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Unidos da Barra da Tijuca faz desfile vibrante, mas peca na evolução

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Estreando na série Prata após ser vice-campeã na Bronze em 2023, a Unidos da Tijuca abusou de cores leves e alegres, além do seu verde e azul para contar o enredo “Encontro das Águas”, quando o rio encontra o mar, sob a benção dos orixás. A agremiação desfilou com vibração na Intendente, porém, um buraco no segundo módulo de jurados a fez correr no fim.

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Fotos: Anderson Carvalho/CARNAVALESCO

Comissão de Frente

Sob o comando do coreógrafo Walter Valentini, os integrantes da Comissão de Frente interpretaram o encontro dos orixás Oxum e Iemanjá e fizeram uma bela apresentação, com muita sincronia, que arrancou aplausos do público e dos jurados.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Paulo Gomes e Maura Luíza Leal fizeram bailado que arrancou aplausos do público. Enquanto girava o estandarte, Maura trocava olhares o tempo todo com Paulo e os dois agiram em perfeita sincronia. A fantasia dela tinha tom de dourado de Oxum e rosa, enquanto a de Paulo, evocava o azul de Iemanjá.

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Enredo

O enredo desenvolvido pelo carnavalesco Plínio Santos foi bem desenvolvido no desfile, contado de forma clara em todas as alas. Quem via o conjunto entendia o que estava sendo contado na avenida.

Fantasias

O conjunto de fantasias foi bem leve e colorido, indo além do verde e azul da agremiação. As roupas eram bonitas e de bom acabamento. Elas eram ainda de fácil leitura. Destaque para a ala das baianas, em um branco e prata, falava de oferendas a Iemanjá. Já a fantasia da Velha Guarda foi um branco bem simples.

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Harmonia

O intérprete Alex Ribeiro pôde contar com os refrões “Ê Janaína…Ê Janaína” e “Axé pra quem tem fé e tem samba no pé”, para levantar o público, que aplaudiu sempre nesses trechos. A maioria das alas cantou forte o samba e apenas em algumas havia componentes que não cantavam.

Samba-enredo

O samba de autoria dos compositores Ciraninho, Júnior Ribeiro, Marcinho M2, Flavinho Bento, Bujão, Milton Carvalho, Juninho UBT, Mariozin do Leme, Duca Mendonça e Marcelo Martins era fácil de ser cantado e isso facilitou o seu desenvolvimento na avenida. O público cantou junto alguns trechos, principalmente os refrões.

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Evolução

A escola evoluiu bem até perto do final do desfile, quando abriu um grande buraco antes do último carro, em frente ao segundo módulo de jurados. A última alegoria correu para não prejudicar ainda mais o desfile e chegar a tempo de encerrar. Porém, a agremiação deverá perder pontos preciosos em evolução.

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Outros destaques

A bateria comandada por mestre Pato Roco deu show, com algumas bossas e paradinhas e foi aplaudida pelo público e os jurados.

Com canto forte e cores chamativas, Império da Uva faz um desfile correto na Intendente

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O Império da Uva apresentou o enredo “Dos Trilhos do Passado a Um Novo Tempo: Japeri”, uma homenagem à Prefeitura de Japeri, município do estado do Rio de Janeiro. Passando pela chegada dos bandeirantes, construções de igrejas, estradas e ferrovias, os desfile citou os grandes carnavais que aconteciam na cidade e as belezas naturais do município.

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Fotos: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

Comissão de Frente

A comissão, Junior Ribeiro e Karla Flor, veio representando os bandeirantes, com uma espingarda dourada na mão de cada um e um chapéu, que caiu da cabeça de uma integrante no 1º módulo. Apesar da coreografia rápida e bem executada, não foi possível compreender o significado da apresentação, a coreografia não teve um ponto alto, nem uma ordem nítida, no sentido de contar uma história.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal Roberto Vinícius e Klenia Freita, vieram com uma reluzente fantasia dourada e verde, a saia da porta-bandeira era em formato de uma coroa. Além de bem feita, a fantasia do casal era funcional, aparentava ser leve e deu muita liberdade para que ambos realizassem uma apresentação segura. Apesar do forte vento, Klenia manteve o pavilhão desfraldado sem fazer muito esforço.

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Enredo

Passeando pela história e símbolos de Japeri, o Império da Uva levou a cidade para dentro da Intendente, uma verdadeira aula de história sobre o município de Japeri. As alas do desfile contaram o enredo de forma cronológica, seguindo a história da cidade, começando com os bandeirantes, que desbravaram as terras, na comissão de frente, até a última alegoria, que representou os voos de asa delta realizados no Pico da Coragem, localizado em Japeri.

Alegorias

A escola apresentou alegorias de fácil compreensão. A primeira era o abre-alas, muito bem acabado, era um trem a fogo, que simbolizava a ferrovia que cortava o município e lhe trouxe moradores e relevância, de uma pacata localidade rural para um dos maiores entreposto ferroviários do Brasil. A segunda alegoria também era um trem, mas desta vez, era um trem da Super Via, do ramal Japeri, com muitas pessoas fazendo parte do carro, o carro fez efeito na avenida, no entanto, o acabamento acabou prejudicando uma plena excelência da alegoria, o uso de spray verde limão para desenhar as portas e janelas do vagão, deixou a alegoria destoante do resto do desfile. A terceira e última alegoria representava a belezas naturais de Japeri, como o Pico da Coragem e a prática de asa delta no local, com componentes em cima e todo trabalhado em tons verdes, o carro continha iluminação própria, o que passou o efeito de selva para o público.

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Fantasias

A maioria das alas era monocromáticas, baianas amarelas, ala da prefeitura de Japeri laranja e a ditadura militar verde. O carnavalesco, Clébio de Freitas, usou e abusou de cores fortes, o laranja neon e o verde limão em específico, pois estavam presente em diversas alas. As fantasias estavam todas bem feitas, era visível um trabalho cuidadoso de acabamento e de concepções nada convencionais, exemplo, a ala do funk que majoritariamente roxa, veio com adereços na frente que representavam caixas de som.

Harmonia

Após o carro abre-alas, a escola bradou o samba de ponta a ponta, todas as alas trouxeram um canto forte para a avenida. O carro de som pouco trocou com a bateria, muito provavelmente por conta da dificuldade de se ouvir a bateria pela avenida, mas ambos contribuíram para o desfile forte da escola.

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Samba-enredo

Cumprindo a função de contar a história de Japeri, o samba-enredo, composto por Mauro Naval, Ali Gringo Jarb, Gylnei Bueno, Fernando de Lima, Franck Willian, J. Matias, TM, Leozinho Nunes, foi muito bem cantando pela escola na avenida, todos os desfilantes pareciam saber o samba de cor. Além do trabalho do carro de som que soube conduzir o samba de uma maneira quente pela avenida.

Evolução

Apesar da leve acelerada que a escola deu no final da avenida, as alas desfilaram animadas e apresentaram a evolução necessária para a escola sonhar com o topo da tabela.

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Outros destaques

Apesar na execução artística comprometida, a alegoria do trem de Japeri tinha o arco da Apoteose atrás, se encaixando com o trecho “O barão vira marquês, com o clamor da ferrovia”, fazendo referência à Marquês de Sapucaí e o trem.

Vizinha Faladeira apresenta um bom desfile, mas buracos e correria comprometem o resultado

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Com o enredo “O Cais da Resistência”, a Vizinha Faladeira homenageou o Cais do Valongo, território localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, onde escravizados eram comercializados, sendo considerado o local que mais recebeu escravizados no mundo. Com alegorias e fantasias criativas e bem acabadas, a escola optou por um desfile esperançoso, que mostrasse a liberdade negra de uma maneira poética.

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Fotos: Guibsom Romão/CARNAVALESCO

Comissão de Frente

A apresentação da comissão de frente contou com um elemento cênico e troca de figurinos, o elemento cênico, que girava e apresentava 3 cenários diferentes, apresentou problemas para girar nos 2 primeiros módulos de jurados, por conta disso, a coreografia sofreu alterações a partir da 3ª cabine. Os integrantes da comissão, que eram negros, começavam a apresentação vestidos de escravizados trabalhadores, as mulheres eram lavadeiras e os homens carregavam sacos de café, neste primeiro momento o elemento cênico apresentava o cenário do Cais do Valongo.

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No segundo ato, o elemento cênico girava e era apresentado um escritório do palácio imperial, uma mulher branca representava a princesa Isabel que, cercada de mulheres negras, assina a Lei Áurea, comemorada pelas mulheres em sua volta. Na terceira e última parte, o cenário é uma sala de estar com retrato de 5 personalidades negras, Luísa Mahin, Luís Gama, Tia Ciata, João Cândido e Carolina Maria de Jesus, todos representados por integrantes da comissão, que agora trocaram de roupa. A coreografia foi reproduzida integralmente nos 4 módulos de jurados, mas a partir do 2º, os integrantes de antes vinham sentados em cima do elemento cênico, vieram andando por de trás dele, para que ele fosse girado sem apresentar os problemas que apresentou anteriormente.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal mestre-sala e porta-bandeira, Yuri Souza e Gislaine Lira, desfilaram com uma fantasia dourada, toda ornada em brilhos e com uma corrente preta, simbolizando a escravização, cercando a fantasia de ambos. O casal apresentou uma dança segura e contida, a coreografia fazia algumas referências ao samba-enredo, como no trecho “Kaô, meu pai kaô”. A porta-bandeira deu algumas pisadas na saia durante a apresentação no 2º módulo, mas nada que comprometesse a apresentação.

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Enredo

Com o enredo “Cais da Resistência”, do carnavalesco André Tabuquine homenageou o Cais do Valongo, que foi criado em 1811 pela Intendência Geral da Polícia da Corte do Rio de Janeiro, para que ali fosse realizado a venda e compra de escravizados, por conta disso, cerca de 1 milhão de negros passaram pela região. Durante a construção do Porto Maravilha, foi descoberto um sítio arqueológico, com diversos vestígios de pessoas negras que por ali viveram e foram enterradas. Em 2017, o local foi reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.

Alegorias

A escola trouxe um abre-alas opulento, com um letreiro na frente e um navio negreiro composto por pessoas negras representando escravizados, logo atrás veio a segunda parte do carro com esculturas também representando escravizados acorrentados. As outras duas alegorias, uma representando as religiões de matriz africana e o carnaval, entraram muito bem acabadas na avenida, assim como a primeira alegoria.

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Fantasias

A escola apresentou fantasias com estruturas parecidas, ombreira, capacete e saia, mas todas muito bem acabadas e com uma paleta de cores interessante. A ala das baianas desfilou com uma saia vazada, luvas brancas e uma sombrinha na mão, representando a classe mais abastada do império.

Harmonia

Apesar da bateria estar inaudível no início da escola, os desfilantes cantaram bem o samba, a cada início do samba, no trecho “Agô, ao pisar as pedras desse cais” a escola cantava forte e o desfile ganhava fôlego.

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Samba-enredo

O samba de Luiz Fernando, Miguel Beserra, Osmar Nunes, Ricardo Cardoso, Rodolfo Caruso e Rodrigo Carvalho, embalou harmonicamente a escola, seguindo a proposta da letra e do enredo. A comissão de frente e o primeiro casal reproduziam passos conforme a letra do samba dizia, exemplo, no trecho “Com a falsa liberdade” uma das escravizadas da comissão comemorava com um papel na mão a assinatura da Lei Áurea.

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Evolução

O carro abre-alas apresentou problemas para se locomover, abrindo um notório buraco na frente do 4º módulo de jurados, o que acabou comprometendo todo o desfile que vinha atrás dele. A escola passou muito rápido pelo 4º módulo, abrindo mais um grande buraco entre a última ala e o carro que homenageava o carnaval.

Outros destaques

Apesar de também ter tido que passar correndo, havia uma ala de pernas de pau que chamou a atenção do público.

Botafogo Samba Clube faz desfile com boa plástica e evolução positiva

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Quarta escola a desfilar pela Série Prata na noite desta terça-feira, o Botafogo Samba Clube levou para a Intendente Magalhães o enredo “Taina-Kan: A Estrela Solitária”, do carnavalesco Ricardo Hessez. Sem grandes falhas, o desfile da agremiação alvinegra foi marcado pela evolução acertada e o bom acabamento das fantasias e alegorias.

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Fotos: Raphael Lacerda/CARNAVALESCO

Comissão de frente

Sob o comando do coreógrafo Jhon Gomes, a comissão de frente chamou atenção pela beleza das fantasias, além da coreografia sincronizada e muito bem desenvolvida.

Mestre-sala e Porta-bandeira

A dupla formada por Diego Moreira e Beatriz Paula fez uma apresentação de muita conexão e talento, que uniu bailado tradicional e pequenas coreografias em referência ao samba-enredo. Destaque para os giros da porta-bandeira, além dos elegantes torneados e meias-voltas do mestre-sala. Nas quatro cabines, o quesito conseguiu se sair bem e foi aplaudido pelo público.

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Enredo

O Botafogo Samba Clube levou para a Passarela do Samba Suburbana o enredo “Taina-Kan: A Estrela Solitária”, de autoria de Ricardo Hessez, Allan Barbosa e Marcelo Adnet. A obra contou a história de amor e rejeição entre uma indígena e uma estrela solitária. Com essa proposta, a agremiação uniu a temática indígena com principal símbolo da equipe de futebol.

Alegorias

O primeiro tripé trouxe a estrela, símbolo do enredo e da agremiação, nas cores verdes. Destaque para o abre-alas. Realçado pela iluminação e efeitos pirotécnicos, o carro chamou atenção pelo acabamento e a riqueza de detalhes. O conjunto de alegorias e fantasias foi um dos destaques da agremiação.

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Fantasias

Fantasias ricas em detalhes e com um bom acabamento. Muitas delas uniram a estética indígena às cores do clube de futebol e da agremiação. Destaque para a fantasia de baianas.

Harmonia

Em boa parte do desfile, o canto da comunidade foi regular. O ponto de destaque era no refrão final do samba-enredo “Ninguém entende esse sentimento// Botafogo Samba Clube, escolhido pra te amar”. Já na última cabine, o som da avenida foi desligado e dificultou o desenvolvimento do quesito nas últimas alas. No geral, os componentes abraçaram o samba, mas poderiam ter cantado com mais fôlego.

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Samba-enredo

A obra é de autoria dos compositores Chicão, Pitty de Menezes, Valentina Faria da Silva, Valtinho Botafogo, Gilmar Ferreira, Gabriel Coelho, João Cleber Carvalho de Souza, Thiago Meiners, Rodrigo Alves, Richard Valença e Rodrigo Pessanha. O samba-enredo passou bem na avenida. O trabalho do carro de som comandado pelo intérprete Chicão, e da bateria do mestre Diogo Carbonell contribuiu para o bom rendimento.

Evolução

A escola passou bem e encerrou o desfile aos 38 minutos. Com uma boa evolução, os quesitos puderam se apresentar com calma e os componentes brincaram carnaval. Apesar disso, as últimas alas estavam um pouco mais tímidas, mas puderam encerrar o desfile com calma.

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Outros destaques

Destaque para a bateria Ritmo Alvinegro, que teve um grande entrosamento com o carro de som comandado pelo intérprete Chicão.

Santa Marta faz desfile alegre e criativo, mas estoura o tempo e compromete evolução

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A Mocidade Unida do Santa Marta foi a terceira agremiação a desfilar na noite desta terça-feira, pela Série Prata. A Azul e Branco de Botafogo levou para a Intendente Magalhães o enredo “#Sextou…Só Sucesso!”, uma grande exaltação à sagrada sexta-feira, além de homenagem ao mestre de bateria Tião Belo, cria da comunidade. Com um desfile alegre e marcado pelo canto dos componentes, a escola pecou em evolução e encerrou o desfile dois minutos acima do tempo regulamentar.

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Fotos: Rapahel Lacerda/CARNAVALESCO

Comissão de frente

Com os bailarinos lembrando a malandragem, a comissão de frente fez uma apresentação interessante, mas que apresentou problemas de execução. Durante as apresentações nas cabines, o tripé esbarrava nos elementos cenográficos do quesito.

Mestre-sala e Porta-bandeira

A dupla formada por Erica Duarte e Tchetchelo se apresentou com fantasias brancas. Durante as quatro cabines, a performance foi marcada pelo bailado tradicional, com destaques para os giros da porta-bandeira e meias-voltas do mestre-sala.

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Enredo

O enredo foi desenvolvido pelo carnavalesco Arthur Paschoa, e levou uma ode de alegria para a avenida. Com uma grande exaltação ao sexto dia da semana, a obra também prestou uma homenagem ao mestre Tião Belo, cria do Santa Marta e responsável pela iniciação de vários ritmistas na comunidade e em seu entorno.

Alegorias

Destaque para a alegoria que referenciou o trecho “de bar em bar” do samba-enredo. Com a estética de boteco, a frente do carro trouxe a escultura de Zé Pilintra – que representava a malandragem. Nas pontas, garrafas de cerveja. Já o último tripé apresentou problemas na roda maluca, e causou um buraco em frente à última cabine de jurados.

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Fantasias

A união da simplicidade com a criatividade. As fantasias ajudaram na compreensão do enredo. Destaque para a ala de crianças, que representou pequenos foliões. Como adereços de mão, baldes simulavam repiques. À frente da ala, a mensagem “dever de casa é brincar de carnaval”, em referência à obra.

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Harmonia

Um dos destaques do desfile da Azul e Branca de Botafogo. A comunidade do Santa Marta mostrou sua força e cantou ao longo de toda a Passarela do Samba suburbana. Apesar do som oficial da Intendente falhar por algumas vezes, a comunidade abraçou o carro de som e deu conta do recado.

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Samba-enredo

A obra foi assinada pelos compositores Dalton Cunha, Daniel Guimarães, Guilherme Salgueiro, Rafael Zimmermann, Raí Trovisck, Renan Ucceli, Marina Laiun e Mônica de Aquino Medeiros. Paassou bem na avenida, com destaque para o refrão final “Madrugada, malandragem” – que marcava o ápice do canto entre os componentes.

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Evolução

O quesito foi a grande dor de cabeça desta noite para a Mocidade Unida do Santa Marta. O regulamento da Superliga Carnavalesca do Brasil – responsável pela Série Prata – prevê o tempo mínimo de 35 minutos e máximo 40. A escola deu bastante espaço para que os componentes pudessem brincar carnaval, mas se esqueceu do cronômetro: já no último módulo de julgadores, os componentes precisaram correr para que o tempo não não fosse estourado – e não adiantou. A agremiação encerrou o desfile com dois minutos a mais que o previsto pelas regras.

VIRADOURO CONQUISTA ‘DESFILE DO ANO’ NO ESTRELA DO CARNAVAL 2024

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A Viradouro fechou o Carnaval 2024 do Grupo Especial e conquistou a categoria “Desfile do Ano“, premiação máxima do Estrela do Carnaval, oferecido pelo site CARNAVALESCO. A escola de Niterói ainda foi premiada em mais duas categorias: “Baianas” e “Mestre-Sala e Porta-Bandeira” para a dupla Julinho e Rute. A data da festa de premiação será anunciada em breve.

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Foto: Alexandre Vidal/Divulgação Rio Carnaval

Desfile do ano

A Unidos do Viradouro foi a última escola a passar pela avenida na segunda noite de desfiles do Grupo Especial. A vermelha e branca de Niterói correspondeu às expectativas do público e encerrou o carnaval de maneira avassaladora, se credenciando ao título na quarta-feira de cinzas. De ponta a ponta foi uma desfile com todas as características de campeão, os nove quesito foram defendidos com brilhantismo por toda a escola, desde a comissão de frente, que mais uma vez se destacou, até a comunidade que entrou na avenida disposta a guerrear e teve um canto impressionante, acima de tudo, a garra de cada desfilante merece todos os elogios.

O apuro estético foi outro ponto de destaque, o conjunto de fantasias e alegorias mostrou todo o talento de Tarcísio Zanon. Assim a estética, a Viradouro também passou pela avenida com um belíssimo trabalho harmônico, a bateria de mestre Ciça levantou o público e o intérprete Wander Pires retornou para agremiação em grande estilo. O alvorecer do dia contribuiu para que a energia em torno do desfile deixasse o ambiente ainda mais favorável à escola.

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Foto: Dhavid Normando/Divulgação Rio Carnaval

A Grande Rio faturou quatro categorias: “Comissão de Frente“, “Conjunto de Alegorias“, “Originalidade” e “Carnavalesco” para a dupla Leonardo Bora e Gabriel Haddad.

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A atual campeã do Grupo Especial, a Imperatriz Leopoldinense leva para casa três categorias: “Samba-Enredo“, “Conjunto de Fantasias” e “Intérprete” para Pitty de Menezes.

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A Estação Primeira de Mangueira conquistou duas categorias: “Passistas” e “Harmonia“. Quem também recebeu duas premiações foi a Portela: “Enredo” e “Rainha de Bateria” para Bianca Monteiro. A Vila Isabel ganhou “Bateria“, comandada por mestre Macaco Branco. O carnavalesco do Arranco do Engenho de Dentro, Nicolas Gonçalves, foi eleito a “Revelação do Carnaval 2024“.

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GRUPO ESPECIAL

DESFILE DO ANO: VIRADOURO
SAMBA-ENREDO: IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
MESTRE-SALA e PORTA-BANDEIRA: VIRADOURO
COMISSÃO DE FRENTE: GRANDE RIO
BATERIA: VILA ISABEL
BAIANAS: VIRADOURO
PASSISTAS: MANGUEIRA
ALEGORIAS: GRANDE RIO
FANTASIAS: IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE
HARMONIA: MANGUEIRA
RAINHA DE BATERIA: BIANCA MONTEIRO (PORTELA)
INTÉRPRETE: PITTY DE MENEZES (IMPERATRIZ)
ENREDO: PORTELA
CARNAVALESCO: LEONARDO BORA E GABRIEL HADDAD (GRANDE RIO)
ORIGINALIDADE: CONJUNTO DA GRANDE RIO
REVELAÇÃO DO CARNAVAL 2024: NICOLAS GONÇALVES, CARNAVALESCO DO ARRANCO DO ENGENHO DE DENTRO

Praça da Bandeira peca no desempenho do quesito Evolução na Intendente

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Segunda escola da noite a Independente da Praça da Bandeira entregou na Avenida contando a história da cidade de Maricá, desde a luta dos índios Tamoios até a colonização e fundação da cidade. A escola teve dois erros de evolução no último modulo de jurados deixando dois buracos na avenida, porém terminou o desfile dentro do tempo em 39 minutos.

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Fotos: Cristiano Martins/CARNAVALESCO

Comissão de Frente

A comissão de frente, dos coreógrafos João Soares e Netinho Campos, deu show contando com onze integrantes. Logo no primeiro módulo o chapéu de um dos componentes caiu, entretanto, não prejudicou a coreografia. Eles contaram a história da luta dos Tamoios contra o invasor, que acabou com a vitória dos indígenas. Coreografias bem feitas sincronia total e uma bela apresentação que levantou o público.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

O casal mestre-sala e porta-bandeira, Wellington Santos Júnior e Ana Carolina Gurjão “Carolzinha”, deram um show na apresentação, com uma fantasia com muito brilho bailaram e giraram com perfeita nitidez. Ela com a mão firme e segura não deixou de trocar olhas e sorrisos com Wellington, o casal passou leveza e muita tranquilidade durante todos os módulos.

Enredo

Com o enredo “Da brisa ao maro, à luz do luar de Maricá”, dos carnavalescos Ricardo Paulino e Walter Guilherme, a escola de Vilar dos Teles contou na pista da Intendente a história do surgimento da cidade da região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. Foi uma história bem amarrada desde a comissão de frente até a última ala.

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Fantasias

As fantasias estavam com acabamento bem executados, com um colorido bem evidente.Destaque para a fantasia da alas das baianas composta com uma imagem de uma santa diferente em cada uma delas. A alas das crianças e da capoeira conseguiram também levantar o público quando passou.

Harmonia

O carro de som Interprete Diego Nascimento “Chocolate”, levantava a escola cada hora que cantavam o segundo refrão, “Da brisa do mar/À luz do luar/Independente canta Maricá
Lugar de encantos mil/Exemplo ao meu Brasil/Vou cantar!”. Mas durante boa parte do samba a escola cantava bem pouco.

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Samba-Enredo

O samba-enredo dos autores Serginho do Porto, Marquinho Bombeiro, Salviano, Sérgio Pires, Mauro Gaguinho e Diego Nascimento “Chocolate” é um samba fácil e gostoso de ser cantado, o público pegou logo o refrão, e cantou junto.

Evolução

O fato que deixou a desejar foi a evolução da escola, apesar do começo muito bem e coeso. A escola se perdeu da terceira para quarta cabine de jurados, deixando dois buracos um após a aula das baianas e outro a frente do segundo carro da escola que estava desgovernado na pista, por muitas vezes quase batendo na grade, dando um grande trabalho para os empurradores.

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Outros Destaques

Outro destaque positivo foi a bateria, de mestre Josué Lourenço, que deu um show de bossas e paradinhas nas cabines dos jurados. Os ritmistas receberam aplausos e gritos do público.

Em sua estreia na Série Prata, Feitiço Carioca mostra luxo e faz um desfile correto na Intendente

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O Feitiço Carioca fez sua estreia na Serie Prata sendo a primeira escola a desfilar, na noite de terça-feira, na Intendente Magalhães. A escola do Santos Cristo apostou no luxo e em grandes fatos históricos e contemporâneo para contar seu enredo na Intendente a escola encerrou seu desfile com o tempo de 39 minutos. Conseguindo passar tudo que foi propostos no seu enredo, deixando o público impactado com sua a oponência . Dizem que a primeira impressão é a que fica, eles deixaram e bem.

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Fotos: Cristiano Martins/CARNAVALESCO

Comissão de Frente

Coreografada por Adílson Lourenço a comissão veio com treze integrantes e um tripé. Com fantasia que representava o bruxas queimadas na inquisição. A coreografia fou executada de acordo com o ensaiado, sem falhas de execução nos módulos. Movimentos de solo usaram toda a pista na apresentação. No final da coreografia eles espantavam o medo e seguiam em frente.

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Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Yu Gomes e Viviane Oliveira passos leves com bailado bem executado, pegada firme na bandeira, olhares fixos. Fantasia com excelente acabamento, com coreografias em perfeita sintonia, fizeram uma linda apresentação.

Enredo

Criação do carnavalesco Jean Rodrigues com o enredo “Vai dizer que está com medo do meu feitiço!?” abordou o medo do desconhecido, desde a infância até o medo da morte, abordando também lendas, mitos e histórias.

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Alegorias

Destaque para as duas alegórias muito bem finalizadas com detalhes brilhantes, o caixão do Tuntacamom na ala do Egito e o tripé que veio fechando o desfile representando um asilo, o maior medo de velhice de ser jogado e esquecido nesse lugar.

Fantasias

As fantasias foram o maior destaque da escola, todas bem desenhadas, com acabamentos perfeitos, muito detalhes e acabamentos de brilho. A ala do Tutancâmon após o segundo carro da Nefertiti junto com a alas das ciganas e a bateria fantasiada de Lobo mau foram as que mais chamaram atenção pela plástica.

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Harmonia

O carro de som, embalado pelo interprete Betinho de Lucas, fantasiado de bruxo, deixou a internet animada mesmo sendo a primeira escola a desfilar. O ponto negativo foi que a escola não cantou muito, só algumas partes do samba, principalmente, a primeira parte do samba “Andava na linha, eta” corda bamba/“Tem um monstro embaixo da cama”.

Samba-Enredo

De letra fácil e divertida o samba composto por Haru Oliveira, Clara Vidal, Arthur Gabriel, Juan Reis e Breno Medeiros. Fez muitas menções a medos de infância, da vida adulta tratando assunto sérios como homofobia, racismo e intolerância religiosa de forma leve e de fácil entendimento.

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Evolução

A escola fez um desfile coeso e correto, sem deixar buracos na pista, respeitando cada apresentação, as alas bem enfileiradas sem confusão. Duas alegórias sem nenhum problema e muito luxuosas, o carro do hospital, carro do Egito e destaque para as alas do filme It a Coisa e as baianas de Malévola.

Outros Destaques

O medo que a escola representou, foi o lúdico, o histórico e ao mesmo tempo o medos dos tempos reais. Medo de morrer sozinho, de sofrer preconceito de ser esquecido. A escola abordou muito bem o assunto de forma bem didática e passaram tudo que propuseram.

Vídeo: Freddy Ferreira analisa baterias do Grupo Especial no Carnaval 2024

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Debate | Balanço dos desfiles do Grupo Especial e Série Ouro no Carnaval 2024

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