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‘Galanga Muzinga – A saga de Chico Rei’ é o enredo da Lins Imperial para o Carnaval 2025

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ALins Imperial, em 2025, terá como enredo “Galanga Muzinga – A saga de Chico Rei”. A narrativa, debruçada na tradição oral, abordará o ideal de liberdade que emana do mitológico Galanga Muzinga das Áfricas, o Chico Rei das Minas Gerais. Serão abordados aspectos da cultura banto, da qual Muzinga teria se originado, bem como a sua trajetória mítica por Minas – tornando-se o libertador de escravizados a partir de seu trabalho na Mina da Encardideira – e a sua contribuição para a formação da identidade preta mineira, sobretudo, ouropretana, como por meio da construção da Igreja de Nossa Senhora do Rosário e de Santa Ifigênia dos Homens Pretos e por meio da celebração do Reinado.

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“A ideia de enredo surgiu em 2022, com uma viagem da equipe a Ouro Preto para fazermos pesquisa de campo. Ouvimos pesquisadores ouropretanos que estudam o mítico Chico Rei, como Kedison Geraldo, capitão da Guarda de Moçambique, a historiadora e pesquisadora Sidnea Santos, bem como Toninho Lima, o atual zelador da Mina do Chico Rei. Após essa imersão na cultura preta mineira, decidimos, por certo, adotar novamente uma narrativa afrocentrada, o que vem gerando bons enredos e sambas em nossa escola. Estamos confiantes de que nossa escolha nos levará à Série Prata”, avalia o presidente Flávio Mello.

Para o enredista e diretor cultural Mateus Pranto, popularizou-se, no imaginário coletivo, a ideia de que Chico Rei escondia ouro em seus cabelos e, por meio dessa prática de apropriação indevida, comprou a sua liberdade e a de seus pares. Esse pensamento reforça estereótipos racistas que associam pessoas pretas a práticas criminosas. “Pretendemos combatê-lo ao mostrar que, na verdade, Chico Rei, a partir do fruto do seu trabalho incessante na Mina da Encardideira, conseguiu negociar a sua alforria e a de outros escravizados”, explica.

“A prática de alforria entre escravizados era comum na Velha Minas. Embora não haja uma comprovação histórica de que um homem chamado Chico Rei tenha realmente existido, é fato que existiram muitos outros que tiveram uma trajetória semelhante à de Muzinga. É a partir desse imaginário, de um personagem que representa uma coletividade, que nos debruçamos para a construção do enredo. A luta é ancestral”, diz o enredista e diretor cultural Raphael Homem.

Sem perder tempo, a Lins Imperial já trabalha na criação de fantasias e alegorias. O objetivo da escola é retratar uma história gloriosa sobre Galanga Muzinga, seu reinado na África, o seu papel de liderança entre os escravizados das minas, bem como o de libertador destes, e a manutenção da sua história por meio do Reinado ouropretano. “Isso é a certeza de um grande carnaval!”, comemora o carnavalesco Agnaldo Rodrigues que ao lado de André Marins assina o desenvolvimento do próximo carnaval da escola com auxílio de pesquisa dos enredistas e diretores culturais Mateus Pranto e Raphael Homem.

O cartaz, assinado pelo designer Rodrigo Cardoso, é inspirado nos estandartes coloridos muito comuns nos reinados ouropretanos. Ao centro, representando Chico Rei altivo sob Ouro Preto, está Jackson Senhorinho o primeiro mestre-sala da agremiação.

A Lins Imperial será a 4ª a desfilar, na sexta-feira, 07 de março de 2025, data de seu aniversário de 62 anos de fundação, pela Série Bronze. O samba-enredo, que será encomendado e a sinopse, serão divulgados em agosto.

Unidos da Tijuca faz no domingo feijoada e recebe Jorge Aragão e Samba de Caboclo

No próximo domingo, a quadra da Unidos da Tijuca abrirá as suas portas para mais uma edição da sua tradicional feijoada mensal. A combinação de samba, música boa, cerveja gelada e feijoada, acontecerá a partir das 13h, recebendo os shows completos de Jorge Aragão e Samba de Caboclo. E mais, Grupo Pirraça e Banda Swing Carioca com os melhores hits do pagode retrô abrem o evento.

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Foto: Divulgação/Unidos da Tijuca

Os ingressos poderão ser obtidos antecipadamente através do Sympla. Quem optar por comprar na hora, pagará R$ 70,00 na pista (sujeito à lotação). A feijoada do chef Bruno Malta é vendida à parte e deverá ser adquirida diretamente no evento pelo valor de R$ 25. A quadra da escola oferece área de alimentação com vastas opções de refeições.

Compositor do samba-enredo da Unidos da Tijuca para o Carnaval 2020, e um dos maiores poetas do samba, Jorge Aragão embalará os presentes com seus grandes sucessos em repertório preparado para emocionar. Estourados nas rodas de samba pelo Brasil afora, o palco da Unidos da Tijuca receberá mais uma vez as batidas envolventes dos tambores do povo na aldeia tijucana com o Samba de Caboclo.

A quadra de ensaios da Unidos da Tijuca fica localizada na Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo. A pista custa R$ 70,00 e os camarotes estão esgotados. Há estacionamento amplo no local.

Serviço:
Feijoada Nota 10 da Unidos da Tijuca
Atrações: Jorge Aragão e Samba de Caboclo – Abertura Grupo Pirraça e Banda Swing Carioca
Data: 21/07/2024
Horário: 13 às 23h
Endereço: Avenida Francisco Bicalho nº 47 – Santo Cristo
Classificação: 18 anos
Pista: R$ 70 – Camarotes esgotados
Vendas On-line: https://www.sympla.com.br/evento/samba-de-caboclo-jorge-aragao-unidos-da-tijuca/2499767?share_id=copiarlink&referrer=linktr.ee&share_id=copiarlink

Macaco Branco sobre relação com ritmistas na Vila Isabel: ‘Nosso trabalho de música e percussão se torna muitas vezes até terapia’

A bateria da Unidos de Vila Isabel começou a afinar os instrumentos na última quarta-feira em busca de repetir o feito do último desfile e conquistar os 40 pontos no Carnaval 2025. Nos próximos dois meses, a “Swingueira de Noel” estará dedicada ao trabalho rítmico e harmônico na quadra da agremiação.

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Foto: Nelson Malfacini/CARNAVALESCO

“A bateria da Vila Isabel é uma grande família e, com isso, nosso trabalho de música e percussão se torna muitas vezes até uma terapia. É muito gratificante ver toda a galera nos preparativos, ainda mais com o enredo que nós temos”, afirmou o mestre Macaco Branco.

Após a escolha do samba-enredo, em setembro, os mais de 270 ritmistas começam a fase de montagem e ensaio dos arranjos do hino que embalará a escola no ano que vem.

A azul e branca de Noel vai levar para a Avenida o enredo “Quanto mais eu rezo, mais assombração aparece”, desenvolvido pelo carnavalesco Paulo Barros. Conduzida por um trem-fantasma que desembarca em um grande baile, a escola vai transformar medo em alegria ao carnavalizar as assombrações que atazanam o imaginário popular.

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Orádia Porciúncula: ‘celebrar as chicas de ontem, hoje e amanhã’

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Ao site CARNAVALESCO, a ilustadora Orádia Porciúncula preparou uma arte especial para marcar o lançamento do samba-enredo do Paraíso do Tuiuti para o Carnaval 2025. A obra é assinada pelos compositores Claudio Russo e Gustavo Clarão. A agremiação de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio, vai retratar na Avenida a história de Xica Manicongo, considerada a primeira travesti não indígena do Brasil. * OUÇA AQUI O SAMBA

Orádia Porciúncula explica a ilustração: “Sempre é tempo de afirmar o tempo da diversidade. É tempo de celebrar as chicas de ontem, hoje e amanhã, muito além do arcoíris”. Veja abaixo a ilustração feita pela artista.

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O lançamento do samba-enredo vai ocorrer em uma grande festa no próximo dia 9 de agosto, na Cidade do Samba. Os ingressos já estão à venda, através da plataforma Guichê Web.

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Ilha 2025: samba da parceria de Paulinho Poeta

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Compositores: Paulinho Poeta, Marcio André Filho, Gabriel Fraga, Diego Jorge, André Aleixo, Vitor Lajas, Barreirinha, Vaguinho, Igor Federal e Inácio Rios

BRILHA RAINHA
DAS SAPATILHAS LIBERTÁRIAS
DA EMOÇÃO
O MAESTRO DEU O TOM
PRA BAILAR SOBRE ESSE
MAR DE ALEGRIA, MARIA DO POVO
CAFUZOS, MESTIÇOS E PRETOS
ABRIRAM AS CORTINAS DA REDENÇÃO
A HEROÍNA DOS PORÕES, LUTOU POR JUSTIÇA COM A FORÇA MULHER
HOJE A “ILHA ENCANTADA” TE APLAUDE DE PÉ

GIRA, RODA NO TOQUE
DO MEU TAMBOR
A NOBREZA SE RENDE A BATUCADA
VEM DANÇAR LUNDU
NA UMBIGADA , NUM RITUAL
DE AMOR ATÉ DE MADRUGADA

ATRAVESSOU O GINGADO DO IMPERADOR
O PALHAÇO NÃO SORRIU A ORQUESTRA NUNCA MAIS TOCOU
HAVIAM NOVOS ARES INSPIRADOS
SE MISTURAVAM AOS MASCARADOS
GUERREIRA SE TORNOU TÃO BRASILEIRA, RESISTÊNCIA
EVOCANDO OS TERREIROS
NO RIO VISÕES E DELÍRIOS NO OLHAR
AS LABAREDAS QUE NÃO CONSEGUIRAM QUEIMAR
A CHAMA ESTUDANTIL
E OUTRO CATIVO NASCEU
A LIBERDADE BEIJOU A BANDEIRA
NO BAILE A FESTA É GERAL
BADERNEIRO AMANHECEU
COM SEU AMOR DE CARNAVAL

QUIMERA IMORTAL
QUE PAIRA SOBRE NÓS
BADERNA INFERNAL
A ILHA UNIU NOSSA VOZ
BATO NO PEITO, COM TODO RESPEITO, VIU
MARIETA DO BRASIL

Ilha 2025: samba da parceria de Marquinhus do Banjo

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Compositores: Marquinhus do Banjo, Júnior Nova Geração, Andréa Krapp, Paulinho Gallo, Binho Teixeira, Laura Romero, Rosângela Cunha, Marcelo Martins, Rafinha da Ilha e Gugu das Candongas

ANCOROU…
A ESTRELA CHEGOU NO CAIS
TEM ALEGRIA NO OLHAR DO SEU SORRISO
NUMA ILHA ENCANTADA
MARIA AMANHECEU NO PARAÍSO
ERA O RIO DE JANEIRO
DE UM POVO TÃO FESTEIRO, UM IMPÉRIO TROPICAL
PELOS CAMINHOS VIU A ARTE, VIDA E SONHOS
LUGARES TRISTONHOS
SEM NINGUÉM PRA TE VER BRILHAR
NO SALÃO UMA FEBRE CONTAMINA
E A NOSSA BAILARINA ERA A LUZ NA ESCURIDÃO

LOTAVA O TEATRO E O POVO NA RUA
CHAMAVA SEU NOME A FESTA É SUA
BADERNA! BADERNA! BATENDO COM O PÉ
PRA ELA A NOBREZA É QUEM É DA RALÉ

A FIDALGUIA QUE AMAVA A BOÊMIA
NÃO PAGAVA A QUEM DEVIA A BAGUNÇA COMEÇOU
LÁ NO RECIFE FOI AQUELE ALVOROÇO
REMELEXO BEM GOSTOSO, O LUNDU FEZ DELIRAR
VOLTOU PRO MEU RIO TRIUNFANTE
ESSA GENTE FASCINANTE
NO CORTEJO VAI TE COROAR
NUM BANHO DE MAR MERGULHEI NA MAGIA
SOU INSULANO BADERNEIRO DA FOLIA

MARÉ QUE VEM…ME LEVA!
PRA NOSSA ILHA, PAIXÃO ETERNA!
SEU ESTANDARTE, UM SONHO REAL
TEM BADERNA NA TERRA DO CARNAVAL

Ilha 2025: samba da parceria de Bernardo Nobre

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Compositores: Bernardo Nobre e Vinicius Lajas

Partiu
Da terra onde a arte é devoção
Chegou
Na rua que aquece o coração
Maria, o seu bailado era um presságio
De movimentos encantados
Toda a massa conquistou
Das flores do lago das fadas
A seca escorre nas lágrimas
Na dança o alento, sopraram os ventos
Um novo palco encontrou

Ginga menina
Lundu, umbigada
Roda maestrina no girar da saia
Com os pés descalços no chão
Nesse terreiro evocar
O erudito popular

Assim, volta pra ser celebrada
Sua gente embriagada
Toda a ralé, comemorar
Mas, entre tanto festejo
As chamas e os anseios não impedem o sonhar
E das cinzas, a mais bela flor
Leva o amor pro teatro nacional
Zuavos, o apego à bandeira
Essa alma baderneira, baluarte imortal
Deu ao bando arruaceiro
A lição do nosso enredo…
“Eu sou a rua, ninguém vai me segurar!”

A ilha vem coroar
Baderna!
Hoje a noite é sua, rainha singela
Chegou a hora, União
Sapucaí vai ferver
É o povo no poder!

Ilha 2025: samba da parceria de André de Souza

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Compositores: André de Souza, John Bahiense, Ricardo Castanheira, Leandro Pereira, Leandro Augusto, Millena Gomes, Luiza Vieira, Diego Duran, Victor Latorraca e Vagner Alegria

O VENTO QUE SOPRA O MEU ESTANDARTE
TRAZ ARTE BAILANDO NO VELHO GALÉ
CORTEJO NA ILHA ENCANTADA
LEVITA DIVINA MULHER
EIS A GUANABARA O DESTINO
SINTA TODO CORPO ARREPIAR
NOS MEUS PASSOS, ALEGRIA
NA CORTE, DESCOMPASSO E LADAINHA
O IMPÉRIO ARDENTE FEZ DA HIPOCRISIA O SEU PAR
A VERDADEIRA NOBREZA É POPULAR

ABRE A RODA E VEM NA GINGA
MEXE A CADEIRA, MARIA
BATE NA PALMA DA MÃO,
DANÇA NA PONTA DO PÉ
NESSE TERREIRO A MISTURA TEM MAGIA

ANOITECEU, SEU BRILHO ILUMINOU O CORCOVADO
E A BATIDA INCORPOROU NA ALMA
PORRE SEDENTO À BUSCAR AMORES
CHAMA SE APAGA COM LÁGRIMAS E FLORES
NOS PALCOS DA ILUSÃO, EM CENA A UNIÃO:
O BEIJO QUE SELA A NOSSA VITÓRIA
VEM DO FOLIÃO QUE HONRA A HISTÓRIA
A LIBERDADE PULSA NA VEIA
BADERNA, CLAREIA
O SOM DO TAMBOR, PULSA NA VEIA
BADERNA, CLAREIA

MINHA ILHA É QUIMERA
UM AMOR QUE É IMORTAL
ALTEZA DO CARNAVAL
A BRAVA GENTE GUERREIRA
VAI TE COROAR NA QUARTA-FEIRA

Ilha 2025: samba da parceria de Rony Sena

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Compositores: Rony Sena, Samir Trindade, Diego Costa, Kadinho, Deco, Sérgio Beto Português, Felipe Sena Soraia Sena, Playmobil e Victor Rangel
Intérpretes: Igor Sorriso e Dani Trindade

O meu destino é subverter
Sou anarquia , rebuliço e auê (auê auê)
Derrubo bons costumes de elites,
Minha história me permite, vou te receber
Chuva tropical de flores,
Cortejo de valores na Guanabara
Num Rio que era capital
Do contraste social
Correu notícia nas sacadas e umbrais
Disfarce da tirania
Riqueza de fidalguia, miséria de ideais

Me concede essa dança disse o Imperador!
E o pobre, de lado vivendo sua dor
Baile do descaso , gingado febril
Desde de Dom Pedro, isso é Brasil

Seguiu …
A sapatilha em outros ares, de liberdade
Se fez lundu , bailarina da gandaia
Bateu tambor com os pés na umbigada
Retorna, de forma triunfal
Cada cartão postal, uma saudade.
A chama que ficou , jamais apagará a sua arte
Êh rainha, do teatro renascer,
Pra fazer baderna até o amanhecer,
Êh rainha, ventre livre de mulher
Veja a plateia te ” aplaudir de pé ”

Vem Maria Baderneira brasileira por amor
Que o povo quer te ver na Ilha do Governador
Vem Maria Baderneira brasileira por amor
Que o povo quer de volta
A Ilha do Governador