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Canto forte da comunidade é destaque de imponente ensaio de rua da Tom Maior

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Por Lucas Santos e Fábio Martins

A Tom Maior realizou no último domingo um ensaio geral de rua em preparação para seu desfile no carnaval de São Paulo em 2024. Do elevado nível do desempenho do conjunto destaca-se a força do canto da comunidade, que compareceu em peso ao treinamento da escola realizado na Rua Sérgio Tomás, no bairro do Bom Retiro. A Vermelho e Amarelo se apresentará no próximo ano com o enredo “Aysú: Uma História de Amor”, assinado pelo carnavalesco Flávio Campello, como a segunda agremiação a desfilar no sábado, 10 de fevereiro, pelo Grupo Especial no Sambódromo do Anhembi.

TomMaior et ComissaoFrente
Fotos: Fábio Martins/CARNAVALESCO

Do tamanho da sede de ser campeã

Ao longo do ciclo rumo ao carnaval de 2024, a Tom Maior passou a receber mais holofotes desde o anúncio do samba escolhido pela escola, que foi bem recebido pelos sambistas no geral. A ótima apresentação no minidesfile realizado na Festa de Lançamento dos Sambas-Enredo, ocorrida na semana anterior, reforçou ainda mais as boas impressões que a comunidade oriunda do Sumaré vem causando até aqui.

O desempenho da escola no ensaio correspondeu às expectativas criadas até aqui. Um canto vibrante e intenso ao longo de todo o percurso de cerca de um quilômetro, auxiliado pelas atuações impecáveis da ala musical e da bateria. Se uma palavra pode definir o momento atual da Tom Maior, essa palavra é foco, como bem demonstrou Bruno Freitas, integrante da direção de carnaval, ao analisar o desempenho da agremiação no treinamento.

TomMaior et DiretorCarnavalHarmoniaBrunoFreitas

“Melhorar a gente vai ter coisas até o dia dez de fevereiro, às 11 da noite quando entrar na Avenida. A gente quer a perfeição, quer o campeonato, com todo respeito a qualquer coirmã. A gente sempre vai achar alguma coisa para melhorar. Por ser um final de semana, acho que é o penúltimo final de semana útil de dezembro, de novo chegar para a rua com uma faixa de quase mil pessoas fazendo um trabalho forte de canto, testando um andamento um pouco mais acelerado, um pouco mais forte, que necessita que a escola esteja extremamente compacta, eu acho que o saldo é extremamente positivo. Acho que os paradões, os apagões que a gente está fazendo estão dando muito certo, e agora trabalhar, continuar trabalhando e perceber as oscilações naturais do samba. Trazer aquele grupo que ainda está um pouco mais de disperso que sempre tem. A gente vai trabalhar e vai conseguir esse resultado tão sonhado”, declarou o diretor.

Pedido necessário de quem tem a voz da razão

Considerado um dos pilares fundamentais para a boa fase que a Tom Maior vem vivendo, mestre Carlão, que pelo primeiro ciclo completo divide a função de mestre de bateria com a de presidente da escola, deixou um importante recado para a comunidade ao dar as suas impressões a respeito do ensaio.

TomMaior et PresidenteCarlao

“A gente sempre procura subir um degrau a mais, e graças a Deus os nossos ensaios estão constantes e sempre um pouco melhor. É isso que nós estamos buscando, a excelência em todos os departamentos. O calendário desse ano não foi muito grato com a gente, vamos ter três semanas sem o contato com o nosso público, e o que eu peço é que todos fiquem focados para que nós possamos voltar pelo menos no nível que nós terminamos o ensaio de hoje. (Quanto a bateria) Nossa preocupação é dar sustentação para o canto da escola e fazer um trabalho legal. Os nossos arranjos estão aí, está sendo legal. Estamos ensaiando bem para fazer o espetáculo na Avenida”, disse o mestre.

Comissão de frente

TomMaior et 21

Os componentes vestiam camisetas que identificavam o segmento, e realizaram um conjunto de coreografias que durava uma passagem completa do samba. Dois dos atores, um homem e a única mulher dentre os sete dançarinos, recebendo mais destaque na apresentação, tal qual a história narrada pelo enredo sugere. Ao longo da primeira parte da música, o protagonista masculino é rodeado pelos demais, e durante a etapa final da letra a feminina é erguida pelos outros cinco em um momento que chama atenção. A julgar pelo número de componentes, pela duração da dança e a possível ausência de um elemento alegórico, é possível deduzir que nem toda coreografia foi executada no ensaio. Não muda o fato de que a comissão de frente da Tom Maior demonstrou estar bem ensaiada.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

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Bastante comunicativos entre si, Ruhanan Pontes e Ana Paula foram observados em diversos momentos discutindo ideias e desenhando possíveis passos ao longo do ensaio. Sempre energético, o mestre-sala parecia complementar com ações as suas ideias diante dos olhares atentos da porta-bandeira. Nos momentos em que treinaram a apresentação completa, foi possível observar diferentes coreografias que o casal pretende agregar à dança tradicional do quesito desenhadas em determinados versos do samba da Tom Maior, causando impressão geral positiva apesar do vento algumas vezes tentar roubar a cena do pavilhão. Não é de hoje que a boa sintonia da dupla chama atenção.

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Harmonia

É notável que a comunidade da Tom Maior está muito à vontade com o samba da escola. Um canto elevado, constante e sempre acompanhando o carro de som foi observado a todo momento das primeiras às últimas alas. Nos apagões arriscados, baianas e passistas chamavam atenção por contribuírem positivamente para o belo coral da escola. Até mesmo as crianças pareciam levar a sério o treinamento, clamando a obra de maneira bonita e no devido tempo. Alguns componentes que cantavam menos pareciam apenas estar em seu primeiro ensaio, ainda lendo a letra do samba escrita em leques de papel que empunhavam, mas nem por isso comprometeram o brilhante desempenho do quesito.

TomMaior et InterpreteGilsinho

Evolução

Como destacado por Bruno Freitas, a Tom Maior optou por uma maior compactação de suas alas no ensaio para testar um andamento mais acelerado. A leveza com a qual as alas fluíam, porém, causavam um sentimento de que para o componente sua única missão era brincar o carnaval. Mesmo havendo algumas sugestões de coreografias nas alas comuns, nada parecia engessar a comunidade, que estava feliz e orgulhosa em defender as cores do pavilhão Vermelho e Amarelo.

TomMaior et AlaCriancas

O momento do recuo da bateria chamou atenção: a ala dos ritmistas, que virá logo atrás do carro Abre-alas, contará com passistas treinados para assumir rapidamente o espaço deixado pela “Tom 30” com uma coreografia única enquanto os demais se juntam para fechar o buraco. Olhares menos atentos nem se dariam conta de que a movimentação aconteceu. Está certo que o pequeno cruzamento com a Rua Anhaia, bastante apertada ainda mais com os carros estacionados em um dos lados da via, está longe da imensidão da área reservada à bateria no Sambódromo do Anhembi, mas que a estratégia chama atenção pela criatividade e capricho isso não há dúvidas.

TomMaior et BrunoCarlao

Samba-enredo

Com a primeira participação do intérprete oficial Gilsinho no ensaio de rua, que ficou de fora do anterior em função de compromissos com a Portela no Rio de Janeiro, o tão aclamado samba da Tom Maior atingiu seu auge. O maestro da voz ditou o ritmo do forte canto da comunidade com uma atuação irretocável, elevando os ânimos com seus cacos bem aplicados e confiando até mesmo em um apagão fora dos refrões, retornando sempre no momento certo. As bossas bem ensaiadas pela bateria “Tom 30” só reforçaram ainda mais a sensação de estar diante de uma apresentação julgada, com a obra da escola não cansando em nenhum instante ao longo de todo o desfile.

TomMaior et Componente

A sintonia de Gilsinho com a ala musical da Tom Maior é notável, e o artista demonstrou orgulho do trabalho apresentado ao analisar o desempenho do segmento no ensaio.

“Eu achei sensacional. A escola está cantando com vibração, cantando com coração. É isso que a gente quer, é isso que a gente precisa e foi isso aí que vocês viram. Um ensaio muito forte, muito bom. Todo mundo cantando juntos, todo mundo cantando com pressão, e a gente fica feliz. (Nos apagões) Foi certinho. Todo mundo voltou bem porque está todo mundo muito ligado. Tá todo mundo muito dentro do samba, então fica fácil. A gente já tá com o samba mentalizado, então não tem como errar”, afirmou o intérprete.

TomMaior et Componente3

Em 2024 Gilsinho defenderá a Tom Maior pelo terceiro ano consecutivo. O artista está muito à vontade na escola, e se depender dele é uma parceria que se perpetuará ainda por um bom tempo.

“A gente vai se adaptando cada vez mais. Pelo fato de ser o terceiro ano, eu já estou muito à vontade na escola. Parece que eu já estou aqui há dez anos. A escola é receptiva demais, comunidade muito receptiva, diretoria receptiva demais, então a gente está em condição de fazer um trabalho sempre muito bom. Eu estou muito feliz de estar aqui na Tom Maior, não troco a Tom Maior por nada, por enquanto pelo menos. Vamos trabalhando até a gente chegar no nosso objetivo.

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Outros destaques

Antes mesmo de todos os componentes da Tom Maior chegarem para o ensaio, um momento curioso envolvendo os Gaviões da Fiel ocorreu. Segmentos da agremiação alvinegra, cuja quadra fica em um quarteirão ao lado do local onde ocorreu o ensaio da Vermelho e Amarelo, fizeram um cortejo com direito a presença massiva da bateria “Ritimão”, como se estivessem realizando uma versão reduzida e animada de seu próprio ensaio de rua. A Fiel Torcida ganhou os aplausos do público da coirmã, que alinhou para o ensaio já pulsando em ritmo de samba para a própria apresentação.

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Quem também chamou atenção foi a madrinha de bateria, Andréia Gomes com seu look metade vermelho e outra metade amarelo. Com uma grande energia, samba no pé, brincou bastante. Inclusive no fim do percurso com o mestre-sala Ruhanan Pontes que foi sambar com ela, grande momento.

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A escola contou com uma destaque de chão logo após as baianas. Também tinha um quarteto de destaques de chão que já é característico na Tom. A ala das crianças veio bem animada e junto com a velha guarda em uma fita até como forma de proteção das duas alas. No fim da escola, dois casais mirim, além dos outros três casais tradicionais, marcaram presença.

TomMaior et CarnavalescoFlavioCampello TomMaior et Carlao TomMaior et CarlaoPavilhao TomMaior et CasalMajestoso TomMaior et MestreCarlao 2 TomMaior et PrimeiroCasal TomMaior et PavilhaoEnredo

Arquibancadas especiais para desfiles de domingo e segunda do Grupo Especial do Rio estão esgotadas

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A Liesa, em conjunto com a Ticketmaster, anuncia que todos os ingressos para as arquibancadas especiais e cadeiras individuais dos desfiles de domingo e segunda-feira do Carnaval 2024 estão agora completamente esgotados. Esse fenômeno sublinha a popularidade e o prestígio inigualável deste evento cultural emblemático do Brasil.

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Foto: Divulgação/Rio Carnaval

A venda de ingressos seguiu rigorosamente a política de limitação a quatro ingressos por CPF, com um sistema implementado pela Ticketmaster que proíbe compras através de CNPJ. Essa medida assegurou uma alocação justa e equitativa dos ingressos, permitindo que um maior número de foliões do carnaval participasse dos desfiles.

Enquanto as arquibancadas especiais para domingo e segunda-feira já alcançaram capacidade máxima, mais de 50% dos ingressos para o Desfile das Campeãs já foram adquiridos, demonstrando a alta demanda e entusiasmo pelo evento.

Vale ressaltar que a reserva de ingressos populares para os setores 12 e 13 será realizada no final de janeiro, através do site oficial Rio Carnaval.

Os interessados em comprar os ingressos ainda disponíveis para o Sábado das Campeãs devem acessar o site www.riocarnaval.com.br/ingressos

Rugiu! Grande Rio faz ensaio de rua com o canto da comunidade em destaque e muito entrosamento entre carro de som e bateria

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Com o canto da comunidade cada vez mais forte e um ótimo trabalho entre carro de som e bateria, a Acadêmicos do Grande Rio realizou, na noite do último domingo, seu quarto ensaio de rua, e transformou a Avenida Brigadeiro Lima e Silva em uma grande Passarela do Samba. Em 2024, a tricolor de Caxias levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Nosso destino é ser onça”, dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, e será a quarta escola a desfilar no domingo de carnaval.

Apesar de reconhecer o grande trabalho harmônico desenvolvido pela escola e avaliar o ensaio como positivo, o diretor de carnaval Thiago Monteiro ainda quer mais. Ele destaca que a cada ensaio o nível de dificuldade aumenta, a fim de preparar ainda mais o componente para o dia do desfile.

“Estou muito satisfeito com o canto. A gente tem treinado algumas coisinhas de evolução e entrada e saída de cabine. Pela nossa conta, ainda temos mais cinco ensaios de rua – contando com o técnico. Neste tempo aplicamos o que treinamos às terças-feiras na quadra. O calor humano é importante, porque na Sapucaí sempre esperamos a pior das temperaturas. É um processo. A gente tem colocado estandarte de mão nas alas, o que não tinha no início. Isso porque o foco maior era deixar as alas mais livres e soltas, com a preocupação de interagir com o samba. Agora, dá para ser mais exigente e aumentar o sarrafo mais um pouco. Temos colocado um grau de dificuldade em algumas coisas. É tudo um processo e estou muito satisfeito com o estágio que hoje estamos”, comenta o diretor de carnaval.

A boa relação entre carro de som e bateria é um ponto fundamental no sucesso do canto da escola, mas não o único. Isso porque a agremiação conta que o trabalho em quadra, voltado para aprimorar o canto da comunidade, é fundamental e tem surtido efeitos. Para o intérprete Evandro Malandro, a expectativa é que a energia dos componentes contagie a Marquês de Sapucaí.

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Fotos: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

“Nós temos um trabalho paralelo de canto só da comunidade. São dias separados somente para a comunidade cantar à capela mesmo. Tem vezes que não vai nem a harmonia das cordas, nem a bateria, só um surdo para a gente marcar. Temos um professor de canto, o Pedro Lima, que costuma passar alguns trechos como o ‘Werá, werá auê’ e ‘Yawalapiti’, com calma. Daí nós conseguimos vir quebrando comentários de que o samba é difícil de cantar, porque não é. Basta vir no ensaio e sentir e sentir como é que está o canto da escola. Isso vai contagiando o público, a arquibancada e tenho certeza que resultará em um ótimo efeito até o dia do desfile”, diz Evandro.

Mestre-Sala e Porta Bandeira

Mais uma vez, responsáveis por abrir o ensaio de rua, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Daniel Werneck e Taciana Couto, deram um show de carisma, leveza e conexão, além, claro, de muito samba no pé – em especial Daniel durante a simulação da apresentação aos jurados.

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Harmonia

Destaque do ensaio, o canto da escola, acompanhado do bom entrosamento entre carro de som e bateria, levantou o ensaio de rua. Um dos destaques desde a largada dos treinos ele evolui a cada dia mais. Entre as alas, o destaque vai para a cinco, que cantou muito forte. Jefferson Guimarães, Clayton Bola e Andrezinho, que integram a comissão de harmonia da Grande Rio junto com Cacá Santos, avaliaram o ensaio como positivo, mas ressaltam a importância de um trabalho contínuo em busca da excelência: ‘Treino é treino, jogo é jogo’.

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“A gente faz uma avaliação positiva a cada ensaio. Em todo ensaio evoluímos um pouquinho. A gente vê que a comunidade está ‘comprando’ a ideia de trazer o canto e fazer, de fato, essa escola ‘rugir’. Essa é a ideia”, diz Jefferson.

“Jogo é jogo e treino é treino. Nós estamos no 60%, mas tenho certeza que lá em fevereiro nós vamos chegar a 100%. Quando o povo caxiense entra na Marquês de Sapucaí, chega com sangue nos olhos para fazer sempre o melhor para a Grande Rio e o chão de Caxias”, comenta Clayton.

“Sempre tem um negócio para acertar. Cada dia tem um ‘negocinho’, mas na semana seguinte já melhora – é assim que funciona. A cada vez tem algo para fazer”, completa Andrezinho.

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Evolução

O treino começou às 21h46 e teve aproximadamente 1h10min de duração. A Avenida Brigadeiro Lima e Silva, local do ensaio, é larga em boa parte de seu trecho – o que contribui para uma boa evolução da agremiação. Duas ruas paralelas chegaram a ser usadas como recuo da bateria. No início, o carisma e a popularidade da nova musa da escola, Deolane Bezerra, agitou o público presente, que chegou a entrar na área de desfile para tietar a artista. Apesar disso, o ensaio correu bem e não foi prejudicado.

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Samba

Se inicialmente os críticos consideraram que o samba-enredo possui uma letra difícil, o chão caxiense provou o contrário. Além de cantarem a canção inteira, uma explosão do canto entre os componentes ocorria no refrão “Werá, werá auê, naurú werá, auê// A Aldeia Grande Rio ganha a rua// No meu destino a eternidade // Traz no manto a liberdade// Enquanto a onça não comer a Lua!”.

“Estamos muito felizes e motivados. O que aconteceu aqui hoje é a prova do que vem ocorrendo na quadra – este ótimo entrosamento que eu tenho com a bateria e o mestre Fafá. A nossa comunidade, a cada semana que passa, tem uma vontade de cantar cada vez mais. A nossa harmonia trabalha muito nisso. Realmente estou muito feliz pelo rendimento que nós tivemos e esse canto maravilhoso que tivemos hoje apenas comprovou tudo isso. O Fafá é meu irmão e major. A bateria é muito boa e ele é um cara muito educado para lidar com a bateria – muito musical. Isso só encaixa muito bem, Graças a Deus, com o trabalho que realizamos juntos”, avalia o intérprete Evandro Malandro.

Outros destaques

Destaque para a bateria da Grande Rio. Sob o comando de mestre Fafá, os ritmistas evidenciaram a excelência do quesito e o entrosamento com a equipe de Evandro Malandro. Ao CARNAVALESCO, Fafá comentou o desempenho do samba e da bateria, além da relação com o carro de som.

“Sabemos que janeiro é muito curto, então estamos trabalhando muito em cima do nosso samba e fazendo grandes ensaios para que ele seja bem trabalhado. Eu tenho acompanhado muitos comentários na internet sobre os sambas. Acredito que no carnaval, hoje, não existe mais samba ruim. Quando isso é falado, a comunidade abraça ainda mais. Temos vários exemplos sobre isso. Eu e o Evandro temos feito um trabalho junto com a comunidade. Tem momentos, às terças-feiras (ensaios de quadra), que deixamos somente a bateria e a comunidade para ela destacar a força no canto – e vem fluindo muito bem. O Evandro é um cara que dispensa comentários, te deixa super confortável e acredito que hoje é um dos top três do carnaval. A bateria está encaixada com o samba e o canto da comunidade, todas as ‘paradinhas’ são feitas em cima da melodia. Está fluindo muito bem, mas sabemos que é um dia e um passo de cada vez para, se Deus quiser, chegarmos bem afiados na Marquês de Sapucaí”, disse Fafá.

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Nova musa da Tricolor da Baixada, Deolane Bezerra marcou presença no ensaio de rua e já se tornou queridinha dos caxienses. Na abertura do ensaio, a advogada e influenciadora agradeceu à comunidade e prometeu dar o seu melhor: ‘O samba no pé está meio durinho ainda, mas prometo melhorar’.

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“É muita emoção. Estou arrepiada desde o começo. É muito gratificante ver que a comunidade me recebeu assim. Só tenho a agradecer a Deus e a todos”, declarou a musa da Grande Rio.

Pisou forte! Bateria dá show em ensaio de rua para o Carnaval 2024 com canto intenso da comunidade da Viradouro

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Com a força da energia de Dangbé, a Unidos do Viradouro realizou, na noite do último domingo, seu sexto ensaio de rua, na Avenida Amaral Peixoto, no Centro de Niterói, rumo ao carnaval de 2024. Comandada por Mestre Ciça, a bateria “Furacão Vermelho e Branco” proporcionou verdadeiro espetáculo ao público presente ao longo da via. Muito elogiado, o samba da Vermelha e Branca, defendido com maestria pelo intérprete Wander Pires, foi combustível para o forte canto, no “padrão Viradouro da qualidade”, da comunidade. Em 2024, a Unidos do Viradouro será a sexta e última escola a passar pelo Sambódromo da Marquês de Sapucaí na segunda-feira de Carnaval, dia 12 de fevereiro, encerrando os desfiles do Grupo Especial. A agremiação irá em busca do terceiro título de campeã da folia carioca com o enredo “Arroboboi, Dangbé”, sobre a energia do culto ao vodum serpente, que será desenvolvido pelo carnavalesco Tarcísio Zanon, em seu segundo carnaval solo na escola.

“A escola vem em uma crescente. A internet, as redes sociais apressam muito alguns processos que são naturais de carnaval, já tem campeão disso, campeão daquilo e acho que a Viradouro vem mostrando nos últimos anos que tem sua organização, seu tempo de acontecer. De fato, entramos em dezembro já muito mais forte do que entramos novembro e assim vai ser janeiro e fevereiro. A escola vem correspondendo a altura da expectativa que temos de ganhar o carnaval, o décimo perdido, com todo respeito a campeã, nós ficamos mordidos, com mais vontade de ganhar. Tudo ocorrendo maravilhosamente bem, a escola mantendo esse nível de exigência que todos têm internamente e externamente, também. A escola ensaia na Amaral Peixoto com grande contingente, não é um grande
ensaio, maravilhoso que é um bloquinho. É um ensaio com gente, com pressão, atendendo ou buscando atender as dificuldades que o Sambódromo vai nos colocar em fevereiro. Estou muito feliz com o trabalho que está sendo realizado até agora e pode ter certeza que em fevereiro, a escola vai chegar no ápice”, salientou o diretor-executivo, Marcelinho Calil.

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Fotos de Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

A abertura do ensaio de rua da Unidos do Viradouro, no último domingo, ficou por conta do experiente casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira da escola, Julinho Nascimento e Rute Alves. A dupla realizou excelente apresentação ao longo da Avenida Amaral Peixoto. Julinho Nascimento vestia uma roupa na cor vermelha, da escola, enquanto Rute apostou em um modelo estampado, com as cores da bandeira da escola, vermelho e branco. Nos módulos de julgadores, sinalizados por placas na pista, o casal realizou fortes apresentação, mesmo com o vento que acometia a cidade de Niterói na noite.

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A dupla apostou em uma coreografia que mescla elementos da dança tradicional com alusões à letra do samba e o enredo da escola, como quando realizavam movimentos de cobras com as mãos. A se destacar, também, a potência dos giros da porta-bandeira Rute Alves, que eram acompanhados pelo mestre-sala Julinho. A força do enredo da escola podia ser sentida em cada movimento do casal.

Harmonia

O canto da comunidade da Viradouro no ensaio de rua da escola foi intenso, potente e linear ao longo de todas as alas. O samba da escola, elogiado durante o pré-carnaval, impulsionou o desempenho da harmonia da Vermelha e Branca. O carro de som da Vermelha e Branca, comandado por Wander Pires, teve contribuição fundamental para o desempenho da obra e do canto da escola. Em certos momentos, quando a bateria da escola realizava “apagões”, o canto da escola podia ser notado em todos os cantos da Avenida Amaral Peixoto. A tradicional ala de baianas da Viradouro foi destaque positivo no quesito, com o samba na ponta da língua no ensaio.

“Hoje foi um ensaio muito produtivo, uma escola muito grande, com uma participação de quase 100% do corpo da escola. O samba funcionando cada vez mais, a bateria, o carro de som cada vez mais aprimorando o que a gente entende que é chegar perto de uma perfeição. Hoje, nós fizemos alguns testes de bossas, principalmente de canto e a comunidade correspondeu, cantou, gritou o samba, principalmente na parte do refrão, na qual se exige essa parada para jogar para o povo e a retribuição foi um canto forte e é isso que a gente busca nesse trabalho”, comentou o diretor de carnaval da Viradouro, Dudu Falcão.

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Evolução

Leve, compacta e fluída, assim pode ser definida a evolução da Unidos do Viradouro no ensaio de rua. As alas da escola deslizaram ao longo da Avenida Amaral Peixoto. A se destacar a espontaneidade de diversas alas da escola, sobretudo as que vinham após o carro de som, que esbanjaram alegria e leveza. As alas coreografadas da escola também foram destaque, com as bonitas e bem sincronizadas danças apresentadas. Ao longo dos cerca de uma hora e dez minutos de ensaio, não se percebeu nenhum buraco, muito menos alas emboladas ou acelerações exageradas no passo.

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Samba–Enredo

O samba-enredo da Unidos do Viradouro, composto por Claudio Mattos, Claudio Russo, Julio Alves, Thiago Meiners, Manolo, Anderson Lemos, Vinicius Xavier, Celino Dias, Bertolo e Marco Moreno confirma a cada ensaio de rua da escola, o motivo dos elogios recebidos neste período de pré-carnaval. Com excelente condução do carro de som da Vermelha e Branca, sobretudo do intérprete Wander Pires, a obra foi combustível para a animação e canto dos componentes da escola. O refrão principal, sobretudo o trecho do “Pra vitória da Viradouro”, foi cantado a plenos pulmões pelos componentes, assim como o bis anterior “ê alafiou, ê alafiá…”. As bossas realizadas pela bateria “Furacão Vermelho e Branco” também contribuíram para o bom desempenho da obra.

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Outros destaques

A bateria “Furacão Vermelho e Branco”, comandada por mestre Ciça, foi um show à parte no ensaio de rua da Viradouro. Quem esteve presente no local pôde acompanhar novidades apresentadas pelo mestre de bateria da escola, o que já se tornou marca registrada de Mestre Ciça. A primeira delas foi uma nova bossa, testada pela primeira vez diante do público, no refrão do meio do samba-enredo, “Ergue a casa de bogum, atabaque na Bahia…”, onde os ritmistas da Furacão se agachavam na pista e só permaneciam de pé os que tocavam atabaques, que fazia apresentação solo nessa parte da letra. Além disso, o “apagão” realizado pela bateria no refrão principal do samba agora é feito por mais tempo, desde a parte do “Derrama nesse chão..” até o final do refrão, em “Pra vitória da Viradouro”. A mudança foi feita a fim de facilitar e impulsionar ainda mais o canto da comunidade da escola.

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Fotos: Gabriel Gomes/CARNAVALESCO

“A gente está sempre querendo inventar alguma coisa diferente, hoje nós colocamos em prática algumas coisas. Nós tentamos colocar em prática hoje aqui, mas não é nada definitivo ainda não. Como está se aproximando do Natal, mês que vem nós já vamos ensaiar todos os dias, a ideia é essa. Acho que a bateria está pronta, faltam só alguns detalhes. A gente precisa bater firme na tecla do andamento, que é importantíssimo, treinar mais a levada de caixa, aperfeiçoar melhor. Vamos realizar ensaios isolados na quadra, às segunda-feiras, com cada naipe isolado. A partir da primeira semana de janeiro, a gente não para mais”, explicou mestre Ciça.

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Sempre presente, a rainha de bateria da Viradouro, Érika Januza, vestiu uma bela fantasia em tons prateados e brindou o público com muita simpatia e samba no pé. Quem também marcou presença foi a musa da Viradouro, Lore Importa, em uma bela roupa dourada.

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Em novo sacode do samba, ensaio de rua da Imperatriz tem excelência nos quesitos e grande apresentação do casal

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Quem passava pela rua Euclides Faria por volta das 16h30 do último domingo, próximo ao Corpo de Bombeiros podia ouvir o barulhinho característico de jóias e bijuterias balançando na mão dos componentes. Isso porque a comunidade de Ramos entrou de corpo e de alma no personagem e está indo a caráter aos ensaios de rua, vestida de cigana e cigano. É a grande influência da cigana Esmeralda. Mais do que a fantasia, o folião está feliz com este momento da escola e em mais um ensaio de rua voltou a cantar muito a obra da Imperatriz, que nem cabe mais lembrar que um dia foi uma junção, está mexendo com a comunidade e com quem acompanha cada evento da Rainha de Ramos ou tem ouvido a faixa oficial da escola lançada junto com as outras doze na semana passada. Em mais um treino onde é um desafio muito duro e improdutivo você procurar alguma coisa errada, além do samba e harmonia, outros quesitos passaram muito bem como evolução, bateria e comissão de frente. Mas, em especial, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Phelipe Lemos e Rafaela Theodoro, que retomaram esta parceria de uma forma muito positiva para o carnaval passado, como se não houvesse acontecido nenhuma pausa no trabalho dupla, e como se tivessem permanecido dançando juntos. Ao final do ensaio, o casal contou ao site CARNAVALESCO o que para eles é o segredo do trabalho bem sucedido.

“É muita irmandade, cumplicidade, eu e a Rafa, a gente tem um história, gosto muito de ressaltar isso, uma história de vida profissional juntos, muito bonita, desde que a gente voltou a dançar junto há cerca de um ano e não parece que tem um ano, desde a primeira vez parecia que não tínhamos nos separado. É muito desta irmandade que faz com que o nosso trabalho seja bem visto, e agrade a toda comunidade”, definiu o mestre-sala Phelipe Lemos.

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Fotos: Lucas Santos/CARNAVALESCO

“A parceria vai muito pela cumplicidade, pelo amor, da união, da dedicação, e requer muito estudo, muito ensaio para que a gente possa chegar na perfeição no grande dia. O ensaio é feito para isso, além dos ensaios de sexta, de domingo, a gente tem os nossos ensaios fechados, junto com a Ana (Botafogo, coreógrafa), que tem sido incrível, trabalhar cada olhar, cada movimento, para cada ano a gente tentar trazer o diferencial. Acredito que a parceria esse ano já traga alguma diferença do último carnaval e para melhor, buscando a sintonia, sendo muito parceiro,muito amigo, pois isso que faz dar certo”, acredita a porta-bandeira da Imperatriz Leopoldinense, Rafaela Theodoro.

Sobre este treino, o penúltimo na rua em 2023, a princípio, o diretor Mauro Amorim, que trabalha ao lado de André Bonatte, na direção de carnaval, analisou como de grande excelência de quesitos, e explicou que esse bom aproveitamento dos treinos vem de um trabalho realizado já há alguns anos na escola.

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“É uma Imperatriz que consolida um trabalho da Cátia, do João, de toda família Drumond que começou já há três anos nesta reestruturação da escola , em um momento em que a escola passou por dificuldades, e se fortaleceu internamente, se fortaleceu ali junto com o seu povo, olhando e estruturando os seus segmentos. O resultado do ensaio de rua reflete o processo do todo. É o resultado do todo, a gente faz muito ensaio, faz muita reunião, tem muito papo interno visando realmente corrigir, visando acertar. O nosso trabalho do ano passado foi muito bom, mas a gente espera e tem muita confiança de que o próximo ainda possa ser de mais força e valentia e muita emoção”, projeta o diretor.

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Em 2024, a Imperatriz vai levar para a Sapucaí o enredo “Com a sorte virada pra lua segundo o testamento da cigana Esmeralda”, do carnavalesco Leandro Vieira. Buscando o bicampeonato, a Verde e Branca de Ramos irá encerrar a primeira noite dos desfiles do Grupo Especial. No próximo domingo, 17 de dezembro, a escola vai realizar mais um treino na rua, o último de 2023 dando uma pausa até a primeira semana de janeiro.

Comissão de frente

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Os bailarinos de Marcelo Misailidis, mais uma vez, trouxeram o vigor das danças ciganas, com dez componentes distribuídos em cinco casais. As mulheres vestiam lenços na cabeça e saias que produziam um bonito efeito na coreografia. Interessante destacar também a coreografia de deslocamento que já apresentava ao público que observava na Euclides Faria uma apresentação de bastante intensidade. No ápice da coreografia, os homens erguiam as bailarinas sob os aplausos do público. Ssem entregar muito das surpresas preparadas para o grande dia do desfile, a comissão teve sincronia, beleza e intensidade, alternando entre passos mais de casais e outros mais coletivos.

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Mestre-sala e Porta-bandeira

A dupla esteve junta na Imperatriz de 2011 a 2015. Depois disso, Phelipe passou por outras escolas enquanto Rafaela seguiu na Rainha de Ramos, dançando com outros parceiros. A volta para o último carnaval foi coroada com o título e de lá pra cá a impressão que tem ficado é que o espaço de tempo, que não foi pouco, cerca de oito anos, não existiu. Estão ainda mais entrosados, dançando com muita sincronia, passeando por um estilo mais clássico explorando o melhor de cada um e contagiando o outro a se explorar mais sem perder as suas próprias características. Neste treino de domingo, uma coreografia que contou com uma postura corporal impecável dos dois, grandes momentos de giros em sincronia e uma proximidade com doçura o que o próprio do quesito. Rafaela com muito domínio da bandeira, com intensidade mas com leveza nos movimentos. Phelipe com muito vigor incorporava o espírito cigano presente no enredo e a todo momento gritava, principalmente nos deslocamentos, o que inflamava os componentes. Excelente apresentação. Importante ressaltar também o trabalho da nova coreógrafa Ana Botafogo que veio para acrescentar bastante ao trabalho da dupla.

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“Esse ano a gente está fazendo um trabalho bem diferente, a gente está estudando muito. A chegada da Ana Botafogo está sendo incrível para a gente e estudar toda a musicalidade, claro que a gente tem alguns movimentos que são em cima do samba, para quem dança, mas a gente tem estudado bastante algo que para mim particularmente eu tinha até um pouco de deficiência que era dançar em cima da contagem de tempo, e hoje já consigo, independente do samba. E quando você vê que consegue alcançar muda muita coisa dentro da sua dança, dentro da sua energia. O que vocês podem esperar é uma dança leve, feliz, tradicional, a gente não vai perder a essência, mas com aquele algo a mais que os jurados e o público tanto desejam, aquele cereja do bolo e temos estudado algumas coisas para o grande dia, que seja o diferencial e em busca da nota máxima para a escola”, explica Rafaela.

“A gente quer levar a energia do povo cigano, a gente vai levar a alegria e movimentos bem desenhados, mas leves também, e vamos ver o que que acontece, mas tomara que seja feita a vontade de Deus e da cigana Esmeralda”, espera o mestre-sala da Imperatriz.

Harmonia

O carro de som da Imperatriz está voando, Pitty de Menezes é sem dúvida uma das melhores contratações que uma escola fez nos últimos anos. Depois do grande desempenho no carnaval passado que ajudou a Imperatriz a conquistar o título, o cantor está melhor ainda, e tem ao seu lado vozes de apoio de muita competência, além de excelentes músicos. Neste domingo, mais uma vez, em cima do enredo, a escola trouxe um violino para compor a parte musical. E a partir desse grande desempenho do carro de som, aliado a um excelente trabalho da direção de harmonia, a escola voltou a cantar muito o samba, com alegria, felicidade e muita vontade. Não se conseguiu identificar alguma ala com componentes que não estejam cantando a obra, a maioria estava berrando inclusive.

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Evolução

Conhecida muitas vezes no passado como a “certinha de Ramos” , a escola tem tentado tirar essa alcunha, muitas vezes citada em redes sociais pelo carnavalesco Leandro Vieira como a “ex-certinha de Ramos” e com justiça, pois está muito mais espontânea, mais quente, mais vibrante, ainda há muita técnica em seus quesitos e principalmente em evolução como foi em um passado mais distante que também forjou uma escola vitoriosa como agora, isso lá nos anos 2000.

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Mais um ensaio em que não se notou nenhum problema de buracos ou fluidez de deslocamento. É uma agremiação que se movimenta de forma fluida, espontânea, cantando, dançando mas sem criar problemas no julgamento mais técnico. Destaque mais uma vez para o grande contingente de componentes que participaram. Logo no início, é preciso ressaltar uma ala de ciganas com saias e leques que faziam uma bonita coreografia. Em outros momentos os desfilantes também mexiam os braços em certos trechos do samba, de forma sincronizada, mas sem ser mecânico e não a todo momento. Aliás, os componentes batendo palmas no “O que é meu é da cigana…” de forma sincronizada, em ritmo de seresta, tem muito de musicalidade e como participa a escola toda é algo que deve mexer com a Sapucaí.

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Samba-enredo

Para quem não acompanhou as finais e ouve o samba da Imperatriz hoje, vai jurar que ele foi feito todo junto, e que em nenhum momento ele se traduziu em duas obras separadas. Para quem acompanhou as finais, e sabe como ele foi gerado, o ouvido já está completamente acostumado com a versão após a junção, e ele só cresce de rendimento cada vez mais. Isto por um trabalho sólido realizado pelo departamento musical da escola, com os músicos, com Pitty de Menezes e com mestre Lolo.

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Aliás, as bossas da “Swing da Leopoldina”, mais uma vez, foram destaque e deram ao samba todo um vigor e charme. Mais uma vez destacar a bossa da cabeça do samba que traz o ritmo de seresta, seca os instrumentos, valoriza o canto e volta a bateria com toda a potência através da chamada de repique. É sensacional e valoriza muito a obra, justifica todas as decisões tomadas na escolha do samba. E já está na boca do povo, até o “se” que existia no refrão do meio e que se transformou em ” o destino é marcado na palma da mão” , hoje não confunde a comunidade, fruto de ótimo trabalho de treino também nos ensaios de canto realizados às sextas-feiras. Conclusão: O samba foi um sacode mais uma vez, inclusive na visão do intérprete Pitty de Menezes, a obra tem rompido as fronteiras de Ramos e atingindo outros públicos.

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“É uma felicidade para mim muito grande primeiramente saber que o samba está dando certo. A Imperatriz é uma escola muito gigante, mas é uma escola também muito pé no chão, a gente trabalha muito para que a gente possa levar o nosso samba com verdade, é com muito trabalho, e acho que o público está recebendo essa mensagem. O samba é muito forte e o público está cantando com a Imperatriz. Ontem nos apresentamos na Mangueira e foi muito bonito ver uma coirmã com a gente acabado o show e essa coirmã cantar o samba da Imperatriz, a gente indo embora, a bateria começou a tocar. Isso é coisa de coirmã, a disputa fica na Avenida, e na quadra a gente pode se confraternizar. E você vê que o samba está funcionando, a gente fica muito feliz. A gente vai em busca desse bicampeonato. Estamos trabalhando muito”, reforça o artista.

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Outros destaques

Antes do início do ensaio, a detentora dos direitos de transmissão do desfile fez uma ação gravando o carro de som, a bateria e alguns componentes. O comentarista de carnaval da emissora Milton Cunha também se fez presente sendo bastante festejado pela comunidade de Ramos. Maria Mariá, a rainha da “Swing da Leopoldina”, mais uma vez mostrou muito samba no pé e trouxe para perto algumas crianças da comunidade desfilando ao seu lado a frente dos ritmistas. Nas bossas já citadas acima, a bateria de mestre Lolo abaixou fazendo uma pequena coreografia e levantando o público.

A escola trouxe mais uma vez um violinista para reforçar a parte musical. No esquenta a escola relembrou um samba que veio do passado para ajudar a escola a ressurgir para o futuro. “Só dá Lala” de 1981, reeditado em 2020 garantindo a volta da escola ao Grupo Especial após ser campeã do Grupo de Acesso O público acompanhou em peso o ensaio. As calçadas da Rua Euclides Faria estavam abarrotadas de gente, principalmente próximas a um posto de gasolina e uma lanchonete de fast food, “point” onde as pessoas param comumente para beber nos ensaios.

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Portela se despede das ruas de Madureira, em 2023, com ensaio vibrante e canto potente

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A Portela realizou neste domingo seu último ensaio de rua do ano, em Madureira. Dessa vez, o cenário para a comunidade cantar forte e Bianca Monteiro sambar bonito foi a Estrada do Portela. O público presente viu uma escola empolgada, organizada, disposta a encerrar o final de semana em alto astral e que conduz o belo samba com o mesmo vigor que faz a dancinha de braços do refrão principal. Com o enredo “Um Defeito de Cor”, dos carnavalescos André Rodrigues e Antônio Gonzaga, a Majestade do Samba será a segunda agremiação da segunda-feira de carnaval a desfilar na Marquês de Sapucaí.

O diretor de harmonia Julinho Fonseca avaliou o ensaio como satisfatório destacando que há diferença entre ensaiar na Carolina Machado e na Estrada do Portela:

“Estou muito satisfeito. Óbvio que a gente tem que buscar sempre o melhor, mas estou muito feliz com o canto e com a evolução que a escola vem mostrando ao longo desses ensaios de domingo. Aqui (na Estrada do Portela), por ser uma pista de tamanho menor, a gente avalia o componente e fica mais fácil da gente ver cada um cantando. Na Rua Carolina Machado, o espaço é maior e a gente pode evoluir melhor e ter um pouco mais de canto. Mas, o ensaio de hoje foi muito bom, foi tudo maravilhoso e a comunidade está de parabéns. É a prova de que o samba está sendo muito bem correspondido”, disse o diretor de harmonia.

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Para o ensaio dessa noite era sair do shopping para cair no bom samba da Portela que ecoava por Madureira para o deleite dos moradores dos prédios, que puderam acompanhar uma bela evolução de suas janelas e uma escola completa: comissão de frente, primeiro casal, alas coreografadas e a alegria de sempre dos passistas que levantam o público das calçadas.

Comissão de frente

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As bailarinas lideradas pelos coreógrafos Léo Senna e Kelly Siqueira apresentaram o número que levaram para o mini desfile, na Cidade do Samba, no dia 2 de dezembro. O grupo, formado apenas por mulheres, mostrou bastante sincronismo nos movimentos fortes de braços e na ocupação do espaço da pista. Na dança, exploraram bastante o rodado da saia e passos de dança afro. No final da apresentação, uma componente abre um livro no verso “seu filho venceu, mulher”, no refrão principal, logo na virada do samba.

Mestre-sala e Porta-bandeira

O primeiro casal da Portela, Marlon Lamar e Squel Jorgea, se apresentaram em dois módulos, já que o tamanho da pista destinado ao ensaio é menor. Eles mostraram já algumas coreografias sobre a letra do samba e fizeram apresentações marcadas por provações, que chamaram a atenção dos espectadores.

Cada um teve o seu obstáculo para vencer: no primeiro módulo, o laço do cadarço de um dos sapatos do Marlon pulou para fora do sapato e causou preocupação, fazendo com que um homem fosse tentar ajeitar, sem sucesso, na virada para o refrão principal. O ocorrido foi mais preocupação que algo que atrapalhasse a dança. O mestre-sala passou ileso. No segundo módulo, uma ventania fez com que a bandeira de Squel enrolasse. A porta-bandeira Squel falou sobre o vento, explicando que não molhou a bandeira e que, para o Sambódromo a questão do vento não preocupa tanto.

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“No Sambódromo não é tão aberto como aqui, que tem umas correntes mais fortes. Lá, a gente recorre a água, para molhar a bandeira, que eu não fiz hoje, mas nada que nos impeça de executar o nosso trabalho”, explicou Squel.

Harmonia

Se o ensaio na Estrada do Portela tem como objetivo avaliar o canto de cada componente, o trabalho está facilitado para a direção da Majestade do Samba. O cantar foi forte e a empolgação dos componentes coloca o quesito no caminho da nota máxima. O destaque para a coreografia de braços para cima no refrão principal; todas as alas fazem e a sincronia deixa o visual agradável.

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“O canto da escola foi o melhor possível. Rua lotada, escola feliz, cantante e vibrante. Portela trabalhando quietinha, mas com muita vontade e garra para fazer um grande carnaval”, avaliou o vice-presidente Junior Scafura.

Evolução

Com menos de 300 metros de pista para ensaiar, a Portela não tinha o que se preocupar com a evolução. A escola fez o “feijão com arroz”, passou compacta, pulsando na pista e, mesmo brincando, não abriu espaços entre as alas e nem ficou parada por muito tempo.

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Samba-enredo

Um belo samba cativa componentes a cantarem mais forte. A máxima do carnaval se traduz na Portela. Sem Gilsinho, em compromisso com a Tom Maior no carnaval de São Paulo, coube a Niu Souza e o time do carro de som conduzirem o ensaio. O bom entrosamento entre ala musical e comunidade entregou excelente passagem do samba no ensaio.

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Os componentes cantam de forma fácil e leve, mesmo os versos os quais pede uma aceleração do canto, Teu rosto vestindo o adê/No meu alguidar tem dendê/O sangue que corre na veia é Malê!. O caminho para a nota máxima parece estar sendo percorrido a cada domingo.

Outros destaques

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Em terra que Nilce Fran samba, não tem como o riscado não ser ponto alto. E o samba dos passistas da Portela chama a atenção pela beleza que ele impõe. Mas, destaque mesmo ficou para o momento fofura das crianças à frente da ala dos passistas e junto à bateria. Enquanto Bianca Monteiro, rainha da bateria, desfilava a sua própria alegoria com um samba de tirar o fôlego, meninas bem pequenas se desprendiam do público para ficarem perto dela. A Rainha da Majestade do Samba contou que o ensaio de rua é para abraçar e deixar as pessoas sentirem o amor da escola, acrescentando que as crianças que entram para sambar com ela, não atrapalham em nada.

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“Criança é tudo. É energia positiva, é o novo. Elas entram para sambar e a Portela é isso: família. E tem que deixar as meninas sentirem essa energia. Elas estão vendo uma menina da comunidade como rainha da bateria, que sou eu, e têm isso como espelho. Eu fico muito feliz em saber que hoje eu sou espelho dessas meninas”, contou Bianca.

A Portela só volta a ensaiar nas ruas de Madureira, dia 7 de janeiro. Até lá, serão ensaios de quadra e uma visita à Avenida Mirandela no próximo sábado, em Nilópolis, para o Encontro de Quilombos. Lá a Beija-Flor estará esperando pela Águia Altaneira. Sobre o evento, o vice-presidente Junior Scafura prometeu levar bastante gente e mostrar a força da Portela para o público da Baixada.

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“A nossa promessa é honrar o convite da Beija-Flor mais uma vez. A nossa co-irmã, nos chamou para uma linda festa, onde faremos o nosso melhor para saudar aquele público maravilhoso de Nilópolis”, garantiu Scafura.

O mestre de bateria Nilo Sérgio, também falou sobre o evento. Já que a Portela não ensaiará mais na rua de Madureira, ele pretende usar Nilópolis para colocar em prática a nova bossa e as coreografias que serão implementadas já na próxima semana.

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“A gente tem ensaiado com duas bossas, aqui na rua. A partir dessa semana, vamos implantar mais uma, que é a última para esse samba. E vamos implantar umas coreografias também. Tudo vamos trazer para a rua, para pegar campo aberto. Se tudo acontecer bem, nessa semana, já vamos apresentar no encontro do próximo sábado com a Beija-Flor”, explicou o mestre Nilo.

Análise da segunda parte dos minidesfiles da Série Ouro para o Carnaval 2024

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Acompanhe abaixo a segunda parte da análise dos minidesfiles das oito últimas escolas que passaram pela Cidade do Samba.

Estácio de Sá

O Leão pisou forte. A energia totalmente diferente dos últimos anos. O samba-enredo mostrou que é realmente um dos melhores do ano. Ajudou para impulsionar a comunidade. Um dos maiores cantos da Série Ouro. Vale ressaltar o desenvolvimento do intérprete Charles Silva. Tiganá não pode estar presente. Trabalho competente na evolução deixando os componentes soltos pela pista. A comissão de frente apresentou dança forte e muito vibrante. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Feliciano e Thais, com o auxílio da coreógrafa Rute Alves, foi brilhante. Muita dança e vigor. Um dos quesitos mais seguros da Estácio para 2024. * VEJA FOTOS

São Clemente

Organização e leveza marcaram o minidesfile da escola. Ainda com o padrão de anos de Grupo Especial, a agremiação sabe se apresentar. Caprichou nas roupas dos ingregrantes. O samba não é espetacular, mas passou bem e com destaque para atuação da dupla de cantores Leandro Santos e Vitor Cunha. O verso “bate no peito e diz…” mexeu com os desfilantes. A comissão de frente com roupa elegante e muita dança. Estreia promissora da coreógrafa Bruna Lopes. Grupo composto de jovens e que não economizou nos movimentos coreográficos. O experiente casal de mestre-sala e porta-bandeira, Alex e Raphaela, é muito seguro e competente. A dupla de comunica pelo olhar. O canto clementiano foi forte. Com um dos melhores enredos de 2024, sobre o compositor Zé Katimba, a escola tem totais condições de brigar no topo da Série Ouro. * VEJA FOTOS

União da Ilha

Uma das melhores apresentações da noite. O samba entrou muito bem na voz do intérprete Nêgo. O cantor é muito craque. É pé quente. Nos dois últimos carnavais da Série Ouro, ele foi campeão: Império Serrano (2022) e Porto da Pedra (2023). A força do enredo ficou refletida no minidesfile. A comissão de frente, coreografa por Márcio Moura, mostrou movimentos fortes na dança. Perfomance que dialoga com o enredo, inclusive, formando o Baobá. A comunidade muito aguerrida e cheia de voltar ao Especial. A bateria deu um grande show. A escola é gigante e sabe desfilar muito bem. Trabalho competente da direção na evolução. Foi vista uma Ilha forte no canto e também organizada. Apresentação espetacular do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Thiguinho e Amanda, com muita dança e sincronismo nos movimentos. * VEJA FOTOS

Acadêmicos de Niterói

Trabalho positivo do cantor Tuninho Jr na sua estreia na escola. A agremiação cumpriu seu papel desfilando de forma organizada. Número de componentes pequeno nas alas, mas não deixou a desejar. Bainas, todas de branco, embelezaram a performance. Tripé com o símbolo da agremiação foi apresentado no minidesfile. Trabalho forte e de impacto na dança da comissão de frente. O casal Vinicius Pessanha e Jack Pessanha é muito talentoso e traz segurança para escola. Trabalho de excelência na bateria. Mestre Demétrius é craque demais. * VEJA FOTOS

Império da Tijuca

Atuação impecável do intérprete Daniel Silva, inclusive, com vozes femininas no carro de som. Dando molho perfeito no carro de som. Bateria muito bem encaixada com o samba. A escola caprichou na comissão de frente. Comandado pelo coreógrafo Jardel Lemos, os integrantes fizeram uma exibição digna de desfile oficial. O casal Renan Oliveira e Laís Ramos é muito seguro na dança. Ele sabe cortejar durante todo o tempo e ela conduz o pavilhão com extrema elegância. O samba passou de forma ok, mas sem aquela forma pulsante dos outros tempos da agremiação. A escola levou tripé e nele estava o Formigão, mascote da agremiação. Bem organizada, o Império da Tijuca fez o minidesfile sem problemas de evolução, mas com potencial de trabalhar mais o canto da comunidade para impulsionar a harmonia. * VEJA FOTOS

Império Serrano

Sacode da Serrinha! A escola mostrou que não podia estar na Série Ouro. O padrão é de Especial. Canto absurdo da comunidade. Trabalho competente do carro de som e do cantor Tem-Tem Jr, uma das maiores revelações do carnaval. O jovem em breve estará na elite do carnaval. A apresentação foi suntuosa. O tripé utilizado poderia tranquilamente estar no desfile oficial. A evolução foi bom, mas teve dificuldade no início. Muita gente na frente e muitos “dando ordens”. O tripé quase pegou o mestre-sala. A organização pode melhorar na “cabeça da escola”. A comissão de frente é mais um exemplo de apresentação que já pode ser feita no desfile oficial. Muita dança e representação perfeita do enredo. Trabalho de excelência. O casal Anderson Abreu e Eliza Xavier participou fantasiado e não economizou na dança. É inegável que o Império Serrano pisará na Avenida em 2024 novamente pronto para ser campeão. * VEJA FOTOS

Inocentes de Belford Roxo

A Caçulinha da Baixada caprichou no visual, inclusive, com as baianas fantasiadas. Levou também os demais componentes fantasiados e não cometeu nenhum deslize grave. No início foi apresentada uma faixa questionando o ateliê retirado injustamente da escola. Desde a comissão de frente foi possível notar que o objetivo era fazer uma exibição constante em todos os quesitos possíveis no minidesfile. O samba pode crescer mais no canto da comunidade. Apesar disso, o carro de som conduziu bem a obra. O intérprete Thiago Brito está em casa e teve ótimo rendimento com a bateria. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus e Jaçana, é um dos melhores do grupo. A dupla passou fantasia e não economizou na dança. * VEJA FOTOS

Unidos de Padre Miguel

Sacode avassalador do Boi Vermelho da Vila Vintém. Vai ser difícil segurar na Série Ouro. O caminho parece estar muito bem trilhado para chegar ao Especial. A comissão de frente caberia muito bem no desfile oficial. Integrantes bem vestidos e dançando totalmente em cima do samba-enredo. Um primor! O primeiro casal não pode participar, já que o mestre-sala teve um problema de saúde. O segundo casal representou muito bem na pista. Escola de comunidade forte, a Unidos de Padre Miguel cantou demais e ainda contou com vibração radiante de seus componentes. Exibição de manual nos quesitos Harmonia e Evolução. Organizada no minidesfile, a Vermelho e Branco contou com uma exibição perfeita  do intérprete Bruno Ribas e seus parceiros de carro de som. Mestre Dinho mostrou a bateria “Guerreiros” totalmente afiada. * VEJA FOTOS

Com protagonismo do torcedor independente e carro de som, Mocidade dá show em seu segundo ensaio de rua

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Com o samba na boca do torcedor independente, a Rua Coronel Tamarindo se tornou uma grande Apoteose na noite deste sábado. A obra animada e contagiante, somado a força e o potencial do intérprete Zé Paulo foram fundamentais para o ótimo desempenho harmônico da escola, que neste carnaval levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Pede caju que dou… Pé de caju que dá!”. O terceiro ensaio de rua da agremiação vai ocorrer no próximo sábado, às 18h, com concentração na Praça Guilherme da Silveira, em Bangu. Em 2024, a Mocidade Independente de Padre Miguel vai abrir o segundo dia de desfiles do carnaval carioca. Um dos diretores da comissão de carnaval da agremiação de Padre Miguel, Marcelo Plácido destaca o alto desempenho da comunidade durante os ensaios da escola e a força do samba para levantar a Marquês de Sapucaí.

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Fotos: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

“Foi um ensaio muito positivo. Deu para perceber que o canto da escola está muito forte – tanto no ensaio de rua como nos ensaios de quadra. A comunidade abraçou o samba e vem cantando bastante. Nesse ensaio estamos vendo as questões de tempo, entrada e saída de comissão de frente, bateria e casal. Ele acaba sendo muito importante nesse sentido, porque só a prática leva a perfeição. O ensaio é justamente para a gente chegar na Sapucaí com tudo certo. O enredo e esse samba são muito alegres – é um samba de explosão. Como a Mocidade vai abrir o carnaval de segunda-feira, precisávamos desse samba. O Zé Paulo, com essa energia contagiante, e o samba são um casamento perfeito. Vamos entrar na Avenida com a comunidade cantando muito e contagiando todo o público presente”, afirma Marcelo.

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Ser a primeira escola a desfilar deixa sempre os carnavalescos com um frio na barriga. Apesar da superstição que existe no mundo do samba, o intérprete Zé Paulo ressalta que a segunda-feira de carnaval será um dia recheado de grandes escolas: “Vai ferver”.

“Antes da Mocidade já passaram outras seis escolas. É a primeira de um outro dia, mas é a primeira de um dia que tem Portela, Mangueira, Tuiuti, Viradouro e Vila. Vai estar muito cheio – imagine os torcedores dessas escolas e da Mocidade. São agremiações que levam muita gente. É um dia que vai estar ‘fervendo’. É aquele negócio: colocar o pé na porta, sair entrando e ver no que vai dar – deixar a batata quente nas mãos das coirmãs. Eu acredito muito na força desse samba e no poder da comunidade – tenho muita fé nisso”, conta.

Comissão de Frente

A Mocidade foi completa para o segundo ensaio de rua. Com 12 componentes e comandada pelo coreógrafo Paulo Pinna, a comissão de frente da Verde e Branco mostrou que a preparação para o grande dia do desfile segue a todo vapor. Seguindo a proposta de um desfile alegre, o quesito abriu o ensaio de rua com uma coreografia bastante animada e sincronizada.

Mestre-sala e Porta-bandeira

Rumo a mais um ano de parceria, o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diogo Jesus e Bruna Santos, mostrou que vai mais uma vez buscar os 40 pontos. Um dos responsáveis pelo ‘salvamento’ da agremiação da Zona Oeste no último carnaval, o casal conseguiu somar uma dança leve e solta à muita conexão, sincronia, carisma e, claro, muito samba no pé.

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Harmonia

Ponto alto deste segundo ensaio de rua, a Estrela-guia da Zona Oeste mostrou mais uma vez a força de seu chão. O samba leve e explosivo contribui e muito para o canto da escola, mas não carrega sozinho a responsabilidade do sucesso: o intérprete Zé Paulo, mais uma vez, deu um show sob o comando do carro de som da Mocidade. Com muita interação com a bateria, alas e o público presente, o cantor incentivava ainda mais o canto da comunidade. No canto e animação, o destaque vai para a ala “Mercante Sorveteiro”.

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“Estou muito feliz, porque cantar aqui e ver essa comunidade feliz é muito gratificante. Sentimos a dificuldade que foi no ano passado e entendemos que o emocional estava baixo, mas todos nós conseguimos recuperar a autoestima dessa escola. O samba é uma benção, porque traduz tudo que a comunidade da Mocidade está sentindo e desejando. O que falei no início [do ensaio] não foi da boca para fora: nós vamos disputar o título. Estou em uma escola gigante, campeã do carnaval por seis vezes, com grandes desfiles e personalidades. Estou aqui para somar, sou uma peça dessa engrenagem. A Mocidade, hoje, é uma escola que tem quesito e que graças a Deus recuperou a autoestima e a vontade de fazer algo diferente. A gente pode pegar uma escola que será a primeira da segunda-feira e levá-la para um grande lugar. Só depende da gente. Acredito que vamos brigar por coisas grandes”, diz o intérprete Zé Paulo, confiante.

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Evolução

O ensaio começou às 21h04 e teve aproximadamente uma hora de duração. Para um segundo treino, que tem o foco dar início aos acertos de evolução e colocar o componente no ritmo, ele ocorreu de forma positiva e bem organizada. A Rua Cel. Tamarindo facilita o desenvolvimento da escola, e ruas paralelas chegaram a ser usadas como recuo da bateria.

“Foi um ensaio muito bom dentro do que planejamos para este momento, nosso segundo ensaio de rua. Vamos evoluindo a cada semana para chegar no nosso objetivo final, que é a execução perfeita no ensaio técnico e no desfile. Conseguimos executar boa parte de tudo que planejamos para esse ensaio. Gostei muito do canto e da alegria dos componentes – foram os destaques de hoje. A comunidade está alegre, feliz e cantando muito. Estamos buscando, cada vez mais, acertar a nossa evolução. Tenho certeza que no próximo ensaio alcançaremos esse objetivo”, comenta o diretor de harmonia da escola, Sandro de Menezes.

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Samba-enredo

Abraçado pelo torcedor independente, o samba foi muito bem conduzido pelo carro de som da agremiação e pela Não Existe mais quente. Ele é a cereja do bolo para um desfile que, de acordo com a escola, promete levantar a Marquês de Sapucaí. Apesar de inteiramente cantado pela comunidade, o refrão marca uma explosão no canto do componente. “Meu caju, meu cajueiro/ Pede um cheiro que eu dou/ O puro suco do fruto do meu amor/ É sensual, esse delírio febril/ A Mocidade é a cara do Brasil”.

Outros destaques

Destaque para a bateria do mestre Dudu, que busca gabaritar mais uma vez o quesito. Apesar do primeiro ano de Zé Paulo na Verde e Branco, a relação entre bateria e carro de som é boa – a avaliação é a mesma dentro dos dois segmentos.

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Estreante no posto de rainha de bateria, Fabíola de Andrade fala sobre a felicidade de assumir o reinado. Ex-musa da Mocidade, ela é um nome conhecido na escola há bastante tempo.

“É um momento incrível e eu estou muito feliz. Eu queria muito ser rainha há alguns anos, mas acredito que não estava preparada. Neste ano, quando tive essa oportunidade, não pensei duas vezes. Eu agarrei com as duas mãos e daqui não quero sair mais (risos). Ser rainha é algo único, principalmente da Não Existe mais quente”, conta a nova rainha de bateria.

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Análise da primeira parte dos minidesfiles da Série Ouro para o Carnaval 2024

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Por Gabriel Gomes e Lucas Santos

Acompanhe abaixo a primeira parte da análise dos minidesfiles das oito primeiras escolas que passaram pela Cidade do Samba.

União do Parque Acari

Estreante na Série Ouro, a segunda escola mais jovem do grupo, perdendo apenas para o Acadêmicos de Niterói, iniciou sua apresentação ainda com o dia claro com muita alegria e se mostrando muito concentrada para fazer uma boa apresentação. A equipe de harmonia a todo momento incentivava os desfilantes. Leozinho Nunes desenvolveu bem o samba, se mostrando já se sentir em casa após anos de São Clemente e impulsionou o desempenho do samba ao lado da Tainara Martins. A obra que homenageia o bloco “Ilê Aiyê” e comemora seus 50 anos teve seus momentos de destaque também através da bateria de mestre Daniel Silva e Erik Castro que apresentou bossas referentes a ritmos da Bahia. O canto dos componentes, porém, foi tímido, ainda que como falado anteriormente, fosse bastante cobrado dos diretores de harmonia.

O tripé que abriu a apresentação logo depois de comissão e casal de mestre-sala e porta-bandeira, ainda que não tão grande, estava bem acabado, com soluções estéticas eficientes e representando de forma singela o símbolo da agremiação. O colorido na roupa das alas e fantasias de alguns componentes como musas, por exemplo, deu um bonito efeito para um desfile que ainda aconteceu a luz do dia. O primeiro casal, Vinícius Jesus e Layne Ribeiro, abusando do bom gosto nos tons de rosa em sua vestimenta, apresentou um belíssimo bailado, com passos pontuando o samba e o enredo em homenagem ao Ilê Aiyê aproveitando de toda a musicalidade do tema. Uma apresentação ainda um pouco fria no geral, até pelo horário, muita gente ainda não havia chegado. * VEJA FOTOS

União de Maricá

A União de Maricá pisou com pé direito no primeiro mini desfile de sua história na Série Ouro. A Comissão de Frente, comandada pelo experiente coreógrafo Patrick Carvalho, que também exerce a função no Salgueiro, era composta por homens vestidos de malandros. No final da apresentação, um dos bailarinos, que representava o homenageado Guará, era erguido. O experiente casal de mestre-sala e porta-bandeira da Maricá, Fabrício Pires e Giovanna Justo, em sua estreia pela escola, fez, mais uma vez, grande apresentação, apostando em uma dança com elementos clássicos. A dupla portava uma bela roupa dourada. O samba-enredo da escola, composto por Rafael Gigante, Vinicius Ferreira, Junior Fionda, Camarão Neto, Victor do Chapéu, Jefferson Oliveira, Marquinho Abaeté e André do Posto 7, funcionou bem na pista da Cidade do Samba, com o refrão, sobretudo o trecho do “Maricá é meu país/ meu país é Maricá”, muito impulsionado pelo trabalho dos intérpretes Nino do Milênio e Matheus Gaúcho e da bateria “Maricadência”, do mestre Paulinho Esteves.

O samba foi bem cantado pela comunidade, ao longo de todas as alas levadas ao mini desfile. Na evolução, o único senão da escola foi uma certa dificuldade na saída da bateria do box, o que foi rapidamente resolvido pelos diretores de harmonia. Importante ressaltar também a presença de torcedores da escola nas arquibancadas da Cidade do Samba, que contribuíram para o canto da obra da União de Maricá ao longo da pista. Em 2024, a União de Maricá levará para avenida o enredo “O Esperançar do Poeta”, do carnavalesco André Rodrigues, que homenageia os compositores, tendo como fio condutor o compositor Guaracy Santanna, o Guará, autor de sucessos do samba e do clássico “33: Destino Dom Pedro II”, da Em Cima da Hora. * VEJA FOTOS

Sereno de Campo Grande

De volta à Sapucaí depois de 10 anos, a Azul e Branca da Zona Oeste fez uma apresentação no mini desfile da Série Ouro evoluindo de uma forma bem fluída, sem correria, cadenciada, aproveitando bem o trajeto, brincando com o público. Muitos levam balões de ar nas cores da escola que produziam um efeito interessante no tapete cromático da agremiação, principalmente olhando de cima. Outro destaque foi a comissão de frente que ainda que não tenha apresentado uma indumentária tão desenvolvida fez uma coreografia com muito vigor, demonstrando muita espiritualidade, representando todo o sincretismo que representa Santa Bárbara, cuja festa é homenageada no enredo.

E também é importante destacar a apresentação do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Yago Silva e Lohanne Lemos, também se fazendo uso do vigor, mas com bastante sensualidade e apostando na técnica. Bonitos giros e bandeiras da porta-bandeira que mostrou um grande domínio do espaço e teve momentos de protagonismo. O samba, uma obra com boas soluções harmônicas foi bem interpretado por Antônio Carlos e Igor Pitta, ainda que o canto do restante da escola tenha sido um pouco mais tímido. Estreante, mestre Vinícius se mostrou bastante tranquilo e trouxe algumas bossas na Swing da Coruja. Apresentação correta. * VEJA FOTOS

Em Cima da Hora

Quarta escola a se apresentar na noite de mini desfiles da Série Ouro, a Em Cima da Hora teve o desempenho impulsionado pela força do samba-enredo e da bateria da Azul e Branca, sob a responsabilidade do experiente Mestre Léo Capoeira, que demonstrou bom entrosamento com o intérprete Rafael Tinguinha, com excelente desempenho. No início da sua apresentação, a escola de Cavalcanti prestou homenagem ao Diretor de Harmonia Wanderson Sodré, que faleceu na última semana. Comandada por Luciana Yegros, a Comissão de Frente da escola tinha bailarinos representando trabalhadores do campo. O casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira, Marcinho Souza e Wiinie Lopes, vestidos no azul da escola, fizeram apresentação segura, com uma dança que mesclava elementos tradicionais com coreografias em cima da letra do samba.

A escola trouxe, ainda, um tripé revestido de tecidos com diferentes estampas. A evolução da Em Cima da Hora, no entanto, foi destaque negativo no mini desfile, com a abertura de um clarão no momento de saída da bateria do box, após a ala de passistas da escola avançar. Na harmonia, o canto da escola, mesmo com contingente reduzido, foi irregular durante toda a apresentação no mini desfile. No carnaval de 2024, a Em Cima da Hora levará para avenida o enredo “A nossa luta continua”, do carnavalesco Rodrigo Almeida, que contará a história do trabalhismo no Brasil. * VEJA FOTOS

Arranco

Pelo segundo ano consecutivo na Série Ouro, o Arranco deu mostras de estar mais adaptado neste retorno a Sapucaí. Com uma apresentação marcada pelo colorido e pela alegria dos componentes, a agremiação passou bem no mini desfile. Só alguma atenção com a evolução que foi um pouco mais corrida e com alguns pequenos clarões. Mas, destaque para a bonita fantasia, ainda que simples, da comissão de frente, que pelo colorido gerava um bonito efeito na coreografia, trazendo as “mandalas em cores” citados no enredo que homenageia com afeto a doutora Nise da Silveira tratando a loucura de uma forma científica e valorizando os tratamentos desenvolvidos pela importante cientista e profissional da saúde que procurava humanizar de toda forma o paciente.

A bateria de mestre Gilmar também deu uma cadência ao melodioso samba, que foi outro destaque da noite pela força do canto dos intérpretes Thiago Acácio e Pâmela Falcão. A dupla esteve a vontade e muito entrosada e fez com que a obra tomasse um tom leve e alegre, retratando toda a “loucura” do enredo, mas com vigor. Os dois são grandes talentos dessa nova geração de cantores do carnaval carioca. O que também foi bem legal de ver foi o número de jovens na bateria do Arranco, sinal do trabalho que mestre Gilmar vem fazendo com os “crias” do bairro. O canto da comunidade foi um pouco mais tímido, ainda que com alguns destaques em algumas alas. * VEJA FOTOS

Unidos da Ponte

Impulsionada pelo grande samba-enredo, composto por Júnior Fionda, Tem-Tem Jr, Carlos Kind, Léo Freire, Vitor Hugo, Léo Berê, Marcelinho Santos, Jefferson Oliveira, Alexandre Araújo e Valtinho Botafogo, a maestral apresentação do intérprete Kleber Simpatia e o show da “Ritmo Meritiense”, do Mestre Branco Ribeiro, a Unidos da Ponte pisou forte na Cidade do Samba em seu mini desfile. A Comissão de Frente, comandada pela coreógrafa Déia Rocha, se apresentou apenas com bailarinas mulheres, vestidas em roupas brancas e com saias de palha, realizando uma forte dança, com elementos afro. O primeiro casal, Emanuel Lima e Thainara Mathias, rumo ao segundo carnaval juntos na escola, demonstraram total entrosamento na dança.

Ao longo do mini desfile, a bateria da escola esbanjou ousadia nas bossas, que encaixaram perfeitamente no ótimo samba e na condução do cantor. Em uma das paradinhas, eram soltados fogos no meio da bateria de Mestre Branco Ribeiro. A escola passou sem grandes sustos em evolução. O canto, porém, poderia ter sido mais forte por parte de alguns componentes da comunidade. No carnaval de 2024, a Unidos da Ponte levará para avenida o enredo “Tendendém, o axé do epó pupá”, do carnavalesco Renato Esteves, que contará a saga do dendê, desde a África até o Brasil. * VEJA FOTOS

Vigário Geral

Indo para o seu quarto ano consecutivo no principal grupo de acesso da folia do Rio de Janeiro e consequentemente na Marquês de Sapucaí desde a volta em 2020, a Vigário trouxe um pouquinho de São João para o carnaval do Rio de Janeiro. Na comissão de frente, os componentes trajados com as “caipiras”, roupas de festa junina, apresentaram, como não podia faltar, uma coreografia de quadrilha, mas com samba no pé. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Diego Jenkins e Thainá Teixeira foi outro ponto positivo pela beleza da coreografia, mais tradicional, valorizando a postura dos passos e o cuidado com uma apresentação mais clássica e singela.

A escola veio organizada, compacta e não teve grandes problemas de evolução, se deslocando pela Avenida com fluidez e cadência. A organização da escola foi outro ponto positivo. Logo no início do desfile, a Vigário trouxe um pequeno mas bem desenvolvido tripé com o nome da agremiação, um formato de livro e com bastante efeitos de luz. O canto da comunidade ainda é algo que precisa de melhora, apesar do excelente rendimento do cantor Danilo Cezar, em seu segundo ano no carnaval da Série Ouro, vindo da folia de Vitória, agora na Tricolor da Zona Norte. A Swing Puro de mestre Luygui também mexeu bastante com o público. * VEJA FOTOS

Unidos de Bangu

Um show à parte, assim pode ser definido o mini desfile da Unidos de Bangu na Cidade do Samba. Antes da apresentação, a rainha de bateria da escola, Wenny Isa, fez uma chegada apoteótica, em cima de um tripé. A Comissão de Frente, comandada por Fabio Costa, foi formada por componentes homens e tinha o ápice com labaredas de fogo, o que provocou reações das arquibancadas. Além do fogo, a escola também utilizou bastante recursos como fumaças brancas e vermelhas e papéis picados nas cores da escola. O casal da Vermelha e Branca, Jorge Vinicius e Verônica Lima, rumo ao primeiro carnaval na Bangu, prestigiou o público presente com a utilização de fantasia de desfile. A apresentação foi marcada por um bom entrosamento da dupla.

O trabalho do intérprete Igor Vianna, alinhado à bateria “Caldeirão da Zona Oeste”, de Mestre Laion, impulsionaram o samba da escola, composto por Tem-Tem Jr, Dudu Senna, Marcelinho Santos, Jefferson Oliveira, Rafael Ribeiro, Ronie Oliveira, Cândido Bigarin, Binho Percussão VR, Jorginho Via 13, Juca, Renan Diniz e Denis Moares. O trecho da obra que exalta o bairro da escola, “Bangu é religião”, foi o mais cantado pela comunidade, que esteve em bom contingente e teve bom canto ao longo do mini desfile. A escola passou sem sustos e de maneira leve e fluída em evolução. Em 2024, a Unidos de Bangu contará o enredo “Jorge da Capadócia”, do carnavalesco Robson Goulart, que contará a história de São Jorge. * VEJA FOTOS

Galeria de fotos do minidesfile da Unidos de Padre Miguel para o Carnaval 2024

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