidente Carlos Alberto “Galego” revelou que já conhece o espaço e ficou muito feliz pelo o que encontrou de estrutura.

“Sensacional. Eu conheço o estúdio há mais de 20 anos. Venho no Maurício desde que era ‘miudinho’. A gente vem acompanhando a evolução do estúdio, é gratificante ver o sucesso do Maurício. E o Macaco Branco é da nova geração, um ótimo artista e estamos muito felizes por realizar esse trabalho por aqui”, acredita o mandatário da agremiação da Zona Oeste.

Diretor de carnaval da União de Maricá e do Salgueiro, Wilson Alves, compareceu à gravação da Série Ouro e contou que usou o espaço coordenado por Maurício para fazer algumas produções, inclusive, da Academia do Samba.

“Particularmente é o estúdio que me sinto mais à vontade para gravar. O Maurício hoje é o principal operador, ele mixa muito bem a questão dos naipes, entre outras coisas. Aqui é a escolha correta. Inclusive, eu fiz uma gravação para o Salgueiro aqui recentemente, foi uma escolha do carro de som, Alemão do Cavaco e minha. O Maurício é ‘fera’ pra caramba e do Macaco a gente nem precisa falar. O Macaco é produtor, músico, mestre, tudo que ele faz é sucesso”, aponta Wilson.

Comprometido em mais um ano entregar um produto que agrade às escolas da Série Ouro e o mundo do samba em geral, Maurício Pereira explica que o formato de trabalho é dar liberdade e suporte para que as escolas possam realizar seus desejos e transformar o que sonharam para a faixa em realidade

“A gente dá liberdade e juntando as ideias a gente consegue fazer um trabalho bem interessante. Esse ano, a gente está querendo focar um pouco no coro, dar um clima mais de ao vivo, e a gente espera conseguir que isso fique bem bacana. E o tem o trabalho do Macaco Branco que é um cara muito bem quisto em todas as áreas, em todo lugar. O cara que não gosta do Macaco não gosta de ninguém. É super tranquilo, as ideias dele sempre fluem bem, ajudam a todos. Às vezes a gente percebe um pouco de dificuldade de alguns, e o Macaco dá aquele suporte que é como tem que ser, a gente está aqui para isso e é um prazer muito grande trabalhar com o Macaco, com a Liga RJ e com todos os envolvidos “, finaliza Maurício Fonseca.

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