O clima na Grande Rio é de alta expectativa para o desfile em 2025. A escola fez uma grande final de samba-enredo, premiando a parceria dos compositores Mestre Damasceno, Ailson Picanço, Davison Jaime, Tay Coelho, Marcelo Moraes, que vieram de Belém, no Pará, para vencer em Duque de Caxias. No ano que vem, a Tricolor da Baixada Fluminense levará para a Avenida o enredo “Pororocas Parawaras: As Águas dos Meus Encantos nas Contas dos Curimbós”, dos carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora. Em entrevista ao CARNAVALESCO, o diretor de carnaval, Thiago Monteiro, ressaltou o intercâmbio cultural entre a escola de samba do Rio e todas agremiações do Grupo Especial de Belém.
“Encontramos muito contéudo rico em Belém. Foi um intercâmbio cultural muito importante entre os desfiles das escolas de samba. As escolas de Belém colocaram o que tinham de melhor para Grande Rio, para o carnaval do Rio, e para o mundo. A visibilidade foi boa para todo mundo. Uma troca muito importante. Fiz workshop de direção de carnaval, o casal também participou com os casais, o mestre Fafá e o Evandro Malandro receberam pessoas interessadas em ouvir a gente sobre o carnaval. Pegamos experiências deles e eles da gente. Uma troca muito produtiva”, disse o diretor.
O CARNAVALESCO ouviu mestre Damasceno e ele falou sobre a conquista na Grande Rio e a emoção de vir do Pará e ganhar no Rio de Janeiro.
“Muita alegria, muita felicidade. Até pela distância que a gente vem, atravessando o oceano, se encontrando com os amigos da capital do Pará. Concorrendo com nove sambas no Pará. Conseguimos classificar. Chegamos no Rio, concorremos com os caras famosos. E a gente consegue ser o campeão para o carnaval da cidade de Rio. É uma felicidade, uma sorte, emoção e alegria para o povo do Pará, do Rio de Janeiro e do Marajó”.
O compositor Ailson Picanço falou ao CARNAVALESCO da sensação de vencer na disputa de samba-enredo da Grande Rio para 2025.
“É uma sensação incrível, porque a comunidade nos abraçou desde o primeiro dia, desde o dia do lançamento. A comunidade não se importou se o samba era do Pará ou do Rio de Janeiro. Ela queria saber se o samba era bom, independentemente de onde vinha. Receber todo esse apoio e carinho não tem preço, é indescritível. Fizemos o melhor que pudemos para chegar nesse momento aqui. E, se Deus quiser, a Grande Rio terá muito sucesso no carnaval, se as caboclas e as juremadas permitirem”.
O diretor de carnaval da Grande Rio, Thiago Monteiro, falou o que é possível esperar da escola e comentou sobre o desfile ser na terça-feira de carnaval.
“Podem esperar que vamos disputar o título, respeitando todas as coirmãs, claro, todo mundo está se preparando da melhor maneira possível, mas a gente também está se preparando muito, muito bem, e a gente tem plena consciência do que a gente quer buscar, que é o melhor carnaval da nossa história e brindar o público com um grande espetáculo. A referência que a gente tem hoje é o desfilar na segunda. E sempre foi, para nós, visto com bons olhos, uma vantagem. Além de você ter mais dias de preparação, você de fato vê o que já aconteceu na pista. Terça-feira você tem um dia a mais. Inclusive, a Grande Rio escolheu, optou por isso, porque no sorteio a bola maior saiu para a gente e nós optamos. É lógico que é uma incógnita, mas pegando a analogia da antiga segunda-feira é uma vantagem”.
Para a comunidade da Tom Maior, 2009 é um ano mais do que especial. Naquele ano, a agremiação apresentou o enredo “Uma nova Angola se abre para o mundo! Em nome da paz, Martinho da Vila canta a liberdade!” e encantou boa parte de quem acompanhava o desfile no Sambódromo do Anhembi ou pela televisão no que é, para muitos, o desfile mais marcante da vermelho e amarelo. Em 2025, a escola reeditará a temática – e foi a deixa para que o CARNAVALESCO pedisse para componentes-chave da instituição relembrarem a marcante apresentação. A reportagem, em contato com alguns componentes bastante importantes da escola da Zona Oeste paulistana, perguntou quais eram as principais lembranças daquela apresentação – e as respostas foram as mais diversas possíveis.
Boa parte dos entrevistados destacou o quanto a “cabeça” (ou seja, os primeiros segmentos) da escola em 2009 foi marcante. Um deles foi Flávio Campello, carnavalesco que comandará a reedição do enredo: “A minha grande lembrança daquele desfile de 2009 é a emoção do início do desfile, que tinha o peso da Guerra Civil Angolana. Aquela abertura de desfile talvez tenha sido o mais impactante. Sempre quando as pessoas lembram daquele carnaval, obviamente elas sempre associam a essa entrada, essa abertura. Eu garanto, em 2025, não teremos isso”, destacou, aproveitando para frisar a principal diferença entre as apresentações.
Carnavalesco Flávio Campello
Outro setor que vem logo no começo da escola e é muito lembrado por todos que compõem o carnaval paulistano é a comissão de frente. À época coreografada por Luiz Mario Vicente, os integrantes simulavam o drama de refugiados da Guerra Civil Angolana – com direito a choro de uma mãe que perdeu o filho e com pessoas com membros decepados. Yaskara Manzini, que estreará como coreógrafa na Tom Maior em 2025, detalha: “Para mim, chama muito a atenção a comissão-de-frente. Além de coreógrafa, eu sou pesquisadora e professora universitária. Foi uma das primeiras vezes que a gente viu, de fato, uma teatralização na pista. O que a pessoa chama de teatro hoje em dia, com personagens e etc… por vezes, isso é dito muito levianamente. Se você ouvir um personagem, você tem que pensar como é isso emocionalmente. Normalmente, o personagem tem uma história pregressa. E, naquela comissão-de-frente, a gente via pessoas que tinham estudado muito o tema que elas construíram para construir também os personagens. Para mim, naquele desfile que podemos chamar de ensinamento, o que mais me chamou a atenção foi a seriedade e a dramaticidade daquela comissão de frente, que estava muito ligada aos cânones do teatro convencional, do teatro que a gente assiste para fora da uma escola de samba”, pontuou.
Yaskara Manzini, coreógrafa da Tom Maior em 2025
Diversidade de opiniões
Outros componentes citaram mais de um segmento ao relembrar o histórico desfile. Mostrando alinhamento até mesmo nas lembranças, o casal de mestre-sala e porta-bandeira da instituição está nessa lista. Com muito entusiasmo, Ruhanan Pontes fez as suas escolhas: “Eu acho que o desfile de Angola… eu acho o desfile muito fod*. Eu não consigo citar só um, vou citar três coisas que me marcaram. O primeiro foi a comissão-de-frente, que é sensacional, no período da Guerra Civil Angolana. Pesadona a comissão-de-frente. Eu gosto muito, em seguida, do abre-alas, também. Eu acho muito louco, tinha aquelas caveiras com as metralhadoras, como se tivesse em guerra. A coreografia da bateria, a bateria do Mestre Carlão nesse ano, eu acho que foi a sensação do carnaval… não só pela coreografia, mas também pelo ritmo e pela batida de caixa antiga, que era sensacional também. Eu também gosto da batida de agora, mas eu acho que a bateria era mais… não sei explicar. E a roupa do primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira também, eu gostava muito da roupa. A roupa do primeiro casal é sensacional”, comentou.
Ana Paula Sgarbi foi um pouco mais enxuta ao falar das lembranças de 2009: “Eu acho que, quando me perguntam do desfile, a primeira coisa que vem na minha cabeça é a comissão-de-frente. Eu também cito o casal de mestre-sala e porta-bandeira, também: eu me lembro muito deles no desfile. Até quando falaram de reeditar, eu voltei a assistir para olhar de novo. Vai ser um contexto completamente diferente, mas eu fiz questão de ir lá e de lembrar esses momentos”, dissecou.
Ruhanan Pontes e Ana Paula, casal da Tom Maior
É importante relembrar que o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira em 2009 eram os históricos Jairo Pereira e Simone Gomes, que desfilaram entre 1993 e 2003 e entre 2007 e 2022 na instituição.
Para Carlos Alves, o Carlão, presidente da agremiação desde 2023 e mestre da Tom 30 (bateria da escola) desde 1999, há outro ponto de atenção: “A grande lembrança daquele desfile foi o quanto ele paralisou muito as pessoas quanto à história contada. Mas, em 2025, a nossa abordagem vai ser bem diferente. A nossa abordagem em 2025 é muito mais alegre, mais para o lado da religião e das riquezas que Angola tem”, comentou, aproveitando para falar sobre o que será apresentado no próximo ano.
Carlão, presidente e mestre de bateria da agremiação
Também de olho em 2025, Gilsinho, intérprete da Tom Maior desde 2022, prometeu uma exibição ainda mais marcante no ano que vem: “Eu assisti várias vezes o desfile, achei que foi um desfile muito bom, a escola estava muito bem e a gente espera que a escola venha bem melhor do que naquele desfile. Não adianta a gente pensar que vamos vir no mesmo patamar, não: a gente tem que vir pra briga mesmo, tem que vir pro pau. A gente tem que vir melhor do que foi naquela época. Claro que as pessoas mudaram, mudou muita gente, poucas pessoas que estão aqui hoje participaram daquele desfile de 2009. Mas a essência da escola está aí. A essência é a mesma, a mesma vibração, a mesma motivação. A gente vai cantar muito! Eu espero que a escola consiga cantar mais forte do que cantou em 2009 e fazer um grande desfile”, afirmou.
Gilsinho, intérprete da Tom Maior
Execução impecável
Outro ponto muito elogiado pelos componentes da escola, como não poderia deixar de ser, é o histórico samba-enredo. Composto por Maradona, Claudinei, Amós, Ferracini, Ricardo e Tinga, a obra novamente será executada no Anhembi. Erica Ferreira, diretora-geral da Tom Maior, relembrou: “Na avenida, assistindo a Tom Maior, o que mais me chamou atenção foi o samba-enredo e a emoção que aquele desfile e toda a parte artística proporcionaram. A bateria fez uma bela coreografia, foi um desfile explosivo; mas, ao mesmo tempo, mexeu com o nosso emocional. Em 2025, vão ver uma outra Tom Maior. A Angola de 2009 vai encontrar o Brasil de 2025 – e vice-versa: os irmãos vão se encontrar. Juntando os dois desfile, o que mais vai ficar em voga é a ancestralidade: a força ancestral de um povo que a Tom Maior vai carregar”, comentou.
Erica Ferreira, diretora-geral da Tom Maior
A supracitada coreografia da bateria em 2009 contou com uma bossa que durou uma passada inteira do refrão do meio com alguns integrantes, fantasiados de maneira distinta do branco majoritário dos ritmistas, levantando placas que formavam o nome da escola junto. Tudo isso aconteceu à frente do box onde a Tom 30 recuou.
Mesmo com um show lembrado em verso e prosa pelos fãs do samba em 2009, Carlão acredita que é possível fazer muito mais: “Se teve um quesito em São Paulo que evoluiu muito o nível nesses últimos quinze anos foi o de bateria, as baterias no geral. É diferente, o projeto é diferenciado – e, com certeza, o samba é muito bom. É o nosso samba mais conhecido e também o mais conhecido da Tom Maior na comunidade de samba, todo mundo conhece esse samba. Vamos fazer grandes arranjos, fazer uma grande exibição, a nossa bateria (e as bateria em geral) com certeza evoluiu e evoluíram muito”, finalizou.
O último sábado foi de alegria, realização de sonhos e muito samba para a Lins Imperial. A agremiação enfaixou e coroou Andreia Gonçalves como madrinha de bateria para o Carnaval 2025 e contou com a presença de ilustres do mundo do samba. No próximo ano, a escola de samba vai fazer uma homenagem ao Chico Rei, em seu desfile.
Rainha da Paraíso do Tuiuti e fenômeno no carnaval, Mayara Lima foi a responsável por coroar a nova madrinha, que recebeu a faixa das mãos de Alex Coutinho, diretor de passistas da Paraíso do Tuiuti, responsável pelas aulas de samba no pé da madrinha da Verdadeira Furiosa. Andreia recebeu de Kelymar o cetro, bastão que simboliza a majestade.
Andreia nasceu no Lins de Vasconcelos, bairro da escola e foi criada no morro da Cachoeirinha, onde viveu sua infância. Sua família foi uma das fundadoras da agremiação, quando desde pequena ficava admirando sua mãe e tias confeccionarem as fantasias para o desfile. A nova madrinha da bateria Verdadeira Furiosa desfilou pela primeira vez com apenas 13 anos de idade. Andreia também é uma das fundadoras da escola mirim Infantes do Lins, ocupando o cargo de Diretora de Patrimônio.
A noite contou, ainda, com a apresentação do samba oficial do próximo carnaval e do show da Paraíso do Tuiuti. A escola agendou para o próximo dia 09 de novembro, a partir das 18h, a sua festa de apresentação das fantasias para o próximo carnaval. O evento aconterá na quadra de ensaios situada à Rua Lins de Vasconcelos 623- Lins com entrada franca.
A União de Maricá anunciou os nove sambas-enredo que avançaram para a semifinal do concurso que escolherá o hino do seu desfile no Carnaval 2025. A escola vai apresentar na Série Ouro o enredo “O cavalo de Santíssimo e a coroa do Seu 7”, desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, que exalta a mãe de santo Cacilda de Assis e Seu 7 da Lira, Exu festeiro e entidade marcante da umbanda carioca. Conheça os sambas que seguem na disputa:
Samba 2 – Vinícius Santos e cia
Samba 4 – Babby do Cavaco e cia
Samba 7 – Wanderley Monteiro e cia
Samba 10 – Marquinho Paloma e cia
Samba 12 – Alan Adi
Samba 13 – Xande de Pilares e cia
Samba 15 – Claudio Mattos e cia
Samba 17 – Macaco Branco e cia
Samba 18 – Renan Gêmeo e cia
A semifinal ocorrerá na próxima sexta-feira, dia 1º de novembro, na quadra da escola, no Centro de Maricá. Em 2025, a agremiação será a sexta a cruzar a Sapucaí na sexta-feira, 28 de fevereiro, em busca do inédito acesso ao Grupo Especial.
Lucas Milato e Alexandre Louzada formam a dupla de carnavalescos que a Unidos de Padre Miguel terá na sua volta ao Grupo Especial depois de décadas longe do principal grupo da folia. A escola levará “Egbé Iyá Nassô” para a Marquês de Sapucaí no próximo ano, e o CARNAVALESCO conversou com os artistas para saber um pouco mais da inspiração do enredo, a concepção e a pesquisa do mesmo. Louzada começou contando como ele e Lucas pensaram no enredo que UPM deveria ter no Carnaval de 2025.
“Não foi uma encomenda, mas foi um pedido de que a gente trouxesse ideias de temas que pudessem navegar pelo universo do afro, de África, de candomblé, da religiosidade que todas as escolas de samba, e a Unidos de Padre Miguel vivem tão intensamente. Na verdade, esse enredo nasceu quando nós estávamos debatendo que tipo de tema que a gente apresentaria para direção. E foi o próprio Lucas que falou assim ‘Poxa, gostei disso aqui, gostaria de saber mais sobre isso’. E acabou que a Iyá Nassô ficou na cabeça tanto do Lucas quanto na minha. Foi assim que aconteceu”.
Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO
Lucas complementou Louzada, pontuando que o enredo tem a essência da Unidos de Padre Miguel: “A escolha percorreu muito uma vontade de agradar a comunidade da Vila Vintém, os apaixonados pela Unidos de Padre Miguel. É um enredo que tem a essência da escola e agrada muito a nossa comunidade. O nosso maior objetivo esse ano, com a escolha do tema, era agradar nossa comunidade que por tanto tempo esperou por esse momento da Unidos de Padre Miguel no Grupo Especial. A gente está muito feliz e eu acho que não tinha como não ser esse enredo”.
Lucas ressaltou o samba potente da escola: “É um samba forte, potente, mas acima de tudo e singelo. Essa é a essência da Iyá Nassô. Ela é uma mulher muito potente, foi uma mulher muito potente e que deixou plantada uma semente aqui no Brasil. Muito, muito forte, muito importante. O axé que ela plantou germina até hoje. Temos a história dessa mulher, dessa fundadora do primeiro terreiro de candomblé Ketu do Brasil, que é o terreiro da Casa Branca. O nosso samba tem a força que a Unidos merece”.
Louzada concordou com Lucas, principalmente, para mensagem de preservação das raízes e tradições do país: “Eu endosso as palavras do Lucas. É uma história de verdade que nós estamos trazendo e que tenha toda a força do axé que Iyá Nassô plantou aqui no Brasil e que se transformou numa religião com tantos seguidores no país. E ter uma mensagem positiva de preservação das nossas raízes, da nossa cultura e que também é que eles entendam que que uma escola de samba também é uma pequena África, também é um Ilê e que nós vamos apresentar. Nosso enredo começa na África e termina na pequena África, que é a Vila Vintém”.
Por fim, a dupla contou o que mais chamou a atenção de ambos durante a pesquisa do enredo para 2025, com Alexandre Louzada contando como o enredo foi pensado e escrito até a confirmação no terreiro da Casa Branca.
“Vamos considerar que cada ser humano utiliza só uma mão para escrever. O enredo da Unidos de Padre Miguel teve quatro mãos e quatro cabeças pensando em todos os desdobramentos que esse enredo pudesse ter. É um mosaico de informações onde nós tivemos, até mesmo com a ajuda dos nossos enredistas, que é o Clark Mangabeira e o Victor Marques, que cada um pensou e saiu em campo de pesquisa de várias coisas para condensar em um só pensamento. Nós tínhamos opções de seguir a linha de algumas teses sobre sobre a vida e a vinda da Iyá Nassô para o Brasil. A gente escolheu aquela que mais nos agradava como história e como uma história lúdica para se transformar em carnaval. E eu acho que nós acertamos que quando fomos pedir autorização ao terreiro da Casa Branca, bem como ao orixá que comanda a casa nós. Nós escolhemos a versão certa, e foi uma versão que agradou a todos lá”.
Lucas, inclusive, encerrou ressaltando a importância da ida ao local para fortalecer a certeza de que estavam indo pelo caminho certo para contar a história de Iyá Nassô: “O grande clarão ele se deu quando a gente foi no terreiro, quando a gente chegou em Salvador, tivemos o primeiro contato com os orixás do terreiro da Casa Branca. Naquele momento, a gente confirmou a potência desse enredo, a importância e foi uma grande conexão de pensamentos, porque a gente viu que o que a gente tinha pesquisado até então, e era extremamente coerente com a verdade delas. Eu acho que isso inclusive culminou nessa aprovação, porque elas ficaram muito lisonjeadas e felizes de terem a sua história real contada”.
O Salgueiro anunciou nesta terça-feira sua mais nova musa: Flavia Alessandra. Atriz, advogada, apresentadora e empresária, ela, de 50 anos, nasceu na Tijuca e se orgulha de suas raízes. Agora, desfilando pela primeira vez como musa, ela completa seu extenso currículo com o posto de musa de uma das mais tradicionais escolas de samba do Rio de Janeiro. A tarde desta terça-feira marcou sua primeira visita ao barracão do Salgueiro, na Cidade do Samba, onde foi recebida pelo presidente André Vaz. Flavia conversou com o carnavalesco Jorge Silveira e acompanhou os preparativos da Vermelho e Branco para o aguardado desfile de 2025.
“Acabo de completar 50 anos e vou estrear na avenida. Isso é muito desafiador, significativo e libertador. Quero que sirva de exemplo pra mulher de 50, 60. Quero que elas saibam que podem tudo e que sim, o melhor momento da vida pode ser agora”, comentou Flávia.
Foto: Anderson Borde/Divulgação Salgueiro
Em 2025, o Acadêmicos do Salgueiro levará para a Marquês de Sapucaí, o enredo “Salgueiro de Corpo Fechado”, desenvolvido pelo carnavalesco Jorge Silveira e escrito pelo enredista Igor Ricardo. A agremiação vai apresentar as culturas religiosas do Brasil e as raízes afro-brasileiras. A história começa na África, com o povo Mandinga, e termina com uma homenagem à umbanda carioca e a Zé Pilintra. O tema do “corpo fechado” refere-se a um processo de feitiçaria tradicional que torna o corpo invulnerável, à prova de bala, faca, coice de animal, entre outros. Ele pode ser alcançado por meio de amuletos, rituais, cânticos, sacrifícios de animais e velas.
“Estou honrada por estrear na Sapucaí com a Salgueiro, uma escola que eu sempre admirei, tijucana, do bairro onde eu nasci e cresci. O enredo deste ano é muito bonito e eu estou radiante! Vou dar o meu máximo para que esse desfile seja honroso, tal como a escola e esse tema corajoso e necessário. A Salgueiro, mais uma vez, vai inovar e trazer para avenida um espetáculo maravilhoso. É uma honra fazer parte disso. Que seja o primeiro de muitos”, comenta Flávia sobre a novidade.
As eliminatórias para a definição da futura Corte Real do Carnaval 2025 acontecem nos próximos dias 6, 7 e 8 de novembro, seguidas pelas semifinais nos dias 14 e 15 de novembro. A grande final está marcada para 22 de novembro. Todas as etapas das eliminatórias e a final serão realizadas na Cidade do Samba.
A ordem da apresentação dos candidatos será definida nesta quarta-feira. às 17h, com um sorteio, no Sambódromo, no Setor 11. A corte será composta por oito integrantes, incluindo também duas princesas (2ª e 3ª colocadas) e o vice-rei.
Com 114 inscrições ao todo, 58 candidatas concorrem ao posto de Rainha do Carnaval e 25 para o trono de Rei, além de dez para musa, 17 para muso e quatro para Cidadão Não Binário. Os vencedores nas categorias Rei Momo e Rainha receberão R$45,5 mil cada, Vice-Rei, R$8 mil, e os outros cinco integrantes da Corte, R$32,5 mil cada.
Dono da chave da cidade durante o carnaval, o Rei Momo é um personagem legitimamente carioca, cujo nome remonta à mitologia grega e, o personagem, a um grupo de jornalistas do jornal carioca “A Noite” em 1933.
A Unidos da Tijuca, que segue apostando em novos talentos, substituiu o segundo mestre-sala para o Carnaval 2025. Diego Jenkins será o defensor do segundo pavilhão ao lado da porta-bandeira Thainá Teixeira, que após o período de licença maternidade está de volta às atividades na agremiação. O novo mestre-sala deu seus primeiros passos nas tradicionais escolas de mestre-sala e porta-bandeira do Rio de Janeiro, as do Manoel Dionísio e Minueto do Samba.
Tem passagem por escolas como Unidos do Viradouro, Lins Imperial, Unidos do Jacarezinho, Acadêmicos do Engenho da Rainha, Guerreiros Tricolores, Unidos da Villa Rica e Império de Araribóia, em Niterói. Está entre os fundadores do grupo Nobres Casais, no qual visa difundir a arte dos casais de mestre-sala e porta-bandeira do Brasil. Defende há 08 anos o primeiro pavilhão do Acadêmicos de Vigário Geral, na Série Ouro.
“Me sinto honrado pelo convite e muito grato ao presidente Fernando Horta pela confiança e oportunidade em defender o pavilhão tijucano. Inicio uma nova história, com muito respeito, na escola com tantos campeonatos. Uma oportunidade que sempre sonhei, na agremiação que acompanhei de perto a passagem de grandes ídolos na arte. Chego respeitando aqueles que vieram antes de mim e com o compromisso de trabalhar com muita dedicação para honrar os que vierem depois. Obrigado, Tijuca”.
A dupla já iniciou os treinamentos visando o desfile da escola que acontece dia 03 de março de 2025 na Marquês de Sapucaí. O enredo da agremiação para o próximo carnaval é “Logun-éde – Santo Menino que Velho Respeita” – orixá de cabeça do novo profissional.
O Paraíso do Tuiuti foi a primeira das doze escolas do Grupo Especial a fazer sua gravação oficial para o álbum dos sambas-enredo da Liesa para o Carnaval 2025. Os componentes da escola estiveram no Century Estúdio, na Zona Oeste do Rio, e o CARNAVALESCO acompanhou toda a movimentação durante o dia. Pixulé, intérprete oficial da escola comentou sobre a preparação que realizou para a gravação do álbum, destacando a importância do sono para a voz.
“Eu sempre falo que a arma do cantor é o sono, se o cantor pode fazer exercício de voz, exercícios técnicos, influência muito, mas a arma do cantor é o sono. Se ele tirar uma tarde boa de sono, uma noite maravilhosa de sono, no dia seguinte ele vai estar inteirinho para gravar o samba e botar a voz espetacularmente”, disse o cantor.
Para o intérprete, o samba como um todo é especial, porém, se tivesse que definir algum trecho que chama a sua atenção, ele já destacou.
Fotos: Matheus Morais/CARNAVALESCO
“Tem uma parte bacana que eu curto muito: ‘Eu travesti/Estou no cruzo da esquina/Pra enfrentar a chacina/Que assim se faça/Meu Tuiuti/Que o Brasil da terra plana,/Tenha consciência humana/Chica vive na fumaça’”.
Pixulé comentou também sobre a emoção empregada nos momentos de defender o samba da escola, seja na gravação ou no ao vivo, nos ensaios e no desfile em si.
“Eu sou um tipo de cantor que eu entro dentro do samba, eu abraço o samba, seja na gravação e no ensaio de rua, é a mesma coisa, a emoção toma conta e a gente acaba perdendo a linha”.
Diretores de carnaval, Rodrigo Soares e André Gonçalves também estavam presentes na gravação. Rodrigo comentou revelou o que esperar da gravação da escola para 2025 e qual a parte do samba do próximo carnaval mais toca o coração dele:
“O samba já foi construído com uma pegada, uma levada de um samba bem atual, falando de um tema bem atual, uma defesa bem correta daquilo que ele propõe. A gravação foi maravilhosamente boa. Eu acho que até pela qualidade da obra, a forma que a gente já vem ensaiando, preparando esse samba há algumas semanas, eu acho que está ficando uma proposta muito boa, e esperar que ele seja realmente aquilo que ele está apresentando, ou seja, ele tem essa cara valente, aguerrido. E que realmente ele transmita aquilo que a escola pretende fazer na avenida. O início do samba é bem forte, a cabeça do samba: ‘Só não venha me julgar pela boca que eu beijo, pela cor da minha blusa e a fé que eu professar’. Já é o indício da tradução daquilo que o samba te propõe, ou seja, de fazer uma reflexão de tudo o que acontece, principalmente, nessa vertente do público, da história da Xica, essa cabeça é bem forte”.
Também foi falado por ele sobre as pessoas envolvidas na gravação, a mobilização da bateria, e como isto tudo é um reflexo do que a escola já vem realizando ao longo dos últimos meses.
Diretores de carnaval, Rodrigo Soares e André Gonçalves
“É o resultado do que a gente está fazendo às segundas-feiras. Mestre Marcão tem a competência de lidar com a rapaziada bem completa. Ele trouxe o time dele, o nosso coro vem trabalhando desde que o samba foi lançado, ou seja, é aquilo que a gente faz, quem dera trazer 300 ritmistas”.
Por fim, Rodrigo comentou o que representa para ele e André estar presentes na gravação de um samba tão forte como o que será levado pela escola em 2025.
“Representa mais um passo de um trabalho que a gente pretende fazer com maestria. Primeiro para mostrar para todos o significado e o apelo do samba e mostrar realmente a cara que o Tuiuti pretende dar com essa mensagem. O que a gente pretende é basicamente isso. Não é só mais um trabalho, é mais um trabalho com samba forte, samba de mensagem positiva, mas um samba auto-explicativo”.
Hudson Luiz, cantor auxiliar do carro de som da escola, contou mais sobre a forma que o arranjo foi feito, pensando nas necessidades da escola, e falando sobre como a gravação foi realizadas e as ideias musicais que o Tuiuti utilizou na sua faixa.
Hudson Luiz, cantor auxiliar do carro de som
“Todo o arranjo foi pensado de acordo com a necessidade do nosso enredo e do nosso samba. Entendendo o que era necessário, que o samba pedia, seja o arranjo musical das cordas e seja o arranjo da bateria. Cada detalhe que foi colocado no samba foi sim pensado dentro do enredo, dentro do samba. Eu acho que toda a gravação para a gente é muito importante, porque é um novo momento que se inicia, um novo ciclo que se inicia. Foi muito interessante, mais o ano consecutivo a gente consegue colocar toda a ala musical para poder fazer a gravação. Como foi no ano passado, a ideia que a Liga traz para a gente colocar no nosso samba, com os arranjos que foram propostos pelo nosso diretor musical, por todo o nosso grupo musical. Eu acho que isso é muito interessante e traz uma certa confiança e uma certa abertura para que as nossas alas musicais de todas as escolas de samba possam colocar o melhor dos seus trabalhos”.
Mestre Marcão comentou sobre o andamento da bateria para a gravação, o que ficou mais confortável de ser realizado e trabalhado.
“Acho que aqui foi 142 BPM (batidas por minuto), 143 BPM, que fica mais confortável, o samba fica mais confortável, fica mais com a cara de samba-enredo e fica mais fácil para se comunicar com o povo. A gente, com o diretor da ala musical, estamos ensaiando por três ou quatro meses”.
O mestre ainda explicou que não realizou nenhum desenho especial para a gravação, apenas nuances que já estão sendo executadas na quadra.
“A gente só fez umas nuances que já estamos fazendo na quadra e algumas bossas a gente não colocou, porque a gente ainda está definindo o que fazer, e não podemos estragar a surpresa da avenida”.
Claudio Russo, compositor do samba, comentou como a obra do Tuiuti impactou na vida dele com o conhecimento de caminhos até então desconhecidos para ele, e na importância de falar também sobre a violência sofrida pela comunidade LGBTQIAPN+ no país.
“Eu aprendi muito com esse samba, eu consegui junto com o Gusttavo Clarão, receber o apoio do Jack Vasconcelos (carnavalesco), e ele me levou para um caminho que eu não conhecia, porque tem muita coisa nesse samba que a gente teve que aprender do zero. A questão das travestis, da quimbanda, do catimbó, e foi através desta união com Jack que eu conheci Fábio, que está me iniciando nos caminhos do catimbó, e foi aí que eu aprendi muito da história de Xica Manicongo. Só aprendendo essa história que a gente começa a entender como é importante a luta de Xica Manicongo para a questão dos direitos no Brasil. Somos o país que mais mata travestis no mundo, o que mais desrespeita a comunidade LGBTQIAPN+, e esse samba, esse enredo, vem para ratificar a luta contra esse desrespeito que o Brasil em geral comete”.
Claudio se emocionou ao falar de como foi todo o processo de construção da letra em parceria com Gusttavo Clarão, relatando as experiência de como essa samba é único desde a concepção.
“O processo de produção deste samba foi muito louco. Este ano estou fazendo 35 anos de samba e foi diferente de tudo. Eu até pedi ao meu parceiro Gusttavo, que mora nos Estados Unidos, e a gente é muito sintonizado um com o outro, para fazer samba. Um dia indo a Dona Praia, que é uma entidade, falou: ‘você vai ficar três dias sem dormir, você vai acordar sem saber de nada, e vai acordar com muita coisa desse samba’. E isso aconteceu, fiquei três dias, quando dava uma hora da manhã eu acordava do nada, com algumas coisas na cabeça e o tempo todo eu me questionando: ‘será que é isso?’. E quando passaram esses três dias eu tinha quase a ideia da letra muito construída na minha cabeça e aí eu comecei a bater bola com o Gusttavo, ele propondo algumas coisas, e eu falando: ‘isso daqui está em cima do que eu aprendi’. E ele entendendo tudo e trazendo a parte melódica, que ele é muito bom isso, propondo algumas coisas de letra. E se eu não tivesse essa experiência esse samba não seria assim”.
Para o compositor, o verso que mais chama a sua atenção ´o do velho discurso crstão, pela força com que isso teve na época de Xica Manicongo e tem nos dias de hoje, explicando um pouco mais sobre como é um resumo das causas que o enredo defende.
“O primeiro dia que eu conheci o catimbó, eu ganhei uma imagem. E o samba fala: ‘faz tempo que eu digo não, ao velho discurso cristão’, porque foi a Igreja Católica que combateu, autorizou o combate e quis queimar Xica Manicongo na Inquisição, na Bahia, ela foi perseguida por causa disso. ‘Faz tempo que eu digo não ao velho discurso cristão/sou manicongo/há duas cabeças em um coração’, e quem cultua Exu sabe o que eu estou falando, ‘são tantas e uma só/eu sou a transição/carrego dois mundos no ombro’. Muitas pessoas falaram: ‘não bota essa frase’. Quando a gente mostrou por Jack ele falou: ‘é essa a frase’. Ela resume o que é a luta desse samba”.
Por fim, Claudio Russo conta o que espera do rendimento do samba da escola nos próximos meses.
“Eu tenho muita esperança que esse samba renda muito. A gente sabe que para o Tuiuti isso sempre é uma luta. O Tuiuti já marcou o Especial com grandes sambas. O samba de 2018 despontou como o grande samba do ano em janeiro e foi aquele desfilaço. Recentemente, o samba de 2023 foi a mesma coisa e ganhou uma dezena de prêmios. Espero que esse samba, com o apoio do carro de som e do Pixulé, com o apoio do mestre Marcão, que está numa fase extraordinária, chegue em dezembro estourado. A escola tem uma força muito grande nos ensaios de segunda-feira e eu tenho certeza que quando estiver perto do Natal, vai estar ‘bagunçando São Cristóvão’”.
O carnavalesco André Machado é estreante no Águia de Ouro. Carregando uma bagagem de experiência no carnaval paulistano, o profissional chega à escola da Pompéia para desenvolver o enredo em homenagem ao cantor e compositor Benito di Paula, dando andamento ao desfile da agremiação da Zona Oeste. Como citado, André passou por várias entidades em São Paulo, tendo como trabalhos recentes nas escolas Rosas de Ouro, Colorado do Brás e, nos dois últimos carnavais, Mancha Verde. O profissional conversou com o CARNAVALESCO e falou sobre a preparação do Águia de Ouro para o próximo desfile.
O artista revelou que o presidente Sidnei e a diretora de carnaval Jacqueline Meira estão por perto vendo o trabalho dele, mas tudo é feito por amor à entidade. André diz que ambos são apaixonados pelo Águia de Ouro e sabem o que é melhor para a escola. De acordo com o artista, não há vaidade sobre opinar dentro do seu projeto. “Uma coisa que eu sempre falo mais do que ninguém é que dentro de uma escola de samba não existe amor maior do que o do presidente. Tudo que eu vou criar, por mais que eu coloque amor no que eu faço, existe um maior que é do presidente e jamais ele vai querer qualquer coisa que prejudique a agremiação dele. Eu não tenho vaidade nenhuma de por um acaso o Sidnei e Jacqueline, que também é outra pessoa que ama a escola, darem qualquer opinião sobre o meu serviço, porque eu sei que o sentimento deles é maior do que o meu amor pela escola, até porque eu estou entrando agora e me apaixonando pelo Águia de Ouro. Eu vou tentando dentro do possível montar o meu carnaval em cima do que eles querem de mim e principalmente o que a comunidade espera também, porque eles têm clareado a minha mente nesse sentido, querendo fazer um carnaval que agrade a comunidade para chegar feliz na avenida”, contou.
Confiança no título
Nos dois anos em que esteve na Mancha Verde, o carnavalesco conquistou um vice-campeonato e quinta colocação, indo duas vezes para os Desfiles das Campeãs. Agora, na agremiação da Pompéia, o profissional quer buscar o título, e o fato de abrir o sábado de carnaval não intimida a comunidade. “Eu estou muito esperançoso, porque eu estou muito focado para fazer um grande carnaval e brigar realmente pelo título. Tirando a comunidade do Águia de Ouro, as pessoas do carnaval acharam loucura a nossa escolha de abrir o sábado de carnaval, mas isso não quer dizer nada, porque a gente está acreditando bastante. É só trabalhar, focar no que a gente tem que fazer e apresentar o nosso trabalho para o público, para as pessoas em casa e principalmente para os jurados. A gente vai trabalhar esses meses que faltam para o carnaval com o regulamento embaixo do braço, pensando em fazer o melhor para que a gente consiga voltar entre as cinco e quem sabe ser campeão”, declarou.
Opinião sobre o samba-enredo
O artista falou sobre o samba-enredo da escola. O Águia teve um processo diferente na escolha do samba-enredo. De acordo com André, a agremiação pediu para os compositores seguirem fielmente a sinopse. O fato distinto é o que o homenageado Benito di Paulo participou das audições. “A gente teve 17 parcerias, eu tive conversas preliminares com alguns deles, a gente cortou 10, e ficaram sete. Fizemos mais audições até ficar cinco. Essas obras a gente apresentou para o Benito de Paula conhecer as possíveis obras iriam para a avenida. Ele deu a opinião dele em relação a algumas, toda a diretoria se reuniu depois dessa conversa com ele e a gente decidiu que seria esse samba que foi campeão. Eu digo que dos últimos carnavais, eu acredito mesmo na força desse samba. Talvez seja um dos samba mais bonitos dos meus últimos carnavais. Nós conversamos com todas as outras obras também para seguir à risca do que a gente queria na sinopse, porque é o a gente pretende mostrar. A comunidade está muito feliz e já é conhecida por cantar muito. Tem tudo para esse samba crescer e se transformar, se Deus quiser, em um dos melhores sambas do carnaval”, completou.