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Renato Esteves defende papel político das escolas de samba: ‘Elas têm o poder de educar e conscientizar’

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

O carnavalesco Renato Esteves, responsável pelo desfile do Império Serrano no Carnaval 2027, defendeu a participação das escolas de samba no debate político durante a manifestação ‘O samba não se cala’, realizada na tarde desta segunda-feira, nos Arcos da Lapa, no Centro do Rio. Presente no ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o artista ressaltou o papel educativo e social do samba e afirmou que a presença das agremiações na mobilização representa a defesa da democracia e das liberdades. Para Renato, as escolas de samba vão além do entretenimento e têm a capacidade de apresentar fatos históricos, estimular a reflexão e conscientizar a população sobre seu papel na sociedade. Na avaliação do carnavalesco, essa atuação também justifica o envolvimento dos sambistas nas discussões políticas do país.

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“As escolas de samba têm um papel importantíssimo, porque trazem a realidade dos fatos, contam as histórias como elas realmente aconteceram. Elas têm o poder de educar, de conscientizar a população sobre o papel da população na sociedade. Então, nada mais justo do que o nosso dever de estar aqui defendendo as nossas liberdades, a democracia e a reeleição do presidente Lula”, afirmou.

Questionado sobre as críticas à aproximação entre carnaval e política, Renato destacou que essa relação não é recente. Para ele, o samba sempre esteve ligado às questões sociais e aos debates que atravessam a história brasileira, o que torna natural a participação das escolas de samba em manifestações políticas.

O carnavalesco também ressaltou a importância do samba no fortalecimento das mulheres e na valorização da diversidade que compõe a sociedade brasileira. Em sua avaliação, a mobilização não se limita à defesa da cultura, mas envolve direitos fundamentais e a participação popular.

Ao comentar a presença de representantes de diferentes regiões do país no ato, Renato reforçou a defesa da democracia, das liberdades e do acesso à saúde. O artista destacou que a mobilização representa uma forma de participação na discussão sobre os rumos da sociedade brasileira.

Patrick Carvalho defende mobilização dos sambistas: ‘Precisamos continuar tendo esse espaço de criar e brilhar’

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Foto: Victor Busch/CARNAVALESCO

O coreógrafo Patrick Carvalho, responsável pelas comissões de frente da União de Maricá e da Em Cima da Hora, destacou a importância da mobilização dos sambistas em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Presente na manifestação ‘O samba não se cala’, realizada na tarde desta segunda-feira, nos Arcos da Lapa, no Centro do Rio, o artista relacionou o ato à defesa dos espaços de formação e criação que permitem o desenvolvimento de novos talentos do carnaval. Com uma trajetória ligada a projetos sociais, Patrick ressaltou que sua própria história profissional começou na comunidade do Cantagalo. Para ele, o apoio dos sambistas é fundamental para garantir a continuidade de oportunidades que permitem a artistas desenvolverem seus trabalhos e construírem espetáculos a partir da cultura do samba.

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“É de suma importância. Eu sou um cara que venho de projeto social. Estou hoje no carnaval porque venho de um projeto de carnaval na comunidade do Cantagalo. Então, o apoio dos sambistas é de suma importância para a gente continuar tendo esse espaço de criar, de brilhar e de fazer um espetáculo que é só nosso”, afirmou.

Patrick também destacou que a mobilização, idealizada por Leandro Vieira, tem importância para identificar quem está comprometido com essa luta e fortalecer as relações entre as pessoas que vivem e constroem o samba. Na avaliação do coreógrafo, a união permite compreender quem está disposto a contribuir para a continuidade dessa manifestação cultural.

“Essa iniciativa do Leandro é muito importante até para a gente saber quem está nessa luta com a gente e quem não está também, para saber o quanto a gente pode somar com as pessoas que sobrevivem, que vivem e que constroem essa coisa do samba”, declarou.

‘Quem ama o samba precisa se posicionar’, defende Zé Paulo, da União de Maricá

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Foto: Victor Busch/CARNAVALESCO

O intérprete Zé Paulo, da União de Maricá, defendeu o posicionamento político dos sambistas durante a manifestação ‘O samba não se cala’, realizada na tarde desta segunda-feira, nos Arcos da Lapa, no Centro do Rio. Presente no ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o cantor ressaltou que a ligação do samba com a cultura negra, a matriz africana e a defesa dos direitos sociais torna importante a participação dos integrantes desse universo no debate político. Para Zé Paulo, respeitar quem pensa diferente não significa abrir mão de defender as próprias convicções. O intérprete destacou que o samba carrega valores que precisam ser considerados na hora de escolher os caminhos políticos do país.

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“É importante a gente se posicionar. Sambista que ama o samba, ama a cultura, precisa entender algumas coisas. É claro que a gente respeita o processo, respeita quem pensa diferente, mas só para lembrar que é um movimento de cultura negra, que cultua a matriz africana, respeita os gays, está do lado dos pobres, dos trabalhadores. Então, não há como se pensar diferente”, afirmou.

O cantor também relacionou a militância no samba-enredo à compreensão dos processos políticos e sociais que atravessam a cultura popular. Segundo ele, a participação na manifestação representa a defesa de ideias e convicções, independentemente do resultado eleitoral.

“Quando você milita no samba-enredo e na cultura do samba, precisa entender quais são os processos. É por isso que a gente está aqui, defendendo aquilo em que acredita, em que confia. Independentemente do resultado, a gente vive uma democracia e está lutando pelo que acredita”, declarou.

Zé Paulo ainda demonstrou esperança na vitória do campo político que apoia e reforçou que a mobilização dos sambistas não deve se limitar a um único ato. Para o intérprete da União de Maricá, o compromisso com as próprias convicções precisa permanecer.

“Espero que no dia 25 a gente consiga ter esse resultado. E a gente continua na luta, sempre continua na luta. A gente está aí desde sempre se posicionando e acreditando naquilo que pensa ser o melhor”, concluiu.

Wilsinho Alves defende união do samba em manifestação e critica extrema direita: ‘Temos que olhar para o coletivo’

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Foto: Victor Busch/CARNAVALESCO

O diretor de carnaval do Salgueiro, Wilsinho Alves, destacou a importância da mobilização de sambistas em defesa de direitos e liberdades durante a manifestação ‘O samba não se cala’, realizada na tarde desta segunda-feira, nos Arcos da Lapa, no Centro do Rio. Presente no ato, que reuniu representantes do mundo do samba em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Wilsinho ressaltou a relação histórica entre as escolas de samba e as lutas coletivas da sociedade brasileira. Para o dirigente, quem conhece a realidade de uma escola de samba precisa compreender o significado político e social de uma mobilização como essa. Ele também criticou as pautas defendidas pela extrema direita e destacou a preocupação com o futuro das próximas gerações.

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“Qualquer pessoa que já pisou numa quadra de escola de samba tem que entender a importância desse movimento. É um lugar construído através de lutas, lutas parecidas com as que o presidente Lula defende e que o lado oposto está querendo suprimir. Suprimir direitos fundamentais, liberdades e direitos conquistados pelas mulheres com as suas lutas”, afirmou.

Pai de uma filha, Wilsinho também relacionou sua participação no ato à responsabilidade de pensar no futuro e na sociedade que será deixada para as próximas gerações. O diretor de carnaval defendeu a necessidade de colocar os interesses coletivos acima das questões individuais.

“Eu tenho uma filha e ensino a ela que a gente tem que olhar para o coletivo, não somente para a gente. Tento entender a gente como alguém que precisa deixar um legado, e não consigo pensar na minha filha vivendo numa sociedade defendida pela extrema direita do Brasil”, declarou.

Douglas Ruas garante apoio financeiro do Estado do Rio para escolas de samba no Carnaval 2027

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Foto: Fernando Frazão/Divulgação Agência Brasil

O governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), garantiu a manutenção dos recursos estaduais destinados às escolas de samba e aos fazedores de cultura para o Carnaval de 2027. Em entrevista concedida à TV Globo e à GloboNews no último sábado, o futuro chefe do Executivo fluminense esclareceu pontos polêmicos de sua campanha e assegurou que o apoio orçamentário à festa popular está mantido, mas confirmou o fim definitivo do custeio público de camarotes para autoridades e convidados na Marquês de Sapucaí. Durante a entrevista, ele rebateu interpretações de que sua gestão realizaria cortes nas verbas do carnaval, classificando tais declarações como “fake news”. Ruas enfatizou que a verba destinada às agremiações e aos artistas locais está preservada, pois compreende a relevância do evento para a economia, o turismo e o entretenimento da população fluminense.

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Fim dos privilégios na Sapucaí

Por outro lado, o novo governador marcou posição ao anunciar o encerramento do camarote institucional mantido pelo Governo do Estado no Sambódromo. Segundo ele, o uso de verbas públicas para bancar espaços VIP a agentes políticos e seus convidados não continuará em sua gestão.

“Em relação ao carnaval, o que eu vou encerrar de uma vez por todas são os privilégios no governo. Não vai ter mais camarote do governo do Estado para político e amigo de político. O recurso para quem faz o Carnaval, que são as escolas de samba e os fazedores de cultura, está garantido”, declarou Douglas Ruas.

O governador acrescentou que autoridades e agentes públicos interessados em acompanhar os desfiles na Sapucaí deverão adquirir seus próprios ingressos, em igualdade de condições com os demais cidadãos.

Foco na valorização da cultura local

Ao detalhar as diretrizes de sua futura gestão para o setor cultural, Ruas destacou que o planejamento prevê o fortalecimento dos artistas locais e dos trabalhadores que dependem da cadeia produtiva da cultura em todo o estado do Rio de Janeiro.

“A nossa política de cultura vai prestigiar os fazedores de cultura daqui do estado do Rio de Janeiro. Temos um povo criativo, uma galera que trabalha muito e que precisa de um auxílio mínimo do Estado para mostrar sua arte”, pontuou.

Presidente da Mocidade Alegre, Solange Cruz lança coleção de óculos inspirada em seu estilo

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

Presidente da Mocidade Alegre, 13 vezes campeã e atual campeã do Grupo Especial do carnaval de São Paulo, Solange Cruz é, cada vez mais, uma personalidade importante da sociedade paulistana. Prova disso é a coleção Solange Cruz by Zionic, composta por cerca de cinquenta armações de óculos inspiradas no estilo da mandatária da Morada do Samba. Sempre presente em eventos importantes para personalidades do samba paulistano, o CARNAVALESCO esteve presente no lançamento da coleção, realizado no último sábado, na loja da Zionic, localizada na Lapa, Zona Oeste de São Paulo.

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Ao falar sobre como surgiu a ideia de criar a coleção de óculos, Solange citou nominalmente uma figura conhecida na Mocidade Alegre: trata-se de Giancarlo Gazzaneo Kovacs, popularmente conhecido como Gian Kovacs, sócio-administrador da Zionic, ótica fundada em julho de 2025 por ele e por Alexandre Martins, cofundador e diretor-geral da empresa: “Eu estou super feliz, super emocionada. É uma parte conquistada da minha trajetória. Eu sempre usava óculos diferentes e, quando eu comecei a usar óculos, eu falava que as armações não combinavam com as minhas roupas. Eu gosto sempre de estar com tudo combinando e eu comecei a procurar armações diferenciadas. O Gian já era da Mocidade há alguns anos e fazia tempo que eu não o via. Quando ele ressurgiu, ele disse que estava com uma ótica e queria levar a empresa dele para fazer uma ação dentro da Mocidade, com valores mais baixos para a comunidade e com exames gratuitos de vista. Na Feijoada de São Jorge da escola, nosso primeiro evento depois do carnaval, eles fizeram mais de 500 exames na quadra. Tinha muita gente, todo mundo foi fazendo, eles tinham marcado o término num horário e tiveram que ficar mais tempo para dar conta. Foi muito legal, muito incrível. Depois, eles participaram do CONASAMBA, lá na Fábrica do Samba, com um estande. Muita gente perguntava para eles se não tinha os ‘óculos da Solange’, e foi aí que eles pensaram em lançar uma coleção com o meu nome. Eles me chamaram, a gente bateu um papo, conversou e eles levaram tudo isso adiante. Quando eu vi, já estava tudo pronto”, surpreendeu-se.

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Mais do que se apropriar da coleção, Solange fez questão de estendê-la a todas as coirmãs: “Muito das minhas tendências e das coisas a gente trabalhou juntos, nas escolhas de cores, de modelos, de tamanhos. Tem os menores e também tem os maiores, já que eu gosto de óculos grandes. Tem os coloridos, que todo mundo pergunta. Muita gente me perguntava onde eu compro os meus óculos e eu sempre procurava e comprava em lugares diversos. Fiz um vídeo agora falando que tem para todas as escolas de samba, tanto de São Paulo quanto do Rio. Tem da Unidos da Tijuca, azul e amarelo; tem verde da Mancha e do Camisa; tem azul do Império de Casa Verde, da Nenê de Vila Matilde; tem preto e branco da Vai-Vai e dos Gaviões; tem Colorado do Brás e da Dragões, tem muito vermelho na área. Eu estou super feliz. Eu sou uma pessoa que, independentemente da Mocidade Alegre, sou defensora do samba paulistano. Eu fico muito feliz de poder agregar e saber que muita gente de outras escolas, quando a gente começou a fazer essas propagandas, começou a entrar na onda. Eu estou muito feliz que a gente atinge um outro ponto: o da amizade fora do carnaval, algo já da admiração, de seguir a pessoa independentemente do pavilhão que ela tenha. E isso, para mim, está sendo muito legal, muito importante. Eu já me empolguei, vêm novidades por aí”, deixou no ar.

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O que mais vem por aí?

Intrigada, a reportagem perguntou a Solange o que mais poderia aparecer no mercado com a presença da presidente: “Tem bastante coisa aparecendo aí! Eu estou tendenciosa a seguir essas coisas que estão aparecendo pra mim. A gente tem uma parceria também com o Closet da Lilla, que faz várias transformações e luzes do carnaval. Elas lançaram umas cordinhas para prender os óculos e já deixaram aqui: quem adquirir os óculos hoje já vai ganhar uma cordinha lá do Closet da Lilla. E elas fizeram de surpresa! Já nas 24 Horas de Samba, elas distribuíram no camarote para todo mundo. Eu fico super feliz porque são parcerias que agregam, que se juntam, que fortalecem junto com a gente, que acreditam no meu potencial. Eu acho super importante”, relatou.

Saúde e estilo

A presidente destacou que, além dos óbvios benefícios à saúde, as armações também são importantes para a autoimagem, a personalidade e a estética que conferem a um rosto: “O mais importante é fazer com que as pessoas entendam que óculos também pode gerar uma tendência: não é só porque eu preciso fazer por causa da minha saúde ocular, você pode fazer porque você quer. Aqui tem óculos não só feminino, tem linha masculina, de sol… é só chegar que vocês serão bem atendidos. Eu já chorei a hora que eu cheguei, porque ver uma vitrine toda com a sua marca, com o seu nome, com a sua imagem… fiquei e estou muito feliz”, emocionou-se.

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 Visão da marca

Alexandre destacou o que motivou a Zionic a buscar Solange para ter uma linha de óculos inspirada na presidente da Mocidade Alegre: “A Solange é um ícone e eu não digo só no carnaval: também falo na questão de liderança, de estratégia, de empoderamento e força. Ela traz toda a representatividade do que a nossa empresa também vem buscando ao longo do tempo para crescer e prosperar. A Solange é uma inspiração! O meu esposo é da Mocidade há muitos anos, e, quando a gente se conheceu, eu tive a honra de conhecer a escola mais a fundo. Pude conhecer a Solange e, com isso, a gente foi criando um vínculo, foi se conhecendo. A empresa identificou nela todas essas características que dizem muito sobre a nossa empresa e marca. Por ela ser um ícone feminino que traz essa estética do uso dos óculos de maneira contínua, gostar desses modelos exóticos e diferenciados e entender que os óculos não são só uma necessidade, mas também são um acessório fashion. A gente quis trazer ela para representar isso, já que é o que a gente acredita também”, pontuou.

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Ao ser perguntado sobre detalhes mais técnicos das armações inspiradas em Solange, Alexandre destacou que a mandatária da Morada do Samba não deixa de ser uma representação importante da brasilidade: “Toda a linha dela, por mais que sejam peças que sejam em tons mais neutros e sóbrios, como preto e caramelo, todas as armações sempre vão levar uma identidade da Solange: um design mais robusto e recortes simétricos e geométricos em cada uma das peças. A gente trabalhou com isso, trazendo a modernidade para cada item. As cores que vão entrar na WGSN, que entram para a coleção de verão 2027, também estão presentes na coleção. A gente quis trazer o carnaval, o Brasil e a Solange na junção dessa coleção para trazer essa representatividade junto com ela”, pontuou.

Citada por Alexandre, WGSN é o acrônimo de World Global Style Network, autoridade global em previsão de tendências de consumo e design, atuando nos segmentos de comportamento, beleza, interiores, moda, alimentos, bebidas e tecnologia.

Via de mão dupla

Ao ser perguntada sobre o quanto sua imagem ajuda a levar a Mocidade Alegre a outros ambientes fora do carnaval, Solange aproveitou para destacar a escola que preside desde 2003: “A Mocidade me levou para um outro patamar, mas eu acredito que nós também levamos a Mocidade para um outro patamar; hoje, é uma troca. E, quando eu falo ‘a gente levou’, não sou só eu, somos todos nós. Hoje, as coisas se assimilam. Uma coisa é coligada à outra. Não tem muito como a gente fugir. Eu acabei criando essa independência, mas tudo é muito ligado à Mocidade. Tem gente que não sabe meu nome e fala da ‘mulher dos terços’. Hoje, por causa da coleção dos óculos, podem começar a falar que querem os meus óculos. Isso é muito bacana! Nas palestras, eu até coloco elas como posição vinda do meu trabalho na Mocidade Alegre. É muito da força, da continuidade, do que a gente assimila, do que a gente leva. Fazer palestra é uma coisa, trabalhar com uma equipe competente faz com que a gente chegue a um outro patamar, também. Não é só o fato de liderar, é liderar uma equipe competente que entende como a gente quer fazer para a coisa acontecer. Tudo e todos são muito envolvidos nesse processo, é bacana a gente deixar muito claro isso. Eu sempre falo isso e eu nunca vou deixar de falar: eu não sou dona da escola, eu sou porta-voz de uma comunidade. Até para fazer palestras eu uso a força da minha escola, porque por trás de uma grande mulher existe uma grande agremiação e uma galera que faz acontecer, porque entende que aquilo se faz necessário para a gente conseguir o nosso êxito. É muito importante essa somatória de união, de força, de falar olho no olho, de ser verdadeiro, de entender que as coisas têm que ser ditas, doendo ou não. Tudo isso agrega”, comentou.

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Forte novamente

Perguntada sobre a preparação para o desfile da Mocidade Alegre em 2027, Solange destacou o quanto a agremiação já está focada: “Nossa preparação já está a mil por hora. A gente já está com praticamente 80% de alas na confecção, graças a Deus tudo está andando. Estou trabalhando muito nesse abre-alas da escola, o Caio está tirando meu fôlego e mexendo no bolso da agremiação porque é uma coisa muito linda que ele está criando. Diferente, mas ao mesmo tempo grandiosa como tem que ser, porque a Mocidade é grandiosa. E a comunidade merece, eles esperam isso. Eu acho de suma importância, também. A gente está a mil por hora, todo mundo ensaiando: a escola tem rotina a semana inteira. Todos os dias a gente abre escola porque tem ensaios de duas ou três alas coreografadas que têm ensaio uma vez por semana; todos os casais de mestre-sala e porta-bandeira, comissão de frente, guardiões. Todo mundo está envolvido no processo. Quarta-feira é ensaio de bateria e sexta-feira, dia 16, iniciam-se os ensaios de rua. Depois dá um break, porque a gente tem Salgueiro Convida. A gente tem a Festa dos Protótipos dia 24. Independentemente disso, as alas já estavam comercializadas, muitas já esgotadas. As coisas estão fluindo de acordo com a previsão que a escola programou. São estratégias, programações, e que, graças a Deus, estão dando certo. Estão vindo na sequência daquilo que a gente esperava. A gente fala que carnaval é muito antes, mas, para nós, é um desespero: vira janeiro, já é carnaval”, finalizou.

Em 2027, a Mocidade Alegre será a terceira escola a desfilar no sábado de carnaval com o enredo “Sete Anos de Mar, Sete Léguas de Encanto: A Nau que venceu o Diabo sob a bênção do sagrado manto”, assinado pelo carnavalesco Caio Araújo. O samba-enredo da Mocidade Alegre para 2027 é assinado por Gui Cruz, Nikimba, Imperial, Rodrigo Minuetto, Rodolfo Minuetto, Portuga, Ratinho, Darlan Alves, Reinaldo, Luciano, Rapha Moreira, Ayr Júnior, Mala, Fal, Thiaguinho da Morada, Rafa Cria, Jorge Diego, Mario Presida, Marçal, Willian Tadeu e Vitor Gabriel.

Macaco Branco transforma memórias da Vila Isabel em livro para inspirar adolescentes

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Foto: Marcos Marinho/CARNAVALESCO

Em viagens longas, quando passa horas dentro de um avião, Anderson Andrade do Nascimento costuma rolar a galeria de fotos do celular. Aparecem as avós Esmeralda e Célia, já falecidas, e vídeos dos filhos ainda pequenos. Aparece também um menino de 13 anos, recém-chegado à quadra da Vila Isabel, ao lado do mestre Mug. Foi a partir dessas imagens que o hoje mestre Macaco Branco abriu o bloco de notas do celular e começou a escrever “O compasso de uma História: a trajetória do Mestre Macaco Branco”, que chega ao público neste domingo, pela Rubi Editorial.

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“A memória afetiva faz um carinho na nossa alma”, disse ao falar sobre a escrita do livro.

A obra percorre o caminho do autor desde a chegada à escola, aos 13 anos, até a formação como mestre de bateria. Mas não se limita ao relato pessoal: Macaco Branco escreveu pensando em quem ainda está no começo da vida.

Para quem não sabe o que quer ser

A ideia ganhou forma nas palestras que ele passou a dar em escolas municipais. Quando perguntava aos adolescentes o que queriam ser, muitos não sabiam responder. Outros diziam ter um sonho, mas achavam impossível alcançá-lo. Por isso, cada capítulo termina com um ensinamento tirado daquela fase da vida do autor.

“Quero mostrar para eles que são pilotos do destino da vida deles. A oportunidade às vezes bate na nossa porta uma vez, e, quando bate, a gente tem que abraçar com unhas e dentes, sem passar por cima de ninguém”, afirmou.

O livro também é uma forma de agradecer a quem lhe abriu portas, a começar pelo mestre Mug, que ele chama de mentor.

“É o cara que me ensinou tudo o que eu sei”.

Do tamborim ao apito

O primeiro instrumento foi o tamborim. Com a confiança de Mug, o menino passou de ritmista a responsável pela ala de tamborins. Foi tocando na quadra da Vila que chamou a atenção da cantora Mart’nália, com quem toca há 22 anos. Em 2019, assumiu o comando da “Swingueira de Noel”, bateria da escola.

O apelido também está no livro. Numa bateria com mais de 300 ritmistas, os nomes se repetiam, e todo mundo ganhava um apelido. Aos 13 anos, Anderson tocava com pegada de adulto e dava conta sozinho do tamborim nos shows em que Mug levava 30 ritmistas. Cassiano, filho do mestre, resolveu batizá-lo.

“Ele falou: ‘A pegada dele não é de gorila, é de macaco. E ele é muito branco. Vamos botar Macaco Branco’. A galera começou a chamar e ficou”, contou.

Boletim na bateria

O discurso das palestras tem aplicação prática na quadra. Macaco Branco cobra dos jovens ritmistas o boletim escolar e acompanha a frequência deles nas aulas.

“Num mundo em que qualquer coisinha faz a molecada se desvirtuar, eu acabo sendo um pouco educador. Peço o boletim para ver se eles estão bem na escola, se estão andando com documento, no caminho certo. O nosso trabalho na Vila Isabel é um complemento da educação que eles recebem em casa”.

A família também ocupa espaço nas páginas. A companheira, Dandara Oliveira, é musa da comunidade há 30 anos. O filho Enzo Andrade é multi-instrumentista, ator e dançarino e já participa de espetáculos musicais. Gaelzinho da Vila, filho mais novo, é intérprete da escola mirim da Vila e mascote da escola-mãe.

“Quando você se torna pai, você se torna uma pessoa diferente. A gente aprende muito com os filhos”.

Próximas páginas

Para o mestre, liderar uma comunidade significa ser referência e aprender até com quem erra.

“Tem gente que te ensina o caminho certo, e tem gente que, errando, te ensina a não fazer aquilo. Tudo na vida é exemplo”.

Além da Vila Isabel, Macaco Branco atua como produtor, à frente do álbum da Série Ouro da Liga RJ. Hoje também faz shows com Martinho da Vila e Mart’nália e já tocou com Dudu Nobre, Pedro Luís, Monobloco e Hamilton de Holanda. Ele diz que ainda há muito a conquistar.

“Sou muito feliz com tudo o que tenho. Os próximos trabalhos vêm para complementar esse repertório e deixar um legado bom para a nossa comunidade”.

Vila Isabel faz da leveza e da identidade visual das fantasias trunfos para o Carnaval 2027

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Foto: Luiz Gustavo/CARNAVALESCO

A Unidos de Vila Isabel apresentou suas fantasias para o Carnaval 2027 em um evento realizado no seu barracão, na Cidade do Samba, na última terça-feira. Com a presença do presidente Luizinho Guimarães, dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, além de demais segmentos e convidados, como Capitão Guimarães e o presidente da Liesa, Gabriel David, foram revelados os protótipos de todas as alas presentes no desfile da azul e branco, com algumas alas que terão mais de um tipo de fantasia trazendo apenas um modelo. Entre o que foi mostrado, chamou a atenção o uso de vários materiais orgânicos, como folhas secas e sementes, a paleta de cores em cada setor e a leveza presente em diversas fantasias, que retratam o enredo “Torto Arado”, baseado no livro do escritor Itamar Vieira Junior. A Vila desfilará no domingo de carnaval, sendo a última escola da noite, fechando o primeiro dia de desfiles.

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O presidente Luizinho Guimarães elogiou o trabalho em equipe na agremiação e ressaltou a confiança no samba e no enredo para disputar o título. “A força da nossa equipe é o nosso carro-chefe. A noite de hoje é um passo importante para a nossa caminhada até o desfile, batemos cabeça, mas conseguimos e, com toda a certeza, hoje vamos mostrar que temos um grande samba e um grande enredo. Com essa equipe que temos, vai nos potencializar a nos levar, se Deus quiser, ao campeonato. Uma festa linda, uma linda apresentação, um conjunto de fantasias completamente distinto do que foi no último ano, mas com toda a riqueza, com toda a criatividade, a genialidade dos nossos carnavalescos”, afirmou.

Gabriel Haddad e Leonardo Bora apresentaram um trabalho com a identidade da dupla, pincelado com o que o enredo propõe e permite, adereços de mão, alguns materiais mais rústicos e uso de cores pertinentes em cada setor. Os carnavalescos agradeceram o apoio da diretoria e de toda a equipe de criação.

“Quero agradecer diretamente ao presidente Luiz Guimarães, obrigado pelo apoio, pela parceria de trabalho, lutamos sempre pelo melhor na nossa escola, para que a Vila Isabel esteja no topo sempre. Agradeço a todos que fazem e constroem o desfile da Vila Isabel”, declarou Haddad.

“Agradecer à nossa equipe de criação, sem a qual o trabalho não acontece no dia a dia. As fantasias que aqui serão apresentadas são produto de um trabalho árduo, de uma equipe que se dedicou incansavelmente para a confecção do protótipo”, lembrou Bora.

Junto com a dupla de carnavalescos na criação e no desenvolvimento do enredo está o enredista Vinícius Natal, que falou sobre o que a escola pretende mostrar na avenida.

“Quando a gente fala estar junto, a gente começa a falar do nosso enredo. Ele fala sobre união, fala de família, da luta quilombola pela terra. E, quando falamos de família, o Itamar, autor do livro, cita algo muito interessante: quando temos uma narrativa sobre família, essa família pode ser qualquer uma, pode ser a minha, a sua, porque, na visão dele e na nossa, todas as famílias precisam estar unidas e lutar pelos seus ideais. E tenho certeza de que o ideal maior que temos aqui é o nosso campeonato, que faremos tudo para conquistar em 2027”, disse Vinícius.

Rute Alves e Patrick Carvalho levam experiência da Avenida para musical que homenageia Neguinho

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Foto: Mariana Santos/CARNAVALESCO

Rendas trabalhadas, camisas de linho e uma variação de tons de azul, passando do royal ao lilás-claro e aos cinzas azulados, em um gradiente que remete às cores-símbolo do chão que o consagrou, ajudam a contar visualmente a história de Neguinho da Beija-Flor no musical dirigido por Luiz Antônio Pilar. Já em cena, os riscados, as tranças e a sincronia bem alinhada entre o grupo de atores também não são estranhos aos sambistas. A peça, que leva ao palco a trajetória de um dos maiores nomes do carnaval, é construída também por quem conhece a folia em essência, assim como Neguinho: Rute Alves, primeira porta-bandeira da União de Maricá, assina o figurino da peça, enquanto as coreografias e a direção de movimento são de Patrick Carvalho, coreógrafo da comissão de frente da caçula do Grupo Especial.

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Além dos figurinos detalhados, marcados por tecidos orgânicos, rendas variadas e texturas que ajudam a narrar visualmente a brasilidade da história do menino de Nova Iguaçu que ultrapassou as barreiras da Sapucaí, Rute também recorre às próprias imagens que marcaram a trajetória de Neguinho. A figurinista pesquisou fotografias, registros do acervo pessoal e imagens de diferentes momentos de sua carreira para recriar no palco roupas que fazem referência a passagens marcantes de sua trajetória. Entre elas estão a bata branca com aplicações brilhantes para o casamento realizado na Sapucaí, em 2009; o terno azul da participação no Roberto Carlos Especial, em 2008; e a bata branca que destaca o colar de búzios em cascata usado por Neguinho no desfile campeão de 2025, também recriada no espetáculo.

A pesquisa chega ainda à discografia. Em determinado momento do espetáculo, os atores aparecem com camisas inspiradas nas capas dos discos de Neguinho. A imagem amplia a narrativa para além da Beija-Flor e recupera o artista de carreira solo, cuja produção fonográfica ocupa uma parte importante de sua trajetória.

“Ele recolhe tudo, a vida pessoal dele, os desfiles dele, a discografia dele. No final do primeiro ato, os atores saem com a camisa, cada um de um disco dele. O Neguinho teve muitos, muitos discos. A gente não tem noção da história do Neguinho. Nem eu, que vivo o carnaval, 30 anos de avenida, não sabia tanto sobre a história dele. Quem vem ou quem pensa que vai vir só para ver os sambas e tal vai se surpreender muito, porque, que vida, que história que esse cara tem!”, destacou Rute.

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Foto: Mariana Santos/CARNAVALESCO

A própria quantidade de trocas de roupa também exigiu soluções vindas da experiência teatral, mas adaptadas à movimentação do ator. Os figurinos receberam velcros, botões de pressão e outros mecanismos para agilizar as mudanças e evitar que a caracterização pesasse sobre Izak Da Hora, que interpreta Neguinho.

“Como você pode ver, são muitos figurinos, e muitos figurinos significam muitas trocas. Normalmente, os figurinos de teatro já têm muitos truques, de velcro, botões de pressão, entra aqui, sai ali. Esses tiveram que ter mais ainda para poder não sobrecarregar tanto Izak da Hora, que é o ator que faz o nosso Neguinho. Foi tudo pensado. Eu fui com muito estudo na vida dele, sobre ele, porque, quando eu faço figurinos de peças biográficas e que o personagem é encarnado, é vivo, eu gosto que ele se veja ali, eu gosto que ele se sinta. Foi assim no ‘Leci Brandão’: eu queria que ela se visse ali, que ela se enxergasse. Eu queria fazer uma coisa: ‘Nossa, mas eu nunca usaria isso’. E foi assim também com o Neguinho. Claro que tem a teatralidade, mas, acima de tudo, tem a personalidade do Neguinho em cada construção do figurino. E aí, o teatral, eu abusei mais em outras cenas. Eu abusei no ‘Menino do Pé do Chão’, em outros personagens…”, explicou.

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Foto: Nil Caniné/Divulgação

A construção visual acompanha ainda o momento em que Neguinho alcança um dos maiores sucessos de sua carreira solo, “Domingo Vou ao Maracanã”. A paixão do intérprete pelo futebol também entra no figurino: a banda aparece vestida com referências aos principais clubes do Rio de Janeiro, entre eles Flamengo, Vasco, Botafogo, Fluminense, São Cristóvão e América.

Para Rute, a possibilidade de construir todas essas referências também carrega um significado pessoal. A porta-bandeira é formada em Moda e pós-graduada em História da Arte e já assinou o figurino de outros musicais, como “Pérola Negra do Samba” e “Leci Brandão – Na Palma da Mão”. Ela encontra no trabalho uma forma de aproximar sua experiência no carnaval da linguagem teatral.

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Foto: Nil Caniné/Divulgação

“Ser figurinista também é um sonho realizado, assim como ser porta-bandeira. E eu posso agora contribuir para contar a história e ajudar a dar vida a um personagem que é nosso, do nosso carnaval. Primeiro, um homem preto, um irmão preto. Isso já tem um simbolismo, uma significância muito grande. Um rei do carnaval, um rei da nossa avenida. Eu criei umas faixas que vocês vão ver, que é ‘Neguinho, rei da avenida’. E é isso que ele realmente é. Uma pessoa cheia de vida, jovem, com um talento incontestável e que passou tantos anos, 50 carnavais, gente. Esse homem merece seriedade, esse homem merece esse enredo e ele merece esse musical. Ser escolhida para poder contribuir é de uma emoção, de uma honra e de uma gratidão muito grande”, afirmou.

Um bom alinhamento entre a montagem coreográfica e um tom teatral em suas comissões de frente já era marca do coreógrafo Patrick Carvalho. Com trajetória também na televisão, ele foi coreógrafo do quadro Dança dos Famosos, do Domingão do Faustão, na TV Globo, e já coreografou outros musicais, além de seu espetáculo Som do Morro. Agora, em sua primeira experiência em um musical, traz seu bailado para os palcos e garante que é uma emoção diferente, especialmente por se tratar de Neguinho da Beija-Flor.

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Foto: Nil Caniné/Divulgação

“É uma emoção diferente da Sapucaí. É palco, é luz ali. Na Sapucaí, você não tem certo onde vai ser. A gente tem que se virar ali. Mas é a mesma emoção. Eu estou muito feliz porque, na Sapucaí, a gente recebe muitos enredos, assim… E o meu enredo aqui era falar do meu herói em cena”, compartilhou.

O desafio de Patrick era levar para o palco a linguagem que conhece da Avenida sem perder a dimensão teatral do espetáculo. O pedido de Luiz Antônio Pilar foi claro: queria o carnaval dentro da montagem e uma comissão de frente capaz de carregar essa força para o teatro. Patrick mergulhou na pesquisa e trouxe Laila Diamante, sua assistente no carnaval, para a preparação. Ao ver o resultado, compara o trabalho ao que está acostumado a entregar na Avenida, com a mesma régua de excelência.

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Foto: Mariana Santos/CARNAVALESCO

“Primeiro, é falar do Neguinho. Eu acho que é falar do que abriu as portas para a gente no carnaval. Eu sou um garoto que veio de projeto social de carnaval. Então, na verdade, o nosso sonho, quando a gente vem de um projeto social de carnaval, é ser o que esses super-heróis são para a gente. Ali, trabalhei com o Laíla. Fui chegando perto desses profissionais. Quando o Pilar, que eu me inspiro muito também, me ligou e falou: ‘Eu quero que a coreografia, que a direção de movimento desse espetáculo seja sua. Eu quero ver o carnaval lá dentro. Eu quero ver a comissão de frente lá dentro’, foi uma emoção muito grande. Eu estudei muito, trouxe a Laila Diamante para ser minha assistente, que é uma pessoa que é minha assistente já no carnaval. Eu estou muito feliz com o resultado. Parece que eu coloquei uma comissão de frente dentro da avenida, nota 10, gabaritada”, afirmou.

Unidos de Padre Miguel anuncia Marcelo Marques como novo diretor de carnaval para 2027

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Foto: Divulgação/UPM

A Unidos de Padre Miguel anuncia Marcelo Marques como seu novo diretor de carnaval para 2027. O profissional, que já ocupa o cargo de Diretor Geral de Harmonia, passará a acumular as duas funções, assumindo mais uma importante responsabilidade na preparação do Boi Vermelho para o próximo desfile. Ele assumiu a Direção Geral de Harmonia em 2023 e, desde então, vem desenvolvendo um trabalho voltado à organização dos componentes, ao alinhamento das alas e à evolução da escola na Avenida. Sua experiência e o conhecimento adquirido ao longo dos anos, atuando diretamente com a Direção da Unidos de Padre Miguel, foram fundamentais para a escolha de seu nome para o novo desafio. Ao assumir a Direção de Carnaval, Marcelo destaca a gratidão pela confiança depositada em seu trabalho e reforça o compromisso de dar continuidade ao planejamento já desenvolvido pela escola.

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“Recebi esse convite com imensa satisfação e me sinto muito honrado pelo reconhecimento e pela confiança da Unidos de Padre Miguel. É uma função de enorme responsabilidade e, naturalmente, um novo desafio traz aquele frio na barriga. Mas são anos de dedicação à escola, acompanhando de perto o trabalho da Direção e conhecendo a realidade da nossa agremiação. Sei da responsabilidade que estou assumindo e sigo disposto a aprender, trabalhar e contribuir cada vez mais”, afirma Marcelo.

Com o Carnaval de 2027 se aproximando, o novo Diretor de Carnaval ressalta que o momento é de intensificar os trabalhos e manter o foco no projeto que está sendo construído.

“A nossa comunidade pode esperar de mim o mesmo empenho, dedicação, carinho e, principalmente, comprometimento de sempre com o nosso pavilhão. Vamos dar continuidade ao trabalho que já está em andamento, agora com ainda mais responsabilidade. É hora de arregaçar as mangas e trabalhar intensamente para que o nosso Boi Vermelho continue sendo uma potência e referência no carnaval. Avante, Boi Vermelho!”, completa.

A Unidos de Padre Miguel segue com os preparativos para o Carnaval 2027, quando levará à Marquês de Sapucaí o enredo “Yèyé Omó Ejá – A Coroação das Rainhas das Águas”, em uma homenagem à ancestralidade e à força das Yabás Yemanjá e Oxum.