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Quesitos da Porto da Pedra acreditam em permanência da escola na elite

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Porto da Pedra estreia no Grupo Especial com a comissão de frente sendo um dos momentos mais aclamados do desfile, coreografada por Junior Scapin. Com o tema “Em Algum Lugar do Passado”, os bailarinos – vestidos de alquimistas e sábios – encantaram o público utilizando hologramas e efeitos cenográficos para transportar os espectadores a um majestoso castelo medieval. Junior Scapin comentou a respeito.

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“Tudo que eu fiz em 4 meses, graças a Deus, a gente conseguiu fazer que era a Karine subindo no esforço capilar, a mesa saindo do chão, a mesa girando e deixando as pessoas de cabeça pra baixo. A gente teve um probleminha no carro, mas graças a Deus a gente conseguiu evoluir, conseguiu passar. E é isso, estou feliz assim, são 4 meses de trabalho, a gente conseguiu passar nos 3 jurados. A gente tinha um efeito que era esse efeito da mesa subindo e virando de cabeça pra baixo. Que era uma banda britânica. A gente queria uma levitação que existia até nesse vídeo da banda, mas aí a gente não queria uma levitação pela cintura. O Mauro Quintaes girou e falou assim, por que a gente não põe pelo cabelo? Procuramos artistas aqui no Rio que fizessem isso, encontramos a Karina, que trabalha na Escola Nacional de Circo. Foi isso, um encontro lindo, eu nunca tinha trabalhado com a galera do circo, uma galera super comprometida, eu tô muito feliz com o trabalho que a Karina apresentou.”, finalizou o coreógrafo.

O casal Rodrigo França e Denadir Garcia, foi outro ponto importante do desfile. Eles estrearam oficialmente a parceria na Sapucaí no desfile de 2024. Suas fantasias vieram com as cores branco e lilás, representando o “Mistério Supralunar”, a alquimia e os estudos da lua, os mistérios que envolviam o grande satélite natural. Ambos vieram muito gradiodos e representativos. Rodrigo comentou sobre a experiência do desfile.

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“Foi sensacional me estrear como primeiro mestre-sala na Porto da Pedra, que já estou há 20 anos, mas no especial estou estreando. Com uma porta-bandeira magnífica, tem uma vasta experiência na dança, já foi primeira e defendeu várias notas máximas, então estou muito honrado em defender o meu pavilhão, em estar com uma porta-bandeira muito boa. Quero voltar para dançar de novo, é muito rápido.”

Denadir é uma porta bandeira muito experiente, que já passou pela avenida defendendo alguns pavilhões do Grupo Especial como Tijuca e Vila Isabel. Inclusive foi no Tigre que a porta bandeira teve sua primeira oportunidade de dançar no Grupo Especial em 2011.

“Ainda estou com a emoção bem aflorada. Nota 10. A Porto da Pedra veio para voltar nas campeãs e eu acho que a escola está fazendo um belíssimo trabalho. Se Deus quiser, já deu tudo certo”, ela completa.

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A Porto da Pedra fez sua reentrada triunfante no Grupo Especial, deixando uma marca na avenida com um desfile que combinou tradição, criatividade e superação. O mestre de Bateria, Mestre Pablo, expressou em palavras a euforia e confiança que permeavam os corações dos sambistas de São Gonçalo.

“A escola veio cantando, a bateria e o pau quebrou, a escola estava lindíssima. Então, se não tem nota maior que 10, é bom criar uma nota maior que 10 pra Porta da Pedra. O tigre veio, cantou, representou e mostrou as garras do povo de São Gonçalo. Vamos esperar quarta-feira então. Vamos ansiosos para a abertura dos envelopes e para o sábado das campeãs já veio.”

A escola teve um problema em seu último carro. Houve um atraso e ao entrar no setor 1 a alegoria prendeu pessoa da imprensa – entre parte do carro e a grade do lado direito da Sapucaí. A repórter saiu sem ferimentos. Mesmo com os problemas do desfile, os componentes têm esperança. Afinal a escola tinha muito o que entregar.

O diretor de carnaval da Porto da Pedra estava muito emocionado ao final do desfile. Retornando ao grupo principal e relembrando a dedicação e determinação que foram fundamentais para essa conquista. A emoção da noite é memorável e única.

“Fizemos um carnaval para voltar entre as campeãs. Começamos do zero, superamos desafios, e agora esperamos que o jurado reconheça nosso esforço e paixão pelo samba”, afirmou, comovido. Eu estou muito emocionado. Sem condição, não tenho condição de falar. Mas a volta da escola foi daquele jeito que você queria, aquela garra. A gente vem com um saco difícil, né? Porque é difícil quando a escola vem do acesso. No especial tem muita dificuldade pra gente. Nós começamos do zero. Nós tivemos que zerar todos os nossos carros. Fizemos um carnaval pra voltar entre os campeões. Espero que o jurado entenda dessa forma, como nós entendemos.”

Wander Pires sobre desfile da Viradouro: “Foi maravilhoso e não erramos!”

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Viradouro levou para a Marquês de Sapucaí o enredo “Arroboboi, Dangbé”, que explorou a força do culto ao vodun serpente. Sob a direção do carnavalesco Tarcísio Zanon, a agremiação de Niterói apresentou um desfile marcante com emoção, bons quesitos e lindas representações. Os integrantes da Família Viradouro sentem a gratidão de ter passado bem pelo Sambódromo após muitos elogios do desfile.

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O diretor de carnaval da escola, Dudu Falcão, emocionado e com a voz rouca, compartilhou seus sentimentos após a apresentação, destacando o esforço e a dedicação de toda a comunidade. Para ele, o desfile foi além das expectativas, entregando muito mais do que haviam prometido.

“As minhas lágrimas, acho que traduzem um pouco os sentimentos de todo mundo. A gente trabalha e trabalha com prazer, mas a gente trabalha muito. As vezes as coisas não acontecem aqui na avenida como a gente deseja, mas hoje a sensação que eu saí daqui, acho que toda comunidade, diretoria, sei que nós fizemos exatamente aquilo que pretendemos fazer. Prometemos entregar alguma coisa, entregamos muito mais do que prometemos. Agora está com o julgador, está com o povo, não importa. O que importa é que está todo mundo aqui chorando só que de alegria.”

A agremiação apresentou um show tanto com os carros, quanto com o uso da iluminação e explosão da comunidade. O primeiro setor da escola veio em tons neon, o carnavalesco inovou em outros sentidos também. De acordo com o artista, todo o desenvolvimento das fantasias e apresentação estavam acontecendo antes do dia do sorteio do horário. E as fantasias que encaixam no tema do amanhecer acabaram entrando na história como uma surpresa e um jogo de cintura.

“Isso aconteceu de uma forma muito mística, porque eu já tinha desenhado as fantasias. No mesmo dia eu tinha apresentado essas fantasias para o presidente, ele falou para mim, nossa, parece que a gente vai desfilar pela manhã. Foi sorteado e o presidente trocou, e acabou que a gente amanheceu neste Rio de Janeiro maravilhoso.” comenta Tarcisio.

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Wander Pires, desde o início da preparação está muito motivado e determinado a estudar, evoluir e focado no desfile da viradouro. Na terça de manhã, ao fim do desfile da Vermelho e Branco de Niterói, para o intérprete a sensação é ainda de motivação para alcançar sempre o melhor.

“Todo mundo erra, mas nós fizemos de tudo para não errar, e não erramos. Eu perguntei ao meu patrão se vamos buscar o título. Ele falou ‘Wander, deixa os outros. Vamos fazer o nosso agora e vamos buscar, vamos tentar com tudo, confio em você. Por isso que eu te conteatei. Se a gente errar, é diferente, mas a gente vai fazer de tudo para não errar, é o que estou te respondendo. Foi lindo, foi maravilhoso.”, ele completa.

A Viradouro, desde que subiu para o Grupo Especial, tem estado no pódio dos três primeiros lugares, nos últimos anos com poucas diferenças de pontuação. O diretor executivo Marcelinho aborda sobre se manter nessas primeiros lugares após um desfile muito elogiado:

“Eu desfilo, então em um determinado segmento eu não consigo ter noção do todo. Mas, pelo que eu pude ver, enfim, da reação das pessoas, as pessoas do carnaval e amigos. Acredito que tenha sido um grande desfile. E agora sim, a gente tem que pensar em um título, né? Ao meu ver de onde eu estava, acredito que a gente esteja com boas chances aí de buscar as primeiras colocações.”

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Para o grande Mestre Ciça, o mais legal de se ver é o sorriso das pessoas e de seus ritmistas após o desfile. O mestre, ritmista e sambista que é uma lenda à frente das baterias, conhecido também como Caveira, é um dos membros da Família Viradouro mais aclamado pelo público e pela comunidade. Em relação ao desfile de 2024, os ritmistas vieram representando a Revolta dos Malês, incluira e realizaram um show.

“Para mim foi a melhor, foi o meu melhor com a dele aqui hoje. A gente trabalhou muito pra isso. Tô feliz da vida. Acho que nós passamos muito bem, isso que importa”, conta Mestre Ciça.

Rute e Julinho, com o bailado impecável e em cores arco-íris, passaram pela Avenida maravilhosamente bem. No encerramento do espetáculo, Rute agradece aos voduns, a serpente, ao seu pai e mãe. Já Julinho expressa suas emoções e mostra sua ansiedade para o resultado.

“A gente está se recuperando de um desfile emocionante, conseguimos chegar inteiro e saudar o público do setor 12, setor 13. Para gente é uma marca, saudar o povão. O desfile foi maravilhoso, os Bessen nos abençoaram, Deus nos abençoou, meu São Jorge, Ogum e Exu da Rute e a nossa equipe foi merecedora de um grande trabalho. Porque a gente trabalhou 11 meses em função disso, agora, a gente vai aguardar, está entregue na irmã dos julgadores, espero que venha aquilo que foi planejado, esperado e com êxito.”

Ouça ao vivo a apuração do Grupo Especial Carnaval 2024

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Lucinha feliz com o desfile da Tijuca em 2024: ‘tive tudo o que eu precisava’

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Apresentando o enredo “O conto de fados”, desenvolvido pelo carnavalesco Alexandre Louzada, a Unidos da Tijuca viajou pelo misticismo e contou a história de Portugal através das lendas portuguesas na Marquês de Sapucaí. O grande destaque do desfile foi a passagem da bateria, comandada pelo mestre Casagrande, que apresentou uma cadência pura e equilibrada, destacando-se pela paradinha dançante no refrão do meio. Além disso, o entrosamento da bateria com o carro de som, liderado por Ito Melodia, foi muito positivo, contribuindo para o desfile.

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Em entrevista concedida ao site CARNAVALESCO, o intérprete contou como foi a sua estreia na escola: “Foi maravilhoso, ninguém melhor que vocês para mostrar isso aí, com o Mundo do Samba. Todos estão presentes e aqui eles estão me assistindo. Acho que viram um desfile brilhante, emocionante. Acho que nós estamos na briga”.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Matheus André e Lucinha Nobre, desfilaram com uma fantasia que representava o ouro de Ofir, e a dupla brilhou na avenida.

“Bom, a Tijuca fez um carnaval como ela está acostumada a fazer, né? É grandioso, cheio de energia, contando um enredo lindo, maravilhoso, a escola preparada. E foi só felicidade, foi um desfile maravilhoso. Maravilhoso!” expressou o mestre-sala.

Lucinha também compartilhou sua emoção: “Eu estou muito feliz, foi um desfile em um ano muito difícil. A gente trabalhou muito, a gente vem trabalhando desde março e é muito difícil chegar na avenida assim. É muito, nossa, ao mesmo tempo é muito emocionante. É um chão muito sagrado, tudo pode acontecer. De dar certo, tendo que dar errado, esse ano deu tudo certo, a nossa preparação foi intensa, sai de fantasia, a escola protegeu muito bem a gente, deixando a gente ensaiar com a fantasia, ensaiar com peso, tive personal, eu tive ensaiadora, eu tive tudo o que eu precisava, e o Matheus também né, além do mestre de sala incrível, eu estou muito, muito, muito feliz, muito emocionada”.

Sensação de dever cumprido! Integrantes da Grande Rio enaltecem trabalho da escola no Carnaval 2024

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Com um desfile muito bonito, o enredo da Grande Rio no Carnaval 2024, realizado pelos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, teve grande destaque no trabalho da comissão de frente da dupla Hélio e Beth Bejani. O grupo representou a parte do samba em que se canta “Trovejou, escureceu!”. Com vestimentas pretas e neon, os bailarinos conseguiram causar uma ótima impressão no público. Os coreógrafos responsáveis ficaram muito satisfeitos com o trabalho.

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“Catarse, eu não consigo nem falar. Foi uma emoção que a gente ainda não tinha sentido aqui, uma energia absurda, e olha que a gente já viveu grandes emoções aqui, mas hoje foi avassalador”, conta Beth Bejani.

“A sessão cumprida, os problemas que a gente teve com o equipamento arrebentando, esse ano deu tudo certo, graças a Deus. O nosso maior trabalho dentro do Carnaval, nunca fizemos um trabalho tão grande assim, e funcionou, graças a Deus”, citou Hélio.

A frente do microfone de Caxias Evandro Malandro desde 2019, saiu emocionado da Avenida. “Eu estou muito feliz com o desempenho, com o trabalho da Grande Rio, com o trabalho da bateria, com o trabalho da comunidade, com o grande trabalho da harmonia, da direção musical, com todo o apoio da presidência, eu estu muito, muito, muito feliz, gente”.

Já o Thiago Monteiro, diretor de carnaval da Grande Rio, afirma que para ele olhando por meio da pista, não viu nenhum erro. “Eu estou dentro do desfile, pelo que eu vi na pista eu adorei, tudo que a gente fez planejado deu certo, presentear o público maravilhoso com a interação das pulseiras. Desde quando a gente viajou, fomos a Parintins no passado, queria uma interação do público, sentia a falta das escolas com isso. A gente conseguiu dessa forma, e eu estou muito feliz. Daqui debaixo não vi erro, eu acho que o público correspondeu e está todo mundo feliz”.

O primeiro casal, Daniel Werneck e Taciana Couto, desfilaram com vestimentas na cor preta, representando o “Mundo Inaugural”.

“Eu fiquei muito feliz com a proposta do enredo, com que a gente se propôs a entregar e graças a Deus deu tudo certo. A Grande Rio fez um desfile, acredito que certinho, sem falha. A gente está feliz e confiante em trazer mais uma estrela para Caxias”, afirmou a porta-bandeira.

“Eu acredito que foi um desfile muito bom, a escola fez um desfile lindo, dentro do que a gente esperava, os efeitos acho que aconteceram na avenida. A sensação de dever cumprido é a melhor coisa que a gente pode ter”, disse o mestre-sala.

Coreógrafos da comissão de frente festejam trabalho na Mangueira no Carnaval 2024

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Com o enredo “A Negra Voz do Amanhã”, a Mangueira impressionou no quesito Comissão de Frente. O grupo, comandado por Karina Dias e Lucas Maciel, perpassou fases da vida da cantora Alcione em sua comissão de frente e, principalmente, retratou sua paixão pela música. Com bailarinos que pareciam flutuar na avenida gerando um impressionante efeito de inclinação dos seus corpos na sua apresentação.

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“Posso dizer que nossa estreia falando de Alcione é muito emocionante, realizada. Acho que nosso trabalho de cinco meses, na verdade, de mais, que a gente começa a trabalhar desde julho. A gente está muito satisfeito, é isso”, afirma o coreógrafo Lucas Maciel.

O prazer de contar e trazer a história de uma mulher em vida, que tão importante é desafiador, mas prazeroso e uma honra. “A gente não tem como não se emocionar, mas assim, a gente contou a história dela do início, meio e fim. A gente fez um grande resumo da vida, da carreira e terminando com ela na Mangueira, que não podia ser diferente. E dizendo para todo mundo que o samba não morrerá jamais”, citou Karina Dias.

Fé e orgulho! Integrantes do Paraíso do Tuiuti celebram desfile no Carnaval 2024

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Os componentes que integram o Tuiuti se orgulham do desfile que a escola entregou na avenida. A história do desfile foi uma homenagem a João Cândido, o almirante negro. O enredo “Glória ao Almirante Negro” foi o quinto a desfilar na segunda noite do Grupo Especial com 1 hora e oito minutos.

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O presidente Renato Thor conta sobre a sua história individual e do Paraíso: ”Quem me conhece. Quem conhece a minha história. Quem sabe de onde eu vim, sabe do tamanho da minha transparência, do amor que eu tenho pela minha escola. Hoje eu sou correspondido com esse resultado. É só agradecer a Jesus Cristo, a toda a minha fé, porque tem que ter fé. Tem que ter muita fé, muita fé, muita fé, porque o Grupo Especial não é para amador. E o Paraíso do Tuiuti hoje provou”.

A comissão de frente foi muito aplaudida e o trabalho bem feito e satisfatório. Representando os “Heróis do mar, heróis brasileiros, herói da pátria”, o grupo foi comandado por Claudia Mota e Edifranc Alves.

“Maravilhosa, incrível, estou de alma lavada. Quero muito agradecer ao Jacques por esse presente maravilhoso. Eu acho que tudo é no momento certo, na hora certa. Eu estou muito honrada ao lado do meu marido que está estreando como coreógrafo também. Essa história é linda. Eu estou apaixonada pelo enredo, independente de qualquer coisa. Eu estou muito feliz, dedico à minha equipe, ao meu elenco e ao Jacques essa comissão de frente. E ao presidente Thor”, comentou Claudia Mota.

“É uma honra maravilhosa poder trazer essa narrativa do João Cândido, poder ressignificar essa dor, trazer de volta uma chaga que a população precisa relembrar para que ela não aconteça. João Cândido, herói nacional. Esta é a campanha da Tuiuti. Nós estamos aqui para isso”, citou Edifranc.

Mestre Marcão também tem orgulho de todo trabalho desempenhado até o dia do desfile: “Tudo que planejamos durante oito meses a gente executou. Então, pra mim isso já é um orgulho porque os caras, a rapaziada da bateria se comprometeu e aí está, porque o nosso trabalho foi entregue com sucesso”.

O primeiro casal, Dandara e Raphael, também teceu comentários sobre os desfiles. “Foi sensacional, foi bom para caramba. Graças a Deus a gente conseguiu fazer tudo que a gente planejou, tudo que a gente ensaiou, que a gente batalhou. E, assim, agora é esperar abrir os envelopes e, se Deus quiser, vai estar lá a glória”, afirmou o mestre-sala.

“Muito feliz, a gente conseguiu realizar tudo o que a gente imaginou e um pouco mais hoje. Então a gente sai com certeza com a sensação de dever cumprido, com o sorriso no rosto, feliz do que a gente entregou, do que a gente pôde entregar ao máximo tecnicamente e emocionalmente. Então, a gente tá muito feliz com o desfile de hoje que a gente fez”, garantiu a porta-bandeira.

Emoção e expectativa pela apuração! Integrantes da Vila Isabel falam da reedição de ‘Gbalá’

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A Vila Isabel foi a terceira escola a desfilar na última noite do Grupo Especial na Sapucaí. O desfile foi marcado por muita emoção e descontração por parte dos integrantes. Além disso, a Azul e Branco se destacou por sua comissão de frente, no casal de mestre-sala e porta-bandeira e na estética do desfile. O intérprete Rafael Tinguinha, filho de Tinga, chegou à Apoteose em lágrimas de alegria e gratidão pelo desfile.

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“Estou aqui chorando até agora, porque foi muito emocionante. A gente esperava dar emoção de desfilar com esse samba com esse enredo. Para quem é Vila Isabel, para quem tem um coração azul e branco, é uma emoção enorme. E também a situação do meu pai, que ficou passando mal antes. Agora é um alívio saber que a gente passou bem. Essa sensação é muito boa, graças a Deus”.

A dupla de coreógrafos Alex Neoral e Márcio Jaú, responsáveis pela comissão de frente da Unidos de Vila Isabel em 2024, apresentaram uma arte muito profunda e interessante. Ao mesmo tempo que simples, sem muitas novidades tecnológicas, encantou o público. Só por parecer simples, não quer dizer que é, a comissão contou com cerca de 30 pessoas envolvidas na preparação e execução dessa comissão de frente, demonstrando o cuidado e a dedicação dos coreógrafos e dos integrantes. Na frente dos jurados, a princípio, deu tudo certo. Para além da nota e da coreografia, o objetivo da comissão foi outro de acordo com os coreógrafos.

“A gente usou a pureza das crianças, essa mensagem que é o enredo. Que são elas que vão salvar o mundo. Então elas aparecem de uma forma tão lúdica. Eu acho que talvez seja esse o trunfo dessa comissão. É não ter drone, não ter gente flutuando, não ter gente voando. É essa a comissão. Inocência que a gente perde, que a gente quer resgatar”.

O enredo “Gbalá – Viagem ao Templo da Criação”, uma reedição do desfile histórico de 1993, abordou a importância das crianças para um mundo melhor, remetendo a criação do mundo de acordo com a ótica das religiões de matriz africana. Em 2024, com o carnavalesco Paulo Barros, a Vila explorou bastante a parte estética. Com carros de esculturas, telão e diversas representações, o artista é conhecido por gostar de fazer grandes alegorias e únicas. Em 2023, o Paulo Barros produziu uma alegoria representando Seu Jorge, toda espelhada, que depois se tornou “famosa” no mundo do samba e foi exposta na Cidade do Samba.

O casal de mestre-sala e porta-bandeira composto por Marcinho Siqueira e Cris Caldas é reconhecido pela sua elegância e presença marcante na Sapucaí. A inovação nos últimos anos tem se tornado sobrenome do casal, em 2023, trocando de roupa nas cabines de jurados, em 2024, eles trouxeram uma novidade para o desfile ao incorporar as microlâmpadas em suas fantasias.

“É uma novidade. Estou carregando exatamente quatro microlâmpadas, não tá uma roupa leve, mas eu espero que eu tenha feito o melhor, eu trabalhei para fazer o melhor, com certeza”, afirmou a porta-bandeira.

O sentimento de trabalhar o ano todo para o único momento e dia do desfile é emocionante e dá muita ansiedade. Ela comenta que está emocionada a semana toda. “Eu estava doida pra sentir a energia que a gente sentiu no ano passado. Eu acho que foi bem aceito e bem recebido o projeto”.

Neste ano em especial também houve uma homenagem a Martinho da Vila, que desfilou no último carro da agremiação. Compositor do samba-enredo da Vila completou 86 anos, e no aquecimento da Azul e Branca recebeu parabéns estonteante.

Arame encerra desfiles da Série Prata trazendo comissão de frente lúdica

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O Arame de Ricardo encerrou o primeiro dia de desfiles da Série Prata com o enredo sobre o universo infantil: “Quando crescer, quero ser criança! O Arame te ensina brincando!!!”. O grande destaque do desfile foi a comissão de frente que utilizou uma coreografia bonita e uma solução inteligente para contar a sua história, com uma defesa excelente do samba pelo cantor e compositor do mesmo, Giovane Melo. O canto dos componentes, entretanto, deixou a desejar ao longo do desfile.

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Comissão de Frente

Representando a menina que sonha em encontrar o príncipe encantado, a comissão de frente do Arame de Ricardo trouxe uma coreografia onde os príncipes se relacionavam com as meninas e, ao final, elas eram transformadas em princesas, realizando assim o sonho de diversas meninas ao redor do mundo. Coreografada por Tom Barros e Daniel Durval, ela encantou a intendente chamando a atenção do público, principalmente com a forma que as meninas eram transformadas em princesas, um movimento rápido liberando os vestidos azuis sobre os marrons que elas usavam. O único ponto fora da curva foi que uma das meninas se apresentou sem uma coroa de princesa, o que destoou das outras que também estavam na comissão.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal Angelo Virtude e Jennifer Diniz teve uma apresentação entrosada com uma dança com elementos infantis, inclusive com eles fazendo caretas quando elas eram citadas no samba. A fantasia trazia elementos que remetiam ao universo infantil como bichinhos, bolinhas de plástico e doces.

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Enredo

O carnavalesco Guto Carrilho desenvolveu um enredo sobre o universo infantil que a escola recordou lembranças como amarelinha, algodão doce, desenhos animados e outras características da infância. O artista conseguiu, dentro das possibilidades, traduzir as questões da infância para o Carnaval da Intendente.

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Alegorias

A escola desenvolveu bem o abre-alas, que trouxe guloseimas, oferendas para os Erês, porém as outras alegorias tiveram menos destaque. Uma delas trazia referência ao audiovisual infantil, tendo como destaque a personagem Chiquinha, do seriado Chaves. Já o último carro trouxe um bonde da alegria infantil em pleno carnaval. Ambos os carros possuíam problemas de acabamento, porém o último carro era mais visível.

Fantasias

Muitas fantasias de alas comuns não estavam bem acabadas, como, por exemplo, na ala da pipa, onde algumas nuvens estavam caindo dos tecidos, enquanto outras estavam bem grudadas. Outra ala com questões na fantasia foram as baianas, tendo elas problemas com as saias. Alguns integrantes da bateria também desfilaram sem a fantasia completa.

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Harmonia

Com exceção dos componentes e destaques de carro, as alas passaram sem cantar o samba-enredo, com diretores de harmonia tendo que incentivá-los a todo tempo durante o trajeto do desfile. O ponto fora da curva eram os refrões que tentavam ser cantados pelas alas. Giovane Melo, entretanto, defendeu muito bem o samba da escola ao longo da apresentação.

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Samba-enredo

O samba do Arame de Ricardo foi bem construído e, graças ao intérprete, conseguiu salvar muitos pontos do desfile. Muito descritivo, possuía uma boa melodia, que fazia os componentes tentarem cantar até os trechos que não sabiam. Com uma letra leve, em busca de nostalgia, trouxe ainda referência ao fato do Arame encerrar os desfiles do primeiro dia da série prata: “Amanheceu… dia de festa, não tem nada igual / É bom ser criança… / Na matinê deste carnaval”.

Evolução

Chegando perto do fim da pista, após a apresentação do casal no último módulo, a escola começou a quase correr, avançando muito rápido, ainda que possuísse o tempo mínimo de desfile, passando a impressão de que a escola veio acelerada e com poucas pessoas para desfilar.

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Outros Destaques

A alegria dos componentes que já são da escola em vir desfilando mais um ano contagiou as pessoas que ainda estavam na Intendente no horário da escola que encerrou o primeiro dia de desfiles, assim como a destaque que interpretou a Chiquinha, do seriado Chaves, que veio cantando a plenos pulmões o samba da escola.

Casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e destaque em desfile da Rocinha

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A Rocinha trouxe para e Intendente a reedição do enredo “Para não dizer que não falei das flores” sobre as diversas formas de flores e a importância das mesmas para a vida das pessoas. Munida de alegria ao raiar do dia na Intendente, a escola teve o casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira bem entrosado, belas alegorias, e comissão de frente delicada para a pista.

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Comissão de Frente

Coreografada por Júnior Barbosa, a comissão da Rocinha representou o refrão do samba, que fala da cantiga de roda onde apareceu a margarida diante de um beija-flor. A apresentação teve como base o balé clássico, e contou com onze bailarinos, sendo dez beija-flores e uma margarida, com a dança dos beija-flores ao redor da flor. A comissão de apresentou bem na dança, porém no segundo módulo uma parte da fantasia da margarida acabou caindo durante a execução da coreografia, e acabou seguindo sem ela durante o resto do desfile.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Vinicius Jesus e Manu Brasil, casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Borboleta, vieram de Jardim das Flores. Uma fantasia trabalhada em tons de branco com alguns bichinhos de pano ao redor. O casal dançou bem sincronizado em todos os módulos, estando bem entrosado e animado.

Enredo

Reedição do enredo de 1992, agora pelas mãos do carnavalesco Marcus Paulo, a escola veio falando das diversas flores, mostrando que a beleza das mesmas, a relação delas com a palavra favela e com a origem das comunidades até as flores e orixás.
Dar aquela pincelada no que é o enredo. Como foi desenvolvido o enredo, o que você entendeu e o que não entendeu. Não é para falar que sentiu falta de algo, porque a proposta do carnavalesco que deve ser analisada e não o que você queria ver no desfile.

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Alegorias

O abre-alas retratou um belo jardim, trazendo um letreiro todo florido em cores diversas, todo bem acabado, com as composições e destaques bem vestidos, depois trouxe um tripé retratando uma vitória-régia com três borboletas, enquanto a segunda alegoria da escola retratou as favelas, que tem a origem do nome na flor “favela”. Essa alegoria trouxe a velha-guarda, além do símbolo da agremiação na parte de trás.

Fantasias

As alas estavam com fantasias bem produzidas e acabadas, com várias possuindo objetos de mão, como grandes cajados com as pontas terminadas em pétalas, representando diversos tipos de flores, com o destaque das alas que representaram as flores em contextos religiosos, como lírios para Oxum, as palmas brancas de Iemanjá, e as palmas vermelhas com espadas de São Jorge. As baianas representaram rosas, com a saia em formato de pétalas.

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Harmonia

A primeira ala da escola teve questões com harmonia, que, após o abre-alas, seguiu evoluindo e melhorando a cada ala cantando mais o samba a plenos pulmões, assim como os componentes dos carros. A escola entretanto canta mais forte nos refrões do samba, contagiando as pessoas que assistiam a cantar junto.

Samba-enredo

A obra reeditada de 1992, foi defendida por Dodô Ananias na Intendente, sendo muito bem cantando junto com o carro de som, e mostrando perfeitamente o enredo. Os refrões foram o ponto alto na pista, especialmente o do meio que falou, “Na brincadeira de roda / Apareceu a margarida / Realizando os meus sonhos / Colorindo a minha vida”

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Evolução

A primeira ala, além de questões de harmonia, teve questões de evolução também, avançando além da conta em alguns momentos do desfile, se distanciando do abre-alas, porém os diretores buscavam evitar que se formasse um buraco. As alas após o abre-alas foram melhores, seguindo bem o fluxo até o fim do desfile.

Outros Destaques

A Rocinha trouxe sua bateria Ritmo Avassalador bem firme e constante durante a passagem da escola, além dos passistas que sambaram e evoluíram muito bem ao longo da pista.