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Criatividade e custos na disputa de samba: Imperatriz encara debate positivo e aberto com compositores

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Fotos: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

A Imperatriz Leopoldinense reuniu compositores de samba-enredo, na manhã do último sábado, na quadra da escola, em Ramos, para um encontro inédito em seu calendário: um bate-papo entre a diretoria e os artistas que disputam samba na agremiação. Na pauta, o modelo de disputa, o momento do tira-dúvidas, a sinopse do enredo e a divisão de direitos autorais. Participaram a presidente Cátia Drumond, o carnavalesco Leandro Vieira e os diretores de carnaval André Bonatte e Thiago Santos. Do lado dos compositores, estiveram presentes artistas do casting da Imperatriz e convidados de outras agremiações, entre eles, André Diniz, Samir Trindade e Junior Fionda.

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Lugar de fala e lugar de escuta

A presidente Cátia Drumond deixou claro que o papel da diretoria foi o de ouvir. “A gente quase não falou, a gente ouviu, e agora a gente entende que tem que haver alguma mudança ainda para impactar positivamente”, disse.

Para ela, o encontro também teve um efeito de mão dupla: se os compositores foram escutados, a escola também conseguiu apresentar sua própria realidade. “Estamos no caminho certo. Foi a primeira reunião, espero que de muitas, eles estavam precisando dessa fala. Ouvimos muitas reclamações, mas acho que eles também agora começaram a entender um lado que eles não conheciam, que é o lado da escola”.

Sem promessas imediatas, Cátia falou sobre o ritmo das mudanças. “São mudanças mais complicadas, mas, em um caminho de curto prazo, a gente consegue alcançar o que é bom para eles, que são os artistas, e para nós como escola de samba”.

O carnavalesco Leandro Vieira enxerga o movimento como parte de uma virada de postura. “Acho importante uma escola se colocar no lugar de escuta, para ouvir quem tem que falar, quem tem queixa, quem tem conhecimento para argumentar”, afirmou.

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Compositor Junior Fionda

Do lado dos compositores, a recepção foi imediata. “Talvez, o compositor tenha sido muito pouco ouvido durante esse tempo. A disputa já é um padrão que a gente segue, a gente só pegou o caminho andando”, disse o compositor Junior Fionda.

Para André Diniz, o encontro é “um marco histórico da mudança das relações dos compositores com as escolas”: “O simples fato de existir isso aqui, essa discussão de frente com as escolas, falando dos nossos dramas, dos nossos problemas, das nossas decepções, da falta de valorização… o simples fato de existir aqui já é sublime”.

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Compositor André Diniz

Disputa: dinheiro, torcida e talento

O custo das disputas de samba-enredo foi um dos pontos centrais da conversa. No debate, compositores e diretoria concordaram que o modelo que se consolidou ao longo dos últimos anos criou uma desigualdade estrutural: quem tinha mais dinheiro contratava ônibus de torcida, intérpretes do Grupo Especial e produção sonora de alto investimento. “Tinha todo um mercado em volta de uma disputa de samba que não influenciava em nada. A cabeça do compositor estava cada vez mais ‘doida’, achando que quanto mais dinheiro se investisse, melhor. E, para quem analisa, isso não é verdade”, disse o diretor de carnaval Thiago Santos.

Foi para romper com esse ciclo que a Imperatriz reformulou seu modelo: passou a gravar todas as parcerias no mesmo estúdio, proibiu torcida nas fases classificatórias e padronizou as condições de apresentação. Na avaliação da diretoria, os resultados já aparecem. “É muito bom ver compositores que há mais de uma década estavam afastados do processo de disputa por não terem financiamento e que voltaram a fazer samba”, destacou o diretor de carnaval André Bonatte.

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Diretor de carnaval André Bonatte

Os compositores presentes reconheceram o avanço. Samir Trindade definiu o formato da Imperatriz como “uma disputa modelo para o carnaval”, mas fez questão de apontar que ainda há caminho a percorrer, tanto na escola quanto nas demais agremiações. Esses aprimoramentos, no entanto, resvalam nos temas que dominaram o restante da conversa: o tira-dúvidas e a divisão dos direitos autorais.

O tira-dúvidas: parceria ou controle?

O tira-dúvidas também concentrou boa parte do debate. Na Imperatriz, o processo prevê cinco sessões, das quais duas são obrigatórias. A tensão central é entre alinhamento e criatividade. Para os compositores, o tira-dúvidas, por vezes, bloqueia o processo criativo de uma obra. “Antigamente, o samba ajudava no processo criativo da escola. Hoje, com o processo de tira-dúvidas, a escola já tem o seu projeto pronto e o samba acaba tendo que se moldar à criatividade de uma coisa que já está pronta”, analisou Samir Trindade.

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Compositor Samir Trindade

O problema se agrava, segundo ele, quando a avaliação recai sobre a melodia: “Como é que você vai avaliar uma obra que não está pronta ainda? As análises que acontecem nos tira-dúvidas são análises de obras que não estão prontas ainda, que a gente vai mexer, que ainda vão mudar na gravação”.

A posição dos compositores é que o tira-dúvidas deve existir, mas restrito à letra. “Chegar e falar: ‘O que é isso aqui? Tá dentro do enredo? Tá? Então segue’. Só que a melodia não, porque às vezes a gente ainda está em processo de construção”, resumiu Samir.

A escola defendeu o processo de tira-dúvidas. “Naquele momento, a gente conhece mais o projeto do que eles. Quando o samba foi escolhido, o carnaval tá 70%, 80% desenhado, sendo construído”, disse Thiago Santos. Cátia Drumond citou o processo de 2026 como exemplo: compositores basearam seus sambas no filme sobre Ney Matogrosso, quando o projeto da escola tratava da musicalidade do artista.

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Thiago Santos, diretor de carnaval

“O tira-dúvidas ainda tem uma grande importância, porque, senão, você joga uma sinopse na internet e, quando você vai ver, o samba já está pronto, e ele não tem nada a ver com a tua história”, disse.

O carnavalesco Leandro Vieira disse que o debate confirma uma prática que já adota: “Eu me limito exclusivamente a dar opinião de letra, que é o que me compete. Eu não sou carnavalesco metido a compositor no sentido melódico”. Para ele, o compositor é “o principal parceiro do carnavalesco na propagação de uma narrativa”, e a sinopse que está finalizando para a Imperatriz, a ser divulgada no início de junho, está sendo diretamente influenciada pelo encontro. “Ouvir o compositor na manhã de sábado vai me levar a escrever a melhor sinopse para os compositores que estiveram aqui hoje”.

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Carnavalesco Leandro Vieira

A escola sinalizou possíveis ajustes, mas sem abrir mão do processo. “A gente pensa em realmente dar uma encurtada em uma etapa do tira-dúvidas, mas eu acho que ainda continua tendo que ter a presença deles pelo menos em um determinado número”, disse Cátia.

O que fica e o que ainda vem

Um ponto concreto do encontro na Imperatriz já está definido: o formato completo da disputa de samba-enredo de 2026, com todas as datas e etapas, será divulgado junto com a sinopse do enredo, no início de junho. “Todo o formato, todas as datas já estão inclusive prontas”, confirmou Thiago Santos.

André Diniz defendeu que conversas como a da manhã de sábado na Imperatriz possam acontecer outras vezes: “Não necessariamente esse modelo, mas essa discussão, essa abertura para que os compositores possam conversar”. Samir Trindade fez um chamado à categoria: “Os compositores precisam estar unidos para poder falar uma voz só e, falando uma voz só, ter mais força do segmento no carnaval”.

‘Samba é prioridade’: carnavalescos defendem essência das escolas em debate no Rio

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Fotos: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Identidade, memória, reparação. São traços que ligam “Ponciá Evaristo – Flor do Mulungu”, do Império Serrano, “Balangandãs, Berenguendens”, da União de Maricá, e “Macumbembê, Samborembá”, da Vila Isabel em 2026, e fizeram os sambas serem cantados com toda força na Sapucaí. E o processo de construção dessas fortes narrativas foi tema da roda de conversa no Samba EnRENA, na tarde de sábado, no Renascença Clube, no Rio de Janeiro.

A primeira edição do evento teve como tema “As que bombaram no Spotify 2026” e contou com a participação dos carnavalescos da Vila Isabel, Leonardo Bora e Gabriel Haddad; do carnavalesco do Império Serrano, Renato Esteves; da enredista da escola, Manu Rosa; e do diretor de carnaval da União de Maricá, Mauro Amorim. Além do debate, a noite se encerrou com show das três escolas, animando o público com sambas clássicos e provando a potência dos sambas de 2026 para além das plataformas de streaming.

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Parafraseando Rosa Magalhães, “ter um bom samba é meio caminho andado”. Nesse sentido, os carnavalescos discutiram o papel do enredo na construção de um bom samba. Para Gabriel Haddad, o samba é uma tradução da história, sem abandonar os outros elementos do desfile.

“O samba, na verdade, nada mais é do que a tradução daquilo que vai estar sendo contado no dia do desfile. A gente, claro, tem que dar uma importância muito grande, como a gente falou ali na mesa, para o samba-enredo, porque é uma escola de samba. É uma escola formada por sambistas, formada por uma bateria que vai entoar esse gênero que deu origem a isso tudo. As alegorias, as fantasias, a comissão de frente são apêndices ao samba, que vão se desenvolvendo durante um ano. Claro que a gente vai batalhar por um acabamento espetacular, por fantasias maravilhosas, por uma comissão de frente impactante, porque tudo hoje faz parte desse espetáculo maior que é o desfile”, explicou.

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Além de carnavalesco, Haddad também foi compositor e chegou a disputar a escolha de samba-enredo na Cubango. Segundo ele, seu “lado compositor” contribui diretamente para seu olhar como carnavalesco.

“Tem coisas no samba que, às vezes, o próprio compositor não percebeu, porque ele está ali viciado naquele dia a dia da construção do samba, porque, quando você se entrega, quando você vai fazer, você se dedica àquilo e acaba estudando muito. Então, um olhar de fora, um ouvido de fora acabam entendendo um pouco mais ou, às vezes, percebendo algo que a própria composição não percebeu. Eu valorizo muito essa troca, essa conversa, porque eles trazem algumas ideias que não estavam dentro do enredo e a gente acaba apresentando ideias que, às vezes, eles não tinham entendido para dentro do samba-enredo”, respondeu.

Outro tema debatido durante o encontro foi o crescimento dos enredos de homenagem nos últimos carnavais. No caso do Império Serrano, a escola viveu uma experiência singular: uma homenagem em vida e com participação ativa da própria homenageada no processo criativo. Para levar “Ponciá Evaristo – Flor do Mulungu” à avenida, Conceição Evaristo acompanhou de perto o desenvolvimento do enredo conduzido pelo carnavalesco Renato Esteves e pela enredista Manu Rosa. A enredista conta que nunca viveu “nada igual” ao que foi a participação de Conceição no Império e afirma que contar essa história também foi um gesto de reparação.

“A ideia era imortalizar, e a gente acredita que a maior academia que existe é a Academia do Samba. Você se tornar enredo não tem nenhuma premiação que se equipare. Foi uma reparação histórica. O nosso país institucionalmente falhou com Conceição, logo falhou com as mães, com as mulheres negras. A gente tinha um trabalho político de representar as mulheres, as mães, e imortalizar Conceição Evaristo, que para nós é um dos maiores patrimônios da nossa literatura. E a Conceição… acho que nunca mais vai ter nada parecido. Ela adotou a gente. Nunca interferiu em nenhuma decisão. Tudo estava bom, tudo era um respeito. A primeira vez que nós a vimos, a gente não conseguia nem falar. E agora a gente toma café junto, toma cerveja junto. Acho que nunca conheci ninguém do tamanho dela que tivesse a simplicidade, a humildade. Ela respeitou o nosso processo artístico, confiou, e continua na nossa equipe. Agora se tornou equipe de criação também”, declarou.

A participação constante da escritora na quadra e nos eventos da escola fez com que, nas palavras de Renato, ela fosse muito além da homenageada: “foliã, diretora, pesquisadora, aderecista”. A vivência próxima de Conceição Evaristo trouxe uma energia diferente para toda a comunidade imperiana.

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“Ela traz para a gente essa força da mulher preta. E esse colo de mãe que ela nos deu foi muito importante. Foi muito forte e, na verdade, contagiou a comunidade inteira. Ela virou uma referência para a comunidade. A velha guarda virou e falou: ‘não, ela já é nossa baluarte’. Ela já virou baluarte. Ela queria voltar e desfilar como baiana. Ela movimentou a comunidade do Império de uma forma muito forte, mas acho que isso aconteceu muito pelo fato da identificação. Principalmente as imperianas se identificaram muito com Dona Conceição, com as histórias dela, com a vivência dela, com as próprias vivências. Esse é o princípio das ‘escrevivências’, foi isso que a gente levou para a avenida”, concluiu.

O samba escolhido para o Reizinho de Madureira também vai na contramão do esperado: o samba não menciona o nome de Conceição Evaristo e se inspira na ‘escrevivência’ da escritora.

“Para a gente, por exemplo, não havia alguma necessidade de falar o nome da homenageada, porque o próprio samba era um enredo. A gente entendeu que falar o nome da homenageada, primeiro, era um enredo em que a gente estava fazendo uma ‘escrevivência’ que falava sobre as obras da Dona Conceição. A gente não falava diretamente sobre a biografia de Conceição Evaristo, então não fazia sentido algum usar ‘Conceição Evaristo’ num enredo em que a gente falava de Conceição Evaristo. ‘Flor do Mulungu’ foi até um pedido nosso, que não tivesse ‘Conceição Evaristo’. Tem um verso, uma estrofe muito linda em um samba campeão do Império Serrano, campeão do Grupo de Acesso, que fala: ‘Você já sabe quem eu sou pelo toque do agogô’. Você não precisava. A minha dor já fala por mim, sua resistência, seu orgulho, seu empenho. Você não precisa falar o nome para entender que é Império. Então, se é poesia, fala muito mais”, declarou.

Já a enredista Manu Rosa pensa além da declaração de Rosa Magalhães: “o samba-enredo é mais que meio caminho andado”, e o samba ainda é a prioridade de uma escola de samba. Além disso, Manu vê o samba como instrumento de memória, pois “tudo é efêmero, e o samba é o que há de material para rememorar”.

A enredista também destacou o peso de um samba com alto poder de identificação, como o de 2026, que impactou profundamente a comunidade imperiana: os livros de Conceição Evaristo se popularizaram entre os componentes e possibilitaram que muitos tivessem acesso ao seu primeiro livro. E isso só ocorreu pela liberdade criativa que a dupla cede aos compositores, defendendo que a liberdade poética abre um leque de chances de interpretações e identificação.

“Quando você não dá um nome, você possibilita interpretações, possibilita as pessoas se verem. Então, a gente amplia a concepção para além do nome, para além do candomblé, da religião, da cultura. Ela está ali o tempo todo, mas, quando a gente não dá um rosto, quando a gente não dá um nome, um CPF, aquilo se torna mais universal. As pessoas têm mais liberdade de se apropriar. ‘Ah, eu sou de Oxum’, ‘ah, um filho…’. Então, as pessoas conseguem criar uma conexão. Aquilo não fica da Conceição, fica nosso. Também tem essa liberdade poética do encontro”, explicou.

Tuiuti apresenta sinopse do enredo sobre Tia Ciata nesta quarta-feira

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O Paraíso do Tuiuti apresenta nesta quarta-feira, dia 13 de maio, a partir das 19h, a sinopse do enredo “Ciata: a mãe preta do samba”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Renato Lage. O texto será assinado pelos historiadores Claudio Russo, Luiz Antônio Simas e colaboração de Gracy Moreira, bisneta da homenageada.

A leitura vai ocorrer durante o evento “Tutu de Preto Velho”, que já virou tradição da agremiação de São Cristóvão. Além de servir o prato, haverá show do Samba da Volta.

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Serviço:
Tutu de Preto Velho com leitura da sinopse para o Carnaval 2027
Data: quarta-feira, 13 de maio,
Horário: a partir das 19h
Endereço: Campo de São Cristóvão, nº 33, em São Cristóvão – RJ
Entrada: R$ 30 (o prato de tutu será gratuito)

Mocidade inicia recadastramento para alas de comunidade do Carnaval 2027

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A Mocidade Independente de Padre Miguel dará início neste próximo fim de semana (16 e 17/05), ao recadastramento das alas de comunidade para o Carnaval 2027. Neste primeiro momento, o ato é destinado a quem desfilou no último carnaval. Os interessados devem comparecer à quadra da escola, localizada na Vila Vintém, das 10h às 17h.

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No ato da inscrição, os Independentes serão contemplados com uma carteirinha personalizada e uma camisa especial. É necessário levar RG, CPF e comprovante de residência. A taxa de inscrição é de R$ 50, neste primeiro momento, podendo pagar via pix, cartão de crédito ou débito. O valor da inscrição vai aumentando de acordo com as próximas etapas.

A Mocidade Independente de Padre Miguel será a primeira escola a desfilar na segunda-feira de Carnaval de 2027.

Serviço:
Cadastro para alas de comunidade
Data: 16 e 17 de maio
Horário: 10h às 17h
Local: Rua Coronel Tamarindo 38, Padre Miguel – Quadra da Vintém
Taxa: R$ 50,00 – pagamento via pix, débito ou crédito

Império Serrano denuncia edital falso de eleição e relata invasão armada à quadra

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Foto: Allan Duffes/CARNAVALESCO

O Império Serrano divulgou neste domingo um comunicado oficial em que denuncia a circulação de um suposto edital de convocação de eleição considerado “falso” pela atual diretoria da escola. Segundo o texto, o documento teria sido publicado no jornal Diário do Comércio no último dia 5 de maio, marcando um pleito para o próximo dia 17, sem autorização dos poderes constituídos da agremiação.

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De acordo com a nota assinada pelo presidente do Conselho Diretor, Flávio França, após consulta aos presidentes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, o edital não teve anuência da presidência e utilizou indevidamente o nome do dirigente como convocante.

A escola afirmou ainda que a publicação não contou com autorização dos demais conselhos, e, por isso, não possui qualquer legitimidade institucional. O comunicado também aponta que, mesmo se o edital tivesse origem oficial, ele seria inválido juridicamente por não respeitar o artigo 37 do estatuto da agremiação, que determina a divulgação prévia da relação de associados aptos a participar do processo eleitoral.

No texto, o Império Serrano informa que medidas judiciais serão tomadas para identificar os responsáveis pela divulgação do documento e responsabilizá-los civil e criminalmente.

A situação ganhou contornos ainda mais graves, segundo a escola, na noite do último sábado. O comunicado relata que, após tomarem conhecimento do suposto edital falso, dirigentes receberam informações de que a secretaria da quadra poderia ser violada e documentos oficiais seriam subtraídos.

Diante da denúncia, o presidente do Conselho Diretor, acompanhado do primeiro e do segundo vice-presidentes, esteve na quadra da escola para retirar documentos considerados sensíveis e encaminhá-los para um local seguro. Os presidentes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal teriam sido informados imediatamente sobre a ação.

Ainda segundo a nota oficial, por volta das 23h do dia 9 de maio, seis homens armados invadiram a quadra do Império Serrano, intimidaram o vigia de plantão e exigiram informações sobre o paradeiro dos documentos retirados anteriormente.

O caso já foi encaminhado às autoridades competentes para investigação. A direção da escola afirmou que busca a elucidação dos fatos e a responsabilização dos envolvidos.

Por fim, o Império Serrano ressaltou que uma futura eleição será convocada oficialmente, seguindo rigorosamente o estatuto da agremiação, com “ampla publicidade e total transparência”.

Leia abaixo o comunicado oficial

O Presidente do Conselho Diretor do GRES Império Serrano, após consulta aos Presidentes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal, vem a público esclarecer que o EDITAL DE CONVOCAÇÃO DE ELEIÇÃO publicado no jornal Diário do Comércio, em 05/05/2026, com pleito marcado para o dia 17/05/2026, não foi publicado com a anuência do Presidente do Conselho Diretor, Sr. Flávio França — cujo nome consta indevidamente como convocante — tampouco contou com a autorização dos Presidentes dos demais Conselhos do GRESIS.

Dessa forma, esclarecemos que a referida publicação é falsa e não partiu de nenhum dos poderes constituídos da escola.

Ademais, ainda que a referida convocação tivesse origem legítima, esta careceria de validade jurídica, uma vez que não foi observado o disposto no artigo 37, parágrafo único, do Estatuto do GRESIS, que estabelece:

“Com antecedência máxima de 20 (vinte) dias da eleição, o Presidente do Conselho Diretor tornará público, nas dependências do GRESIS, o número de Membros Permanentes do Conselho Deliberativo e do quadro de associados das categorias Contribuintes e Remidos aptos a participar do pleito.”

Sendo a publicação estranha ao Presidente do Conselho Diretor, evidentemente não haveria como cumprir a exigência estatutária acima mencionada.

Informamos, ainda, que serão adotadas todas as medidas cabíveis para identificar os responsáveis pela divulgação do referido edital falso, bem como para responsabilizá-los civil e criminalmente.

Cumpre também esclarecer que, na noite do dia 09/05/2026, após tomarmos conhecimento da existência do falso edital, recebemos informações de que a secretaria da escola seria violada e que documentos oficiais poderiam ser subtraídos. Diante da gravidade da situação, o Presidente do Conselho Diretor, acompanhado do Primeiro e do Segundo Vice-Presidentes da escola, compareceu à quadra, retirou a documentação sensível e a encaminhou para local seguro, dando imediata ciência aos Presidentes dos Conselhos Deliberativo e Fiscal.

As informações recebidas se confirmaram quando, às 23h do mesmo dia 09/05/2026, seis homens armados invadiram a quadra da escola, intimidaram o vigia de serviço e exigiram informações sobre o paradeiro dos documentos.

Diante dos fatos expostos, os poderes constituídos do GRESIS já levaram o caso às autoridades competentes, a fim de que sejam promovidas a devida investigação, elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos.

Por fim, informamos que a eleição da escola será convocada oficialmente, em estrita observância ao Estatuto do GRESIS, com ampla publicidade e total transparência.

Presidente do Conselho Diretor
Flávio França

Vice-Presidente de Carnaval
José Luiz Escafura

Vice-Presidente Financeiro
Márcio Araújo

Estrela do Terceiro Milênio anuncia Raquel Tobias como voz oficial e ganha reforço de Misailidis na comissão de frente para 2027

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Foto: Divulgação/Milênio

A Estrela do Terceiro Milênio segue fortalecendo seu elenco para o Carnaval 2027. A escola anunciou oficialmente a cantora Raquel Tobias como nova voz oficial ao lado do intérprete Darlan Alves. Além da novidade no carro de som, a agremiação também confirmou a chegada do coreógrafo Marcelo Misailidis para a comissão de frente, que vai trabalhar parceria com o carnavalesco Paulo Barros e o coreógrafo Regis Santos.

Integrante da Ala Musical da escola há muitos anos, Raquel Tobias construiu sua trajetória dentro da própria comunidade da verde, vermelha, azul e branca da Zona Sul paulistana. Agora, ela assume o posto de cantora oficial, ampliando ainda mais sua ligação com a agremiação.

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Cantora e compositora, Raquel carrega em sua trajetória fortes referências do samba de roda das comunidades periféricas. Atuante também em projetos culturais, a artista desenvolve trabalhos ligados à valorização da ancestralidade, resistência e exaltação da cultura negra, sempre com autenticidade e sensibilidade. O anúncio foi celebrado pela escola, que desejou sucesso à nova intérprete nesta nova etapa de sua caminhada no carnaval.

Marcelo Misailidis chega na Milênio

Outra novidade importante envolve a comissão de frente da Milênio. Em publicação emocionada nas redes sociais, Marcelo Misailidis celebrou a oportunidade de estrear no carnaval de São Paulo após anos de atuação no cenário carioca.

“Hoje foi um dia muito especial na minha trajetória no carnaval. Depois de tantos anos de dedicação e história no carnaval carioca, finalmente chegou o momento da minha estreia no carnaval de São Paulo”, destacou Marcelo Misailidis.

O profissional revelou ainda que o convite partiu de Paulo Barros e que dividirá os trabalhos com Regis Santos na defesa das cores da Estrela do Terceiro Milênio.

“Que seja o início de um capítulo inesquecível. Vamos fazer história!”, completou.

Unidos de Padre Miguel anuncia enredo sobre o encontro sagrado entre Iemanjá e Oxum para o Carnaval 2027

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A Unidos de Padre Miguel já tem caminho traçado para o Carnaval 2027. O Boi Vermelho da Vila Vintém levará para a Marquês de Sapucaí o enredo “Yèyé Omó Ejá – A Coroação das Rainhas das Águas”, uma viagem poética e espiritual inspirada livremente em Itans sagrados de Iemanjá.

Antes de ser estrada, o mundo foi correnteza.

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É a partir dessa força ancestral das águas que a Unidos constrói sua narrativa para o próximo desfile. Desenvolvido pelos carnavalescos Allan Barbosa e Ricardo Hessez, o enredo mergulha na grandeza de Iemanjá, senhora do mar e da liberdade, que segue seu curso porque sua essência não aceita contenção. Em sua travessia, encontra Oxum, a força doce dos rios, correnteza de ouro e mel que abre caminhos até alcançar a imensidão salgada.

Com forte carga simbólica e espiritual, a Unidos de Padre Miguel propõe um desfile sobre origem, destino, ancestralidade e força feminina. Um canto para as águas que movem a vida, lavam os caminhos e unem mundos.

Em 2027, o Boi Vermelho será a quarta escola a se apresentar na Marquês de Sapucaí, no sábado , dia 06 de fevereiro, em busca do título e o retorno ao Grupo Especial.

‘Kalunguisados’: Porto da Pedra aposta em enredo afro e mira volta ao Grupo Especial

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Fotos: Júnior Azevedo/CARNAVALESCO

A Porto da Pedra deu o pontapé inicial rumo ao Carnaval 2027 em grande estilo. No último sábado, durante sua tradicional feijoada, o “Tigre” de São Gonçalo apresentou oficialmente o enredo “Porto Kalunga”. O evento, marcado pela alegria e pelo clima de união, contou com a presença ilustre das escolas convidadas Cubango, União de Maricá e União da Ilha do Governador, que embalaram o público no ritmo da confraternização carnavalesca. Desenvolvido pelos carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini, com o apoio das enredistas Thainá Santos e Beatriz Chaves, o tema mergulha na histórica missão artística realizada em Angola no fim da década de 1970. O projeto original, conhecido como “Projeto Kalunga”, levou nomes gigantescos da música brasileira, como Martinho da Vila, Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Djavan e Chico Buarque, para uma imersão cultural em solo africano logo após a independência do país lusófono. A proposta da escola é celebrar essa travessia que transformou a identidade da MPB e reafirmou os laços ancestrais entre as duas nações.

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A voz dos criadores: ‘Estamos kalunguisados’

Após o anúncio oficial, os carnavalescos Alex Carvalho e Caio Cidrini detalharam a concepção do projeto e a expectativa para o desfile em entrevista exclusiva:

“As expectativas são as melhores possíveis, porque era uma vontade nossa fazer um enredo afro, era uma vontade da escola. Ao mesmo tempo, nós queríamos um afro um pouco fora do convencional e queríamos também trazer a vontade da escola. Quando nós sentamos com a agremiação, o tema afro era um desejo comum, então trouxemos o Porto Kalunga. Trouxemos essas palavras que, na verdade, na logomarca, apresentam símbolos e signos que tocam o torcedor: o tigre africanizado, com a palavra Porto. Nós fazemos essa brincadeira com as palavras Porto e Kalunga, porque o nome do projeto era Projeto Kalunga, desta comitiva de artistas brasileiros que foi para Angola”, declarou Alex Carvalho.

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“A palavra Porto tem relação com partida, com o ir e vir, que foi um ir até a África para se encontrar com a mãe África. E a palavra Kalunga também tem relação com a passagem da morte à vida, a travessia. Então nós trouxemos essas duas palavras e fizemos essa brincadeira. Enfim, a comunidade está muito feliz, é um enredo com o qual o pessoal está animado, a expectativa é de um bom samba também, então estamos muito felizes e animados”, complementou o artista.

Caio Cidrini seguiu a mesma linha de entusiasmo, destacando a contemporaneidade da proposta: “Se eu pudesse acrescentar uma expectativa, seria a de um samba bom, porque é um enredo contemporâneo, trata de ancestralidade e, ao mesmo tempo, de muita música popular brasileira. Trata de Angola, do Rio de Janeiro e do Brasil. Tenho uma expectativa de receber sambas muito interessantes. Nós recebemos muitos abraços hoje aqui na quadra e temos recebido elogios das pessoas nas redes sociais. A identidade visual é boa, com o tigre gigantesco na logo, que é o símbolo maior aqui de São Gonçalo, africanizado, decorado e adereçado com as cores das bandeiras dos dois países”, afirmou.

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Cidrini revelou ainda a curiosa origem da ideia: “Eu encontrei esse enredo em uma aula de mestrado na UERJ. Eu cursei História da Arte na UERJ e sou orientando do Leonardo Bora. Estava lá o que passou no Museu de Arte do Rio e era um trecho de documentário de cerca de 40 segundos. Coloquei o fone, vi o trecho e anotei no bloco. Falei para o Alex que tínhamos um enredo ali. Nós já estávamos com essa expectativa de fazer alguma coisa afro. E, quando chegamos à Porto da Pedra, encontramos essa demanda e convidamos a Bia e a Thainá para trabalhar conosco, que são escritoras incríveis, mulheres pretas que também possuem pertencimento ao tema. Falei: pessoal, estamos ‘kalunguisados’, tem que ser este enredo”, detalhou.

A força do tema convenceu rapidamente a diretoria, conforme explicou Alex Carvalho: “Nós apresentamos mais duas propostas para a escola, além do Porto Kalunga. Dissemos ao presidente que havia outras opções, mas que queríamos esta. Ele perguntou se daria um bom samba. Respondemos que seria difícil não dar um bom samba, pois estamos falando de 60 artistas da MPB que foram para Angola: Dona Ivone Lara, Clara Nunes, Djavan e Martinho da Vila, entre outros. Eu acredito que é necessário muito esforço para fazer um samba ruim com esse tema. A história é muito encantadora e contemporânea, aconteceu em 1980 e temos muitos artistas vivos ainda. Então nós embarcamos e estamos ‘kalunguisados’”, ressaltou.

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Ao final, Caio Cidrini se emocionou ao falar do impacto humano da missão: “O que existe de depoimento na internet, de documentário ou de falas de artistas é muito emocionante. Todo mundo voltou de lá transformado. Dona Ivone falava que chorava quando viu o mar. Dorival Caymmi foi visitar Lobito e disse que aquilo parecia Salvador inteira. Martinho virou embaixador de Angola. Não tem como não ser tocado por essa viagem. Eu espero que a Porto da Pedra viaje e se transforme também neste enredo”, finalizou.

A bateria e a harmonia: otimismo no pavilhão

Responsável pelo ritmo da escola, mestre Pablo também compartilhou sua visão sobre o ciclo que se inicia: “A expectativa é a melhor possível, estou otimista. A Porto da Pedra este ano montou um timaço. Já estamos trabalhando bastante, com muito pé no chão e bastante humildade. Como haverá duas vagas para o Grupo Especial, uma precisa vir para São Gonçalo, precisa vir para o Tigre. Nós estamos trabalhando muito. O enredo está sendo lançado agora, mas o trabalho já está sendo feito com o carnavalesco há algum tempo. Tive várias conversas com ele. O presidente não está medindo esforços para colocar a Porto da Pedra no lugar que ela realmente merece”, declarou o mestre.

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Sobre a sonoridade que o enredo “Porto Kalunga” permite, Pablo adiantou: “É um enredo rico. Angola e os artistas que saíram daqui para lá voltaram cheios de inspiração e ricos em conhecimento, beberam daquela fonte. Fazer um samba ruim com esse enredo, com esse leque de oportunidades, seria difícil. É um tema tremendo. Podem esperar uma bateria ousada, com mistura de ritmos africanos e ritmos nossos, com aquela pitada de ousadia do Mestre Pablo. Podem esperar uma Porto da Pedra com uma bateria Ritmo Feroz cada vez mais forte”, afirmou.

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Ele ainda destacou a parceria artística para sua apresentação: “O mestre Pablo sempre prepara novidades. Já conversei com os carnavalescos que pretendo sentar com eles para pensarmos juntos na minha vestimenta. Quero aproveitar e deixar um abraço forte para o meu maquiador, meu amigo de sempre, Jorge Abreu, que todo ano é responsável pelas minhas caracterizações. Ele também participará desta reunião, pois tem ideias, compra o barulho e é o artista que está envolvido diretamente comigo. Juntando as minhas ideias, as do carnavalesco e as do Jorge Abreu, é impossível não dar certo”, garantiu.

O casal e a missão da nota máxima

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rodrigo França e Joyce Santos, também celebrou a temática inédita na história recente da agremiação:

“Eu fiquei muito surpresa, pois a Porto da Pedra não tem o costume de trazer enredo afro. Porém, foi uma inovação: carnavalescos novos, sentimentos novos e almas novas. Acredito que o trabalho será muito bem feito e vamos surpreender na Avenida mais um ano. Depois de alguns anos com o Mauro, agora estamos com novos carnavalescos. Não esperem pouco da Porto da Pedra, pois nós vamos mostrar o nosso valor”, declarou a porta-bandeira.

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Joyce prosseguiu sobre o clima da escola: “O ciclo de 2027 começou com o pé direito: uma feijoada, três coirmãs, anúncio do enredo e o projeto da escola dançando com muita emoção. Acredito que a Porto da Pedra virá inovando, será um ano emocionante e de várias novidades. Eu já estreei antes, mas me sinto estreando novamente com um enredo diferente e acredito que a escola vai mostrar como o Tigre ruge na avenida”, afirmou.

Rodrigo compartilhou do mesmo sentimento de confiança: “É um enredo riquíssimo. Quando anunciaram, eu imaginei várias coisas, mas vou aguardar a sinopse para saber exatamente sobre o que vamos falar. Não temos esse costume com temas afro, mas com certeza será muito bem desenvolvido. Mais um ano a Porto da Pedra dará um show e, se Deus quiser, traremos a nota máxima para a escola”, disse o mestre-sala.

Ele finalizou destacando sua trajetória na agremiação: “Eu sou muito tranquilo quanto ao carnaval, estou na Porto da Pedra há 21 anos, com certeza será um ano sereno. Vou tirar de letra, modéstia à parte, e a nota quarenta virá, se Deus quiser”, declarou.

A palavra do presidente: rumo à vitória

O presidente Fabrício Montibelo encerrou os depoimentos reforçando o compromisso com o acesso ao Grupo Especial: “Esse enredo foi escolhido após os carnavalescos nos apresentarem três propostas. Nós discutimos as opções e esta foi a que mais nos agradou. O enredo é forte, muito forte, e espero que venha um samba excelente, porque nós vamos para a avenida este ano para disputar o título”, afirmou o mandatário.

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Montibelo foi direto em relação às metas da agremiação: “Este ano a Porto da Pedra vem para brigar. Aquele sétimo lugar anterior não foi satisfatório para nós. A Porto da Pedra não é lugar de sétimo lugar, nós sempre estivemos nas primeiras posições e este ano viremos para disputar. Uma daquelas vagas no Grupo Especial será nossa”, declarou.

Sobre como será a disputa dos sambas, o presidente informou: “No dia 25 de maio teremos uma reunião com os nossos compositores na quadra. Vamos apresentar os prazos e tirar todas as dúvidas para iniciarmos as eliminatórias do samba entre julho e agosto”, finalizou.

A Unidos do Porto da Pedra já tem data marcada para a leitura oficial da sinopse: será no dia 8 de junho, na quadra da agremiação.

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‘Nau Catarineta’, fé e fantasia nordestina: Mocidade Alegre aposta em epopeia armorial para buscar o bi em 2027

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Foto: Divulgação/Mocidade Alegre

A atual campeã do Grupo Especial de São Paulo, a Mocidade Alegre, revelou oficialmente o enredo que levará ao Sambódromo do Anhembi no Carnaval 2027. Com o título “Sete Anos de Mar, Sete Léguas de Encanto: A Nau que venceu o Diabo sob a benção do sagrado manto”, a escola apostará, pela primeira vez em sua história, no imaginário da cultura nordestina para construir uma narrativa marcada por fantasia, religiosidade e elementos da estética armorial.

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Desenvolvido pelo carnavalesco Caio Araújo e pelo enredista Leonardo Antan, o tema mergulha no universo da lendária “Nau Catarineta”, romance popular de origem ibérica que atravessou gerações até se consolidar como uma das mais importantes manifestações da cultura oral brasileira.

A história narra a trajetória de uma embarcação que teria permanecido à deriva por sete anos e um dia, enfrentando tempestades, fome e tentações demoníacas durante a travessia. Sob a proteção do sagrado manto e da intervenção divina, a tripulação supera as adversidades em uma jornada que simboliza resistência, fé e esperança.

A narrativa ganhou diferentes registros ao longo da história por intelectuais como Luís da Câmara Cascudo, Mário de Andrade e Ariano Suassuna, este último referência máxima do movimento armorial, que terá o centenário celebrado em 2027.

Para Mário de Andrade, que documentou a “Nau Catarineta” em suas missões folclóricas, tema que inspirou a Mocidade Alegre no Carnaval 2024, a lenda representa o confronto entre a bondade humana e as tentações, funcionando também como instrumento de preservação da memória popular e da identidade cultural brasileira.

A escola também promete valorizar as manifestações populares que mantêm viva a tradição da “Nau Catarineta” em diferentes regiões do Nordeste, como os grupos de fandango, marujada e chegança presentes em cidades como Cabedelo e Canguaretama.

Segundo os autores do enredo, a proposta será apresentar um Nordeste distante de caricaturas e estereótipos, exaltando um sertão contemporâneo, mágico e festivo.

“A Mocidade Alegre é uma escola com uma forte identidade, então é sempre uma grande missão escolher um enredo à sua altura. Encontramos nessa história da ‘Nau Catarineta’ uma série de elementos que são caros à agremiação, como o aspecto místico e lúdico, além de um emocional religioso. Queremos mostrar um sertão alegre e atual, sem estereótipos, que se reinventa através da festa”, afirmaram Caio Araújo e Leonardo Antan.

Após conquistar o título do Grupo Especial em 2026, a Mocidade Alegre agora aposta em uma viagem épica entre o sagrado e o popular para tentar escrever mais um capítulo vitorioso de sua história no Carnaval paulistano.

Acadêmicos do Salgueiro celebra o Dia das Mães com festa e distribuição de presentes

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Foto: Samantha Millan/Acadêmicos do Salgueiro

O Salgueiro promoveu uma grande celebração em homenagem ao Dia das Mães no tradicional Morro do Salgueiro, na Tijuca, Zona Norte do Rio. Em parceria com a Associação de Moradores da comunidade, a escola de samba realizou uma ação marcada pela presença da Bateria Furiosa, distribuição de presentes, muito samba, confraternização e carinho para as mães salgueirenses.

A entrega dos presentes foi conduzida por Tia Glorinha, presidente da Ala das Baianas do Salgueiro, figura tradicional e querida da agremiação. As mães receberam diversos itens como liquidificadores, panelas de pressão, batedeiras, perfumes, bolsas, lençóis e outros presentes preparados especialmente para a ocasião.

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Para o presidente da escola, André Vaz, ações como essa reforçam o papel social e afetivo da agremiação junto ao morro. “O Salgueiro nasceu aqui e mantém suas raízes vivas através da comunidade. Celebrar o Dia das Mães no Morro do Salgueiro é uma forma de retribuir todo o carinho, a força e a história dessas mulheres que ajudam a construir a nossa escola diariamente. Mais do que entregar presentes, é sobre estar presente, valorizar e fortalecer esses laços familiares e comunitários”, destacou o presidente.

A iniciativa reforça a conexão histórica entre agremiação e o Morro do Salgueiro, evidenciando o compromisso da escola não apenas com o carnaval, mas também com ações sociais e comunitárias ao longo do ano.