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Ao vivo: saída das alegorias das escolas que desfilam sexta pela Série Ouro

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Freddy Ferreira: Checklist do ritmo em busca da nota 10 e do sacode em bateria

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O intuito da última coluna antes dos desfiles oficiais é elencar algumas sugestões, visando acarretar em passagens de baterias sólidas e consistentes, que permitam a briga pela nota máxima. Claro que todos os cuidados e precauções já foram tomados, tanto por diretores, quanto por mestres. Mas ainda assim, vale a contribuição.

A conferência de afinações é um trabalho importante antes, mas principalmente durante os desfiles. Surdos podem simplesmente desafinar e em caso de pancada de chuva isso tende a virar uma constante, devido ao material utilizado. É imprescindível, portanto, estar atento as afinações de marcações antes de cada módulo de julgamento. Outra peça cujo impacto fica notório quando perde a afinação é o tamborim. Em caso de chuva, vale aquela andada do diretor por toda a ala, garantindo que a coletividade sonora não está sendo prejudicada.

Estar com um ritmo organizado e com lugar marcado é o sonho dos mundos, mas a realidade de um grupo de Acesso, muitas vezes impede tal fato. Gente de qualidade técnica e virtude musical tende a chegar em cima da hora para agregar à musicalidade da bateria. O ideal é que sejam espalhados pelo ritmo, de modo que preencham a lacuna existente no toque de alguns ritmistas em desenvolvimento, já que em tese produzirão som de maneira consistente e principalmente com volume elevado. Outro fato que cabe atenção é com a parte traseira do ritmo, que é conhecida como o rabo da bateria. É importante que os ritmistas dessa região toquem com firmeza e consistência e que os mestres escolham com carinho, levando em conta a capacidade musical de cada selecionado.

Aqui a instrução vale mais para diretores de peças leves do que para os mestres, em si. Na mínima sensação que um naipe agudo, como tamborim ou chocalho, está tocando de modo acelerado se faz necessário uma intervenção imediata, para que não se prejudique o conjunto. Basta pedir para toda a galera “segurar a onda”, garantindo a firmeza do toque e suas acentuações sem correria, diminuindo aos poucos a intensidade da batida. O conjunto mais equilibrado sempre será aquele com pulsações rítmicas semelhantes, propiciando uma unidade de frequência sonora.

Não existe receita de bolo em bateria de Escola de Samba. Ainda não inventaram qualquer tipo de fórmula mágica. Todas trabalharam muito na busca por arrebentar na Avenida. Mas também não é só de disciplina musical que se trata o ritmo. Jamais pode ser esquecida a capacidade de entrega energética em cada samba-enredo. A capacidade de destinar, de forma orgânica, o melhor possível para a música, graças a soluções rítmicas intuitivas e um clima propício para o sacode. E clima aqui se encontra intimamente ligado à ambiente. Gerar um ambiente de concentração pacato, divertido e que permita que a energia musical flua pode ajudar a manter o clima de todo o ritmo lá no alto.

Em momentos de estresse é fundamental lembrar que o pavilhão está acima de tudo e de todos. E que estar ali, no coração da escola, além de honra é uma autêntica dádiva. Um coração unido, pulsando em conjunto, tem um ritmo que sustenta a vida. Usem esses estresses para produzir abraços e como forma de conciliação. Ser ritmista é uma questão, sobretudo, de afeto. De querer tanto o bem da agremiação, que se dispõe a ensaiar semanalmente, lotar uma agenda com compromissos rítmicos, usar a frase “não posso, tenho ensaio” mais do que qualquer outra. Claro que as tensões daquele momento podem gerar conflitos, mas se apeguem mais a quantidade de sorrisos encantados que serão produzidos. Quanto fascínio um ritmo de uma bateria é capaz de provocar em qualquer ser humano.

Não se deixem abalar por erros. Principalmente os que ocorrem fora de cabines onde estão julgadores e não são motivos para perdas de décimos. Isso prejudica o índice anímico, contribuindo com a sensação de desânimo. Errar faz parte da vida. Tratem de levantar a poeira e darem a volta por cima em cada adversidade que se depararem pela Avenida. Já vi e participei de apresentações que começaram preocupantes e terminaram simplesmente triunfantes. A bateria subiu mal no primeiro recuo? Tudo que importa acontece da linha de início de desfile para dentro da pista.

Mesmo havendo muita responsabilidade envolvida, já que uma quantidade considerável de tempo foi fornecida, ainda assim é necessário curtir o momento. Se entregar energeticamente e musicalmente a experiência que está sendo vivenciada é a melhor forma de garantir que todo o esforço valeu à pena e não foi em vão. Participem de cada catarse guardando um momento eterno dentro do coração. Toquem e se divirtam, mas não esqueçam que um Sacode é bem mais que um ritmo maravilhoso. Um Sacode é um conjunto de sensações indescritíveis e inestimáveis, captadas no fundo da alma de cada ritmista que participou de um desfile épico de uma bateria.

Série Barracões: Salgueiro trará a cultura dos yanomamis em seu desfile no Carnaval 2024 com muita fidelidade e respeito

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O Acadêmicos do Salgueiro quer mostrar toda sua força no carnaval de 2024. Após o desfile do ano passado, em que ficou em sétimo lugar, fora do grupo das campeãs pela primeira vez desde 2007, a escola esteve determinada a corrigir seus erros. Com enredos e sambas muito contestados nos últimos tempos, a vermelho e branco perdeu pontos preciosos para melhores colocações e até títulos. Então, o presidente do Salgueiro, André Vaz, resolveu apostar em um tema de grande relevância. Com uma mensagem potente, o enredo foi desenvolvido pelo carnavalesco Edson Pereira, em seu segundo ano seguido na agremiação. E isso se refletiu com muita clareza já na disputa de samba-enredo, onde foram apresentadas diversas obras de qualidade. O concurso foi de alto nível, mas o samba vencedor desenvolveu um favoritismo desde o início por conta de sua melodia valente e, principalmente, por sua incrível letra. Contando com a manutenção de sua equipe de profissionais muito gabaritada, o Salgueiro já largava resolvendo suas principais dificuldades. Diante disso, o pré-carnaval da escola foi bastante consistente, como há tempos não se via. Tanto que, hoje, é apontada como uma das principais postulantes ao título do Grupo Especial.

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No carnaval de 2024, o Salgueiro contará o enredo ‘’Hutukara’’, de autoria do carnavalesco Edson Pereira. A escola falará sobre a mitologia Yanomami, defendendo a preservação dos povos originários e da Amazônia. A agremiação será a terceira a desfilar no domingo de carnaval. Em entrevista ao site CARNAVALESCO, Igor Ricardo, o enredista da escola, confirmou que a ideia partiu do presidente André Vaz e que ficou muito feliz com o tema escolhido:

“A ideia do enredo veio do André, o presidente da escola. Eu cheguei na escola em março, depois do carnaval, então a ideia já estava rolando. Desde dezembro de 2022, se eu não me engano. Ele perguntou o que eu achava. O Edson já estava feliz com a ideia e eu também fiquei muito feliz. Não sei se foi porque ele viu na televisão o que estava acontecendo, mas eu sei que partiu dele essa ideia”, falou Ricardo.

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O enredista falou sobre a importância da mensagem que o Salgueiro deseja passar no desfile e que a popularidade do samba-enredo já é uma vitória:

“Já fico muito feliz quando a gente ouve as pessoas cantarem o samba, porque ele traz palavras em yanomami e ninguém sabia que eles não falavam português. Ou seja, é a particularidade de cada povo. A gente precisa tomar conta, saber um pouco o que está aqui, que ele tem a sua cultura, o seu particular, o seu modo de vida, a sua própria língua. Eles não querem que isso morra. O Salgueiro, tendo o samba com essa língua, já deixa mais viva pelo menos essa língua yanomami. E a mensagem do enredo, eu acho que é muito isso que o Davi falou com a gente. Você só respeita aquilo que você conhece. A gente não conhece o povo yanomami. Nós só vemos uma coisa na televisão que não são eles. Nossa proposta é fazer com que todos, de certa forma, possam conhecer um pouco do que é o povo yanomami, para que a gente possa, no final, virar amigo deles. E no último setor a gente traz outros povos. Então, a gente quer virar amigo de todos os povos originários, já que eles são os donos dessa terra. Eles foram os primeiros a chegar aqui. Quando a gente chegou, eles já estavam aqui. A nossa proposta é isso, que a gente respeite eles. E respeito, a gente só tem por aquilo que conhecemos”, disse Igor.

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O artista contou como foram as conversas com Davi Kopenawa, principal líder dos yanomamis, e o que foi pedido por ele:

“Ele não queria que o povo dele fosse visto pela ótica da tragédia, então a gente abre o desfile mostrando a criação pelo Deus Omama. Tem até um momento que a gente mostra isso, mas não pela nossa visão, e sim pela visão deles. O principal pedido dele foi esse. E a questão também de respeitá-los do jeito que eles são. O formato do cabelo, a vestimenta, a pintura corporal. E no carnaval tudo tem uma escala muito maior de tamanho. Então, você vai ver uma pintura em uma escultura de quase 20 metros de altura. É uma linguagem estética carnavalesca de respeito à cultura original. Ele também gosta muito de crianças, porque ele acha que as crianças têm um dom de assimilar a mensagem mais facilmente e levá-la para frente melhor do que os adultos. Então, pensando nisso, a gente retomou a ala das crianças, depois de 16 anos”, revelou o enredista.

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Igor falou sobre a felicidade em ver uma disputa de alto nível na escola no concurso de samba-enredo, mas destacou que a potência da obra escolhida já era sentida desde o princípio:

“A gente teve 23 sambas. E as pessoas que foram na final sabem que a disputa foi apertadíssima. Só que esse samba já conseguiu despontar desde o início. Tanto na internet quanto fora dela. Mas a gente ficou feliz de ver uns cinco ou seis sambas que chegaram ali na reta final que tinham total condição de atender ao nosso desfile. E era tão importante saber que havia sambas de formatos diferentes, mas que atendiam ao enredo no todo. Então, quando a gente viu que esse samba foi abraçado tanto pela comunidade quanto pela internet, não tinha como não ser ele. Desde o início ele já se mostrou um favorito. A melodia dele, valente, guerreira, que era uma coisa que o Davi falava. Ele não queria nada que fosse lamentoso, porque se eles estão sofrendo, eles estão guerreando. Então, é um samba forte”, falou Ricardo.

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O enredista destacou alguns pontos do desfile do Salgueiro em que acredita serem grandes destaques, por sua imponência e por sua mensagem forte:

“A abertura é bem impactante. Ano passado, o Salgueiro tinha um carro abre-alas que era imenso em comprimento. Esse ano, temos um carro menor, mas com uma escultura mega imponente, que é Omama. Eu sei que chega a quase 20 metros de altura. Então, é uma escultura imponente, com acabamento impecável. Não em termos de comprimento de carro, mas em altura de carro. Eu acho que as pessoas também vão ficar muito sensibilizadas com o setor do garimpo, que mostra o que acontece com eles hoje em dia. E acho que o último carro também, que vai trazer o Davi, e outras lideranças indígenas, que é um carro que tem uma mensagem também muito forte. Como trazemos no nosso samba, que o Salgueiro é uma raiz que nasce forte em qualquer lugar, temos ali um Salgueiro com raízes. Tem uma modernidade também que vamos trazer para o desfile, misturado a uma tradição. As pessoas ficam perguntando se tem luxo. Depende do que as pessoas consideram como luxo. Eu acho que o bom acabamento é luxo. A modernidade tecnológica é muito luxo. As pessoas não vão ver penas, plumas. Elas vão ver muito requinte, muito primor”, revelou Igor.

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Por fim, Igor Ricardo mostrou muita confiança na escola pelo conjunto que possui e que deverá defender cada quesito com bastante força:

“O que vai ganhar o Carnaval é o conjunto. Eu acho que o conjunto do Salgueiro está impecável. Tem uma conjunção de frente que é impecável, tem um casal que é impecável, tem uma bateria que é impecável, tem um samba considerado o melhor do carnaval, tem uma plástica impecável. Então, acho que o Salgueiro vai entrar na Marquês de Sapucaí como sempre. O Salgueiro todo ano é muito esperado, mas esse ano eu sinto uma força muito grande, até pelo enredo que temos. Uma força muito grande de vencer mesmo, de levar uma mensagem potente, poderosa e terminar o carnaval”.

O Acadêmicos do Salgueiro irá desfilar com seis alegorias, um tripé, um elemento cenográfico na comissão de frente, e terá 26 alas.

Conheça o desfile da escola

Setor 1: “O primeiro setor, a gente chama de Hutukara, ou Chão de Omama. É um setor que a gente vai abordar toda a mitologia, a cosmologia do povo yanomami. O livro ‘A Queda do Céu’ foi o que inspirou o enredo do Salgueiro. Nesse livro, o que a lenda yanomami diz? Em um primeiro tempo, você tinha os habitantes aqui, mas era um primeiro tempo, cuja sua hutukara, ou seja, sua terra-floresta, era muito fraca, muito frágil. Então Omama resolveu fazer a queda do céu, ele derrubou o céu para refazer essa hutukara mais forte, mais sólida. Então, hoje o yanomami acredita que ele vive em um segundo tempo, em uma segunda hutukara. Nesse primeiro setor, a gente chama os espíritos xapiris, que são os espíritos que o yanomami criou, os espíritos da floresta, para apresentar essa hutukara para nós. E nos rituais xamânicos do povo yanomami, você tem que tomar um pó, que é o pó yakoana, para você entrar em um outro estado de espírito, para você poder vislumbrar esses seres de luz, esses seres xapiris. Então, é todo o primeiro setor envolvido nessa mitologia, nessa cosmologia. Também tem ali a primeira mulher yanomami, que na lenda o yanomami pega essa mulher de dentro de um rio. Tem ali a árvore dos campos. Os xapiris falam com os xamãs, eles vão até uma árvore, colhem os cantos dessa árvore e levam esses cantos até os xamãs. Então, esse primeiro setor é um setor mais mítico, é um setor mais poderoso da cultura yanomami”.

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Setor 2: “O segundo setor é o Caço de tacape, danço ritual, que vai mostrar o dia a dia da aldeia yanomami. É um setor que mostra pesca, que mostra caça, que mostra as mulheres indo para a roça, colhendo os seus frutos, que traz o dia a dia de uma das festas da aldeia, então é um setor que mostra o dia a dia desse povo. E eu até rebato algumas questões que surgem, por exemplo, sobre mostrar de novo eles pescando, ou mostrar o que eles estão sofrendo. Mas se você perguntar para qualquer pessoa o que o yanomami faz, ela não vai saber. Então, a gente tem essa necessidade de apresentar para as pessoas, para o público da Sapucaí, para o grande público que assiste os desfiles, o que esse yanomami faz. O que é esse yanomami”.

Setor 3: “Esse dia a dia é interrompido pelo terceiro setor, que a gente chama de Falar de amor enquanto a mata chora. É um setor que mostra a chegada do garimpo ilegal na terra pelo humano. Então, se você tinha no segundo setor essa harmonia deles convivendo plenamente com a natureza, nesse terceiro setor a gente vai ter essa interrupção com a chegada do garimpo no período da ditadura militar no Brasil. Os planos de integração nacional, de construção de estados na Amazônia, que os yanomami acabaram tendo esse primeiro choque epidemiológico, a chegada da malária, das doenças. Mas é importante ressaltar que a visão desse desfile é uma visão indígena. É por isso que falo que ‘A Queda do Céu’ é a nossa Bíblia, nosso livro-mãe, porque ele é um livro que, por mais que seja o Bruce Albert que escreveu, é o Davi Kopenawa falando, é ele narrando. E a mesma coisa é o desfile do Salgueiro, porque nesse setor, não é simplesmente mostrar a chegada do garimpo. É mostrar também que na lenda deles, como eu expliquei do Omama, que é o Deus da criação, eles acreditam que existe o Deus da morte, que é o Ioasi, e é ele que dá ao homem branco, ao napê, o conhecimento de que debaixo da terra você tem metal precioso. Então, a partir disso, o homem branco vai à terra dos yanomami, começa a explorar o subsolo e retirar esses metais preciosos da terra. E à medida que isso vai acontecendo, eles acreditam que são lançadas fumaças que saem pela terra, que são fumaças da morte, então é dentro dessa cosmologia também que você vai ver essa tragédia yanomami”.

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Setor 4: “Esse setor é o que a gente chama de Pra postar no seu perfil. São acontecimentos, fatos históricos culturais relevantes, mas que pouquíssimas pessoas sabem do que se trata e está lá na terra yanomami. Por exemplo, a terra yanomami é a maior terra indígena do Brasil. O ponto mais alto do Brasil fica dentro da terra yanomami, o Pico da Neblina. Você tem, dentro da terra yanomami, cineastas que estão com filmes expostos em outros países, mas que no Brasil ficam restritos nesse círculo muito mais intelectualizado. Você tem artistas clássicos yanomamis que também estão com exposições em São Paulo. Teve a exposição no MASP do Joseca, mas são artistas que estão mais valorizados lá fora do que aqui dentro. Então, a gente traz isso. Nesse segundo, nesse quarto setor. São fatos relevantes, mas que pouca gente conhece, pouca gente sabe. E parafraseando o samba, no dia 19 de abril as pessoas costumam postar sobre salvar, sobre proteger os indígenas. Mas a sociedade indígena quer que a gente reconheça eles da forma como eles verdadeiramente são. Então, é uma crítica que a gente faz. Quando chegar o dia 19 de abril, vamos postar algo que seja relevante para eles”.

Setor 5: “E a gente fecha o desfile no quinto setor, que é o Pelo povo da floresta, que são outros povos indígenas que existem no país, que sofrem o que o povo yanomami passa, só que tem pouquíssima divulgação, fica limitada a sua região. Mas é uma questão diferente. O Salgueiro, quando faz esse enredo, a proposta é mostrar o yanomami do jeito que ele é verdadeiramente, que é respeitar o seu formato de cabelo, respeitar a sua pintura corporal, respeitar o seu cocar, respeitar a sua vestimenta, respeitar os seus adornos. Porque a gente tem uma visão equivocada de que todos os indígenas são iguais, eles não são. Cada um tem sua particularidade. Então, nesse último setor, a gente traz esses povos indígenas, respeitando a sua particularidade, seja um formato de um adorno da orelha, seja uma pintura corporal, seja um artesanato diferente. A gente quer mostrar para as pessoas o que cada povo tem de bonito, mas que o homem branco está matando, que o garimpo está matando, que o tráfico está matando. Então, nesse setor, a gente traz os povos que vivem no Vale do Javari, que foi onde Bruno e Dom morreram. A gente traz o povo Xokleng, que é o povo que está envolvido nessa questão do marco temporal. É um setor que a gente pede para as pessoas olharem por esses povos, mas não pela ótica da tragédia. Isso foi até um pedido que o Davi fez para a gente. Porque nós só conhecemos o que mostram na televisão, e aquilo ali não é o povo yanomami, aquilo ali é o que a gente está fazendo com eles. Então, o nosso propósito é desconstruir tudo isso, para que a gente possa ter uma outra visão do povo yanomami. Nesse último setor, a gente quer mostrar uma outra visão dos outros povos indígenas. A gente quer mostrar a visão da particularidade deles”.

Alberto João diz o que espera do desfile da Mangueira no Carnaval 2024

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Detran aprova carros alegóricos em vistoria de segurança no Rio

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O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Rio de Janeiro fez uma vistoria em todos os carros alegóricos das 12 escolas de samba do Grupo Especial. A fiscalização aconteceu na Cidade do Samba, na zona portuária da capital, onde foram checados itens de segurança. Os técnicos não encontraram irregularidades e aprovaram todos os equipamentos.

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Detran.RJ vistoriou na Cidade do Samba os carros alegóricos das escolas de samba do Grupo Especial do Rio de Janeiro – Detran RJ/Divulgação

Entre os itens avaliados, as principais preocupações foram em relação ao estado de conservação dos pneus e dos freios, e a amplitude da visualização da pista pelos motoristas.

“Todos os 12 barracões foram inspecionados e, do ponto de vista do Detran, estão prontos para dar um belo espetáculo na Avenida. O departamento também vai realizar uma campanha educativa de Segurança no Trânsito, no Sambódromo. E realizar operações de fiscalização de veículos irregulares em mais de 20 operações em todo o estado. O objetivo maior do Governo do Estado, por meio do Detran, é proporcionar um carnaval tranquilo para todos”, disse presidente do Detran-RJ, Glaucio Paz, em nota.

Os fiscais também atuarão na Marquês de Sapucaí durante os desfiles. Eles vão verificar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dos motoristas dos carros alegóricos e realizar testes para verificar se houve ingestão de bebida alcoólica.

“Decidimos fazer essa operação no começo da semana para que as escolas tivessem tempo de ajustar qualquer irregularidade. Mas não foi necessário, já que todas foram aprovadas. Estaremos atuando dentro e fora do Sambódromo para que todos se divirtam e voltem para casa em segurança”, disse o coordenador de Fiscalização do Detran-RJ, Alan Ramos, em nota.

Conheça o esquema de trânsito no Centro do Rio para os desfiles no Carnaval 2024

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A CET-Rio implantará esquema especial de trânsito no Centro da cidade e em todos os seus acessos, a partir desta quarta-feira, dia 7/02. A operação de trânsito contará com a participação de 250 operadores de trânsito por dia, entre agentes da CET-Rio, da Guarda Municipal e apoiadores de tráfego, que trabalharão a favor da segurança viária, manter a fluidez do trânsito, coibir o estacionamento irregular, ordenar os cruzamentos, orientar motoristas e efetuar os bloqueios viários necessários. Serão disponibilizados 09 reboques para desobstrução de vias, 45 motocicletas e 20 veículos operacionais.

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No reforço às orientações aos motoristas e pedestres, também serão utilizados 36 painéis de mensagens variáveis entre fixos e móveis que informarão sobre os horários dos diversos fechamentos e sobre as condições do tráfego. E, diretamente do Centro de Operações Rio (COR), técnicos da CET-Rio irão monitorar integralmente a movimentação do trânsito por meio das câmeras para que, se necessário, sejam feitos ajustes na programação semafórica a fim de garantir as boas condições viárias.

DESLOCAMENTO DE CARROS ALEGÓRICOS

Na madrugada de quarta (07/02) para quinta-feira (08/02), ocorrerá o deslocamento dos carros alegóricos de uma agremiação localizada no Caju, com o início das interdições às 21h para retirada das alegorias do barracão. A estimativa é que a movimentação aconteça a partir de 1h, a fim de minimizar os impactos na Rodoviária do Rio.

Nessa noite, diversas vias serão interditadas para possibilitar a movimentação dos carros alegóricos até a Rua Rivadávia Corrêa:

• 21h: Rua Prefeito Júlio de Moraes Coutinho;

• 1h (estimativa): Avenida Brasil, pistas centrais entre a Avenida Prefeito Júlio de Moraes Coutinho e a alça de descida da Ponte Rio x Niterói, Avenida Brasil, pista lateral adjacente ao INTO, Rua Oscar Niemeyer, sentido Centro, Avenida Rodrigues Alves, ambas as pistas, alça de descida do Gasômetro em direção ao Túnel Marcello Alencar, alças de descida da Ponte, além do Túnel Rio 450 e a Rua Rivadávia Corrêa.

Na madrugada de quinta (08/02) para sexta-feira (09/02), ocorrerão os deslocamentos dos carros alegóricos de 08 agremiações localizados em diversos bairros da região, com as interdições iniciando às 21h para a retirada das alegorias dos barracões localizados em São Cristóvão, Santo Cristo, Centro e Estácio. A estimativa é que a movimentação aconteça a partir da meia-noite e meia, com o objetivo de minimizar os impactos à Rodoviária do Rio.

Nessa noite, diversas vias serão interditadas para possibilitar a movimentação dos carros alegóricos até a Avenida Presidente Vargas:

• 21h: Rua Prefeito Júlio de Moraes Coutinho;

• 21h: Rua João Paulo I;

• 21h: Avenida Brasil (lateral), a partir da Rua Conde de Leopoldina (sentido Centro);

• 21h: Rua Frederico Silva, Rua Oscar Niemeyer (antiga Avenida Binário do Porto), no sentido Rodoviária e Túnel Rio 450;

• 23h: Viaduto 31 de Março, sentido Santo Cristo, alça de descida do Gasômetro para a Rua Equador e Avenida Professor Pereira Reis;

• 0h30 (estimativa): Avenida Brasil (pistas centrais entre a Avenida Prefeito Júlio de Moraes Coutinho e a alça de descida da Ponte, pista lateral adjacente ao INTO, pista lateral a partir da Rua da Igrejinha), Rua Oscar Niemeyer, sentido Centro, Avenida Rodrigues Alves, ambas as pistas, alça de descida do Gasômetro em direção ao Túnel Marcello Alencar, alças de descida da Ponte Rio-Niterói, além das pistas centrais e laterais da Avenida Presidente Vargas e vias da região do Estácio.

Por conta do fluxo intenso de saída da cidade para o feriado, são esperados importantes reflexos à fluidez viária no entorno da Rodoviária do Rio durante a passagem dos carros alegóricos. Portanto, aos condutores, é sugerido evitar a região. Pessoas com viagens marcadas deverão antecipar a chegada ao Terminal Rodoviário.

DESFILE DAS ESCOLAS DO GRUPO “SÉRIE OURO” – DIA 09/02 (Sexta-feira)

A partir da meia-noite (de quinta para sexta-feira), será fechada a Avenida Presidente Vargas, pista central, sentido Praça da Bandeira, entre a agulha de acesso para a pista lateral, após a Avenida Passos, próxima ao prédio da Embratel e o acesso para a pista central após passarela do Metrô Cidade Nova para a chegada dos carros alegóricos, onde ficarão retidos aguardando movimentação. Serão também interditadas a Avenida Oscar Niemeyer, Rua Arlindo Rodrigues, Avenida Venezuela e a Avenida Rio Branco.

A partir das 11h, será fechada a Avenida Presidente Vargas, pista central, sentido Candelária, entre o primeiro entroncamento de acesso a pista lateral, antes da passarela do Metrô Cidade Nova, e a Rua Visconde da Gávea, para reposicionamento dos carros alegóricos. Esta ação deverá ser efetuada até às 15h. Serão interditados, também, trechos da Rua Afonso Cavalcanti e da Rua Benedito Hipólito para a preparação do Sambódromo. Caso necessário, dependendo das condições de fluidez local, o tráfego de veículos procedentes da Praça da Bandeira poderá ser desviado para a Rua Afonso Cavalcanti, ocasião onde será invertido o sentido viário da Rua Amoroso Lima.

Às 15h, serão interditadas as demais vias do entorno imediato do Sambódromo para conclusão dos preparativos do desfile. Nesse horário ocorrerá também a liberação da pista central da Avenida Presidente Vargas, no sentido Praça da Bandeira. O objetivo é oferecer escoamento do trânsito da área central.

Às 17h, será interditado o acesso à Avenida Presidente Vargas, a partir da Avenida Francisco Bicalho e da Praça da Bandeira, assim como a Avenida Presidente Vargas, pista lateral no sentido Candelária, até a Praça da República. Nesse horário, as demais vias do entorno ao Sambódromo também serão fechadas, entre elas o restante da Rua Afonso Cavalcanti e a Rua de Santana.

O trânsito no sentido Centro será desviado para a Avenida Paulo de Frontin e posteriormente para a Rua Itapiru (veículos procedentes da Avenida Francisco Bicalho) ou Rua Haddock Lobo (para os veículos procedentes da Praça da Bandeira). Será fechado, ainda, o acesso para a Avenida Paulo de Frontin (sob o viaduto), no sentido Centro, e o trânsito desviado para a Rua Santa Alexandrina.

DESFILE DAS ESCOLAS DO GRUPO “SÉRIE OURO” – DIA 10/02 (Sábado)

A partir da meia-noite de sábado, dia 10, para a chegada dos carros alegóricos, a pista central da Avenida Presidente Vargas, sentido Praça da Bandeira, será novamente interditada ao tráfego de veículos, no trecho entre Avenida Passos e a última agulha de acesso da pista lateral para a central.

Para permitir o deslocamento das alegorias, ocorrerão interdições também na Região Portuária. O Túnel Rio 450 e a Via Binário do Porto, sentido Rodoviária, serão interditados às 21h, enquanto a Rua Oscar Niemeyer, Rua Arlindo Rodrigues (antigas vias que formavam a Avenida Binário do Porto), Avenida Venezuela e Avenida Rio Branco, fecharão à meia-noite e meia.

Para garantir o acesso ao Centro após o desfile de sexta-feira (9/02), às 7h30 de sábado (10/02) será reaberta a pista central da Avenida Presidente Vargas, assim como a Rua Frei Caneca e a Avenida Trinta e Um de Março, vias que só voltarão a ser fechadas respectivamente às 13h, 17h e 19h para viabilizar os desfiles do 2º dia da Série Ouro.

É importante destacar que, durante a manhã de sábado (10/02), haverá também movimentação de carros alegóricos em direção aos barracões situados no Centro, Estácio, Santo Cristo e Caju, com diversas interdições viárias no Centro e na Região Portuária, além da realização do Megabloco Cordão da Bola Preta, entre a Rua Primeiro de Março e a Avenida Presidente Antônio Carlos. Neste período é recomendado dar prioridade à utilização dos trens da Supervia e o Metrô, já que esses modos de transporte são de alta capacidade e não são diretamente impactados por fechamentos viários. Quem estiver com viagem marcada na Rodoviária do Rio, Píer Mauá ou Aeroportos Santos Dumont e Internacional, a sugestão é a antecipação do deslocamento.

Ao longo da tarde de sábado (10/02) haverá movimentação de carros alegóricos com destino ao Caju, o que demandará a interdição de trechos da Avenida Brasil e, durante o percurso pela Região Portuária, outras vias também serão interditadas para passagem do comboio dos carros alegóricos.

DESFILE DAS ESCOLAS DO GRUPO “ESPECIAL” – DIAS 11 e 12/02 (Domingo e Segunda-feira)

A partir da noite de sábado, todas as interdições efetuadas para o desfile do Grupo da Série Ouro serão mantidas, exceto as da Rua Frei Caneca e do Viaduto 31 de Março, que serão reabertas ao tráfego às 9h da manhã, no domingo (11/02) e na segunda-feira (12/02), vias que voltarão a ser fechadas novamente às 19h de cada dia.

Na Região Portuária, a Avenida Oscar Niemeyer, Rua Arlindo Rodrigues, Avenida Venezuela e a Avenida Rio Branco serão interditadas às 22h para deslocamento dos carros alegóricos do Grupo Especial, interdição que irá até o meio-dia de terça-feira (13/02). Desta forma, o acesso ao Píer Mauá irá ocorrer exclusivamente pela mão dupla implantada na Rua Camerino, acesso restrito aos moradores e aos veículos de turismo.

Durante a manhã de domingo (11/02), será a vez da movimentação de retorno dos carros alegóricos em direção a Região Portuária e ao Caju, que irá utilizar as mesmas interdições realizadas durante a chegada das alegorias do Grupo Especial.

DESFILE DAS ESCOLAS MIRINS – DIA 13/02 (Terça-feira)

Às 9h, haverá a liberação ao tráfego da Rua de Santana e da pista central da Avenida Presidente Vargas em direção à Praça da Bandeira, assim como da Rua Frei Caneca e do Viaduto 31 de Março, interdições estas que não se repetirão durante a noite.

Uma parte das vias da Cidade Nova também será reaberta ao tráfego às 9h. Mas às 16h, as ruas serão novamente interditadas para a realização dos desfiles do Grupo das Escolas Mirins.

As interdições para o desfile devem permanecer até às 5h de quarta-feira (14/02), horário de liberação das vias ao tráfego.

PROIBIÇÃO DO ESTACIONAMENTO

Para preservar a circulação de saída dos carros alegóricos e pedestres, além dos locais onde já existe regulamentação de proibição, o estacionamento no entorno do Sambódromo estará proibido, da seguinte forma:

A partir das 6h da sexta-feira, dia 09/02 até às 10h de quarta-feira, 14/02, e no desfile das campeãs, das 6h de sábado, 17/02 até às 12h de domingo, 18/02, nas vias internas aos bloqueios e nas principais ruas e avenidas da região central:

• Rua Santa Alexandrina, entre Praça Santa Alexandrina e a Rua Estrela, em ambos os lados da via;

• Praça Condessa Paulo de Frontin, todas as extremidades;

• Rua Aristides Lobo, no trecho entre a Praça Condessa Paulo Frontin e Rua Campos da Paz, em ambos os lados da via;

• Rua Aristides Lobo, no trecho entre a Rua Campos da Paz e a Rua Ambiré Cavalcanti, em ambos os lados da via;

• Rua Estrela, no trecho entre a Avenida Paulo de Frontin e a Rua Santa Alexandrina, no lado direito da via;

• Rua Estrela, no trecho entre a Rua Santa Alexandrina e a Rua Barão de Petrópolis, no lado esquerdo da via;

• Praça de Santo Cristo;

• Rua Equador, no trecho entre a alça de descida do viaduto de descida do Gasômetro até a Avenida Professor Pereira Reis, em ambos os lados da via;

• Rua Camerino;

• Avenida Passos;

• Avenida República do Paraguai;

• Rua Teixeira de Freitas;

• Rua Rivadávia Correia, junto a Cidade do Samba, em ambos os lados da via;

• Avenida Oscar Niemeyer e Rua Arlindo Rodrigues, entre a Rua da Gamboa e a Rua Antônio Lage, em ambos os lados da via;

• Avenida Venezuela;

• Avenida Presidente Vargas, entre a Avenida Rio Branco e a ponte de retorno próximo a Cidade Nova, em todas as pistas, em ambos os lados da via;

• Avenida Rio Branco, entre a Avenida Presidente Vargas e a Praça Mauá, em ambos os lados da via;

• Rua Frei Caneca, entre a Rua Marquês de Sapucaí e a Avenida Salvador de Sá, em ambos os lados da via;

• Avenida Salvador de Sá, entre a Rua Marquês de Sapucaí e a Rua Frei Caneca, em ambos os lados da via;

• Rua Estácio de Sá, entre a Rua Néri Pinheiro e a Rua Hélio Beltrão, em ambos os lados da via;

• Rua Hélio Beltrão, entre a Rua Estácio de Sá e a Rua Ulisses Guimarães, em ambos os lados da via;

• Rua Ulisses Guimarães, entre a Rua Néri Pinheiro e a Rua Dom Marcos Barbosa, em ambos os lados da via;

• Rua Pinto de Azevedo, entre a Rua Ulisses Guimarães e a Rua Afonso Cavalcanti, em ambos os lados da via;

• Rua Visconde de Duprat, entre a Rua Ulisses Guimarães e a Rua Afonso Cavalcanti, em ambos os lados da via;

• Rua Afonso Cavalcanti, entre a Rua Visconde de Duprat e a Rua Carmo Neto, em ambos os lados da via;

• Rua Júlio do Carmo, entre a Rua Pinto de Azevedo e a Rua Laura de Araújo, em ambos os lados da via;

• Rua Amoroso Lima, entre a Rua Júlio do Carmo e a Avenida Pres. Vargas;

• Rua Néri Pinheiro;

• Rua Correa Vasques;

• Rua Santa Maria;

• Rua São Martinho;

• Rua Laura de Araújo, entre a Avenida Salvador de Sá e a Rua Júlio do Carmo, no lado esquerdo da via;

• Rua Carmo Neto;

• Rua Heitor Carrilho;

• Rua Viscondessa de Pirassununga, entre a Rua Frei Caneca e a Avenida Salvador de Sá, em ambos os lados;

• Via interna do Condomínio Zé Keti, no lado direito da via;

• Rua Presidente Barroso, entre a Avenida Salvador de Sá e a Rua Júlio do Carmo, em ambos os lados da via;

• Rua Comandante Maurity;

Unidos de Bangu aposta em casal de mestre-sala e porta-bandeira como trunfo no Carnaval 2024

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Poucos dias separam a Unidos de Bangu de mais um desfile na Marquês de Sapucaí. Contando as horas, a escola se reforçou para buscar o título da Série Ouro e o retorno ao Grupo Especial, de onde está afastada desde 1963. Um dos trunfos da primeira escola da Zona Oeste para que o objetivo seja alcançado está no seu casal de mestre-sala e porta-bandeira, composto por Jorge Vinicius e Verônica Lima.

casal bangu
Foto: Vinicius Lima/Divulgação

Dona de diversos prêmios, Verônica carrega toda uma bagagem de grandes escolas: Grande Rio, Imperatriz Leopoldinense, União da Ilha e Império Serrano, por onde foi campeã da Série Ouro de 2022. Após um ano ausente da folia, ela não escondeu a ansiedade de mostrar todo o seu bailado na Sapucaí empunhando o pavilhão alvirrubro:

“Estou muito ansiosa para este desfile. O projeto da Unidos de Bangu me cativou, pois é um enredo popular e tenho, ao lado do Jorge, trabalhado muito para que tenhamos uma apresentação à altura. Defendo a nota no quesito desde os 18 anos, tantos desfiles e momentos já vivi, mas parece que vou estrear. É uma sensação única, de felicidade e gratidão para mostrar a minha arte mais uma vez”, disse.

A porta-bandeira contou que a preparação de um casal necessita de algumas atenções especiais, desde ensaios específicos ao condicionamento físico e uma alimentação balanceada. Segundo Verônica, os próximos dias serão de ainda mais empenho para o desfile de sábado.

“Estamos ensaiando desde abril, sempre buscando o melhor entrosamento possível. Em outubro já tínhamos a nossa coreografia de desfile fechada e passamos a intensificar os ensaios, fazendo cinco semanais, no mínimo. O foco total está no desfile e a nossa preparação requer toda uma atenção com a parte física, alimentação especial, aulas de ballet e dança afro. Entramos na semana final e vamos seguir empenhados. Só haverá descanso quando cruzarmos a linha final da Sapucaí”, completou a experiente porta-bandeira.

Jorge Vinicius chegou na Unidos de Bangu após se destacar garantido notas 40 nos dois últimos desfiles no Leão de Nova Iguaçu, na Série Prata, além de integrar o quadro de casais do Império Serrano desde o Carnaval 2019. Com 29 anos, ele está prestes a estrear defendendo o quesito na Sapucaí e demonstrou muita confiança num grande resultado:

“Desfilar como primeiro mestre-sala na Sapucaí é um sonho que vou realizar. São anos de caminhada, dedicação e a oportunidade chegou. Sou grato à diretoria da Unidos de Bangu e à Verônica pelo convite. Tenho evoluído a cada dia, estou animado e um belo trabalho será entregue em busca da nota máxima. O enredo é valente e todos verão uma coreografia forte, como São Jorge e Ogum exigem”, afirmou Jorge Vinicius.

Ao longo deste período de ensaios, o casal teve a orientação do coreógrafo Akia Almeida, dançarino de danças populares brasileiras de matriz africana, indígena e jazz. Ele trabalha com Verônica Lima desde 2018, na preparação para o desfile do Império Serrano do ano seguinte.

Com autoria do carnavalesco Robson Goulart, a Unidos de Bangu vai apresentar o enredo “Jorge da Capadócia” de olho no acesso ao Grupo Especial. A escola será a sétima a cruzar a Marquês de Sapucaí no próximo sábado, na Série Ouro.

Centro Médico Salgueiro faz atendimentos médicos e jurídicos nesta sexta

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Nesta sexta, em clima de Carnaval, o Centro Médico Salgueiro, em parceria com a Bateria Furiosa e Fotona, oferecerá uma série de atendimentos médicos e jurídicos para toda a comunidade tijucana, das 10h às 15h, promovendo cuidados com a saúde e a aparência. Os serviços ginecológicos incluem exames a laser para mulheres que sofrem de incontinência urinária e atrofia vaginal. Na área odontológica, será possível realizar plástica gengival, além de receber orientação e avaliação odontológica. Para cuidados dermatológicos, haverá avaliação facial para uso de botox e preenchimento labial.

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Foto: Divulgação/Salgueiro

Além dos atendimentos médicos, também haverá Consultoria Jurídica gratuita com a advogada Letícia Barros, nas áreas criminal, cível, família e trabalhista.

As vagas são limitadas e, para participar, basta preencher o cadastro disponibilizado através do link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeJAEAtJ_TurPomWK1WlF41d_LaGOJk_nQLeQzKRNvkvVYZXw/viewform que também pode ser acessado pelo perfil da Bateria Furiosa (@furiosaoriginal).

As atividades representam uma oportunidade única para a comunidade aproveitar serviços de qualidade, promovendo o bem-estar e a saúde de todos. O evento é totalmente gratuito, reforçando o compromisso do Centro Médico Salgueiro em oferecer cuidados acessíveis e abrangentes para toda a comunidade, contando com a expertise da Parceira Bateria Furiosa e da Fotona.

SERVIÇO:

SAMBANDO COM SAÚDE: Parceira Bateria Furiosa, Centro Médico Salgueiro e Fotona
Data: 09 de fevereiro
Horário: Das 10h às 15h
Local: Centro Médico Salgueiro – Rua Silva Teles, 104, Andaraí

• Gratuito: Todas as atividades são oferecidas de forma gratuita.

Milton Cunha, Escobar, Karine Alves e Boninho falam sobre a transmissão da TV dos desfiles no Carnaval 2024

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Já é Carnaval e a partir desta sexta, até a próxima terça-feira, o maior espetáculo da Terra tem espaço especial na programação da Globo. Sob o comando de Milton Cunha, Alex Escobar e Karine Alves, com comentários de Ailton Graça e Alemão do Cavaco em São Paulo, e do sambista Pretinho da Serrinha e do jornalista Leonardo Bruno no Rio de Janeiro, o público acompanha todos os detalhes das apresentações das 14 agremiações do Grupo Especial de São Paulo no Anhembi e das 12 escolas do Rio de Janeiro na Sapucaí, que completa 40 anos em 2024.

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Foto: Divulgação/TV Globo

Neste ano, as transmissões da festa contam ainda com a participação do trio formado por Kenya Sade, Vitor diCastro e Dandara Mariana, que acompanha o que rola nos bastidores, nos camarotes e onde o público estiver. Para deixar os telespectadores ainda mais perto do espetáculo, o apresentador Milton Cunha passeia por toda a avenida, desde a concentração, e mostra, com detalhes, que quem faz a festa é o povo.

Toda a equipe envolvida na transmissão dos desfiles visitou os barracões das 26 escolas dos Grupos Especiais para apurar detalhes exclusivos, garantir a riqueza da cobertura e mostrar a grandiosidade do investimento das escolas para a festa que valoriza a cultura do samba e do povo brasileiro.

Diretor de gênero do projeto, Boninho destaca a importância de colocar um dos maiores ícones da cultura popular brasileira ao alcance de todos.

“Fazer a transmissão dos desfiles é um grande privilégio, principalmente para quem é apaixonado por carnaval, como eu. Toda troca com os profissionais do Carnaval é algo extremamente rico para quem trabalha com entretenimento, com show. É o maior show da Terra e a Globo sabe dessa importância para a cultura brasileira. O brasileiro se enxerga em nossas telas o ano todo e, no Carnaval, de maneira ainda mais especial, seja na riqueza das fantasias, na garra, alegria e na paixão pelo samba. É isso que queremos mostrar, sempre com um olhar de inovação na transmissão, com uma equipe que começa a se envolver muito antes do carnaval acontecer. Faço isso há anos, mas me emociono de maneira diferente toda vez”, conta.

Com direção artística de Creso Eduardo Macedo, produção de Maiana Timoner, sob a direção de gênero de Boninho, a TV Globo transmite os desfiles de São Paulo, na sexta e no sábado, e do Rio de Janeiro, no domingo e na segunda-feira, logo após o ‘BBB’. A apuração dos desfiles das escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo será transmitida na terça-feira, dia 13, após o compacto com os melhores momentos dos desfiles da noite anterior. No Rio de Janeiro, a apuração vai ao ar na quarta-feira, dia 14, também após o compacto, exibido depois de ‘Glô na Rua’. Os melhores momentos dos desfiles de São Paulo e do Rio de Janeiro são exibidos apenas para as respectivas praças.

No Desfile das Campeãs do Rio de Janeiro, no sábado, dia 17, Milton Cunha, Alex Escobar e Karine Alves seguem no comando da transmissão, ao lado dos comentaristas Leonardo Bruno e Lucinha Nobre, que estarão no estúdio de vidro, localizado na Praça da Apoteose. O trio Dandara Mariana, Kenya Sade e Vitor diCastro continua acompanhando tudo dos bastidores dos desfiles das seis agremiações vencedoras do Grupo Especial. A transmissão do Desfile das Campeãs acontece ao vivo no Multishow. A TV Globo exibe o show de abertura que antecede o Desfile, logo após o ‘BBB’.

Confira abaixo as entrevistas exclusivas do trio de apresentadores do carnaval de São Paulo e do Rio de Janeiro:

MILTON CUNHA

Como você se sente com esse novo desafio de, agora, ser o apresentador do Carnaval da TV Globo? E como será, com esse novo formato, fazer a apresentação do chão, na avenida? O que destaca de especial dessa oportunidade?

Milton Cunha: O desafio é estar à altura das comunidades, dos artistas populares que desfilam e mostram seu melhor. Honrar o esforço das agremiações com palavras de exaltação, alegria e conteúdo cultural. Estar na apresentação é algo mais técnico, com volume de informações mais robustas. Só depois vem os comentários. Será uma honra estar em contato direto com a pulsação humana dos desfilantes, fazendo a grande introdução sobre a agremiação, vendo o desfile tomar a pista. E ainda especialíssimo mergulhar na folia paulistana e estar com as escolas, torcendo por um grande desfile, além de continuar com o Rio e lagrimar com a abertura dos portões!

KARINE ALVES

Como você se sente sendo uma das responsáveis por narrar, na TV Globo, a maior festa popular do país? É a sua primeira vez nesse desafio, o que o público pode esperar?

Karine Alves: Eu me sinto honrada com esse convite e também privilegiada por ter a possibilidade de levar a emoção do Carnaval para quem não está na Sapucaí e no Anhembi. Representar o povo brasileiro na maior festa popular do país é a realização de um sonho e, ao mesmo tempo, o maior desafio da minha carreira. O público pode esperar muita alegria, informação, leveza e comprometimento. Afinal, o Carnaval é uma festa, um espetáculo, mas também é uma competição. E nós vamos levar para quem está assistindo ao vivo os desfiles na TV Globo toda essa emoção das escolas, naqueles minutos em que serão desafiadas a mostrar o seu melhor. Eu, Escobar e Milton formamos um trio muito alto astral e faremos isso com a maestria que o público merece.

ALEX ESCOBAR

Qual a sensação de transmitir, na TV Globo, um momento tão especial da cultura brasileira? É a sua primeira vez no carnaval de SP. O que destaca de especial nessa transmissão?

Alex Escobar: A sensação é de realização. Desde que eu entrei na TV Globo, estar no Carnaval era uma grande vontade. E estar nas duas cidades ainda, será muito importante. A minha expectativa é a de corresponder à expectativa do povo de São Paulo e dar ao espetáculo a grandiosidade que ele tem e merece. O que eu destaco de especial é ter uma parceira nova, a Karine, uma pessoa que gosta de música, de samba, de Carnaval. Além de estar ao lado do Milton Cunha, que terá um papel diferenciado nessa transmissão. Será muito legal. É um ano de muitas novidades, e eu fico feliz em fazer parte disso.

Excelência na dança! Diogo e Bruna reúnem trabalho, realização e amor ao pavilhão da Mocidade

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Bailando juntos desde a preparação para o carnaval de 2020, Diogo Jesus e Bruna Santos são o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Mocidade, e carregam a responsabilidade lutar por 40 pontos para a escola. Em entrevista ao CARNAVALESCO, eles falaram do entrosamento, a história e a preparação para o carnaval de 2024. Sobre o que representou o carnaval de 2023 para o casal, Diogo começou falando: “Superação, realização, amor e paixão ao pavilhão”.

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“Como o Diogo falou, foi um ano de realização para a gente. Foi um ano bem difícil, tanto para mim quanto para o Diogo, porque a gente estava lá no dia da apuração e a gente estava bem triste, mas graças a Deus nós conseguimos trazer a nossa escola e foi um carnaval de realização, de esperança para um próximo carnaval e que esse ano seja um carnaval lindo”, Bruna disse, complementando: “E vai ser, porque a Mocidade está preparando um belo desfile”.

Com a confiança do torcedor da Mocidade depositada sobre eles, o casal está esperançoso para o desfile desse ano, onde a expectativa está alta.

“Para a gente acaba soando bem, porque a gente recebe essa pressão do lado positivo. A gente passa a trabalhar mais, porque, na verdade não é só um pavilhão, ali está estampado dores, amores… o amor da torcida independente dentro do pavilhão e para a gente essa expectativa que eles têm com a gente para a gente soa bem, a gente trabalha mais, a gente se dedica mais e reflete na dança. A gente entrega um bom trabalho”, contou Diogo.

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Bruna complementa: “Foi como o Diogo falou, essa pressão a gente já sentia, na verdade, desde o nosso primeiro ano, que essa pressão tem tido. Só que agora é uma pressão boa, porque as pessoas confiam muito no nosso trabalho e a gente está trabalhando exatamente para isso, para ter um bom desempenho na avenida, juntamente ao nosso preparador físico, nosso fisioterapeuta, nossa coreógrafa, que a gente vem trabalhando todos juntos para fazer uma bela apresentação no dia do desfile”.

Sobre a fantasia a ser usada na Marquês de Sapucaí, o casal falou pouco: “É uma fantasia tradicional, ela é bem bonita, bem saborosa”, falou Bruna aos risos.

Sobre o quesito, o casal falou também o que pensa sobre a polêmica de ter ou não coreografia, de a bandeira ser mais curta ou não e a dança ser feita com mais vigor.

“A dança precisa ser dança, independente se muita ou pouca coreografia. Uma dança em si já tem um pouco de coreografia, a gente precisa contar uma história. A dança é uma coreografia, mesmo que livre ela precisa ser marcada, a gente precisa entregar um bom trabalho para o jurado, para o público, então, não pode ser de qualquer jeito. E, para isso, precisa ter uma marcação, uma coreografia. A gente mantém a tradição do casal de mestre-sala e porta-bandeira, mas tem que ter uma pitada ali do enredo, tem que ter um diferencial”, salientou Diogo.

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“É exatamente isso. Toda vez que as pessoas entram nesse assunto de coreografia, se a coreografia está muito coreografada, como falam, mas como o Diogo disse, a dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira ela tem a sua tradição, mas se a gente não entrar dentro do nosso enredo as coisas não… se não colocar uma pimentinha ali, se não colocar uma pimentinha ali na dança não arde”, Bruna continuou.

Perguntado sobre os sinais dados por Bruna, que pode ser uma das maiores porta-bandeiras da história, o mestre-sala concordou e elogiou.

“Claro! E para ela estar nesse nível eu fico muito feliz. Não tem como, ela que carrega o pavilhão, ela que domina o pavilhão. Eu estou para proteger, eu estou para cortejar, então eu fico muito feliz e quero sim que o público cada vez mais fique colocando ela no auge, porque ela precisa estar no auge, porque ela é a porta-bandeira dos sonhos e ela está vindo com muita garra, todos os anos crescendo e isso é muito bom. E o desempenho dela na Sapucaí é aguerrido como uma porta-bandeira ‘f…’”, analisou.

E Bruna complementou com a sua opinião sobre esses comentários sobre o seu futuro. “É difícil ouvir isso, porque eu tinha inspirações de grandes portas bandeiras, assim como ainda tenho. Eu sempre falo em minhas entrevistas que a minha inspiração sempre foi a Marcella (Marcella Alves, atualmente porta-bandeira do Salgueiro) e hoje em dia eu ver e escutar isso é muito bom, mas é claro eu cheguei onde eu cheguei graças a Mocidade, que me deu a oportunidade de assumir o pavilhão. Ao meu mestre-sala que com a experiência dele foi primordial, não tem como negar isso, esconder isso de ninguém. O Diogo já tinha uma carreira há muito mais tempo do que eu. Quando eu cheguei para somar com ele, na verdade, ele que somou comigo, porque ele tinha muita experiência, me ajudou muito. A coreógrafa também, a Vania (Vania Reis, Diretora Artística e coreógrafa da Mocidade), ela foi primordial nessa nossa parceria. A coreografia dela, o entendimento dela da dança também nos ajudou muito. Então eu fico muito feliz em chegar onde eu cheguei e onde as pessoas dizem que eu estou chegando, então muito obrigada a todos que falam isso e pode ter certeza que eu vou estar sempre trabalhando e batalhando para dar sempre o meu melhor”.

Ao fim, ambos falaram sobre a parceria que possuem na vida e na Mocidade. “Parceria de vida. Eu acho que uma parceria de casal de mestre-sala e porta-bandeira é uma parceria de vida. A gente tem muito companheirismo um com o outro, muito respeito. A gente sabe os momentos em que um ou outro precisa mais da amizade, do carinho e é isso”, Diogo respondeu.

“Como ele falou, a nossa parceria é uma parceria muito de união. Eu e o Diogo, é claro, como todo casal, tem briga, não é diferente na dança do casal de mestre-sala e porta-bandeira, mas eu e o Diogo a gente se entende muito, a gente tem muita conversa. E o Diogo ele é como se fosse um irmão para mim, ele me dá muitos conselhos e assim também como eu dou muitos conselhos para ele, então a gente é uma parceria, a gente pode dizer que é uma parceria de irmão”, finalizou Bruna.