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Rosas de Ouro reedita ‘Mar de Rosas’ e aposta em clássico emocionante para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Rosas de Ouro

A Sociedade Rosas de Ouro anunciou, na noite do último sábado, durante a Festa de Definição da Ordem dos Desfiles, o enredo que levará para o Sambódromo do Anhembi no Carnaval 2027. Com o título “Mar de Rosas”, a escola reeditará o emblemático enredo apresentado originalmente em 2005, criado pelo carnavalesco Fábio Borges, e que agora ganhará uma nova leitura pelas mãos dos carnavalescos Yago Duarte e Bruno de Oliveira.

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A proposta mergulha na trajetória da rosa, símbolo maior da agremiação. Inspirado na lenda que conta o nascimento da flor a partir das lágrimas da deusa Afrodite pela perda de seu grande amor, o enredo conduzirá o público por uma viagem poética através dos tempos, exaltando a beleza, o simbolismo e a força da rosa.

A presidente da escola, Angelina Basílio, destacou o sentimento da comunidade na escolha do tema: “A reedição de ‘Mar de Rosas’ é um desejo antigo da nossa comunidade. Entendemos que este é o momento certo para reviver essa história tão marcante e seguir juntos na busca pelo nosso lugar.”

O samba-enredo, considerado um dos mais emblemáticos da história recente da escola, é assinado por Emerson de Paula, Dema de Deus e Osmar Costa, atual vice-presidente da agremiação. Para Osmar, a volta da obra à avenida promete emocionar: “Nosso samba ficou marcado na história do carnaval paulistano, segue vivo na memória e no coração dos sambistas. Tenho certeza de que será uma grande catarse no Anhembi.”

A Rosas de Ouro será a terceira escola a desfilar pelo Grupo de Acesso no dia 7 de fevereiro de 2027.

Vai-Vai escolhe segunda posição da sexta e Tucuruvi fecha o sábado no Carnaval 2027; confira a ordem completa dos desfiles

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Foto: CARNAVALESCO

A noite do último sábado foi de celebração, emoção e casa cheia na definição da ordem dos desfiles do Carnaval 2027 de São Paulo. Realizado na Fábrica do Samba, o evento promovido pela Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo reuniu milhares de sambistas, dirigentes e torcedores em uma grande festa marcada pela organização, apresentações especiais e muita expectativa para o próximo carnaval. A Liga-SP também informou que a venda de ingressos de arquibancada para o Carnaval 2027 já está disponível através do Clube do Ingresso.

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Com entrada mediante a doação de 1 kg de alimento não perecível, o público lotou o espaço e acompanhou uma programação cuidadosamente preparada para valorizar as agremiações paulistanas. O grupo SP Ritmo comandou a parte musical da noite com muita qualidade, embalando apresentações de sambas históricos e também dos sambas-enredo do Carnaval 2026, escolhidos pelas próprias escolas.

O palco ainda recebeu apresentações dos casais de mestre-sala e porta-bandeira, rainhas de bateria, musas, passistas e integrantes das velhas-guardas, transformando o sorteio em um verdadeiro espetáculo de exaltação à cultura do samba paulistano.

As torcidas tiveram presença marcante durante toda a noite, protagonizando um dos pontos altos do evento. O destaque ficou para a comunidade da Mocidade Unida da Mooca, que fez muito barulho e demonstrou força mesmo antes do desfile oficial de 2027.

Outro momento de forte emoção aconteceu durante a entrada da tradicional Rosas de Ouro. Apesar do rebaixamento para o Grupo de Acesso 1 no último carnaval, a escola foi ovacionada pelo público presente. Aproveitando a grande repercussão, a agremiação revelou que reeditará no Carnaval 2027 o samba-enredo “Um Mar de Rosas”, apresentado originalmente em 2005.

Atual campeã do Grupo Especial paulistano, a Mocidade Alegre também recebeu muitos aplausos do público e mostrou a força de sua comunidade na noite da definição da ordem dos desfiles.

Entre as surpresas da definição da ordem dos desfiles, chamou atenção o Vai-Vai, maior campeã da história do carnaval paulistano, que vai desfilar na segunda posição da sexta-feira do Grupo Especial.

Ordem dos desfiles do Carnaval 2027

Grupo Especial

Sexta-feira (5 de fevereiro)
23h15: Pérola Negra
0h20: Vai-Vai
1h25: Barroca Zona Sul
2h30: Dragões da Real
3h35: Acadêmicos do Tatuapé
4h40: Mocidade Unida da Mooca
5h45: Camisa Verde e Branco

Sábado (6 de fevereiro)
22h30: Império de Casa Verde
23h35: Gaviões da Fiel
0h40: Mocidade Alegre
1h45: Tom Maior
2h50: Estrela do Terceiro Milênio
3h55: Colorado do Brás
5h: Acadêmicos do Tucuruvi

Acesso 1 – Domingo (7 de fevereiro)

21h: X-9 Paulistana
22h: Dom Bosco de Itaquera
23h: Rosas de Ouro
0h: Águia de Ouro
1h: Unidos de Vila Maria
2h: Mancha Verde
3h: Morro da Casa Verde
4h: Independente Tricolor

Acesso 2 – Sábado (30 de janeiro)

20h: Unidos de Santa Bárbara
20h50: Brinco da Marquesa
21h40: Unidos do Peruche
22h30: Imperatriz da Paulicéia
23h20: Imperador do Ipiranga
0h10: Nenê de Vila Matilde
1h: Unidos de São Lucas
1h50: Torcida Jovem
2h40: Primeira da Cidade Líder
3h30: Camisa 12

Prefeitura de Niterói reformará quadra do Acadêmicos do Cubango

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Foto: Divulgação/Cubango

A Prefeitura de Niterói e o Acadêmicos do Cubango firmaram, nesta sexta-feira, um acordo para a realização de obras de revitalização na quadra da agremiação, localizada na Rua Noronha Torrezão, na Cidade Sorriso. O encontro contou com a presença da presidente Patricia Cunha, do vice-presidente Iran Robinson, do deputado federal Dimas Gadelha (PT-RJ), da secretária executiva da Prefeitura de Niterói, Marcilene Souto – representando o prefeito Rodrigo Neves -, e do vereador de São Gonçalo, Juliano Freitas (PT-RJ).

O espaço, que vai muito além dos ensaios e apresentações da escola, é considerado um importante ponto de convivência da comunidade. Além das atividades ligadas ao carnaval, a quadra recebe ações sociais voltadas para crianças e moradores da região, workshops de samba no pé, ensaios de bateria, reuniões de planejamento e diversos eventos culturais realizados ao longo do ano.

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A parceria prevê melhorias estruturais importantes para a preservação e modernização do espaço, fortalecendo ainda mais o papel social e cultural da Verde e Branca em Niterói. A Prefeitura mantém, historicamente, investimentos voltados à cultura popular e ao carnaval da cidade, contribuindo diretamente para a valorização das agremiações e das manifestações culturais do município. A presidente Patricia Cunha destacou a importância do encontro e do apoio recebido para o novo momento da escola:

“Ficamos muito felizes em receber o deputado Dimas, a secretária Marcilene, na figura do prefeito Rodrigo Neves, e o vereador Juliano, que tiveram toda a gentileza do mundo em conhecer a quadra da Cubango e apoiar, junto à Prefeitura de Niterói, esse projeto que vai mudar a vida de nós cubanguenses. O vice-presidente e eu estamos eternamente gratos por todo apoio e assistência”, agradeceu Patricia.

A direção da escola e os representantes envolvidos seguem alinhando os próximos passos do projeto, incluindo a definição do cronograma para o início das intervenções que serão realizadas na quadra da agremiação.

Voo pela brasilidade: Camisa Verde e Branco anuncia “Ajuruetês” para o Carnaval 2027

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Foto: Divulgação/Camisa Verde e Branco

O Camisa Verde e Branco apresentou oficialmente o enredo que levará para o Carnaval de 2027, apostando em uma narrativa que mistura identidade nacional, crítica histórica e a simbologia de aves brasileiras para construir o tema “Ajuruetês – o voo da Terra Brazil”, que será desenvolvido pelo carnavalesco Marcus Ferreira. A proposta da agremiação da Barra Funda mergulha na figura do papagaio, animal-símbolo do país, como metáfora de brasilidade e resistência cultural. No texto de apresentação, a escola amplia o conceito para diferentes espécies e variações regionais, como os Verdadeiros, Chauás, Juruebas, Acuraus, Aparás e Cara-Roxa ou Maragatos, compondo um mosaico de referências que dialoga com diversidade e pertencimento.

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Mais do que uma abordagem naturalista, o enredo assume um tom político e identitário ao revisitar a relação do Brasil com sua própria imagem. A escola propõe um “voo verdejante” para recuperar uma brasilidade que, segundo o texto, foi historicamente apagada ou distorcida ao longo dos últimos 526 anos. A crítica se intensifica ao tratar do tráfico de animais e da perda de referências nativas, conectando natureza e história social em uma mesma construção simbólica.

“Queremos um país repleto de brasilidade no momento em que quebramos o elo de sermos quem nunca fomos”, diz o texto divulgado pela agremiação, que reforça a ideia de reconexão com raízes culturais e naturais. Em outro trecho, o enredo faz uma oposição direta entre o “Brazil com Z”, associado a uma visão estrangeirizada e domesticada do país, e o “Brasil com S”, que a escola defende como expressão legítima de identidade, liberdade e autenticidade.

A narrativa também aposta em um tom irreverente e popular, ao definir essa brasilidade como “matreira, irreverente, fofoqueira, faladora e malandreada como nosso povo”, aproximando o enredo de uma leitura bem-humorada da formação cultural brasileira.

No desfecho do texto de divulgação, o Camisa Verde e Branco reforça o espírito do desfile ao associar o samba à liberdade de expressão e à força criativa: “O Camisa será o Brasil com S: verde, branco e louro, em grande voo para o Carnaval 2027. Tropicalista, livre pra voar, indianista, bem-humorado e impossível de calar”.

Haddad e Bora exaltam comunidade da Vila Isabel e prometem enredo construído ‘com carinho e respeito’

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Foto: Matheus Morais/CARNAVALESCO

Gabriel Haddad e Leonardo Bora foram felizes ao realizar seu primeiro trabalho na Unidos de Vila Isabel no último carnaval. A dupla foi responsável pelo terceiro lugar da agremiação com o enredo “Macumbembê, Samborembá: Sonhei que um Sambista Sonhou a África”, sobre a vida de Heitor dos Prazeres, um dos grandes nomes da história do samba, que esteve no surgimento das escolas e na consolidação do próprio samba.

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Em primeiro lugar, os carnavalescos falaram sobre o desfile de 2026, o resultado e o pós-carnaval, que inclusive levou o Pierrot Apaixonado com a face de Heitor à Casa Brasil, localizada ao lado do CCBB. Gabriel destaca este momento e a continuidade que os carnavais que ambos levaram à Sapucaí possuem, enquanto Leonardo pontua o afeto ao longo do processo de 2026 e a poesia que guiou a escola do bairro de Noel para a Passarela do Samba, para contar a vida de Heitor dos Prazeres.

“Era um desejo nosso trabalhar com o Heitor, mergulhar mais profundamente na vida e na obra dele. Era e ainda está sendo um momento muito importante para a Unidos de Vila Isabel, uma escola que possui uma comunidade potente, que queria cantar um enredo poético e que falava da própria memória carnavalesca. O desfile expressou essa poeticidade, trouxe esse perfume, que é uma palavra usada no belíssimo samba. É esse perfume dos outros carnavais, da nostalgia carnavalesca, que tanto nos anima e pela qual nós somos apaixonados. Foi um momento muito feliz, temos muito orgulho de ter construído essa narrativa junto da Vila Isabel e de todo o povo do samba. O torcedor da Vila pode ter certeza de que 2027 será mais um enredo construído com muito respeito à memória dessa escola, com muito carinho, com muito cuidado”, declarou Leo.

“Ainda está se desdobrando. O Pierrot Apaixonado foi para a Casa Brasil agora, em exposição. Estamos em contato com a família do Heitor para continuarmos esse desdobramento, como fizemos em outros carnavais, como Bispo do Rosário na Cubango e o Exu na Grande Rio. É importante as escolas ficarem em evidência fora do momento do desfile, é isso que a gente busca sempre. A Vila fez um carnaval muito feliz, desde a escolha do samba, o anúncio do enredo na Pedra do Sal, como tudo foi se desenhando, até chegar a um grande desfile que disputou o título, junto com o Viradouro e a Beija-Flor. Foi uma disputa muito bonita este ano entre as escolas, qualquer uma das três podia ter sido campeã. Estamos muito felizes de continuar, fazer um grande projeto para 27 e seguir confiando e buscando essa energia positiva da comunidade da Vila Isabel”, pontuou Gabriel.

Por fim, eles abordaram a parceria do Povo do Samba com a China, através do consulado do país, e destacaram a importância que qualquer tipo de parceria tem para o carnaval como fonte de recursos, além de afirmarem que não negam que, algum dia, algo interessante relativo ao país possa virar enredo, dando Rosa Magalhães como exemplo.

“O carnaval hoje em si, e não só o carnaval da Vila Isabel, mas das doze escolas do Especial, das escolas do Grupo de Acesso, tanto da Sapucaí quanto da Intendente Magalhães, está precisando de parcerias, investidores, gente de boa vontade para investir, e que a gente veja um retorno para as comunidades, para as pessoas que trabalham no carnaval. E é isso que as escolas estão buscando: uma melhoria no chassi, uma melhoria na quadra. Vão buscar ajuda, e elas são bem-vindas. Claro, para o futuro, não vou dizer algo como ‘nunca faria tal enredo’, um enredo sobre pedra como a Rosa fez na Estácio, e que foi um enredo lindíssimo desenvolvido por ela, por exemplo”, destacou Gabriel Haddad.

“É uma parceria que vai além de uma ideia de enredo, é uma ideia de investimento no Carnaval em si, em uma escola de samba, uma instituição, como são as escolas de samba do Rio de Janeiro. São coisas que vão acontecendo, mas é uma coisa muito mais ampla do que um enredo em si. O Gabriel citou Rosa, essa mestra e referência. Em 2004 e em 2005, na sequência, a Rosa nos brindou com dois enredos muito interessantes, com duas Chinas muito diferentes e maravilhosas”, encerrou Leonardo Bora.

Festa da Vitória se consolida como tradição do carnaval de São Paulo

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Fotos: Will Ferreira/CARNAVALESCO

O último sábado teve um evento mais do que especial no Carnaval de São Paulo: a noite reservou a Festa da Vitória, reunindo as três grandes campeãs da folia na cidade. A celebração, realizada na Arena Morada, na Freguesia do Ó, Zona Norte do município, teve a presença da anfitriã Mocidade Alegre (vencedora do Grupo Especial), da Acadêmicos do Tucuruvi (Grupo de Acesso I) e Morro da Casa Verde (Grupo de Acesso II) – além de um show especial com intérpretes de escolas de samba cariocas e da revelação do enredo da Morada do Samba para o desfile de 2027, intitulado “Sete Anos de Mar, Sete Léguas de Encanto: A Nau que Venceu o Diabo sob a Benção do Sagrado Manto”, assinado pelo carnavalesco Caio Araújo com pesquisa do enredista Leonardo Antan. Sempre presente em eventos importantes para as escolas de samba paulistanas, o CARNAVALESCO conversou com representantes das três escolas participantes da festividade para entender quão importante a Festa da Vitória já se tornou para a folia em São Paulo.

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Histórico

Em 2024, a Mocidade Alegre realizou a então chamada Festa das Campeãs 2024 na mesma Arena Morada. À época, além das campeãs do Grupos de Acesso II e I (X-9 Paulistana e Estrela do Terceiro Milênio, respectivamente), também participaram a carioca Unidos de Padre Miguel (então vencedora da Série Ouro) e a fluminense Unidos do Viradouro (campeã do Grupo Especial). Naquele momento, outra tradição surgiu: a revelação do enredo da vencedora do primeiro pelotão paulistano para o ano seguinte – no caso, “Quem Não pode Com Mandinga Não Carrega Patuá”.

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Em 2025, novamente, a campeã do Grupo Especial de São Paulo foi o Rosas de Ouro – e, por isso, foi a anfitriã da Festa das Campeãs 2025. Na data, o Pérola Negra e a Tom Maior (pela ordem, vencedores do Grupo de Acesso II e I naquele ano) também se apresentaram. Por fim, a Roseira apresentou “Escrito Nas Estrelas”, temática para 2026.

Novamente anfitriã

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Diretor de Carnaval da Mocidade Alegre, João Lola Junior, popularmente conhecido como Junior Dentista, destacou que a união entre componentes de coirmãs paulistanas é o grande mote de eventos como esse. Ele aproveitou para explicar o motivo pelo qual a campeã do Grupo Especial do Rio de Janeiro não compareceu: “A importância da Festa da Vitória é a celebração da festa, do evento, da comemoração, o merecimento do Morro da Casa Verde, da Acadêmicos do Tucuruvi. Quisemos trazer a Viradouro, mas eles estão em Portugal – e só por isso que escola não veio: a gente sempre chama as campeãs do Rio de Janeiro e do Grupos de Acesso II e I de São Paulo. O evento existe para comemorar junto e é para todo o povo do Carnaval – do Rio, de São Paulo, do Brasil todo, parabenizando e celebrando junto com as grandes campeãs. A ideia é essa e a intenção é essa”, explicou.

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Campeãs prestigiadas

Vencedora do Grupo de Acesso I, Rodrigo Delduque, vice-presidente e Diretor de Carnaval da Acadêmicos do Tucuruvi, fez questão de agradecer à mandatária da agremiação anfitriã: “Para a Tucuruvi, é importantíssimo o reconhecimento dos títulos das coirmãs pela Mocidade Alegre. Queria agradecer à Solange e a toda a diretoria da Mocidade. É uma festa que coroa o campeonato, coroa os títulos do Carnaval no pós-Carnaval. Agora, no momento em que estamos na montagem do Carnaval 2027, ser convidado para uma festa dessas é uma emoção grande, é um reconhecimento maravilhoso pela Mocidade Alegre. Só tenho a agradecer, mais uma vez a presidente Solange e toda a diretoria da Mocidade Alegre”, comemorou.

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Já Diego de Campos, presidente do Morro da Casa Verde, campeã do Grupo de Acesso II, também destacou o trabalho que já está sendo feito na verde e rosa: “Eu me sinto muito honrado em fazer parte dessa festa, uma vez que, para a nossa comunidade, o título foi muito importante. A gente chegou em peso, acredito que a gente fez um grande espetáculo, um espetáculo de campeã como fomos em 2027. Agradeço a presidente Solange e a toda a comunidade da Mocidade Alegre por fazer esse grande evento. Para a gente, é uma experiência única! E a primeira vez, que eu, como presidente, eu estou aqui na Festa da Vitória – espero retornar outras vezes e vou embora. O Carnaval 2027 está aí e é trabalhar, chegar com energia e fazer um grande desfile para vocês no dia 07 de fevereiro”, finalizou.

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Como brasileiros podem organizar pagamentos internacionais com uma conta bancária nos Estados Unidos

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Foto: Divulgação

Para freelancers, empresas digitais e empreendedores que atuam globalmente, abrir conta bancaria nos Estados Unidos deixou de ser apenas uma opção e passou a ser uma estratégia cada vez mais relevante. Especialmente para brasileiros que trabalham com clientes no exterior, contar com uma estrutura financeira internacional pode simplificar operações, reduzir custos e melhorar a previsibilidade do fluxo de caixa.

Ao longo dos últimos anos, o crescimento da economia digital e do trabalho remoto impulsionou a necessidade de soluções financeiras mais eficientes. Receber pagamentos em diferentes moedas, lidar com plataformas internacionais e evitar intermediários caros são desafios comuns — e é justamente nesse contexto que uma conta bancária nos EUA ganha protagonismo.

O cenário atual dos pagamentos internacionais

A realidade dos freelancers e empresas digitais

Freelancers brasileiros que prestam serviços para clientes nos Estados Unidos ou Europa enfrentam frequentemente problemas como:

  • Taxas elevadas de conversão de moeda
  • Demoras em transferências internacionais
  • Limitações de plataformas de pagamento
  • Falta de previsibilidade nos valores recebidos

Empresas e agências digitais também passam por dificuldades semelhantes, especialmente quando escalam suas operações e começam a lidar com múltiplos clientes internacionais simultaneamente.

Além disso, muitos negócios digitais operam em plataformas globais que utilizam o dólar como moeda padrão. Isso cria uma necessidade natural de alinhar a estrutura financeira com o mercado onde o dinheiro circula.

O impacto das taxas e intermediários

Um dos maiores obstáculos está nos intermediários financeiros. Cada etapa do processo — banco local, banco intermediário, plataforma de pagamento — pode adicionar custos que reduzem significativamente a margem de lucro.

Ter uma conta diretamente nos Estados Unidos permite eliminar parte desses intermediários, tornando as transações mais diretas e eficientes.

Benefícios de ter uma conta bancária nos Estados Unidos

Recebimento direto em dólar

Um dos principais benefícios é a possibilidade de receber pagamentos diretamente em dólar, sem necessidade de conversão imediata.

Isso oferece vantagens importantes:

  • Proteção contra a volatilidade cambial
  • Maior controle sobre quando converter valores
  • Melhor planejamento financeiro

Para quem trabalha com clientes internacionais, isso também transmite mais profissionalismo e facilita negociações.

Integração com plataformas globais

Contas bancárias nos EUA costumam ser compatíveis com diversas plataformas internacionais, como:

  • Gateways de pagamento
  • Marketplaces digitais
  • Ferramentas de assinatura (SaaS)
  • Plataformas de freelancing

Essa integração permite automatizar processos e reduzir a dependência de soluções locais que nem sempre acompanham o ritmo do mercado global.

Redução de custos operacionais

Ao centralizar recebimentos em uma conta internacional, é possível:

  • Diminuir taxas bancárias
  • Evitar múltiplas conversões de moeda
  • Simplificar a contabilidade

Segundo práticas comuns no mercado, estruturar uma operação com base nos EUA pode inclusive otimizar a carga tributária dependendo da configuração do negócio .

Como organizar pagamentos internacionais na prática

Estrutura básica recomendada

Para brasileiros que desejam operar de forma eficiente com clientes internacionais, uma estrutura comum inclui:

  • Uma empresa registrada nos EUA (como LLC)
  • Uma conta bancária empresarial americana
  • Ferramentas de faturamento internacional
  • Presença digital profissional

Essa combinação permite não apenas receber pagamentos, mas também construir uma operação escalável e confiável.

Separação entre finanças pessoais e empresariais

Um erro comum entre freelancers é misturar contas pessoais com recebimentos profissionais.

Ao utilizar uma conta empresarial nos EUA, é possível:

  • Organizar melhor receitas e despesas
  • Facilitar declarações fiscais
  • Transmitir maior credibilidade ao cliente

Essa separação também ajuda a evitar problemas legais e financeiros no longo prazo.

Planejamento de fluxo de caixa

Ter uma conta em dólar permite adotar estratégias mais avançadas de gestão financeira, como:

  • Manter reservas em moeda forte
  • Planejar conversões em momentos favoráveis
  • Diversificar fontes de receita

Esse tipo de planejamento é especialmente relevante em economias com alta volatilidade cambial.

Diferenças entre operar com bancos locais e internacionais

Limitações dos bancos tradicionais

Bancos locais no Brasil muitas vezes não estão preparados para atender plenamente negócios digitais globais. Entre as limitações mais comuns:

  • Processos burocráticos
  • Custos elevados
  • Baixa integração com ferramentas internacionais
  • Demoras em transferências

Isso pode se tornar um gargalo à medida que o negócio cresce.

Flexibilidade das soluções internacionais

Já as contas nos Estados Unidos oferecem maior flexibilidade, permitindo:

  • Operar 100% online
  • Acessar serviços financeiros globais
  • Trabalhar com múltiplas moedas
  • Escalar operações sem fricção

Além disso, o sistema financeiro americano é amplamente reconhecido e aceito internacionalmente, o que facilita relações comerciais.

Boas práticas para freelancers e empresas brasileiras

Construir uma presença internacional sólida

Não basta apenas ter uma conta bancária. Para maximizar os benefícios, é importante desenvolver uma estrutura profissional que inclua:

  • Site institucional
  • E-mail corporativo
  • Marca bem definida
  • Processos claros de faturamento

Esses elementos aumentam as chances de aprovação em bancos e melhoram a percepção do cliente.

Escolher a estrutura jurídica adequada

A escolha da estrutura empresarial impacta diretamente na operação financeira.

A LLC, por exemplo, é frequentemente utilizada por estrangeiros devido à sua flexibilidade e simplicidade .

Entre suas vantagens:

  • Responsabilidade limitada
  • Estrutura simples de gestão
  • Possibilidade de operação remota
  • Flexibilidade tributária

Isso a torna especialmente atrativa para freelancers e pequenos negócios digitais.

Entender obrigações fiscais

Embora operar internacionalmente traga vantagens, também exige atenção às obrigações fiscais.

É importante considerar:

  • Regras do país de residência
  • Regulamentações internacionais
  • Necessidade de declarar rendimentos
  • Planejamento tributário

Contar com assessoria especializada pode evitar erros e garantir conformidade.

Organização de pagamentos para diferentes perfis

Freelancers

Para freelancers, a principal vantagem está na simplicidade:

  • Receber diretamente do cliente
  • Evitar plataformas intermediárias
  • Reduzir taxas

Além disso, facilita trabalhar com clientes de diferentes países sem complicações.

Agências e empresas digitais

Agências que lidam com múltiplos clientes internacionais se beneficiam ainda mais:

  • Centralização de receitas
  • Melhor controle financeiro
  • Facilidade para escalar operações

Isso permite focar no crescimento do negócio em vez de lidar com problemas operacionais.

E-commerces e negócios online

Negócios que vendem para o exterior também podem utilizar contas nos EUA para:

  • Receber pagamentos de plataformas internacionais
  • Gerenciar receitas em dólar
  • Otimizar operações logísticas e financeiras

Esse tipo de estrutura é comum em empresas que atuam globalmente desde o início.

Português: organização financeira internacional na prática

Para empreendedores brasileiros, organizar pagamentos internacionais não é apenas uma questão operacional, mas estratégica.

Ter acesso a uma conta bancária nos Estados Unidos permite:

  • Trabalhar com clientes globais de forma mais eficiente
  • Melhorar margens de lucro
  • Reduzir riscos cambiais
  • Profissionalizar a operação

Além disso, possibilita competir em igualdade com empresas de outros países, eliminando barreiras financeiras.

Español: cómo optimizar cobros internacionales desde Latinoamérica

Para profesionales y empresas de Latinoamérica, especialmente Brasil, operar con una cuenta en Estados Unidos representa una ventaja competitiva clara.

Permite:

  • Cobrar en moneda fuerte
  • Reducir costos operativos
  • Mejorar la experiencia del cliente internacional
  • Escalar negocios digitales sin fricciones

En un contexto donde el trabajo remoto y los servicios digitales siguen creciendo, contar con una estructura financiera internacional ya no es un lujo, sino una herramienta clave para crecer de forma sostenida.

Estrategias para escalar operaciones internacionales

Automatización de cobros

Integrar la cuenta bancaria con herramientas digitales permite automatizar:

  • Facturación
  • Cobros recurrentes
  • Reportes financieros

Esto reduce errores y mejora la eficiencia operativa.

Diversificación de ingresos

Una cuenta internacional facilita expandirse a nuevos mercados, permitiendo:

  • Cobrar en diferentes países
  • Adaptarse a distintas monedas
  • Acceder a nuevas oportunidades

Esto es especialmente relevante para freelancers y startups.

Construcción de reputación global

Operar con infraestructura internacional también mejora la percepción del negocio.

Clientes internacionales suelen confiar más en empresas que:

  • Tienen presencia en EE.UU.
  • Operan en dólares
  • Utilizan sistemas financieros globales

Esto puede influir directamente en la adquisición de nuevos clientes.

Erros comuns a evitar

Depender exclusivamente de plataformas

Muitos profissionais começam utilizando plataformas intermediárias, o que é válido no início. No entanto, depender exclusivamente delas pode limitar o crescimento.

Ter uma conta própria permite maior autonomia.

Não planejar a estrutura desde o início

Organizar a estrutura financeira desde o começo evita retrabalho e custos adicionais no futuro.

Ignorar aspectos legais e fiscais

Mesmo operando internacionalmente, é fundamental manter conformidade com as leis locais e internacionais.

Tendências do mercado global

O movimento de internacionalização de negócios digitais continua crescendo.

Cada vez mais profissionais:

  • Trabalham remotamente
  • Atendem clientes globais
  • Recebem em múltiplas moedas

Nesse cenário, soluções financeiras tradicionais deixam de ser suficientes.

Estruturas internacionais, como contas bancárias nos Estados Unidos, passam a ser parte essencial da operação, especialmente para quem busca crescimento consistente e escalável no mercado global.

Em busca da retomada, Nenê de Vila Matilde apresenta enredo afro para o Carnaval 2027

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Fotos: Letícia Sansão/CARNAVALESCO

A última quarta-feira foi marcada por emoção, ancestralidade e sentimento de pertencimento na explanação do enredo da Nenê de Vila Matilde para o Carnaval 2027. Com presença da imprensa, compositores e integrantes da comunidade, a azul e branca da Zona Leste apresentou oficialmente “Mulheres de Palmares – A Liberdade Tem Rosto de Mulher”, enredo que será desenvolvido pelo carnavalesco Chico Ângelo no Grupo de Acesso 2. O evento também marcou o lançamento oficial do concurso de samba-enredo da escola e reuniu diferentes segmentos da comunidade matildense em uma noite de forte conexão com a identidade afro.

Clima de emoção

A explanação foi acompanhada com atenção e emoção pelos presentes. Enquanto a narrativa do desfile era apresentada, alguns integrantes da escola se emocionaram nos trechos que abordavam ancestralidade e o protagonismo das mulheres negras dentro da história de Palmares. O sentimento era de identificação imediata com um enredo afro que vinha sendo pedido há algum tempo pela comunidade.

A apresentação começou com a leitura detalhada da sinopse do desfile, que será dividido em quatro atos: Acotirene, Aqualtune, Dandara e as Herdeiras de Palmares. Durante a explanação, Chico Ângelo reforçou diversas vezes que o projeto não pretende resumir mulheres negras à dor da escravidão, mas exaltar protagonismo, liderança e continuidade histórica.

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Carnavalesco Chico Ângelo

“Eu não quero falar de mulheres acorrentadas. Quero falar de mulheres livres, fortes, inteligentes e que construíram Palmares. A história dessas mulheres vai muito além da dor”, afirmou o carnavalesco.

Ao CARNAVALESCO, Chico definiu o tom que pretende levar para a avenida. “Acho que será um desfile com um tom emocional muito forte, como um grito de liberdade preso na garganta, com mulheres empoderadas desfilando na avenida. Será um desfile potente e com uma carga emocional elevada”, declarou.

Narrativa ancestral

A construção do desfile vai atravessar ancestralidade africana, formação do Quilombo dos Palmares, espiritualidade, maternidade, luta coletiva e resistência negra contemporânea. O primeiro ato será centrado em Acotirene, personagem ligada à formação de Palmares e aos saberes ancestrais. O segundo apresentará Aqualtune como símbolo de organização, proteção e afeto coletivo. Já o terceiro setor será dedicado à força de Dandara como mulher de combate, liberdade e resistência.

O encerramento do desfile será voltado às “Herdeiras de Palmares”, conectando as mulheres quilombolas às mulheres negras da atualidade que seguem ocupando espaços políticos, culturais e sociais.

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Segundo Chico Ângelo, o último carro alegórico deverá reunir homenagens a mulheres pretas que ajudaram a construir o país em diferentes áreas.

“Quero homenagear toda mulher preta que ajudou a construir este país e que merece reconhecimento. A lista é enorme, mas o carro tem limites, então vamos escolher esses nomes com muito carinho. São mulheres que merecem nossos aplausos eternos”, declarou ao CARNAVALESCO.

Durante a explanação, o carnavalesco convidou a ex-secretária municipal de Cultura de São Paulo, Aline Torres, e a histórica porta-bandeira da Mancha Verde, Adriana Gomes, para representarem o espírito do setor final do desfile, dedicado às herdeiras contemporâneas de Palmares.

“Várias mulheres pretas do carnaval me inspiraram e me ajudaram a construir o carnavalesco que eu sou”, contou.

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Ex-secretária municipal de Cultura de São Paulo, Aline Torres, com o carnavalesco

Professora emocionou comunidade

Após a apresentação da sinopse, Chico Ângelo chamou à frente a professora Adriana Vasconcellos, responsável por auxiliar na pesquisa do enredo. A participação da educadora transformou a explanação em um momento de reflexão sobre ancestralidade, negritude e matriarcado negro.

O carnavalesco destacou a importância da professora em sua formação dentro da luta antirracista.

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“Ela é professora, e eu acho que esse é o papel principal da Adriana: ensinar. Muita da minha bagagem na luta antirracista veio daqui. Então, essa é a minha grande incentivadora”, declarou.

Durante sua fala, Adriana relacionou o conceito de matriarcado às estruturas presentes nas escolas de samba, nos terreiros e nas rodas de capoeira, além de destacar a importância de resgatar histórias apagadas da população negra.

“As mulheres negras já carregavam essa estrutura antes mesmo do sequestro. E é importante lembrar que matriarcado não tem nada a ver com disputa ou oposição aos homens. Matriarcado é a mulher como coluna da sociedade”, explicou.

A professora também emocionou a comunidade ao falar sobre pertencimento e acolhimento nos espaços negros.

“Esse resgate que está sendo feito é algo ímpar porque é verdadeiro. Precisamos resgatar as nossas histórias e a nossa negritude. A escola de samba é um espaço sagrado, de resistência, de liberdade e de libertação”, comentou.

Retomada da identidade

A diretora de carnaval, Bruna Babalu, revelou ao CARNAVALESCO que o projeto foi escolhido entre três propostas enviadas por Chico Ângelo. Segundo ela, o enredo representa uma retomada da essência histórica da azul e branca.

“Quando vi o enredo das Mulheres de Palmares, ainda no começo, quando era ‘Mulheres do Quilombo’, já senti que esse era o caminho. Esse enredo é a cara da Nenê. A Nenê precisava desse enredo afro. A comunidade está em êxtase e abraçou completamente o enredo”, afirmou.

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Diretora de carnaval, Bruna Babalu

A dirigente ainda relacionou o projeto ao momento vivido pela escola após os últimos carnavais, em um ambiente de reconstrução da identidade matildense.

Concurso de samba-enredo

A noite também marcou o lançamento oficial do concurso de samba-enredo da escola para o Carnaval 2027. A apresentação foi conduzida pelo diretor-geral Rodrigo Oliveira, com presença do diretor musical Tonn Queiroz, do diretor da Ala de Compositores, Cassio de Oliveira, e do diretor de Harmonia, Douglas Neto.

Durante a apresentação, Tonn reforçou a tradição musical da azul e branca e pediu atenção dos compositores à identidade da escola.

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Diretor musical Tonn Queiroz

“A Nenê é a escola que mais tem prêmio de samba-enredo em São Paulo. A fórmula já existe. Ninguém precisa inventar nada”, declarou.

O diretor musical também destacou que os compositores precisam compreender profundamente a essência musical da escola e a narrativa do enredo.

“É fazer um samba com a cara da Nenê. A escola já tem hoje um enredo com a cara da Nenê, que é um enredo afro, do jeito que a comunidade gosta. Agora, a gente precisa de um samba com a cara da Nenê. Procurem construir um samba em que a história tenha um fio condutor. Vamos trabalhar letra, vamos fazer poesia”, afirmou.

A escola informou que não realizará eventos até o dia 25 de julho, quando acontecerá a tradicional Feijoada das Alas Reunidas, marcando o reencontro com a comunidade. Os sambas concorrentes serão apresentados em formato de roda de samba, e os finalistas serão definidos no mesmo evento.

A grande final acontecerá no dia 2 de agosto. O samba vencedor receberá premiação de R$ 3 mil. Em caso de parceria entre compositores, o valor será dividido entre os vencedores.

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Haroldo Costa é reverenciado em evento; ‘Ideia original do Tambor, de 2009, foi dele’, revela Gustavo Melo

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Fotos: Luiz Gustavo/CARNAVALESCO

A Biblioteca Parque Estadual do Rio de Janeiro recebeu, na última quarta-feira, a Feira Literária do Carnaval Haroldo Costa, dedicada a obras sobre o universo do carnaval e das escolas de samba, cujo grande homenageado foi o escritor, pesquisador, bailarino e ator que batizou o nome do evento. Haroldo foi lembrado em duas mesas de debate: a primeira dissecando temas retratados nos livros escritos por ele, enquanto a mesa final relembrou o legado e as características pessoais do artista, com a presença de personalidades que tinham uma relação afetiva com o homenageado, como Helena Theodoro, que o conheceu na década de 50, criando uma amizade de mais de meio século.

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“Minha amizade com o Haroldo começou nos meus longínquos 15 anos de idade. Nos conhecemos na Rádio MEC, quando eu era uma estudante de música. Ele sempre estará vivo em nossos corações”, ressaltou Helena.

Além da filósofa e pesquisadora, a segunda mesa contou com as participações dos jornalistas Aydano André Motta e Fábio Fabato, do diretor cultural da Unidos da Tijuca, Julio César Farias, e dos escritores Miguel Pinto Guimarães e Onésio Meirelles, com mediação de Rachel Valença, pesquisadora e escritora. Aydano lembrou da importância de Haroldo na mudança de paradigma dos desfiles, influenciada pelo Salgueiro e sua academia de carnavalescos na década de 60.

“Haroldo é um grande nome da revolução cultural do Salgueiro. O que a Portela inventou lá atrás, o Salgueiro revolucionou de uma forma muito sofisticada. Ele é um dos grandes responsáveis por isso”, afirmou.

Fábio Fabato sintetizou como enxergava o homenageado: “Celebremos a memória de alguém tão grande quanto Haroldo Costa, a generosidade e a simplicidade em forma humana”.

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Julio César trabalhou com Haroldo na Secretaria de Cultura do Rio e criou uma relação próxima com ele, ganhando um amigo e incentivador. “Trabalhei com o Haroldo por cinco anos. Ele me introduziu na produção de um programa na Rádio Roquete Pinto, cheguei a apresentar por incentivo dele. Era um homem que acreditava demais nas pessoas, era muito amigo. No desfile do Paraíso do Tuiuti que homenageou Ricardo Cravo Albin, a alegoria na qual vinham Haroldo e outros amigos começou a dar choques por conta da chuva e, mesmo assim, ele tentou ficar lá, não queria sair, até que aceitou descer e veio no chão”, lembrou, contando uma curiosa história do artista.

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Outro amigo de Haroldo, Miguel Pinto Guimarães, citou a formação intelectual do ator. “Minha relação com ele era de amizade, estava sempre em meus aniversários. Ele é um dos elos mais importantes entre o carnaval das escolas de samba e a arte erudita. Ele era um intelectual, um homem de teatro. A academia estava nele. Poucas pessoas costuraram tão bem essa relação do carnaval com a intelectualidade como ele”, lembrou.

“Durante a pandemia, eu revi inúmeros desfiles antigos e fiquei encantada pelos comentários do Haroldo Costa, pela sensibilidade e conhecimento que ele mostrava. Ele teve uma trajetória linda de vida e contava como se fosse algo banal. Me senti emocionada quando me chamaram para essa mesa, pois eu poderia contar que conheci alguém com esse tamanho, com essa história de vida”, afirmou Rachel Valença.

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Único dos presentes sem uma relação mais pessoal com Haroldo Costa, Onésio Meirelles criou uma afetividade pelo exemplo que o artista era para os jovens negros como ele, num universo que parecia inalcançável para muitos deles. “Haroldo era um espelho para um jovem negro como eu, fazendo tantas coisas com imenso talento: ator, dançarino, depois escritor, produtor. O seu legado está vivo”.

A mesa que discorreu sobre as narrativas das escolas de samba através dos livros escritos por Haroldo, sobretudo a obra “História do Brasil na Boca do Povo”, catalogou diversos sambas-enredo que retratavam acontecimentos históricos do país. Deste debate participaram os jornalistas Marcelo Mello e Felipe Ferreira; os enredistas de Vila Isabel e Viradouro, respectivamente, Vinicius Natal e João Gustavo Melo; e o dançarino e mestre na arte da dança dos casais de mestre-sala e porta-bandeira, Manoel Dionisio.

Entre diversos pontos abordados na mesa, foram discutidas as narrativas de sambas e enredos antigos, que sempre eram criados de acordo com a visão do status quo da época, a narrativa do poder e da classe dominante, algo de que Haroldo sempre discordou, sendo um dos primeiros negros a conseguir espaço como pensador do carnaval.

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“Haroldo Costa é um dos principais representantes da intelectualidade negra no samba, que abriu muitos espaços num universo de barreiras diversas. Hoje ainda temos uma força contrária enorme, como o avanço das igrejas evangélicas que demonizam o samba e as matrizes africanas. Precisamos lutar para colocar o samba no centro da cultura brasileira”, afirmou Vinicius Natal.

O jornalista Marcelo de Mello lembrou do pioneirismo do enredo de 1963 do Salgueiro, que falou de Xica da Silva, uma personagem até então não tão conhecida do grande público, desfile que fez Haroldo se tornar torcedor da vermelho e branco. “Um legado que as escolas de samba trazem para a cultura brasileira é dar visibilidade a figuras antes não tão faladas. Xica da Silva passou a ser retratada em diversas obras após o desfile histórico do Salgueiro em 63”, declarou.

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Quem participou desse desfile com a inesquecível ala do Minueto foi Manoel Dionísio, dançarino como Haroldo Costa e seu contemporâneo. “Fizemos o minueto na Presidente Vargas às 11 horas da manhã, sol quente, roupa de veludo. Na época, o único sambista que tinha uma coluna de carnaval no Jornal dos Sports era o Marco Aurélio, conhecido como Jangada. Após o título do Salgueiro, ele escreveu que o Salgueiro tinha sido campeão com uma coreografia maldita. Nos anos seguintes, passaram a aparecer duplas e trios fazendo coreografia, e ele não falava nada. Achei uma certa discriminação. É por isso que digo: eu não sou bailarino, sou dançarino afro”, afirmou Manoel, lembrando como era a visão artística da época em relação aos negros.

Haroldo Costa teve participação fundamental no último título do Salgueiro, em 2009. “O último campeonato do Salgueiro, ‘Tambor’, é uma ideia original do Haroldo Costa. O enredo em 2009 seria sobre Jorge Ben Jor, mas ele recusou. O Renato Lage procurou o Haroldo e perguntou quais ideias de enredo ele tinha. Ele citou duas ideias, e uma delas era o tambor. Renato abraçou, e o resultado foi o título”, contou João Gustavo Melo.

O evento foi encerrado com a apresentação do Salgueiro, coroando uma bela homenagem a um dos intelectuais mais populares da cultura brasileira.

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Paraíso do Tuiuti 2027: leia a sinopse do enredo

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Enredo: CIATA: A MÃE PRETA DO SAMBA

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ANÁLISE DE DISCURSO

“Tu és meu sonho Tuiuti
Tens um destino a cumprir”
Paraíso do Tuiuti 2001
(Cesar Som Livre, Kleber Rodrigues, David Lima e Claudio Martins)

O Paraíso do Tuiuti, preparado para continuar indo ao encontro do seu destino, reafirma a sua posição de fazer enredos e propor questionamentos que busquem tirar fatos e personagens do apagamento dos livros oficiais para consagrá-los na eternidade do maior espetáculo da terra.

CONCEITO DO TÍTULO DO ENREDO
CIATA: MÃE PRETA DO SAMBA

Traduz de forma direta e sucinta o significado e o simbolismo da personagem de fundamental importância na criação do samba carioca, como também no enraizamento da cultura de terreiro.

A expressão “mãe preta” no Brasil Colonial é muito marcada pelo imaginário e pela violência da escravidão, não raro definindo as amas de leite submetidas à amamentação compulsória dos filhos da elite.

Desafiando o horror da escravidão, o Tuiuti propõe a ressignificação do termo, entendendo a mãe preta do samba como protagonista soberana e livre, senhora de saberes, sabores, afetos, acolhimentos, resistências e reexistências, no contexto do matriarcado gerador da cultura preta do samba.

SINOPSE

Acordou, como sempre, antes do galo cantar. De um estalo se mirou no espelho do abebé, o leque dourado de Oxum, naquela hora em que o sol, como um abre-alas, pediu passagem entre as nuvens da madrugada para anunciar a chegada de mais um dia. O cheiro bom do omolokum arriado no dia anterior ainda dominava o ambiente.

A tia preta abriu a porta do casarão, então matriz de acolhimento dos sabores e saberes de sua gente, na rua Visconde de Itaúna, número 117, Praça Onze de Junho, e saiu para o trabalho, empunhando o seu tabuleiro de doces deliciosos, vestida a caráter: pano da costa, ojá na cabeça, saia rendada, bata, guias e balangandãs.

Ela, ao lado de tantas tias, foi expoente da tradição das mulheres quituteiras trajadas de baianas nas ruas da cidade; pretas soberanas que assumiram plenamente o protagonismo sobre suas vontades, seus corpos e suas vidas.

Hilária Batista de Almeida se lembrou da Bahia e do tempo de cabeça feita pelo velho Bamboche, quando Oxum gritou por três vezes no jogo aberto: Ora iê iê ô, alafiou!

E pensou alto: este ano a festa da minha mãe vai ser linda.

Feito isso, seguiu para seu ponto comercial naquela esquina do Centro, próxima às ruas da Alfândega e do Ouvidor, sem esquecer da caminhada como primeira yaquequerê do terreiro de João Alabá, na rua Barão de São Felix, na Cidade Nova.

A região central da cidade se transformava pelas reformas urbanas que buscavam construir, desde o início da República, uma espécie de “Paris Tropical”; projeto que caminhou tentando invisibilizar as vivências e a ciência dos pretos e pobres que não faziam parte do ideal da Belle Époque carioca.

A tia ainda se lembrava dos dias da Revolta da Vacina, nos tempos do Bota Abaixo do prefeito Pereira Passos. No burburinho das ruas, era como se Omolu, o grande orixá da doença e da cura, estivesse balançando o xaxará, o cetro de búzios e palha da costa, pela cidade inteira.

A gente simples das ruas cariocas, todavia, não é de se entregar e se integrou através da luta, da ocupação do espaço público e da construção de sociabilidades cotidianas. Nelas, se atam os nós da resistência e da invenção de modos coletivos de vida.

Ciata continuou a passos firmes, cruzou com uns conhecidos capoeiras, passou pelo vizinho que escrevia o jogo do bicho, viu algumas barracas de frutas frescas e percebeu que a justa vinha descendo em disparada desde o Campo de Santana, atrás de uns malandros e de uma yaô recém-iniciada para o orixá.

Ao seu lado, dois moleques gaiatos cantarolavam baixinho:

“O Chefe da Folia pelo telefone mandou avisar…”

Pensou alto: Oxalá!

O Rio de Janeiro começava a respirar os ares do carnaval e como era bom ouvir aquele batuque que começou misturado com choro, maxixe, samba de roda e muito axé, livre da repressão urbana, no quintal de sua casa, e que estava se tornando popular em meio ao corre-corre das ruas.

Ela mesma, afinal, participara da composição daquela música que os garotos cantavam — e Donga registrou com o título de “Pelo Telefone” — além de ter a fama de ser bamba nas rodas de partido alto. Como versava!

A Tia mal podia conter a expectativa pelos dias de folia. Ela era carnavalesca das mais animadas que, não à toa, herdou o Rancho Rosa Branca e viu nascer no seio de sua família o bloco O Macaco é Outro.

De súbito, um senhor de paletó marinho, que ela conhecera quando vendia doces numa Festa da Penha, há muitos anos, perguntou:

Tem doce de coco, tia? Daquele que eu comi no dia de Cosme e Damião do ano passado, na sua casa?

Tem sim senhor! E manjar também.

Uma senhora, negra altiva, disse:

Hoje não, mas amanhã eu quero mugunzá de colher, cuscuz e pé de moleque. Hoje eu quero comer um acarajé de mamãe Oyá para ficar ventando de satisfeita! Se bem que um caruru também é boa pedida.

A Iyabassê, sem perder o sorriso do rosto, respondeu irônica:

Por falar nisso, amanhã nem sei se venho. Preciso bater umas folhas ainda hoje e fazer um banho de ervas para curar a perna de um tal Venceslau Brás, acho que é o Presidente da República! Não tem ferida que Ossanha não resolva. Ele vai ficar bom.

E as duas riram.

Fez-se depois um silêncio momentâneo, logo rompido pelo barulho da turba que continuou agitando aquela manhã carioca de mais um dia de fevereiro.

De volta ao casarão de onde saíra de manhã, a tia encontrou a festa preparada para começar. Macumbeiros, sambistas, artistas, chorões, jornalistas, mães e filhas de santo, poetas, o povo da rua, tias amigas de longa data, não paravam de chegar.

Parecia que a gente daquela pequena África encravada entre o porto, a Saúde, a Gamboa, a Praça Onze, a Cidade Nova e o bairro do Estácio de Sá, estava toda ali.

De repente, com a mesa farta, os copos cheios e os corpos livres, a celebração rompe os limites do tempo e do espaço. A casa da Visconde de Itaúna é uma avenida iluminada para saudar a matriarca.

É carnaval e o rancho da saudade vai desfilar…

O seu povo desce o morro do Tuiuti e se veste de azul e amarelo para cantar, vibrar e reverenciar a ancestral maior que abençoa o carnaval.

Cada passo de samba é como um ponto riscado na Marquês de Sapucaí transformada em terreiro.

A Yalodê, líder feminina de sua gente, está feliz!

CRIAÇÃO E PESQUISA
• Carnavalesco: Renato Lage
• Pesquisa e texto: Claudio Russo e Luiz Antonio Simas
• Consultoria e apoio à pesquisa: Gracy Moreira e equipe da Casa da Tia Ciata
• Agradecimentos especiais: Professoras Angélica Ferrarez e Cláudia Alexandre