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‘Levar quem conhece de samba para ensinar a nossa arte’, Mayara Lima fala sobre viagens internacionais e Reinado no Tuiuti

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Em meio à preparação para o Carnaval 2026, a rainha de bateria do Paraíso do Tuiuti, Mayara Lima, está espalhando o samba pelo mundo. Depois de uma breve passagem pela Argentina, ela passou 20 dias na Austrália divulgando o samba e a cultura brasileira em workshops e apresentações. Orgulhosa de levar sua arte ao exterior, Mayara fez um balanço, ao CARNAVALESCO, de sua trajetória à frente da bateria da escola de São Cristóvão e projeta o futuro como referência para outras mulheres no Carnaval.

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Foto: CARNAVALESCO

“É muito bom poder viajar levando a nossa cultura para o mundo. É uma das coisas que mais amo fazer na vida, e isso me enche de orgulho”, afirmou. Na visão de Mayara, levar o samba para fora também é uma maneira de honrar o legado das mulheres que abriram caminhos no Carnaval. “Trabalhar com uma cultura tão rica, tão viva, é lembrar que ela merece respeito e que é uma grande honra fazer parte de tudo isso”, completou.

Depois de dois dias de workshops em Córdoba, na Argentina, Mayara realizou uma turnê nas cidades de Sydney, Camberra, Adelaide, Brisbane e Sunshine Coast. Para a sambista, ensinar o samba no exterior deve ser feito por quem vive a cultura desde cedo, dentro das quadras das escolas e em um aprendizado passado de geração em geração. “É levar com propriedade a nossa cultura, com lugar de fala, ir lá ensinar o que você vive, com a sua vivência desde que nasceu”, defendeu.

Ela também vê na internacionalização de profissionais do carnaval uma forma de combater a apropriação cultural: “Poder diminuir um pouco dessa apropriação — muitas pessoas vêm pra cá, levam o samba pra lá — e levar, de fato, quem conhece, quem entende de samba, para poder ensinar a nossa arte, a nossa cultura”.

Reinado no Tuiuti

À frente da bateria do Tuiuti desde 2023, Mayara define o reinado como um divisor de águas em sua vida pessoal e profissional. “Viver esses anos à frente da bateria do Tuiuti, eu digo que foram os melhores anos da minha vida, junto com o nascimento do meu filho”, contou.

Ela destacou que o samba não apenas consolidou sua trajetória artística, mas também a transformou como mãe, trazendo ensinamentos aplicados na educação do filho. Reconhecida pelas coreografias que apresenta nos ensaios e desfiles, Mayara ressalta que o maior objetivo vai além da performance: “Estar na frente da bateria do Tuiuti é um grande sonho pra mim, uma grande honra, e representar diversas meninas que também sonham em estar nesse lugar é o mais importante”, finalizou.

Sidclei e Marcella falam sobre responsabilidade, tradição e emoção no ano da homenagem a Rosa Magalhães

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O carnaval é feito de camadas: história, emoção, técnica, ancestralidade e inovação. Dentro desse universo, o casal de mestre-sala e porta-bandeira ocupa um lugar simbólico e decisivo, onde cada gesto carrega o peso de décadas de tradição e o olhar atento de jurados, público e comunidade. Em 2026, Sidclei e Marcella vivem um dos momentos mais marcantes de suas trajetórias, defendendo as cores do Salgueiro em um desfile que presta homenagem a uma das maiores referências da história do carnaval brasileiro: Rosa Magalhães.

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Fotos: Eduardo Hollanda/Divulgação Rio Carnaval

Com a responsabilidade de representar não apenas uma escola, mas um legado artístico que atravessa gerações, o casal fala sobre expectativas, pressão por notas, escolhas coreográficas, mudanças no julgamento e o cuidado com cada detalhe que compõe a dança. Em entrevista ao CARNAVALESCO, Sidclei e Marcella refletem sobre o que significa estar na avenida neste ano tão simbólico.

Antes mesmo de falar em notas, técnica ou fantasia, existe um sentimento que atravessa todo o trabalho do casal: o peso simbólico do enredo e da homenagem. Para eles, 2026 não é apenas mais um carnaval, mas um marco que exige consciência histórica e sensibilidade artística.

“Este ano é muito especial, principalmente por homenagear um grande ícone do Carnaval. A Rosa Magalhães marcou a história do carnaval. É uma responsabilidade muito grande ser o mestre-sala e o casal que vai representar o legado dela. Falar de Rosa Magalhães é contar um pouco da história do samba, do sambista e do próprio carnaval”, disse Sidclei.

Marcella complementa destacando que essa responsabilidade ganha ainda mais força por estar diretamente ligada à escola que ambos carregam no coração. Para ela, o contexto emocional se mistura à técnica, tornando cada ensaio e cada decisão ainda mais significativos.

“Poder fazer isso defendendo as cores da nossa escola, o Salgueiro, que é a nossa escola de coração, e homenagear alguém tão importante, não só para o Salgueiro, mas para o carnaval como um todo, é um privilégio e uma emoção muito grandes.”

Quando o assunto passa da emoção para a competição, o tom muda, mas não perde a profundidade. A busca pela pontuação máxima sempre fez parte da rotina dos casais, mas o atual modelo de julgamento trouxe novas camadas de complexidade. Para Sidclei e Marcella, pensar apenas nos tradicionais 40 pontos já não é suficiente.

“Agora não são mais 40, são 60 pontos. A gente não sabe quais envelopes vão ser abertos, então precisamos encantar seis olhares diferentes, com pensamentos, ideias e percepções diferentes. Apesar de existir um manual e um roteiro, são seis seres humanos diferentes”, afirmou Sidclei.

Essa multiplicidade de olhares exige um trabalho ainda mais estratégico e detalhista. Marcella explica que o casal precisou repensar a forma de construir a dança para que ela fosse completa e coerente, independentemente de qual jurado estivesse avaliando.

“Por isso, nosso trabalho este ano foi ainda mais minucioso, pensado para atender, dentro de um mesmo conjunto, esses seis olhares. Não adianta buscar 40 se você não buscar 60, porque, na nossa visão, todas as seis notas têm a mesma importância”.

Um dos temas que mais gera debate dentro e fora da avenida é a relação entre coreografia e tradição. Para muitos, a palavra “coreografia” ainda carrega um estigma de engessamento, mas Sidclei faz questão de desconstruir essa ideia, trazendo um olhar mais técnico e menos superficial sobre o termo.

“Existe muita confusão em torno da palavra coreografia. Coreografia não é passo marcado ou dancinha. É organização de movimento, com início, meio e fim. Manter a tradicionalidade da dança de forma organizada não tem mistério”.

Marcella reforça que o desafio não está em escolher entre tradição ou inovação, mas em equilibrar as duas coisas de maneira respeitosa e criativa. Segundo ela, o diferencial está justamente nos detalhes que não quebram a essência da dança, mas a valorizam.

“O nosso desafio é trazer essa tradição com algo a mais, com aquela pitada, aquele molho, aquele borogodó que faz a diferença, sempre respeitando, preservando e valorizando a essência da nossa arte”.

Outra mudança significativa no carnaval recente foi a implantação da cabine espelhada de julgamento, que alterou completamente a dinâmica da apresentação dos casais. Para Sidclei, essa mudança eliminou zonas de conforto e obrigou todos a repensarem sua ocupação espacial na avenida.

“A cabine espelhada tirou um certo conforto, não só da gente, mas de todos os casais. Isso acabou deixando a dança mais dinâmica e trouxe mais liberdade de movimentação”, explicou.

Marcella destaca que essa nova configuração exige não apenas técnica, mas preparo físico e mental ainda maiores. A dança passa a ser constante, sem pausas estratégicas, e precisa manter o mesmo nível de entrega em todos os ângulos.

“Agora temos a obrigatoriedade de dançar em 360 graus, para todos os lados da avenida. Quem está em volta assiste à mesma beleza e à mesma dedicação. Isso exigiu um condicionamento ainda maior, porque não existe mais aquele momento de respiro”.

Por fim, quando o assunto chega à fantasia, o casal prefere manter o mistério, mas deixa claro que o figurino carrega um significado especial dentro do contexto do enredo. Mesmo com poucas palavras, a emoção transparece na resposta.

“É uma grande homenagem à nossa mestra”, destaca Marcella.

Rita Lee no coração da Mocidade: independentes celebram a irreverência da homenageada

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O anúncio de que Rita Lee será enredo da Mocidade Independente de Padre Miguel em 2026 acendeu o entusiasmo no coração dos torcedores. Entre os independentes ouvidos pelo CARNAVALESCO, a escolha da cantora é vista como um casamento perfeito entre a irreverência da artista e a ousadia que sempre marcaram a verde e branco.

Juventude e liberdade

Pedro Mendes, de 20 anos, estudante de Engenharia Química, enxerga em Rita a síntese daquilo que a Mocidade sempre carregou de mais provocador.

Pedro Mendes
Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“Ela foi e sempre será símbolo de libertação, de igualdade, de mostrar que todos nós podemos ser o que quisermos, mesmo quando a vida tenta nos censurar. A Rita é a cara da Mocidade dos anos 90, quando a escola tinha enredos de delírio, de prazer, de falar livremente sobre nós. Ela pode ser a ponte para nossa estrela voltar a brilhar”, afirmou.

A padroeira da liberdade

Suane Lindomar, também com 20 anos, destacou a potência feminina do enredo.

Suane Lindomar
Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“Acho que vai trazer a vivência da Rita como mulher, como padroeira da liberdade, e a escola precisa disso para se levantar. A Mocidade vai ter a chance de surpreender de novo. Eu mesma acompanhava a Rita em shows, antes de ela falecer. Até hoje escuto suas músicas com amigos e vou trazer esse espírito para o desfile”, disse.

Tradição de enredos femininos

Para Renato Souza, 30 anos, profissional de marketing digital, a escolha da homenageada reafirma uma tradição da escola.

Renato Souza
Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“A Mocidade já exaltou Elza Soares, Elis Regina, Tia Chica… então Rita Lee entra nesse histórico de enredos femininos. Mais que a obra musical, ela representa irreverência, transgressão e ludicidade, características que combinam muito com a escola”, apontou.

A cara do Brasil

Lucas Vasques, 24 anos, assessor da prefeitura, ampliou a leitura sobre a dimensão de Rita para além da música.

Pedro Vasques
Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“É impossível quem é do samba não gostar da Rita. Ela representa a essência do que é o Brasil: cultura nacional, valorização da nossa identidade. Mesmo sem ter sido sambista, Rita é brasilidade em estado puro. Para a Mocidade, isso simboliza diversidade e tradição, valores que sempre fizeram parte da nossa escola”, refletiu.

Um casamento de ousadia

A convergência dos depoimentos dos torcedores mostra como a presença de Rita Lee no enredo de 2026 já mobiliza paixões e esperanças. A irreverência da cantora, seu lugar como símbolo de liberdade e sua ligação com a cultura nacional parecem ter encontrado morada no coração dos independentes.

A expectativa é de que a artista inspire a Mocidade a reencontrar os dias de brilho, com a ousadia que fez a verde e branco escrever algumas das páginas mais marcantes da história do carnaval carioca.

À frente do marketing do Camarote Rio Praia, Danielly Valente celebra o carnaval como cultura viva

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Com uma trajetória profundamente conectada ao carnaval carioca, Danielly Valente, de 32 anos, é hoje um dos nomes por trás do posicionamento e da identidade do Camarote Rio Praia. Diretora de Marketing da marca, ela está à frente da Valente Design, agência responsável por toda a comunicação do camarote na edição de 2026, consolidando um trabalho que une estratégia, sensibilidade cultural e respeito à maior manifestação popular do país.

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Foto Daniel Costa/Camarote Rio Praia

Formada em Design pela ESPM, Danielly atua há mais de 10 anos nas áreas de branding e marketing digital, desenvolvendo projetos que valorizam identidade, narrativa e conexão genuína com o público. Sua relação com o carnaval, no entanto, vai muito além do campo profissional: é uma vivência construída ao longo dos anos, dentro e fora da avenida. Desde 2016, trabalha diretamente com o carnaval, tendo iniciado sua trajetória como assistente de carnavalesco na Escola de Samba Grande Rio, experiência que moldou seu olhar, ampliou seu repertório criativo e reforçou seu compromisso com a cultura do samba.

No Camarote Rio Praia, a diretora acompanha o projeto desde o início das operações, em 2018, contribuindo para a construção de um posicionamento autêntico e alinhado à essência do Rio. Este é o segundo ano em que assume integralmente a liderança das estratégias de marketing do camarote, o primeiro foi em 2024 e traz uma visão ainda mais madura, integrada e conectada à cidade e às suas tradições.

Nesta edição, Danielly lidera não apenas a comunicação, mas também as estratégias de marketing e parcerias, ampliando o entendimento do Rio Praia como um espaço que celebra o carnaval do Rio de forma genuína, popular e afetiva. Entre as novidades, estão ativações inéditas como o projeto Rodas de Samba e o Arrastão do Cordão da Bola Preta, iniciativas que reforçam a ligação do camarote com o samba, o pagode, os blocos de rua e a energia que faz o carioca se sentir em casa.

“Mais do que um camarote, o Rio Praia é carnaval do Rio. Aqui é samba, pagode e bloco. Tudo que o carioca ama e sabe fazer. É um privilégio contar essa história e valorizar nossa cultura com quem faz parte dela”, afirma Danielly Valente.

Para ela, o carnaval não se resume ao espetáculo dos dias de desfile. “O carnaval começa muito antes da avenida. Ele envolve um ano inteiro de dedicação, talento e resistência. É cultura viva, é celebração, é visibilidade e também pertencimento. É o momento em que o Rio mostra quem é, com sua estética, sua música, seus personagens, sua criatividade e sua história”, destaca.

Esse olhar sensível e estratégico se reflete em cada ação conduzida por Danielly à frente do marketing do Camarote Rio Praia. Seu trabalho traduz o carnaval não como produto, mas como expressão cultural, fortalecendo narrativas, valorizando quem faz a festa acontecer e reafirmando o Rio Praia como um espaço onde o carnaval é vivido em sua forma mais verdadeira.

Unidos da Tijuca: coreógrafas Bruna Lopes e Ariadne Lax falam sobre aprendizados e expectativas para 2026

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O Carnaval de 2025 marcou a estreia conjunta das coreógrafas Bruna Lopes e Ariadne Lax à frente da comissão de frente da Unidos da Tijuca. O desafio foi duplo: além de conduzir um quesito central na apresentação da escola, as duas também precisaram criar laços de confiança e entender os pontos fortes de cada uma para consolidar a parceria.

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Foto: Divulgação/Tijuca

“Foi um ano de conhecimento. Nunca tínhamos trabalhado juntas, então era preciso encontrar essa liga, perceber até onde cada uma podia ir e também entender toda a equipe. Agora, em 2026, estamos mais confortáveis, já conhecemos a equipe inteira da Tijuca”, resumiu Ariadne.

Para Bruna, o segundo ano será de amadurecimento e ajustes técnicos. “A gente deu um match muito rápido, mas agora é rever o que deu errado. Falando bem praticamente, olhando para as notas, o que os jurados apontaram como falhas. Aprender com esses erros para não repeti-los e, se Deus quiser, gabaritar em 2026”, declarou.

A força do samba no processo criativo

A definição do samba-enredo da Tijuca, que escolheu a parceria de Lico Monteiro como hino do Carnaval 2026, também tem impacto direto no trabalho da comissão.

“Tivemos três obras lindíssimas na final. Qualquer uma que vencesse iria acrescentar muito. Essa safra nos ajuda desde a leitura da sinopse, quando já vamos ampliando ideias. Foi uma sorte termos tido sambas tão inspirados, todos eles nos engrandecem”, avaliou Ariadne.

Mudanças e permanências

O que manter e o que transformar em relação a 2025? As coreógrafas são taxativas: cada enredo pede uma estética própria.

“Nada se mantém. Alguns bailarinos continuam, mas a proposta é completamente diferente. Estamos falando de Carolina Maria de Jesus, uma mulher, uma batalhadora, exaltando a literatura. É um enredo feminino, que por si só já muda toda a concepção do trabalho”, explicou Bruna.

Questionadas se a comissão será formada apenas por mulheres, elas despistam:

“Vamos ter de tudo.”

Troca com o carnavalesco

Outro ponto destacado é a parceria com Edson Pereira, carnavalesco da escola.

“A gente sempre teve uma troca muito forte. Começamos debatendo bastante o enredo e depois o estudo e a pesquisa ficam por nossa conta. Quando surge uma dúvida ou achamos algo interessante, levamos a ele e à equipe dele”, declarou Ariadne.

Bruna completou:

“Este ano, por estarmos mais à vontade, o trabalho tem uma marca mais nossa, mais de Ariadne Lax e Bruna Lopes mesmo.”

Com a experiência adquirida no primeiro desfile e a inspiração do novo enredo, a dupla garante que a comissão de frente da Tijuca em 2026 virá diferente, com a marca da força feminina e literária de Carolina Maria de Jesus.

‘Comissão das nossas vidas’: Cláudia Mota e Edifranc Alves falam sobre maturidade na chegada à Portela’

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A chegada de Cláudia Mota e Edifranc Alves à Portela marca o início de uma nova fase para o quesito Comissão de Frente da azul e branco de Oswaldo Cruz e Madureira. Em entrevista ao CARNAVALESCO, os coreógrafos falaram sobre maturidade, a parceria com o carnavalesco André Rodrigues, a força do enredo portense e as mudanças no julgamento do quesito para o Carnaval 2026.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

No balanço sobre o trabalho no Paraíso do Tuiuti, a dupla ressaltou a emoção de contar a história de Xica Manicongo, considerada a primeira travesti não indígena do Brasil. “Foi um momento maravilhoso que vai ficar marcado no nosso coração sempre”, afirmou Cláudia Mota.

Já Edifranc Alves destacou que o principal objetivo da comissão foi promover o acolhimento à comunidade LGBTQIAPN+: “A escola trouxe acolhimento e o processo artístico foi baseado na vida delas”. Parte do elenco, inclusive, foi formado exclusivamente por pessoas trans, reforçando o caráter de representatividade da apresentação.

Convite da Portela e momento de maturidade da dupla

A oportunidade de assumir a comissão da Portela surgiu logo após o Carnaval 2025. Edifranc considera que o convite chegou em um momento de transição para o casal: “Abraçamos com muita responsabilidade o convite dessa magnífica escola”. Para Cláudia, trata-se de um salto na carreira: “A Portela é uma escola histórica e grandiosa, é uma honra estar aqui. É também um salto nosso, que chegamos aqui em um momento de maturidade”.

Parceria com André Rodrigues e enredo sobre Príncipe Custódio

Na preparação para o desfile, a sintonia com o carnavalesco André Rodrigues se tornou um diferencial. “Temos uma linguagem parecida, muito objetiva e direta. Trouxemos uma proposta para ele e para o presidente, que está dando todo o suporte. Estamos com uma equipe de ouro. Nós vamos fazer a comissão das nossas vidas”, destacou Cláudia.

O enredo de 2026, que homenageará Príncipe Custódio e o Batuque riograndense, já inspira o processo criativo da dupla. Edifranc ressaltou a força da narrativa que valoriza a cultura negra do Sul e citou três personagens que certamente estarão presentes na Comissão: Bará, o Príncipe Custódio e o Negrinho do Pastoreiro.

Cabine Espelhada: ‘Situação Difícil’

Sobre a estreia da cabine espelhada no julgamento do quesito, o coreógrafo reconheceu a complexidade do desafio: “Situação difícil”, resumiu. Cláudia acrescentou que o impacto será sentido por todas as escolas e que apenas os ensaios poderão dimensionar melhor a novidade.

“Pode ser que a gente esteja criando um bicho de sete cabeças, mas a gente só vai saber daqui a duas semanas, quando começam os nossos ensaios. Será um desafio para todas as comissões”, finalizou.

Nilópolis confia no Bi: comunidade aponta forças da Beija-Flor para 2026

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Em Nilópolis, a palavra “bi” circula com naturalidade, mas não sem humildade entre os componentes da Beija-Flor. Entre passistas, baianas, ritmistas e torcedores que participaram, a crença no bicampeonato está apoiada na organização da escola, no trabalho da bateria e na atuação conjunta entre direção, harmonia e comunidade — tudo isso em um Carnaval considerado cada vez mais competitivo e imprevisível.

A confiança que move Nilópolis

Entre os torcedores ouvidos pelo CARNAVALESCO, prevalece a sensação de que a Beija-Flor chega forte para a disputa do bicampeonato. Para Cássio Dias, 50 anos, servidor público e primeiro passista com 38 desfiles pela Azul e Branco, a mobilização é geral:

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“Todo o povo nilopolitano está acreditando no bicampeonato. Estamos com humildade, respeitando todas as coirmãs, mas viemos para brigar por mais uma estrela”, declarou.

No departamento musical, o discurso acompanha a vibração dos demais componentes. Diego Oliveira, 34 anos, diretor de bateria da “Soberana” e compositor, resume a preparação para 2026 como “um novo começo”.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“O bi vai ser consequência. Estamos tratando como se fosse o primeiro campeonato. É muito trabalho, muita dedicação da direção, da harmonia, dos cantores, dos ritmistas. Eu acredito que vamos fazer história em fevereiro”, disse.

Bateria, comunidade e conjunto: as forças que sustentam o otimismo

Para brigar pelo bicampeonato, a Beija-Flor aposta no enredo “Bembé”, assinado pelo carnavalesco João Vitor Araújo, que contará a história do maior candomblé de rua do mundo, realizado em Santo Amaro, na Bahia. Ao analisarem a pré-temporada da escola, os componentes convergem em dois pontos: bateria e conjunto.

Matias Ribeiro, 27 anos, jornalista e estreante na escola, concorda:

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“A bateria é o coração da escola. Tem tirado boas notas nos últimos anos e acho que dá para tirar 40 pontos outra vez. E os ensaios são muito rigorosos. A galera está comparecendo e não está errando. Isso faz diferença.”

Já o veterano Cássio amplia o foco da análise para outros quesitos:

“A nossa força é o conjunto. É o casal, é o samba, é o enredo, que conta a história do povo negro mais uma vez. E a comunidade nilopolitana. Tudo junto é o que empurra essa escola na direção do ‘bi’”, afirmou.

Diego reforçou que a escola só precisa “fazer o dever de casa”:

“Sou suspeito para falar. A Beija-Flor tem vários quesitos fortes. A gente fica muito confortável. O negócio é fazer o dever de casa e deixar o resto nas mãos de ‘Papai do Céu’.”

O tabu do bicampeonato e a disputa cada vez mais acirrada

O último bicampeonato da Beija-Flor foi conquistado em 2007 e 2008, com os desfiles “Áfricas – Do Berço Real à Corte Brasiliana” e “Macapaba: Equinócio Solar, Viagens Fantásticas ao Meio do Mundo”. Desde então, nenhuma escola voltou a repetir a façanha — um tabu que, há 18 anos, permanece aberto no carnaval carioca.

Matias, que pesquisa academicamente as notas dos jurados no carnaval carioca, destacou o novo cenário competitivo:

“O Carnaval mudou muito. As notas fecham no dia do desfile e não tem como fazer comparação com as escolas que desfilam nos outros dias. Está muito difícil prever a campeã. É imprevisível.”

Já Cássio, que viveu aquele ciclo vitorioso como pivô da comissão de frente, percebe algo familiar:

“A energia de 2007 e 2008 é a mesma de hoje. Sem salto alto, com todo o respeito às coirmãs, temos convicção da nossa responsabilidade.”

Diego mantém a confiança no trabalho:

“Carnaval é muito disputado, nota a nota. As coirmãs vêm fortes, mas confiamos no nosso trabalho.”

Samba que reacende a Vila: comunidade vive caso de amor com a obra de 2026

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Viver um caso de amor com o samba de sua escola do coração é uma experiência que todo sambista gostaria de ter na pré-temporada do Carnaval. E é esse o clima entre o “Povo do Samba” e a obra da Vila Isabel para 2026, que homenageia o compositor, cantor, artista visual e sambista Heitor dos Prazeres. Apaixonados pela obra, os componentes já consideram a parceria de André Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho como uma das mais fortes das últimas décadas da agremiação.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“É o samba da década. Não é pouca coisa. É um samba que fala não só sobre a própria Vila, mas sobre a história do samba. É uma aclamação ao próprio sambista que, às vezes, o Carnaval esquece de valorizar. Esse samba reconhece essas pessoas”, declarou Diogo Freire, 30 anos, arquiteto e componente da escola há três anos.

O reconhecimento não é só do legado de Heitor dos Prazeres — pioneiro na composição de sambas e um dos fundadores das primeiras escolas de samba do Brasil —, mas também da herança da própria Vila Isabel. A referência a Seu China e Ferreira, fundadores da Azul e Branco, reforça nos versos a memória de um território que se orgulha de suas raízes. É esse “molho” que deixa o “Povo do Samba” feliz e animado para 2026.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“É o samba que a gente gosta. Estamos vindo de anos em que os sambas não eram aqueles que a Vila está acostumada a curtir. O de 26 é diferente. O samba é excelente. A Vila está feliz e, quando as coisas vão assim, o final sempre é positivo”, afirmou o inspetor de pintura Felipe Lacerda, 37 anos, integrante da escola há quatro anos.

Para a baiana Gabriella Moreira, 37 anos, o caso de amor é tão forte que não dá vontade de parar de cantar o samba.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“Na disputa de samba, todo mundo já tinha certeza de que era o samba campeão. Na rua, para mim, que desfilo como baiana desde 2010, é um samba que não cansa. Esse samba dá vontade de cantar o tempo todo. Com certeza é um dos melhores sambas da Vila Isabel”, disse.

Entre Angola e Arraiá: o novo samba entra no panteão da Vila Isabel

Amor é assim: faz uma obra que ainda nem atravessou a Sapucaí aparecer, para parte da comunidade, entre os grandes sambas da história da Vila. Considerada uma das melhores da safra de 2026, a composição é comparada a “Angola”, de 2012, e “Festa no Arraiá”, de 2013, último título da Vila Isabel.

“Esses três sambas estão na mesma prateleira, bem perto. Vamos ver depois do Carnaval, mas com certeza já colocamos ele num cantinho bem especial do coração”, disse Felipe Lacerda.

Gabriella Moreira acrescenta que o samba de 2026 acessa a mesma dimensão afetiva e ancestral presente em “Angola”. “São três sambas muito bons. Eu adoro o de 2013, que foi o do título, mas o que mexe mais comigo é o de ‘Angola’. Esse samba de 2012 tem uma força ancestral muito grande e é o que eu sinto no samba deste ano também. Quando estava começando o minidesfile, meu corpo começou a arrepiar dos pés à cabeça, comecei a suar de tanta emoção”, revelou.

Se mexe com a emoção do componente, é mérito dos compositores André Diniz, Evandro Bocão e Arlindinho, que souberam, em letra e melodia, despertar o amor da escola. A tríade reforça uma linhagem autoral marcante na Vila: Diniz assina 2012, 2013 e 2026; Bocão retorna após o êxito de 2012; e Arlindinho ocupa agora o lugar que foi de seu pai, Arlindo Cruz, nos sambas de “Angola” e “Festa no Arraiá”.

“O ‘Povo do Samba’ comprou essa ideia e você sente isso nos ensaios de rua, lá na 28. Estamos mostrando a força desse samba durante toda a temporada”, afirmou Diogo Freire.

Raiz, território e pertencimento: o resgate que atravessa a comunidade

Se a força de um samba revela mais do que musicalidade, o de 2026 expõe um movimento mais profundo na Vila Isabel: o reencontro da escola com suas próprias raízes. Entre os componentes, a sensação é de que o enredo sobre Heitor dos Prazeres abriu uma porta que há tempos a comunidade desejava atravessar.

“É um enredo bem raiz. Sentimos, sim, que esse enredo volta um pouco para a nossa raiz. A Vila é uma terra de preto, da miscigenação, mas sobretudo de preto. A Favela dos Macacos pulsa muito isso e esse samba traz essa sensação para a gente”, afirmou Felipe Lacerda.

A percepção também se expressa nos ensaios, onde o clima é de pertencimento renovado. Para Gabriella Moreira, a combinação entre enredo e samba elevou o moral da comunidade. “Sabemos que nem sempre um bom enredo gera um bom samba. Nesse caso, sim. Escolhemos um ótimo enredo que gerou um excelente samba. Eu vejo a comunidade mais feliz. Quando acaba o ensaio, a gente se abraça e continua cantando o samba. Isso é o maior indicativo dessa virada.”

A cantora argentina Ali Maria, 40 anos, que vive no bairro de Vila Isabel há nove anos, reforça que há algo novo no ar: a sensação de uma virada perceptível semana após semana.

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Foto: Marcos Marinho / CARNAVALESCO

“Estamos vivendo uma virada. E isso pode ser sentido na força que a comunidade encontrou nesse samba. A cada ensaio a gente está crescendo e sinto que estamos transmitindo com cada vez mais força o significado do nosso enredo.”

Para Diogo Freire, a Vila atravessa um processo comparável a momentos históricos da escola: “A Vila Isabel está reencontrando as próprias raízes, assim como aconteceu em ‘Kizomba’. São sambas históricos, não só para a própria escola, mas para a história do samba. Esse momento aproxima cada vez mais o Morro dos Macacos da escola. A Vila olha para o espelho e diz: ‘Eu sou isso aqui’”.

Carnaval 2026: Intendente Magalhães terá 54 desfiles ao longo de seis dias de folia

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Conhecido como “Passarela Popular do Samba”, o Carnaval da Intendente Magalhães é o local por onde passam as agremiações das séries Prata, Bronze e do Grupo de Avaliação, além do Grupo 1 das Federações dos Blocos. Em 2026, a avenida volta a receber diversas escolas de samba das mais diferentes regiões do estado, que prometem grandes disputas em dias de muita emoção, histórias, personagens e senso de comunidade.

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Foto: Divulgação/TV Brasil

Organizado pela Superliga RJ, em parceria com a Riotur, o Carnaval terá sua programação iniciada no sábado, a partir das 20h, com os desfiles do Grupo 1 da Federação dos Blocos Carnavalescos. Esse dia reunirá os blocos de enredo que disputam vaga no Grupo de Avaliação. Já os desfiles da Série Prata acontecem no domingo e na segunda-feira, a partir das 18h, com as escolas que competem para subir para a Série Ouro. O Grupo de Avaliação desfilará na terça-feira, e a Série Bronze entra na avenida na sexta e no sábado, após o Carnaval oficial.

“A Intendente Magalhães é um dos maiores símbolos da democratização do Carnaval do Rio. É ali que a cultura popular pulsa, reunindo escolas tradicionais, comunidades inteiras e milhares de trabalhadores do samba que mantêm viva a nossa festa. A Riotur tem orgulho de apoiar os desfiles da Intendente, trabalhando para oferecer estrutura, segurança e condições adequadas para que as escolas possam se apresentar com dignidade, garantindo visibilidade e respeito ao seu papel na história do carnaval”, diz Bernardo Fellows, presidente da Riotur.

Por ali, concentram-se as escolas e blocos que disputam locais de acesso a cada ano, visando um lugar na elite do Carnaval do Rio. Ao longo dos anos, a Intendente também se consolidou como espaço de revelação de compositores, passistas, carnavalescos e profissionais que movimentam toda a cadeia produtiva da folia. Além disso, o local fortalece o vínculo direto entre as escolas e seus territórios, preservando tradições e estimulando o senso coletivo que marca as escolas de samba.

Localizada a cerca de 19 quilômetros do Centro da cidade, a Intendente Magalhães corta os bairros de Campinho, Oswaldo Cruz, Madureira, Cascadura, Bento Ribeiro e Vila Valqueire. A via integrava a antiga Estrada Real de Santa Cruz. Sua história acompanha a expansão do Rio e reflete as relações culturais do povo carioca e suas realidades. Os desfiles da Intendente são gratuitos e garantem uma ótima opção para quem busca viver uma versão mais raiz e tradicional do Carnaval carioca.

Confira a programação completa dos desfiles

Federação dos Blocos – Grupo 1

Início: 20h

Sábado – 14 de fevereiro

Birita Mas Não Cai — 20h

Império do Gramacho — 20h50

Vai Barrar? Nunca! — 21h40

Cometas do Bispo — 22h30

Unidos do Alto da Boa Vista — 23h20

União da Ponte — 00h10

Novo Horizonte — 01h

Renascer de Vaz Lobo — 01h50

Unidos do Bandeirantes — 02h40

Do Barriga — 03h30

SÉRIE PRATA

Domingo – 15 de fevereiro

Início: 18h

Mocidade Unida do Santa Marta — 18h

Arrastão de Cascadura — 18h40

Tubarão de Mesquita — 19h20

Renascer de Jacarepaguá — 20h

União do Parque Curicica — 20h40

Independente da Praça da Bandeira — 21h20

Chatuba de Mesquita — 22h

Vizinha Faladeira — 22h40

Unidos de Lucas — 23h20

Independentes de Olaria — 00h

Tradição — 00h40

Lins Imperial — 01h20

União de Jacarepaguá — 02h

Acadêmicos do Cubango — 02h40

Segunda-feira – 16 de fevereiro

Início: 18h

Império da Tijuca — 18h

Flamanguaça — 18h40

Feitiço Carioca — 19h20

Siri de Ramos — 20h

Acadêmicos da Abolição — 20h40

Império de Nova Iguaçu — 21h20

São Clemente — 22h

Acadêmicos do Dendê — 22h40

Acadêmicos do Engenho da Rainha — 23h20

Unidos de Santa Tereza — 00h

Acadêmicos da Rocinha — 00h40

Acadêmicos de Santa Cruz — 01h20

Alegria do Vilar — 02h

Leão de Nova Iguaçu — 02h40

Império da Uva — 03h20

GRUPO DE AVALIAÇÃO

Terça-feira – 17 de fevereiro

Mocidade Unida da Cidade de Deus — 18h

Império Ricardense — 18h40

Raça Rubro-Negra — 19h20

Império da Resistência — 20h

Mocidade Independente de Inhaúma — 20h40

Acadêmicos da Pedra Branca — 21h20

Difícil é o Nome — 22h

Gato de Bonsucesso — 22h40

Arame de Ricardo — 23h20

Acadêmicos de Madureira — 00h

Renascer de Nova Iguaçu — 00h40

Coroado de Jacarepaguá — 01h20

Delírio da Zona Oeste — 02h

Unidos de Manguinhos — 02h40

Casa de Malandro — 03h20

SÉRIE BRONZE 

Sexta – 20 de fevereiro

Concentra Imperial — 18h

Acadêmicos do Recreio — 18h40

Rosa de Ouro — 19h20

Império de Brás de Pina — 20h

Sereno de Campo Grande — 20h40

Flor da Mina do Andaraí — 22h

Unidos de Cosmos — 22h40

União Cruzmaltina — 23h20

Alegria de Copacabana — 00h

Sábado – 21 de fevereiro

Caprichosos de Pilares — 18h

Unidos da Vila Rica — 18h40

Boi da Ilha do Governador — 19h20

Imperadores Rubro-Negros — 20h

Unidos do Cabuçu — 20h40

Unidos da Vila Kennedy — 21h20

Acadêmicos do Peixe — 22h

Novo Império — 22h40

Mocidade de Vicente de Carvalho — 23h20

Unidos da Barra da Tijuca — 00h

Carnaval do Rio ganha acessibilidade para pessoas com deficiência

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A folia carioca fica cada vez mais inclusiva. Entre os dias 13 e 17 de fevereiro, e no desfile das campeãs, quem estiver no Setor 13 da Sapucaí vai encontrar um time dedicado a tornar o espetáculo acessível para todos. A ALL DUB Estúdio, especializada em acessibilidade para pessoas com deficiência, oferecerá audiodescrição ao vivo, tradução em libras e suporte à comunicação acessível da folia.

ALL Dub Carnaval2026
Fotos: Matsuda Press / Divulgação

Além da Sapucaí, a empresa também atuará nos desfiles de blocos, na FanFest de Copacabana, no Camarote Verde e Rosa e no desfile dos Embaixadores da Alegria, bloco inclusivo que reúne foliões com e sem deficiência.

Recursos que fazem diferença

A audiodescrição funciona como os olhos de quem não enxerga. Pessoas cegas ou com baixa visão acompanham cada detalhe: fantasias, alegorias, movimentos. A tradução em libras garante que surdos não percam nada do que acontece na avenida.

“A acessibilidade audiovisual permite que pessoas com deficiência visual compreendam os desfiles, enquanto pessoas surdas contam com tradução em libras, ampliando o acesso ao espetáculo que é referência mundial”, explica Ana Motta, CEO da ALL DUB.

Cada detalhe importa

A empresária foi aprimorando o trabalho com a prática. “Certa vez, descrevendo um desfile, narrei que um sambista carregava uma mulher do início ao fim da avenida. Uma pessoa cega me questionou se a mulher era magra porque parecia muito difícil. Esqueci de dizer que era uma boneca de espuma”, relembra.

Experiência que virou missão

Ana Motta tem envolvimento pessoal com o tema. Após um acidente, ficou dois anos em cadeira de rodas e vivenciou de perto as dificuldades de uma pessoa com deficiência. Foi quando decidiu introduzir acessibilidade em sua empresa de dublagem.

“Pude trazer ao projeto toda minha experiência pessoal e real, o que torna nossa atuação mais humanizada”, destaca a CEO. Para ela, a presença da acessibilidade em grandes eventos reforça a importância de pensar a cultura como espaço para todos.

Direito garantido

A iniciativa dialoga com a Lei Brasileira de Inclusão e coloca o Rio como referência em inclusão em eventos populares. O Carnaval é patrimônio cultural brasileiro e precisa ser vivido por todos. A acessibilidade não é favor, é direito.

SERVIÇO

Carnaval com Acessibilidade AllDub

Onde estará:

  • Setor 13 – Marquês de Sapucaí (de 13 a 17/02)

  • Desfiles de blocos de carnaval

  • FanFest – Copacabana

  • Desfile dos Embaixadores da Alegria (Desfile das Campeãs – domingo)

  • Camarote Verde e Rosa

Recursos oferecidos:

  • Audiodescrição

  • Tradução em Libras

  • Acessibilidade audiovisual

  • Comunicação inclusiva