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Cartão de Visitas Renovado! Comissão de Frente ganha ‘super quesito’ de apresentação e julgamento fatiado em quatro notas

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A porta de entrada da escola de samba, responsável pelo primeiro impacto visual e emocional na Avenida, terá regras muito mais analíticas no próximo Carnaval. A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) reformulou a estrutura de avaliação da Comissão de Frente no Manual do Julgador de 2026, abandonando a divisão binária de 2025 para fragmentar a nota em quatro pilares específicos. Além disso, o quesito será avaliado por um batalhão de 06 julgadores, aumentando a pressão sobre coreógrafos e bailarinos.

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Se em 2025 a nota era composta pela soma de dois grandes blocos (“Concepção/Indumentária” e “Apresentação/Realização”), para 2026 a Liesa detalhou a “fatura” da nota 10, criando pesos diferentes para cada aspecto do espetáculo.

Apresentação: O Peso Ouro da Nota

A grande novidade é a valorização extrema da execução. O novo subquesito Apresentação valerá, sozinho, de 3,6 a 4,0 pontos. É aqui que se define o jogo: o julgador avaliará o cumprimento da função de saudar o público, a coordenação, o sincronismo e a interação com o elemento cênico.

Isso sinaliza que, independentemente da ideia, a execução coreográfica perfeita e a capacidade de “vender” o espetáculo na frente da cabine serão os fatores determinantes para a nota máxima.

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Matemática da Perfeição

Os outros 6,0 pontos da nota foram divididos igualmente entre três novos subquesitos, valendo de 1,8 a 2,0 pontos cada.

1. Indumentária / Tripé: Avalia especificamente a qualidade e adequação das fantasias e do elemento cenográfico (o tripé ou carro da comissão);
2. Concepção: Foca na clareza da mensagem e na capacidade de impactar positivamente o público e o jurado com a ideia proposta;
3. Criatividade: Ganha um campo exclusivo no mapa de notas. Aqui, além da solução plástica e coreográfica, os efeitos especiais passam a ser julgados explicitamente pela sua qualidade e funcionalidade;

Efeitos Especiais na Berlinda

Uma mudança sutil, mas perigosa para as escolas que apostam em tecnologia: o manual de 2026 é taxativo ao incluir a avaliação dos “efeitos especiais” dentro do subquesito Criatividade, analisando a “qualidade de execução, finalidade e atingimento do objetivo”. Se a mágica falhar ou o efeito não funcionar como prometido, a escola perderá décimos preciosos neste item específico.

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Rigor nas Penalidades

As penalidades continuam severas. A queda acidental de qualquer parte da indumentária (chapéus, esplendores, calçados) será punida se prejudicar a estética ou a apresentação. O mesmo vale para danos visíveis nas fantasias ou no tripé.

Veredito

Com a ampliação do corpo de jurados para 54 pessoas (6 por quesito) e a fragmentação da nota, a margem para subjetividade diminui. Para 2026, a Liesa exige uma Comissão de Frente que não apenas tenha uma boa ideia (Concepção), mas que vista bem seus componentes (Indumentária), inove com propósito (Criatividade) e, acima de tudo, execute a dança com perfeição técnica e emoção (Apresentação). O recado está dado: a coreografia vale ouro.

Matemática do ritmo: Quesito Bateria ganha divisão por subquesitos e rigor técnico para o Carnaval 2026

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O coração da escola de samba vai bater em um compasso diferente, e mais analítico, no próximo Carnaval. A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) divulgou o Manual do Julgador para 2026 trazendo mudanças estruturais profundas na forma como os mestres de bateria e seus ritmistas serão avaliados. Se em 2025 a avaliação era baseada em critérios gerais, o novo regulamento introduz o sistema de pontuação por subquesitos, exigindo uma estratégia milimétrica das agremiações.

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Nova ‘Calculadora’ do Ritmo

A principal novidade é o fim da nota única baseada em uma lista de critérios genéricos. Para o Carnaval de 2026, a nota final da Bateria (de 9,0 a 10,0) será a soma de três pilares específicos, cada um com seu “peso” definido na caneta do julgador.

1. Manutenção da Cadência (valendo de 3,6 a 4,0 pontos): O julgador observará a regularidade e a sustentação do andamento em consonância com o samba-enredo, sem alterações bruscas.
2. Conjugação dos Instrumentos (valendo de 2,7 a 3,0 pontos): O foco aqui é a perfeita união dos sons e a execução precisa das bossas e paradinhas.
3. Criatividade e Versatilidade (valendo de 2,7 a 3,0 pontos): Avalia-se o arranjo musical, a dificuldade de execução e o nível de complexidade das convenções propostas.

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Em comparação, o manual de 2025 listava critérios semelhantes, como a manutenção da cadência e o arranjo musical, mas não estabelecia faixas de pontuação específicas para cada aspecto, deixando a composição da nota mais subjetiva dentro dos critérios gerais. Agora, um erro de afinação ou uma bossa mal executada tem um “preço” tabelado na planilha de notas.

Tempo de Apresentação: O Risco Calculado

Uma observação crucial permanece, mas com novo peso: não existe tempo mínimo obrigatório de apresentação para os jurados. A bateria pode se apresentar andando,. No entanto, o manual de 2026 é enfático ao incluir, dentro do subquesito de Cadência, a avaliação sobre se o tempo utilizado foi “suficiente para a avaliação do Quesito”. Ou seja, “passar batido” pelo módulo pode custar décimos preciosos na primeira faixa de pontuação.

Olhos (e Ouvidos) Redobrados

A pressão sobre os ritmistas será ainda maior devido ao aumento do corpo de jurados. Enquanto em 2025 o julgamento era realizado por 36 julgadores (4 por quesito), o Carnaval de 2026 contará com 54 julgadores, sendo 06 para cada quesito. Isso significa mais ouvidos atentos a cada naipe e menos margem para erros passarem despercebidos.

O Que Não Muda

Apesar das inovações técnicas, algumas proteções às características das escolas permanecem. O julgador continua instruído a não levar em consideração.

• A quantidade de componentes (respeitando o mínimo do regulamento);
• A ausência de determinados naipes por tradição da agremiação;
• O uso de instrumentos de sopro;
• Eventuais panes no sistema de som da Sapucaí

Veredito

Para 2026, a Liesa sinaliza que busca um julgamento mais técnico e fracionado. As baterias não precisarão apenas emocionar; precisarão gabaritar uma “prova” dividida em três etapas distintas. A criatividade continua valiosa, mas a regularidade da cadência recebeu o maior peso na balança, provando que, no Rio de Janeiro, manter o ritmo é, literalmente, o critério mais valioso da festa.

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